sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Os atletas paralímpicos medalhistas em Londres foram recebidos pela presidenta Dilma Rousseff



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Os atletas paralímpicos medalhistas em Londres foram recebidos, na tarde desta quinta-feira, 13, pela presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto. Na mesma ocasião o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, lançou o plano Brasil Medalhas 2016, que prevê investimentos e uma série de medidas para o desenvolvimento de modalidades paralímpicas e olímpicas com foco nos Jogos Rio 2016. Ele também anunciou a construção do primeiro Centro de Treinamento Paralímpico.
O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, falou sobre a importância do investimento, homenageou os atletas paralímpicos e fez uma alusão à presidenta como capitã do time de campeões do Brasil. O evento também contou com a presença do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman; com a ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e com o presidente da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes; além de atletas medalhistas dos Jogos Olímpicos de Londres.
“Tenho certeza de que com esse plano assinado hoje podemos, sim, sonhar com esse quinto lugar. Vai ser difícil, mas esse plano do Centro de Treinamento, que é um sonho da comunidade paralímpica, vai fazer com que tenhamos condições de disputar com as grandes potências”, frisou o presidente do CPB.
O ganhador de seis medalhas nos Jogos Paralímpicos de Londres, Daniel Dias, falou em nome dos atletas paralímpicos presentes sobre a honra de representar o País.
“Essas seis medalhas não são minhas, são do Brasil. É o momento de agradecer todo apoio e por acreditar no atleta paralímpico. Tudo que o atleta precisa é de incentivo. Tivemos uma ótima participação nas Paralimpíadas de Pequim 2008 e Londres 2012 e confio em resultados melhores no futuro”, falou Daniel Dias.
O chefe de missão do Brasil em Londres, Edilson Alves, presenteou a presidenta com uma foto oficial da delegação Paralímpica.
O Plano Brasil Medalhas 2016 terá investimento de R$ 1 bilhão para colocar o Brasil entre os cinco primeiros nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro e os 10 primeiros países nos Jogos Olímpicos, em 2016.
“Estamos aqui hoje comemorando o desempenho, a alegria e o orgulho que vocês, nos Jogos Olímpicos e nos Jogos Paralímpicos de Londres, deram à população brasileira. É isso que nós viemos, primeiro, agradecer. De outra parte, é reconhecer que um novo ciclo olímpico que se inicia agora tem, em seu horizonte final, os Jogos Olímpicos e os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro”, falou Dilma Rousseff.
*Texto de Fernanda Villas Bôas
Comunicação CPB (imprensa@cpb.org.br)
Janaína Lazzaretti
Ananda Rope
Estagiário: Jorge Macedo

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Projeto que treina cães-guias no DF precisa de cuidadores de labrador

G1 DF

O Projeto Cão-Guia de Cegos está precisando de oito voluntários para cuidar dos filhotes de uma labradora que está prenha. Iniciado há dez anos no Distrito Federal, o projeto treina cães para guiar cegos do Distrito Federal e de outos estados.

Antes do início do treinamento, até o animal completar cerca de um ano e meio, o cachorro precisa de uma família que o hospede. No período em que é hospedado, o labrador aprende a conviver com outras pessoas, a andar pelas ruas e a iniciar atividades de socialização. Só depois dessa primeira adaptação, ele pode receber os comandos e as técnicas dos instrutores.
 
A labradora Ônix tem quatro anos e é reprodutora do projeto. Ela vai ter pelo menos oito filhotes daqui a um mês.
“Estamos solicitando que oito famílias se interessem pelo projeto e possam cuidar desses oito cachorrinhos que, futuramente, serão cão-guias e estarão ajudando várias pessoas”, disse Gabriela Rodrigues, voluntária do projeto cuidadora de Ônix.

O projeto paga a ração e o veterinário. O analista de sistemas Ricardo Correa já cuidou de 11 filhotes. Atualmente, ele está educando a cadela Vida, com quem vai às compras, ao cinema e a galerias de arte. ”O que a gente vê são famílias deixando o cão subir em sofá , na cama, acha isso muito bonitinho, mas isso acaba atrapalhando o treinamento”, disse Correa em entrevista ao DFTV.

