Matéria de 2010.Lição de vida!!!Exemplo que devia ser criado,recriado,dividido,multiplicado para haver menos preconceitos,exclusões e mais INCLUSÃO!!
domingo, 6 de maio de 2012
Repórter Fernanda Honorato e Teatro Novo no Zoo do Rio « Programa Especial
Escola de Gente - Os Inclusos e os Sisos - Teatro de Mobilização
Do Youtube
Os Inclusos e os Sisos Teatro de Mobilização pela Diversidade é mais uma ferramenta que a ONG Escola de Gente - Comunicação em Inclusão está disponibilizando para abordar a diversidade humana e disseminar o combate à discriminação, razão de sua existência.
O grupo, formado por jovens atores, foi capacitado pela Escola de Gente para que, de forma lúdica e provocativa, criasse esquetes sobre inclusão com o objetivo de mobilizar públicos distintos para a reflexão, o entendimento e a prática de uma sociedade inclusiva.
Desde julho de 2004, cerca de 30.000 pessoas já assistiram a apresentações do grupo Os Inclusos e os Sisos. O público-alvo é formado por escolas e universidades, eventos de responsabilidade social em empresas e projetos sociais. O projeto Os Inclusos e os Sisos contempla tanto o público jovem como o adulto e pode se apresentar para quaisquer número de pessoas.
Os Inclusos e os Sisos Teatro de Mobilização pela Diversidade
Atores: Buno Perlatto; Marco Sampaio; Natália Simoneti e Talita Werneck
Diretor: Diego Molina
Música: Talita Werneck
Figurino: Bruno Perlatto
Mais informações:
www.escoladegente.org.br
Tel: (21) 2483-1780
Sentir prá Ver: gêneros da pintura na Pinacoteca de São Paulo em formato acessível
Publicado por: Ricardo Shimosakai
A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a exposição Sentir prá Ver: gêneros da pintura na Pinacoteca de São Paulo. Realizada com o apoio do Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca, por meio do Programa Educativo para Públicos Especiais – PEPE a mostra exibe 14 reproduções fotográficas de obras que ilustram os principais temas das artes plásticas, paisagem urbana, rural, marinha, retrato, abstração, natureza morta e cenas, abrangendo a arte brasileira do final do século XIX a meados do século XX.
Entre os artistas presentes na exposição estão Almeida Junior, Arnaldo Ferrari, Bete Worms, Di Cavalcanti, Carlos Scilar, Dario Barbosa, Gino Bruno, Pedro Alexandrino, Rebolo, Maurício Nogueira Lima, Leopoldo Raimo e Navarro da Costa entre outros, abrangendo a arte brasileira do final do século XIX a meados do século XX. “Os temas representados na mostra foram organizados segundo uma leitura comparativa entre obras com temáticas semelhantes, representadas, porém, de formas diferentes, ampliando desse modo, as relações e significados que essas obras poderão suscitar nos visitantes”, afirma Amanda Tojal, curadora da mostra.
Para garantir uma participação efetiva e autônoma de todos os públicos, respeitando as suas diferenças e necessidades, a exposição foi concebida segundo os padrões de acessibilidade universal dirigidos principalmente às pessoas em cadeira de rodas, com mobilidade reduzida e perda parcial ou total de visão. Seguindo o mesmo critério de acessibilidade, e para estimular e ampliar o conhecimento e a apreciação da arte utilizando-se de todos os sentidos foram elaborados para essa exposição, recursos de apoio multissensoriais como, reproduções em relevo, maquetes, extratos sonoros, poemas e textos investigativos, sendo estes últimos, disponibilizados em dupla leitura (tinta com letras ampliadas e Braille) para pessoas com deficiências visuais.
Sentir prá Ver: gêneros da pintura na Pinacoteca de São Paulo
29 de abril a 15 de julho de 2012
terça a domingo, das 10h as 18h, entrada até as 17h30
Praça da Luz, 2 – Luz
29 de abril a 15 de julho de 2012
terça a domingo, das 10h as 18h, entrada até as 17h30
Praça da Luz, 2 – Luz
Fonte: Agito SP
blog:Turismo Adpatado
Opções culturais no Rio de Janeiro promovem a acessibilidade de deficientes

Publicado por: Ricardo Shimosakai
No caminho da acessibilidade, o Teatro Serrador apresenta, em alguns dias específicos, a peça “‘A Negra Felicidade”, com a participação de um interprete de libras, a língua dos sinais, que possibilita a inclusão na platéia de deficientes auditivos, segundo a coluna Programão, do RJTV.
