domingo, 29 de maio de 2016

Autismo: Quando a inclusão é, na verdade, exclusão

Todas as crianças têm direito à inclusão no ensino regular, sejam elas deficientes ou não.

Inclusão, do dicionário:
  1. Incorporação, inserção, integração.
  2. Integração absoluta de pessoas que possuem necessidades especiais ou específicas numa sociedade.
De acordo com nossa legislação, nenhuma escola pode se recusar a receber um aluno com autismo. Mas estar matriculado não significa estar incluso. Muitos professores não possuem conhecimento suficiente para receber essas crianças, nem recebem o suporte necessário para atendê-las com qualidade.
Estar dentro desse contexto não seria então uma forma de exclusão?
Vemos então crianças dentro da sala de aula que não participam das atividades em grupo, que não conseguem aprender o que é proposto, que não conseguem comunicar o que desejam, que não conseguem ter amigos, que não desenvolvem a linguagem, etc.
Estar dentro da sala de aula, como mais um desafio que o professor não consegue dar conta, sem explorar suas capacidades e sem saber lidar com suas limitações, pode comprometer ainda mais o desenvolvimento do aluno dentro do espectro.
Muitas crianças acabam por se “adaptar” ao padrão, principalmente quando possuem o grau mais leve, e conseguem evoluir e aproveitar os benefícios que o ambiente escolar oferece. Mas já vi muitos casos de abandono da escola porque a criança não conseguiu acompanhar o desenvolvimento dos colegas ou porque houve agravamento de comportamentos inadequados.
Existem algumas medidas que podem ser tomadas pela escola, para que ela se torne mais inclusiva. É sobre essas medidas que falarei em breve!
A inclusão de alunos com necessidades especiais, em classes comuns, exige que a escola regular se organize de forma a oferecer possibilidades objetivas de aprendizagens a todos os alunos, especialmente àqueles portadores de deficiência.
(Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica/2001)
Por Amanda Puly

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Curitiba ganha mais um parquinho inclusivo

Moradores do bairro Jardim Social receberam na manhã deste sábado (14) a Praça Presidente Eisenhower, localizada na Rua João Vítola esquina com a Rua Manoel Correia de Freitas, totalmente revitalizada e com parquinho inclusivo com piso emborrachado. O investimento foi realizado com recurso proveniente de emenda parlamentar dos vereadores Paulo Salamuni e Felipe Braga Cortes.
“Esta é a Curitiba mais humana que a gestão Gustavo Fruet vem construindo. A partir de agora, os parques que forem entregues já terão este equipamento de inclusão”, disse Renato Lima, secretário municipal de Meio Ambiente.
"A instalação de brinquedos nos parquinhos públicos significa respeito aos cidadãos com deficiência e seus familiares, que podem ter momentos de lazer e de convivência. É um direito das pessoas com deficiência ter a possibilidade de uso de todos os espaços, inclusive esses", disse Francielle H. Lucena, coordenadora de acessibilidade da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
A Praça Presidente Eisenhower possui agora playground inclusivo com carrossel, balanço e piso emborrachado de 4 cm de espessura no mesmo espaço do playground tradicional, além de portal, pista de caminhada com 337 metros de comprimento e 1,5 metro de largura, área de estar com 25 metros quadrados e piso em lajotas, paisagismo e seis rampas de acessibilidade.
“Assim todas as crianças podem brincar juntas e em segurança. A Prefeitura está olhando para as pessoas e para o bem estar da comunidade”, afirma Alfredo Trindade, superintendente de obras e serviços da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
O Parquinho Inclusivo contempla um dos eixos de atuação do Plano Municipal de Políticas de Acessibilidade e de Inclusão para a Pessoa com Deficiência. No eixo Cultura, Turismo, Esporte, Lazer e Juventude, uma das diversas ações propostas no plano para o biênio 2015-2017 destaca a implantação de brinquedos inclusivos em áreas de lazer. 