Desde 2002, 40 cães formados pele projeto. Três deles já se aposentaram. No mês que vem, serão entregues mais dois animais treinados. Atualmente, 11 passam por treinamento. 300 pessoas estão cadastradas para receber um cão-guia. O tempo médio de espera é de quatro anos.
Contato
A família interessada em hospedar um dos filhotes de labrador deve entrar em contato com o projeto pelo e-mail caoguiadf.voluntariado@gmail.com ou pelo telefone 9309-0100.

Sem preconceitos!!!

Atletas paulistas recebem homenagem do Governo de São Paulo pelo desempenho nas Paralimpíadas de Londres

Os atletas brasileiros trouxeram 43 medalhas para o Brasil e deixaram o país em 7º lugar no ranking mundial
 
 
 
Homenagem aos Atletas do Time São Paulo Paralímpico, do Governo do Estado de São Paulo
Há 11 anos, o 11 de setembro passou para a história mundial como uma data carregada de lembranças de medo e de morte. Em 2012, no Brasil, o 11 de setembro ganhou um novo significado e passou a representar reconhecimento pela superação e garra de algumas pessoas que fazem a diferença justamente pela coragem e persistência em vencer desafios. Nessa terça, 11/09, os atletas brasileiros que estiveram nas Paralimpíadas de Londres voltaram ao Brasil e os atletas de São Paulo foram recebidos com todas as honras merecidas.
Os atletas paulistas da delegação brasileira que suaram a camisa em Londres nas Paralimpíadas, receberam homenagem das mãos da Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, do Governador Geraldo Alckmin, do presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons e do Secretário de Esporte Lazer e Juventude, José Benedito Pereira Fernandes.
Os atletas do Time São Paulo Paralímpico chegaram ao Aeroporto Internacional de Cumbica e saíram em carro aberto do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo. Passaram pela rua mais famosa da cidade, a avenida Paulista, onde receberam acenos e aplausos dos transeuntes e admiradores. Foram recepcionados no Palácio dos Bandeirantes de forma calorosa, com muita emoção por parte de quem ficou por aqui na torcida por todos os medalhistas que lá estiveram e fizeram bonito, com a conquista de 43 medalhas: 21 de ouro, 14 de prata e oito de bronze. No Palácio do Governo, os vencedores dos Jogos Paralímpicos de 2012 ganharam Medalhas de Mérito Esportivo e Certificados.
A Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Dra. Linamara Rizzo Battistella, ressaltou que os atletas paralímpicos “levam no peito e no coração o melhor de cada um”. Ela ainda apontou a visibilidade e a valorização do paradesporto dada pelo Estado de São Paulo. “Fomentar o esporte de forma diferenciada garante que cada um seja reconhecido como peça importante desse jogo, um jogo sem perdedores, só de ganhadores”, frisou.
Dra. Linamara lembrou a importância do Comitê Paralímpico Brasileiro e a meta alcançada no ranking mundial. “Esse notável líder, o presidente Andrew Parsons, teve a ousadia de sonhar com o sétimo lugar”. A Secretária homenageou os medalhistas e destacou os recordes quebrados por alguns deles, como Daniel Dias, Andre Brasil e Alan Fonteles, esse último “venceu a barreira do tempo”. Nesse clima, Dra. Linamara finalizou com emoção. “Acima da vitória está o coração e o Brasil foi capaz de mostrar que a vitória está na sinergia, na parceria, que o espírito olímpico está acima das vitórias e não apenas em uma luta, mas para a vida toda”.
