sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Lutador com deficiência disputa 1º título e diz que pode competir com qualquer um no UFC


Nesta sexta, Newell encara seu maior desafio. Ele enfrenta o compatriota Eric Reynolds (14 vitórias, cinco derrotas) no Xtreme Fighting Championships (XFC), em Nashville (EUA), valendo o cinturão da categoria leve (até 77 kg).

Nick Newell
Nick Newell ganhou as manchetes por suas vitórias noMMA, mesmo tendo de superar uma amputação congênitaque o fez nascer sem uma parte do braço. O norte-americano está invicto sobre os ringues e disputa na sexta-feira (7/12), seu primeiro cinturão da carreira. Mais do que isso, ele luta para conquistar respeito - “chamar atenção é fácil”, diz o lutador - e mira alto, afirmando que já tem condições de enfrentar as estrelas do UFC.
Nesta sexta, Newell encara seu maior desafio. Ele enfrenta o compatriota Eric Reynolds (14 vitórias, cinco derrotas) no Xtreme Fighting Championships (XFC), em Nashville (EUA), valendo o cinturão da categoria leve (até 77 kg).
Será a nona luta do lutador de 26 anos, que está invicto e tem cinco finalizações e dois nocautes no cartel. Mas ele sabe que os resultados ainda representam pouco frente ao que ele ainda tem de vencer, que é o preconceito contra sua condição. O mote do norte-americano, como ele disse em entrevista ao UOL em abril, segue o mesmo: "Você não pode parar alguém que tem determinação."
“É fácil para mim chamar atenção, mas é muito duro conquistar respeito”, afirmou Newell ao jornal USA Today.
“Meu objetivo quando comecei foi nunca ser conhecido com o ‘lutador de uma mão’. Minha meta é ser o melhor do mundo. Se você estabelece seus objetivos para baixo, você está apenas trapaceando”, opina ele.
O desafio é transformar a curiosidade das pessoas em assistir às suas lutas em algo mais, fazer com que elas esqueçam a deficiência e o vejam como um competidor, um desafiante.
“Esses caras estão lutando por um título por uma razão, não é por pura escolha”, defende o técnico de Newell, Jeremy Libiszewski.
Presidente do XFC, John Prisco concorda. “Inicialmente é claro que você nota que ele não tem parte do braço por conta desta amputação congênita. Mas rapidamente você vai além disso e percebe o quão bom ele é como atleta”, explica.
Prisco conta que, antigamente, os lutadores fugiam de Newell por acharem que era uma situação em que não tinham a vencer. Ou eles perderiam para um cara com uma mão, ou seriam vistos com olhares tortos em caso de vitória. “Isso mudou totalmente. Hoje, quando menciono Newell todos querem a luta, pois sabem que ele é bom e que vencê-lo é uma conquista”, conta o dirigente.
O norte-americano mostra confiança e sente que pode “competir com qualquer um no UFC, absolutamente”. Além de vencer Reynolds nesta sexta, ele terá de provar nos próximos passos que tem condições de se elevar a desafios ainda mais altos e convencer os céticos. Entre eles está quem ele espera que seja seu próximo chefe, Dana White. O presidente do Ultimate não descarta um dia contar com Newell, mas avisa: “já é uma competição dura o suficiente para atletas com dois braços”.

Vamos aprender...

Empolgados, alunos do Instituto Paranaense de Cegos assistem filme com audiodescrição