http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/curitiba-ganha-mais-um-parquinho-inclusivo/39699

sábado, 30 de abril de 2016

BEBÊS COM SÍNDROME DE DOWN PARTICIPAM DE PROJETO FOTOGRÁFICO

FHOX

Eles posaram para o calendário beneficente da Down's Syndrome Association
por Revista FHOX
Projeto organizado por parteiras de Leicestershire , Inglaterra, tem como objetivo sensibilizar e conscientizar sobre a síndrome de Down. Para o ensaio foram clicados os bebês Eliza, oito meses e Jorja, com um ano de idade. As fotos foram transformadas em um calendário. Os interessados em adquirir e ajudar podem entrar em contato com o projeto ou no site da Down’s Syndrome Association.
A síndrome é uma condição cromossômica causada por um cromossomo extra no par 21. Crianças e jovens com síndrome têm características físicas semelhantes e estão sujeitos a algumas doenças. Embora apresentem deficiências intelectuais e de aprendizado, são pessoas com personalidade única que estabelecem boa comunicação.
Confira algumas fotos do calendário:


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Atenção pessoal de Curitiba




O Ministério da Cultura e Petrobrás apresentam a peça Desalinho em Curitiba com audiodescrição
Data: 8 de maio de 2016 (domingo)
Sessões: 18h (primeira) e 20h (segunda)
Local: Teatro Barracão EnCena (Rua Treze de Maio, 160, Centro)
Duração: 55 minutos
Ingresso: R$10
Não recomendável para menores de 14 anos.
Audiodescrição: Amanda Nicolau e Felipe Mianes
Favor confirmar a presença pelo e-mail amandanicolau@yahoo.com.br ou pelo telefone 41 96987994 (Vivo/Whatsapp) com seu nome e a sessão da qual irá participar. Pedimos a gentileza de chegar com 30 minutos de antecedência para o início da audiodescrição
Sobre a peça:
Com texto original de Marcia Zanelatto e direção de Isaac Bernat, o espetáculo se passa em vários planos, concentrando a narrativa principal num hospital psiquiátrico onde se encontra a jovem Mariana (Carolina Ferman) e sua Enfermeira (Kelzy Ecard). Em seus delírios, Mariana deixa revelar fragmentos do passado vivido e imaginado e o amor proibido por seu próprio irmão (Gabriel Vaz). Aos poucos, as duas se envolvem profundamente e a coragem da jovem para o amor como valor supremo envolve de tal forma a Enfermeira que lhe refaz o sentido da vida.
Descrição do convite eletrônico:
O convite tem formato retangular e é dividido em duas partes. Ocupando a maior porção do convite, mais à direita, uma imagem com fundo azul claro dégradé mostra três pessoas enquadradas em close-up (dos ombros para cima), sorrindo sem mostrar os dentes, da esquerda para a direita: um rapaz, uma mulher e uma moça. O rapaz tem pele clara, olhos, cabelos, barba e bigode castanho claros e veste camisa bege com gravata borboleta da mesma cor. A mulher, posicionada mais ao fundo, entre o rapaz e a moça, tem pele clara, olhos e cabelos castanho escuros, sendo que seus cabelos são levemente ondulados e curtos abaixo das orelhas. Usa uma camisa cinza, da qual só vemos a gola polo, sob uma peça de roupa branca. A moça, por sua vez, tem pele clara, olhos verdes e é ruiva. Seus cabelos são ondulados abaixo dos ombros e ela usa uma peça de roupa bege.
Já à esquerda do convite, sobre fundo branco, informações como título da peça, equipe criativa, e locais das apresentações. Escrito em letra cursiva desenhada cor cinza, no quadrante superior esquerdo, está o título da peça, Desalinho. Abaixo, em letras de fôrma também cinzas, as seguintes informações: dramaturgia (Marcia Zanellato), direção (Isaac Bernat), com Carolina Ferman e Gabriel Vaz, atriz convidada (Kelzy Ecard). Em seguida, divididas em duas colunas, são divulgados os locais onde acontecerão as apresentações. Na coluna da esquerda, vemos o texto “Londrina, Centro Cultural SESI/AML, 04 e 05 de maio, quarta e quinta às 20h, Rua Maestro Egídio do Amaral, 130, Centro, Londrina, Telefone 43 3322-3231”. Na coluna da direita, lemos “Curitiba, Teatro Barracão EnCena, 07 e 08 de maio, sábado às 20h, domingo às 18h e às 20h, Rua Treze de Maio, 160, Centro, Curitiba, Telefone 41 3223-5517”. Abaixo, no rodapé do quadrante esquerdo do convite, representadas lado a lado, estão as logomarcas da Lei de Incentivo à Cultura e do Petrobrás Premmia, seguidas da logomarca do patrocinador (Petrobrás) e dos realizadores (Transa Arte e Conteúdo, Ministério da Cultura e Governo Federal).

terça-feira, 26 de abril de 2016

Pai ganha na Justiça direito de filha com Down estudar na rede municipal

Alessandro diz que sua filha deixaria de ter acompanhamento especializado.
Medida seria por conta de Anna Heloisa mudar para a rede estadual.

