segunda-feira, 30 de junho de 2014

Sem ajuda para entrar no táxi


Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo / José Teixeira Silva mostra como seus passageiros têm autonomia com o táxi compartilhado

Gazeta do Povo

Veículos compartilhados atendem passageiros cadeirantes e regulares. Serviço com carros adaptados funciona há um mês em Curitiba e já tem clientela

Taxista há cinco anos, José Sidnei Teixeira Silva confessa que ficou contagiado pela emoção de uma passageira cadeirante quando foi surpreendida pela possibilidade de entrar no táxi sem a ajuda de alguém. Ele estacionou o táxi, abriu o porta-malas e acionou a rampa para que a mulher entrasse com a cadeira de rodas. Sozinha, ela embarcou, apertou o cinto e seguiu viagem. Silva foi o primeiro motorista com táxi compartilhado de Curitiba, que hoje conta com mais dois veículos adaptados para cadeirantes. “Tenho uma irmã deficiente física e sei que a locomoção para uma pessoa de cadeira de rodas é, hoje, muito limitada. Tenho prazer em ajudar as pessoas a serem mais independentes.”
Inclusão
Licitação também deu espaço para taxistas com deficiência
Além do táxi compartilhado em Curitiba, a nova licitação de táxis da Urbs abriu também 30 vagas para motoristas de táxi com deficiência. Apenas 11 dessas vagas foram preenchidas. O restante foi destinado ao serviço convencional. Um dos 11 é Claudeir Júlio de Lima, 48 anos, taxista desde 1996 e deficiente físico desde 1990, quando perdeu parte da perna direita em um acidente de moto. O táxi dele tem câmbio automático e acelerador na perna esquerda. “É preciso incentivar a pessoa com deficiência por meio de vagas em concursos e licitações como essa, para que ela entre no mercado de trabalho. A gente sabe que as pessoas com deficiência sofrem muita discriminação na sociedade. Eu já sofri, mas sempre levei tudo na esportiva. O importante é me sentir útil e trabalhar”, afirma. Apenas seis taxistas com deficiência estão rodando em Curitiba. Os outros cinco ainda estão no processo licitatório, segundo a Urbs.
Adaptações
Para fazer a adaptação dos táxis compartilhados, o tanque de combustível tem a capacidade reduzida para 40 litros, a posição do sistema de escapamento é alterada e as molas da traseira do carro são trocadas. Segundo a Urbs, os veículos são atestados por responsáveis técnicos inscritos no Conselho Regional de Engenharia e Agricultura (Crea-PR) e precisam estar adequados às normas da Associação Brasileira de Normas Temática (ABNT).
Rodando desde 28 de maio, ele conseguiu uma das 20 placas da nova licitação destinadas a essa modalidade. O nome refere-se ao compartilhamento do veículo por pessoas com necessidades especiais e por passageiros regulares. Sem cobrança adicional aos passageiros cadeirantes, o novo serviço, com táxis alaranjados e sinalizados com o símbolo universal de acessibilidade, ainda é pouco divulgado, mas tem demanda visível. “Atendi dez passageiros nesse meio tempo e, agora, eles sempre me ligam. Acredito que, conforme os outros táxis forem entrando na praça, a gente vai poder estabelecer uma comunicação melhor pelo rádio para cobrir a cidade”, opina.
Ronaldo José Ferreira é outro taxista de Curitiba com veículo compartilhado. A primeira cliente dele foi a secretária municipal da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdócimo. “Fui chamado na secretaria e eles inclusive me informaram que estamos autorizados a buscar passageiros que solicitarem um táxi compartilhado no aeroporto”, disse. Até então, os taxistas podiam levar passageiros de Curitiba para o Aeroporto Internacional Afonso Pena, mas apenas táxis de São José dos Pinhais podem trazer passageiros de lá.
Avaliação
Outro passageiro de Fer­­­­reira foi o paulista Eduardo Sousa de Santos George, jornalista cadeirante que veio para Curitiba assistir ao jogo de Irã e Nigéria pela Copa do Mundo. “Já uso táxis compartilhados em São Paulo, mas não quis solicitar um para me buscar no aeroporto. Fui até o Jardim das Américas e de lá peguei o táxi do Ronaldo”, conta. George avalia positivamente o novo serviço. “O tratamento dele foi importante, o conforto, a acessibilidade e a pontualidade também.”

