quinta-feira, 27 de agosto de 2015

País será denunciado na ONU por não garantir direitos de deficientes

Entidade avaliará políticas do Brasil e ministro Pepe Vargas tentará dar respostas às Nações Unidas nesta terça-feira

Emtidades questionam acessibilidade de pessoas com deficiência no Brasil
Emtidades questionam acessibilidade de pessoas com deficiência no Brasil
GENEBRA - Especialistas, organizações não-governamentais (ONGs) e representantes da sociedade civil vão denunciar nesta terça-feira, 25, na Organização das Nações Unidas o Brasil por não garantir acesso ao transporte, educação e saúde a milhões de pessoas com deficiência no País. Hoje, em Genebra, a ONU examina as políticas do governo brasileiro em relação aos deficientes e vai cobrar respostas de Brasília em relação ao que tem sido feito para promover os direitos dessa parcela da população. O Brasil será representado pelo ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Pepe Vargas. 
Em um informe apresentado aos peritos da ONU por mais de uma dezena de organizações brasileiras e estrangeiras, as denúncias apontam que uma pessoa com deficiência no Brasil ainda vive com sérias dificuldades para ter acesso aos mesmos locais que o restante da população, seja por falta de infraestrutura adequada ou por falta de treinamento de professores, motoristas e gestores. O governo promete responder às críticas ainda nesta terça. 
O exame será o primeiro que o Brasil enfrentará em uma década desde a entrada em vigor da Convenção dos Direitos de Pessoas com Deficiências. "A falta de acesso tem sido a maior barreira a ser superada no Brasil", alertou o informe apresentado pela Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo (Abraça), a Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência do Brasil (FCD), o Instituto Baresi e a Rede Brasileira do Movimento de Vida Independente, entre outras.  
A lei de 2000 estabelecia até 2010 para que todo o transporte público fosse adaptado. "Mas muitas empresas ainda não cumprem a lei", acusaram as entidades. Ônibus interestatais e muitas empresas de transporte urbano ainda não teriam instalado elevadores para cadeiras de roda. Motoristas não foram instruídos a operar o sistema, quando existe, e não são poucos os casos de ônibus de linhas urbanas que "aceleram quando veem um deficiente em um ponto". 
Segundo as entidades, o governo tem feito esforços para adaptar os aeroportos. Mas o mesmo compromisso não é visto com metrôs, trens e outros transportes. Os edifícios públicos teriam de ter sido adaptados até 2009. "Mas muitos ainda não estão", alerta o documento.
Com 25 milhões de pessoas com deficiências no Brasil, os grupos apontam que nem mesmo as construtoras têm erguido os novos apartamentos dentro dos padrões exigidos pela lei para garantir a circulação de cadeiras de roda ou acesso aos banheiros. 
Nos centros de saúde, a questão do acesso é ainda um obstáculo. Um levantamento apresentado à ONU aponta que, de 241 unidades de saúde avaliadas em sete Estados, 60% delas não estavam adequadas a receber deficientes.  
As políticas de emprego tiveram certos avanços. Mas enquanto o Brasil gerou 6,5 milhões de postos de trabalho entre 2007 e 2010, 42 mil empregos para pessoas deficientes foram fechados.
Nas escolas, a falta de assistência especializada é a barreira. Em 2008, 93 mil estudantes com deficiência foram inscritos na rede pública. Em 2014, esse número caiu para 61 mil.
Para as entidades, "o governo tem feito pouco para conscientizar a sociedade e promover os direitos e dignidade das pessoas com deficiências".  Apesar das promessas feitas à sociedade civil, até hoje nenhuma campanha tem sido organizada para que se conheça os direitos dos deficientes", completou o informe apresentado pelos grupos. 