O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons lembrou que no ano passado “a Dra. Linamara foi eleita a Personalidade Paralímpica do Ano, agora concorre ao Bi”. Parsons destacou a importância de todos os atletas e destacou o desempenho de Alan Fonteles, que surpreendeu a todos quando venceu o adversário sul-africano Oscar Pistorius. “Ele era tão favorito que todo o estádio olímpico londrino vibrou quando anunciaram o nome de Pistorius, dando como certa sua vitória”. Mas Alan Fonteles, próximo da reta de chegada, o ultrapassou de forma a deixar todos “desconcertados”. Quem acompanhou as narrações dos apresentadores pode observar a surpresa do resultado final, em especial nessa competição. “Na linha de partida todos somos iguais, e na partida de Pistorius o mundo teve que aplaudir Alan Fonteles, Alan simboliza a luta dessa Paralimpíada”, destacou o presidente do CPB. Parsons ainda afirmou que “se o Time São Paulo fosse um país, estaria em oitavo lugar no ranking mundial”. Em uma analogia, Parsons destacou que o Governador Geraldo Alckmin é a Camisa 10, por ser o cérebro da iniciativa (investir em atletas do paradesporto), e a Dra. Linamara, a Camisa 9 - quem faz gols.
O Secretário de Esportes José Benedito Pereira Fernandes ressaltou que “todos os atletas paralímpicos trouxeram resultados” e destacou que “São Paulo não mede esforços para que o esporte cresça cada vez mais. De 225 projetos aprovados no Estado, 28 são para pessoas com deficiência”. Destacou também que há 16 centros de excelência esportiva no Estado de São Paulo.
Entre os homenageados, o criador do Time São Paulo, que acreditou desde o início na ideia de ter um time diferenciado, com destacado apoio para atletas de ponta, o Assessor do Paradesporto da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Vanilton Senatore. Também recebeu medalha de mérito esportivo o Edilson Rocha (Tubiba), chefe da delegação do Time.
O Governador Geraldo Alckmin autorizou publicamente a renovação do convênio entre a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e o Comitê Paralímpico Brasileiro pra apoio aos atletas do paradesporto. “A professora Linamara já está autorizada a estudar o novo Convênio com o CPB”. O governador destacou o orgulho que o Time São Paulo levou para as competições e espera que no Rio, em 2016, a façanha seja repetida. ”A melhor maneira de apoiar e homenagear esses atletas é continuar com o apoio ao Time São Paulo Paralímpico. São cuidados médicos, nutricionais, material esportivo, bolsa atleta e muito mais”.
Daniel Dias, o nadador recordista mundial que trouxe na bagagem nada menos que seis medalhas de ouro, ganhas nas seis competições em que nadou, foi o porta-voz do Time São Paulo. Após agradecer em seu nome e do Time, ele “deixou” quem os homenageava sentir um pouco no peito o peso da medalha de ouro. Com seu largo sorriso, deu - por alguns momentos - cada uma de suas medalhas douradas para o Governador Alckmin, o Secretário de Esportes, a Dra. Linamara e o presidente do CPB, Andrew Parsons. Eles sentiram o “peso da responsabilidade”, mas antes que se “acostumassem” com tão valiosa preciosidade, Daniel já as foi recolhendo para deixá-las onde de fato - e de direito - devem ficar: em seu pescoço de campeão. Foram momentos de alegria e emoção.
A homenagem aos atletas contou com presenças distintas como a presidente da Laramara, Associação Brasileira de Apoio aos Deficientes Visuais, Mara Siaulys, de alunos e diretoria da APAE São Paulo e a representante da presidência do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência (CEAPcD), Yara Savine, a deputada estadual Célia Leão, entre outros.
O Time São Paulo levou 24 atletas para as Paralimpíadas de Londres. Fruto da parceria do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) com o Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Time São Paulo tem como objetivo principal preparar atletas de alto rendimento que tenham destaque em suas modalidades e chance de medalha em competições de peso, sobretudo os Jogos Paralímpicos de Londres 2012.
Confira quem faz parte do TIME SÃO PAULO PARALÍMPICO:
ATLETISMO
Terezinha Aparecida Guilhermina
Odair Ferreira dos Santos
Yohansson Nascimento Ferreira
Allan Fontelles Cardoso de Oliveira
Shirlene Santos Coelho
Daniel Mendes da Silva
Thierb da Costa Siqueira