domingo, 29 de junho de 2014

Goleada da Cidadania! – BH é aprovada quanto a acessibilidade de opções para deficientes físicos




Belo Horizonte, MG, 28 (AFI) – A capital mineira tem mais um motivo para comemorar uma importante vitória. Não se trata apenas da classificação do Brasil contra o Chile e sim a vitória do acesso á locomoção das pessoas com mobilidade reduzida. (Miguel Salek é correspondente do Futebol Interior na Copa do Mundo)
Tal ponto foi uma das preocupações do Secretário Extraordinário da Copa do Mundo em Minas Gerais, Braulío Braz, e isto trouxe frutos positivos. Muitos dos veículos utilizados para transporte público em Belo Horizonte são adaptados ao transporte das pessoas com deficiência física. Boa parte das calçadas por toda a cidade foram readaptadas para permitir o deslocamento das pessoas portadoras de deficiência.
E isto não podia ser diferente nos arredores do Estádio Mineirão, onde vários portadores de deficiência tiveram seu acesso ainda mais facilitado e não tiveram qualquer problema para chegar ao local do jogo, como foi verificado pela reportagem da Agencia Futebol Interior
“As condições de acesso ao estádio estão bem interessantes e facilitam nossa locomoção no entorno e dentro do estádio, com várias rampas de acesso e piso tátil”, afirma Getulio Coelho de Medeiros, morador de Juiz de Fora e que veio ao Mineirão apenas para ver o jogo.
“Vim hoje cedo de ônibus intermunicipal para ver o jogo e para chegar ao Mineirão vim de taxi adaptado para o uso de pessoas portadoras de deficiência, algo que facilita nossa locomoção e, especialmente, a integração na sociedade”, complementou Medeiros.
Quando perguntado sobre pessoas que supostamente estariam se passando por portadores de deficiência para assistir aos jogos em alguns estádios, Getulio disse que o grau de deficiência deve ser levado em conta antes de qualquer julgamento a ser feito.
“Pode ser que a pessoa tenha uma deficiência parcial, onde ela consiga ficar em pé mas tem a sua locomoção prejudicada. Sem conhecer o grau da lesão e o que ela acarreta, é complicado fazer qualquer avaliação”, finalizou ele.

Centro Especializado em Reabilitação atende pessoas com deficiência

Pessoas com deficiências física, motora e intelectual têm atendimento através do Centro Especializado em Reabilitação - CER II, mantido pela Secretaria da Saúde de Aracaju. O serviço funciona no prédio anexo ao Centro de Especialidades Médicas (Cemar), na rua Sergipe, bairro Siqueira Campos e atende, em média, 800 pacientes por mês. No centro são oferecidos serviços especializados em fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudióloga, enfermagem, psicologia, nutrição, serviço social, além de atendimentos com neuropediatra, ortopedistas e fisiatras. 
A gerente do CER, Patrícia Oliveira Costa, destaca que adultos e crianças com deficiência física e intelectual podem receber o acompanhamento."Para cadastrar, o primeiro passo é procurar a Unidade de Saúde da Família do bairro onde mora. Depois de passar por uma entrevista prévia com profissionais da equipe de Saúde da Família, o paciente é encaminhado para o CER II onde é feita outra triagem e avaliação para identificar as necessidades do usuário e definir quais tipos de atendimentos mais adequados. Os tratamentos iniciados no CER costumam ser continuados, podem durar meses e são encerrados a depender da evolução demonstrada por cada paciente", explica.
A coordenadora do Programa de Cuidados à Pessoa com Deficiência, Suely Reis dos Santos, destaca que a atuação do CER ampliou significativamente os números de atendimentos prestados às pessoas com deficiência.

