O que é acessibilidade?
A expressão “acessibilidade”, presente em diversas áreas de atividade, tem também na informática um importante significado.
Representa para o nosso usuário não só o direito de acessar a rede de informações, mas também o direito de eliminação de barreiras arquitetônicas, de disponibilidade de comunicação, de acesso físico, de equipamentos e programas adequados, de conteúdo e apresentação da informação em formatos alternativos.
Não é fácil, a princípio, avaliar a importância dessa temática associada à concepção de páginas para a web. Mas os dados W3C (Consórcio para a WEB) e WAI (Iniciativa para a Acessibilidade na Rede) apontam situações e características diversas que o usuário pode apresentar:
1. Incapacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, ou grande dificuldade - quando não a impossibilidade - de interpretar certos tipos de informação.
2. Dificuldade visual para ler ou compreender textos.
3. Incapacidade para usar o teclado ou o mouse, ou não dispor deles.
4. Insuficiência de quadros, apresentando apenas texto ou dimensões reduzidas, ou uma ligação muito lenta à Internet.
5. Dificuldade para falar ou compreender, fluentemente, a língua em que o documento foi escrito.
6. Ocupação dos olhos, ouvidos ou mãos, por exemplo, ao volante a caminho do emprego, ou no trabalho em ambiente barulhento.
7. Desatualização, pelo uso de navegador com versão muito antiga, ou navegador completamente diferente dos habituais, ou por voz ou sistema operacional menos difundido.
Essas diferentes situações e características precisam ser levadas em conta pelos criadores de conteúdo durante a concepção de uma página.
Para ser realmente potencializador da acessibilidade, cada projeto de página deve proporcionar respostas simultâneas a vários grupos de incapacidade ou deficiência e, por extensão, ao universo de usuários da web.
Os autores de páginas em HTML obtêm um maior domínio sobre as páginas criadas, por exemplo, com a utilização e divisão de folhas de estilo para controle de tipos de letra, e eliminação do elemento FONT.
Assim, além de torná-las mais acessíveis a pessoas com problemas de visão, reduzem seu tempo de transferência, em benefício da totalidade dos usuários.
domingo, 14 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Dia da Mulher
Este poema foi elaborado pelo autor e gerenciador desse BLOG,22,ensino médio,durante uma aula da disciplina de Língua Portuguesa no fundamental em homenagem as mulheres, transmitido oralmente e escrito pela professora de Comunicação Alternativa.
Parabéns Matheus !Fico lisongeada por tê-lo conhecido, poder atuar profissionalmente com um ser humano maravilhoso,guerreiro como se intitula ,é um grande privilegio!Obrigada pela sua sensibilidade e maturidade na reflexão sobre o contexto : Mulher!!!!
Mulher,
mãe,
musa da minha vida.
Á todas as mulheres da minha vida,
que passaram,
que passam,
que irão passar.
Por ser forte,
lutadora ,
versátil, amiga que lhe admiro!
Matheus Kreling
Parabéns Matheus !Fico lisongeada por tê-lo conhecido, poder atuar profissionalmente com um ser humano maravilhoso,guerreiro como se intitula ,é um grande privilegio!Obrigada pela sua sensibilidade e maturidade na reflexão sobre o contexto : Mulher!!!!
MULHER, APENAS MULHER
Mulher,
mãe,
musa da minha vida.
Sempre me das o teu sorriso que me anima.
Nunca desista dos seus sonhos e nem dos sonhos dos seus semelhantes pois sonhar é preciso! Alimenta a alma e expande as idéias de uma sociedade.
Como é bom vê-la forte, lutadora, enfrentando com energia os obstáculos que surgem na dura vida.
MULHER! As vezes você tem uma tripla jornada que te impede de ver a vida por outro ângulo .
Mas você tem a capacidade de fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo. Isso faz você ser um ser especial ,com mil faces de mulher para descobrir. Um labirinto cheio de significados, que deveria existir um manual, que pudéssemos entender melhor, para poder tratar você com a devida forma que merece.
MULHER ,apenas um defeito ,que nós homens não entendemos, é a sua inconstância ,ora alegre, despojada, ora se irrita por coisas tão banais e corriqueiras. ora o seu choro nos comove e impressiona.
Tira-nos do sério! Mas como são nossas amigas, companheiras Seu sexto sentido é que faz a diferença!
Á todas as mulheres da minha vida,
que passaram,
que passam,
que irão passar.
O meu afeto, meu respeito e gratidão por serem lutadoras .
Bravamente juntas na caminhada que percorro, uma trajetória que faço intensa .E permitem que eu sonhe. Sonhando juntos para chegarmos juntos ao destino, que o bom Deus me trouxe e desvendo os seus mistérios.