Guilherme Soares Santana (atleta guia)
Carlos Antonio dos Santos (atleta guia)
Samuel Souza Nascimento (atleta guia)
Leonardo Souza Lopes (atleta guia)


NATAÇÃO

Daniel de Faria Dias
André Brasil Esteves
Carlos Alonso Farremberg

JUDÔ
Antônio Tenório da Silva
Daniele Bernardes da Silva
Lucia da Silva Teixeira

BOCHA
Elizeu dos Santos
Dirceu José Pinto


VELA

Bruno Landgraf da Neves
Elaine Pedroso da Cunha


REMO

Claudia Cícero dos Santos

CICLISMO
Soelito Gohr

Sabesp enviará contas de água em braille para deficientes visuais

Folha SP


A partir de dezembro, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) irá enviar a conta de água em braille aos clientes que tenham deficiência visual.
Todas as 363 cidades atendidas pela Sabesp no Estado de São Paulo contarão com o serviço.

"O cliente cadastrado receberá as duas contas, tanto a convencional como a em braille. O pagamento é efetuado por meio da conta em papel comum, onde está o código de barras", diz Regina Corrêa, gerente do Departamento de Gestão de Clientes da Superintendência de Marketing da entidade.

Para o cliente receber a conta especial, deve fazer o requerimento por meio da central telefônica (0800-055-0195) ou ir pessoalmente a uma agência de atendimento da Sabesp.

Para o cadastramento, a companhia exige apenas a comprovação da deficiência e o número do registro geral do imóvel, que vem impresso na conta.

Veja os motivos que levaram o Brasil a se tornar uma potência paralímpica

Dirceu Pinto e Eliseu dos Santos comemoram a medalha de ouro na bocha


Dirceu Pinto e Eliseu dos Santos



O Brasil encerrou a participação nas Paralimpíadas de Londres com uma campanha histórica. Foram 21 ouros, 14 pratas e oito bronzes, que resultaram na inédita sétima colocação no quadro geral de medalhas. Mas por que, ao contrário dos Jogos Olímpicos, o país está lado a lado dos melhores do mundo nas modalidades praticadas por deficientes? A reportagem do iG conversou com alguns especialistas e listou os principais motivos que colocaram a nação entre as mais relevantes do setor:

Investimentos no alto rendimento

O Brasil nunca investiu tanto nos atletas paralímpicos. Somente no último ciclo, os gastos voltados para atletas com deficiência pularam de R$ 77 milhões para R$ 165 milhões. A verba é originada da Lei Piva, Lei de Incentivo ao Esporte, apoio dos governos estaduais e patrocínios.

“Tivemos novos programas, como o Projeto Ouro. Escolhemos 15 atletas realizando uma preparação individualizada com cada um, cedendo equipe técnica própria, contratando sparrings e coisas do tipo. Além do pagamento fixo de bolsa-auxílio e tudo mais”, comentou o presidente do CPB (Comitê Paralímpico Brasileiro), Andrew Parsons, ao citar um dos projetos de incentivo.

O problema é que, a exemplo do que acontece nas modalidades olímpicas, os investimentos ainda estão muito centralizados no alto rendimento. Com isso, a revelação de atletas nas equipes de base fica comprometida. Atualmente, ela está presa a torneios escolares e à atuação de “olheiros” à procura de novos talentos.






Grande população de deficientes no país

De acordo com pesquisa feita pela OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil conta com quase 20 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. O número é superior a populações inteiras de países como Chile e Holanda, o que aumenta o potencial de revelação de atletas.

Daniel Dias se consagrou nas Paralimpíadas de Londres como maior ganhador individual de medalhas de ouro, seis no total. Foto: Gety Images
Daniel Dias se consagrou nas Paralimpíadas de Londres como maior ganhador individual de medalhas de ouro, seis no total. Foto: Gety Images

Outro levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que a população ultrapassa os 45 milhões. Entretanto, a estimativa não é tão aceita no âmbito esportivo devido aos critérios mais brandos sobre deficiência adotados pela entidade.

