sábado, 8 de dezembro de 2012

Aprovado projeto que garante a autistas os mesmos direitos de pessoas com deficiência

PROPOSTA SURGIU APÓS PRESSÃO POPULAR
Por:http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/59261/aprovado+projeto+que+garante+a+autistas+os+mesmos+direitos+de+pessoas+com+deficiencia.shtml

Agência Brasil - 08/12/2012 - 16h32

Graças a um projeto que surgiu da pressão popular, brasileiros com autismo vão ter os mesmos direitos de pessoas com deficiência, para todos os efeitos legais. A garantia foi conquistada na última quinta-feira (6/12) com a aprovação no plenário do Senado do Projeto de Lei do Senado 168/11, que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

A lei está sendo vista por pais e especialistas como uma Carta Magna dos autistas no Brasil. A partir dela, essas pessoas vão, por exemplo, ter direito a tratamento multidisciplinar e diagnóstico precoce. As famílias também foram contempladas: além de acompanhamento psicológico, os pais ou responsáveis por pessoas com autismo terão horário especial no trabalho.
“O tratamento dessas pessoas requer tempo e muitos profissionais, por isso, esse horário especial é necessário para adequar a rotina da família”, explica a microempresária, Berenice de Piana, mãe de Dayan de Piana, de 18 anos. Ainda segundo Berenice, que também é integrante do Mundo Azul — grupo de pais de Itaboraí, no Rio de Janeiro, em defesa do autista — essa lei é muito importante “porque tira essas pessoas do limbo”.  Ela ressalta que antes da aprovação do projeto - que agora só depende da sanção da presidenta, Dilma Rousseff, para virar lei - os autistas não eram considerados nem pessoas normais, nem com deficiência.
No Brasil, não há estatísticas oficiais sobre o transtorno funcional, mas segundo a Adefa (Associação em Defesa do Autista), uma das que ajudou na construção da proposta, cerca de 2 milhões de brasileiros serão afetados pela nova lei. Segundo a entidade, o autismo chega a ser mais comum entre crianças, que doenças como Aids e diabetes. Para resolver o problema da falta de estatísticas oficiais, o projeto cria um cadastro único dos autistas.
Além de articular as ações de órgãos e serviços em todos os níveis de governo nas áreas de saúde, educação, assistência social, trabalho, transporte e habitação, o texto aprovado prevê punições para atitudes discriminatórias, como multa de três a 20 salários mínimos e sanções administrativas para o gestor escolar que recusar a matrícula de aluno com autismo. A regra vale até mesmo quando não houver mais vagas nas instituições de ensino. Em casos de "comprovada necessidade", o estudante com o transtorno deve ser incluído nas classes comuns de ensino regular. Se houver reincidência pelos professores ou outros integrantes da escola, preservado o direito ao contraditório e a ampla defesa, está prevista a perda de cargo por meio de processo administrativo.
Um dos grandes desafios do Brasil em relação a pessoas com autismo é a falta de profissionais capacitados para atuar na área, inclusive médicos. A esperança dos pais é que como o projeto estabelece a criação de centros de tratamento multidisciplinar em todo o país, force essa capacitação. “O período mais importante para tratamento é 0 até os 5 anos, mas a gente fica perambulando pelos consultórios. Quando a gente consegue o diagnóstico, já se perdeu um tempo precioso. Como o problema não tem cura, quanto mais cedo a estimulação, mais chance essas pessoas têm de desenvolvimento”, alerta Berenice.
Durante a discussão da proposta chegou a ser apresentada uma emenda que previa penas para as práticas de castigo corporal, ofensa psicológica, tratamento cruel ou degradante à criança ou adolescente com deficiência ou com autismo como forma de correção, disciplina ou outro pretexto. Mas o trecho foi retirado do texto porque o relator da proposta, senador Wellington Dias (PT-PI), argumentou que as penas previstas no Código Penal são mais rígidas que as propostas no projeto.
“Para nós, pais que temos filhos com autismo, é um marco que encerra um período de pessoas abandonadas, que viviam enclausuradas em suas casas. A partir da aprovação [do projeto], a história de sofrimento e dor acabou.” comemorou o militar Ulisses da Costa Baptista, um dos fundadores da organização não governamental Mão Amiga, do Rio de Janeiro, e pai de Rafael, de 16 anos. Ele ressaltou que a mobilização dos pais foi fundamental para que a lei fosse aprovada em dois anos, tempo considerado rápido para a tramitação de projetos no Congresso. “ Os pais agora tem um instrumento legal e fazer esses direitos saírem do papel só depende agora que eles continuem engajados”, disse.
A pedido Ulisses, em agosto de 2007, a Defensoria Pública Geral do Estado do Rio entrou com uma representação na OEA (Organização dos Estados Americanos) contra o Brasil. O documento, que até hoje está em tramitação, pede a condenação do país por não oferecer condições adequadas de atendimento aos autistas, como tratamentos avançados, existentes, por exemplo, nos Estados Unidos.
O autismo, definido em 1943 pelo psiquiatra austríaco, Leo Kanner, é um transtorno que compromete a capacidade de comunicação e desenvolvimento de relações sociais do indivíduo, que passa a se comportar de modo compulsivo e ritualista. É diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas patologias. Os especialistas ainda não sabem explicar a grave dificuldade de relacionamento dessas pessoas.

