quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Video ABADS fazendo a diferença!

Programa Ressoar - nº151 - exibido 19/12/10 -- Parte 3 - ABADS

As tecnologias do futuro

por Pedro Burgos
Pesquisamos muito para compilar o que estudos prevêem para nossa vida digital nos próximos anos. Algumas previsões são fáceis de ser verificadas já em 2 ou 3 anos. Outras, são futurologias lá para 2030. Talvez a gente faça um retrospecto nesta época para ver o que acertamos. Mas certamente não será em papel.

2008
Blu-ray alcança vendas de 5 milhões até o fim do ano. *In-Stat
Apple desenvolve celular movido a energia solar.
Blu-ray alcança vendas de 5 milhões até o fimdo ano. *In-Stat
TV a laser, com mais definição que as telas comuns, é lançada pela Mitsubishi.
Nintendo Wii ganha o primeiro game com controle mental.

2009
Carros ganham acesso à internet (nos modelos da montadora americana Chrysler).

2011
As impressoras 3D, que permitem fazer pequenos objetos em casa, se popularizam. *Gartner

2012
A tecnologia WiMAX, que permite acessar a internet sem fio em qualquer lugar, conquista mais de 200 milhões de usuários. *ABI Research
Softwares alugados (on-demand) são adotados por um terço das empresas. *Gartner
Softwares de código aberto estão, de alguma forma, em 80% dos programas comerciais. *Gartner
Cheio de programas e com acesso à internet, celular assume as funções do notebook. *Gartner

2013
Blu-ray pára de ser fabricado; todo mundo prefere baixar os filmes pela internet. *Samsung
2013
O vídeo invade lugares inusitados. Dá pra assistir discurso do chefe no porta-retratos ou ver comerciais na bomba de gasolina. Isso impulsiona o marketing e a publicidade. *Forrester

2015
Chegamos à marca de 2 bilhões de computadores no mundo. *Forrester

2018
Brasil, Índia, Rússia e China viram pólos de inovação tecnológica. *Chartered Management Institute
Ataques terroristas passam a ser online. Isso faz empresas policiar tudo que circula ou pode afetar seus sistemas. Até robôs-vigias e chips em funcionários são aparatos de segurança. *Chartered Management Institute

2020
Chega ao mercado a televisão 3D. E com cheiros. *Japan National Project
HP lança um anel que lembrará todos os gostos e informações do usuário.

2025
Amadurecimento e estagnação da indústria de computadores impulsionam a nanotecnologia. *Merrill Lynch
Surgem os primeiros “agentes inteligentes”, softwares que administram a sua vida. Eles sabem quando você vai viajar, por exemplo, e fazem tudo sozinhos: compram as passagens, reservam hotel e até alugam um carro. *Ofcom

2030
Com cada vez mais gadgets nas mãos das pessoas, demanda por energia é 82% maior que em 1990. *Global Insight
Surgem os primeiros computadores mais inteligentes do que o ser humano.

Fonte: superinteressante

Agora cá pra nós, com tanta tecnologia,louvável sim!Quando teremos acessibilidade , tecnologia está que chegue a quem precisa?INVESTIMENTOS E UM OLHAR FUTURISTA PRECISAMOS PARA QUEM GOVERNA UM PAÍS!

Alunos surdos cantam, dançam e interpretam na aula de Arte

Trabalhar música, dança e teatro com alunos surdos ainda é raridade. Conheça três exemplos de professores que fazem isso com qualidade



Há muito tempo, se fala em inclusão de crianças com deficiência nas escolas. Cenas como a da foto acima, porém, continuam sendo raras. Trata-se de um grupo de teatro escolar que mistura alunos deficientes auditivos com ouvintes. Na EM Severino Travi, em Canela, a 122 quilômetros de Porto Alegre, as atividades de Arte integram normalmente os surdos. A trupe teatral já participou de vários festivais, ganhou prêmios e sempre é muito aplaudida. Além disso, a garotada tem uma fanfarra - e todos concordam que o contato com as diferentes expressões artísticas ajuda a turma também nas outras disciplinas, sem falar na integração entre os alunos. A Severino Travi, no entanto, ainda é exceção.

Mas, ainda que o número de surdos matriculados em escolas regulares venha aumentando (só nos últimos dois anos, o crescimento foi de 21%, segundo o Censo Escolar), os próprios especialistas têm dificuldades em indicar boas experiências de ensino de Arte que incluam esse público específico. Para produzir esta reportagem, por exemplo, NOVA ESCOLA entrou em contato com todas as Secretarias estaduais de Educação e com dezenas de municipais. Nenhuma delas conhecia boas escolas para indicar.

Felizmente, há (sim) professores desenvolvendo bons trabalhos de Arte que incluem crianças e jovens que sofrem, em algum grau, com a deficiência auditiva. E, como acontece com as outras disciplinas, os resultados são sempre muito animadores. Os surdos estão mais habituados a gesticular e perceber emoções nos outros. Por isso, quando convocados a se expressar por meio de caras, bocas e movimentos do corpo, eles tiram de letra. "Para aproveitar melhor essa habilidade, é essencial explorar linguagens diferentes", diz Daniela Alonso, especialista em inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. "Para ficar no exemplo do teatro, é possível montar um espetáculo falado na Linguagem Brasileira de Sinais (libras), trabalhar com mímica ou mesmo criar personagens que não falam, mas interagem com os outros."

Basta lembrar que, antes de surgir a tecnologia que permitiu criar filmes falados, todo mundo entendia o cinema mudo. Nas artes visuais, a audição não costuma ser o sentido mais importante. E muita gente sabe que, para dançar, basta sentir a vibração da música (e não é preciso ouvir para sentir essa vibração). Nesta reportagem, você vai conhecer as histórias de três escolas que desenvolvem projetos de qualidade que incluem jovens surdos em atividades de teatro, dança e música. Afinal, como escreveu o russo Leon Tolstói (1828-1910), a Arte é mesmo "um dos meios que unem os homens".

Destaques de 2010 da SUPER: Os 10 melhores blogs

Redação Super


por Rafael Losso, da MTV
COLABORAÇÃO PARA A SUPERINTERESSANTE

Em um país que 86% dos usuários de internet do país acessam uma rede social em média cinco horas por mês os blogs também foram sucesso. Listamos os blogs brasileiros que tiveram papel relevante, incentivando a produção de conteúdo de qualidade. Veja só.


10 – TECNOBLOG
Em 2010 o mundo conheceu o iPad. Em 2010 o mundo conheceu o Google TV. Em 2010 o mundo conheceu o Kinect. o Tecnoblog é o melhor blog brasileiro para encontrar uma interpretação sobre o que esses e outros lançamentos significam no nosso futuro.
9 – BROGUI
Em 2010 encontrar conteúdos bizarros na internet passou a ser fácil, natural, uma extensão ao simples ato de entrar online. O Brogui fez essa função de uma maneira tão completa que tornou-se um dos bookmarks obrigatórios para aqueles momentos para simplesmente dar umas risadas.
8 – SMELLY CAT
Animação é a melhor técnica para contar uma história sem limitar a criatividade nos limites de produção. Um filme ou um curta passa a depender apenas da extensão do talento do artista. Com desenhos, qualquer imagem pode ser construída. E o Smelly Cat é o melhor lugar para acompanhar lançamentos, histórias, curiosidades e até mesmo para assistir animações raras inteiras.
7 – URBE
Para descobrir porque a Urbe é tão legal, é só bater um olho na nuvem de tags do blog: animação ao vivo aquecimento coachella arte arte de rua arte urbana baile funk cinema circo voador clipe coachella coletânea coluna copa 2010 copa do mundo cultura digital dancing cheetah design documentário dub dub echoes dubstep entrevista eua fotografia franz ferdinand friendly fires futebol guardian hip hop hoje tem humor Imprensa jornalismo joão brasil listas londres lucas santtana mashup michael jackson mixtape Mondo Bizarro mp3 música eletrônica obama OEsquema o globo phoenix política publicidade rap reggae remix resenha rio rio fanzine street art tecnologia trailer URBe Fotos URBe TV video violência urbana web
6 – BRAINSTORM #9
Falar de publicidade sem parecer chapa branca é um desafio. Afinal, comercial sempre foi aquele momento de dar uma esticadas nas canelas entre um bloco e outro da programação. O Brainstorm #9 consegue não apenas falar do que melhor é feito na publicidade mundial, instigando e inspirando agências Brasil afora, mas consegue transformar em conteúdo interessante o que poderia ser apenas um reclame.
5 – JOVEM NERD
O melhor podcast do Brasil. A Rede Globo dos Nerds. Rockstars da comunidade online, responsáveis por uma verdadeira mudança na auto-estima dos geeks de um país em que gostar de gadgets ou importar quadrinhos sempre foi visto com certa desconfiança. Se hoje os “jovens nerds” encontraram sua voz, muito é culpa do Jovem Nerd.
4 – NÃO SALVO
O Não Salvo conseguiu um feito raro: alimentou de criatividade não apenas o seu blog, mas suas colaborações se estenderam à outros, fortalecendo o movimento humorístico na internet. Por isso, em 2010 o Não Salvo conseguiu simplesmente roubar uma Copa do Mundo.
3 – JUDÃO
Filmes, TV e quadrinhos formam o trio de ouro para qualquer nerd, sem esquecer, é claro, do videogame. O Judão é um blog que consegue falar desses assuntos com informação e ponto de vista moleque.
2 – KATYLENE
O mundo das celebridades carrega um dilema: por um lado a mídia vende semideuses, representantes de um espectro da cultura pop. Por outro, são pessoas comuns que têm que enfrentar o cotidiano caótico do ocidente desglamourizado. A Katylene consegue perceber e expor essa contradição de uma maneira absolutamente surreal.
1 – TECO APPLE
Com a fragmentação extrema do consumo musical, principalmente para quem acompanha bandas menos conhecidas, os blogs que acompanham os novos sons passaram a ser fundamentais. E esse ano o Teco Apple, além de continuar falando de música alternativa da melhor qualidade, passou a programar uma faixa de clipes na MTV. O LAB Teco Apple passou a ser um dos melhores momentos da minha semana!
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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Blog "Nossos Poetas" Casas André Luiz

Inclusão não pode ser utopia!!

Marcela Rebelo Repórter da Agência Brasil


Durante nosso estudo sobre a Síndrome de Down, encontramos muito material disponível, casos diferenciados de Down que obtiveram mais ou menos sucesso na sua trajetória de vida. A inclusão não pode ser apenas uma utopia. E para que se torne realidade é preciso que acreditemos que é possível.


