terça-feira, 11 de setembro de 2012

Bandeira dos Jogos Paralímpicos chega ao Rio de Janeiro

A bandeira paralímpica chegou ao Rio de Janeiro nesta segunda-feira. Foto: Daniel Ramalho/Terra
A bandeira paralímpica chegou ao Rio de Janeiro nesta segunda-feira
Foto: Daniel Ramalho/Terra
 TERRA
 
André Naddeo
Direto do Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro é oficialmente a capital mundial dos próximos Jogos Paralímpicos, em 2016. Símbolo máximo da competição que envolverá 4.200 atletas de 150 países, a bandeira paralímpica desembarcou na noite desta segunda-feira, no aeroporto internacional do Galeão, junto com uma delegação autoridades e esportistas brasileiros, após a cerimônia de encerramento das competições, em Londres, no último final de semana.
O avião trazendo a bandeira tocou o solo da pista de aterrissagem por volta das 21h40 (de Brasília) e foi trazida pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral, o presidente do Comitê Organizados dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Carlos Arthur Nuzman, e pelo presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.
A bandeira é o símbolo máximo dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. O megaevento ocorrerá entre os dias 7 e 18 de setembro, logo após a Olimpíada, em 2016.
A exemplo do golfe e do rúgbi, novas modalidades inseridas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), a Paralímpiada em solo carioca contará também com outros dois novos esportes: o paratriatlo e a paracanoagem, num total de 22 modalidades.
Após o recorde de 43 medalhas em Londres (21 de ouro, 14 de prata e 8 de bronze) e o inédito sétimo lugar no ranking geral, o Brasil almeja agora subir mais dois postos para alcançar a quinta colocação entre os países participantes.
O primeiro compromisso oficial envolvendo a bandeira paraolímpica, no Rio de Janeiro, será já nesta terça-feira, quando o prefeito Eduardo Paes leva o símbolo dos Jogos para o Centro de Referência da Pessoa com Deficiência (CRPD), em Santa Cruz, no extremo oeste da capital fluminense

Eduardo Paes desembarca no Rio com a bandeira paralímpica

O prefeito chegou com mais de uma hora de atraso. Na comitiva estavam ainda o governador Sérgio Cabral e o vice, Luiz Fernando Pezão, além do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.
Publicada em 11 de setembro de 2012 - 09:00
Símbolo Jogos Paralímpicos 2016
O prefeito Eduardo Paes desembarcou no Rio de Janeiro (RJ) Site externo.na noite desta segunda-feira (10/09) com a bandeira paralímpica, no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Acompanhado da tenista paralímpica Natália Maiara, Paes propôs um compromisso como resultado das Paralimpíadas. "Vamos transformar de fato a cidade, tornando-a mais acessível às pessoas com deficiência. Temos um longo caminho a percorrer", disse ele.
O prefeito chegou com mais de uma hora de atraso. Na comitiva estavam ainda o governador Sérgio Cabral e o vice, Luiz Fernando Pezão, além do presidente do Comitê Olímpico BrasileiroSite externo., Carlos Arthur Nuzman. Antes de pegar na bandeira, conforme exige o protocolo, Paes colocou luvas especiais. Ele desenrolou o símbolo e o exibiu a fotógrafos e cinegrafistas. Mas na hora da foto outros membros da comitiva pegaram na bandeira sem as luvas. Meio sem graça, o próprio prefeito chamou a atenção para o fato.
Paes havia recebido a bandeira das mãos do presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Philip Craven. A entrega ocorreu domingo no encerramento dos Jogos Paralímpicos, no Estádio Olímpico de Stratford. Esta foi a segunda bandeira trazida por Eduardo Paes para a cidade. Dia 12 do mês passado, ele trouxe a olímpica, recebida na cerimônia de encerramento dos Jogos de Londres.
Os Jogos Paralímpicos Rio 2016, previstos para 7 a 18 de setembro, contará com aproximadamente 4,2 mil atletas, representantes de mais de 150 países. Haverá competições em 22 modalidades esportivas. São esperados perto de 5,5 mil jornalistas e dois milhões de espectadores no evento. A previsão é de que 30 mil voluntários participem da programação.
Fonte: O DiaSite externo.