Educação em Debate | Valorização dos professores veteranos e mais | 7 de


Educação em Debate | Valorização dos professores veteranos e mais | 7 de 

HOJE CONHECI UM ALUNO BRILHANTE


por:https://www.facebook.com/nelson.s.lima

European Intelligence Institute e Universidade do Futuro

HOJE CONHECI UM ALUNO BRILHANTE
E lamentei o ensino que temos.....

Excepcionalmente hoje fiz a avaliação de uma criança a pedido dos pais. Na verdade, tratou-se mais de uma orientação para a escola, na medida em que sendo um rapazinho excepcional (com 9 anos de idade) é muito irrequieto na sala de aula, apesar de saber ser bem comportado e apresentar um extraordinário sentido de auto-crítica.

Mal começou a falar comigo fiquei absolutamente surpreendido com o seu discurso fluente, rico em detalhes e elegante na sua construção. Tomara muitos adultos apresentarem aquela destreza, diria mesmo talento para compor e expor as suas ideias.

Mais surpreendido fiquei quando começou a falar dos seus imensos conhecimentos entrando em detalhes de excepcional envergadura. Sinceramente, em poucos minutos fiquei com aquela deliciosa sensação de estar a falar com um adulto magnífico na verbalização da sua sabedoria e nos seus múltiplos interesses.

E o problema dele reside aí mesmo. É que estando no seu 5º ano de escolaridade está muito acima do que é esperado nesse nível, dificultando a sua integração e ocasionando conflitos de relacionamento com os colegas que não o conseguem acompanhar.

Frequentemente, pedem-lhe para ser "normal"! O que não deve ser nada fácil já que ele é perfeitamente normal, só que mais curioso, mais estudioso, mais interessado, mais hábil a aprender e mais envolvido no seu auto-desenvolvimento - aptidões que os outros não conseguem evidenciar.

Grande parte das suas competências são sem dúvida fruto de um ambiente estimulante em casa e onde há um esforço em valorizar o que é importante para o seu crescimento.

Quase todas as crianças podem chegar ao nível daquele menino, ainda que com naturais diferenças nas suas habilidades, talentos e interesses.

Infelizmente também o ensino não acarinha este tipo de inteligência da mesma maneira que não estimula a capacidade de pensar. A massificação do ensino, com salas repletas e programas pouco flexíveis que não permitem o debate, são alguns dos fatores que impedem mais pequenos "génios".

Por isso, eu defendo um ensino aberto, orientado para o desenvolvimento da inteligência e da elaboração mental, em que o conhecimento académico se vai construindo sem esforço no intelecto dos alunos.

Este menino que tive o prazer de conhecer (e cujo Q.I. nem me interessou medir; medir o quê e para quê?) é o exemplo das potencialidades que muitas outras crianças exibem mas que ficam perdidas no meio da confusão em que o ensino se tem vindo a transformar.

Haja coragem política para pensarmos num ensino mais ousado e criativo, libertador dos talentos privados de cada aluno.

Nelson S Lima
HOJE CONHECI UM ALUNO BRILHANTE
E lamentei o ensino que temos.....

Excepcionalmente hoje fiz a avaliação de uma criança a pedido dos pais. Na verdade, tratou-se mais de uma orientação para a escola, na medida em que sendo um rapazinho excepcional (com 9 anos de idade) é muito irrequieto na sala de aula, apesar de saber ser bem comportado e apresentar um extraordinário sentido de auto-crítica.