Restrições sociais e preconceito no mercado de trabalho

Apesar de ser uma potência paralímpica, o Brasil é um país bem limitado em relação às condições dadas aos deficientes de maneira geral. Os problemas vão desde o preconceito social até à falta de inclusão no mercado de trabalho.

Terezinha com de seus acessórios coloridos na pista das Paralimpíadas
Terezinha com de seus acessórios coloridos na pista das Paralimpíadas

Para se ter uma ideia, um levantamento do Ministério da Educação apontou que existem apenas 12 mil alunos com deficiência cursando o Ensino Superior no Brasil: nada mais do que 0,2% dos seis milhões de estudantes universitários do país. Como consequência, muitos deficientes encaram o esporte como único projeto de carreira.

“O deficiente no Brasil praticamente não tem acesso aos direitos básicos de cidadania. O esporte às vezes é um meio de reabilitação à vida comunitária, mas isso também gera um grande problema, pois o atleta fica sem acesso à educação. É diferente de países como Estados Unidos, onde ele pode conciliar os treinamentos com os estudos. Aqui, não existe este tipo de oportunidade”, ressaltou Teresa Costa d’Amaral fundadora do IBDD (Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência).

Criação de ídolos paralímpicos

Desde Sydney-2000, o desempenho do Brasil nas Paralimpíadas é superior ao dos Jogos Olímpicos. Desta forma, o país conseguiu lançar uma série de ídolos que ajudaram a incentivar a prática esportiva dos deficientes.

Não existem levantamentos realizados sobre o número de praticantes das modalidades no país por conta aos diferentes critérios adotados sobre cada deficiência, mas a estimativa é que o número tenha dobrado somente na última década.

“O bom desempenho geral do Brasil nas Paralimpíadas gera ídolos e são eles que inspiram os novos atletas. Os meninos olham para nomes como Antônio Tenório e Clodoaldo Silva e sonham em praticar o esporte no alto rendimento”, destacou Andrew Parsons.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

SUPERAÇÃO !!!!!!

Suplemento alimentar pode tratar tipo raro de autismo

Suplemento alimentar pode tratar tipo raro de autismo

Um simples suplemento nutricional pode ser a resposta para um tipo de autismo raro que está associado à epilepsia. A descoberta é de um grupo de investigadores norte-americanos e foi divulgada num estudo publicado, este mês, na revista 'Science'.

Investigadores das universidades da Califórnia e de Yale foram capazes de isolar uma mutação genética, existente em alguns pacientes autistas epilépticos, que acelera o metabolismo de certos aminoácidos, o que gera uma carência.

Segundo os investigadores, esta descoberta pode ajudar os médicos a diagnosticar este tipo de autismo mais rapidamente, o que permitiria também começar um tratamento mais cedo.
Estima-se que cerca de 25% das pessoas com autismo sejam também epilépticas, por isso, para esta pesquisa, os investigadores contaram com a participação de duas famílias com crianças que sofrem deste tipo de autismo.

Com este estudo foi possível perceber que estas crianças apresentam uma mutação no gene que produz e regula um tipo de aminoácidos, BCAA, que acelera o metabolismo e que provoca uma carência apenas suprimida pela ingestão de suplementos.

Para além desta descoberta, os investigadores também observaram que as células estaminais neuronais dos doentes apresentavam um comportamento normal na presença dos aminoácidos, o que reforça a ideia de que os suplementos poderiam ser uma resposta adequada para o tratamento desta carência.

Para testar a teoria, foram conduzidos testes clínicos com ratos de laboratório geneticamente modificados e que revelavam sintomas de autismo, incluindo ataques de epilepsia. Os ratos foram tratados com suplementos alimentares e a sua condição melhorou.

Os suplementos alimentares já estão a ser testado em pacientes humanos, mas ainda não existem dados suficientes para perceber se o tratamento melhorou os sintomas do autismo.

Com esta descoberta, o diagnóstico deste tipo de autismo pode vir a ser feito de forma mais rápida. A descoberta pode ainda servir de base para encontrar outras mutações associadas à epilepsia ou ao autismo.