Quando tenho barreiras, é você mulher que pula primeiro, e vê o outro lado!! Obrigado por você estar aqui comigo enfrentando corajosamente a guerra que o mundo impõe.
lutadora ,
versátil, amiga que lhe admiro!
Matheus Kreling
sábado, 6 de março de 2010
Tratamento através das células do corpo
A maioria das células do corpo têm uma função específica em determinados órgãos, como fígado, pele ou cérebro. As células tronco são células relativamente não diferenciadas e ainda tem a capacidade de se transformar em diferentes tipos de células para exercer funções diferentes. A característica mais notável das células-tronco é sua capacidade de reproduzir uma célula completamente nova, normal, e ainda mais jovem. Como resultado, as pessoas podem utilizar suas próprias células tronco ou as células-tronco de um doador, ou células-tronco derivadas de tecidos ou órgãos, para substituir o envelhecimento de órgãos ou tecidos doentes. Este tratamento permite uma vasta gama de doenças e lesões, muitas das quais não poderiam ser tratadas com os métodos tradicionais de medicina.
Além de reproduzir novas células e fornecer substituição celular, uma função importante (e, a explicação para a maioria dos benefícios do tratamento de células-tronco) é fornecer ao corpo os fatores celulares para ajudar a encorajar as seguintes funções:
1. Regulação imune
2. Reduzir a apoptose (morte) celular
3. Estimulação da diferenciação das células do tronco do próprio paciente
4. Neo-angiogênese (o crescimento de vasos sanguíneos, resultando em aumento do fluxo sangüíneo para as áreas danificadas)
5. Reduzir cicatrizes
6. Melhorar a condução eficaz de sinais elétricos intercelulares e transdução
É importante notar que geralmente há muito pouca ou nenhuma preocupação por parte de cientistas informados ou imparciais sobre células tronco do sangue do cordão umbilical, células tronco mesenquimais de cordão umbilical e derivadas da medula óssea, ao contrário das células tronco embrionárias ou células-tronco fetais, causando câncer e tumores. Nenhum dos mais de 6000 pacientes que foram tratados com as células-tronco da Beike desenvolveram câncer devido ao tratamento. Na realidade, atualmente os investigadores estão encontrando maneiras de usar células-tronco adultas derivadas do cordão umbilical chamadas de células 'assassinas' para atacar tumores e tratar pacientes com câncer.
A maioria das células do corpo têm uma função específica em determinados órgãos, como fígado, pele ou cérebro. As células tronco são células relativamente não diferenciadas e ainda tem a capacidade de se transformar em diferentes tipos de células para exercer funções diferentes. A característica mais notável das células-tronco é sua capacidade de reproduzir uma célula completamente nova, normal, e ainda mais jovem. Como resultado, as pessoas podem utilizar suas próprias células tronco ou as células-tronco de um doador, ou células-tronco derivadas de tecidos ou órgãos, para substituir o envelhecimento de órgãos ou tecidos doentes. Este tratamento permite uma vasta gama de doenças e lesões, muitas das quais não poderiam ser tratadas com os métodos tradicionais de medicina.
Além de reproduzir novas células e fornecer substituição celular, uma função importante (e, a explicação para a maioria dos benefícios do tratamento de células-tronco) é fornecer ao corpo os fatores celulares para ajudar a encorajar as seguintes funções:
1. Regulação imune
2. Reduzir a apoptose (morte) celular
3. Estimulação da diferenciação das células do tronco do próprio paciente
4. Neo-angiogênese (o crescimento de vasos sanguíneos, resultando em aumento do fluxo sangüíneo para as áreas danificadas)
5. Reduzir cicatrizes
6. Melhorar a condução eficaz de sinais elétricos intercelulares e transdução
É importante notar que geralmente há muito pouca ou nenhuma preocupação por parte de cientistas informados ou imparciais sobre células tronco do sangue do cordão umbilical, células tronco mesenquimais de cordão umbilical e derivadas da medula óssea, ao contrário das células tronco embrionárias ou células-tronco fetais, causando câncer e tumores. Nenhum dos mais de 6000 pacientes que foram tratados com as células-tronco da Beike desenvolveram câncer devido ao tratamento. Na realidade, atualmente os investigadores estão encontrando maneiras de usar células-tronco adultas derivadas do cordão umbilical chamadas de células 'assassinas' para atacar tumores e tratar pacientes com câncer.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Robô ajuda a tratar pacientes que não podem andar
Domingo passado estava vendo o Fantástico, teve uma reportagem sobre um aparelho para deficiente físico, é tipo de uma esteira!! Veja a segui->
O equipamento, o primeiro a chegar ao Brasil, é fabricado na Suíça, custa quase R$ 2 milhões e foi doado à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), que não tem fins lucrativos.