Com muita empolgação, 30 alunos do Instituto Paranaense de Cegos assistiram a dois documentários sobre cidadania nesta quinta-feira (6), na Cinemateca, pelo sistema de audiodescrição, recurso que apresenta narrativas da história, dos personagens e da disposição das imagens. O evento faz parte da programação da 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul.
Mostra Cinema e Direitos Humanos 2012 - Cinemateca de Curitiba
Os alunos assistiram aos documentários Extremos, de João Freire (Brasil, 24 min., 2011, doc.) e À Margem da Imagem, de Evaldo Mocarzel (Brasil, 72 min., 2003, doc.). A carioca Nazilete da Silva, 56 anos, deficiente visual desde os 30, em consequência de um acidente vascular cerebral, lembra do último filme que assistiu quando ainda enxergava Ghost, uma produção norte-americana. A sessão desta quinta-feira foi a segunda que assistiu depois que perdeu a visão. A primeira foi em 2011, também na Cinemateca.
Para ela já é normal essa mistura de sons que pode parecer estranha aos ouvidos e aos olhos de quem tem a visão plena. Nazilete consegue chegar a uma boa compreensão da história, ainda que as narrativas sejam muitas vezes sobrepostas por causa da velocidade das imagens. No final da sessão, debateu o conteúdo político dos dois documentários que assistiu com seu namorado José Maria Sereno, também deficiente visual e companheiro de instituto, onde mora há mais de dez anos.
Nazilete veio do Rio de Janeiro e o namorado, de Marília, interior de São Paulo. Ambos optaram por Curitiba por causa da infraestrutura que a cidade oferece em termos de acessibilidade. Para eles, em Curitiba o transporte público é mais acessível. Eles observam ainda que em relação às suas respectivas cidades, há em Curitiba um número maior de guias rebaixadas e pisos táteis, principalmente nas áreas mais centrais da cidade.
"Além dessa preocupação da cidade com os cegos, aqui as pessoas são mais cordiais e estão sempre dispostas a nos ajudar", comenta Nazilete, que também conta com o serviço de transporte especial ofertado pela Prefeitura de Curitiba para levá-la até um hospital, três vezes por semana, para sessões de hemodiálise.
Por causa do diabetes ela perdeu a visão e teve que readaptar totalmente sua vida, a começar pela troca de casa. Vilma Callegari, 47 anos, morava em São José dos Pinhais, Região Metropolitana da Curitiba, e há 7 anos mudou-se para Curitiba para morar no Instituto Paranaense dos Cegos. Vilma conta que durante 40 anos, quando ainda enxergava, nunca havia ido ao cinema. "Só via filmes pela televisão. Depois que perdi a visão esta é a segunda vez que venho ao cinema e eu gostei muito da experiência", afirma.
Vilma conta que já acostumou seus ouvidos a ouvir vários sons ao mesmo tempo, aprendendo a separar e visualizar as coisas por meio da audição. Na opinião dela, filmes do circuito comercial também poderiam ser exibidos com essa técnica da audiodescrição. "Assim nós que somos cegos poderíamos vir mais ao cinema e assistir a outros tipos de filmes".

Documentários - O filme À Margem da Imagem traz um painel sobre as rotinas de sobrevivência, o estilo de vida e a cultura dos moradores de rua de São Paulo, abordando temas como exclusão social, desemprego, alcoolismo, loucura, religiosidade, degradação urbana, identidade e cidadania. O filme também trabalha a questão do roubo da imagem dessas comunidades, promovendo, assim, uma discussão ética dos processos de estetização da miséria.
O documentário Extremos apresenta a Vila Estrutural, comunidade situada no Distrito Federal, os moradores não têm seus direitos básicos garantidos, e lá não existem condições para mudar a situação. Como contraponto, é apresentado o bairro de Santo Amaro, em Recife, que no passado recente enfrentou problemas semelhantes e conseguiu transformar esse quadro graças à parceria entre sociedade e poder público.

Mostra - - A coordenadora local da mostra na Cinemateca, Isabela Pagliosa, afirma que as produções de filmes com o recurso da audiodescrição são uma forma de inclusão do deficiente visual na mostra, que tem como foco a reflexão sobre os direitos humanos na América do Sul. "O material é produzido com esses recursos para permitir aos deficientes visuais uma melhor compreensão do filme", disse ela.
A mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que vai até este sábado (8), é promovida pelo Ministério da Cultura, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e Cinemateca Brasileira, com o patrocínio da Petrobras e apoio local da Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba.
A mostra de cinema tem por objetivo promover o debate e uma reflexão quanto à diversidade e ao respeito aos direitos humanos. A mostra de 2012 teve 255 filmes inscritos, dos quais 37 foram selecionados para serem exibidos em 27 capitais do país. Os filmes são exibidos na Cinemateca de Curitiba fica na Rua Carlos Cavalcanti, 1174, e tem capacidade para 104 lugares.
Confira a programação completa da mostra no site www.cinedireitoshumanos.org.br.
Fonte: Prefeitura de Curitiba

