terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ano Novo, novos ares, literalmente. Vôo de balão também pode ser acessível


https://www.facebook.com/pages/Turismo-Adaptado/289561055806

O Futuro Está Aqui aproveita essa imagem que traz ótimas ideias para desejar a todos 2014 de aventuras inesquecíveis, realizações jamais esperadas , bom humor mesmo nas tribulações ,amizades verdadeiras com abraços acolhedores....E mais e mais sabores, cores e humores.
Agradecemos a todos que estiveram conosco seja pessoalmente, virtualmente  lendo nossos posts, colocando suas opiniões , confiando suas criações ou imagem através de suas fotos para enviar ao mundo como podemos transforma-lo mais fraterno, consciente  e cidadão. Em especial nosso agradecimento a nossa  Shirley Ordonio que nos honra de tê-la como amiga de Fórum e nos trouxe no nosso quinto ano de blog uma nova cara essa logo linda acima no banner, que caracteriza o que somos e queremos chegar numa sociedade mais tecnológica mas justa através da acessibilidade e inclusão!!
Então saudemos o novo ano que chega sob a regência deste grande planeta que simboliza nada menos que a TECNOLOGIA ,planeta JUPITER,, que também representa o signo de SAGITÁRIO que não poderia ser tanta coincidência  assim nosso administrador Matheus Kreling sagitariano .Coincidência ou não, amigooo, o UNIVERSO conspira, aproveite, este é O ANO!!!
Abraços aconchegantes !!!  

Quando é o Futuro?

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Comissão aprova medidas para sucesso escolar de aluno com distúrbio de aprendizagem

Segundo o projeto, deverão ser desenvolvidas, entre outras, ações com o objetivo de desenvolver métodos específicos para a aprendizagem desse tipo de estudante, formar professores especializados e envolver a família.

Arquivo/Antonio Augusto
Eduardo Barbosa
Eduardo Barbosa ressalta que o projeto vai criar ferramentas para permitir a permanência desses alunos no sistema de ensino.
A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou, no último dia 18, projeto de lei (PL 909/11) que busca o sucesso escolar de alunos com distúrbios, transtornos ou dificuldades de aprendizagem, como deficit de atenção, dificuldades motoras, problemas de desenvolvimento cognitivo, dificuldades na fala, escrita e leitura e até comportamento social inapropriado.
Para o aperfeiçoamento da política educacional brasileira dos sistemas públicos de ensino, a proposta, do deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP), prevê oito ações a serem cumpridas pelo Poder Público:
  • planejamento para desenvolver a aprendizagem do aluno, levando em conta as necessidades educacionais de cada um;
  • formação continuada de professores para pedagogia especializada;
  • difusão do conhecimento sobre os problemas de aprendizagem;
  • desenvolvimento de diagnósticos;
  • conscientização da necessidade de combate à exclusão ou estigmatização dos alunos com distúrbios;
  • abordagem sobre o papel e a influência da família e da sociedade em relação às dificuldades;
  • envolvimento dos familiares no processo de atendimento das necessidades específicas; e
  • ampliação do atendimento especializado.
  • Segundo o relator, deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), que sugeriu a aprovação do projeto sem mudanças no texto, as despesas com a execução da lei ocorrerão por meio de dotações orçamentárias próprias. Barbosa destacou que o projeto vai viabilizar a formação de professores de apoio para que os alunos possam permanecer dentro do sistema e tendo suas necessidades atendidas.
    Metodologia aberta
    A psicóloga com especialização em psicopedagogia Viviane Orlandi explica que a escola normalmente se depara com alunos que têm necessidades diferentes de aprendizagem, e hoje em dia não é mais possível se ater à forma tradicional de ensino, por meio da escrita e leitura. A metodologia do professor precisa ser mais aberta e perceber quais são os canais de recepção pelos quais o aluno mais se desenvolve, segundo ela.
    Viviane Orlandi alerta que insistir em um método que não dá certo para determinado aluno aumenta o fracasso, deixando-o infeliz e transformando-o, muitas vezes, em um profissional incompetente. “Com isso o País perde a sua riqueza maior hoje em dia que é a inteligência”, ressalta, acrescentando que “todo sujeito é capaz de alguma coisa, é preciso oferecer o caminho certo".
    Para a psicóloga, cabe aos pais ajudar os filhos dando-lhes estímulo e instrumentos necessários para se desenvolverem, além de cobrar a adequação da realidade da escola à do seu filho.
    Tramitação
    O projeto, que tramita em caráter conclusivo, já havia sido aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família, e ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Íntegra da proposta:

    Reportagem – Luiz Cláudio Canuto
    Edição – Marcos Rossi

    A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'

NÃO É AQUILO QUE SE PENSA


Esta não é uma fotografia de uma janela. É uma fotografia do que está refletido na janela. Muitas vezes, o que pensamos que o nosso filho está a ver não é o que ele/ela está realmente a ver.

Quanto mais achamos que sabemos, menos vemos. Verá mais do mundo do seu filho (o que ele/ela vê, quer, gosta, etc.) quando o/a abordar sem quaisquer pressupostos....

Portanto, quando o seu filho olha fixamente para algo para onde já olhou fixamente antes, ou quando pede algo que já pediu antes, ajudará manter a sua mente aberta. Talvez o seu filho esteja a olhar fixamente para um risco na mesa, não para a própria mesa. Talvez o seu filho esteja a pedir o camião amarelo e não o animal de peluche ao lado do camião.

Já alguma vez viu, num momento livre de pressupostos, algo novo sobre o seu filho?

Raun K. Kaufman
Diretor da Global Education
Autism Treatment Center of AmericaTM

https://www.facebook.com/estouautista

domingo, 29 de dezembro de 2013

Valsa de Casamento do Casal Cadeirante Viviane e Oldemar 11 12 2010


sábado, 28 de dezembro de 2013

Servidores vivenciam as dificuldades da pessoa com deficiência

 



Durante todo o ano de 2013, 435 servidores públicos da Prefeitura de Curitiba foram capacitados para entender melhor as dificuldades das pessoas com deficiência, conhecer a legislação da área e como os serviços públicos podem atender melhor essa parcela da população.
A capacitação foi organizada pela Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência e atingiu servidores de várias áreas, incluindo engenheiros e arquitetos envolvidos no planejamento urbano e de mobilidade.
Divididos em 17 turmas, eles receberam informações e passaram por vivências destinadas a reproduzir as dificuldades de uma pessoa com deficiência. Para isso, locomoveram-se em cadeira de rodas e com muletas e também foram orientados a andar com os olhos vendados. Também conheceram os diferentes tipos de deficiência, aprenderam como agir com pessoas com deficiência e receberam noções de cidadania e inclusão.
O coordenador de projetos da Secretaria Municipal de Trânsito, Caçan Jurê Silvanio, é servidor municipal desde 1998 e nunca tinha participado de uma capacitação desse tipo. “Achei fantástica a iniciativa de envolver os servidores com teoria e vivência. Foi uma forma de conhecermos a realidade do usuário de cadeira de rodas, da pessoa com deficiência visual, de se colocar no lugar do outro e perceber de fato como eles enfrentam estas situações no dia a dia”, disse.
Reunião aberta
A Secretaria da Pessoa com Deficiência também instituiu este ano reuniões abertas, durante as quais representantes da comunidade puderam apresentar sugestões e reivindicações. Muitas foram solucionadas e encaminhadas, outras ainda estão na pauta dos órgãos públicos responsáveis. A ideia é descentralizar e intensificar esta ação de gestão participativa.
Entre os temas abordados estão saúde, trabalho, mulheres com deficiência, comunidade com deficiência auditiva, esporte e lazer, acessibilidade e cultura, bem como  a promoção do protagonismo na defesa de direitos. Participaram 294 pessoas com deficiência, servidores, familiares, representantes de entidades e profissionais, num total de oito reuniões.
http://www.curitiba.pr.gov.br/fotos/album-servidores-vivenciam-as-dificuldades-da-pessoa-com-deficiencia/19456

Como a crianca aprende?