Um robô está ajudando quem quer andar e não pode. Como todas as outras meninas de 8 anos, o que Giulia Castilho mais gosta de fazer é brincar. “Na escola, eu pinto, faço prova. Eu gosto de português”, avisa.
Ela tem paralisia cerebral, o que compromete a mobilidade. A menina se identifica com uma personagem da novela Viver a Vida. “Eu gosto da Luciana”, diz Guilia.
Luciana, interpretada por Aline Moraes, é uma modelo que sofreu um grave acidente e agora anda em cadeira de rodas. “O papel da moça da novela está sendo bem claro, bem otimista. E eu vejo que a Giulia meio que se compara”, conta a mãe de Giulia, Paola Castilho.
A rotina é puxada: ecoterapia, hidroterapia e fisioterapia três vezes por semana. Hoje, a Giulia vai experimentar um aparelho novo, e como toda novidade, ele vai dar mais ânimo aos pacientes e deverá acelerar o processo de reabilitação de quem tem dificuldade para andar.
O equipamento, o primeiro a chegar ao Brasil, é fabricado na Suíça, custa quase R$ 2 milhões e foi doado à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), que não tem fins lucrativos.
“Ela encurta o tempo de terapia. Ela realmente traz um benefício bastante grande, ela é um elemento coadjuvante na terapia, mas que acelera bastante os resultados”, diz o diretor da AACD, Eduardo de Almeida Carneiro.
Primeiro o tronco é todo amarrado a um colete que suspende a pessoa. Depois, o aparelho reveste o paciente, dando suporte para os movimentos.
“Ela vai trabalhar a parte de força muscular e essa troca de passos que a gente precisa automatizar. Comprimento de passo, velocidade, cadência. São todas essas coisas que a gente trabalha na marcha”, explica a médica Alice Ramos.
O exercício estimula a musculatura e dá condicionamento físico. Pode encurtar o caminho para pacientes como Giulia e Edson Barbezan. Dois anos atrás, a bicicleta dele quebrou na estrada. No tombo, ele lesionou a medula.
“Na hora, que você sai dessa máquina a sensação é muito boa. É uma sensação de leveza. Eu espero que ela me leve ao lugar, onde eu comecei, como eu era antes”, diz o serralheiro Edson Barbezan.
Na tela, um vídeo simula nos movimentos que a criança faz durante o treino. “Então, eu vou associar movimentos que o paciente vai fazer no aparelho com os movimentos que vão aparecer na tela”, explica a médica.
A novidade faz sucesso! “Qualquer coisinha que ela faça, por menor que seja, para mim já é uma vitória”, comemora a mãe de Giulia, Paola Castilho.
Fontes: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1499531-15605,00-ROBO+AJUDA+A+TRATAR+PACIENTES+QUE+NAO+PODEM+ANDAR.html
O equipamento, o primeiro a chegar ao Brasil, é fabricado na Suíça, custa quase R$ 2 milhões e foi doado à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), que não tem fins lucrativos.
Um robô está ajudando quem quer andar e não pode. Como todas as outras meninas de 8 anos, o que Giulia Castilho mais gosta de fazer é brincar. “Na escola, eu pinto, faço prova. Eu gosto de português”, avisa.
Ela tem paralisia cerebral, o que compromete a mobilidade. A menina se identifica com uma personagem da novela Viver a Vida. “Eu gosto da Luciana”, diz Guilia.
Luciana, interpretada por Aline Moraes, é uma modelo que sofreu um grave acidente e agora anda em cadeira de rodas. “O papel da moça da novela está sendo bem claro, bem otimista. E eu vejo que a Giulia meio que se compara”, conta a mãe de Giulia, Paola Castilho.
A rotina é puxada: ecoterapia, hidroterapia e fisioterapia três vezes por semana. Hoje, a Giulia vai experimentar um aparelho novo, e como toda novidade, ele vai dar mais ânimo aos pacientes e deverá acelerar o processo de reabilitação de quem tem dificuldade para andar.
O equipamento, o primeiro a chegar ao Brasil, é fabricado na Suíça, custa quase R$ 2 milhões e foi doado à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), que não tem fins lucrativos.
“Ela encurta o tempo de terapia. Ela realmente traz um benefício bastante grande, ela é um elemento coadjuvante na terapia, mas que acelera bastante os resultados”, diz o diretor da AACD, Eduardo de Almeida Carneiro.
Primeiro o tronco é todo amarrado a um colete que suspende a pessoa. Depois, o aparelho reveste o paciente, dando suporte para os movimentos.
“Ela vai trabalhar a parte de força muscular e essa troca de passos que a gente precisa automatizar. Comprimento de passo, velocidade, cadência. São todas essas coisas que a gente trabalha na marcha”, explica a médica Alice Ramos.