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Aprovada política nacional de proteção aos autistas



Planário do Senado
Senado aprova PL com as emendas da deputada Mara Gabrilli. Projeto segue para sanção presidencial


O Plenário do Senado aprovou, nesta quarta-feira (5/12), a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 168/2011, de autoria da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), estabelece os direitos fundamentais da pessoa autista e equipara o portador desse distúrbio à pessoa com deficiência para todos os efeitos legais, além de criar um cadastro único dos autistas, com a finalidade de produzir estatísticas nacionais sobre o problema.

O texto tem como base sugestão da Associação em Defesa do Autista (Adefa). A política de proteção deverá articular, conforme o projeto, os organismos e serviços da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios nas áreas de saúde, educação, assistência social, trabalho, transporte e habitação, com vistas à coordenação de políticas e ações assistenciais.

O texto retornou ao Senado para exame das emendas feitas pela deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), relatora do PL na Câmara dos Deputados. A proposta prevê direitos fundamentais para o autista e o equipara, para todos os efeitos legais, às pessoas com deficiência, permitindo acesso a tratamento especializado na rede pública, entre outras garantias.
Familiares de pessoas com autismo comemoram com as deputada Mara Gabrilli e Rosinha e o senador Paulo Paim
Familiares de pessoas com autismo comemoram com as deputada Mara Gabrilli e Rosinha e o senador Paulo Paim
Mara Gabrilli apresentou três emendas ao texto, que receberam parecer favorável na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Já a CDH aprovou o relatório do senador Wellington Dias (PT-PI) modificando a redação da segunda emenda que prevê multas de três a 20 salários mínimos e sanções administrativas para o gestor escolar que recusar a matrícula de aluno com autismo.

No Plenário do Senado foi aprovado parecer contrário à emenda 3, que previa as penas para as práticas de castigo corporal, ofensa psicológica, tratamento cruel ou degradante à criança ou adolescente com deficiência ou com autismo como forma de correção, disciplina ou outro pretexto. O relator argumentou que as penas previstas no Código Penal (Lei 9.455/1977) são mais severas que as propostas no texto.

Com otimismo, o relator na CDH falou que o governo será capaz de entender as especificidades do ensino para autistas, admitindo que os estudantes tanto possam dispor de salas regulares como especiais. Citou ainda o conhecimento adquirido com a experiência de pai de uma jovem autista para dizer que fez um “doutorado” na temática. Salientou que, a depender do grau do transtorno, as salas especiais são indispensáveis.

A matéria agora vai à sanção presidencial.

Conheça o texto do PL: http://www.senado.gov.br/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=107262