IMPACTO DA PEDAGOGIA MODERNA 

"... A criança aprende, mais por experiência do que por erro, mais por prazer do que pelo sofrimento, mais pela experiência do que pela sugestão e a dissertação, e mais por sugestão do que por direção. E assim a criança aprende pela afeição, pelo amor, pela paciência, pela compreensão, por pertencer, por fazer e por ser" Frederck Molffett

Conheça as salas de recurso que funcionam de verdade para a inclusão

Alunos com deficiência precisam desenvolver habilidades para participar das aulas. Saiba como esse trabalho deve ser feito no contraturno

http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/conheca-salas-recurso-funcionam-verdade-para-inclusao-deficiencia-546795.shtml

Camila Monroe (camila.monroe@fvc.org.br). Colaborou Beatriz Santomauro
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=== PARTE 1 ====
Foto: Marina Piedade
LEITURA NO TATO O trabalho com letras móveis em braile ajuda os alunos com deficiência visual na alfabetização
Fotos: Marina Piedade
Os números do último Censo Escolar são o retrato claro de uma nova tendência: a Educação de alunos com deficiência se dá, agora, majoritariamente em classes regulares. Seis em cada dez alunos nessa condição estão matriculados em salas comuns - em 2001, esse índice era de apenas dois em cada dez estudantes. O aumento merece ser comemorado, mas que não esconde um grande desafio: como garantir que, além de frequentar as aulas, crianças e jovens aprendam de verdade?

A tarefa tem naquilo que os especialistas chamam de Atendimento Educacional Especializado (AEE) um importante aliado. Instituído pelo mesmo documento que em 2008 concebeu as diretrizes para a inclusão escolar, mas regulamentado apenas no fim do ano passado, o AEE ocorre no contraturno nas salas de recursos, ambientes adaptados para auxiliar indivíduos com uma ou mais deficiências (veja nas fotos que ilustram esta reportagem alguns dos principais equipamentos utilizados em três escolas da capital paulista: EE Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, EMEF João XXIII e EMEI Professor Benedicto Castrucci). Segundo o Censo Escolar, atualmente 27% dos alunos matriculados em classes comuns do ensino regular recebem esse apoio. Se a implantação das 15 mil novas salas prometidas para este ano de fato ocorrer, o atendimento alcançará mais de 50% das matrículas - em números absolutos, cerca de 190 mil estudantes.
Trabalho não se confunde com atividades de reforço escolar

Diferentemente do que muitos pensam, o foco do trabalho não é clínico. É pedagógico. Nas salas de recursos, um professor (auxiliado quando necessário por cuidadores que amparam os que possuem dificuldade de locomoção, por exemplo) prepara o aluno para desenvolver habilidades e utilizar instrumentos de apoio que facilitem o aprendizado nas aulas regulares. "Se for necessário atendimento médico, o procedimento é o mesmo que o adotado para qualquer um: encaminha-se para um profissional da saúde. Na sala, ele é atendido por um professor especializado, que está lá para ensinar", diz Rossana Ramos, especialista no tema da Universidade Federal de Pernambuco.

Os exemplos de aprendizagem são variados. Estudantes cegos aprendem o braile para a leitura, alunos surdos estudam o alfabeto em Libras para se beneficiar do intérprete em sala, crianças com deficiência intelectual utilizam jogos pedagógicos que complementam a aprendizagem, jovens com paralisia descobrem como usar uma prancheta de figuras com ações como "beber água" e "ir ao banheiro", apontando-as sempre que necessário. "Desenvolver essas habilidades é essencial para que as pessoas com deficiência não se sintam excluídas e as demais as vejam com normalidade", diz Maria Teresa Mantoan, docente da faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das pioneiras no estudo da inclusão no Brasil.
Foto: Marina Piedade
HORA DE CONTAR Alunos com deficiência intelectual estudam numeração associando placas
a faces do dado
Também vale lembrar que o trabalho não é um reforço escolar, como ocorria em algumas escolas antes de a nova política afinar o público-alvo do AEE. "Era comum ver nas antigas salas de recursos alunos que apresentavam apenas dificuldade de aprendizado. Hoje, a lei determina que somente quem tem deficiência, transtornos globais de desenvolvimento ou altas habilidades seja atendido nesses ambientes", afirma Maria Teresa. Com o foco definido, o professor volta a atenção para o essencial: proporcionar a adaptação dos alunos para a sala comum. Cada um tem um plano pedagógico exclusivo, com as atividades que deve desenvolver e o tempo estimado que passará na sala.

Para elaborar esse planejamento, o profissional da sala de recursos apura com o titular da sala regular quais as necessidades de cada um. A partir daí (e por todo o período em que o aluno frequentar a sala de recursos), a comunicação entre os educadores deve ser constante. Se o docente da turma regular perceber que há pouca ou nenhuma evolução, cabe a ele informar o da sala de recursos, que deve modificar o plano. Outra atitude importante é transmitir o conteúdo das aulas da sala regular à de recursos com antecedência. "Se a turma for aprender operações matemáticas, é preciso preparar o aluno com deficiência visual para entender sinais especiais do braile", exemplifica Anilda de Fátima Piva, professora de uma sala de recursos na EMEF João XXIII, em São Paulo.
=== PARTE 2 ====
Continue lendo a reportagem

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Joni Eareckson Tada Speaks at the 2013 NRB Convention


Trailer Legendado do Filme Joni


AUTISMO NA PERSPECTIVA DA NEUROCIÊNCIA

A Neurociência engloba várias áreas do conhecimento, tais como biologia, psicologia, antropologia, física, medicina, farmacologia, que se debruçam sobre as funções e disfunções do sistema nervoso (SN), bem como sua estrutura e desenvolvimento. A forma como o corpo interage com o SN e com o meio determina nossos comportamentos, entendendo por estes tudo aquil...o que fazemos (Ex: comer, dormir, pensar, brincar, escrever). Desta forma, a Neurociência busca desvendar o desenvolvimento humano, bem como seus desvios, numa perspectiva filogenética (processo evolutivo da espécie), ontogenética (processo evolutivo individual) e sócio-histórica.
As informações do mundo físico e social são processadas através dos cinco sentidos (tato, gustação, olfato, audição e visão), do sistema vestibular (equilíbrio) e das sensações dos músculos e articulações (propriocepção). Através das sinapses (comunicação entre os neurônios, as células que representam a unidade básica do SN) o impulso nervoso conduz as informações.
Muitas e longas redes neurais, cada qual com sua função e em combinação com outras redes podem ser acionadas quando exibimos determinado comportamento. Estas redes mudam se estamos falando de uma criança de 3 ou de 10 anos, se consideramos um comportamento que estamos aprendendo ou uma ação automatizada, se a ação é com uma ou ambas as mãos, se estamos de olhos fechados ou abertos...sim, as representações neurais, bem como as relações entre cérebro e comportamento são muito complexas, mas extremamente instigantes para alguém como eu (Formada em Farmácia, trabalhando como artista plástica, concluindo a psicopedagogia e com um filho com autismo...muitas inquietações para uma única pessoa
Os dois hemisférios cerebrais e o cerebelo (estrutura do SN central relacionada à funções motoras e cognitivas) são especializados em complexas funções e podem ter um padrão de funcionamento alterado se há uma lesão ou quando se desenvolve de um modo atípico. Um desvio pode originar outro desvio.
As hipóteses que a Neurociência tem levantado para o autismo contribuem, em especial, para o fim da cultura da subjetividade na etiologia do autismo. Alterações morfológicas e funcionais dos Neurônios, no Córtex Cerebral (substancia cinza que reveste o cérebro com circuitos altamente complexos encarregados de funções primordiais), em estruturas que conectam os dois hemisférios cerebrais, no Sistema Límbico (estruturas relacionadas ao comportamento emocional e social) e no cerebelo são objeto de pesquisas em autismo e podem, no futuro, contribuir para novos caminhos em prevenção, diagnóstico e tratamento.
Atualmente, muito me interesso por um conhecimento mais profundo sobre a Práxis (Planejamento Motor) e a Comunicação, que pertencem a área neurocomportamental e estão relacionadas a cognição. Esta relação parece ficar mais nítida em crianças com transtornos do desenvolvimento onde dispraxia, disfasia, TDA e comportamentos autísticos são frequentemente comorbidades. Meu filho tem sido investigado para dispraxia entre outras possibilidades(“syndrome mix”) E minha dúvida quanto ao “mais nítido” diz respeito a diferença entre: “O que a criança sabe?” e “Quanto ela consegue demonstrar do seu conhecimento a despeito das suas limitações?” Eis a pergunta-chave para potencializar o aprendizado das crianças com autismo.
Entendo que é necessário diminuir barreiras e criar pontes.
E me arrisco a sugerir apoiar este aprendizado em quatro pilares fundamentais:
1) Usar de Tecnologia Assistiva (Em especial comunicação aumentativa ou alternativa) 2) Promover a Regulação Emocional (sentir-se seguro e aceito através do outro) 3) Utilizar Estratégias Comportamentais (Sentir-se competente através de uma estratégia de ensino eficaz e do adequado manejo dos comportamentos indesejados) 4) Trabalhar o Corpo (Circuitos Motores dando enfoque às Funções Executivas, em atividades do Cotidiano, em terapias que promovam novas experiências motoras)
Parece até uma prescrição...mas não é. Existe muito trabalho por trás disto. Mas me esforço para tornar tudo mais objetivo e funcional possível.
A verdade é que muito do que se sabe hoje sobre neurocomportamento (e por incrível que pareça, é pouco!) deve-se ás observações de disfunções em adultos. Isto poderia levar á equívocos ao observar uma criança, pois as redes neurais e a conectividade passam por mudanças na estrutura e no funcionamento durante a ontogênese . E isto se deve principalmente aos estímulos do AMBIENTE! Sendo assim, mãos à obra, pois não há tempo a perder.