Hotel não dá ouvidos ao surdo, mesmo em caso de emergência

Fábio que é portador de surdez foi a uma grande cidade participar de um evento. Ao chegar no hotel, como era previsto, teve dificuldade em informar à recepcionista que queria se hospedar. Gesticulou, desenhou, pulou, mostrou…
Nenhum funcionário do hotel, é claro, sabia Libras (linguagem de sinais) e também não sabia como explicá-lo como pagar, como usar a chave magnética, horário de café, etc. Enfim já estava acostumado, infelizmente, com essas dificuldades. Mas finalmente Fabio conseguiu entrou no quarto. Foi tomar um banho e … a porta emperrou.
Fabio que não podia gritar começou a bater e chutar a porta do banheiro. Mas ninguém o escutava. Passou horas tentando ser ouvido até que exausto usou os fracos de amenities e a lixeira do banheiro para quebrar a janela. Fábio jogou sabonete, xampu, rolo de papel higiênico pela janela. Um transeunte atacado na cabeça foi até a recepção do hotel para reclamar:
- Tem um hóspede louco jogando coisas pela janela! Vou processar o hotel!
A recepcionista acionou imediatamente a governanta, que por sua vez acionou a segurança e foram até o quarto. Chegando lá era possível ouvir murros dentro do apto. Abriram a porta e perceberam que o hóspede estava trancado no banheiro. Perguntavam a ele, insistentemente se estava bem, mas acharam estranho por que ele não respondia nada.
Ficaram até com medo dele, pois, poderia ser realmente louco ou estar drogado. Por fim quando abriram a porta, Fábio, ensanguentado de tanto esmurrar a porta e a janela, pegou suas coisas e saiu correndo do hotel. Quando a recepcionista finalmente percebera o que havia ocorrido era tarde demais:
- Ah ! Era esse?!!! Ele é surdo, coitado…
Fonte: Hotel em curso

Menino com paralisia cerebral dá primeiros passos

Menino com paralisia cerebral dá primeiros passos
© BBC News
Joel Rogers, de 8 anos, é a prova viva que nunca se deve desistir. Este menino britânico, que sofre de paralisia cerebral, deu os seus primeiros passos após um ano de fisioterapia intensiva.

Joel nasceu prematuro, dez semanas antes de completar nove meses, e sofreu uma hemorragia na cabeça que provocou lesões no cérebro originando uma paralisia cerebral.

Porém, há cerca de um ano, tudo mudou: Joel foi submetido a uma operação inovadora, no hospital de Chesterfield, em Inglaterra, que ao cortar as ligações nervosas que provocavam convulsões nas pernas, permitiu que o menino desse os seus primeiros passos.

Em declarações à BBC News, o pequeno Joel conta que a ajuda da fisioterapeuta tem sido essencial para o progresso registado em um ano. “Ela ajudou-me muito, em coisas como dar-me mais força para conseguir fazer aquilo que faço agora”, explica.

Para que a evolução continue a ser possível, o menino realiza sessões de fisioterapia no hospital onde foi operado todas as semanas e quando, chega a casa, tem outros tantos exercícios para fazer.

A mãe do menino, Jodie Rogers, afirma que apesar do “processo ter sido mais intenso do que esperava para toda a família, agora que Joel deu os primeiros passos tudo valeu a pena”, diz à BBC News.

Apesar dos bons indicadores, esta jornada ainda não chegou ao fim: os profissionais de saúde do hospital calculam que sejam precisos mais dois anos de fisioterapia para se puder alcançar melhores resultados.

Porém, Joel mostra-se feliz. Afinal de contas, agora pode já brincar mais com o irmão sem o andarilho, que usou durante oito anos, os atrapalhar.

http://www.boasnoticias.pt/noticias_Menino-com-paralisia-cerebral-d%C3%A1-primeiros-passos_12476.html

Biamputado após acidente na Indy, Zanardi é ouro em Londres

Zanardi no ciclismo da Paraolimpíada
PARAOLIMPÍADA
Italiano que perdeu pernas em 2001 é campeão no ciclismo que usa mãos
Leon Neal/France Presse