Maiara BarbosaDo G1 Mogi das Cruzes e Suzano
Filha de Alessandro vai continuar tendo atendimento especializado na rede municipal de Mogi das Cruzes (Foto: Alessandro Guedes/ arquivo pessoal)Filha de Alessandro vai continuar tendo atendimento especializado na rede municipal de Mogi das Cruzes (Foto: Alessandro Guedes/ arquivo pessoal)
Alessandro Guedes é pai de uma menina de Mogi das Cruzes com Síndrome de Down. Quando Anna Heloísa completou 11 anos e foi transferida para a rede estadual de ensino, ele se viu diante de um grande dilema: segundo ele, por causa da idade, sua filha perderia o direito de estudar em uma escola municipal específica para os portadores de necessidades especiais.
Preocupado com o desenvolvimento da filha, Alessandro foi buscar na Justiça uma autorização para que a menina continuasse recebendo os cuidados específicos para quem tem a síndrome. A rede estadual de ensino também oferece o acompanhamento, porém, sem as sessões de fonoaudióloga que Anna Heloisa precisava. Depois de seis meses, saiu a sentença autorizando que Anna voltasse para a escola municipal, no período inverso ao que frequenta o 6º ano do ensino fundamental. “Eu sou um pai e sempre vou tentar o melhor para a minha filha. Ela foi crescendo e nós só fomos ouvindo ‘não’. Quando soube que ela não teria mais autorização para frequentar a escola, eu fui procurar outras informações.”
A escola que Alessandro se refere é o Pró-Escolar, Centro de Atendimento ao Portador de Necessidades Educacionais Especiais Ricardo Strazzi. Anna Heloise recebia atendimentos nas áreas de psicologia, fonoaudiologia e fisioterapia. “Esses meses que ela ficou fora o rendimento dela na escola regular caiu. Ela ficava muito nervosa e me perguntava quando iria voltar a ver os amigos e os professores da outra escola. Uma vez ela precisou ir ao dentista do posto de saúde e eles não estão preparados para receber quem tem Down.”
Além do ensino regular e do acompanhamento especializado, Anna Heloisa estuda em casa na presença do pai (Foto: Alessandro Guedes/ arquivo pessoal)Além do ensino regular e do acompanhamento
especializado, Anna Heloisa estuda em casa na
presença do pai (Foto: Alessandro Guedes/
arquivo pessoal)
A esperança para garantir o ensino do Pró Escolar à filha veio ao final de uma busca em leis. Alessandro descobriu que o Brasil ratificou, em 2008, a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, de 2006. Na prática, o documento estabelece que a educação inclusiva deve ser oferecida em todos os níveis de ensino.
“Essas escolas são fundamentais para a população e esses alunos estão esquecidos. Eu busquei esta Lei Federal e apresentei ao Ministério Público o que estava acontecendo e eles constataram que estava tendo irregularidades. Eu não estou reclamando da Prefeitura e sim de um sistema. Muitas dessas leis, dos nossos direitos, estão escondidos e não são divulgados.”
A Defensoria Pública de Mogi entrou com uma ação na Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo e a sentença foi favorável para que a menina continue inserida no Pró-Escolar.
Segundo o defensor público Horácio Xavier Franco Neto, a educação é tida como uma responsabilidade compartilhada. “É importante definir que as crianças, sejam elas portadoras de deficiência ou não, elas têm um direito previsto na Constituição para a educação. Além desse direito à educação, há um direito universal para a saúde. Crianças portadoras de deficiência têm direito à educação inclusiva, tanto na parte educacional, quanto na parte de saúde. Essa responsabilidade é repartida entre a União, estado e município.”