Encontrei esta matéria, com entrevista do secretário parlamentar Rodrigo Marinho, um exemplo de superação. Vale a pena ler, pelo testemunho e pelas idéias sobre a inclusão escolar.Preconceito é maior entrave para ensino de crianças com deficiênciaBrasília - Um dos desafios do próximo governo na área de educação é a inclusão de crianças com necessidades especiais no sistema educacional. “Muitas crianças estão em casa porque as próprias famílias não acreditam que elas podem ser incluídas”, afirmou Rui Aguiar, oficial de educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Ceará....Oferecer o direito ao ensino a essas crianças, segundo Aguiar, pode ser uma forma de garantir que possam, no futuro, contribuir para a sociedade. Rodrigo Marinho, 35 anos, é um exemplo disso. Portador de Síndrome de Down, ele estudou todo o primeiro grau em escola regular. Há três anos, trabalha em um gabinete de um deputado, como secretário parlamentar.


Leia a matéria completa aqui.Postado por Marli às 11:57 2 comentários:claudia correa disse...Não tenho nada contra a inclusão de crianças portadoras de deficiencia nas escolas regulares. Mas acho que os portadores de deficiencia mental deveriam estar em uma escola especializada para que eles tenham uma educação melhor que realmente eles aprendem alguma coisa.Nas escolas regulares os professores não são preparados pra lhe dar com estas crianças e não são culpa deles, pois tem um conteúdo a dar,uma carga horária a cumprir, e com isso a criança fica prejudicada e não aprende o conteúdo como deveria. Sem falar que a escola não prepara os seus alunos para receberem estas crianças e com isto elas ficam isoladas.


Eu entendo que a inclusão deveria ser realmente uma inclusão, onde professores tivessem uma preparação para receber estas crianças e ensina-las a socializar uns com os outros e que estas crianças realmente saíssem dali alfabetizadas e felizes,isto pra mim é inclusão. Receber uma criança na escola só porque o governo quer e não dedicar a esta criança para mim não é inclusão.Drika Sanz disse...Em alguns pontos au concordo com a Claudia. Eu acredito na inclusão, mas também acredito que o professor não é "super-herói" para dar conta de todos os casos de inclusão. Muitas vezes ele trabalha em salas lotadas, com materialidade precária e sem estímulo ao seu crescimento profissional. A verdadeira participação das crianças portadoras de necessidades especiais na escola ainda está em construção. Toda a sociedade tem a responsabilidade de pressionar os governantes para que surjam políticas públicas para que isso aconteça de forma satisfatória e que essas pessoas possam ter os seus direitos assegurados. Abraços,

fonte: EDUCAÇÃO FÍSICA ADAPTADA

Assistam :Gênio Indomável,imperdivel!!Um olhar sobre as altas habilidades.

Gênio Indomável - A Cena (legendas português)

Gênio Indomável.

Quantas vezes passamos em nossas vidas de professores por alunos que nos deslumbram por sua incrível capacidade de compreender e acompanhar nossos raciocínios e reflexões nas mais diversas áreas do conhecimento? Tornam-se ainda mais instigantes para nós por estarmos diante de pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de aprofundar seus estudos como nós, como profissionais da educação, especializados em diversas matérias ou conteúdos pudemos fazer.

Essas pessoas muitas vezes são tão inteligentes que podem superar a capacidade de seus mestres e, por incrível que pareça, podem ter as mais diversas origens sociais (diferentemente do que se apregoa em muitos cantos, de norte a sul desse planeta, inclusive em nossa terra brasilis, o conhecimento não é privilégio dos nobres, a quem foi legada uma melhor condição sócio-econômica!).

No entanto, a escola os trata como a todos os outros, não parece interessada em valorizar suas habilidades e suas potencialidades. Muitos professores acabam fechando suas portas a esses alunos por não saberem exatamente o que devem fazer em relação a eles ou ainda por temerem que os pupilos possam superá-los e colocá-los em situação de desvantagem perante a academia a que pertencem.

Essas verdadeiras pérolas (dessa forma acho que já estou respondendo a pergunta com a qual iniciei esse texto), de tão raras que são, deveriam ter a seu alcance os recursos necessários para que pudessem desenvolver ainda mais suas capacidades e, dessa forma, para que chegassem a reverter para a sociedade em que vivem, resultados de trabalhos que teriam sido capazes de realizar em vista desse incentivo a que teriam tido acesso.


Tudo começa quando um notável mestre de uma conceituada instituição universitária norte-americana coloca no quadro-negro um problema matemático que julga ser de impossível solução pelos alunos que freqüentam suas aulas. Constitui-se tal atividade num desafio aparentemente intransponível para os grupos com os quais esse educador está trabalhando, mas, como toda "pedra no sapato" que se preze, quem sabe um deles pudesse, num grande esforço, solucioná-lo.

Alguns dias depois de ter apresentado o aparente "enigma da pirâmide", o professor é surpreendido com a resposta anotada numa das lousas do corredor da universidade, assim como depara-se com a solução do problema equacionada em suas diversas etapas. Teve que capitular e, atônito, passou a perguntar aos quatro cantos pelo realizador de tal intento, já que imaginava-o impossível para seus pupilos. Cria-se um ar de mistério pois ninguém se apresenta. Um novo problema, ainda mais difícil, é então disponibilizado para as salas e, para o espanto geral, dias depois, algum "Einstein" de plantão apareceu para resolvê-lo anonimamente.

O que foi descoberto a seguir surpreendeu ainda mais ao professor e a todos que faziam parte dessa referida comunidade acadêmica, o autor de tal displante foi um dos jovens responsáveis pela limpeza e manutenção do ambiente, uma pessoa que nem ao menos freqüentava os cursos e que circulava pelo local como servente da instituição.

O personagem Will Hunting, interpretado por Matt Damon (que ganhou em parceria com Ben Affleck o Oscar de melhor roteiro original por esse filme), tem no entanto, uma ficha das mais encrencadas, tratando-se de um jovem violento e problemático, proveniente de área suburbana e aparentemente mal-relacionado (seu grupo de amigos é pouco afeito a estudos e muito propenso a confusões); mesmo assim, trata-se de um talento promissor, desses que não se acha em qualquer esquina, do tipo que tentamos fazer surgir em nossa labuta diária na sala de aula mas que, apesar de nossos esforços e do trabalho pesado de alguns de nossos alunos para atingir tal objetivo, não depende somente de suor ou de muitas horas debruçados sobre livros, fazendo contas, estudando conceitos (obviamente que, atitudes como essas são fundamentais para a formação e aperfeiçoamento de nossos alunos para que venham a se tornar profissionais de alto nível, no entanto, algumas pessoas parecem ter nascido para determinadas funções e, nenhum empecilho as parece derrubar de sua rota rumo ao sucesso).

O que fazer? Essa pergunta leva o professor universitário a buscar o auxílio de renomados psicólogos para resolver os dilemas de Will e, dessa forma, encaminhá-lo para uma brilhante carreira. O único que parece entendê-lo é Sean McGuire (vivido pelo ator Robin Williams, que dá carisma ao personagem), mesmo Will tendo passado pelas mãos de pessoas mais estimadas ou consideradas que McGuire. O diálogo que se estabelece entre eles parece ser a possibilidade de resolução de problemas que se acumulam desde o passado do jovem. O desenlace da trama se dá por conta de opções que são apresentadas ao tal "gênio indomável" Will Hunting, suas escolhas, acertadas ou não, passam em boa parte, pelo entendimento com McGuire através de suas conversas.


De certa forma, podemos dizer que nossa melhor arma para encarar as dificuldades de relacionamento, seja com alunos que apresentam enorme potencial, seja com estudantes que tem baixo rendimento ou mesmo com aqueles que levam uma vida escolar regularizada (e que também estão sujeitos a intempéries ao longo da jornada!), acaba sendo o bom e velho bate-papo, o diálogo sugerido no filme de Van Sant.

Quantos de nós parecemos ter perdido essa velha receita. Não custa nada tentar revê-la, ela ainda pode render grandes dividendos para todos.



fonte:http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=53

Gênio Indomável

Will (Matt Damon) é um gênio,mas não consegue aceitar seu dom e prefere usar a máscara de um jovem encrenqueiro,debochado e violento.Ele tem vinte anos, mora em Boston, é orfão e escolhe para amigos pessoas pouco ou nada recomendáveis.Will é um leitor voraz e memoriza tudo o que lê,além de ser um verdadeiro fenômeno na matemática, mas ao invés de estudar,prefere desperdiçar seu talento envolvendo-se em bebedeiras e brigas com os amigos.
Ele procura empregos que não exigem grandes habilidades intelectuais e trabalha então como servente (faxineiro) no M.I.T.(Massachussets Institute of Technology).Sem nunca ter frequentado os bancos de uma universidade,Will consegue resolver um complexo problema matemático que catedráticos levaram anos para decifrar.Desta forma ele chama a atenção de um professor, que descobre seu dom e o quer em sua equipe de matemática.
Porém isso não é tão simples, porque Will já foi preso em decorrência das confusões em que se envolveu.Por determinação legal são estabelecidas duas condições:que ele trabalhe com o professor e que faça terapia.Em princípio nada funciona,pois Will debocha de todos os analistas, até conhecer Sean Maguire ( Robin Willians).Sean identifica o medo existente por trás das atitudes agressivas de Will, leva o jovem a refletir e analisar seu comportamento,seus valores e escolhas.Os dois (paciente e terapeuta) são teimosos,mas tornam-se amigos,porque Sean é o único que consegue quebrar as defesas do jovem, o único que consegue fazê-lo baixar as armas.Durante a evolução da terapia, Will se envolve com Skylar (Minnie Driver),uma rica estudante de Harvard.Um filme sensacional, principalmente porque induz a reflexões sobre as consequências do medo reprimido e sobre o tratamento diferenciado e necessário em alguns casos de jovens socialmente desajustados.
O filme teve nove indicações para o Oscar e ganhou em duas categorias:Melhor Roteiro e Melhor Ator Coadjuvante(Robin Williams).Robin Williams apaixonou-se pelo roteiro assim que o leu e quis fazer o personagem.Os roteiristas Matt Damon e Ben Affleck eram jovens (27 e 25 anos),estreantes e conseguiram o prêmio que muitos veteranos desejavam.Os dois atuam no filme interpretando amigos de infância e na vida real se conhecem desde crianças.Título Original:Good Will Hunting (EUA)Direção: Gus Van SantGênero:DramaAno:1997Duração:126 minutosFotografia: Jean Yves EscoffierMúsica:Danny ElfmanElenco:Matt damon,Robin Williams,Ben Affleck,Stellan Skarsgard,Minnie Driver,Casey Affleck,Cole Hauser,John Mighton,Rachel Majorowski,Colleen McCauley,Jennifer deathe,Scott Winters.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

EDUCAR É PRECISO!!