Clique AQUI para aceder ao resumo do estudo.
 
 

Bebê que nasceu 'com metade do coração' sobrevive e surpreende médicos



Bebê foi diagnosticada somente aos quatro meses de vida
                         

BOL

Uma menina que nasceu com a metade direita de seu coração pouco desenvolvida surpreendeu os médicos ao sobreviver sem tratamento até ser diagnosticada, com quatro meses de vida.

A maioria dos cerca de 600 bebês diagnosticados com a doença por ano na Grã-Bretanha morrem alguns dias após o nascimento.

Scarlett Dougan nasceu com a Síndrome do Coração Direito Hipoplásico - mal formação congênita que mantém o lado direito do coração menor que o esquerdo e sem funcionar corretamente -, o que fazia com que o sangue não chegasse suficientemente até seus pulmões.

Diferentemente do que normalmente acontece, a menina, que nasceu em Glasgow, não foi diagnosticada ainda no útero da mãe, por ultrassom.

A mãe de Scarlett, Nichola, percebeu o problema ao notar a diferença de temperamento entre Scarlett e seu irmão Nathanial, de 23 meses.

"Nathanial é um menino muito feliz e Nicola parecia triste o tempo inteiro e gritava muito."

Assim que foi levada para exames no hospital local, Scarlett foi admitida na Unidade de Terapia Intensiva e os médicos deram início ao tratamento.

Segundo Nichola, os médicos disseram que a menina superou todas as expectativas ao viver tanto tempo sem que se soubesse do problema.

"É um milagre que ela ainda esteja aqui", diz a mãe.

"Normalmente o problema de Scarlett seria diagnosticado em um ultrassom na 22ª semana de gravidez. Antes de existir a tecnologia, os bebês simplesmente iam para casa e morriam."

Transplante

Desde o diagnóstico, a menina passou por duas grandes cirurgias, nas quais os médicos redirecionaram algumas de suas principais artérias diretamente para os pulmões, para aumentar o fluxo de oxigênio.

Eles dizem que Scarlett, que agora tem oito meses, deverá ter uma infância normal, mas provavelmente precisará de um transplante de coração no início da adolescência.

A má formação, ainda mais rara do que a Síndrome do Coração Esquerdo Hipoplásico, coloca uma pressão extra no lado do coração que funciona bem. O excesso de trabalho pode acabar fazendo com que o órgão entre em colapso.

A família de Scarlett organizou uma festa para arrecadar dinheiro para o hospital infantil Yorkhill, onde a bebê recebeu o tratamento.

Trabalho unido ajuda a lidar com doenças

O engajamento em associações e grupos de apoio auxilia pacientes a conhecer melhor seu quadro clínico, comprometer-se mais como tratamento e até a exigir mais do médico
 
Gazeta do Povo
 
 
 Daniel Castellano / Gazeta do Povo / Ana Maria tira todas as dúvidas: “Agora eu pergunto o porquê de tudo”
 