Mal começou a falar comigo fiquei absolutamente surpreendido com o seu discurso fluente, rico em detalhes e elegante na sua construção. Tomara muitos adultos apresentarem aquela destreza, diria mesmo talento para compor e expor as suas ideias.

Mais surpreendido fiquei quando começou a falar dos seus imensos conhecimentos entrando em detalhes de excepcional envergadura. Sinceramente, em poucos minutos fiquei com aquela deliciosa sensação de estar a falar com um adulto magnífico na verbalização da sua sabedoria e nos seus múltiplos interesses.

E o problema dele reside aí mesmo. É que estando no seu 5º ano de escolaridade está muito acima do que é esperado nesse nível, dificultando a sua integração e ocasionando conflitos de relacionamento com os colegas que não o conseguem acompanhar. 

Frequentemente, pedem-lhe para ser "normal"! O que não deve ser nada fácil já que ele é perfeitamente normal, só que mais curioso, mais estudioso, mais interessado, mais hábil a aprender e mais envolvido no seu auto-desenvolvimento - aptidões que os outros não conseguem evidenciar.

Grande parte das suas competências são sem dúvida fruto de um ambiente estimulante em casa e onde há um esforço em valorizar o que é importante para o seu crescimento. 

Quase todas as crianças podem chegar ao nível daquele menino, ainda que com naturais diferenças nas suas habilidades, talentos e interesses. 

Infelizmente também o ensino não acarinha este tipo de inteligência da mesma maneira que não estimula a capacidade de pensar. A massificação do ensino, com salas repletas e programas pouco flexíveis que não permitem o debate, são alguns dos fatores que impedem mais pequenos "génios".

Por isso, eu defendo um ensino aberto, orientado para o desenvolvimento da inteligência e da elaboração mental, em que o conhecimento académico se vai construindo sem esforço no intelecto dos alunos.

Este menino que tive o prazer de conhecer (e cujo Q.I. nem me interessou medir; medir o quê e para quê?) é o exemplo das potencialidades que muitas outras crianças exibem mas que ficam perdidas no meio da confusão em que o ensino se tem vindo a transformar.

Haja coragem política para pensarmos num ensino mais ousado e criativo, libertador dos talentos privados de cada aluno.

Nelson S Lima

Katy Perry, Jodi DiPiazza Sing at Night of Too Many Stars



        Katy Perry faz dueto com menina autista.

A síndrome da simpatia


Cientistas estudam como a ausência de alguns genes causa as manifestações físicas e comportamentais da síndrome de Williams, doença rara marcada pelo excesso de sociabilidade

Mônica Tarantinoporhttp://www.istoe.com.br/reportagens/156858_A+SINDROME+DA+SIMPATIA:
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ATENÇÃO
Maira ajuda o filho, Felipe, a se concentrar nos estudos
Eles são falantes, sorridentes e demonstram uma sociabilidade excessiva. São os portadores de uma desordem genética rara, a síndrome de Williams. Ela atinge uma entre 15 mil pessoas e é caracterizada por uma combinação peculiar de sintomas. Além de muito amigáveis, os indivíduos podem ter alterações renais e cardiovasculares importantes, como estenose da válvula aórtica (defeito no funcionamento dessa estrutura cardíaca). Simultaneamente às dificuldades de aprendizagem na escola e hiperatividade, podem também revelar um talento musical impressionante, habilidade para idiomas e sensibilidade auditiva. 

Descrita em 1961, a síndrome é causada pela falta de 22 a 28 genes em um dos pares do cromossomo 7 (ao todo, são 23 pares de cromossomos, estruturas do DNA pelas quais se distribuem os genes). Até agora foram identificados os sintomas ligados a 20 desses genes ausentes. Para avançar no conhecimento da doença, o governo americano liberou, há três meses, US$ 5,5 milhões para custear as pesquisas de um grupo multi-institucional de cientistas reunidos no Instituto Salk de Estudos Biológicos. “Nosso foco é entender as ligações entre os comportamentos e as bases genéticas e neurobiológicas da doença”, disse Ursula Bellugi, pesquisadora que lidera o grupo.