Claudia Zirbes

Referências: Njiokiktjien, Charles. DEVELOPMENTAL DISORDERS AND RELATED MOTOR DISORDERS.2007
Blog da Marie: "umavozparaoautismo.blogspot.com"

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

+ tolerancia + amor no LABORATORIO DE INCLUSAO!!Vejam ai!!!

Publicado em por
Feliz Natal 2013
Desejamos a você mais tolerância com as diferenças e mais amor nas atitudes. No natal ouvimos frases como “o natal existe e ninguém é triste e que no mundo há sempre amor” ou “seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem”. Então vem a realidade. Pessoas sofrendo pelas violências nas ruas, o mundo em guerras., concentrações de renda, aumento da pobreza, da fome, do racismo, dos preconceitos. Uma paz que ainda não veio.
Por que repetimos as mesmas frases, todos os anos, mesmo sabendo que ainda não são reais? Somos teimosos ou incoerentes? Somos incansáveis ou acomodados? A tolerância com as diferenças humanas pode mudar o mundo, melhorar as pessoas, as vidas. Precisamos de mais amor, mas o amor só tem sentido com atitudes. Precisamos cantar o natal, mas também precisamos ter atitudes para melhorar o mundo. Assim poderemos um dia cantar a verdade e não a mentira.
Aqueles que fazem a diferença, que fazem sua parte, por atitudes de solidariedade, respeito e amor, podem cantar pelo menos que o natal existe porque não desistiram de lutar, porque continuam sonhando em ser feliz. Acreditar em um mundo melhor só tem sentido quando permitimos ter atitudes de generosidade com outras vidas. A paz, afinal, está dentro de cada um e é refletida através de nossas atitudes por um mundo melhor.

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Mensagem de Natal - Fenapaes


Mensagem Natalina

Missa em libras e rampas no altar levam acessibilidade a Alfenas, MG

 Missa em libras e rampas no altar levam acessibilidade a Alfenas, MG. Intérprete traduz celebrações para fiéis com deficiência auditiva. Rampas foram construídas para cadeirantes e deficientes físicos *

Exemplos diferentes de acessibilidade são práticas constantes na Paróquia de São Sebastião e São Cristóvão em Alfenas (MG). As missas são traduzidas em libras, ou seja, na linguagem dos sinais. Além disso, rampas foram construídas na igreja e cadeirantes e deficientes físicos podem participar das missas e cerimônias na igreja.

O estudante Wladimir Batista é deficiente auditivo e depois que a tradutora Nathália Greck passou a atuar na paróquia, ele teve mais facilidade de compreender o significa do que é passado. “Ela traduz e eu consigo entender melhor as orações, as canções e isso aumentou minha fé”, disse para a professora, que traduziu.

Thamires Passos já frequentava a paróquia, mas antes da chegada da intérprete de livras, tinha dificuldades para entender as missas. “Agora eu consigo até mesmo aprender mais sobre a religião católica e sobre os santos”, comentou a estudante.

Ponto para a intérprete, que está satisfeita com o trabalho realizado. “Eu recebi o convite do padre André Aparecido da Silva e aceitei. No início as pessoas não entendiam o que eu fazia, o que é uma reação normal, mas com o tempo entenderam a necessidade de promover esse tipo de acessibilidade”, lembrou.

Para ele, as intervenções tornaram a igreja um espaço mais democrático e acolhedor. “Aqui as diferenças não excluem, elas aproximam”, completou.

Entretanto, não apenas os deficientes auditivos que foram beneficiados pela acessibilidade. De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado em 2012, pelo menos 23,9% de toda população do país tem algum tipo de deficiência e o padre, observando que alguns fiéis não podiam participar de todas as cerimônias por causa dos degraus resolveu adaptar a igreja.

A Paróquia recebeu então duas novas rampas do lado de fora e uma removível no altar, para que cadeirantes e deficientes físicos consigam participar ativamente das atividades da igreja, como a ministra da eucaristia, Áurea Alves. “Agora eu posso ajudar na comunhão, já que a cadeira de rodas recebeu uma adaptação para que eu possa distribuir o vinho”, disse.
fonte: G1 - 24/12/2013

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domingo, 22 de dezembro de 2013