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Bandeira branca 1

A direção do Shopping Novo Batel acatou a sugestão da associação União de Pais Pelo Autismo (Uppa) para receber crianças e jovens com deficiência – não exclusivamente com autismo – uma vez por mês para uma sessão de cinema exclusiva para filhos e pais. A ideia surgiu depois do incidente da semana passada em que uma mãe acusou o diretor do shopping de discriminar seu filho em uma cafeteria. No último domingo, pais de pessoas com deficiência fizeram um encontro na praça de eventos do shopping.
A primeira sessão está marcada para o dia 5 de outubro e o filme, de temática infantil, ainda será definido.

Bandeira branca 2

Uma vez por mês uma das salas de cinema se transformará em um ambiente mais acessível, com som mais baixo e maior luminosidade durante a sessão. As crianças também ficarão mais à vontade caso desejem levantar e caminhar pela sala ou entrar e sair durante o filme. Segundo a presidente da Uppa, Adriana Czelusniak, a parceria é um grande ganho para a inclusão cultural, pois a alta sensibilidade e hiperatividade das crianças com autismo não permitem que elas frequentem salas de cinema comuns.
Há meses ela tentava uma parceria com outras redes de cinema, sem nunca receber resposta.

Bandeira 2

A União dos Taxistas de Curitiba (UTC) fará hoje a entrega do “Dossiê Uber e Pirataria”, elaborado pela associação, à Câmara Municipal. O material já foi entregue ao Ministério Público estadual, ao Procon e ao secretário de Governo Municipal da prefeitura de Curitiba, Ricardo Mac Donald Ghisi. Os taxistas da UTC também já se reuniram com a deputada federal Cristiane Yared e com deputados estaduais.

Presença vip

O arquiteto carioca Paulo Mendes da Rocha confirmou presença na abertura oficial da exposição “Nos pormenores um universo”, amanhã, no Museu Oscar Niemeyer. A mostra homenageia o centenário de nascimento do arquiteto curitibano João Batista Vilanova Artigas, de quem Rocha é discípulo.

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http://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/colunistas/reinaldo-bessa/bandeira-branca-1-2fvp3c803hnxnkbg684eczvp7

Governo de São Paulo lança Central de Libras: ação pioneira para inclusão de pessoas surdas



Nesta sexta-feira, 28 de agosto, o Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, lança o primeiro posto da Central de Libras, no Centro de Tecnologia e Inclusão, em São Paulo.
 
A ação é voltada à inclusão da pessoa com deficiência auditiva. Outros nove pontos de atendimento serão lançados durante o mês de setembro e complementados com outros 40, até o final deste ano, somando 50, em todo o Estado de São Paulo.
 
A Central de Libras consiste em uma tradução simultânea, por vídeo, para estabelecer uma comunicação entre a pessoa surda e a instituição que está prestando o atendimento, com a mediação remota de intérpretes fluentes em Libras.
 
Na prática funciona assim: o surdo entra no estabelecimento e procura o responsável pelo atendimento. Sabendo que se trata de um surdo, a pessoa é levada à Central de Libras que, por meio de um computador, apresenta sua questão/dúvida em Libras e o intérprete remoto traduz para o atendente. O Atendente responde em Português e o intérprete remoto transfere imediatamente a informação para o solicitante surdo.
 
O primeiro ponto entregue será no Centro de Tecnologia e Inclusão, espaço da Secretaria que disponibiliza cursos para pessoas com e sem deficiência, no Parque Fontes do Ipiranga, mesmo local onde funcionará o Centro Paraolímpico Brasileiro.
 
O Estado de São Paulo conta com 1.893.359 surdos, segundo dados do Censo  IBGE/2010. 