Educar é preciso! Se deixar educar é necessário.

Em um país tão cheio de diversidades, a única solução para a Inclusão Social e para uma modificação nos padrões sociais atuais, é a Educação, pois só a Educação nos leva a uma evolução de fato, nos torna seres pensantes, críticos e modificadores da nossa própria realidade.

EDUQUEMO-NOS...

domingo, 26 de dezembro de 2010

VERMELHO como o CÉU.

''Uma vez que a escola pública não o aceitou como uma criança normal,é enviado para uma instituição de deficientes visuais em Gênova.Lá descobre um gravador e passa a criar histórias sonoras.Baseado numa história real de Mirco Mencacci,um renomado EDITOR DE SOM da indústria cinematógrafica italiana."

TRAILER DO FILME Vermelho Como o Céu (LEGENDADO)

Vermelho como o Céu


Vamos no decorrer deste período de férias ,exemplicar alguns títulos de filmes que abordam algumas especificidades na sociedade .Vale a pena conhecê-los,explorar de forma didática , apreciá-los,indicá-los para que possamos refletir sobre essas temáticas inclusivas e até mesmo como se colocar na posição de alteridade sobre os inumeros guerreiros do tempo.

Veja inicialmente "Vermelho como o Cèu":


Vermelho como o Céu
(Rosso Come il Cielo, 2006)
• Direção: Cristiano Bortone


• Gênero: Drama

• Origem: Itália

• Duração: 96 minutos

• Tipo: Longa-metragem


Sinopse: Saga de um garoto cego durante os anos 1970, que luta contra tudo e todos para alcançar seus sonhos e sua liberdade. Mirco é um jovem toscano de dez anos apaixonado pelo cinema, que perde a visão após um acidente. Uma vez que a escola pública não o aceitou como uma criança normal, é enviado para um instituto de deficientes visuais em Gênova. Lá, descobre um velho gravador e passa a criar histórias sonoras. Baseado na história real de Mirco Mencacci, um renomado editor de som da indústria cinematográfica italiana.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Confidência com Jesus!!


Senhor Jesus!...
Vi o Homem Moderno
Em teu Natal,
Recordando viajar a deter-se em caminho,
Ao falar-te sozinho,
Junto de construção descomunal...

Agradeço,Senhor – dizia ele –
O rio de progresso em que me inundo
De alegria esfuziante,
As maravilhas que enviaste ao mundo
Pelos canais do cérebro triufante...

Agradeço o avião,o carro,o asfalto,
O mundo todo em casa,a circuito instantâneo,
O átomo cativo,as usinas de urânio,
O soro,a anestesia,o antígeno,o cobalto,
As máquinas de espécie diferente,
Desde o computador á enceradeira,
Que estendem reconforto á Terra inteira,
Impulsionando os povos para a frente!...

Agradeço o auto-estudo a quem me elevas
A fim de imunizar-me
Contra o assalto das trevas.

Entretanto,Senhor,ao procurar-te em prece,
Que o sentimento forma e a palavra não diz,
Minha vida te busca e te deseja...
Guarda e inspira minhaalma ,enfim,para que eu seja
Plenamente feliz...
Nisso,o Homem calou-se em pranto mudo
E entendi,afinal,
Que embora a inteligência brilhe em tudo
E em quase tudo se engrandeça embora,
Eis que sem ti,Senhor,
O coração da Terra sofre e chora,
Entre a fome de paz e a carência de amor!...

Psicografia Francisco Cândido Xavier, por Maria Dolores

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Fonoaudiologia

Fisioterapia - Programa "Na Real"

Terapia Ocupacional e treino das AVDs.wmv

Reflitamos com Gibran um pensador,um poeta..

"Alguns ouvem com as orelhas,outros com o estômago, outros ainda com o bolso e há aqueles que não ouvem absolutamente nada."

"Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores."

"Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas quando parte, nunca vai só nem nos deixa a sós. Leva um pouco de nós, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada."

"Tartarugas conhecem as estradas melhor do que os coelhos"

"Trabalho é amor tornado visível."

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

http://serlesado.com.br/?p=1411


A LESÃO MEDULAR

A medula espinhal é uma importante via de comunicação entre cérebro e as outras partes do corpo. A medula é uma parte do Sistema Nervoso Central que conecta o cérebro com os nervos responsáveis pela condução das ordens motoras e sensitivas. Além disso, a medula funciona como centro regulador de funções importantes como respiração, circulação, bexiga (micção), intestino (evacuação), temperatura e atividade sexual. Quando a medula é lesada ocorre uma interrupção na condução das ordens motoras e sensitivas em algum nível da coluna vertebral. Quanto mais alto o nível da lesão, maior será o comprometimento, que sempre se dá abaixo do nível da lesão.

As lesões podem ser:
Traumáticas: Decorre de algum tipo de acidente fraturando a coluna com conseqüente ruptura da medula espinhal, afetando seu funcionamento adequado.
Não traumáticas: Geradas fatores diversos como tumores que comprimem a medula ou regiões próximas, acidentes vasculares e hérnias de disco que acabam levando ao corte ou diminuição do fluxo sanguíneo.
Assim os comprometimentos corporais variam de acordo com o nível da lesão desde paralisias (perda da força muscular), até deficiência no controle das necessidades de defecar e urinar, além de sexualidade e respiração.

Ainda podemos classificar a lesão medular em:
Lesão Completa: Onde há comprometimento de todas as vias sensitivas e motoras.
Incompleta: Aqui o comprometimento se dá no nível de algumas vias motoras e/ou sensitivas, havendo retorno parcial ou total da movimentação voluntária e/ou sensibilidade.
Imediatamente após o trauma, inicia-se uma fase chamada de choque medular, onde não haverá a presença de qualquer tipo de reflexo, movimentos involuntários ou espasticidade. Essa fase tem duração média de alguns dias, podendo se estender até alguns meses. Ao término dessa fase, se não houver agravamento maior, gradativamente os reflexos surgirão.

O TRATAMENTO
O tratamento médico inicial tem como principais objetivos a preservação anatômica e a funcionalidade da medula espinhal. Além da restauração do alinhamento da coluna vertebral, estabilização do segmento vertebral lesado, prevenção de complicações gerais e locais e o restabelecimento precoce das atividades do paciente, devendo ser realizado o mais precocemente possível, desde que as suas condições gerais permitam. Enquanto o tratamento cirúrgico é apenas para reduzir e realinhar o segmento vertebral lesado, restaurar a estabilidade do segmento lesado a fim de evitar lesões adicionais da medula espinhal e favorecer a sua recuperação.

QUAL A FUNÇÃO DO TERAPEUTA OCUPACIONAL?
O terapeuta ocupacional participa do tratamento de reabilitação desde a chegada do paciente ao hospital. O paciente chega na fase aguda e é admitido na unidade de terapia intensiva. Esta fase se caracteriza pela paralisia flácida temporária causada pela ausência de reflexos musculares. Neste momento, cabe ao terapeuta ocupacional orientar o correto posicionamento dos membros superiores para enfermagem e familiares, especialmente em pacientes com lesão cervical. Através de movimentos passivos, lentos e suaves, busca-se manter a amplitude do movimento, prevenir quadros de dor aguda decorrentes da falta de movimentação e o fortalecimento muscular.
Na fase de pré-reabilitação, o terapeuta ocupacional indica e orienta exercícios que o paciente pode realizar com o seu acompanhante e independentemente, verifica a possibilidade do paciente realizar atividades de vida prática e diária com independência. De acordo com Priscila, o profissional orienta manobras e/ ou confecciona adaptações, prescreve a cadeira de rodas. Já na fase de reabilitação o objetivo terapêutico ocupacional visa melhorar o potencial funcional do paciente em prol da sua independência. Através de mobilizações para relaxamento e alongamento da coluna cervical, cintura escapular e membros superiores, treino de equilíbrio de tronco e treino funcional dos membros superiores, fortalecimento da musculatura remanescente, prescrição, confecção e monitoração de órteses de posicionamento ou funcional.
Além disso, o terapeuta ocupacional integra a equipe e atua visando não apenas a recuperação funcional da pessoa com lesão medular, mas também como em questões referentes à aceitação da deficiência, da inclusão social, das atividades de trabalho, entre outras.
Para tornar o ambiente do paciente o mais funcional e adequado o terapeuta ocupacional faz uso da tecnologia assistiva. A Tecnologia assistiva é o termo utilizado para identificar todo o tipo de recursos e serviços que visem proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e assim promovendo uma vida independente e inclusiva. Dentro desta área trabalhamos com comunicação alternativa e ampliada, adaptações de acesso ao computador, equipamentos de auxílio para visão e audição, controle do meio ambiente, adaptação de jogos e brincadeiras, adaptações da postura sentada, mobilidade alternativa, próteses, adaptações ambientais, de uso diário e uso prático.
Ainda ao terapeuta ocupacional, cabe avaliar as necessidades do paciente, bem como suas habilidades físicas, cognitiva e sensorial, assim como discutir formas de acesso, desenvolver a funcionalidade de membros superiores e outras partes do corpo e promover atividades de vida diária, envolvendo avaliação e adaptação de posturas para a realização das atividades. Não se esquecendo que ao avaliar o paciente deve-se atentar-se a receptividade do sujeito quanto a modificação ou uso da adaptação, além da sua condição sociocultural e às características físicas do ambiente.
O terapeuta ocupacional instrui o uso apropriado do recurso de tecnologia assistiva e orienta as outras pessoas envolvidas no uso dessa tecnologia. Hoje vemos muito as adaptações de talheres, copos e maquiagem. A No caso da lesão medular o tratamento na água, traz uma diversidade de benefícios onde há uma liberdade de movimentos proporcionada pela terapia na água, a diminuição da força da gravidade possibilita ao paciente posições e atividades que não seriam possíveis de serem realizadas fora da água, além do efeito de relaxamento muscular que a hidroterapia proporciona, tendo em vista as grande contraturas desenvolvidas na musculatura desses pacientes.
Cabendo ao terapeuta ocupacional adaptar o ambiente, resgatar a auto-estima e prevenir deformidades que possam surgir, através de modificações, alongamentos, movimentos passivos, explica a terapeuta ocupacional Priscila.