O Come, Emmanuel - Christmas Version - ThePianoGuys


Playboy - 20P


http://maragabrilli.com.br/federal/mara-na-midia/2261-playboy-20p 

Mara Gabrilli é a entrevistada da coluna 20P da revista Playboy de Dezembro. A deputada federal fala sobre o acidente que a colocou numa cadeira de rodas, sexo, viagens de ácido, política, o caso Celso Daniel e as possibilidades de se tornar presidente do Brasil
1. O que de pior passou pela sua cabeça depois do acidente de carro que a fez ficar tetraplégica?
Os primeiros medos, que eram os mais assustadores, foram os de me tornar uma pessoa totalmente dependente dos meus pais e de não poder mais fazer sexo. Por isso rolou sexo já na UTI. Eu estava com esse medo, e aí resolvi testar, né? (Risos)
2. Foi uma boa surpresa?
Foi uma ótima surpresa! Existe uma crença de que, quando se sofre um acidente desses, seu “organismo” desliga e fica assim pra sempre. Então, quando vi que eu teria sensações diferentes, que eu ficava lubrificada, aquilo me deu um puta alívio. Tudo que sinto no meu corpo, sinto de outro jeito. São outros nervos que me trazem informação. É curioso. O orgasmo antes do acidente era um gráfico assim (faz com a cabeça um movimento de sobe e desce), e agora fica assim, só no topo...
3. Uow! É melhor, então?
É diferente. A intensidade muda. Muda o tesão, a sensibilidade na pele, a sensibilidade por dentro. Mas essa intensidade é subjetiva. Não está ligada à condição física. Ela vem de outra forma. Minha libido aumentou porque me sinto muito mais madura. Olha, agora não estou namorando, mas estava até outro dia, e ficava diariamente pensando em sexo.
4. Como é a vida de solteira de uma cadeirante? Como são as abordagens?
Acho que já rola de cara uma boa seleção. É mais difícil para os homens. Eles ficam rodeando, tentando entender o que rolando...
5. Depois de quase 20 anos do seu acidente, você ainda sonhar em voltar a andar?
Não tenha dúvida. Faço exercícios de segunda a segunda para manter meu corpo pronto. Quero correr uma maratona. (Risos)
6. Você acha que a evolução da medicina pode ajudar?
Atualmente, existe muita coisa de neuroprótese, de implantar chip etc. No caso de uma lesão medular, isso está mais próximo da gente do que a questão das células-tronco embrionárias. , a gente falando de célula criada in vitro, numa clínica de fertilização, e que os óvulos inviáveis (para a fertilização) serão congelados e provavelmente irão para o lixo um dia! Ficar brigando para que isso não aconteça? Se você for tão contra, é só não usar. É como o cara que é Testemunha de Jeová e não faz transfusão de sangue. Ele não faz e a gente respeita, mas você vai impedir o avanço da humanidade por causa de crenças muitas vezes ignorantes?
7. No livro Depois Daquele Dia, você relata algumas experiências com drogas antes do acidente. Como as drogas entraram na sua vida?
Quando eu tinha uns 20 e poucos anos, era uma coisa bem normal. Você chegava a uma festa e alguém acendia um baseado. Eu fazia duas faculdades e morava com minha avó. Fumava ao lado dela e ela nem notava. (Risos) Era tudo muito propício. Mas imagina hoje? Fumar um baseado e ir para o plenário? Acho que não ia rolar. E cocaína, eu me lembro das primeiras vezes que cheirei... Me dava prazer, queria mais. Mas, em determinado momento, vivi uma má experiência com um namorado, que usava muito. Parei para salvá-lo, e acabei salvando, também, a mim mesma.
8. Como ficou sua relação com as drogas depois disso?
Continuei usando um baseadinho, assim, de vez em quando. Mas uma vez (já tetraplégica) tomei um ácido e meu corpo começou a tremer dos pés à cabeça. O corpo ficou tenso, todo reto, e eu parava em pé na piscina! Foi o máximo, porque praticamente conseguia levantar o braço. Supergostoso. Mas depois a viagem não passava. Meu coração ficou acelerado e comecei a ficar com medo de ter um treco. Hoje só tomo vinho.
9. E fica bêbada?
Na cadeira de rodas é mais elegante, né? Você não perde a compostura, não sai por aí trançando as pernas. E outra: você sabe que vai sair carregada de qualquer jeito. (Risos) Falando sério, não fico bêbada, não. Comecei a tomar vinho por conta do frio que sentia. Quando estou com muito frio, é um elixir.
10. Antes do acidente, passava pela sua cabeça entrar para a política?
Nem antes nem depois. Eu achava que não tinha perfil. E que política era a coisa mais chata do mundo. Daí minha mãe começou a insistir: “Você seria bem votada, e tudo que você faz pela sua ONG (Projeto Próximo Passo) e pelo instituto (Mara Gabrilli), você conseguiria fazer muito mais!” Então comecei a refletir que eu já fazia política. Quando se é militante, presidente de ONG, você tende a procurar um culpado, e para mim o culpado sempre foi o governo. Só que, quando assumi a Secretaria da Pessoa com Deficiência, me vi dentro do governo. Foi a questão mais complexa que tive de administrar. Ficava pensando: “E agora, quem é que vou xingar?”
11. Você sofreu preconceito no Congresso por ser cadeirante?
As pessoas sempre olham. Mas não encaro isso como preconceito. Eu mesma olho. Se não me segurar, vou lá e pergunto: “Ei, por que você está numa cadeira de rodas?” Acho que, como vereadora de São Paulo, na Câmara Municipal, sofria muito mais preconceito por ser mulher do que por ser uma pessoa com deficiência.
12. Como acontecia?
Eles, os vereadores, não tinham muita disponibilidade. Depois fui entender todo o percurso, o porquê de eles não gostarem de ouvir. Não era só porque eu era mulher. Não gostavam de ouvir porque não queriam mudar o estado das coisas.
13. Essas atitudes fazem parte do “ranço de mesquinharia” de que você fala no livro?
Muitos vereadores ficam prestando atenção no que você vai fazer para não deixar que você faça. Isso é o fim do mundo! E isso pode acontecer dentro da sua própria bancada. É como se você concorresse com cada vereador. Tem muita gente ali olhando para o próprio umbigo.
14. Já faz quase dez anos que você está na política. Rola muita corrupção?
Dá para saber que rola, mas nunca ninguém teve a coragem de me fazer uma proposta indecorosa. Os vereadores iam ao meu gabinete, falavam, falavam... E não falavam nada. Acho que iam para sondar. Mas esse negócio de ver dólar rolando, nunca vi.
15. Sua família era dona de empresa de ônibus no ABC paulista (SP) e foi diretamente envolvida no caso Celso Daniel, prefeito de Santo André assassinado em 2002. (Luiz Alberto Gabrilli, pai de Mara, disse que era obrigado a pagar propina para que sua companhia pudesse funcionar.) Qual é a sua expectativa sobre a conclusão desse caso?
Essa é uma dívida que a gente tem com o país. Todos os réus foram julgados, mas falta julgar o mandante, que é o Sérgio (Gomes da Silva) Sombra. Eu procurei o ministro (do STF) Marco Aurelio (Mello), que é relator do processo. Cabe a ele o começo do julgamento. Não estou pedindo para condenar, e sim para julgar.
16. Foi por causa dessa história toda que você decidiu se filiar ao PSDB?
Foi pelo (José) Serra. Eu o conheci porque era amiga da filha dele (Verônica Serra). Mas, por causa disso tudo, eu já não gostava do PT de jeito nenhum.
17. O que você acha da disputa entre ele e o Aécio Neves pela candidatura presidencial em 2014?
Admiro o Serra, acho-o muito competente. O Aécio, conheço menos, mas simpatizo com ele. É um cara inteligente, sério, que tem possibilidades de ser um bom presidente. Mas quem sou eu para preferir um ou outro? Deixa os dois se digladiarem. (Risos) Só acho que ambos têm de se respeitar mutuamente. E ambos têm o direito de sair pelo Brasil, de trabalhar, de fazer, de acontecer.
18. E você, já está pensando em 2014?
Minha vida é uma campanha permanente. Trabalho o dia inteiro para as coisas melhorarem. E, olha, posso publicar tudo o que faço, prestar conta para as pessoas... Aparentemente, vou me candidatar a deputada federal, mas aceito novas sugestões e ideias. (Risos)
19. Aceitaria disputar um cargo executivo?
No momento não penso em cargo executivo. Mas vamos ver o que acontece. Gosto de mudar.
20. O Brasil está pronto para ter uma presidente cadeirante?
Olha, o Brasil não está preparado para o cadeirante. O país precisa ficar muito melhor para todos eles, independentemente do cargo. Mas sei que eu estou pronta! (Risos)

sábado, 21 de dezembro de 2013

Especialista aponta quais devem ser os rumos da tecnologia assistiva

Avanços incluem de cadeiras de rodas inteligentes a exoesqueleto robótico

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Tecnologia Assistiva (Foto: Thinkstock/Getty Images)Avanços permitiram a criação de cadeiras de rodas inteligentes (Foto: Thinkstock/Getty Images)
Quando se fala na expressão Design Universal, entende-se que determinado produto, ambiente, ou serviço, por exemplo, pode ser usado pela maior parte das pessoas, independente de idade, habilidade, ou situação. No Brasil, é o Comitê Brasileiro de Acessibilidade, órgão vinculado à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que é responsável pela criação de normas sobre o assunto. Atualmente, a entidade disponibiliza 16 normas, incluindo acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, por exemplo. Além disso, o comitê prevê requisitos de acessibilidade nos meios de transporte e na prestação de vários tipos de serviços.