SERVIÇO
Lançamento Central de Libras do Governo do Estado de São Paulo 
lançada pela Secretaria de Estado dos Direitos da pessoa com Deficiência

Data: 28 de agosto
Local: Centro de Tecnologia e Inclusão – Parque Fontes do Ipiranga
Endereço: Rodovia dos Imigrantes km 11,5, São Paulo /SP - bairro Jabaquara
 
TODOS ESTÃO CONVIDADOS!

http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ultimas-noticias/governo-de-sao-paulo-lanca-central-de-librasacao-pioneira-para-inclusao-de-pessoas-surdas

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Programa PlayTable oferece 60% de Subsídio para aquisição de mesa digital


Programa PlayTable de Acessibilidade oferece até 60% de subsídio para aquisição de mesa digital
Condições especiais são voltadas à pessoa física e instituições sem fins lucrativos especializadas no atendimento a crianças com deficiência

Depois de firmar parceria com a Escola Municipal Adelaide Starke, de Blumenau (SC), para a realização de um projeto piloto em educação inclusiva com o uso da PlayTable, primeira mesa digital com jogos educativos do Brasil, a Playmove lança o Programa PlayTable de Acessibilidade. A iniciativa oferece 60% de subsídio à pessoa física e 50% a instituições privadas sem fins lucrativos especializadas no atendimento a crianças com deficiência para aquisição da mesa digital desenvolvida pela empresa, além da possibilidade de parcelar a compra em até 6 vezes no cartão de crédito (ver termos e condições no site). O programa, que pretende alcançar 100 instituições em todo o Brasil até o primeiro semestre de 2016, tem como objetivo aumentar a qualidade de desenvolvimento e inclusão digital de crianças com necessidades especiais.
Presente em aproximadamente 350 escolas públicas e privadas de todas as regiões do Brasil, a PlayTable é utilizada como ferramenta ludopedagógica em instituições de ensino que também atendem crianças com deficiência, como é o caso da Escola Municipal Adelaide Starke e as salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) do ensino municipal de Fraiburgo (SC), mas o programa pretende agora atingir instituições específicas para este atendimento. De acordo com o diretor geral da Playmove, Marlon Souza, empresa responsável pela criação e desenvolvimento da mesa digital, desde 2014, quando a solução foi lançada, é possível perceber um aumento no interesse de pais na aquisição da mesa. “As crianças que têm acesso à PlayTable na escola apresentaram um desenvolvimento além do comum. Por isso, queremos facilitar as condições para que essas famílias tenham a ferramenta também em casa e difundir seu uso em insituições especializadas”, conta.
Para o especialista em ludopedagogia da Playmove, Cristiano Sieves, a solução favorece o desenvolvimento motor, cognitivo e psíquico de crianças com diferentes níveis de deficiência motora ou psíquica e, por isso, a mesa digital tem ganhado adesão em escolas de educação especial. “Além de ser resistente, lacrada e totalmente segura porque é feita de plástico e possui cantos arredondados, a tela da PlayTable conta com uma tecnologia de sensor infravermelho, que reconhece objetos de plástico, metal, feltro, além do toque do dedo e de outras partes do corpo”, explica. Todos os jogos exclusivos da mesa possuem diferentes níveis de aprendizado, acompanhando e auxiliando o desenvolvimento da criança. Os aplicativos contam ainda com elementos visuais de fácil compreensão e auxílio auditivo. A longo prazo, a Playmove pretende desenvolver novos jogos e ferramentas específicas para o trabalho com crianças com diferentes tipos de deficiências.
O Programa PlayTable de Acessibilidade é exclusivo para pessoas físicas responsáveis por crianças com deficiência e instituições privadas sem fins lucrativos especializadas no atendimento a crianças deficientes. Para conhecer mais, acesse a página do Programa no site da PlayTable:www.playtable.com.br/acessibilidade
Para mais informações, entre em contato por meio do sitehttp://playtable.com.br/acessibilidade/
Sobre a Playmove 
Empresa de Blumenau (SC), fundada em 2013. A Playmove é uma empresa focada no desenvolvimento de soluções tecnológicas para educação infantil e ensino fundamental. Criadora e desenvolvedora da PlayTable, a primeira mesa digital com jogos educativos do Brasil, utilizada em escolas públicas e privadas no país. A PlayTable é uma mesa interativa e multidisciplinar, com jogos e aplicativos para crianças a partir de 3 anos de idade, voltada ao desenvolvimento das habilidades cognitivas e motoras dos pequenos. A tecnologia touch screen se caracteriza pela fácil usabilidade, inclusive, por ser acessível a crianças com deficiência.
(fonte: PlayTable)