A tecnologia assistiva como recurso terapêutico ocupacional permite as pessoas portadoras de deficiências e seus familiares possam ter uma vida satisfatória e com maiores possibilidades, como a inserção social.

Por: Priscila Straatmann Mórel – priscilato@espacodomquixote.com.brTerapeuta Ocupacional e Psicomotricista do Espaço Dom Quixote
Fonte: Espaço Dom Quixote


Do blog:SER LESADO

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Turma do Bem - Caldeirão do Huck - 2ª parte

Dente por Dente

Turma do Bem e Vez da Voz


Neste Programa Momento Terceiro Setor, da Rádio Trianon, Cláudia Cottes fala sobre a ONG Turma do Bem, do dentista Fábio Bibancos.
write_flash_audio_player("player-audio.swf?url_audio=/uploads/audios/TurmadoBemeVezdaVoz.mp3");


Equivalente textual do programa veiculado em 24/06/2010.Vinheta: Rádio Trianon AM. 740. Coragem, justiça, cidadania. Microfone Aberto, com Marcos Calazans. Momento Terceiro SetorCláudia Cotes: Quando a gente quer mudar o mundo, fazer o bem, basta a gente começar.


Hoje a gente vai falar da ONG Turma do Bem que é do dentista Fábio Bibancos.Ele tem uma rede de mais de 7.500 dentistas espalhados pelo Brasil. Cada dentista adota uma criança carente, selecionada nas escolas públicas. E aí você tem que se cadastrar e tal, para participar. E esse dentista assume todo o tratamento dentário da pessoa, pela vida inteira. Até 21 anos. Esse modelo de projeto social já está sendo copiado em vários países da América Latina e agora foi para Portugal.E uma novidade muito bacana para todos os ouvintes. A Turma do Bem se uniu com a ONG Vez da Voz que luta pela inclusão da pessoa com deficiência e nós vamos fazer vídeos e materiais educativos para ensinar como os dentistas devem tratar as pessoas com deficiência.


Aliás, vamos fazer aqui Calazans.Calazans:


O que você quer fazer?Cláudia Cotes: Eu quero fazer uns áudios, assim, chamar as pessoas com deficiência para que elas ensinem como elas querem ser tratadas.


Vamos fazer isso?Calazans: Fechado na hora!Cláudia Cotes: Então vamos lá. Semana que vem já vai começar. Vamos aprender como o cidadão que todos nós somos. Como a gente vai tratar uma pessoa com síndrome de down, uma pessoa cega, uma pessoa cadeirante, uma pessoa surda.Calazans: Um autista.Cláudia Cotes: exatamente.Calazans:


E como é o nome do dentista?Cláudia Cotes: Fábio Bibancos.Calazans: Dr. Fábio Bibancos.


Parabéns.Cláudia Cotes: Da Turma do Bem.Calazans: Fábio Bibancos da Turma do Bem, parabéns. Esse é um brasileiro com “B” maiúsculo.


Cláudia Cotes: Tem o site. www.turmadobem.org.brCalazans: Site www.turmadobem.org.br se você quiser alguma informação a respeito, até como se cadastrar, como funciona. Entra no site que você vai encontrar todas as informações.Vinheta: Momento Terceiro Setor.


Alpinista com paralisia escala montanha de 900 metros

A paralisia impede o americano Steve Wampler de falar e se mexer normalmente, mas não tira a energia que ele tem de viver.

Não se preocupe tanto assim com o alpinista. Steve Wampler está passando o maior aperto, ainda não tem certeza se vai aguentar a subida de quase um quilômetro, mas já enfrentou momentos muito mais difíceis.

E isso foi antes mesmo de nascer. Sem oxigênio por quase seis minutos, preso no útero da mãe, o bebezinho chegou muito perto da morte até que foi, enfim, resgatado pelas mãos do médico.

Em sua primeira escalada, Steve foi acompanhado de três alpinistas profissionais. Todos sabiam que não seria nada fácil passar seis dias na vertical, principalmente por que, em condições normais, a subida acontece num único dia.

E, apesar de toda a valentia, por duas vezes, o alpinista pensou em desistir. "Fazia mais de 30 graus, ventava, e eu não tinha água. Não tinha nem saliva na minha boca, não suava mais. De repente, esfriou muito e comecei a pensar: ‘Isso não está nada bem’".

A água estava com os companheiros e Steve precisava escalar ainda uns 30 metros pra chegar até eles.

"Eu nunca fiquei desidratado daquele jeito. Então eu não sabia o que esperar e pensava: 'Ok, se eu não melhorar vou ter que chamar o helicóptero'".

Como dá pra perceber, a paralisia cerebral que resultou das complicações do parto limita os movimentos do corpo, mas não afeta em nada a inteligência do alpinista.

E, por favor, jamais tenha pena de Steve. Ele acharia um absurdo. É um dos caras mais divertidos e felizes que você pode conhecer.

A gargalhada foi só a primeira de muitas ao longo da nossa conversa, na casa dele em Coronado, na Califórnia.

O alpinista riu à beça também quando eu disse que o achava completamente louco por aquela aventura. E, ainda sorrindo, respondeu: "Ah, muito obrigado!".

Como você pode perceber, Steve ri também de satisfação: foi o primeiro homem com paralisia cerebral a escalar a El Capitán. A montanha de 910 metros de altura que fica na parte central do Yosemite Park, na Califórnia e que, na opinião dele, é a mais assustadora do mundo.

Desistir não seria nenhuma vergonha. O esforço era astronômico e o alpinista quase perdeu a cabeça.

"Minha adrenalina subiu tanto, eu estava num estado mental diferente, assustado. Eu estava quase tendo alucinações, mas antes disso eu bebi água, descansei e consegui voltar ao normal".

Steve é pedra dura, jamais se deixa vencer. Durante mais de um ano, malhou em média cinco horas por dia, fazendo até 1,8 mil repetições de um único movimento.

No primeiro dia na montanha, subiu quase 200 metros, enfrentando nove horas de escalada. Nos dois dias seguintes, mais de sete horas. E, nesse ritmo, o alpinista avançou grande parte do trajeto.

Até que… "Teve um momento no quarto dia em que eu tive que pedir ajuda. Eu estava pendurado na encosta e precisava subir uns dez a 15 metros pela corda, o que eu demorei quase seis horas pra fazer".

Perto da exaustão, na véspera da data prevista pra chegar ao cume, Steve reduziu a jornada para apenas três horas e descansou numa lona improvisada, encostado na pedra, como quem relaxa no sofá de casa.

O homem que praticamente nasceu numa cadeira de rodas teve mil desculpas para desistir dos desafios e viver se lamentando.

Mas os pais o trataram exatamente igual aos outros irmãos e Steve nunca se sentiu especial. Fez grandes amigos brincando com os meninos do bairro, estudou em escolas públicas convencionais, se formou em engenharia ambiental pela Universidade da Califórnia e, não satisfeito, o engenheiro inquieto decidiu que estava pronto para casar.

"No começo, eu fiquei muito assustada", conta Elizabeth Wampler. "Não sabia o que dizer pra ele, eu sofria por ele, achava que ele sofria, que ele não tinha amigos e não queria vê-lo nunca mais para não ferir os sentimentos dele. Só que eu tinha acabado de me mudar para cá e encontrei com Steve em três festas diferentes. Então me dei conta de que ele era muito inteligente, divertido e carinhoso. Mas nunca pensei em sair com ele até que, numa noite, ele me convidou para jantar, eu aceitei, gostei e ele começou a me mostrar que poderíamos ter uma vida normal".

Normal? Normalíssima! Steve e Elizabeth têm dois filhos, dois cachorros e um gato. Trabalham juntos no escritório que fica nos fundos da casa. Se divertem e passeiam juntos o tempo todo.

Sábado, 11h40, e o Steve, além de muito ocupado, é um pai extremamente dedicado. Ele sai para cumprir uma missão importantíssima, um compromisso inadiável.

Quem veste a camisa 12 é Charlotte, a caçula da família. Toda vez que tem jogo, o pai coruja fica impaciente. E, diante da filha, fez uma reflexão: "Nunca poderia imaginar que um dia eu ia casar e ter filhos. É um sentimento muito forte".

"Você deve estar orgulhoso", eu interfiro. E, ainda com os olhos marejados, ele diz: "Sim, acho que sim".

No sexto e último dia da escalada, o alpinista deu mais uma prova da persistência que o acompanhou ao longo de seus 42 anos: pegou pesado por quase dez horas até finalmente conquistar a maravilhosa montanha.

Quando já estava lá em cima, recebeu uma forcinha dos amigos. Também, quem aguenta com esse equipamento? E enfim admirou a natureza de um lugar onde poucas pessoas tiveram o privilégio de estar.

Chorar era quase uma certeza pra alguém que se entrega tão intensamente às emoções dessa vida.

Mas se a essa altura da vida Steve já era um homem casado, pai de dois filhos, engenheiro formado, bem sucedido, para que então se arriscar numa aventura tão perigosa, quanto a escalada de uma montanha? Ele tem pelo menos 250 respostas para essa pergunta.

São as 250 crianças com deficiência física, que todos os anos fazem aventuras no acampamento Hawkey Lake. Foi por causa delas que, em vez de desistir, Steve botou ainda mais força na subida.

Com a ajuda dos patrocinadores, depois da conquista da montanha, ele conseguiu arrecadar dinheiro para mais alguns anos de trabalho no acampamento. E acabou conquistando algo que jamais planejou.

"O efeito que eu não esperava foi a reação das pessoas. Muitos pais que agora olham pros seus filhos maneira diferente, sabendo que eles podem fazer mais do que imaginaram. Agora elas podem dizer: 'Esse cara anda numa cadeira de rodas e consegue tudo isso, então não há motivo pra você não ir a uma universidade, se casar e ter filhos, trabalhar, comprar uma casa. Acho que isso abre caminho pra muita gente".

Sem dúvida, Steve, foi um feito impressionante.

Chuva!!!


Sorria,chuva também é benção!
Depende como a olhamos.

Limpeza num dia chuva?

