Grupo chegou há quinze anos, e busca ajuda para custear vida longe de casa
Agora ou Nunca: jovens angolanos cegos lutam por permanência no Brasil
Grupo chegou há quinze anos, e busca ajuda para custear vida longe de casa
16/05/2015 às 17h10
Atualizado em 16/05/2015 às 18h43
Atualizado em 16/05/2015 às 18h43
Quinze anos atrás, um grupo de crianças angolanas desembarcava no Brasil em busca de melhores condições de estudo. Todos os jovens são cegos e desde que chegaram ao país continuam em contato com antigos sonhos.

“Nós viemos através de uma bolsa de estudos do governo angolano. Ano passado, falaram que tínhamos que voltar para a Angola e que a bolsa tinha acabado”, explicam os jovens que brigaram por um visto de permanência no Brasil.
“Nossa luta de permanecer no Brasil e estudar é justamente o amor que temos por Angola. Queremos voltar para ser parte de uma solução”, explica Prudêncio.

Para entender melhor o que aconteceu com os “irmãos”, Luciano Huck foi para Curitiba conversar com eles. Juntos, eles formaram uma nova família e alguns perderam o contato com os familiares que ficaram em Luanda, no país de origem. “Meu pai faleceu na guerra e, com o tempo, perdi totalmente o contato com a família”, explicou Jacó, integrante do grupo. Um dos estudantes, Rui, chegou ao Brasil com apenas sete anos.

Após desembarcar no Rio de Janeiro, os angolanos experimentaram as maravilhas da cidade carioca. No clima do circuito mundial de surf, os estudantes surfaram e se divertiram. “Foi muito radical e eu gostei demais”, contou Mauricio empolgado. Já no palco do programa, o grupo aceitou o desafio de provas especiais do Agora ou Nunca e levou para casa trinta mil reais.