O exercício estimula a musculatura e dá condicionamento físico. Pode encurtar o caminho para pacientes como Giulia e Edson Barbezan. Dois anos atrás, a bicicleta dele quebrou na estrada. No tombo, ele lesionou a medula.
“Na hora, que você sai dessa máquina a sensação é muito boa. É uma sensação de leveza. Eu espero que ela me leve ao lugar, onde eu comecei, como eu era antes”, diz o serralheiro Edson Barbezan.
Na tela, um vídeo simula nos movimentos que a criança faz durante o treino. “Então, eu vou associar movimentos que o paciente vai fazer no aparelho com os movimentos que vão aparecer na tela”, explica a médica.
A novidade faz sucesso! “Qualquer coisinha que ela faça, por menor que seja, para mim já é uma vitória”, comemora a mãe de Giulia, Paola Castilho.
Fontes: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1499531-15605,00-ROBO+AJUDA+A+TRATAR+PACIENTES+QUE+NAO+PODEM+ANDAR.html
Educar na diversidade é aceitar desafios
Alunos deficientes e não deficientes na mesma sala de aula. Muito mais do que um sonho: essa já é a realidade para alguns brasileiros
Por Katia Deutner
A importância da conscientização
Na teoria, tudo parece bonito. Mas e na prática, como são as coisas? "Um professor não capacitado pode excluir o deficiente ainda mais do processo de aprendizado, repassando atividades diferentes ou até ignorando sua presença em sala de aula", alerta Zulmira Braga, gerente de educação da Fundação ArcelorMittal Brasil e coordenadora do programa "Educar na Diversidade". Na verdade, o profissional se sente despreparado para trabalhar com um aluno em ritmo diferente dos demais, exigindo uma atenção especial. "Por exemplo, uma professora me disse que nunca havia recebido um aluno com deficiência em sua classe e não tinha ideia de como lidar com a situação. Resolveu conversar com a turma antes, explicando que chegaria um colega diferente deles e que precisariam respeitá-lo. Como o menino não conseguiu acompanhar o ritmo da turma, a professora pediu à escola uma estagiária, que durante a aula, ficava jogando bola com o garoto, enquanto o resto dos alunos, de fato, estudava. Esta educadora estava o excluindo de duas formas: destacando a sua diferença em relação aos demais e designando atividades que impediam sua integração na classe", conta a gerente.
De acordo com Zulmira, problemas como este são cada vez menores. E isso graças à captação de professores para a inclusão. Os governos regionais estão despertando para essa necessidade e tomando medidas para que se concretize. "Seja criando leis ou buscando parceiros para viabilizar as capacitações", exemplifica a coordenadora.
A Prefeitura da Cidade de São Paulo também tomou providências estabelecendo metas para a capacitação dos professores. Atualmente, frequentam a rede municipal 13.697 estudantes com deficiências, matriculados em classes comuns. São oferecidos serviços de apoio educacional especializado em 157 Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão, instaladas nas unidades educacionais. Há ainda o grupo Professor de Apoio e Acompanhamento à Inclusão, que realiza serviço de itinerância nas escolas, para orientar toda a equipe educacional. Fora isso, a cidade conta com seis Escolas Municipais de Educação Especial (EMEE), que atendem mais de 1.430 estudantes com surdez e outros quadros de deficiência. Está previsto ainda para este ano um curso de formação específica para supervisores, diretores e coordenadores pedagógicos sobre gestão da escola inclusiva.
Revista Sentidos
Alunos deficientes e não deficientes na mesma sala de aula. Muito mais do que um sonho: essa já é a realidade para alguns brasileiros
Por Katia Deutner
A importância da conscientização
Na teoria, tudo parece bonito. Mas e na prática, como são as coisas? "Um professor não capacitado pode excluir o deficiente ainda mais do processo de aprendizado, repassando atividades diferentes ou até ignorando sua presença em sala de aula", alerta Zulmira Braga, gerente de educação da Fundação ArcelorMittal Brasil e coordenadora do programa "Educar na Diversidade". Na verdade, o profissional se sente despreparado para trabalhar com um aluno em ritmo diferente dos demais, exigindo uma atenção especial. "Por exemplo, uma professora me disse que nunca havia recebido um aluno com deficiência em sua classe e não tinha ideia de como lidar com a situação. Resolveu conversar com a turma antes, explicando que chegaria um colega diferente deles e que precisariam respeitá-lo. Como o menino não conseguiu acompanhar o ritmo da turma, a professora pediu à escola uma estagiária, que durante a aula, ficava jogando bola com o garoto, enquanto o resto dos alunos, de fato, estudava. Esta educadora estava o excluindo de duas formas: destacando a sua diferença em relação aos demais e designando atividades que impediam sua integração na classe", conta a gerente.