Sim!Não lamente a chuva,e nem deixe de ser feliz,fazer outros felizes e ser útil num dia chuvoso.Aproveite para permanecer em casa ,ler e cuidar-se de si mesmo.Elabore planos positivos,descanse,sossegue,acalme seus pesnsamentos.Limpe,arrume gavetas,aproveite para polir instrumentos,máquinas que você não costuma cuidar no devido tempo,dê brilhosnas portas e no mental ,vá também polindo seus pensamentos ,jogando fora velhos conceitos,estigmas,paradgmas,aprimore o seu amor universal.Busque no silêncio ,na música ,nos cantos da sua casa ,do seu inconsciente organizar as suas idéias, redescobrir novos caminhos que o conduzam a novos conceitos, sem estirpar áquelas idéias que dão certo e então o melhor de ti surge.Mas não esqueça anote e procure sair do MENTAL para o REAL.

Sim, se o ser humano fizesse como os antigos filólosofos já diziam, busque a si mesmo ,lá estão respostas .Tire um dia para você ,você merece,é filho de Deus,Pai todo Poderoso que lhe ama e quer que você ame .E tudo isso compartilhado claro !Só poderá UM BEM MAIOR!!

Contamine essa idéia!!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Minuto de Sabedoria




A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.
Rubens Alves




visite:wwwminutodesabedoria.com.br

MUNDO ACESSIVEL,INCLUSIVO E MELHOR!


POR UM MUNDO MELHOR!
MAIS ACESSIVEL Á TODOS E INCLUSIVO.

Muitos já entenderam essa idéia!



Senhor de si próprio.

Até que enfim férias!!!Dias bons para dormir até mais tarde,preparar um alimento gostoso,visitar quem nós gostamos, apreciar a vida,ler,cantar,dançar,caminhar!!Meu Deus quantas ações que durante o ano não fazemos edeixamos de viver.Esse é o SABOR DA VIDA nas pequenas ações que já vivemos reelaboradas como fossem NOVAS.
Mas também é tempo de REFLEXÕES .Estarei postando alguns textos e deixando que o pensamento tome conta com emoção e razão.
Então, deixa fluir...
O ser humano se apega a algo e passa a acreditar que sua vida não terá razão de ser ,se o objeto de apego vier a lhe faltarPassa a dar mais valor ao objeto do que a própria vida,e assim sucessivamente vai substituindo por outros que passam a ser valiosos,substitíndo-o.
Ser escravo de objetos é perder-se da essência ,busquemos ser SENHOR DE SI PRÓPRIOS,sermos fortes,independentes,autônomos e não mesquinhos amparados em algo no TER .Quando passamos a SER somos grandes e aquilo que praticamos de bem nos FAZ BEM a nós mas o grupo a que nos pertence.
Assim uma idéia de acessibilidade ou idéias criativas e inclusivas pertencem a todos.Não fiquemos pequenos,vivendo mais ou menos , deixemos o individualismo para o coletivismo,sejamos grandes nas pequenas ações construtivas e positivas.
QUER PARTILHAR?ENVIE SUA MENSAGEM REFLEXIVA .
IMAGINOU MILHÕES DE PESSOAS NO MUNDO PENSANDO,IRRADIANDO,ESCREVENDO,MUSICANDO,REZANDO! ENFIM, PENSANDO EM UNÍSSOMO O BEM COMUM?QUE ENERGIA VIBRAREMOS PARA O PLANETA ,ALÉM, DE FAZER UM BEM!

Paraplégico encara os desafios da falta de acessibilidade

Com a ajuda do rapper e cadeirante Billy Saga, o Fantástico mostrou as dificuldades de quem precisa usar uma cadeira de rodas em avião, ônibus e metrô.

Na semana que passou, um acidente no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, deixou em coma um cadeirante de 71 anos. A vítima continua internada, sem apresentar melhoras.

Enquanto o acidente está sendo investigado, o Fantástico faz um teste em todo o Brasil: acompanhamos um jovem paraplégico em viagens de avião, ônibus e metrô. E constatamos: em geral, o transporte público maltrata o cadeirante.

Olhando de longe é um veículo um pouco estranho. Em todo o Brasil, só tem uns dez. É para ser um lugar seguro para transportar pessoas em cadeiras de rodas.

Em um parecido no Aeroporto de Congonhas, um acidente deixou um senhor de 71 anos em coma. O que era para ser um desembarque rotineiro de um voo da Gol, virou uma tragédia.

O passageiro, na cadeira, a mulher dele e a funcionária da companhia, que estava de pé, por causa de uma freada súbita do motorista se estatelaram. A filha dele conta como foi:

“No que a cadeira virou, meu pai foi lançado pra fora da cadeira. A moça voou junto com ele, e ele caiu e bateu com a cabeça no chão e na paredinha do carrinho, na divisória com o motorista”, conta Moira Vasconcellos, filha da vítima.

A coisa deveria funcionar assim: a Infraero tem 121 ônibus espalhados pelos aeroportos do país. Neles, além dos lugares normais, existe um especial para levar passageiros que necessitam utilizar uma cadeira de rodas.

Cinto de segurança, tudo certinho, mas quando chega na pista, para driblar a escada, se utiliza o chamado ambulift, um veículo que tem um elevador que permite ao cadeirante ser levado até a porta do avião.

No do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, tem uma espécie de baia, além do fundamental cinto de segurança. No caso do Aeroporto de Congonhas, a vítima não estava presa ao cinto. E a filha afirma que o ambulift de lá é bem pior.

“Esse que te mostraram é infinitamente mais, eu acho que não posso nem falar que é mais chique, eu acho que tem o mínimo, o outro não. Era uma coisa velha, horrível, parecia que estava encostada já, que não tem manutenção”, conta Moira.

A Infraero, que aluga o veículo para as companhias aéreas, abriu uma sindicância.

“A Infraero faz o transporte, mas acompanhado da companhia aérea. Ela tem todo o treinamento, quando ela posiciona a cadeira de rodas, ela sabe exatamente o que tem que fazer. Isso não exime que nós também façamos, mas essa responsabilidade é da companhia aérea”, afirma João Márcio Jordão, diretor de Operações da Infraero.

A Gol afirma que a responsabilidade pelo transporte do passageiro é da companhia, mas alega que não opera o ambulift e que a funcionária estava apenas acompanhando o passageiro que se acidentou.

Mas será que o símbolo do cadeirante, de fato, reflete um Brasil preparado para atender a quem precisa de usar uma cadeira de rodas? O Fantástico foi investigar.

Deu uma voltinha: Congonhas para Curitiba. De lá para Foz de Iguaçu. De Foz para o Rio de Janeiro. Do Rio para Campinas. Tudo de avião.

Depois, Campinas para São Paulo de ônibus. E por último uma viagem de metrô na capital paulista. Preparados? De cadeira de rodas é bem diferente.

Acompanhamos o rapper Billy Saga, paraplégico, um cadeirante jovem que tem força nos braços. E isso ajuda muito. Já de cara é cada pergunta...

“O senhor não sobe escadas?”, pergunta a funcionária.
“Não”, responde.

Billy quer saber se tem o equipamento que ele conhece bem.

- Quantos ambulift têm?
- Aqui a TAM pra gente tem dois.

A TAM informa que tem cinco ambulifts no Brasil e usa outros, da Infraero, quando necessário. Ainda, segundo a TAM, todos os funcionários são treinados para atender crianças, idosos e pessoas com deficiência.

Billy vai de ônibus até o avião sem problema. A questão é subir, porque nesse dia nenhum ambulift está disponível. Vai ter que ser na mão.

“A pessoa com deficiência vive no improviso, vive carregado, vive no jeitinho”, lamenta Billy.

Enquanto Billy subia, no saguão do aeroporto encontramos a recém-eleita deputada federal Mara Gabrilli. O caso dela é mais grave. Ela precisa da ajuda de uma pessoa o tempo todo para tudo.

Para quem é tetraplégica como ela, ser carregada como Billy, cadeira e tudo, não funciona.

“Eu tenho medo dela, porque eu não mexo os braços, eu não tenho como eu me apoiar, então eu prefiro descer no colo, que também é perigoso” conta a deputada.

Agora Billy chega a Curitiba. O serviço parece mais exclusivo: de van até o terminal. Mas, onde sobra boa vontade, falta bom senso. Dentro da van, não tem cinto de segurança pro cadeirante.

Ainda em curitiba, Billy testa um ponto de ônibus. Aprovado. É tudo adaptado para o cadeirante.

“É bem melhor do que um ônibus que não tenha o piso nivelado. É legal. Curitiba, assim que é”, comemora Billy.

Agora, de volta ao aeroporto, o embarque é pra Foz do Iguaçu. O ideal para o cadeirante é o chamado finger, um corredor que leva diretamente do terminal para o avião. Para baixo, todo santo ajuda. No avião, ficar apertado é pior para um cadeirante.

Billy - Eu preciso ir ao banheiro. Como é que eu faço?
Comissária - Você vai precisar de auxílio, de alguma ajuda.
Billy - Sim. Eu queria saber como é que funciona. Ver se tem um carrinho, uma coisa pra me levar.

Comissária - Tem uma cadeira de rodas.

Tem, mas não adianta. A cadeira nem passa pela porta. A comissária dá uma alternativa:

“O que eu posso fazer é você se sentar na cadeira, eu te trago um recipiente, você senta perto do toalete. O senhor não vai ficar exposto ao público. Vai ficar com a cortina fechada”.

Billy prefere esperar o desembarque. Até porque ele vive exposto: sempre o último da fila, carregado por desconhecidos, o cadeirante tem que se acostumar a essa falta de privacidade.

Ele viaja de Foz para o Rio, e do Rio para Campinas. Lá encontra um equipamento diferente na hora de descer. Mas, no asfalto, a coisa fica pior. Aí mesmo que o símbolo do deficiente não vale nada. Está no parabrisa e não sai daí.

“A plaquinha significa acessibilidade, se ela tem um lugar de acesso pra todos. Só que não é acesso pra todos”.

Por fim, ele vai pra casa de metrô. Tem que empinar a cadeira pra entrar no vagão. E, lá dentro, Billy tem a esperança de que um decreto presidencial de 2004 dê certo.

Segundo o decreto as empresas de ônibus e as companhias de trem e metrô têm até 2014 para estar totalmente acessíveis a cadeirantes.

“Todos infelizmente estão passíveis de um dia estar numa cadeira de rodas. Seja por acidente, seja por uma doença ou seja pela própria passagem do tempo e se tornar idoso e ter a mobilidade reduzida. Então parece que as pessoas continuam com aquela cultura de comigo isso nunca vai acontecer. Você construir um avião que seja acessível, um espaço que seja acessível, isso é mais fácil, mas são as pessoas que gerem esses recursos, e se elas não direcionarem para isso, nunca vai resolver”, lamenta Billy.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Planejado Diferente!!!