 
Há um ano e oito meses, a artista plástica Ana Maria Zaguini Bernardes, de 60 anos, mudou de vez a relação que tinha com o Parkinson, doença degenerativa com a qual foi diagnosticada há cinco anos. Entrou pela porta da Associação Paranaense de Portadores de Parkinsonismo (APPP) em Curitiba disposta a conhecer de perto o inimigo que lhe causou uma depressão, a impediu de dirigir, afetou seu trabalho como pintora e até o amor pelo esporte – foi nadadora de mar aberto e de piscinas por 20 anos.
Embora conhecesse os efeitos da doença, foi a partir dali que ela, bem humorada e extrovertida, passou de fato a entender o que ocorria com o seu corpo. Passou a ler e recortar o que era publicado em revistas e jornais leigos e científicos sobre o assunto, a participar de palestras e a monitorar o que sai na internet sobre o Parkinson, para depois colar no mural da associação.
Jonathan Campos / Gazeta do Povo
Jonathan Campos / Gazeta do Povo / Dudu nasceu em um tempo de pouca informação sobre Síndrome de Down. Sua mãe foi atrás do que havia de mais novo no assunto e ele leva uma vida normal
Dudu nasceu em um tempo de pouca informação sobre Síndrome de Down. Sua mãe foi atrás do que havia de mais novo no assunto e ele leva uma vida normal
Universidades são grandes parceiras
Além de serem importantes para a divulgação de informações, as associações de pacientes também podem auxiliar grupos de pesquisadores na realização de pesquisas e testes clínicos que permitam conhecer melhor a doença ou testar terapias e medicamentos. Por outro lado, também são importantes para informar e auxiliar os portadores a obter algum remédio e ir atrás de direitos já adquiridos, como acesso a tratamentos.
“Como temos contato com professores ligados a universidades, é comum que eles nos procurem para participar de projetos e pesquisas. Isso é bom para eles e para nós, que recebemos orientação, ficamos sabendo do que está sendo desenvolvido na área. Dá mais segurança”, diz a presidente da Associação dos Portadores de Doenças Reumáticas (Adore), Maria Delvani Almeida.
No caso da doença reumática, que muitas vezes demora para ser diagnosticada e é frequentemente confundida com outros problemas, Maria Delvani (que chegou a ser diagnosticada com câncer) diz que a orientação é fundamental. “Com a ajuda dos médicos, que pertencem à UFPR e à PUCPR, nós orientamos sobre o que perguntar ao médico, que exame é importante pedir, e até mesmo a mudar de médico em caso de não haver interesse em investigar a fundo.”
Maria Delvani, que tem a doença há 30 anos, é um exemplo de paciente que cobra. “Leio a revista mensal de reumatologia, participo de congressos, procuro por artigos em jornal, converso com professores, alguns até do exterior. A relação com o médico muda, eles começam a comentar o que eles sabem, a consulta vai longe”, diz.
Participação
De acordo com os médicos, a participação em grupos de pacientes é importante em vários aspectos:
• Disseminação de informação: conhecer melhor a doença é o primeiro passo para compreendê-la e enfrentá-la.
• O que o futuro promete: A convivência com pacientes em diferentes estágios permite entender a progressão da doença, além do preparo necessário para enfrentá-lo.
• Senso crítico: a troca de informações com outros pacientes e a informação permitem ter mais controle sobre o tratamento e até segurança para questionar o médico.
• Orientação: o convívio com profissionais da área da saúde ligados às associações -- sejam os autõnomos ou ligados a universidades -- permite expor e tirar dúvidas de maneira informal.
• Pesquisas: estes espaços são um importante canal de comunicação com pesquisadores que estão desenvolvendo testes clínicos e estudos na área, dos quais o associado pode participar.
• Cidadania: através da união de forças, as associações podem pressionar por melhores políticas públicas na área de saúde, além de informar o paciente sobre como buscar seus direitos.
Fique atento
• É importante conhecer bem a associação antes de se unir a ela. Procure obter indicações de médicos, universidades, conselhos de classe e de saúde, além de conhecidos e órgão governamentais para encontrar uma que se adeque a seu perfil e que seja de confiança.
Para além de consultas com o objetivo de monitorar a saúde, Ana Maria criou o hábito de consultar semanalmente o médico da associação, com o objetivo de tirar dúvidas que ela e os colegas têm sobre o futuro que os aguarda. “Quando criança, eu não tive a fase do porquê. Agora eu pergunto o porquê de tudo. E a relação com o médico melhora muito. Você não omite as coisas, e isso faz o médico diagnosticar melhor”, diz ela, que antes nem passava perto de reuniões de portadores.