Segundo o defensor, quando a mudança do ciclo educacional pode trazer prejuízos ao aprendizado, os pais podem recorrer à Justiça para que o atendimento seja mantido na unidade onde a criança já está adaptada. “Pode acontecer, com uma criança que já vinha sendo atendida na rede municipal que tem um acompanhamento extra-curricular e, se essa ruptura da rede municipal para rede estadual pode causar prejuízos para essa criança, deve ser feita alguma medida para que a criança permaneça na rede municipal. Se a mudança gerar prejuízos, não é benéfico pra ela.”
Pró-Escolar, em Mogi das Cruzes, oferece fisioterapia (Foto: Maiara Barbosa/ G1)Pró-Escolar, em Mogi das Cruzes, oferece fisiote-
rapia (Foto: Maiara Barbosa/ G1)
A coordenadora do Centro Pró-Escolar, Claudia Regueiro, diz que em nenhum momento o atendimento para Anna Heloisa foi prejudicado por conta da sua mudança para a rede estadual e que ela não ficou sem o acompanhamento necessário. “Nunca deixamos de atendê-la. Até hoje ela ainda frequenta o Pró-Escolar. O pai dela pediu a matrícula para que continuássemos a atendê-la na parte pedagógica e isso nós fizemos. Ela nunca perdeu o atendimento com a fonoaudióloga. Ela estava fazendo o acompanhamento com alguns especialistas pelo Estado e quando ele foi contemplado com a decisão da Justiça, ela voltou a ter todos os atendimentos conosco.”
Na unidade do Pró-Escolar, 286 crianças são atendidas com os especialistas em fisioterapia, fonoaudióloga, psicóloga, psicopedagoga. Além disso, a rede municipal também conta com 13 salas-polo em outras escolas que atendem mais 195 crianças. “A qualidade é a mesma e o serviço ofertado é o mesmo [pelo estado]. Eles não têm a parte clínica da fonoaudióloga. Se ele [o aluno] vai para o Estado, ele pode continuar fazendo esse atendimento conosco”, finaliza Claudia.
Em Mogi, pela rede estadual, cerca de 450 alunos também têm direito a esse atendimento especial. Segundo a supervisora da educação especial da Diretoria de Ensino de Mogi, Marta Perroni, o atendimento é dividido pelas áreas de deficiência visual, auditiva e intelectual. "São mais de 30 escolas que oferecem esse serviço no contraturno e nós disponibilizamos o transporte para a criança que vai fazer esse acompanhamento com os especialistas."

Marta diz que, em casos de transferência da rede municipal para a estadual, é preciso que a família apresente um laudo médico. "Os alunos passam por dois tipos de avaliação: médica e pedagógica. Para fazer a avaliação pedagógica é preciso o laudo médico e, no momento da matrícula, a criança já é encaminhada para fazer a avaliação pedagógica. Então, às vezes, o início do acompanhamento pode demorar caso a família não tenha o laudo médico", finaliza.

FANTÁSTICO - Campanha de combate ao câncer de mama, Outubro Rosa faz 20...

terça-feira, 19 de abril de 2016

DICA DE LEITURA Livro “A Minha Versão da História” Escrito por Carlena Weber​​


12279163_10206896951399048_5610970270369644149_n

No livro, Carlena relata como reinventou a vida após o acidente que a deixou tetraplégica, numa narrativa forte, corajosa, sem perder a leveza e o bom humor.
Após o acidente, Carlena fica tetraplégica, sua recuperação foi lenta, difícil, mas não traumática. Muita rotina de fisioterapia que a exigiu disciplina, mas quando os resultados começaram a aparecer, sua motivação foi maior que qualquer coisa. Quando esteve em tratamento na Rede Sarah em Brasília, foi questionada sobre o que tinha mais vontade de voltar a fazer, então respondeu que gostaria de se maquiar, e assim se fez, com o tratamento e também utilizando de adaptadores para os materiais de maquiagem, Carlena volta a se maquiar como sempre gostou.
Logo mais tarde, realizou um ensaio fotográfico chamado “Mulher, Linda e Tetra” junto com seu namorado, sem a intenção de divulgá-lo ou coisa parecida, onde teve uma repercussão muito positiva. Aos poucos as fotos foram sendo compartilhadas por muitas pessoas nas redes sociais e de alguma forma serviu para mostrar que cadeirantes não são assexuados!
O Processo para escrever o livro foi lento e teve crises e desafios, pois finalizá-lo foi bem complicado mas no momento vive a realização de receber por parte de seus leitores retornos que a deixam muito feliz e emocionada.
Carlena registra em seu livro sobre algumas pérolas, como receber esmola de um senhor: “Eu estava numa parada de ônibus e um senhor veio com a mão em direção a minha bolsa que estava em cima das minhas pernas. Achei que fosse um assalto, mas errei, era R$ 0,90 centavos de esmola… mas esse tipo de situação não me incomoda, sabe? Consigo rir de tudo!”. Ela conta.
ONDE ENCONTRAR O LIVRO?
Diretamente com a Carlena através de suas redes sociais:
Facebook.com/carlena.weber
Instagram: @carlenaweber
Por E-mail: carlenaweber@hotmail.com   [Envio pra todo Brasil]
O Livro também pode ser encontrado na Livraria Cultura
https://gravataicultural.wordpress.com/2016/01/15/livro-a-minha-versao-da-historia/