Natal também pode surpreender de um jeito diferente!Incluir o incluso no universo excluso.

Christmas Food Court Flash Mob, Hallelujah Chorus - Must See!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

No Rio de Janeiro, crianças autistas se desenvolvem através do esporte

Professor de Educação Física reúne 25 alunos que recebem dedicação, amor e carinho fundamentais no desenvolvimento mental e motor.


(Clica no titulo)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Infraero vai investigar acidente com cadeirante em SP

Da Redação da Band
cidades@eband.com.br


A Infraero abriu uma sindicância para apurar acidente com um cadeirante no aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo. O arquiteto Fernando Porto de Vasconcellos, de 71 anos, voltava de Brasília e, por ser cadeirante, foi levado em um equipamento de transporte de deficientes, o ambulift, quando caiu e bateu a cabeça.

Segundo a filha dele, Moira de Castro Vasconcellos, uma funcionária da companhia aérea Gol estava com o passageiro na viatura e, após uma freada brusca, caiu sobre Fernando. O arquiteto foi socorrido ao Hospital Santa Paula, no Brooklin.

O acidente ocorreu no último sábado, dia 10, por volta das duas da tarde. A Gol Linhas Aéreas informou que mantém contato com a família e oferece assistência ao cliente.

domingo, 12 de dezembro de 2010

"Não basta criar um sistema de boas vontades, de bons relacionamentos e que preveja uma formação adequada(..)

Trouxe esse texto do blog http://gritodemudanca.blogspot.com/2010/12/1-aniversario.html,que
Retrata o seu pensamento sobre inclusão, onde todos nós também compartilhamos desse pensamento e indiginação .E veja ainda como nasceu esse blog ,como algo que nem damos conta começa a dar uma proporção em nossas vidas ,favorecendo a todos que visitam e começam a fazer parte desse processo,numa rede de informações ,buscas ,angustias divididas,enfim comprometimento ainda existe,SIM!!!Veja e leia:

1.º Aniversário

Foi em Dezembro de 2009 que este blogue surgiu...Começou com uma noite mal dormida e transformou-se num desafio, num projecto de vida...
Vivemos em tempos de mudança. Mudanças de paradigma, mudanças de mentalidades, mudanças de comportamentos e atitudes. Resumindo, vivemos uma época em que a sociedade muda ao ritmo da evolução das novas tecnologias.
É necessário inovar práticas educativas, de modo a que se promova, realmente, uma educação diferenciada que aceite diferenças e apoie as aprendizagens independentemente das suas condições físicas, sociais, étnicas, religiosas e linguísticas.
Mas, fazendo referência a Correia (1999 p. 41):
"Não basta criar um sistema de boas vontades, de bons relacionamentos e que preveja uma formação adequada, requer como indispensável o apadrinhamento de toda a política social e o assumir das responsabilidades estatais para a implementação de um sistema inclusivo".
É essencial que a escola evolua para estruturas flexíveis, dinâmicas, diversificadas e compensadoras.
As necessidades educativas especiais fazem parte da escola de todos... de todos nós e assim, as respostas que encontramos para alguns, podem beneficiar todos.
Este grito de mudança vai continuar a fazer-se ouvir...Agradeço a todos os seguidores, visitantes e amigos que me têm acompanhado...Espero que este "grito de mudança" continue a crescer e se faça ouvir um pouco por todo o lado...

sábado, 11 de dezembro de 2010

A voz do Complexo do Alemão

Uma idéia simples e muita boa vontade pode acabar mudando sua vida, neste caso, vem ajudando a mudar a vida de uma comunidade inteira.

No sábado de hoje Luciano Huck SUPEROU-SE,transmitindo a iniciativa René Silva, um menino de 17 anos, morador do complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.O sonho de tornar-se jornalista fez realidade.

Aos 11 anos, uma professora sugeriu para um trabalho escolar que René e sua turma montassem uma espécie de jornal. O menino tomou gosto pela coisa e resolveu ir além, resolveu buscar apoio junto aos comerciantes locais para montar um jornal para circular em sua comunidade. Nascia aí o “Voz da comunidade”.
Olha ai ,iniciativas assim deveriam ser constantes na educação !!!

René e sua turma promovem noticias, campanhas, arrecadam cestas básicas , buscam formas de ajudar os moradores do local, seja arrecadando brinquedos no natal ou simplesmente providenciando o fechamento de um buraco na rua através de uma nota no jornal.

Durante as últimas semanas o jornal acabou ganhando destaque em todo o país, através da cobertura de todos os eventos no Alemão sob uma ótica única: a de quem acompanha sua realidade mudar.

Luciano Huck e José Junior, do AfroReggae foram até lá para ver de perto a rotina desse jovem empreendedor e saber como funciona o jornal e ver de perto como está a vida da comunidade após as incursões da polícia.

Transformações sutis,positivas,podem talvez não mudar o quadro de uma realidade que historicamente merece o tempo e a cultura de uma sociedade querer mudar.Algo por aqui me diz:

"Palavras,apenas palavras,mas ações são verbos !É um mover para a estaginação.Parabéns guerreiros da paz!

Clique no link , assista os videos,mobilize essa idéia.

Seis municípios estabelecem metas a serem cumpridas até o final de 2010

Joinville é um dos seis municípios brasileiros a participar de projeto para melhoria da acessibilidade


Joinville lançará, no próximo dia 15/12, o Projeto “Cidade Acessível é Direitos Humanos”. O evento acontecerá no Auditório da Sociesc Marquês de Olinda, a partir das 19 horas. Toda a comunidade e interessados estão convidados.

Para o evento em Joinville, a presença e uma palestra da sub-secretária Nacional de Promoção dos Direitos Humanos da Pessoa com Deficiência, Dra. Izabel Maria Madeira de Loureiro Maior, estão confirmadas. Além dela, o Comitê Cidade Acessível é Direitos Humanos de Joinville apresentará o plano de ações previstas para transformar a cidade num modelo de acessibilidade; e o arquiteto Mario Cezar da Silveira ministrará a palestra “A Cidade que Queremos”. O público será agraciado com a apresentação do Coral de Libras e do Coral de idosos da UDESC. Ao final do evento, os presentes assinarão o Compromisso Público que destaca 2011 como o Ano da Acessibilidade em Joinville.

Delineado pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos Humanos da Pessoa com Deficiência, serviço ligado à Presidência da República, o Projeto “Cidade Acessível é Direitos Humanos” escolheu seis municípios brasileiros, para participar deste desafiador projeto. São eles: Joinville (SC), único na região sul; Campinas (SP), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ) e Uberlândia (RJ).

O prefeito Carlito Merss encara este trabalho como uma inovação em políticas públicas. Ele destaca que, além do Poder Público, o envolvimento da classe empresarial, entidades e comunidade é fundamental para que o projeto se efetive e a acessibilidade seja um compromisso de todos. “Inicialmente, somos apenas seis cidades desafiadas, mas em breve todo o Brasil participará deste exercício da cidadania”, valoriza o prefeito Carlito.

Histórico do projeto

O objetivo da iniciativa é divulgar, incentivar e dar visibilidade às ações de acessibilidade das cidades participantes do projeto que possam ser desenvolvidas em outros municípios. O Compromisso servirá como agente multiplicador de incentivo à gestão municipal que, em parceria com o governo federal, implementa as políticas públicas de inserção social, com qualidade de vida e bem-estar das pessoas com deficiência no país.

Desde abril de 2010, foi feito contato com os municípios para verificar o interesse e a disponibilidade política e de atuação em participar do projeto – todas as cidades contatadas aderiram espontaneamente ao Projeto, sem restrições ou exigências.

Como critérios de avaliação dos municípios, foram elencados marco legal, acessibilidade e eliminação de barreiras, acesso à Saúde e à reabilitação, acesso à educação especial na perspectiva da educação inclusiva, transporte público urbano acessível, habitação de interesse social acessível, trabalho e emprego, turismo, esporte, cultura e lazer, sendo aplicados questionários para todas as 6 cidades. Em seguida ao questionário, foi feita uma visita técnica aos municípios e reuniões com autoridades e sociedade civil
Fonte: Promotorias de Justiça de Joinville

Publicado BLOG Turismo ADPATADO

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Flagrantes de desrespeito a deficientes físicos em todo o país

Locais públicos e privados descumprem lei que determina rampas de acesso e elevadores que permita ao deficiente acesso a todos os lugares.
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Por lei, há dez anos, prédios públicos devem ter rampas, elevadores e vagas nos estacionamentos, tudo deve estar interligado. Em 2004 a lei chegou aos prédios privados. Bancos, shoppings e a construção de acessos em caso de reformas e edifícios novos.


CLICA NO TITULO

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pela realização de uma Conferência Nacional sobre Liberdade Religiosa

Diversidade Religiosa
"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." Platão



Paz Intolerância Religiosa Religião Política Cultura Comunicação Direitos Humanos Meio Ambiente Fórum SocialO Globo - Comissária de Direitos da ONU critica pressão sobre WikiLeaks
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Diversidade Religiosa
"Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz." Platão



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9 de dezembro de 2010"Twittaço" comemora o Dia dos Direitos Humanos - 10 de dezembro
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Mais informações:



Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia
site: www.generoracaetnia.org.br
email: interagencial.gre@unifem.org

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

São Paulo ajuda a mudar a vida de fã de 13 anos

Por causa de uma meningite aos 2 anos, Carlos teve amputada parte das duas pernas. Este ano, a prótese que usava ficou pequena e a família não teve dinheiro pra colocar outra. A história sensibilizou o goleiro do time, que ajudou o menino a ganhar novas próteses.
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Um adolescente de 13 anos que adora futebol teve a vida completamente mudada exatamente por causa dessa paixão pelo esporte, e com a ajuda de alguns ídolos.

Carlos é fã e amigo do ídolo. "Como você está, tranquilo?"

O menino de 13 anos conheceu Rogério Ceni em Fortaleza, no jogo do São Paulo contra o Ceará no fim de outubro. Brincaram juntos.

Por causa de uma meningite aos 2 anos, Carlos teve amputada parte das duas pernas. Este ano, a prótese que usava ficou pequena e a família não teve dinheiro pra colocar outra.