Se de um lado é preciso fazer valer uma maior conscientização sobre como a acessibilidade deve ser encarada como requisito obrigatório em qualquer segmento da sociedade, por outro, os avanços da ciência acabam por desempenhar papel fundamental na diminuição das barreiras. A partir dessa premissa, surge uma área que há décadas vem pensando meios e maneiras para garantir o direito de ir e vir de pessoas com deficiência: a tecnologia assistiva.

Conforme destaca o professor José Antônio dos Santos Borges, pesquisador do Núcleo de Computação Eletrônica (NCE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a tecnologia assistiva hoje dá suporte a, praticamente, todas as áreas de deficiência. “Isso é feito por meio de sofisticadas técnicas, como a síntese e reconhecimento de voz, inteligência artificial, visão artificial, robótica, mecatrônica e bioengenharia”, ressalta o pesquisador, que, junto à sua equipe, já criou alguns dos mais importantes softwares de acessibilidade do país, como o Dosvox, o MecDaisy e o Motrix.
José ressalta que entre as áreas com maior complexidade, se situam, neste momento, as tecnologias em que a mente atua diretamente como elemento de controle. Em outras palavras, já é realidade o cérebro poder controlar diretamente uma boa gama de dispositivos. Ou seja, por meio do pensamento, o ser humano, sem a necessidade de nenhuma ação mecânica, física, ou sonora, pode comandar um equipamento. O professor cita como exemplo os exoesqueletos, estruturas robotizadas que são "vestidas" por pessoas com deficiência motora grave, permitindo sua locomoção, cujo movimento é controlado diretamente pelo cérebro. “Esse controle ainda é limitado, mas é razoável supor que, em alguns anos, o controle direto pela mente abrirá fronteiras inagináveis para a amplificação do potencial humano”, prevê o especialista.

Um exemplo do desenvolvimento desse tipo de tecnologia no Brasil foi apresentado no programa do Globo Universidade sobre robótica, exibido no dia 11 de maio. O Centro de Robótica de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), vem estudando maneiras de tornar viável exoesqueletos para reabilitação médica de pessoas com deficiência, ou com problemas motores. Os exoesqueletos robóticos estão sendo testados para auxiliar pacientes em tratamentos fisioterápicos, atuando, por exemplo, na reabilitação de membros inferiores em pessoas que sofreram um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
O futuro da tecnologia assistiva
No que tange os avanços tecnológicos na área, o pesquisador aponta como um campo especialmente promissor os de sistemas de locomoção, no qual as cadeiras de rodas se tornam cada vez mais inteligentes, e com formas inovadoras. Esses equipamentos permitem aos cadeirantes, por exemplo, subir escadas, assumir diversos posicionamentos (sentado, em pé, ou deitado); massagear o usuário; ou mesmo ser direcionadas apenas com o pensamento.

“Além disso, carros inteligentes já são capazes de dirigir sem o motorista, e isso é fabuloso para um cego que pode ‘dirigir’ seu carro, ou para uma pessoa sem movimentos físicos que pode controlá-lo sem dificuldade. Esses são apenas pequenos exemplos, pois o computador, com seu potencial de simular a capacidade humana de controlar as coisas, e com um poder de cálculo e memorização extraordinário, é usado a cada dia em ideias inovadoras, que nos surpreendem e trazem novas perspectivas com valor incalculável para quem ganha a habilidade de fazer o que antes não podia”, ressalta José.

Em termos conceituais, para onde está caminhando a tecnologia assistiva? Respondendo a essa pergunta, o pesquisador prevê que no futuro, partes do corpo do ser humano que funcionem precariamente possam ser substituídas por máquinas computadorizadas bem acopladas, sendo, provavelmente, comum a figura do “cyborg", ou seja, a mistura de homem e máquina.

“Independente dessa possibilidade, que já é real, pois é comum que em pessoas cardíacas o coração já seja controlado através de um pequeno computador, a tecnologia já é usada para várias coisas. Ela pode dar potencial de leitura a quem não pode ler, movimentação para quem não se movimenta, acesso virtual no qual o presencial é impossível, visão e fala artificiais, mesmo que precárias, entre outras coisas. Neste campo, não há limite, ou melhor, o limite é nossa imaginação”, conclui.
http://redeglobo.globo.com/globociencia/noticia/2013/06/especialista-aponta-quais-devem-ser-os-rumos-da-tecnologia-assistiva.html

Teatro de Bonecos ensina crianças a respeitarem os pessoas com deficiências em Bauru

O teatro de bonecos 'A turma do Bairro' possui personagens com diferentes tipos de deficiência
 
 
O teatro de bonecos ‘A turma do Bairro’ possui personagens com diferentes tipos de deficiência
Atuando na promoção dos direitos da pessoa com deficiência, a SORRI-BAURU há 34 anos é muito procurada por empresas e instituições de diversos segmentos, de todo país, que desejam adotar políticas inclusivas. De forma criativa, a SORRI-BAURU proporciona a conscientização para a diversidade, favorecendo a natural convivência nos mais diversos ambientes e motivando a interação social.
A fim de envolver seu usuário e sua família numa perspectiva de superação e inclusão na comunidade, assim como despertar a sociedade para a importância de estar “pronta” para receber toda e qualquer pessoa respeitando suas diversidades, a SORRI-BAURU desenvolve um importante trabalho voltado para emancipação e inclusão social.  Em 2010 mais de 6000 pessoas foram atingidas com os programas de sensibilização realizados pela Organização Social.
Dentre as diversas estratégias utilizadas para sensibilização e quebra de preconceito, o teatro interativo “A TURMA DO BAIRRO” da SORRI-BAURU, destaca-se por ser uma maneira envolvente e divertida de tratar os mitos sobre as deficiências. Os carismáticos personagens do teatro são bonecos de aproximadamente 1 metro de altura com e sem deficiência, do grupo americano The Kids on the Block, por meio de adaptação da técnica teatral japonesa Bunraku, contagiam todos os participantes criando um clima de descontração e diálogo.  A apresentação da Turma do Bairro também conta com uma importante dinâmica de perguntas e respostas com profissionais da Instituição, orientando e desmistificando questões sobre o tema.
A Turma do Bairro, esclarece a Psicóloga da SORRI-BAURU Gilda A. Nex Alves e intérprete do personagem Marcos, “é uma importante ferramenta de impacto e alto poder de comunicação, utilizada para compartilhar informações e destacar as potencialidades da pessoa com deficiência. Nas apresentações percebemos de maneira nítida que a informação é um grande instrumento da quebra do preconceito”.
No ano de 2010 a SORRI-BAURU apresentou “A TURMA DO BAIRRO” para renomadas empresas regionais, contribuindo para melhoria da convivência com a diversidade no ambiente corporativo. Segundo José Roberto Bottaro – Gerente Senac Bauru, “ a apresentação do teatro interativo no Senac-Bauru contribuiu muito para formação de nossos colaboradores, proporcionando um ambiente de trabalho mais inclusivo e com respeito a diversidade.”
Para mais informações sobre os Programas de Sensibilização da SORRI-BAURU, acesse o link Contato, ou pelo telefone: 4009-1000 ramal 1035- Departamento de Projetos Comunitários.
Clique em cima da imagem para assistir o vídeo sobre a matéria do Teatro de Bonecos da Sorri Bauru
Clique em cima da imagem para assistir o vídeo sobre a matéria do Teatro de Bonecos da Sorri Bauru

Clip Unilehu Encerramento 2013


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Unisc entrega primeiras cadeiras de rodas motorizadas

Atividade beneficiou os seis primeiros pacientes atendidos pelo serviço e que solicitaram cadeira motorizada via SUS

Foto: Unisc/Desirê Allram
Foi realizada na manhã desta quinta-feira, 19, na Clínica de Fisioterapia da Unisc, bloco 34, a solenidade de entrega do primeiro lote de cadeiras de rodas motorizadas a portadores de necessidades especiais, atendidos pelo Serviço de Reabilitação Física e Saúde da Unisc (SRFis). A ação é resultado do convênio firmado entre a Universidade e o Sistema Único de Saúde (SUS).