A trama, narra a luta pela liberdade que se passa no Brasil de 1870. A personagem principal é uma negra, chamada Felicidade, que resolve processar o seu suposto dono e pede uma carta de alforria. O espetáculo é dirigido por Moacir Chaves e vai ter sessões com o intérprete de libras nos dias 9, 13 e 15 de maio.
“Nós estamos querendo dizer que as pessoas com deficiências são bem vindas ao teatro e isso, conseqüentemente, é afirmar a lei, que garante que exige que as pessoas com deficiências tenham acesso”, explica o ator Diego Molina. O teatro fica na Rua Senador Dantas, n°13, no Centro do Rio.
Também no Centro, a Caixa Cultural abriu esta semana a exposição do artista plástico Hércules Barsotti, com vários recursos voltados para as pessoas com deficiências visuais. São trinta serigrafias que vão ser apresentadas nesta mostra que podem ser vistas e tocadas. Logo no início, a pessoa recebe do monitor um áudio guia, que faz uma descrição detalhada de cada obra. A partir daí, um piso tátil e de borracha ajuda a pessoa a ser direcionada até a entrada da exposição, que tem o título Olhem Só, escrito em braile.
Outros espaços culturais do Rio, como o Oi Futuro do Flamengo, já estão alinhados com a acessibilidade. No local, os expectadores com deficiência visual têm lugares especiais, recebem o texto da peça escrito em braile e fazem uma visita guiada ao cenário meia hora antes do início da peça.
Neste domingo (6), a diversão fica por conta da Feijoada dos Poetas, na quadra da Acadêmicos da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul, e do show do cantor Toninho Geraes, no Clube Renascença, no Andaraí, Zona Norte.
Serviço:
Toninho Geraes
Shows: Toninho Geraes, com participações especiais de Nelson Rufino, Aline Calixto e Marcos Sacramento.
Data: domingo (6).
Local: Clube Renascença
Endereço: Rua Barão de São Francisco, 54 – Andaraí.
Horário: a partir das 16h
Preço: R$ 20
Feijoada dos Poetas
Realização: ala dos compositores da Acadêmicos da Rocinha
Data: domingo (6).
Local: Quadra da Acadêmicos da Rocinha
Endereço: Rua Bertha Lutz, 80 – São Conrado
Entrada franca – prato de feijoada: R$15
Fonte: G1
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Casas muito especiais
Da http://www.gazetadopovo.com.br/viverbem/casaedecoracao/conteudo.phtml?tl=1&id=1250162&tit=Casas-muito-especiais
Soluções práticas e recursos tecnológicos adaptam residências às necessidades de pessoas com deficiências e quem se prepara para a chegada da melhor idade
A casa é o nosso refúgio. Tem que refletir a personalidade do dono, atender às suas necessidades, ser aconchegante e segura. A casa vive em contínua transformação, uma reforma ali, um móvel novo lá, na busca pelo que se considera o ideal de conforto. Mas as moradias de portadores de deficiência ou de quem está ficando idoso precisam de mais adequações.
Soluções práticas e recursos tecnológicos adaptam residências às necessidades de pessoas com deficiências e quem se prepara para a chegada da melhor idade
Saiba mais
O arquiteto Ricardo Mesquita dá algumas dicas de como melhorar a acessibilidade de uma residência:
• Rampas devem ter entre 5% e 8% de inclinação e exigem corrimãos dos dois lados.

• As barras ao lado do vaso sanitário devem ter 75 cm de altura (em média).
• O ideal é que dentro do box do banheiro existam duas barras de apoio, horizontal para se levantar e vertical para se equilibrar. Há barras em L que cumprem as duas funções.

• Evite tapetes soltos, que não tenham o devido tratamento antiderrapante.