"Desde sua inauguração, a procura pelos serviços é intensa. Para se ter ideia, o centro possui hoje 4.278 pessoas cadastradas. E, após reformas estruturais, está com capacidade mensal para atender mais de 800 pacientes. A maioria dos assistidos tem atendimento de múltiplas especialidades", afirma.
Suely Reis disse que a estrutura do serviço conta com sete salas de consultas para atuação da equipe multidisciplinar, formada por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, enfermeiros, psicólogos, neuropediatras e fonoaudiólogos.  Além disso, cinco salas destinadas às atividades terapêuticas e um galpão passaram por adaptações, antes da instalação dos aparelhos de fisioterapia, destinados aos exercícios de reabilitação.
Ônibus adaptado
Outra facilidade garantida pela Secretaria da Saúde de Aracaju é um ônibus adaptado para transportar pessoas com deficiência que fazem tratamentos de saúde no CER II. O ônibus faz parte do projeto Viver sem Limites e pega usuários em suas residências diariamente. O veículo adaptado tem capacidade para transportar até seis cadeirantes com acompanhantes e possui mais oito poltronas para outros pacientes, totalizando 20 vagas para passageiros sentados.
Os usuários poderão utilizar o ônibus após fazer o cadastro no setor de serviço social do CER II, que avalia se o paciente preenche os requisitos necessários para usufruir do serviço. O cidadão também pode ligar para o CER II no telefone (79)3234-0933 para se informar sobre o atendimento.

*Com informações da SMS
G1 SE

Déficit de atenção: 8 sinais aos quais os pais devem ficar atentos

O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é uma doença cercada de controvérsia. Por atingir principalmente crianças, muito pais enxergam problemas onde eles não existem — sintomas isolados são comuns nesta fase da vida. Também há quem não preste atenção ao conjunto de sintomas que a caracterizam: quadros de desatenção, hiperatividade e impulsividade de maneira exacerbada.
Há um grande número de crianças com a doença, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo dados da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), cerca de 3% a 5% das crianças brasileiras sofrem de TDAH, das quais de 60% a 85% permanecem com o transtorno na adolescência.
É preciso enfrentá-la cedo. Quando não diagnosticada e tratada, pode trazer sérios prejuízos a curto e longo prazo. Em crianças, é comum a queda no rendimento escolar, por causa de desorganização, da falta de paciência para assistir às aulas e estudar. Na fase adulta, o problema pode ser a causa de uma severa baixa auto-estima, além de afetar os relacionamentos interpessoais, uma vez que a pessoa tem dificuldades em se ajustar a horários e compromissos e, frequentemente, não consegue prestar atenção no parceiro.
Confira abaixo oito desses sintomas que, quando aparecem com freqüência e em mais de um ambiente (escola e casa, por exemplo), podem servir como um alerta de que chegou a hora de procurar ajuda profissional.

Distração

As crianças com TDAH perdem facilmente o foco das atividades quando há algum estímulo do ambiente externo, como barulhos ou movimentações. Elas também se perdem em pensamentos “internos” e chegam a dar a impressão de serem “avoadas”. Essas distrações podem prejudicar o aprendizado, levando o aluno a ter um desempenho muito abaixo do esperado
 Fontes: Maria Conceição do Rosário, psiquiatra e professora do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Child Study Center, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e Thiago Strahler Rivero, psicólogo do Departamento de Psicobiologia do Centro Paulista de Neuropsicologia da Unifesp