Fonte: com informações da Agência Senado
 

Turma da Mônica publica edição especial sobre acessibilidade

http://3cndpd.sdh.gov.br/?p=2599
Turma da Mônica publica edição especial sobre acessibilidade
Turma da Mônica publica edição especial sobre acessibilidade
Os participantes da 3º Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que acontece em Brasília até hoje (6), foram contemplados com uma edição da revista em quadrinhos “Turma da Mônica” sobre o tema da acessibilidade. O gibi reúne personagens com deficiência e a conhecida turma formada por Mônica, Cebolinha, Magali, Cascão para mostrar como a acessibilidade pode transformar uma comunidade.
Segundo o autor Maurício de Souza, um personagem com deficiência já havia sido criado no passado. O amiguinho da turma usava muletas e apareceu em algumas histórias. Depois, surgiu o cadeirante Luca.
Maurício conta que o convite para criar uma revista sobre acessibilidade trouxe uma responsabilidade muito grande, ao traduzir um tema complexo para uma linguagem que uma criança pudesse entender. Depois, entretanto, o sentimento foi de satisfação ao poder usar o carisma de seus personagens em prol de uma campanha tão importante.
“A turma da Mônica é um grupo de personagens que vive e age como nossos filhos ou conhecidos, e todos nós temos amigos com algum tipo de deficiência, num convívio harmônico e dinâmico. Aprendemos as regras da inclusão aí. Consequentemente, não poderíamos deixar de apresentar, no universo dos nossos personagens, amiguinhos da turma que também tivessem deficiências. Até acho que demorei muito para perceber esse vazio nas nossas histórias”, explica Maurício.
Inspirações
O autor conta que, para criar o cadeirante Luca, conversou com atletas paraolímpicos. “Foi uma descoberta e uma alegria. Eles são entusiasmados, alegres, espertos e inteligentes, com a moral lá em cima. Foi fácil transpor esse clima para os personagens” afirma.
Para Dorinha, uma menina cega, Maurício buscou referência em D. Dorina Nowill, da fundação que leva o mesmo nome, uma mulher “líder, de inteligência brilhante, sem preconceitos, elegante, preocupada com a causa dos cegos”.
Já o autista André nasceu de um estudo que o autor fez para uma campanha. ”Saiu de uma revistinha muito gostosa que serve pra muita gente entender um pouco melhor o autismo e suas diversas manifestações”, ressalta.

Divulgadas regras para pessoas com deficiência obterem passe livre no transporte interestadual


Os beneficiários deverão apresentar comprovação de que têm renda familiar inferior a um salário mínimo por pessoa. O requerimento da carteira que dá direito ao passe livre deverá ser feito ao Ministério dos Transportes.

ônibus em rodoviária
Ministério dos TransportesSite externo.publicou em 4/12 as regras que as pessoas com deficiênciadeverão seguir para obter opasse livre em viagens interestaduais rodoviárias, aquaviárias e ferroviárias. De acordo com a Portaria n° 261, publicada no Diário Oficial da União, os beneficiários deverão apresentar comprovação de que têm renda familiar inferior a um salário mínimo por pessoa.
O requerimento da carteira que dá direito ao passe livre deverá ser feito ao Ministério dos Transportes, que disponibilizou um modelo de formulário pela internet, no site www.transportes.gov.brSite externo.. Os pedidos poderão ser feitos pelo correio, para a Caixa Postal 9.600, CEP 70.040-976, Brasília – Distrito Federal. Também podem se enviadas dúvidas e sugestões para esse endereço.
Os interessados no benefício deverão enviar a comprovação de renda, a cópia do documento de identidade e um atestado original assinado por dois profissionais da área de saúde, sendo ao menos um médico. A documentação incompleta não desclassifica o pedido, mas os requerentes terão prazo de 20 dias para enviar o que ficou faltando. Os beneficiários receberão uma carteira com validade de três anos, que deverá ser renovada com os mesmos documentos ao término do prazo.
As empresas serão obrigadas a reservar dois lugares para pessoas com deficiência e os beneficiários deverão ter preferência na compra até três horas antes do horário da partida. Eles devem se dirigir aos pontos de venda, também com essa antecedência, para obter a Autorização de Viagem de Passe Livre, sem a qual não poderão viajar mesmo com a carteira do benefício. A autorização terá duas vias e será o instrumento usado pelas agências reguladoras para fiscalizar o respeito ao benefício.