De acordo com Zulmira, problemas como este são cada vez menores. E isso graças à captação de professores para a inclusão. Os governos regionais estão despertando para essa necessidade e tomando medidas para que se concretize. "Seja criando leis ou buscando parceiros para viabilizar as capacitações", exemplifica a coordenadora.
A Prefeitura da Cidade de São Paulo também tomou providências estabelecendo metas para a capacitação dos professores. Atualmente, frequentam a rede municipal 13.697 estudantes com deficiências, matriculados em classes comuns. São oferecidos serviços de apoio educacional especializado em 157 Salas de Apoio e Acompanhamento à Inclusão, instaladas nas unidades educacionais. Há ainda o grupo Professor de Apoio e Acompanhamento à Inclusão, que realiza serviço de itinerância nas escolas, para orientar toda a equipe educacional. Fora isso, a cidade conta com seis Escolas Municipais de Educação Especial (EMEE), que atendem mais de 1.430 estudantes com surdez e outros quadros de deficiência. Está previsto ainda para este ano um curso de formação específica para supervisores, diretores e coordenadores pedagógicos sobre gestão da escola inclusiva.
Revista Sentidos
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Realese
“...Toca, dissolve, transforma
tudo que impedir teu encontro com o sol!
A voz que é verdadeira conquista
Seu verdadeiro destino.
Fala de amores, poesia,
Fala das grandezas sem uma palavra,
Apenas resplandece teu canto
No canto central do planeta!...”
(Seguindo o Sol – Sara Bentes)
A cantora e compositora Sara Bentes vem conquistando prêmios nacionais e internacionais, trazendo no currículo shows nos Estados Unidos, Itália e Argentina. Além de apresentações solo, a também arranjadora musical apresenta-se com orquestra, tendo dividido o palco com artistas renomados como Gilberto Gil. Atuante ainda em outras áreas artísticas, como literatura, artes visuais e teatro, Sara aplica sua arte também na caminhada pela inclusão social de pessoas com deficiência. Participante do Projeto Percepções, exibido semanalmente pelo programa Fantástico, rede Globo, durante 3 meses, Sara percorreu 9 países da América do Sul e transformou muita aventura e desafios ao longo do caminho em poesia e inspiração para compor.
Suas composições passeiam pelo samba, pop, bossa nova, baião, dentre outros estilos da mpb, além de experiências no new age e na música infantil, e chamam a atenção pelas ricas melodias e letras repletas de poesia, que exaltam o amor, a simplicidade, o dia-a-dia e a diversidade do planeta. Sara, que toca piano, teclado e, com abundante musicalidade, arrisca-se ainda em instrumentos de percussão, violão e instrumentos de sopro, como oboé e flauta doce, caracteriza suas gravações com arranjos vocais bem elaborados e com uma grande variedade de sonoridades nas roupagens criativas que dá à sua própria obra. E sua interpretação encanta pela clareza, flexibilidade vocal e afinação, além, é claro, de muita verdade, entrega e emoção.
Confira neste site várias composições e releituras da artista, com letra e mp3, além de fotos, vídeos, entrevistas e histórico completo de sua trajetória. Veja ainda sua atuação no teatro, literatura e artes visuais.-----------------------------------------------------------------------------
tudo que impedir teu encontro com o sol!
A voz que é verdadeira conquista
Seu verdadeiro destino.
Fala de amores, poesia,
Fala das grandezas sem uma palavra,
Apenas resplandece teu canto
No canto central do planeta!...”
(Seguindo o Sol – Sara Bentes)
A cantora e compositora Sara Bentes vem conquistando prêmios nacionais e internacionais, trazendo no currículo shows nos Estados Unidos, Itália e Argentina. Além de apresentações solo, a também arranjadora musical apresenta-se com orquestra, tendo dividido o palco com artistas renomados como Gilberto Gil. Atuante ainda em outras áreas artísticas, como literatura, artes visuais e teatro, Sara aplica sua arte também na caminhada pela inclusão social de pessoas com deficiência. Participante do Projeto Percepções, exibido semanalmente pelo programa Fantástico, rede Globo, durante 3 meses, Sara percorreu 9 países da América do Sul e transformou muita aventura e desafios ao longo do caminho em poesia e inspiração para compor.
Suas composições passeiam pelo samba, pop, bossa nova, baião, dentre outros estilos da mpb, além de experiências no new age e na música infantil, e chamam a atenção pelas ricas melodias e letras repletas de poesia, que exaltam o amor, a simplicidade, o dia-a-dia e a diversidade do planeta. Sara, que toca piano, teclado e, com abundante musicalidade, arrisca-se ainda em instrumentos de percussão, violão e instrumentos de sopro, como oboé e flauta doce, caracteriza suas gravações com arranjos vocais bem elaborados e com uma grande variedade de sonoridades nas roupagens criativas que dá à sua própria obra. E sua interpretação encanta pela clareza, flexibilidade vocal e afinação, além, é claro, de muita verdade, entrega e emoção.