A atividade beneficiou os seis primeiros pacientes atendidos pelo serviço e que solicitaram cadeira motorizada via SUS, entre eles, Arquimedes Portela, pertencente à Associação de Deficientes Físicos de Encruzilhada do Sul e usuário do projeto da Unisc há 4 anos. “Hoje é um dia muito importante, porque uma cadeira de roda motorizada auxilia muito e facilita bastante a nossa locomoção. Eu agradeço de coração a toda a equipe que me atende nestes 4 anos que venho aqui. Obrigado pelo carinho de todos”, disse.

Para a coordenadora do SRFis e do curso de Fisioterapia da Unisc, professora Angela Cristina Ferreira da Silva, trata-se de um momento especial, pois representa também uma ação em prol da autonomia e da independência dos necessitados. “É uma vitória de todos os integrantes desse serviço que dispensa meios para facilitar a locomoção dos cadeirantes. Estamos muito felizes e emocionados”, salientou.

Já o reitor da Unisc, Vilmar Thomé, destacou que essa atividade representa mais uma ação de inserção e de aproximação da Unisc para com a sociedade. “Esse contato direto da Instituição com as pessoas necessitadas consolida e aumenta ainda mais o alcance social proposto na missão de uma universidade comunitária como a Unisc”, salientou o reitor, que esteve acompanhado pelo vice-reitor, Eltor Breunig, e pelo chefe de gabinete, Angelo Hoff.

O Projeto de Concessão de Órteses e Próteses foi lançado em 2009 e beneficia pacientes de 67 municípios das regiões dos vales do Taquari, do Jacuí e do Rio Pardo. O SRFis, desenvolvido na Clínica FisioUnisc, realiza um trabalho multidisciplinar, envolvendo os cursos de Fisioterapia, Nutrição, Enfermagem, Psicologia e Serviço Social, além de um médico, uma terapeuta ocupacional e uma fonoaudióloga para atender os pacientes amputados ou portadores de deficiência, cadastros nas prefeituras das cidades onde residem.


fonte: Assessoria de Comunicação Unisc

O FUTURO VISITA O PEQUENO COTOLENGO, ENTREGA 2 GARRAFAS PTS PARA CAMPANHA" LACRE AMIGO"

Ontem dia 19 de dezembro, o Futuro deixou 2 garrafas PTS para Campanha nossa" LACRE AMIGO", para juntar-se a grande campanha de arrecadação de lacres com a finalidade de ganhar cadeira de rodas.O intuito é mobilizar as pessoas para a causa.Quem nos recebeu por lá foi o padre Cidinho.
Ano de 2014 continua a campanha portanto, CONTINUEM JUNTANDO OS LACRES!!!

BOM NATAL E ANO NOVO Á TODOS!!!

KATRINA (+playlist)

Scope: Natalie Sides Case Study (+playlist)

Kristen on IHSS (+playlist)

Germany: Wheelchair users play it by ear

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Cão-guia salta em trilhos do metrô de NY para salvar dono após desmaio



Cão-guia salta em trilho e salva vida de dono no metrô de Nova York10 fotos

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18.dez.2013 - O cão-guia Orlando acompanha seu dono Cecil Williams, 61, no leito de um hospital. O animal salvou a vida de Williams, que é cego, depois que ele desmaiou e caiu nos trilhos do metrô de Nova York, na última terça-feira (17) Leia mais John Minchillo/AP

UOL
O cão-guia Orlando, um labrador retriever de quase 11 anos de idade, arriscou a própria vida ao saltar nos trilhos do metrô em uma estação de Manhattan, em Nova York (EUA), na última terça-feira (17). Tudo o que ele queria era salvar seu dono cego, que havia desmaiado e caído da plataforma.
Cecil Williams, 61, começou a se sentir mal na estação, no caminho para o dentista. "Ele tentou me segurar", disse Williams à agência de notícias Associated Press de sua cama no hospital, onde se recupera de ferimentos na cabeça após ter sido atropelado pelo trem.
Testemunhas disseram que Orlando latia freneticamente e tentou evitar que Williams caísse, sem sucesso. Quando o dono caiu, o cão-guia saltou para os trilhos e, mesmo com o trem se aproximando, tentou levantar Williams a todo custo.
"Ele o lambia, tentando fazer com que se movesse", disse Matthew Martin, uma das testemunhas, ao jornal "New York Post".
Passageiros que estavam na estação, então, começaram a fazer sinais e pedir ajuda, e o maquinista desacelerou. Embora não tenha sido possível parar o trem a tempo, Willians e Orlando deitaram no vão que existe entre os trilhos e foram salvos --o labrador não se feriu.
"O cão salvou minha vida", disse Williams. "Me sinto maravilhado. Sinto que Deus, uma força maior, tem algo reservado para mim. Não morri dessa vez. Estou aqui por uma razão", completou.
Williams, que é cego desde 1995, agora se recupera dos ferimentos no hospital, onde pode ter a companhia de Orlando.
O labrador, que completará 11 anos de idade em janeiro, será aposentado, e Williams terá um novo cão-guia custeado pelo governo. Mas, como as despesas do aposentado Orlando não poderão ser custeadas, Williams está a procura de um novo lar para seu companheiro. "Eu com certeza gostaria de ficar com ele", disse, explicando que não tinha dinheiro para isso.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Vereadores participam de sessão com olhos vendados


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A sessão da Câmara Municipal de Curitiba iniciou de forma diferente na manhã desta segunda-feira (16). 
Os vereadores participaram de uma vivência de olhos vendados em ato que lembrou o Dia Nacional do Cego.
Foto:Cesar Brustolin/SMCS
A sessão da Câmara Municipal de Curitiba começou de forma diferente na manhã desta segunda-feira (16). Os vereadores participaram de uma vivência de olhos vendados, em ato que lembrou o Dia Nacional do Cego, comemorado no último dia 13. A iniciativa teve como objetivo sensibilizar os vereadores para a importância da inclusão da pessoa com deficiência e sobre os desafios vividos pelo deficiente visual.
O coordenador de Relações com a Comunidade da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Manoel José Passos Negraes, conduziu a dinâmica. A sessão foi aberta e, em seguida, interrompida  para que os vereadores vendassem os olhos. Enquanto isso, Manoel Negraes, que tem deficiência visual, discursou sobre as dificuldades enfrentadas por esses cidadãos. "Espero que o debate e este simples gesto, através da vivência, possam auxiliar os vereadores a analisar com um outro olhar os importantes projetos de acessibilidade que passam por esta casa", disse. 
O coordenador convidou os vereadores a se deslocarem de olhos vendados  até a frente do plenário. A vereadora Professora Josete apresentou dificuldade já na busca do botão que aciona a liberação do microfone. "Não há dúvida que precisamos compreender melhor o que o deficiente visual enfrenta. Temos que garantir a acessibilidade para melhor locomoção deles e de todas as pessoas com deficiência" frisou a vereadora, que ao sair de sua mesa ainda derrubou a placa que leva seu nome e demorou para chegar à frente do plenário.
Durante o debate, foi destacada a importância da Comissão de Acessibilidade da Câmara Municipal, que busca resguardar os direitos e deveres da pessoa com deficiência e fazê-los cumprir de modo que as convenções sejam aplicadas.
"É preciso dar o primeiro passo, seja com ou sem os olhos vendados. É preciso entender que todos precisam  aceitar a inclusão da pessoa com deficiência e exercer a cidadania. A maior dificuldade ainda está na cultura" finalizou Negraes.
Em 2013, a secretaria realizou diversas ações de sensibilização como esta, com participação de servidores das secretarias municipais.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Brasileiros criam painel interativo para deficientes físicos com o Kinect