Exercicio Lateridade

http://www.educaratividades.com.br/2014/05/lateralidade_4.html

Deficientes poderão participar de congresso online gratuito

  • sé | Ag. A TARDE
    O evento é para portadores de deficiência ou necessidades especiais e também familiares e amigos
Pessoas com deficiência e/ou necessidades especiais poderão participar do Congresso de Acessibilidade online que acontecerá de 21 a 27 de setembro de forma totalmente gratuita pela internet, sendo o primeiro congresso nacional a ser realizado nessas condições. O primeiro dia do evento coincide com a comemoração do Dia Nacional de Luta pela Inclusão das Pessoas com Deficiência.
Os interessados devem fazer o cadastro nosite do congresso, na opção "Cadastre-se para saber mais", colocando nome e e-mail para receber maiores informações. O site é acessível a todos e oferece opções de aumento de fonte e de tradução de todo o conteúdo em libras.
O evento poderá ser assistido por computadores, tablets e celulares e contará com palestras de renomados especialistas de diversas áreas: inclusão, diversidade, acessibilidade, saúde, relacionamento, carreira, empreendedorismo, direitos humanos, tecnologias de informação e comunicação, reabilitação, entre outros. Eles abordarão informações, conhecimentos e oportunidades que podem mudar a vida das pessoas com deficiência ou necessidades especiais.
Além de palestras e entrevistas, o congresso contará ainda com um espaço virtual para parceiros, com informações de contato de diversas organizações de apoio ao deficiente; empresas de recolocação, formação e capacitação profissional; empresas desenvolvedoras de tecnologias de informação e comunicação, reabilitação, sites de relacionamento, agências de turismo acessível, projetos de esporte adaptado, cultura acessível, arquitetura humanista, moda inclusiva, entre outros.
O congresso, idealizado pela consultora em acessibilidade e inclusão Dolores Affonso, é destinado para atender também pais, familiares, amigos e conhecidos de pessoas que tenham alguma deficiência e/ou necessidade especial e que se interessem pelos temas. As pessoas, empresas e instituições que se interessarem em transformar vidas podem participar do congresso como parceiros, apoiadores, patrocinadores, fornecedores de brindes e divulgadores de produtos devem entrar em contato com Dolores Affonso (contato@congressodeacessibilidade.com).
A TARDE

Aplicativos para tablets

Aplicativos: aliados na estimulação
Duas fonoaudiólogas da APAE de São Paulo produziram um artigo para relatar suas experiências positivas com o uso de tablets como ferramenta de estimulação para pessoas com síndrome de Down. Adriana Fernandes de Souza Aquino e Priscila Gama Martins reuniram no texto informações e dicas de aplicativos para uso no iPad e em tablets com o sistema operacional Android.
Os aplicativos selecionados estimulam o desenvolvimento cognitivo, a fala e a linguagem, a percepção auditiva e visual, a concentração, a memória e outras capacidades. Reproduzimos abaixo o artigo e a lista com os aplicativos – alguns são gratuitos.
Tablets a serviço da saúde da comunicação – relato de experiência
É sabido que a Comunicação da pessoa com síndrome de Down merece especial atenção, pois é uma das áreas que geralmente está mais comprometida. As alterações de fala e linguagem são reconhecidas como sendo da clínica fonoaudiológica, tornando-se, assim, um desafio para a Fonoaudiologia a busca de estratégias e de novas abordagens que estimulem, facilitem e/ou ampliem a comunicação das crianças com síndrome de Down, contribuindo em sua inclusão social e melhorando sua qualidade de vida.
Estamos na era de grandes avanços tecnológicos, sendo fundamental lançarmos mão dessas ferramentas em prol da saúde da comunicação humana.