• Descarte materiais de acabamento como porcelanato, granito polido ou que, com o desgaste do uso, fiquem lisos, como ardósia, lousas e petit pavê.
• Prefira acabamentos como cimento desempenado (base para revestimentos), granito flameado ou apicuado e cerâmicas antiderrapantes.
- Saiba mais
- Alugado com a minha cara
- De Milão para Curitiba
O arquiteto e urbanista Ricardo Mesquita, militante da causa da acessibilidade, diz que falta conscientização. “As pessoas vêem a situação do deficiente como algo distante, não percebem que mesmo que não venham a ter limitações decorrentes de um acidente ou uma doença, vão envelhecer e, então, precisarão de uma estrutura planejada e segura”.
Acesso total
Imagine não poder ter acesso a uma parte da sua própria casa. Foi o que ocorreu com a empresária Mirella Prosdócimo, que sofreu um acidente e perdeu os movimentos do corpo do pescoço para baixo, há 20 anos. Em 2004, começaram as obras de adaptação da residência. Um dos pontos principais da reforma era permitir que Mirella pudesse usar o andar superior da casa. O problema foi solucionado com a instalação de um elevador que comporta a cadeira de rodas e um acompanhante. Todas as portas da casa têm, pelo menos, 80 cm de largura, permitindo a passagem da cadeira de rodas. Há rampas na entrada da casa e do elevador. O banheiro não tem box, apenas uma cortina, pois é mais prático e seguro. Os ambientes da residência têm poucos móveis.
A cama é mais alta que as convencionais e permite levantar e abaixar a cabeceira com controle remoto. O sofá não tem braço, assim, Mirella pode acomodar-se com mais facilidade.
A mesa de refeições tem altura diferenciada para comportar a cadeira de rodas. Em toda a casa não há tapetes, permitindo o trânsito livre da cadeira.
Recém-casados
Quando solteiros eles nunca viveram em casas adaptadas. O técnico em informática Gilberto Yoshikazu Ozawa e a cantora Lucieni Pereirasão deficientes visuais desde o nascimento. Agora, recém-casados, estão empenhados em deixar o novo apartamento como sempre sonharam e equipado para a condição de ambos.
No quarto, todos os móveis – como guarda-roupa, mesas de cabeceira e sapateira – têm os cantos arredondados, bem como as portas e gavetas. No banheiro, também o mesmo cuidado no armário da pia. Para que a mesa de vidro fosse segura, eles escolheram um tampo espesso e pediram um acabamento moeda com bisautê, assim o contorno ficou suavizado. Na cozinha, as portas dos armários são basculantes. O casal conta que, quando está em casa, todas as portas ficam abertas para evitar bater a cabeça. Outra regra é jamais mudar móveis e objetos de lugar. A única dificuldade do casal está no uso doseletrodomésticos. Eles contam com equipamentos “amigos” de quem não enxerga, como o medidor de pressão com voz, termômetro que fala e um jogo de xadrez cujas cores das peças podem ser identificadas pelo tato.
Autonomia
Ao decidirem morar juntas, as irmãs aposentadas Irene e Olga Pchek concordaram que a nova casa deveria ser extremamente confortável, a prova de acidentes e com muita personalidade. Independentes e dinâmicas, elas queriam uma residência que lhes permitisse, mesmo depois de atingir a velhice, manter a autonomia que tanto prezam.
O sobrado antigo foi totalmente reformado pelo arquiteto Ricardo Mesquita. As portas são mais largas (80 cm), não há desníveis e os ambientes são todos integrados – nos dois andares. Nos banheiros, os acabamentos são em materiais antiderrapantes e a banheira dispõe de uma barra de apoio. O projeto prevê a instalação de um elevador e o piso já está rebaixado para comportá-lo. Neste espaço, por enquanto, há um jardim de inverno com pedras e vasos.
As irmãs não estão apenas preocupadas com o próprio futuro, mas também com o do planeta. Por isso, optaram pela iluminação zenital, que proporciona maior aproveitamento da luz natural. Um reservatório recolhe a água da chuva para que seja usada na lavação de calçadas e para regar a horta orgânica que cultivam no quintal.