FOLHA DE SÃO PAULO

Ex-piloto de F-1 e bicampeão da Indy, o italiano Alessandro Zanardi, 45, voltou a triunfar em uma pista.
Ontem, no circuito de Brands Hatch, Zanardi conquistou o ouro na prova de ciclismo contrarrelógio da Paraolimpíada de Londres.
"É uma grande conquista", afirmou o italiano, que teve as duas pernas amputadas em 2001, após um acidente na Indy. "Uma das maiores da minha vida", completou.
Zanardi, que utiliza as mãos para impulsionar a bicicleta, completou o percurso de 16 km da prova em 24min50s22, mais de 27 segundos de vantagem para o segundo colocado, o alemão Norbert Mosandl.
"Quando um motor me empurrava, eu não percebia que [o circuito] era tão montanhoso", afirmou Zanardi, que foi o detentor do recorde de Brands Hatch na Fórmula 3.000 -na sua época, a pista não foi usada na F-1.
Sua jornada até o ouro na Paraolimpíada teve início no dia 15 de setembro de 2001, em Lausitz, na Alemanha.
Zanardi enfrentava uma temporada difícil e largou na 22ª posição entre 27 carros.
Numa corrida de recuperação, a 13 voltas para o final, estava na liderança.
Após seu último pit stop, seu carro foi atingido por Alex Tagliani. O impacto ocorreu a mais de 300 km/h.
No socorro ao piloto, o médico Terry Trammel lembra ter entrado na pista e escorregado no que ele achava ser óleo, mas era sangue.
Zanardi ficou em coma por três dias e sofreu ao menos uma parada cardíaca. Dois anos após o acidente, ele voltou a Lausitz para completar as 13 voltas que faltaram.
Após o acidente, Zanardi praticava o paraciclismo, mas só para manter a forma.
Em 2007, foi convidado por um de seus patrocinadores para participar de um evento na Maratona de Nova York.
Ele decidiu que, se fosse, teria de participar da maratona. Terminou em quarto lugar com a bicicleta adaptada. Em 2011, foi o campeão.
Quando competiu na maratona pela primeira vez, ainda era piloto -disputou o Mundial de Turismo, com carros adaptados, até 2009.
"Três anos atrás, eu me aposentei do automobilismo aos 42", disse Zanardi, que passou a se dedicar ao ciclismo. "Não foi a primeira coisa maluca que fiz na vida. No fim, eu estava certo", completou ele, que no ano passado ganhou a medalha de prata na prova contrarrelógio no Mundial de Roskilde (DIN).
"Trabalhei duro para chegar aqui. E fantástico viver esta experiência aos 45."
Ele disputa amanhã a prova de estrada -64 km.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Desempenho histórico, pedido de casamento e tricampeonato do Brasil marcam Paraolimpíada

 
UOL
 
Gareth Copley/Getty Images
A delegação brasileira superou Pequim e teve desempenho histórico nos Jogos Paraolímpicos de Londres
A delegação brasileira superou Pequim e teve desempenho histórico nos Jogos Paraolímpicos de Londres
Os Jogos Paraolímpicos de Londres chegaram ao fim no último domingo como um grande sucesso de público nas arquibancadas das arenas, estádios e piscinas. Como em toda grande competição, histórias boas é que não faltam e a Paraolímpiada realizada na capital inglesa viu a consagração do nadador Daniel Dias, o "Michael Phelps" brasileiro, o ressurgimento de um ídolo do automobilismo agora campeão paraolímpico e um jovem talento brasileiro desafiando e tirando do sério um dos grandes nomes do esporte.
O UOL Esporte reuniu as dez principais história dos Jogos. Confira:

DANIEL DIAS, A ESTRELA DO BRASIL NOS JOGOS DE LONDRES

  • REUTERS/Suzanne Plunkett Daniel Dias fez históira nos Jogos Paraolímpicos de Londres. Em sua segunda participação em Paraolimpíadas, o brasileiro ficou com o ouro em todas as seis provas individuais que disputou e se tornou o maior atleta paraolímpico brasileiro. Ele soma, ao todo, 14 medalhas em Jogos, superando Clodoaldo Silva e Ádria Santos.