No Brasil, a Universidade de São Paulo e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) conduzem pesquisas. “Estudamos quais genes faltam em cada paciente e comparamos com as manifestações da síndrome em cada um”, explicou o geneticista Danilo Moretti-Ferreira, da Unesp. O objetivo é identificar as funções de genes cujo impacto ainda não foi descrito na doença. 

Pouco conhecida, a doença é subdiagnosticada, o que pode gerar problemas sérios. “Cerca de 60% dos bebês com a síndrome nascem com problemas no coração, como a estenose da válvula aórtica. Precisam ser diagnosticados para ter acompanhamento”, afirma Jô Nunes, fundadora e presidente da Associação Brasileira da Síndrome de Williams (ABSW). Mãe de Jéssica, portadora da doença, Jô foi a mais de uma centena de médicos até obter o diagnóstico, feito quando a menina completou 7 anos. Jéssica submeteu-se a três cirurgias cardíacas, entre elas um transplante. “Seu caso foi pioneiro e abriu as portas para outras crianças receberem o transplante. Mostrou também que, se tiverem o suporte adequado, as crianças com Williams terão boa qualidade de vida”, diz Jô. A garota, que estagiava em um hotel, morreu em 2010, aos 19 anos, em consequência de uma infecção. Mas há pacientes com idade avançada.
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SOM
Como outros portadores, Juliana tem muito talento musical
Muitos pais repetem a perambulação por consultórios. “Meu filho só foi diagnosticado aos 5 anos”, diz Maira Zamorano, mãe de Felipe, 10 anos. “Ainda bem que ele já fazia sessões de fonoaudiologia e fisioterapia para auxiliar seu desenvolvimento”, diz. Após o diagnóstico, Maira foi à escola para propor adaptações na rotina do filho. Por exemplo, deixá-lo sair da aula quantas vezes quisesse para ir ao banheiro. “Crianças com Williams pedem para fazer xixi várias vezes num curto espaço de tempo. Em geral, as professoras não entendem essa necessidade”, esclarece a geneticista Adriana Bührer Nascimento, diretora-científica da ABSW. 

A ex-dona de escola Belinha Lacerda deixou o trabalho para cuidar da filha Juliana, 30 anos. “Ela se desenvolveu muito e mostrou uma musicalidade impressionante”, diz. Belinha procura incutir na filha o cuidado com estranhos. “Ela fala com todos e fica exposta a riscos.”
A ABSW está numa cruzada para tornar os sintomas da doença mais conhecidos. Uma das metas é conscientizar os pediatras para a necessidade de medir a pressão arterial dos bebês. “É um meio de identificar a síndrome e vários outros problemas”, diz a geneticista Adriana. Outra reivindicação é tornar realidade as consultas com geneticistas na rede pública. Hoje, o SUS não as oferece, apesar de a contratação desses especialistas ter sido aprovada há cinco anos. Em setembro, a entidade fará um almoço para arrecadar fundos. Quem quiser fazer doações deve entrar em contato pelo e-mail swbrasil@swbrasil.org.br 
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TODOS JUNTOS APRENDENDO COM AS DIFERENÇAS

Dia Internacional da PcD em Curitiba por BLOG:Bronca


Dia Internacional da PcD em Curitiba






Apresentação musical e dança das crianças da Escola Epheta


Transcorreu no ultimo dia 3 em dois espaços, em Curitiba, as comemorações do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.


O evento foi concebido pelo CVIRM-CTBA - Centro de Vida Independente da Região Metropolitana de Curitiba e pelo Fórum Paranaense de Direitos da PcD, com a finalidade de analisar o estagio da inclusão social na capital paranaense, exposição de talentos com deficiência e para apreciar a extraordinária criação das instituições, no campo das artes e da musica. Realizou-se durante a manhã no Memorial de Curitiba e a tarde no Centro Universitário Uninter (Edifico Garcez)




Apresentações





Alunos com deficiência auditiva da Escola Epheta se apresentaram através de um coral. Alguém imagina crianças surdas cantando uma musica pop brasileira?
Já a Professora Deise Pedroso, do Instituto Paranaense de Cegos criou o projeto "Ver com as Mãos", em que demonstra a independência e a "visão" das pessoas com deficiência visual, frente aos seus problemas. O projeto tem apoio do "Criança Esperança".
E a Associação Franciscana de Educação ao Cidadão Especial - Afece, ministrou palestra sobre "prevenção de deficiências".