O clube do coração se sensibilizou com a história do menino e o trouxe pra São Paulo, onde fica o Lar Escola São Francisco, especializado na reabilitação de deficientes físicos. Na semana passada, ele recebeu uma nova prótese.

“Feliz de poder voltar a andar”, conta o menino.

“Essa prótese é uma prótese pra andar, no plano, subir escada, subir rampa, descer rampa. E até eventualmente brincar”, explica a médica Rosane Schamlian.

Carlos teve que reaprender a andar. E dois dias depois voltou a fazer o que mais gosta.

O reencontro de Carlos e Rogério Ceni aconteceu no Morumbi em dia de jogo, e foi exatamente desse jeito que os dois imaginavam.

No domingo, Carlos chegou ao vestiário andando e logo recebeu o carinho do goleiro: “Como você está? Melhor assim ou não?”, pergunta o goleiro.

Carlos conheceu vestiário, os jogadores do São Paulo. O fã virou exemplo pro ídolo: “Aqui a gente tem um grande exemplo de sonho, de vida, de perseverança”, fala Rogério Ceni para os colegas de time.

Os amigos entraram juntos em campo, o São Paulo goleou o Atlético Mineiro e Carlos ganhou uma lembrança pra vida inteira: “Vai estar sempre no meu coração”, diz o menino.


(Clica no titulo)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Curitiba tem primeiro campo de golfe adaptado do Brasil

O equipamento será usado por escolas que atendem pessoas com deficiência e moradores da região da Vila das Torres

O primeiro campo municipal de golfe adaptado do Brasil foi inaugurado pela Prefeitura de Curitiba. O novo equipamento foi construído em parceria com a Federação Paranaense e Catarinense de Golfe, na praça Plínio Tourinho, no Rebouças, e será usado por escolas que atendem pessoas com deficiência e moradores da região da Vila das Torres.

Segundo o secretário municipal do Esporte e Lazer, Rudimar Fedrigo, o equipamento vai permitir a popularização do golfe e a ampliação da oferta de modalidades esportivas para pessoas com deficiência em Curitiba. A Federação investiu R$ 20 mil na compra de grama sintética, além de ceder tacos e bolas de golfe para a prática esportiva. A partida inaugural aconteceu na sexta-feira (12) durante os Jogos Especiais, que reúnem mais de 900 atletas com deficiência. Nove escolas disputaram partidas, nas categorias masculina e feminina.

O golfe e o golfe adaptado passaram a ser esportes olímpicos e farão parte do Panamericano de 2014 e das Olímpiadas de 2016. Para uma das coordenadoras dos Jogos Especiais, Márcia Walter, este tipo de modalidade esportiva ajuda no desenvolvimento físico e psicológico de atletas com deficiência. O professor de Educação Física da Escola Pequeno Cotolengo, Filipe Fernandes, explica que o esporte promove a melhoria da coordenação física e concentração dos atletas.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Leiam resenha do filme De Porta em porta de Camila de Sousa Pereira!Vale a pena!

Vendedor com Paralisia Cerebral bem-sucedido:

Resenha do filme: Macy, W.H. (Roteirista) & Schachter, S. (Roteirista / Diretor). (2002). De porta em porta [Filme]. Estados Unidos: Warner
Home Vídeo. Apoio: FAPESP. Os autores agradecem a Bárbara Carvalho Ferreira pela leitura e sugestões no preparo deste ensaio
.