Confira neste site várias composições e releituras da artista, com letra e mp3, além de fotos, vídeos, entrevistas e histórico completo de sua trajetória. Veja ainda sua atuação no teatro, literatura e artes visuais.-----------------------------------------------------------------------------
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Olá!
Bom dia a todos, esta é a primeira vez que escrevo para este blog. Sinto-me honrada pelo convite e feliz por poder expressar minha opinião e compartilhar meus conhecimentos a respeito deste assunto que me interessa tanto.
"Mas quem é você", estão vocês se perguntando agora.
Bom, meu nome é Mathisa, acabo de me formar em psicologia e pretendo iniciar uma pós-graduação em Arte terapia.
Mês passado participei do Projeto Rondon, uma iniciativa do Governo Federal, subsidiado pelo Ministério da Defesa. Lá tive a oportunidade de palestrar a respeito da inclusão para professores de ensino regular. Foi um desafio, pois as professoras que enfrentam a realidade não sabem mais como acreditar na ideologia - muitas vezes utópica - da proposta inclusiva. Então como transmitir força e esperança a uma equipe que muitas vezes não é capacitada da forma correta para poder trabalhar com crianças especiais? O que dizer em 4 horas de palestra que as faça desejar novamente desempenhar suas funções com afinco?
Olha, foi uma tarefa muito difícil, creio que falamos (eu e o Frederico, fizemos juntos a palestra) o necessário e o que nos cabia naquele momento falar, mas o que creio ter sido mais importante foi que deixamos um tantinho de inquietação nelas. Incentivamos o debate para que o tema fosse abordado por elas mesmas.
É isso que fará o assunto inclusão ser mais estudado.
O debate, sempre o debate.
Conversar a respeito e trocar experiências é o que faz com que aprendamos mais e mais sobre um assunto.
Minhas idéias, talvez, sejam bem diferentes das suas, mas se conversarmos sobre elas quem sabe não agregaremos muito um ao outro???
O diferente não é certo ou errado, nem melhor nem pior, mas sim simplesmente diferente, oras. Não é isso que apregoamos com a inclusão? Não é a certeza de que nossa sociedade irá se tornar melhor quando for mais homogênea? Não é a tolerância que tentamos fazer com que se desenvolva nas pessoas?
Então.
Não existe melhor forma de fazer com que isso aconteça do que o debate.
Posso estar errada, mas creio que não.
Portanto vamos conversar!
Mathisa.
"Mas quem é você", estão vocês se perguntando agora.
Bom, meu nome é Mathisa, acabo de me formar em psicologia e pretendo iniciar uma pós-graduação em Arte terapia.
Mês passado participei do Projeto Rondon, uma iniciativa do Governo Federal, subsidiado pelo Ministério da Defesa. Lá tive a oportunidade de palestrar a respeito da inclusão para professores de ensino regular. Foi um desafio, pois as professoras que enfrentam a realidade não sabem mais como acreditar na ideologia - muitas vezes utópica - da proposta inclusiva. Então como transmitir força e esperança a uma equipe que muitas vezes não é capacitada da forma correta para poder trabalhar com crianças especiais? O que dizer em 4 horas de palestra que as faça desejar novamente desempenhar suas funções com afinco?
Olha, foi uma tarefa muito difícil, creio que falamos (eu e o Frederico, fizemos juntos a palestra) o necessário e o que nos cabia naquele momento falar, mas o que creio ter sido mais importante foi que deixamos um tantinho de inquietação nelas. Incentivamos o debate para que o tema fosse abordado por elas mesmas.
É isso que fará o assunto inclusão ser mais estudado.
O debate, sempre o debate.
Conversar a respeito e trocar experiências é o que faz com que aprendamos mais e mais sobre um assunto.
Minhas idéias, talvez, sejam bem diferentes das suas, mas se conversarmos sobre elas quem sabe não agregaremos muito um ao outro???
O diferente não é certo ou errado, nem melhor nem pior, mas sim simplesmente diferente, oras. Não é isso que apregoamos com a inclusão? Não é a certeza de que nossa sociedade irá se tornar melhor quando for mais homogênea? Não é a tolerância que tentamos fazer com que se desenvolva nas pessoas?
Então.
Não existe melhor forma de fazer com que isso aconteça do que o debate.
Posso estar errada, mas creio que não.
Portanto vamos conversar!
Mathisa.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Adaptações pensadas e planejadas -
Postado por: Deficiente Ciente
Imagem de um banheiro planejado
"Adaptações pensadas e planejadas", acompanhe as medidas da acessibilidade e dicas para tornar a casa mais segura e confortável.