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Loucos de Amor - Legendado

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Em PE, app para deficientes chega a escolas públicas e tem 10 mil usuários

Do G1 PE

Um aplicativo criado por um pernambucano está causando uma revolução na vida de cerca de dez mil pessoas. A tecnologia, que ajuda pessoas com deficiência a se comunicarem, se chama Livox e já foi traduzida para 25 idiomas. Nos países de língua árabe, por exemplo, o aplicativo deve ser lançado em dois meses. A ideia também começa a chegar nas escolas públicas do Recife, em fase de testes.
O escolhido para os testes no Recife foi o estudante Jhonatan, de 18 anos. Ele tem paralisia cerebral e não é alfabetizado, mas é louco por internet e tem habilidade com aplicativos no telefone. Com o aplicativo, Jhonatan pode se comunicar melhor e também aumentar o aprendizado na escola. "As questões pedagógicas se iniciam a partir da comunicação. Se eu me faço compreender e faço com que o meu aluno seja compreendido, isso dá uma autonomia pra ele, uma segurança no aprendizado", explica a professora Jeisy Oliveira.
De acordo com o analista de sistemas Carlos Pereira, criador do aplicativo, a tecnologia tem algoritmos inteligentes que fazem o sistema se adaptar ao usuário, a partir da deficiência dele. "Não importa se a pessoa tem deficiência motora, visual ou cognitiva. Ele se ajusta a cada deficiência", explica. Exemplo disso é que dois terços dos usuários do aplicativos são pessoas autistas. Carlos criou o aplicativo para ajudar a filha, Clara, que tem paralisia cerebral, a se comunicar.
Livox foi criado para ajudar Clarinha a se comunicar (Foto: Reprodução / TV Globo)Carlos criou o Livox para ajudar a filha Clarinha a se comunicar (Foto: Reprodução / TV Globo)
Aplicativo
A filha de Carlos Pereira, Clarinha, de sete anos, teve paralisia cerebral por causa de complicações durante o parto. Ela não consegue controlar os movimentos do corpo mas entende tudo, e o Livox foi criado para ajudá-la a se comunicar.
Os pais de Clarinha não se conformaram em deixá-la viver com total lucidez mas sem capacidade de se expressar. Eles foram até a China, fizeram um tratamento pioneiro com células-tronco e chegaram a abrir uma clínica no Recife, que atende 300 pacientes.
Mas Carlos achou pouco -- por isso, criou o sistema. Clarinha, que foi a primeira a usar o Livox, passou a se expressar, contar o que pensa e o que sente. "Hoje eu posso orientar, educar de uma forma mais precisa. Isso é ótimo, porque ela faz até perguntas e eu posso responder", explica a mãe, Aline Costa Pereira.
O Livox já ganhou o prêmio de melhor aplicativo de inclusão do mundo, pela Organização das Nações Unidades; de inovação tecnológica com maior impacto em 2014, do Banco Interamericano de Desenvolvimento; e foi o primeiro lugar na Copa do Mundo de Tecnologia do Vale do Silício, em junho deste ano. "Eu fico muito feliz com todos esses prêmios, mas o maior prêmio que eu tenho é ver minha filha se comunicar", conta Carlos Pereira.
Clarinha teve paralisia cerebral e não movimenta o corpo, mas entende tudo  (Foto: Reprodução / TV Globo)Clarinha teve paralisia cerebral e não consegue falar, mas entende tudo (Foto: Reprodução / TV Globo)

Deixa que eu te ensino - AMOR












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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Aluna doa 11 cadeiras de rodas, alcançando a marca de 39 doações