O DUELO ENTRE ALAN FONTELES E OSCAR PISTORIUS

  • AP Photo/Matt Dunham O brasileiro Alan Fontele surpreendeu em sua primeira prova nos Jogos de Londres. Medalha de ouro nos 200m T44, ele superou o favorito Oscar Pistorius, que liderava a prova até os últimos metros, quando o brasileiro o ultrapassou. O sul-africano, porém, não deixou barato e foi mais rápido que o brasileiro no revezamento 4x100, em que ambos foram os últimos atletas a correr de suas equipes, e nos 400m T44, em que Pistorius conquistou o ouro enquanto Fonteles ficou apenas em quarto lugar.

EX-PILOTO DE F-1 ZANARDI SUPERA ACIDENTE E LEVA TRÊS MEDALHAS

  • REUTERS/Andrew Winning O ex-piloto Alessandro Zanardi deu uma lição de superação na Paraolimpíada de Londres. 11 anos após sofrer um grave acidente na Indy e perder as duas pernas, o italiano chegou em Londres para vencer. No ciclismo, ele conquistou dois ouros, na prova contrarrelógio H4 e na prova de estrada H4, e uma prata na prova de estrada por equipes. Sobre a troca do automobilismo pelo ciclismo, Zanardi afirma ter feito a coisa certa. “Você não deve perseguir coisas utópicas, mas se tiver um olhar no horizonte, a felicidade estará ao virar a esquina”

BRASIL CONQUISTA MELHOR DESEMPENHO DA HISTÓRIA

  • Bruno de Lima/CPB Tito Sena conquistou a medalha de ouro na maratona no último dia de Paraolimpíadas em Londres e garantiu ao Brasil o 21º ouro, o 7º lugar no quadro de medalhas e o melhor desempenho da história do país. O Brasil encerrou os Jogos com 21 medalhas de ouro, 14 de prata e oito de bronze, um total de 43. Para o Rio-2016, a expectativa e melhorar ainda mais este desempenho, já que os atletas competirão em casa.

VITÓRIA NAS PISTAS E PEDIDO DE CASAMENTO PARA O MUNDO INTEIRO

  • O corredor brasileiro Yohansson Nascimento foi um dos destaques do atletismo do país nas pistas do estádio Olímpico com uma medalha de ouro, outra de prata e recordes mundiais nos 100 m T46 e 200 m na mesma categoria. Mas foi um pedido especial feito logo após cruzar a linha de chegada que chamou a atenção. "Thalita, quer casar comigo?", era o que dizia em um pedaço de papel que Yohansson mostrou para as câmeras. Do Brasil, Thalita aceitou o pedido e casará com o agora medalhista paraolímpico.

BICAMPEÃ PARAOLÍMPICA, TEREZINHA É “BRECADA” POR QUEDA DE GUIA

  • Terezinha Guilhermina tinha três provas para disputar nos Jogos Paraolímpicos e volta para casa com duas medalhas de ouro, nos 100 m T11, quando também fez o recorde mundial, e nos 200 m T11. Mas o desempenho da brasileira poderia ser ainda melhor se seu guia, Guilherme Soares não tivesse sentido uma lesão na reta final dos 400 m T12 e caído na pista do estádio Olímpico. Terezinha preferiu não seguir sozinha até o fim, esperou o companheiro se levantar e cruzou a linha de chegada quase um minuto depois das concorrentes.

BRASIL, O PAÍS DA BOCHA?

  • A bocha é um esporte sem grande visibilidade no Brasil, fato que se agrava ainda mais quando é disputado por atletas paraolímpicos. Mas basta ver o quadro de medalhas da Paraolimpíada de Londres para descobrir que o país teve o melhor desempenho entre todos os participantes. Foram três medalhas de ouro e uma de bronze. Maciel Santos e Dirceu Pinto subiram no lugar mais alto do pódio nas classes BC2 e BC4, que também teve Eliseu dos Santos, respetivamente. E o terceiro ouro veio nas duplas da classe BC4, com Dirceu e Eliseu, que já haviam realizado o feito em Pequim, em 2008.

FUTEBOL DE CINCO CONFIRMA HEGEMONIA E LEVA O TRI PARAOLÍMPICO

  • Se a seleção brasileira de futebol comandada por Mano Menezes não empolga, o selecionado verde e amarelo do futebol de cinco não decepcionou na Paraolimpíada. Grande favorito ao lugar mais alto do pódio, o time venceu a França por 2 a 0 na final e conquistou a terceira medalha dourada consecutiva do esporte. Os grandes destaques da campanha brasileira foram Bill, Jefinho e o goleiro Fabio, que brilhou na disputa por pênaltis na semifinal contra a Argentina.