Segundo o arquiteto Jean, ainda no caso de cadeira de rodas, é importante garantir espaço. "O cadeirante necessita de áreas livres com diâmetro de 150 centímetros para poder realizar um giro de 360 graus. É a distância mínima de um ármário para uma cama, por exemplo. Para manobras de 90 graus, essa distância caí para 120 centímetros, que seria a largura mínima de um corredor ou hall." Já os banheiros devem ter a bacia recuada ao menos 50 centímetros das paredes ou de outros equipamentos, a partir de seu eixo, assim como a pia. Nada de degraus ou rampas com mais de 8% de inclinação.
Para o deficiente auditivo, o arquiteto Eduardo lembra que o adequado é substituir todos os sinais sonoros por sinais luminosos, por exemplo, trocar a campainha por um quadro de luz, posicionado em um local estratégico, de fácil visualização dentro da casa.
Idosos e obesos, normalmente, têm maior dificuldade de locomoção, ou levam muito mais tempo para se deslocar de um local para o outro. Por isso, é de extrema importância a preocupação em concentrar ou aproximar os ambientes mais utilizados pela pessoa dentro de casa, para evitar que o morador tenha que circular muito.
Dicas para tornar as casas mais seguras e confortáveis:
- Utilizar maçanetas tipo alavanca, que não exigem força física;
- Vencer desníveis por meio de rampas;
- Optar por capachos e tapetes presos ao piso;
- Proporcionar iluminação adequada;
- Usar puxadores tipo alça;
- Instalar luz interna nos armários;
- Dar preferência a torneiras tipo alavanca ou monocomando;
- Evitar a utilização de vidros sem a devida segurança;
- Prever iluminação em escadas e circulações noturnas;
- Prever sensores de presença para iluminação;
- Escolher móveis com quinas arredondadas.
Fontes e imagensArquiteto Eduardo Ronchetti de Castro
http://www.portalmobilidade.com.br/
Arquiteto Jean Tosetto
http://www.jeantosetto.com/
Revista Incluir
Veja também nesse blog:
Adaptações pensadas e planejadas - Parte 1
Adaptações pensadas e planejadas - Parte 2
Postado por: Deficiente Ciente
Imagem de um banheiro planejado
"Adaptações pensadas e planejadas", acompanhe as medidas da acessibilidade e dicas para tornar a casa mais segura e confortável.
Segundo o arquiteto Jean, ainda no caso de cadeira de rodas, é importante garantir espaço. "O cadeirante necessita de áreas livres com diâmetro de 150 centímetros para poder realizar um giro de 360 graus. É a distância mínima de um ármário para uma cama, por exemplo. Para manobras de 90 graus, essa distância caí para 120 centímetros, que seria a largura mínima de um corredor ou hall." Já os banheiros devem ter a bacia recuada ao menos 50 centímetros das paredes ou de outros equipamentos, a partir de seu eixo, assim como a pia. Nada de degraus ou rampas com mais de 8% de inclinação.
Para o deficiente auditivo, o arquiteto Eduardo lembra que o adequado é substituir todos os sinais sonoros por sinais luminosos, por exemplo, trocar a campainha por um quadro de luz, posicionado em um local estratégico, de fácil visualização dentro da casa.
Idosos e obesos, normalmente, têm maior dificuldade de locomoção, ou levam muito mais tempo para se deslocar de um local para o outro. Por isso, é de extrema importância a preocupação em concentrar ou aproximar os ambientes mais utilizados pela pessoa dentro de casa, para evitar que o morador tenha que circular muito.
Dicas para tornar as casas mais seguras e confortáveis:
- Utilizar maçanetas tipo alavanca, que não exigem força física;
- Vencer desníveis por meio de rampas;
- Optar por capachos e tapetes presos ao piso;
- Proporcionar iluminação adequada;
- Usar puxadores tipo alça;
- Instalar luz interna nos armários;
- Dar preferência a torneiras tipo alavanca ou monocomando;
- Evitar a utilização de vidros sem a devida segurança;
- Prever iluminação em escadas e circulações noturnas;
- Prever sensores de presença para iluminação;
- Escolher móveis com quinas arredondadas.
Fontes e imagensArquiteto Eduardo Ronchetti de Castro
http://www.portalmobilidade.com.br/
Arquiteto Jean Tosetto
http://www.jeantosetto.com/
Revista Incluir
Veja também nesse blog:
Adaptações pensadas e planejadas - Parte 1
Adaptações pensadas e planejadas - Parte 2
domingo, 21 de fevereiro de 2010
/fox-divulga-video-de-retorno-do-seriado.