O projeto Lacre do Bem, desenvolvido pela aluna da Unidade Coração Eucarístico, Julia Fernandes, de 11 anos, continua promovendo a solidariedade, através da doação de cadeiras de rodas.  Na noite da quarta-feira, 9 de julho, Julia Fernandes participou da cerimônia de entrega de 11 cadeiras de rodas para instituições de assistência social. Além dos familiares da aluna, estavam presentes os parceiros do projeto Lacre do Bem, entre eles a diretora da Unidade Coração Eucarístico, Mônica Maria Ribeiro, e representantes das entidades atendidas.
Julia Fernandes, vencedora do Prêmio Bom Exemplo 2014/Categoria Cidadania, criou o projeto há dois anos e durante o período doou 39 cadeiras de rodas, com a colaboração de doadores de lacres de latinhas de alumínio de Minas Gerais e de vários estados, alcançando a marca de 5 milhões de lacres.  "Nunca pensei que fosse tão longe. Ajudar faz bem!", disse Julia Fernandes, durante a cerimônia de entrega.
Segundo a mãe de Julia Fernandes, Ivette Macedo, diretora do projeto, o momento mais importante da campanha aconteceu dois meses após o seu início, quando tinham conseguido juntar menos da metade de uma garrafa PET de 2 litros, com lacres. "Mostrei a Julia a quantidade de lacres que havíamos recolhido, no intuito de fazê-la desistir, mas ela, com os olhos brilhando, disse: que tanto! Eu olhava a parte vazia da garrafa e ela a parte cheia, esta forma positiva de ver as coisas foi uma lição muito grande para todos nós e foi o grande motivo para continuarmos."
De acordo com Ivette Macedo, a família buscou apoio do Colégio Santa Maria Coração Eucarístico, que abraçou a causa. Atualmente, recebem doações de lacres de várias cidades, como Rio de Janeiro, Curitiba, São Paulo, Brasília e Salvador. Dentre as entidades atendidas estão o Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus, a Cidade Ozanan, o Projeto Assistencial Novo Céu.
 




terça-feira, 11 de agosto de 2015

Filme Agente Transformador ATEAC

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Campanha de escola junta 1 milhão de lacres para obter 3 cadeiras de rodas

Objetivo é doar para idosos com dificuldade de locomoção em Araraquara.
Em quatro anos, estudantes e colaboradores já conseguiram 7 cadeiras.

Alunos da escola arrecadaram um milhão e 92 mil lacres (Foto: Wilson Aiello/EPTV)
Uma campanha do Centro Municipal de Educação Integrada Piraquara de Araraquara (SP) conseguiu arrecadar 1 milhão de lacres de latinhas para trocar por três cadeiras de rodas. O objetivo é doá-las para asilos, ajudando os idosos que têm dificuldades de locomoção. No ano passado, outra campanha do tipo ajudou uma instituição e até agosto deste ano outras três cadeiras serão doadas.
Com espírito de solidariedade, os alunos da escola receberam 30 galões com os lacres levados pelo professor aposentado Soma Hiroshi. O trabalho, que já é feito há quatro anos, teve a ajuda de comerciantes e amigos, além de recolher latinhas na cidade.
O material se junta a outros milhares arrecadados pelos estudantes e outros voluntários da campanha. "Meu intuito é incentivar esse pessoal a recolher o lacre, porque na realidade a gente não consegue recolher 20% dos lacres que existem nos bares", afirmou Hiroshi.
"Tem garrafa de lacre do extremo sul do Estado de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Pederneiras, de várias cidades que a gente nem conhece. Os familiares vão passear e nesses passeios eles contagiam as pessoas com essa corrente", contou a professora Maria Socorro Moreira.
No total, foram arrecadados 1 milhão e 92 mil lacres distribuídos em 30 galões e 120 garrafas pets. "Ajuda o meio ambiente e outra porque ajuda os idosos que precisam de cadeiras de rodas", disse a estudante Maria Eduarda Larocca.
Os alunos entregaram uma cadeira no ano passado para um asilo da cidade. Para agosto deste ano, está prevista a chegada de mais três cadeiras. Os lacres de agora serão trocados por outras três que chegam até o fim do ano.
"A criança vê uma série de pessoas envolvidas, não só ela que está aqui na escola, mas ela sendo um elo, parte de uma corrente, para um bem maior. É o que nós acreditamos. Ela vai ser uma pessoa melhor com certeza e vai cuidar de nós no futuro", narrou a professora.
Os interessados em ajudar podem levar os lacres no Centro Municipal, que fica na Rua Bahia, na Vila Xavier, em Araraquara.
Em 4 anos de campanha, lacres já renderam 7 cadeiras de rodas em Araraquara (Foto: Wilson Aiello/EPTV)Em 4 anos de campanha, lacres já renderam 7 cadeiras de rodas em Araraquara (Foto: Wilson Aiello/EPTV)http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2015/07/campanha-de-escola-junta-1-milhao-de-lacres-para-obter-3-cadeiras-de-rodas.html