PIONEIRO NORTE-COREANO FICA EM ÚLTIMO, MAS MIRA RIO-2016

  • Ju Song Rim foi o último nadador na sua bateria a bater na borda da piscina após nadar os 50 m da categoria S6 dos Jogos Paraolímpicos de Londres, mas sua participação na competição está longe de ser um fracasso. Tudo porquê ele é o primeiro atleta da Coreia do Norte a disputar uma Paraolimpíada e fez história mesmo tendo ficado 17 segundos atrás do melhor nadador da prova. O resultado ruim não desanima o nadador, que planeja competir na Paraolimpíada do Rio.

MÚSICA BRASILEIRA TRAZ ALEGRIA PARA O ENCERRAMENTO EM LONDRES

  • Getty Images A participação do Brasil, país-sede dos próximos Jogos Paraolímpicos, na cerimônia de encerramento em Londres foi marcada por muita música e pelo tema dos Jogos no Rio de Janeiro em 2016: a alegria. Participaram da apresentação o vocalista da banda Paralamas do Sucesso e cadeirante Hebert Viana, Carlinhos Brown e os atletas paraolímpicos Daniel Dias e Ádria Santos.

PARABÉNS É POUCO!!

Jovem que ficou 9 anos sem audição se emociona ao ouvir novamente

Curitibana perdeu a audição aos 16 anos e há 5 meses redescobre os sons.
Com implante coclear, Priscila escolheu ouvir uma música de adolescência


Depois de nove anos em um silêncio absoluto, há cinco meses a estudante curitibana Priscila Soares se surpreende ao redescobrir os sons. Aos 16 anos, ela começou a perder a audição. Foi rápido, em poucos dias e nem os médicos souberam explicar.
Na época a adolescente adorava escutar música e cantar. Com as amigas, ela inclusive participava de um coral. “Em um mês abaixou um pouquinho, mas do nada, da noite para o dia, daí eu acordei sem ouvir nada”, contou Priscila.
Durante os anos estes anos, a jovem guardou na memória os sons que mais gostava, as vozes das pessoas. “Cada pessoa, a minha cabeça projetava uma voz. Todas as vozes eram diferentes. Meu objetivo era esse: treinar o meu cérebro para não esquecer os sons”, relatou.

Mas há cinco meses com um implante coclear, Priscila redescobre os sons que a rodeia. Através de uma cirurgia, o aparelho eletrônico que foi instalado dentro do ouvido transforma os sons em um impulso elétrico que vai para o cérebro. O impulso é interpretado como som e possibilita a audição. Uma parte do aparelho fica fora do ouvido que é preso com um ímã.
Quem ajudou a jovem a descobrir o aparelho, foi o namorado Henrique Luiz Ribeiro. Eles se conheceram quando Priscila ainda se comunicava apenas pela leitura labial e ele passou a pesquisar técnicas para fazer a namorada ouvir de novo. “Eu pensei nela como um ser humano, que merece isso. Eu acho que todas as pessoas merecem isso. As pessoas que têm essa deficiência auditiva deveriam ter uma forma muito mais fácil de chegar, de ter acesso a essa tecnologia, que ela está tendo agora”, disse o namorado que é engenheiro de computação.

O primeiro som que Priscila ouviu com a ajuda do aparelho foi uma música que ela escutava muito durante a adolescência. “Foi incrível! Porque eu pensei: poxa vida, tantos anos sem ouvir... Foi uma emoção muito grande”, descreveu a jovem.

Sobre o momento de reencontrar e descobrir sons, ela brinca que se assustou quando ouviu pela primeira vez a voz do namorado. “Era uma voz mecanizada. Tipo um robozinho”, lembrou e riu.
O mesmo aconteceu quando ouviu a voz do irmão, nove anos mais velho. “Ele era pequenininho, eu cheguei a ouvir a voz dele, então era aquela voz de pequenininho sempre. Primeira vez quando ouvi a voz do meu irmão, com 19 anos, grossa. Daí pensei: Meu Deus, o que que é isso, não é a voz que eu lembrava!”, contou sobre a surpresa.