É notório que a evolução dos dispositivos móveis, como o tablet (dispositivo eletrônico pessoal em forma de prancheta), com seus vários recursos proporcionados pela tecnologia Android (sistema operacional para dispositivos móveis) ou pela tecnologia desenvolvida pela Apple (fabricante do iPad), tem promovido uma interatividade mais empolgante e atraente devido a inúmeros fatores, como a exploração dos diversos canais sensoriais como o visual, auditivo e tátil, além de sua praticidade e o fácil manuseio.
Em nossa experiência clínica, iniciamos o uso do tablet de uma maneira tímida, utilizando como estratégia em terapia para estimular linguagem aplicativos de músicas infantis, como por exemplo: “A galinha Pintadinha”.
Gradativamente fomos ampliando o uso do tablet e identificando diversos aplicativos, com conteúdos significativos que possibilitavam o trabalho com as funções básicas da linguagem, o aprendizado de diversos conceitos, a estimulação da vocalização e o interesse pela comunicação.
Verificamos então que a resposta foi surpreendente, mesmo com as crianças bem pequenas (menores de três anos). Um dos aspectos observados foi com relação à atenção e sua manutenção, pois é sabido que as crianças com deficiência intelectual dispersam-se com facilidade, dificultando assim o processo de memorização e de aprendizagem. Com os pacientes maiores de três anos que já estão inseridos em escolas e na fase de pré-alfabetização a utilização foi de extrema importância pelo despertar da percepção, da concentração, aquisição de conceitos básicos (cores, animais, frutas, formas), nomeação, categorização e início do aprendizado das letras do alfabeto, enfim, funções que fazem parte do desenvolvimento cognitivo.
Outro aspecto observado foi o interesse que foi despertado pela comunicação, tanto pela interação com os conteúdos dos aplicativos, como pela intenção comunicativa em relação ao interlocutor, no caso nós terapeutas. Verificamos também um inicio de vocalizações em crianças que não apresentavam nenhuma oralidade, bem como o aumento em outras que já haviam iniciado a emissão oral.
Acima de tudo, percebemos que o uso de tecnologia possibilita igualdade de condições e oportunidades a todos. Não podemos deixar de citar o envolvimento e participação da família neste processo, possibilitando uma relação mais próxima e afetiva, lembrando que o afeto é uma questão importante no processo de ensino aprendizagem, pois aprender também é formar laços com quem ensina. O uso de reforçadores também ajudou, pois a motivação para aprender está nas reações e comportamentos das pessoas ao redor, neste caso as reações da família e do terapeuta diante da observação do progresso, encorajando e estimulando o entusiasmo de nossos pacientes.
Concluímos que o uso de tecnologia possibilita igualdade de condições e oportunidades a todos, e esperamos ter contribuído com nosso relato para o esclarecimento e incentivo ao uso dessa nova tecnologia na reabilitação dos pacientes com Síndrome de Down.
Abaixo segue a relação dos aplicativos para tablets mais usados por nós na reabilitação com os pacientes com síndrome de Down. Vale ressaltar que todos estimulam o desenvolvimento cognitivo, nos quais estão implícitos a aquisição da fala e linguagem, a percepção auditiva e visual, atenção, concentração, categorização, memória, discriminação auditiva, formação de conceitos básicos, planejamento, pensamento e criatividade, além de promover uma experiência lúdica diferente e inovadora.
Clique nos links abaixo para ver as listas completas:
Autoras:
Adriana Fernandes de Souza Aquino – Fonoaudióloga
E-mail: drica.fdsa@gmail.com
Priscila Gama Martins – Fonoaudióloga
E-mail: pri.gama@bol.com.br