Artigo de Masetto fala sobre TIC e os alunos de hoje na universidade.
A sociedade do futuro exige que seus cidadãos
sejam capazes de lidar com a complexidade, tanto
na vida particular como na vida profissional...
com problemas complexos e não muito claros a
partir de ângulos diferentes, apresentando soluções
inesperadas. Adquirir conteúdo deixará de ser a meta
principal da educação, que dará mais ênfase ao que
é significativo e relevante [...]. As escolas facilitarão
a aprendizagem para uma geração que sabe viver e
trabalhar em organizações e instituições nas quais
o conhecimento é intenso e onde tal geração terá
de depender da fl exibilidade e da adaptabilidade
para lidar com condições e situações que estão em
constante mudança. (VEEN; WRAKKING, 2009)
O professor precisa hoje adquirir a competência da
gestão dos tempos à distância combinado com o
presencial. Gerir o que vale a pena fazer pela Internet,
que ajuda a melhorar a aprendizagem, que mantém a
motivação, que traz novas experiências para a turma,
que enriquece o repertório do grupo.
Os ambientes virtuais aqui complementam o que
fazemos na sala de aula. O professor e os alunos
são «libertados» de algumas aulas presenciais e
precisam aprender a gerir classes virtuais, a organizar
atividades que se encaixem em cada momento do
processo e que dialoguem e complementem o que
estamos a fazer na sala de aula. (MORAN, 2005,
p. 79).
Defensoria Pública de SP ajuíza ação para garantir que deficiente físico possa estudar próximo à sua residência

Em março, a Defensoria Pública de SP ingressou com um mandado de segurança perante a 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, na qual argumenta que o poder público municipal deve levar em conta o quadro pessoal de Givanildo para realizar a matrícula na escola perto de sua casa.
Givanildo Francisco do Santos quer voltar a estudar – mas a força de vontade, em seu caso, não basta. Aos 40 anos e deficiente físico – apresenta deformidade e encurtamento dos membros inferiores -, a matrícula na escola mais próxima de sua casa foi negada, sob o argumento de inexistência de vaga. A distância equivale a uma caminhada de cerca de 3 minutos.
Para chegar onde está matriculado atualmente, Givanildo deve pegar dois ônibus para cada trecho da viagem.
Em março, a Defensoria Pública de SP
ingressou com um mandado de segurança perante a 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, na qual argumenta que o poder público municipal deve levar em conta o quadro pessoal de Givanildo para realizar a matrícula na escola perto de sua casa. Para a Defensora Pública, Renata Flores Tibyriça, responsável pelo caso, “o poder público descumpre seu dever de disponibilizar educação a Givanildo, deixando de disponibilizar condições para que ele possa desfrutar desse direito fundamental”.
A Defensoria ainda aguarda a apreciação do pedido liminar pelo Juiz responsável.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
São Carlos adapta cinema para cegos

Público em exibição de filme para deficientes visuais, em São Carlos
Foto: Silva Junior - 12.abr.12/Folhapress
Foto: Silva Junior - 12.abr.12/Folhapress
Cultura
Na tela do cinema, a imagem mostra uma senhora numa cadeira, em uma sala ampla com um piano ao fundo, bordando em silêncio. No áudio, um narrador descreve detalhadamente a cena.
A câmera fecha um ângulo nas mãos dessa mesma mulher. O narrador continua a descrever: "a imagem mostra o detalhe da agulha passando pelo tecido".
Na ampla plateia do Cine São Carlos, no interior de São Paulo, com capacidade para 540 pessoas, um grupo de 15 deficientes visuais acompanha o desenrolar do filme.
Eles estiveram na primeira sessão do Cine+Sentidos, que começou ontem e vai exibir, quinzenalmente, filmes com audiodescrição para cegos.
O projeto, iniciativa da Prefeitura de São Carlos em parceria com o Cine São Carlos, é apontado como pioneiro no interior paulista em ter sessões permanentes para quem tem problemas na visão.
Na primeira sessão, foram exibidos cinco comédias curtas-metragens. Uma delas, "Mr. Abrakadabra!", do diretor José Araripe Jr., feito mudo e em preto e branco.