Com força de vontade, mesmo sem ouvir por tanto tempo, Priscila entrou na faculdade e cursa Psicologia. Daqui a dois anos, quando estiver formada, ela pretende ajudar outras pessoas que têm a mesma deficiência dela através da experiência que teve. “Voltar a ouvir a voz da minha mãe, do meu pai, ouvir a nova voz do meu irmão, conhecer a voz do meu namorado, então fora as vozes... Voltar a ouvir som de pássaros, uma coisa que eu tinha me esquecido totalmente. Lembrava algumas, mas... esses sons são lindos. Todo o tipo de som, independente dele ser ruim, é ótimo”, disse com prioridade.


G1

Remédios para combater Alzheimer são eficazes em pacientes com Down

G1
Foto: http://blogs.estadao.com.br/fernando-gabeira/2011/07/29/por-amor-cientista-brasileiro-desvenda-sindrome-de-down/



 


“Eu durmo Síndrome de Down, eu como Síndrome de Down, eu dirijo Síndrome de Down, eu sonho Síndrome de Down”. Esta é a vida de Alberto desde que a filha nasceu, há 17 anos.

No começo, ser pai de uma menina com síndrome de down foi um choque. Ele tinha sonhado que Tyche seria, um dia, uma grande matemática. E, como neurocirurgião, já sabia que a síndrome provoca retardo mental, enfraquece o sistema imunológico e pode causar problemas cardíacos.

Fazia muitos anos que Alberto e a mulher, Dayse, tentavam ter um filho. Na gravidez anterior, Dayse chegou a fazer um exame pré-natal que detecta alterações genéticas no bebê, como a Síndrome de Down. Mas o teste provocou um aborto.

O casal então decidiu que nunca mais faria um exame parecido. Foi quando Dayse ficou grávida de Tyche.

“O nascimento dela também foi marcado por uma cesárea de emergência que teve que ser feita porque teve um acidente com anestesia. Existiram muitas coisas que aconteceram durante o nascimento da minha filha que foram traumáticas e que foram muito marcantes”, conta Alberto.

Alberto resolveu agir e mudou o rumo da própria carreira. Hoje, ele dedica sua vida para descobrir formas de ajudar pessoas com a mesma condição da filha.

Agora, as pesquisas coordenadas por ele em uma universidade dos Estados Unidos começam a apresentar conclusões empolgantes. Remédios usados para combater o Mal de Alzheimer também podem melhorar a vida de pessoas com a Síndrome de Down.

“A síndrome de down, felizmente, estamos começando a mostrar que as coisas podem mudar para melhor”, ele diz.

Os primeiros testes foram feitos em ratos, depois com voluntários americanos. Ao todo, 40 adultos durante quatro meses tomaram um medicamento. Depois eles passaram por uma bateria de exames. Foram submetidos a jogos de memória, por exemplo.

E o resultado foi um sucesso. “Na história da Síndrome de Down, esse foi o primeiro estudo clínico no qual foi mostrado que uma medicação dada para um indivíduo com Síndrome de Down produziu efeitos positivos de memória que puderam ser medidos em um laboratório como esse que estamos”, explica.

Mas para Alberto isso é pouco. Ele foi ao Brasil para tentar buscar 200 portadores da Síndrome que topassem encarar um teste mais amplo. “Na maior parte dos países desenvolvidos pessoas com síndrome de down vivem aproximadamente 60 anos de idade. Eles estão tendo cada vez mais uma presença grande no ambiente de trabalho, na escola, na comunidade e ao mesmo tempo nós estamos dizendo para essas pessoas que elas são importantes. Que elas não são pessoas descartáveis”, diz.

Como os três amigos que viajam juntos no filme brasileiro ‘Colegas’, que arrebatou a platéia e ganhou o Kikito, o prêmio máximo do Festival de Gramado deste ano. Nas telas, os personagens vivem momentos de diversão, autoconhecimento e liberdade.

Tyche ainda não conseguiu se beneficiar das pesquisas. Ela é menor de idade e, por lei, não pode ser voluntária em nenhum teste de laboratório. Continua a espera. Apenas observando os esforços do pai desde que ela nasceu.

“Ele é maravilhoso”, diz.