Pressão de minorias modifica a linguagem



Gazeta do Povo

Evaristo Sá/Afp / “Eu fiquei muito impressionada como a tecnologia pode nos ajudar a dar condições melhores de vida, melhores oportunidades para portadores de deficiência [vaias].  Desculpa, [o termo correto é] pessoas com deficiência. Entendo vocês porque portador não é muito humano, não é? Pessoa é [aplausos].”
As vaias que a presidente Dilma Rousseff recebeu na última terça-feira ao discursar na 3.ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência reacenderam a polêmica sobre como se referir a minorias sociais que começam a ganhar expressividade na vida política do país. Dilma usou a expressão “portadores de deficiência”, vista como politicamente incorreta. Diante da reação da plateia, ela se desculpou e utilizou o termo recomendado – “pessoas com deficiência” –, sendo então aplaudida. Outras expressões e palavras viraram tabus na atualidade. Um debate muitas vezes radical, mas, ao mesmo tempo, importante na manutenção e promoção de direitos conquistados por negros, gays, mulheres, entre outros. Conheça alguns termos que vêm sofrendo essa mudança.
Cego e surdo
Bruno Dallari, professor de Linguistica e Comunicação da UFPR
“Eu acho muito ruim todo esse movimento do politicamente correto, pois o policiamento linguístico é sempre prejudicial – tira a espontaneidade e a expressividade da língua, tornando-a artificial. Você pode até achar que tal palavra é ruim e tentar convencer o outro disso, mas não pode impor o que considera ser uma palavra melhor. Até porque, se fôssemos analisar o que está por trás das palavras, teríamos de abolir muitas, inclusive as faladas pelos militantes. E o que vale é a intenção do usuário. Se por acaso ele tiver intenção de ofender, a lei prevê punição para isso.”
Lindomar Bonetti, sociólogo e professor da PUCPR
“É admirável toda essa transformação atual no sentido de reconhecer as diferenças sociais, as singularidades, e respeitá-las. Mas há expressões que mudam muito rapidamente, de uma hora para outra. O que é correto passa a não ser, e nem todas as pessoas conseguem acompanhar a mudança rapidamente. Tem de haver paciência para que o mundo político, social e jurídico se acostume com uma nova terminologia. Quem fala deve tentar apreender a linguagem e quem escuta deve entender que isso leva um determinado tempo.”
Dê sua opinião
Conhece outras expressões politicamente incorretas? Quais são? Você concorda com essa patrulha linguística? Por quê?
Escreva para leitor@gazetadopovo.com.br ou deixe seu comentário abaixo.
Leia as regras para a participação nas interatividades da Gazeta do Povo.
As mensagens selecionadas serão publicadas na Coluna do Leitor.
Palavras como cego e surdo só valem se a pessoa tiver 100% de sua visão ou audição comprometidos. Para outros casos, o mais correto é utilizar os termos “pessoa com deficiência auditiva ou visual”. O sociólogo Manoel Negraes faz parte do segundo grupo – tem 15% da visão em cada olho. Já “portador de necessidades especiais”, segundo ele, é um “eufemismo” que não dá conta da particularidade de cada pessoa com deficiência.
Portador de deficiência
O termo “pessoa com deficiência” é o mais recomendado. “O termo valoriza primeiro a pessoa, o ser humano, e depois destaca a sua condição”, diz o sociólogo Manoel Negraes, da Universidade Livre para a Eficiência Humana. A expressão “portador de deficiência”, segundo ele, é incorreta porque “tal característica não é um objeto que se porta e do qual se pode abrir mão, como um guarda-chuva”.
A simbologia do negro
Termos como “mercado negro”, “denegrir” e outras expressões que associam o negro a algo negativo também são politicamente incorretas. “É preciso entender que a palavra tem uma simbologia. Talvez você não quis dizer isso, mas a palavra quis. E para uma pessoa negra que cresce ouvindo isso, é muito ruim”, diz o presidente do Instituto de Defesa dos Direitos Humanos, Paulo Pedron.
Homossexualismo
O mesmo vale para os termos homossexualidade e transexualidade. No primeiro caso, a palavra “homossexualismo”, cujo sufixo “ismo” designa doença, não é mais utilizado, sob recomendação da Organização Mundial da Saúde. Já o segundo ainda é usado pela OMS, mas há discussão para que, em breve, o termo caia, e vários órgãos, como a Organização das Nações Unidas, já deixaram de usá-la em seus relatórios.
De menor
Outro termo que caiu em desuso é o “de menor” para se referir a criança ou adolescente. Isso porque a palavra está carregada de preconceito, associando o “menor” a um criminoso, uma pessoa sem direitos ou de uma classe social inferior. A mudança do nome ocorreu também no âmbito jurídico, quando o último Código de Menores, de 1979, foi substituído pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, em 1990.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

OSCAR NIEMEYER 104 ANOS :: ARQUITETURA FUTURISTA ESPETACULAR.