Depoimento do paraplégico Thomaz Magalhães

http://www.deficienteciente.com.br/2010/07/depoimento-do-paraplegico-thomaz.html
Católico praticante, Thomaz mudou radicalmente de vida após o acidente que o deixou paraplégico. Acidente, aliás, não é a palavra com a qual ele gosta de se referir ao tombo sofrido no dia 25 de agosto de 1991, durante treinamento para uma competição de hipismo, na Sociedade Hípica do Rio de Janeiro. “Acidente dá a impressão de algo trágico, triste. E posso dizer que me tornei uma pessoa feliz porque fiquei paralítico”, afirma. “Descobri que a verdadeira felicidade está na paz de espírito.”
A determinação de Thomaz em fazer coisas como subir e descer a escada do prédio chegou a assustar a mulher, Clara. “Ele sempre foi uma pessoa de desafios.

Achei que ia ficar mais tranqüilo, mas teve impulso para, através da dificuldade, fazer mais coisas”, diz ela. “Meu marido virou um testemunho vivo para muita gente. Provou, com a ajuda de Deus, como enfrentar os problemas.” Pai de Thomaz e Chiara Magalhães, ex-namorada do apresentador Luciano Huck, o empresário se superou com o apoio da família. Os filhos eram pequenos na época. “Ele mostrou para os filhos que todos somos frágeis, mas o mais importante é superar a queda, pensar em reagir”, conta Clara. “E eles viram como é gostoso saber que, depois da luta, conseguimos a vitória.”
A luta foi dura. Para ter essa postura de vida, o empresário sofreu muito. Amante de esportes como o hipismo e o vôlei, louco por motos e ganancioso a ponto de querer sempre mais dinheiro, como ele próprio admite, Thomaz chegou a pensar em suicídio. “Planejei minha morte, pensava em abordar um guarda, pegar a arma dele e me matar”, conta ele, que não botou o plano em prática por causa da família. “Eles já estavam sofrendo por eu ter ficado paralítico. Seria muito pior se virasse um suicida.”
Da fase de desespero, que durou menos de um ano, o empresário passou a ser um homem determinado a se virar sozinho. Escondido da família, desceu quatro andares da escada de serviço do prédio onde morava, no Rio, e subiu outros dois, sentado no chão e puxando a cadeira. “Queria ver se podia fazer algo em caso de incêndio”, justifica. Ousadia maior ele experimentou na estrada Rio-Petrópolis, à noite. Seu carro adaptado teve o pneu furado e ele mesmo trocou, sentado na cadeira de rodas. “Demorei 40 minutos, mas consegui”, lembra.
A mudança total aconteceu em 1997. Escolhido como um dos representantes da família brasileira para o testemunho de fé ao papa João Paulo II, no Maracanã, achou que era o sinal para largar a vida de empreiteiro. Vendeu sua parte na Montreal e passou a dar testemunhos em todo o Brasil e em países como México, El Salvador e Chile. Junto com a mulher, abriu uma loja de artigos religiosos, a Agnus Dei. “Queríamos que as pessoas fossem na loja para se sentir bem, mas acabou virando um negócio. Deixei de ser empresário dos homens e passei a ser um empresário de Deus.”
Fontes: Globo Vídeo (02/10/09)
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