http://www.deficientefisico.com/brasileiros-criam-painel-interativo-para-deficientes-fisicos-com-o-kinect/
Brasileiros criam painel interativo para deficientes físicos com o Kinect 4.00/5 (80.00%) 1 vote
O Kinect, acessório para Xbox 360 e PC que reconhece os movimentos do jogador, é muito usado em games e dispensa o uso de joystick. Desde o lançamento do aparelho no final de 2010, desenvolvedores “hackearam” o dispositivo para usá-lo com outras funcionalidades, o que fez a Microsoft lançar um kit de desenvolvimento aberto para que o Kinect fosse utilizado para outras finalidades.
Sistema usa o Kinect, fazendo com que o acessório identifique deficientes físicos que perderam parte dos membros [imagem: Divulgação/FIT]
Finalidades estas que o FIT – Instituto de Tecnologia, de Sorocaba, no interior de São Paulo, percebeu que poderia aplicar ao Kinect para melhorar a interação de deficientes físicos com a tecnologia. “Criamos um painel interativo em que qualquer pessoa, com deficiência física ou não, pudesse interagir”, disse ao G1 o analista de sistemas do FIT Maurício Oliveira, responsável pelo projeto que demandou dois meses de trabalho e foi concretizado há três semanas.”Exploramos a questão da deficiência como fator de inclusão, mas o mesmo aplicativo permite que pessoas sem deficiência possam usá-lo”.
Foi desenvolvido um painel interativo em que cadeirantes ou quem perdeu parte dos braços possa usar e interagir, acessando informação. O aplicativo usado apresenta um mapa do mundo, no qual os usuários navegam pelos continentes utilizando os braços e obtêm informações sobre 60 países.
O sistema também reconhece comandos de voz em português – no Kinect para o Xbox 360, o idioma ainda não foi lançado oficialmente, embora na feira E3, a Microsoft tenha dito que uma atualização traria comandos de voz em português nos próximos meses.
“Mais do que um game, queríamos fazer algo com propostas mais nobres. Já que o Kinect reconhece braços e cabeça do jogador, ele poderia rastrear qualquer outra parte do corpo”, explica. “Foi um trabalho de programação e de estudo das características da deficiência física da pessoa. Vimos que é fácil controlar o sistema pelo Kinect com o braço, mas é mais complicado para quem tem apenas parte dele e, por isso, tivemos que calibrar o sistema”.
Segundo Oliveira, o FIT tem mais de 200 pessoas com deficiência física, que ajudaram a criar o sistema.

Usos da invenção

De acordo com Oliveira, não existe um único propósito do que pode ser feito. O programa pode ser construído do zero para qualquer finalidade. “O potencial [dele] é forte”, afirma. Ele exemplifica, dizendo que lojas podem usar o sistema para criar uma vitrine virtual que pode ser utilizada por qualquer pessoa.
Ainda, Oliveira acredita que o Kinect pode ser usado na área da educação. “As crianças, por iniciativa própria, podem usar e brincar, assimilando conteúdo que só conseguiriam aprender ou gravar do modo tradicional”.
O potencial na área médica também é destacado. “Muitas empresas têm usado o Kinect na fisioterapia. Procuramos criar aplicações para atender esta área”.
O sistema, por meio do Kinect, reconhece cadeirantes e comandos de voz em português [imagem: Divulgação/FIT]
O sistema, por meio do Kinect, reconhece cadeirantes e comandos de voz em português [imagem: Divulgação/FIT]

Deficientes visuais

O sistema criado pela FIT também permite que deficientes visuais utilizem o sistema. Por meio de comandos de voz, eles podem navegar na internet. “Ele sabe o que há na tela por meio de uma narração dinâmica. O sistema pode até ler uma notícia para a pessoa”.
[ Fonte - G1/PCD online ]

Balanço Geral entrega presentes ao alunos da Escola Especial Vivian Marçal

Durante a campanha Natal do BG, a produção do programa conseguiu arrecadar brinquedos e outros itens para entregar aos alunos da Escola Especial Vivian Marçal. A confraternização ocorreu na última sexta-feira (13). Foram entregues presentes para os 250 donos das cartinhas que foram adotadas pelos telespectadores do programa.

Acesse o link;

http://ricmais.com.br/pr/bg-curitiba/balanco-geral-entrega-presentes-ao-alunos-da-escola-especial-vivian-marcal/?fb_action_ids=511493998947831&fb_action_types=og.likes&fb_ref=.Uq-KdEy2dcg.like&fb_source=other_multiline&action_object_map=%5B721214224585515%5D&action_type_map=%5B%22og.likes%22%5D&action_ref_map=%5B%22.Uq-KdEy2dcg.like%22%5D

Tecnologia amplia acessibilidade para deficientes auditivos e visuais

Na ausência de algum sentido, a tecnologia pode ajudar - e muito - a vida cotidiana de pessoas com deficiência. Confira alguns recursos disponíveis

               
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Acessibilidade em celulares (Foto: Divulgação)VozMóvel: sistema especial criado para deficientes visuais (Foto: Divulgação)
A maioria das pessoas não tem ideia da diferença que pequenas ajudas podem fazer no dia a dia. Quem sabe disso melhor do que ninguém são as pessoas com deficiência. Com praticamente todas as mídias voltadas para quem tem todos os sentidos em perfeito funcionamento, a vida de deficientes auditivos e visuais pode se tornar bastante complicada. Mas, aos poucos, especialistas conseguem diminuir a distância entre aparelhos eletrônicos e esse público.
Hoje, várias tecnologias e técnicas disponíveis buscam permitir a utilização de eletrônicos por deficientes. Uma das mais importantes delas, a audiodescrição, tornaria a TV mais acessível aos cerca de 16 milhões de deficientes visuais do Brasil. No entanto, ela ainda caminha a passos lentos no país.
Esse auxílio é feito por um profissional que descreve verbalmente o que acontece na cena, sem sobrepor as falas. A voz é transmitida por um canal de áudio exclusivo que as TVs analógicas não suportam. Para ter acesso ao recurso, é preciso ter TV digital.
saiba mais
A portaria 188/10 do Ministério das Comunicações estabelece uma cota progressiva de audiodescrição nos programas de TV. No momento, as TVs abertas estão obrigadas a transmitir apenas duas horas semanais de audiodescrição entre 6h e 2h da manhã. E o futuro não parece muito melhor. A regra chega ao seu auge em 2020, quando apenas 20 horas semanais de programação audiodescrita serão obrigatórias para as concessionárias. No cinema e no teatro não há obrigatoriedade, o que torna o auxílio ainda mais escasso.
Outro recurso muito útil e mais popularizado é o de closed captions, ou legenda oculta, que podem ser lidas por surdos. No entanto, surdos-mudos, que não podem ser completamente alfabetizados em português, dependem da linguagem de sinais, mais conhecida como Libras (Língua Brasileira de Sinais).
Antonio Borges, professor do Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ que trabalha no desenvolvimento de softwares para deficientes, critica a pouca abrangência da audiodescrição, dada sua importância para quem tem problemas para enxergar. “Quando se está assistindo a um espetáculo, a pessoa é apresentada a elementos visuais. A cena pode estar em silêncio, mas há coisas acontecendo visualmente. Os deficientes perdem esses detalhes. A pessoa pode até deixar de entender o enredo por causa disso”, afirma.
Em teatros, a audiodescrição funciona de forma semelhante a uma palestra com tradução simultânea, em que o participante recebe um rádio especial na entrada e ouve as informações transmitidas ao vivo por um profissional especializado. No Brasil, poucas casas oferecem o recurso.
Para os surdos a necessidade é outra, e as soluções também. Pode-se adotar um sistema de legendas semelhante às closed captions, ou recorrer ao intérprete de Libras, mais adequado para surdos de nascimento. A audiodescritora Graciela Pozzobon lamenta a pouca abrangência dos sistemas.
“Na maioria dos locais a audiodescrição existe por iniciativas pontuais da produção, não do espaço cultural, o que é uma pena”, diz. Para Graciela, é fundamental para o acesso de deficientes garantir que as casas de espetáculos ofereçam a audiodescrição e a interpretação em Libras como padrão.
Além de TV e teatro, hoje também já se trabalha para que deficientes visuais possam usar smartphones. Antes, com as teclas físicas e o sinal em relevo no número 5, cegos podiam usar telefones com certa facilidade, mas os celulares touch complicaram as coisas. Hoje, Claudinei Martins coordena o Projeto VozMóvel do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) comenta que tarefas simples podem ser um tormento para deficientes, como saber o nível de carga da dp celular.
“Eles ficavam com os celulares ligados na energia por medo de ficar sem bateria”, comenta Martins. O software que ele e sua equipe desenvolvem é um aplicativo para sistemas Android, que, segundo ele, pode ser aprendido rapidamente pelo usuário. Na tela inicial, com apenas um toque, o deficiente visual pode ligar, acessar histórico de chamadas, contatos, mandar mensagem de texto, saber data e hora e verificar níveis de sinal e bateria. Ainda em testes, o produto deve ser lançado no fim do ano.
Confira aqui locais com acessibilidade a deficientes.
BRASÍLIA
Caixa Cultural
O prédio é totalmente acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, possuindo rampas, plataformas e ausência de desníveis no acesso ao prédio. Cegos podem contar sinalização em Braille em banheiros e elevadores. A casa ainda está em processo de instalação de piso tátil. Outras unidades da Caixa Cultural (Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo) são acessíveis apenas a cadeirantes.
http://glo.bo/13szMq2