Assim como Ana Maria, milhares de brasileiros têm mudado a relação com doenças e síndromes por meio de maior participação em grupos e associações de pacientes. Não há números consolidados a respeito do assunto, que começou a ser observado com mais intensidade nos últimos 10 anos, mas quem clinica ou está ligado a universidades percebe o protagonismo e a exigência crescente desses pacientes.
O chefe do Setor de Neuro­logia do Hospital Cajuru, Renato Puppi Munhoz, que também é medico da APPP, é testemunha das mudanças provocadas pelo engajamento dos pacientes. “Eles perguntam questões técnicas, e não apenas de ordem prática. Querem saber se você está por dentro de tal pesquisa, se conhece determinado medicamento que um colega comentou, ou sobre aquela terapia ser boa pra ele. O médico precisa estar preparado, pois a relação muda.”
Para Munhoz, há outro aspecto a ser considerado: como o convívio com outros pacientes afeta a visão que cada um tem da sua doença. Ao conviver com outros portadores numa fase mais avançada, é natural que quem está num estágio inicial tome conhecimento de como será a progressão do problema. “Isso pode ser bom ou ruim. Num primeiro momento ele pode ficar pessimista, mas é bom porque ajuda a desmistificar a doença. A pessoa se prepara. Vê que é algo sério, mas não é o fim do mundo. No geral, eu vejo como algo bom.”
Compromisso leva a mudanças
Em muitos casos, a iniciativa das associações pode não apenas transformar a vida dos pacientes individualmente, mas também contribuir para melhorias num nível mais profundo, capaz de refletir nas políticas públicas e na maneira como a sociedade encara o problema. Foi o que ocorreu no caso da Associação Reviver Down, fundada em maio de 1993 pela assistente social do Hospital de Clínicas (HC) da UFPR Noêmia Cavalheiro.
A associação foi uma resposta ao preconceito e à falta de informação enfrentados por Noêmia após o nascimento do filho Carlos Eduardo, o Dudu, que tem a síndrome, há 23 anos. No fim dos anos 80, até mesmo os médicos eram desinformados sobre os potenciais dessas pessoas. A própria Noêmia, que já estava há cinco anos no HC àquela época, trabalhando no berçário de alto risco (atual UTI neonatal) com crianças que tinham a síndrome, não conhecia nada do assunto.
Com a Reviver, mergulhou em pesquisas e estudos e foi conhecer a experiência de outros países. O marido vivia em sebos à procura de livros que pudessem desvendar aquele universo desconhecido dos portadores de síndrome de Down. Pela associação, Noêmia participou do primeiro congresso brasileiro na área, em 92, e, quando voltou, exigiu do pediatra de Eduardo algo impensável: um exame de coração para verificar cardiopatias, já que 50% dos portadores têm alguma anomalia no órgão.
“Ninguém fazia ecocardiograma na criança, ela tinha alta e depois desenvolvia problemas cardíacos. Não havia teste da orelhinha, do olhinho, ecografia abdominal; não davam vacinas, não estimulavam a criança”, recorda ela, que, após um congresso na Espanha, também repassou todas as informações aos médicos do HC.
Em 1997, diante do esforço das mães e dos pais que participavam da associação, nasceu dentro do hospital o primeiro Ambulatório de Síndrome de Down da América Latina. Foi uma revolução. “Antes, a literatura médica dizia que as crianças morreriam cedo, então não se fazia muita coisa por elas. Passamos a pressionar os médicos. Conheço mães que só recebem receita de remédio e dizem que não é assim, que a associação falou diferente, que não é só remédio, é estímulo, conscientização.”
Atualmente, a associação se concentra em acolher os pais logo no início, através do Programa Nascer Down, que conta com 100 participantes. Assim que um bebê com a síndrome nasce em algum hospital de Curitiba e região, a associação é notificada e manda um membro para conversar com a família. O outro lado do ativismo envolve pressionar por mais espaço para as crianças nas escolas regulares.
A conscientização, ao que parece, tem rendido frutos. Eduardo atualmente trabalha numa farmácia. Outros estudam. Os bebês têm atendimento integral e direito a uma série de exames. E a sociedade começa a entender que os portadores não merecem e não devem ficar confinados em guetos. Recentemente, uma mãe estava receosa de contar ao filho mais velho que o irmão nascera com Down, ao que a criança respondeu: “Tudo bem, mamãe, não tem problema. Na escola eu tenho um amiguinho assim também”.