 


Dia 15 de dezembro seria aniversário de nosso maior arquiteto. Oscar Niemeyer completaria 105 anos 

                                            Vai um homem, mas ficam as obras!
                              Mas suas obras ficam eternizadas.

Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares, é carioca e nasceu em 15 de dezembro de 1907, considerado um dos nomes mais influentes na arquitetura moderna mundial. Foi pioneiro na exploração das possibilidades construtivas e plásticas do concreto armado. 
Seus trabalhos mais conhecidos são os edifícios públicos que desenhou para a cidade deBrasília .

"Não é o angulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a linha curva, livre e sensual, que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein."  Oscar Niemeyer.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

                        Parque Dona Lindú na beira mar de Boa Viagem no Recife.

"Projetar Brasília para os políticos que vocês colocaram lá, foi como criar um lindo vaso de flores prá vocês usarem como pinico. Hoje eu vejo tristemente que Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião, mas sim de camburão." Oscar Niemeyer.










http://betaniacaneca.blogspot.com.br/2011/12/oscar-niemeyer-104-anos-arquitetura.html

Oscar Niemeyer morre no Rio aos 104 anos

Gazeta do Povo

O principal nome da arquitetura no Brasil, morreu nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Samaritano

Josemar Gonçalves/ Jornal de Brasília / O arquiteto Oscar Niemeyer morreu na noite desta quarta-feira(5) aos 104 anos no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Hospital Samaritano