Sites acessíveis permitem que pessoas com deficiência usem a web

Conheça os principais 'erros' de páginas que não respeitam a acessibilidade

http://glo.bo/16yeb5B                
Acessibilidade de sites (Foto: Thinkstock/Getty Images)
 
Sites acessíveis seguem normas do World Wide Web Consortium (W3C) (Foto: Thinkstock
Tornar um site acessível, é fazer com que todas as pessoas, sem nenhum tipo de exclusão, tenham acesso às informações contidas nele, sem barreiras que impeçam a sua navegação, ou a leitura de um determinado conteúdo. Para que um site seja acessível, não são precisos recursos especiais, ou implementações tecnológicas de ponta. Muito pelo contrário, basta empregar da forma correta os recursos naturalmente disponíveis na linguagem HTML (HyperText Markup Language), código que compõe e estrutura as páginas na internet. Para isso, o World Wide Web Consortium (W3C), consórcio internacional que trabalha no desenvolvimento de padrões para a web, estipula diretrizes e recomendações que devem ser seguidas para garantir a acessibilidade na rede, as chamadas Web Content Accessibility Guidelines, ou WCAG 2.0. 
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados em 2010, 23,9% dos brasileiros, ou seja, 45,6 milhões de pessoas, declararam ter algum tipo de deficiência. Dentre as apontadas, a visual foi a que mais figurou, chegando a 35,7 milhões de cidadãos. Conforme divulgado no Censo Demográfico, que pesquisou também as deficiências auditiva, mental e motora, incluindo seus graus de severidade, 18,8% das pessoas entrevistadas disseram possuir dificuldade para enxergar, até mesmo com o auxílio de óculos, ou de lentes de contato. Com relação à deficiência motora, que apareceu em segundo lugar no índice, mais de 13,2 milhões de pessoas afirmaram ter algum grau do problema, equivalendo a 7% dos brasileiros.
Edson Rufino (Foto: Divulgação)
 
Edson Rufino, membro do grupo de trabalho em
acessibilidade web do W3C (Foto: Divulgação)
Levando em consideração esses números, o professor Edson Rufino, que é pesquisador do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e membro do grupo de trabalho em acessibilidade web do W3C, destaca que só há vantagens em se ter um site acessível. “Em primeiro lugar, um site acessível permite o seu uso por qualquer pessoa, independente de suas características, ou formas de acesso. Em segundo lugar, projetar um site para acessibilidade normalmente gera alguns ‘efeitos colaterais’ bem interessantes, pois geralmente as páginas carregam mais rápido e se tornam mais fáceis de serem achadas pelos principais buscadores, como o Google, por exemplo, ficando nas melhores posições nos resultados de busca”, ressalta Edson.
Como funcionam os sites acessíveis
Em um site acessível, conteúdo e forma andam separados. Ou seja, de um lado existe a página HTML, contendo a informação, incluindo em sua estrutura definições no código que marcam, por exemplo, o que é um título, um parágrafo, ou um link. Já a forma da página, o design propriamente dito, é definida por um arquivo chamado “folha de estilo”, ou CSS (Cascading Style Sheets), como também é conhecido. Nesse documento, que é vinculado à pagina HTML, são definidas a apresentação visual do site, abrangendo suas cores, tamanho das letras e o espaçamento entre as linhas de texto, entre outros parâmetros.
Dessa maneira, esse tipo de arquitetura, na qual HTML e CSS andam separados, permite que somente o conteúdo textual da página seja lido por pessoas que navegam por meio de leitores de tela. Com isso, informações irrelevantes para os cegos, como a cor do texto, ou o tamanho da fonte utilizada, passam a ser descartadas. Além disso, esse tipo de conceito torna o conteúdo do site adaptável a qualquer tipo de dispositivo móvel, incluindo celulares e tablets.

saiba mais
E quais são os principais "erros" que afetam diretamente a acessibilidade de um site? Respondendo a essa pergunta, Edson lembra que os problemas mais comuns são a não inclusão de um texto alternativo para os elementos não textuais de um site. “Quando incluo uma imagem, ou um vídeo, sem um texto que tente transmitir o sentido desses elementos para os usuários que não podem acessá-los, como pessoas cegas, com celulares antigos, ou com conexões mais lentas, por exemplo, estou deixando de dar a mesma oportunidade a todas as pessoas”, ressalta o especialista.
Segundo destaca Edson, tornar um site acessível não onera um projeto de site. “Como qualquer melhoria que tentamos implementar, a acessibilidade só se torna caro se tentamos fazer adaptações a algum projeto que já esteja pronto, ou em estágio avançado de desenvolvimento. O ideal é projetar um site desde o início com o foco na acessibilidade. Neste caso, não há diferença significativa no custo de desenvolvimento”, ressalta.
Algumas recomendações importantes
Conheça abaixo algumas diretrizes para melhorar a acessibilidade de um site.
- Todas as imagens do site devem conter legendadas, ou descrições com texto, principalmente se forem botões de link. Esse tipo de recomendação facilita a leitura de tela;
- Faça com que o tamanho do texto possa ser aumentado pelas opções do navegador, pois para pessoas que têm dificuldades visuais, esse recurso é essencial. Além disso, é importante fazer com que a largura do texto na página se ajuste ao tamanho da tela;
- Outro fator importante é com relação à identificação dos campos de um formulário. É preciso que os usuários detectem com facilidade a funcionalidade de cada elemento;
- É importante permitir a ativação dos elementos da página pelo uso do teclado, já que pessoas com deficiências motoras podem ter dificuldade de utilizar o mouse;
- Com relação à usabilidade, faça com que os textos dos links sejam compreendidos fora do seu
contexto. Links como "clique aqui" não são compreensíveis para quem ouve, de forma isolada, somente a informação dos links, que podem ser legendadas com texto alternativo para evitar repetições, ou redundâncias;
- Disponibilize um canal simples de contato com o responsável pelo site.