Vídeo do Gshow: http://globoplay.globo.com/v/4966754/

Crianças e adolescentes aguardam por cadeiras de rodas especiais

http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-1edicao/videos/t/edicoes/v/criancas-e-adolescentes-aguardam-por-cadeiras-de-rodas-especiais/4966978/

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Cadeira de rodas para uso por turistas com deficiência é furtada do Jardim Botânico

principal
Oito dias. Foi o tempo que durou no Jardim Botânico uma das três cadeiras de rodas colocadas pela Prefeitura e pelo Instituto Pró-Cidadania (IPCC) para uso gratuito por pessoas com deficiência que visitam o local. A cadeira foi furtada do Centro de Atendimento ao Turista (CAT), inaugurado no dia 16 de março.
A oferta das cadeiras foi anunciada no mesmo dia da inauguração, como fruto de uma parceria com o IPCC. No dia 24 de março, uma servidora do Centro deu falta de uma das cadeiras. Não foi possível identificar o autor do furto, um vez que a retirada da cadeira não foi autorizada pela secretaria, mediante apresentação de documento, como é norma no CAT. Alguém simplesmente chegou no local e pegou a cadeira sem autorização.
A secretária municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdócimo, lembrou que a oferta de cadeiras de rodas no Jardim Botânico é um projeto piloto que a Prefeitura pretende estender para outros pontos turísticos. “É muito triste que isso ocorra. Além de atingir o patrimônio público, o furto da cadeira de rodas prejudica a inclusão de um público que deve ter o mesmo direito de acesso aos nossos pontos turísticos que qualquer outra pessoa”, afirmou.

http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/cadeira-de-rodas-para-uso-por-turistas-com-deficiencia-e-furtada-do-jardim-botanico/39458#.VxU7BkHjoo5.facebook

GIBIS ENSINAM COMO LIDAR COM AS DIFERENÇAS

Certa vez o sorridente Humberto emprestou um livro aos amiguinhos da Turma da Mônica. Ao devolverem o exemplar, Cascão disse, usando a Língua Brasileira de Sinais (Libras), que adorou, assim como a Magali. Humberto agradeceu: Hum! Hum!. Além dos gestos, é assim que o personagem surdo se comunica.
A partir desse episódio, a turminha aprendeu a conversar com Humberto. Através de histórias como essa o quadrinista Mauricio de Sousa tem levado ao mundo dos quadrinhos a inclusão social de pessoas com deficiência.
O garotinho chegou às tirinhas nos anos 60, mas outros personagens surgiram décadas mais tarde, quando Mauricio começou a pesquisar a fundo determinadas deficiências antes de introduzir novos coleguinhas à Turma. “Foi distração minha não criar anteriormente. Quando me dei conta fui estudar, falar com pessoas que viviam isso”, admitiu.
“As limitações são ditadas por preconceito e ignorância da própria família. Isso precisa ser derrubado”, concluiu. Mauricio contou que durante a infância conviveu com amigos cadeirantes, como o Luca, e cegos, assim como a Dorinha, inseridos na Turma nos anos 2000.
Mauricio teve o cuidado de não deixar de fora as crianças com autismo criando o André, conhecido nos gibis como “um amigo diferente”. E faz questão da interação entre os personagens, como na vez em que Dorinha tocou no rosto de Tati, com síndrome de Down, para conhecer a nova colega.
“Procuro aproximar as crianças com os personagens. Mostrar que alguém com deficiência lida bem com isso e pode ter uma vida normal”, afirmou. E até se inspirou em histórias reais para criar Dorinha, em homenagem a Dorina Nowil, uma mulher que perdeu a visão quando criança.
E Tati, uma homenagem à Tathi Heiderich, filha de Patrícia e Fernando Heiderich, coordenadores do Instituto MetaSocial. O quadrinista não pensa em novos personagens por enquanto, mas quer explorar os Jogos Paralímpicos 2016. Então, boas aventuras para Dorinha e Luca vêm por aí.