Oscar Niemeyer, principal nome da arquitetura no Brasil, morreu nesta quarta-feira (5), aos 104 anos, no Rio. O arquiteto carioca, que completaria 105 anos em 15 de dezembro, deu entrada noHospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, em 2 de novembro, a princípio para tratar de uma desidratação, em sua terceira internação no ano. Mais tarde, porém, Niemeyer apresentou hemorragia digestiva e houve piora em sua função renal. Na terça-feira, uma infecção respiratória levou a uma piora no estado clínico de Niemeyer.
Em outubro, ele havia ficado duas semanas no hospital também por causa de uma desidratação. Em maio, o teve pneumonia e chegou a ficar internado na UTI. Recebeu alta depois de 16 dias. Em abril de 2011, foi submetido a cirurgias para a retirada da vesícula e de um tumor no intestino. Na ocasião, ele ficou internado por 12 dias por causa de uma infecção urinária.
Niemeyer deixa a mulher, Vera Lúcia, 67, com quem se casou em 2006. Deixa ainda quatro trinetos, 13 bisnetos e quatro netos, filhos de Anna Maria --sua única filha, morta em junho deste ano aos 82--, fruto de seu casamento com Anita Baldo, de quem ficou viúvo em 2004.
Biografia
Oscar Niemeyer nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1907, mesmo ano em que a cidade recebeu o sistema de luz elétrica. Em 1928, ele se casa com Annita Baldo, filha de imigrantes italianos, com quem ficou casado por 76 anos, até o falecimento dela em 2004. A filha do casal, a designer e marchand Anna Maria Niemeyer, faleceu em junho deste ano, aos 82 anos. Desde 2006, quando tinha 98 anos, o arquiteto é casado com a sua secretária Vera Lúcia Cabreira.
Um ano depois de se casar pela primeira vez (1929), Niemeyer passa a integrar a Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, que, dois anos mais tarde, começou a ser dirigida pelo arquiteto Lúcio Costa. Em 1932, ele passa a atuar profissionalmente no escritório de Costa. Os dois participariam juntos, nos anos 1950, do planejamento da nova capital federal, Brasília, a convite do então presidente da República Juscelino Kubitschek.
Dentre as obras mais célebres assinadas pelo arquiteto carioca estão a sede do Ministério da Educação e Saúde, o antigo MES (1936), quando a capital federal ainda era o Rio de Janeiro, a Igreja da Pampulha (Belo Horizonte – 1940), a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque (1947), o Edifício Copan (São Paulo – 1951), o Palácio do Planalto (Brasília – 1958), a sede do Partido Comunista Francês (Paris – 1964), o Sambódromo da Marquês de Sapucaí (Rio de Janeiro – 1984) e o Museu de Arte Contemporânea (Niterói – RJ – 1996).
Em 1945, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e sempre deixou claro seu alinhamento com o pensamento de Karl Marx. No ano de 1956, idealiza o cenário da peça teatral Orfeu da Conceição, de autoria de Vinícius de Moraes.
Durante a Ditadura Militar, morou em Paris, onde chegou a montar um escritório em 1972. Ao longo de sua vida, recebeu diversas condecorações em reconhecimento pelo seu trabalho, como o Prêmio Imperial da Associação de Arte do Japão (2004).
Carioca
Nascido no bairro de Laranjeiras, no Rio, Oscar Niemeyer se formou em arquitetura e engenharia na Escola Nacional de Belas Artes em 1934. Em seguida, trabalhou no escritório dos arquitetos Lúcio Costa e Carlos Leão, onde integrou a equipe do projeto do Ministério da Educação e Saúde.
Por indicação de Juscelino Kubitschek (1902-1976), então prefeito de Belo Horizonte, Niemeyer projetou, no início dos anos 1940, o Conjunto da Pampulha, que se tornaria uma de suas obras brasileiras mais conhecidas.
Em 1945, o arquiteto ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB), entrando em contato com Luiz Carlos Prestes e outros políticos. Ao longo das décadas, travou amizades com diversos líderes socialistas ao redor do planeta, viajando constantemente à União Soviética --conjunto de países comunistas liderado pela Rússia-- e a Cuba.
Em 1947, Niemeyer fez parte da comissão de arquitetos que definiria o projeto da sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Nova York. A proposta elaborada por Niemeyer com o franco-suíço Le Corbusier serviu de base para a construção do prédio, inaugurado em 1952.
Durante os anos 50, projetou obras como o edifício Copan e o parque Ibirapuera, ambos em São Paulo, além de comandar o Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Novacap, responsável pela construção de Brasília.
Ao lado de Lúcio Costa, ajudou a dar forma à nova capital, concebendo edifícios como o Palácio da Alvorada e o Congresso Nacional. Inaugurada em abril de 1960, Brasília transformou a paisagem natural do Brasil central em um dos marcos da arquitetura moderna.
Impedido de trabalhar no Brasil pela ditadura militar, Niemeyer se mudou em 1966 para Paris, onde abriu um escritório de arquitetura. Projetou a sede do Partido Comunista Francês, fez o Centro Cultural Le Havre, atualmente Le Volcan, realizou obras na Argélia, na Itália e em Portugal.
Após a anistia, retornou ao Brasil, no início dos anos 1980. No Rio, projetou os CIEPs (Centros Integrados de Educação Pública, apelidados de "brizolões") e o Sambódromo, durante o primeiro governo de Leonel Brizola no Estado (1983-1987).
Em 1988, Niemeyer se tornou o primeiro brasileiro vencedor do prêmio Pritzker --o Oscar da arquitetura. Depois dele, Paulo Mendes da Rocha recebeu a honraria, em 2006. Ainda em 1988, Niemeyer elaborou o projeto do Memorial da América Latina, em São Paulo.
Nos anos 1990 e 2000, a produção de Niemeyer continou em alta, com a inauguração do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (RJ), o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, e o Auditório Ibirapuera, dentro do parque, em São Paulo.
Em 2003, exibiu sua versão de um pavilhão de exposições na tradicional galeria londrina Serpentine --que todo ano constrói um anexo temporário.
Em 2007, projetou o Centro Cultural de Avilés, sua primeira obra na Espanha, construída durante três anos ao custo de R$ 100 milhões. Inaugurado em março de 2011, o Centro Cultural Internacional Oscar Niemeyer foi fechado após nove meses, em meio ao agravamento da crise econômica, desentendimentos entre o governo local e a administração do complexo no dia do aniversário de 104 anos de Niemeyer. Em meados de 2012, no entando, o centro foi reaberto.
Mais de 60 anos após a realização do Conjunto da Pampulha, o arquiteto voltou a assinar um projeto de grande porte em Minas Gerais em 2010, com a inauguração da Cidade Administrativa do governo do Estado, na Grande Belo Horizonte.
Atualmente, em Santos, está em execução o projeto de Niemeyer para o museu Pelé. A previsão é que a obra seja concluída em dezembro de 2012.