Aplicativos para Ipad em Português
Confira também a lista preparada por Patrícia Almeida, jornalista, uma das coordenadoras do Movimento Down e mãe de Amanda, de nove anos, que tem síndrome de Down. Patrícia fez uma relação de aplicativos para Ipad em português que usa para estimular a filha. Clique aqui para ver.
- See more at: http://www.movimentodown.org.br/desenvolvimento/aplicativos-para-tablets/#sthash.HqcTSO6i.dpuf

sexta-feira, 27 de junho de 2014

De lacres de latas a cadeiras de rodas

Solidariedade motiva mulher a criar campanha de arrecadação de lacres de latas de alumínio para trocar por cadeiras de rodas para deficientes ou pessoas com mobilidade física reduzida

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
As doações são entregues em recipientes diferentes. Com isso, o grupo se reúne para colocar os lacres em garrafas de dois litros.
Um simples lacre de latas de alumínio que armazenam refrigerantes pode mudar a vida de muitas pessoas. Isso porque, 140 garrafas pet de dois litros cheias desses anéis podem ser trocadas por uma cadeira de rodas. Empresas de reciclagem desse tipo de material deram suporte a campanhas que fazem o trabalho de arrecadação e, desde então, muitos são beneficiados.
Foto: Divulgação
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Toninho vivia deitado em uma cama até receber a doação do Fazer o Bem Transforma
Movida pelo sentimento de solidariedade, Cristina Faviere, proprietária de uma corretora de seguros, resolveu criar a campanha “Fazer o Bem Transforma”. Em uma festa junina, a corretora de seguros foi comprar um refrigerante e viu uma caixa que pedia a doação dos lacres das latas da bebida. Intrigada, ela decidiu saber mais sobre e decidiu se dedicar a essa prática.
Voluntária em instituições sociais e de apoio a deficientes, Faviere nunca se conformou com a quantidade de pessoas que entravam em contato em busca de doações de cadeiras de rodas. “A vontade de ajudar as pessoas da fila a resolverem seus problemas me motivou muito”, disse.
Os lacres chegam à sede da campanha, localizada na zona oeste de São Paulo, em sacolas, caixas ou galões de água, ou seja, sem a quantidade definida do material. Por esse motivo, a equipe que participa da ação se reúne mensalmente para organizar os anéis, colocando um por um nas garrafas de dois litros.
Após conseguir a quantidade suficiente de lacres, os voluntários da campanha se unem para levar os 140 recipientes que equivalem a uma cadeira para a empresa Frato Ferramentas. O aparelho é entregue após dois meses.
O reaproveitamento do material por essa indústria metalúrgica possibilita a fabricação de outros produtos feitos de alumínio. Além disso, a prática combate o descarte do metal no meio-ambiente.
Segundo a voluntária, muitos se perguntam o motivo pelo qual é necessária apenas a reciclagem dos anéis e não da lata inteira. A explicação está na química. A liga de alumínio do lacre tem um teor mais alto de magnésio. A separação do material evita a mistura de dois tipos diferentes do metal.
Com um ano de campanhas pelas redes sociais, a empresária já conseguiu ajudar muitas pessoas. Seis cadeiras do tipo simples foram adquiridas a partir da arrecadação de lacres. Outras cinco foram doadas para o programa e entregues para os deficientes.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
A fundadora da campanha, Cristina Faviere, é uma das responsáveis por levar as garrafas na empresa onde é realizada a troca pelas cadeiras
Apesar das dificuldades de manter a inciativa, a empresária não pensa em desistir. A felicidade no rosto das pessoas que recebem o aparato motiva Cristina a continuar nessa empreitada.
“A minha vida muda muito a cada dia. Tenho uma lista de oito pessoas esperando as cadeiras. Nosso público são pessoas que sofreram acidente, tiveram um AVC (Acidente Vascular Cerebral), ou mesmo uma amputação. Fico enlouquecida, reúno a minha turma e inventamos ações para atender de forma mais rápida os necessitados”, declarou Faviere.

Escola entrega 96 mil lacres de alumínio para serem trocados por uma cadeira de rodas em Joinville

Escola entrega 96 mil lacres de alumínio para serem trocados por uma cadeira de rodas em Joinville rogerio da silva/Divulgação
Ao aliarem a consciência ecológica com a solidariedade, os alunos e professores da Escola Municipal Elizabeth von Dreifuss se reuniram na manhã da última quinta-feira para entregar um pacote com mais de 96 mil lacres de latinhas de alumínio para a diretoria do Rotary Club Joinville Cidade das Flores.

A ação faz parte do Projeto Ações Sustentáveis, Escola Feliz, desenvolvido pela unidade desde o ano passado. Com a doação, a escola contribui para a obtenção de uma cadeira de rodas a ser entregue para uma instituição beneficente de Joinville.

Segundo a diretora, Tânia Regina Bueno, a atividade envolveu mais de 700 alunos da escola e, no ano passado, foram arrecadadas 40 toneladas de lacres de latinhas. Ieda Lúcia Pereira, presidente do Rotary Joinville Cidade das Flores, explica que existem vários postos de coleta dos lacres em entidades parceiras.

—A campanha não acaba aqui, porque muitas pessoas ainda precisam da nossa ajuda para conseguir uma cadeira de rodas—, afirma.

Todo o material recolhido é encaminhado para uma empresa de São Paulo que fabrica cadeiras de rodas. Constituído de alumínio mais puro, o lacre é derretido e aproveitado para a fabricação de alguns componentes das cadeiras.

A campanha de arrecadação de lacres de alumínio é apenas uma das atividades do Projeto Ações Sustentáveis, Escola Feliz, que já conquistou em 2011 o Prêmio Embraco de Ecologia.
A NOTÍICIA