2 Endereço para correspondência: Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Psicologia, Laboratótorio de Interação Social
(LIS), Rodovia Washington Luís, Km 235, Caixa Postal 676, 13565-905, São Carlos, SP. E-mail: cspereira@iris.ufscar.br
Camila de Sousa Pereira2
Almir Del Prette
Universidade Federal de São Carlos, São Carlos
Tendo em vista a importância das habilidades
sociais para o desempenho profissional e a inclusão
de pessoas com necessidades educacionais
especiais no mercado de trabalho, diferentes
recursos pedagógicos podem ser utilizados nesse
processo de ensino-aprendizagem. Um desses
recursos é a análise e reflexão de filmes. Existem
no mercado comercial, filmes com excelente potencial
educativo, com diferentes possibilidades
de aplicação tanto no ensino formal como no
informal. Este ensaio analisa o filme De Porta em
Porta, abordando-o em cinco tópicos: (1) Procedimento
de análise; (2) Ficha técnica; (3) Resumo
do filme; (4) Habilidades sociais na atividade de
vendas; (5) Cenas ilustrativas das habilidades
sociais de Bill Porter; (6) Concluindo.
Procedimento de análise
Para o desenvolvimento deste trabalho, as
seguintes etapas foram percorridas: (1) Assistir
ao filme, anotando suas características e o nome
dos personagens; (2) Rever o filme, identificando
e registrando em uma folha de caderno, à
esquerda as cenas com as diferentes situações e
personagens e à direita os desempenhos de cada
um; (3) Descrever as situações e as respectivas
demandas; (4) Selecionar, entre as cenas registradas,
as situações e inferir as habilidades sociais
do personagem principal (Bill Porter); (5) Identificar
as competências do vendedor de porta em
porta, consultando a Classificação Brasileira de
Ocupações (CBO).
Os procedimentos (1) e (2) obtiveram como
produto a ficha técnica, o resumo do filme, as
situações e os interlocutores (papel, características
e desempenhos dos personagens). Os
procedimentos (3) e (4) possibilitaram elencar
treze situações complexas de demandas de
diferentes habilidades sociais. Essas situações
foram denominadas de: entrevista de emprego,
atuação profissional, relacionamento familiar e
vida pessoal. Os papéis identificados foram: mãe,
entrevistador, clientes, auxiliar e colegas. Com o
objetivo de analisar algumas habilidades sociais
de Bill Porter, foram selecionadas duas situações:
entrevista de emprego e atuação profissional. As
habilidades sociais identificadas nessas situações
representam um consenso entre dois avaliadores
externos, especialistas na área.
Ficha técnica
O filme foi originalmente lançado nos Estados
Unidos e no Canadá, no ano de 2002,
com o título Door to Door. Em português, foi
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88 Camila de Sousa Pereira, Almir Del Prette
traduzido por De Porta em Porta. Quanto ao gênero,
foi classificado como drama. O roteiro foi
compartilhado entre William H. Macy e Steven
Schachter, sendo o segundo também responsável
pela direção. O elenco principal contou no papel
do vendedor Bill Porter, William H. Macy, que
curiosamente participou do roteiro; como mãe de
Bill, a atriz Helen Mirren; a auxiliar e amiga do
vendedor, Shelly Brady, foi interpretada por Kyra
Sedgwick; Kathy Baker atuou como a cliente
Gladys Sullivan, que cultivava certo carinho por
Bill, além de comprar muitos de seus produtos. O
filme tem duração de 91 minutos e é encontrado
nas locadoras nas versões VHS e DVD.
Resumo do filme
O filme é baseado na história verdadeira de
Bill Porter, que nasceu com Paralisia Cerebral
(PC), tendo como conseqüências sérios comprometimentos
de desenvolvimento, principalmente
na fala, expressão facial, na gestualidade e na
locomoção. O início da filmagem ocorre com
Bill, já adulto, se preparando para uma entrevista
de emprego de vendedor de porta em porta.
Após convencer o gerente da empresa a lhe dar
uma oportunidade, Bill se esforçou para mostrar,
então, que tinha capacidade de exercer essa atividade.
Tanto na entrevista de seleção para a vaga
de vendedor quanto nos primeiros contatos com
seus clientes, ele vivenciou várias situações de
dificuldade, incluindo preconceito e rejeição. Aos
poucos, Bill começa a conquistar seus clientes,
tornando-se um vendedor muito eficiente em sua
área de atuação. Na parte final do filme, o personagem
vive a fase de transição desse estilo de
comércio (venda em domicílio) para o de venda
por telefone. Bill Porter exerceu sua profissão por
mais de 40 anos, tendo o seu trabalho reconhecido,
culminando com o recebimento, em 1989,
do título de vendedor do ano.
Habilidades sociais na atividade de vendas
O trabalho de Bill Porter é intitulado pela
Classificação Brasileira de Ocupações (CBO)
como vendedor em domicílio. Concordante em
grande parte com as tarefas de Bill, observadas no
filme, nas atividades dessa ocupação, encontra-se
que esse trabalhador deve: (a) planejar vendas;
(b) visitar consumidor; (c) levantar o perfil do
consumidor; (d) fechar contratos de venda; (e)
acompanhar o uso dos produtos pelos clientes;
(f) relacionar-se com setores da empresa; (g)
participar de eventos da empresa e da comunidade
(http://www.mtecbo.gov.br). A CBO ainda relaciona
algumas competências pessoais necessárias
nessa ocupação: (a) manter boa apresentação
pessoal; (b) demonstrar conhecimento do produto;
(c) possuir boa dicção; (d) demonstrar empatia;
(e) agir com ética; (f) ter controle emocional; (g)
organizar-se; (h) ser responsável; (i) demonstrar
persuasão; (j) comunicar-se; (k) motivar-se
(http://www.mtecbo.gov.br).
Percebem-se em ambas as descrições dessa
ocupação, que as relações interpessoais permeiam
a qualidade de sua execução. Por ocorrer (e dela
depender), fundamentalmente na relação entre as
pessoas, o domínio de competências técnicas e
pessoais, por parte do vendedor, possibilita maior
interação com os clientes, favorecendo a criação
de um vínculo de confiança e, por conseqüência,
oferecendo maiores possibilidades de fechamento
de vendas. Com o cliente sentindo-se satisfeito
com o tratamento dado pelo vendedor, aumenta
a probabilidade de mantê-lo consumindo seus
produtos. Além dos ganhos diretamente associado
com a díade vendedor-cliente, alguns estudos
têm mostrado que a capacidade do trabalhador
em lidar com as demais pessoas inseridas nas
relações profissionais proporciona bem-estar no
trabalho e clima organizacional mais estimulante
e produtivo (Argyle, 1967/1994; Limongi-França
& Arellano, 2002; Pereira, Del Prette & Del
Prette, 2004; Witt & Ferris, 2003; Wright &
Cropanzano, 2000).
As competências pessoais listadas pela CBO,
comunicação, empatia, autocontrole, são exemplos
de algumas habilidades sociais requeridas no
exercício da profissão do vendedor em domicílio
e também de outras modalidades. O termo habilidades
sociais pode ser compreendido como uma
descrição de classes e subclasses de desempenhos
sociais presentes no repertório comportamental
Revista Brasileira de Orientação Profissional, 2007, 8 (2), pp. 87-91
Ensaio – Vendedor com Paralisia Cerebral bem sucedido: Análise de um Filme na Perspectiva das Habilidades Sociais 89
de um indivíduo para atender satisfatoriamente as
demandas interpessoais (Del Prette & Del Prette,
2005a). A análise das habilidades sociais de um
indivíduo leva em consideração sua dimensão
pessoal, os interlocutores, os objetivos e as exigências
de uma determinada situação e cultura
(Del Prette & Del Prette, 2001).
Cenas ilustrativas das habilidades sociais de
Bill Porter
Na vida social, constantemente, as pessoas
se deparam com ocasiões em que desempenhos
interpessoais específicos lhes são exigidos. A
expectativa por determinados desempenhos é
conhecida como demanda da situação (Del Prette
& Del Prette, 2001). Diante das situações, o
primeiro passo é a identificação da demanda e,
posteriormente, a emissão ou não do desempenho
requerido. Para isso, conforme Del Prette e Del
Prette (2001, p. 47) são importantes: “(a) atenção
aos sinais sociais do ambiente; (b) controle da
emoção nas situações de maior complexidade;
(c) controle da impulsividade para responder de
imediato; (d) análise da relação entre os desempenhos
e as conseqüências”.
Durante o filme, em diferentes contextos, podem
ser identificadas demandas para emissão de
comportamentos socialmente habilidosos. Logo
no início, há uma cena em que Bill Porter está
sendo entrevistado pelo gerente de vendas para
possível preenchimento da vaga de vendedor. O
gerente expõe ao candidato as dificuldades que
ele teria, devido às suas limitações físicas, para
desempenhar as atividades relacionadas à função.
A reação de Bill, em um primeiro momento, é de
conformismo e aceitação. Mas ao sair da empresa
e se deparar com a mãe, ele retorna e tenta convencer
o gerente a contratá-lo. Bill entra na sala,
chama o gerente pelo nome e sugere que ele lhe
dê a sua pior área, aquela que ninguém gostava
de trabalhar. Argumenta ainda que este, o gerente,
nada teria a perder com essa experiência e que,
caso desse certo, ele teria o mérito pela tentativa.
Diante da argumentação e da firmeza demonstrada,
o gerente concorda, embora a contragosto, a
realizar a experiência.
Na situação de entrevista de emprego, Sarriera,
Câmara e Berlim (2006) ressaltam a importância
das habilidades sociais de cumprimentar,
apresentar-se, falar de si mesmo, expressar-se
com objetividade e fluência, uma vez que, dentre
os vários requisitos, o desempenho social no momento
da entrevista pode ser fator determinante
para a tomada de decisão do entrevistador. Pensando
no desempenho de Bill Porter na entrevista
de seleção, embora ele tenha se apresentado de
maneira adequada, tanto no aspecto de vestimenta,
como de bons modos, a priori, sua passividade
diante da opinião do gerente, quase o fez perder a
oportunidade de conquistar o emprego. Contudo,
ele conseguiu analisar e alterar o seu desempenho
para novamente enfrentar a situação.
Grande parte de seu desempenho na segunda
parte da entrevista teoricamente recebe a denominação
de assertividade. A assertividade é definida
por Del Prette e Del Prette (2001) como uma das
classes de habilidades sociais, na qual o indivíduo
tem a capacidade de expressar suas opiniões, suas
crenças e seus sentimentos de maneira sincera e
adequada, defendendo seus direitos sem transgredir
os direitos das outras pessoas. Dentre os
comportamentos assertivos observados nesta
seqüência de filmagem podem ser destacados:
manifestar opinião, discordar do interlocutor,
expressar sentimentos, pedir mudança de comportamento.
Esses comportamentos, juntamente com
os componentes não-verbais e paralingüísticos,
como contato visual, gestualidade, movimentos
corporais compatíveis com a situação e tom de
voz convincente, podem ser considerados importantes
para Bill obter do gerente oportunidade de
trabalho.
Na profissão de Bill Porter, percebe-se que a
venda pode se configurar de diferentes formas. Há
a atividade de vendas por meio do telemarketing
ativo ou receptivo, mais difundida hoje, inclusive
no Brasil, assim como há o vendedor de uma loja
que aguarda a chegada do cliente. Não obstante
as diferentes modalidades de vendas, Argyle
(1967/1994) parece bastante atual na identificação
da seqüência para tal tarefa: (1) Identificação do
perfil do cliente; (2) Estabelecimento do contato;
Revista Brasileira de Orientação Profissional, 2007, 8 (2), pp. 87-91
90 Camila de Sousa Pereira, Almir Del Prette
(3) Identificação de necessidades; (4) Apresentação
dos produtos; (5) Fornecimento de informações
e conselhos; (6) Fechamento da venda; (7)
Pós-venda (prestar esclarecimentos adicionais
etc.). Todavia, Argyle (1967/1994) alerta que o
vendedor deve estar atento ao perfil do cliente
para ter a flexibilidade de interagir de acordo com
o estilo do mesmo.
Considerando a atividade e o desempenho
profissional de Bill, observa-se que ele realizava
de maneira competente todas as etapas descritas
por Argyle (1967/1994). Como suas vendas ocorriam
em domicílio, Bill precisava do primeiro
contato para saber como lidar com os clientes.
Mesmo com os mais difíceis, ele procurava uma
alternativa para manter a interação, era insistente,
porém sem ser abusivo. Para estabelecer o contato,
ele sempre se apresentava de modo cordial,
dizendo seu nome e para quem trabalhava. Nesse
desempenho, Bill Porter utilizava as habilidades
sociais de civilidade que, segundo Del Prette e
Del Prette (2001, p. 72) “são os desempenhos que,
juntamente com algumas habilidades de comunicação,
expressam cortesia e incluem, entre outras,
as habilidades de apresentar-se, cumprimentar,
despedir-se e agradecer”.
Na conversação, o modo de iniciá-la, mantêla
e encerrá-la pode ser classificado como uma das
subclasses de habilidades sociais de comunicação
(Del Prette & Del Prette, 2001). Para compreender
esse processo na abordagem de Bill, após cumprimentar
e se apresentar aos seus clientes, ele
falava sobre os produtos, utilizando expressões
como “Posso ser sincero?” para revelar a melhor
oferta do catálogo ou o produto mais coerente
com o perfil da pessoa. Como Bill conhecia bem
aquilo que vendia, enfatizava com segurança as
qualidades e as vantagens do produto que estava
oferecendo. Depois de esgotadas as informações,
fazia perguntas direcionadas ao fechamento da
venda como “Quantos posso encomendar?”.
Bill mantinha bom relacionamento com os
clientes, ora para fazer a entrega das encomendas
e acompanhar o seu uso, ora para ofertar algum
brinde da companhia, ora para apresentar algum
novo produto do catálogo. Trabalhar durante muito
tempo na mesma área favorecia a observação dos
seus clientes, permitindo-lhe satisfazer as suas
necessidades de consumo dos produtos que vendia,
além de poder estabelecer um vínculo de amizade
com os moradores. Nas habilidades de fazer amizades,
Del Prette e Del Prette (2005b) incluem:
fazer perguntas pessoais, revelar-se, aproveitar as
informações livres oferecidas pelo interlocutor,
sugerir atividades, fazer elogio, agradecer elogios
recebidos, oferecer ajuda, cumprimentar, enturmarse.
A análise dos comportamentos do personagem
principal mostra que com exceção da habilidade
revelar-se, Bill apresentava todas as demais na
interação com os clientes.
Assim, De Porta em Porta revela ao espectador
uma pessoa com necessidades educacionais
especiais que, apesar de possuir limitações em domínios
tão essenciais na atividade de vendas, como
é o caso da fala e da aparência física, consegue ser
bem-sucedido, obtendo o prêmio de vendedor do
ano. Em muitas situações, as habilidades sociais
de Bill Porter associadas com a sua competência
técnica, requerida no exercício dessa ocupação,
contribuíram para o seu sucesso profissional.
Concluindo
Mesmo diante dos progressos e do respaldo
legal para a garantia dos direitos de igualdade e
oportunidade, os indivíduos com necessidades
especiais continuam lutando por seu espaço na
sociedade e nas organizações. Nesse esforço,
a legislação conta a favor, mas nem sempre é
condição suficiente para a inclusão ou para a
interação igualitária entre as pessoas (Anache,
1996; Dalferth, Schnappauf & Sommerer, 1995;
Tanaka & Manzini, 2005). O que pode diferir nas
conquistas é a capacidade de enfrentamento nas
mais diversas situações. É, igualmente, a capacidade
de tomar decisões pelo modo mais desejável
de se comportar nas relações interpessoais.
Embora este tipo de aprendizagem possa
ocorrer na exposição do indivíduo aos diferentes
papéis e contextos de vida, defende-se aqui a sistematização
do ensino de habilidades sociais no
currículo de instituições educacionais e profissionalizantes,
bem como a utilização de recursos de
Revista Brasileira de Orientação Profissional, 2007, 8 (2), pp. 87-91
Ensaio – Vendedor com Paralisia Cerebral bem sucedido: Análise de um Filme na Perspectiva das Habilidades Sociais 91
ensino-aprendizagem criativos e eficazes como,
por exemplo, por meio de análise e reflexão de
filmes. Estimular o aprendizado e o aprimoramento
dessas habilidades favorece o desenvolvimento
social, a formação profissional e a inclusão das
pessoas e, particularmente, aquelas com necessidades
especiais no mercado de trabalho.
Com este ensaio, é possível concluir que a
análise do filme De Porta em Porta revelou-se
uma estratégia promissora para a identificação de
habilidades sociais, além de oferecer a observação
de modelos de comportamentos socialmente
habilidosos na entrevista de emprego e na atuação
profissional.
REFE RÊNC IAS
Anache, A. A. (1996). O deficiente e o mercado de trabalho: Concessão ou conquista? Revista Brasileira de
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Recebido: 31/5/07
1ª Revisão: 28/9/07
Aceite final: 20/11/07
Sobre os autores
Camila de Sousa Pereira é psicóloga, doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Educação
Especial da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Integrante do Grupo de Pesquisa Relações
Interpessoais e Habilidades Sociais (RIHS) do Laboratório de Interação Social da UFSCar.
Almir Del Prette é Professor Titular do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação
em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Coordenador do
Grupo de Pesquisa Relações Interpessoais e Habilidades Sociais (RIHS) do Laboratório de Interação
Social da UFSCar.