A dupla do Futuro esteve no evento .Confiram !!!!


O Fórum Paranaense dos Direitos da Pessoa com Deficiência e o Centro Independente da Região Metropolitana de Curitiba (CVI) se uniram no ultimo dia 3 de dezembro para realizarem várias ações em comemoração ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

A Dupla do Futuro ou As Quatro Mãos do Futuro, assim intitulada por amigos, esteve presente no evento, mas desta vez apresentando oficialmente o Blog O Futuro Está Aqui! Ficamos felizes por ser  um público realmente voltado para o que o sempre buscávamos na capital, pessoas que possuam  uma consciência inclusiva.

Ocorreu em dois espaços  no Memorial Histórico de Curitiba e no Auditório no Campo Garcez-Centro Universitário UNINTER.

E com grande satisfação e aqui fica nossos agradecimentos aos grupos que nos receberam e cederam os espaços físicos e estrutura para nossa exposição e demais talentos e aos inúmeros  PCDs que lá estiveram. Pelos convites oportunos na pessoa de Luciane Passos uma das coordenadoras do evento e Leomar  Marchesine que nos recepcionou em uma das unidades da Uninter.

            Seguem algumas fotos!!!!


Matheus Kreling\Eliane Clara Pepino(Dupla do Futuro),Fernanda Bruni(coordenadora da Pastoral da Pessoa com Deficiciência),Luciane Passos(Fórum Paranaense dos Direitos das Pessoas com Deficiencia),Luiz Claudio nosso novo amigo
Luciane Passos sempre com sua postura inclusiva e seu filho Bruno
Luciane Passos,Alberto Nogueira(CVI),Irajá deBrito Vaz(Secretário Municipal da Secretária da Pessoa com Deficiência),ao fundo  Apresentação do Coral e Dança dos alunos da Escola Epheta - Instituição Especializada Surdez/Deficiência Auditiva

Prevenção de deficiências – Associação Franciscana de Educação ao Cidadão Especial – AFECE



Apresentação Associação Paranaense dos Ostomizados

Alberto Nogueira(http://bronca-blogdobronca.blogspot.com.br e presidente Centro de Vida Independente de Curitiba e Região Metropolitana)

Composição da mesa na UNINTER:Regiane Ruivo Maturo,Manoel Negraes,Irajá de Brito e Leomar Marchesine


Leomar Marchesini do grupo Educacional da Uninter nossa anfitriâ com Apresentação do trabalho do SIANEE (Uninter)
 e Diele Pedroso coordenadora do Projeto Ver Com as Mãos




 Rafael Bonfim trazendo novidades com vídeo dos Super Normais

Breve novidades!!!!
Sigam-nos

AUDITÓRIO DO CAMPO GARCEZ – Centro Universitário UNINTERAUDITÓRIO DO CAMPO GARCEZ – Centro Universitário UNINTERAUDITÓRIO DO CAMPO GARCEZ – Centro Universitário UNINTERMatheusMBreve novidades!!!!Sigam-nos