Na plateia, o som de risos, enquanto o narrador descreve as tentativas de um mágico que, já velho, decide morrer a qualquer custo.
"Se não houvesse a audiodescrição, seria impossível entender. Com ela, dá para acompanhar toda a história", disse Ailton Alves Guimarães, 38, que consegue enxergar apenas vultos.
Com exibições gratuitas quinzenalmente, às quintas-feiras, o Cine+Sentidos quer atrair mais pessoas progressivamente, diz o coordenador de Artes e Cultura de São Carlos, Almir Martins.
Os deficientes visuais são incentivados a levar parentes e amigos que não são cegos. "É uma forma de permitir que, depois, eles trocam impressões sobre o filme", diz Maurício Zattoni, chefe da Divisão de Audiovisual.
O projeto de São Carlos segue os passos de outros programas culturais bem-sucedidos de inclusão de pessoas com necessidades especiais.
O principal deles em atividade no país teve início em março, no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, onde todas as peças em cartaz na temporada deste ano têm audiodescrição, Libras (Língua Brasileira de Sinais) e legendas, beneficiando não apenas deficientes visuais, mas, também, os auditivos.
"Antes, não havia um espaço que oferecesse isso de forma permanente", diz a coordenadora de acessibilidade do projeto no Carlos Gomes, Graciela Pozzobon.
Pioneiras da audiodescrição no país, ela diz que há iniciativas do tipo em festivais ou temporadas curtas em capitais como São Paulo e Porto Alegre.
Ela e o especialista em audiodescrição Paulo Romeu Filho afirmam não conhecer outras cidades do interior que tenham projeção do tipo permanente.
Fonte: Folha
A câmera fecha um ângulo nas mãos dessa mesma mulher. O narrador continua a descrever: "a imagem mostra o detalhe da agulha passando pelo tecido".
Na ampla plateia do Cine São Carlos, no interior de São Paulo, com capacidade para 540 pessoas, um grupo de 15 deficientes visuais acompanha o desenrolar do filme.
Eles estiveram na primeira sessão do Cine+Sentidos, que começou ontem e vai exibir, quinzenalmente, filmes com audiodescrição para cegos.
O projeto, iniciativa da Prefeitura de São Carlos em parceria com o Cine São Carlos, é apontado como pioneiro no interior paulista em ter sessões permanentes para quem tem problemas na visão.
Na primeira sessão, foram exibidos cinco comédias curtas-metragens. Uma delas, "Mr. Abrakadabra!", do diretor José Araripe Jr., feito mudo e em preto e branco.
Na plateia, o som de risos, enquanto o narrador descreve as tentativas de um mágico que, já velho, decide morrer a qualquer custo.
"Se não houvesse a audiodescrição, seria impossível entender. Com ela, dá para acompanhar toda a história", disse Ailton Alves Guimarães, 38, que consegue enxergar apenas vultos.
Com exibições gratuitas quinzenalmente, às quintas-feiras, o Cine+Sentidos quer atrair mais pessoas progressivamente, diz o coordenador de Artes e Cultura de São Carlos, Almir Martins.
Os deficientes visuais são incentivados a levar parentes e amigos que não são cegos. "É uma forma de permitir que, depois, eles trocam impressões sobre o filme", diz Maurício Zattoni, chefe da Divisão de Audiovisual.
O projeto de São Carlos segue os passos de outros programas culturais bem-sucedidos de inclusão de pessoas com necessidades especiais.
O principal deles em atividade no país teve início em março, no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro, onde todas as peças em cartaz na temporada deste ano têm audiodescrição, Libras (Língua Brasileira de Sinais) e legendas, beneficiando não apenas deficientes visuais, mas, também, os auditivos.
"Antes, não havia um espaço que oferecesse isso de forma permanente", diz a coordenadora de acessibilidade do projeto no Carlos Gomes, Graciela Pozzobon.
Pioneiras da audiodescrição no país, ela diz que há iniciativas do tipo em festivais ou temporadas curtas em capitais como São Paulo e Porto Alegre.
Ela e o especialista em audiodescrição Paulo Romeu Filho afirmam não conhecer outras cidades do interior que tenham projeção do tipo permanente.
Fonte: Folha
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