Por outro lado, um grupo estigmatizado e que luta por um espaço na sociedade são os Ostomizados (pessoas que tem ostoma - é uma intervenção cirúrgica que permite criar uma comunicação entre o orgão interno e o exterior, com a finalidade de eliminar os dejetos do organismo), os quais estão organizados na APO - Associação Paranaense dos Ostomizados.
Segundo a direção da entidade, que é presidida pela Sra. Luiza Helena F. Silveira, cerca de 150 pessoas falecem por mês em Curitiba, devido à suas enfermidades. E são feitas mais de 200 cirurgias dessas ao mes (a maioria por câncer no intestino), portanto, umas 50 pessoas conseguem conviver com as alterações no seu modo de vida.




Deficiencia visual





Daniel Massaneiro, com deficiência visual, promoveu uma dinâmica em que as pessoas presentes foram convidadas a colocar uma venda e se locomover para algum espaço no saguão. A dificuldade para percorrer uns trinta metros foi tanta que as pessoas não conseguem se imaginar sem este sentido, um dos principais ao corpo humano.
"Não é para as pessoas se tornarem cegas que fazemos isso, nem para que elas pensem como nós somos, mas sim para mostrarmos as dificuldades que todos temos na questão da acessibilidade por exemplo", disse Daniel.
Aliás, os grupos de cegos pontificaram com várias atrações. Alem de Daniel Massaneiro, os "Meninos de Angola" fizeram a abertura cantando o Hino Nacional e apresentaram um show de musica reggae. O Grupo de Teatro "Luz", da cidade de Guarapuava apresentou uma peça interessante, interagindo com todos os presentes, de olhos vendados. E o grupo "Além da Visão" foi o mais aplaudido da tarde, com apresentação de pagode que contagiou o ambiente.


Também se apresentaram crianças surdas da Escola Alcindo Fanaya, os "Super Normais", que são tiras produzidas por um trio de pessoas com deficiência de Curitiba, que vem encantando as pessoas pela irreverencia, conteúdo e a forma irônica em que é apresentada. Os "Super Normais" é um grupo integrado por Rafael Bonfim, Manoel Negraes e Mirela Prosdocimo.




Grupo Uninter




A professora Leomar Marchesini fez uma bela apresentação do trabalho que o SIANEE (Serviço de Inclusão e Atendimento a Alunos com Necessidades Especiais) do Grupo Uninter, um dos patrocinadores do evento, realiza no Paraná.
A professora e ativista do movimento, Regiane Maturo focou a questão da "Capacitação e Inclusão no Mercado de Trabalho".
Também foi muito elogiada a participação do Grupo "Rodando para o Alvo", em que cadeirantes se apresentaram com um belo fundo musical.
E os blogueiros Eliane Clara Pepino e Matheus Kreling lançaram, oficialmente no evento, o "Blog futuro está aqui".


O ponto alto do evento foi a apresentação do ativista Romeu Kazumi Sassaki (SP), que falou sobre "Acessibilidade em Cidades Históricas , tendo como base, um seminário realizado no mês passado na cidade de São Luiz (MA).
Nesse ponto, o evento foi marcado de proposito no Memorial de Curitiba,. local totalmente inacessível  onde as pessoas tiveram muitas dificuldades para chegar.
Para Romeu Sassaki, "querer realizar alguma coisa, mesmo que seja num local histórico da cidade é possível  desde que a sociedade assim o queira".
O Largo da Ordem, além de calçadas irregulares é totalmente liso e altamente perigoso até para pessoas comuns transitarem por ali. O Memorial também é constituído de pedras irregulares.




Presenças





Luciane Passos (Fórum), Alberto Nogueira (CVIRM), Irajá de Brito Vaz (SEDPcD) e Professora interprete de Libras

Além de Romeu Sassaki, prestigiaram o evento o Secretario da Secretaria Especial de Direitos da Pessoa com Deficiência, Irajá de Brito Vaz e as demais lideranças envolvidas, das respectivas entidades promotoras.


Realização:


Forum Paranaense de Direitos da PcD e CVIRM-CTBA - Centro de Vida Independente da Região Metropolitana de Curitiba.


Apoio:


- Fundação Cultural de Curitiba
- Bebidas Cini S/A
- Instituto Paranaense de Cegos
- Secretaria Especial de Direitos da Pesssoa com Deficiencia
- SIANEE - Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais
- Centro Universitário Uninter.

http://bronca-blogdobronca.blogspot.com.br/




sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Lutador com deficiência disputa 1º título e diz que pode competir com qualquer um no UFC


Nesta sexta, Newell encara seu maior desafio. Ele enfrenta o compatriota Eric Reynolds (14 vitórias, cinco derrotas) no Xtreme Fighting Championships (XFC), em Nashville (EUA), valendo o cinturão da categoria leve (até 77 kg).

Nick Newell
Nick Newell ganhou as manchetes por suas vitórias noMMA, mesmo tendo de superar uma amputação congênitaque o fez nascer sem uma parte do braço. O norte-americano está invicto sobre os ringues e disputa na sexta-feira (7/12), seu primeiro cinturão da carreira. Mais do que isso, ele luta para conquistar respeito - “chamar atenção é fácil”, diz o lutador - e mira alto, afirmando que já tem condições de enfrentar as estrelas do UFC.
Nesta sexta, Newell encara seu maior desafio. Ele enfrenta o compatriota Eric Reynolds (14 vitórias, cinco derrotas) no Xtreme Fighting Championships (XFC), em Nashville (EUA), valendo o cinturão da categoria leve (até 77 kg).
Será a nona luta do lutador de 26 anos, que está invicto e tem cinco finalizações e dois nocautes no cartel. Mas ele sabe que os resultados ainda representam pouco frente ao que ele ainda tem de vencer, que é o preconceito contra sua condição. O mote do norte-americano, como ele disse em entrevista ao UOL em abril, segue o mesmo: "Você não pode parar alguém que tem determinação."
“É fácil para mim chamar atenção, mas é muito duro conquistar respeito”, afirmou Newell ao jornal USA Today.
“Meu objetivo quando comecei foi nunca ser conhecido com o ‘lutador de uma mão’. Minha meta é ser o melhor do mundo. Se você estabelece seus objetivos para baixo, você está apenas trapaceando”, opina ele.
O desafio é transformar a curiosidade das pessoas em assistir às suas lutas em algo mais, fazer com que elas esqueçam a deficiência e o vejam como um competidor, um desafiante.
“Esses caras estão lutando por um título por uma razão, não é por pura escolha”, defende o técnico de Newell, Jeremy Libiszewski.
Presidente do XFC, John Prisco concorda. “Inicialmente é claro que você nota que ele não tem parte do braço por conta desta amputação congênita. Mas rapidamente você vai além disso e percebe o quão bom ele é como atleta”, explica.
Prisco conta que, antigamente, os lutadores fugiam de Newell por acharem que era uma situação em que não tinham a vencer. Ou eles perderiam para um cara com uma mão, ou seriam vistos com olhares tortos em caso de vitória. “Isso mudou totalmente. Hoje, quando menciono Newell todos querem a luta, pois sabem que ele é bom e que vencê-lo é uma conquista”, conta o dirigente.
O norte-americano mostra confiança e sente que pode “competir com qualquer um no UFC, absolutamente”. Além de vencer Reynolds nesta sexta, ele terá de provar nos próximos passos que tem condições de se elevar a desafios ainda mais altos e convencer os céticos. Entre eles está quem ele espera que seja seu próximo chefe, Dana White. O presidente do Ultimate não descarta um dia contar com Newell, mas avisa: “já é uma competição dura o suficiente para atletas com dois braços”.

Vamos aprender...

Empolgados, alunos do Instituto Paranaense de Cegos assistem filme com audiodescrição


Com muita empolgação, 30 alunos do Instituto Paranaense de Cegos assistiram a dois documentários sobre cidadania nesta quinta-feira (6), na Cinemateca, pelo sistema de audiodescrição, recurso que apresenta narrativas da história, dos personagens e da disposição das imagens. O evento faz parte da programação da 7ª Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul.
Mostra Cinema e Direitos Humanos 2012 - Cinemateca de Curitiba
Os alunos assistiram aos documentários Extremos, de João Freire (Brasil, 24 min., 2011, doc.) e À Margem da Imagem, de Evaldo Mocarzel (Brasil, 72 min., 2003, doc.). A carioca Nazilete da Silva, 56 anos, deficiente visual desde os 30, em consequência de um acidente vascular cerebral, lembra do último filme que assistiu quando ainda enxergava Ghost, uma produção norte-americana. A sessão desta quinta-feira foi a segunda que assistiu depois que perdeu a visão. A primeira foi em 2011, também na Cinemateca.
Para ela já é normal essa mistura de sons que pode parecer estranha aos ouvidos e aos olhos de quem tem a visão plena. Nazilete consegue chegar a uma boa compreensão da história, ainda que as narrativas sejam muitas vezes sobrepostas por causa da velocidade das imagens. No final da sessão, debateu o conteúdo político dos dois documentários que assistiu com seu namorado José Maria Sereno, também deficiente visual e companheiro de instituto, onde mora há mais de dez anos.
Nazilete veio do Rio de Janeiro e o namorado, de Marília, interior de São Paulo. Ambos optaram por Curitiba por causa da infraestrutura que a cidade oferece em termos de acessibilidade. Para eles, em Curitiba o transporte público é mais acessível. Eles observam ainda que em relação às suas respectivas cidades, há em Curitiba um número maior de guias rebaixadas e pisos táteis, principalmente nas áreas mais centrais da cidade.
"Além dessa preocupação da cidade com os cegos, aqui as pessoas são mais cordiais e estão sempre dispostas a nos ajudar", comenta Nazilete, que também conta com o serviço de transporte especial ofertado pela Prefeitura de Curitiba para levá-la até um hospital, três vezes por semana, para sessões de hemodiálise.
Por causa do diabetes ela perdeu a visão e teve que readaptar totalmente sua vida, a começar pela troca de casa. Vilma Callegari, 47 anos, morava em São José dos Pinhais, Região Metropolitana da Curitiba, e há 7 anos mudou-se para Curitiba para morar no Instituto Paranaense dos Cegos. Vilma conta que durante 40 anos, quando ainda enxergava, nunca havia ido ao cinema. "Só via filmes pela televisão. Depois que perdi a visão esta é a segunda vez que venho ao cinema e eu gostei muito da experiência", afirma.
Vilma conta que já acostumou seus ouvidos a ouvir vários sons ao mesmo tempo, aprendendo a separar e visualizar as coisas por meio da audição. Na opinião dela, filmes do circuito comercial também poderiam ser exibidos com essa técnica da audiodescrição. "Assim nós que somos cegos poderíamos vir mais ao cinema e assistir a outros tipos de filmes".

Documentários - O filme À Margem da Imagem traz um painel sobre as rotinas de sobrevivência, o estilo de vida e a cultura dos moradores de rua de São Paulo, abordando temas como exclusão social, desemprego, alcoolismo, loucura, religiosidade, degradação urbana, identidade e cidadania. O filme também trabalha a questão do roubo da imagem dessas comunidades, promovendo, assim, uma discussão ética dos processos de estetização da miséria.
O documentário Extremos apresenta a Vila Estrutural, comunidade situada no Distrito Federal, os moradores não têm seus direitos básicos garantidos, e lá não existem condições para mudar a situação. Como contraponto, é apresentado o bairro de Santo Amaro, em Recife, que no passado recente enfrentou problemas semelhantes e conseguiu transformar esse quadro graças à parceria entre sociedade e poder público.

Mostra - - A coordenadora local da mostra na Cinemateca, Isabela Pagliosa, afirma que as produções de filmes com o recurso da audiodescrição são uma forma de inclusão do deficiente visual na mostra, que tem como foco a reflexão sobre os direitos humanos na América do Sul. "O material é produzido com esses recursos para permitir aos deficientes visuais uma melhor compreensão do filme", disse ela.
A mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul, que vai até este sábado (8), é promovida pelo Ministério da Cultura, Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e Cinemateca Brasileira, com o patrocínio da Petrobras e apoio local da Prefeitura de Curitiba e Fundação Cultural de Curitiba.
A mostra de cinema tem por objetivo promover o debate e uma reflexão quanto à diversidade e ao respeito aos direitos humanos. A mostra de 2012 teve 255 filmes inscritos, dos quais 37 foram selecionados para serem exibidos em 27 capitais do país. Os filmes são exibidos na Cinemateca de Curitiba fica na Rua Carlos Cavalcanti, 1174, e tem capacidade para 104 lugares.
Confira a programação completa da mostra no site www.cinedireitoshumanos.org.br.
Fonte: Prefeitura de Curitiba