O canal americano Fox divulgou nesta semana o primeiro trailer do episódio 14 de “Glee”, que marca o retorno da série após um período de recesso, que começou no mês de dezembro.
A emissora voltará a veicular episódios inéditos de “Glee” a partir de abril. No vídeo, os telespectadores do canal podem acompanhar um pequeno trecho da apresentação da música “Hello”, dos Beattles, pelo coral da escola William McKinley. Leia o texto na íntegra e assista o primeiro trailer...
No final do trailer, o canal também apresenta uma pequena amostra do especial que será dedicado a Madonna, que poderá ser conferido no 15º episódio.
No Brasil, “Glee” é veiculado pelo canal Fox. A trama acompanha a história de um professor que tenta recuperar a imagem do coral de uma tradicional escola americana, que já obteve sucesso no passado, mas que acabou virando refúgio de classes menos favorecidas do colégio.
Recentemente, o SBT adquiriu os direitos de exibição da série na TV aberta. Ainda não há previsão de estreia na emissora.
Fonte: http://natelinha.uol.com.br/
Assista o video :PURA EMOÇÃO, EXPLOSÃO DA INCLUSÃO!!!
A emissora voltará a veicular episódios inéditos de “Glee” a partir de abril. No vídeo, os telespectadores do canal podem acompanhar um pequeno trecho da apresentação da música “Hello”, dos Beattles, pelo coral da escola William McKinley. Leia o texto na íntegra e assista o primeiro trailer...
No final do trailer, o canal também apresenta uma pequena amostra do especial que será dedicado a Madonna, que poderá ser conferido no 15º episódio.
No Brasil, “Glee” é veiculado pelo canal Fox. A trama acompanha a história de um professor que tenta recuperar a imagem do coral de uma tradicional escola americana, que já obteve sucesso no passado, mas que acabou virando refúgio de classes menos favorecidas do colégio.
Recentemente, o SBT adquiriu os direitos de exibição da série na TV aberta. Ainda não há previsão de estreia na emissora.
Fonte: http://natelinha.uol.com.br/
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Ondas cerebrais
Ondas cerebrais
Vamos nos atualizar no assunto neurociência, lendo o artigo Ondas cerebrais são usadas para escrever no computador.
Embora ainda utilize métodos invasivos para coletar as ondas cerebrais, o método está entre os mais precisos já demonstrados até hoje. Os testes foram feitos em pacientes com epilepsia.
Neurocientistas da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, demonstraram que as ondas cerebrais podem ser usadas para digitar caracteres alfanuméricos na tela de um computador. Nos testes, basta que o paciente concentre-se em uma letra ou número mostrados em uma matriz para que a letra apareça no monitor.
Os pesquisadores afirmam que a descoberta representa um progresso concreto na viabilização de uma interface cérebro-computador que poderá, no futuro, ajudar as pessoas portadoras de diferentes distúrbios, a controlarem dispositivos eletrônicos e robotizados, como braços e pernas protéticos.
Segundo eles, os portadores da doença de Lou Gehrig e de lesões da medula espinhal são pacientes que poderão ser beneficiados com esta nova tecnologia. Embora ainda utilize métodos invasivos para coletar as ondas cerebrais, o método está entre os mais precisos já demonstrados até hoje.
"Mais de 2 milhões de pessoas nos Estados Unidos podem se beneficiar de dispositivos auxiliares, controlados por uma interface cérebro-computador", diz o pesquisador principal do estudo, o médico neurologista Jerry Shih, que desenvolveu a nova interface em colaboração com a equipe do Dr. Dean Krusienski, da Universidade do Norte da Flórida.
"Esse estudo constitui um primeiro passo no caminho em direção ao futuro e representa um progresso tangível no uso de ondas cerebrais para realizar certas tarefas", explica Shih.
Eletrocorticografia e eletroencefalografia
O estudo da nova interface foi feito com pacientes com epilepsia. Esses pacientes já vinham sendo monitorados, para controle da convulsão, através de eletrocorticografia (ECoG), um exame no qual eletrodos são colocados diretamente na superfície do cérebro para registrar as correntes elétricas produzidas pelas descargas das células nervosas. Esse tipo de procedimento requer uma incisão cirúrgica no crânio.
O neurologista queria estudar uma interface cérebro-computador nesses pacientes, porque, hipoteticamente, as informações captadas pelos eletrodos colocados diretamente no cérebro poderiam ser muito mais específicas do que os dados coletados através de eletroencefalografias (EEGs), nos quais os eletrodos são colocados no couro cabeludo. A maioria dos estudos de interação cérebro-computador foram feitos com EEGs, diz o neurologista.
"Há uma grande diferença entre a qualidade das informações obtidas com o ECoG e com o EEG. No EEG, o couro cabeludo e o osso do crânio dissipam e distorcem o sinal, da mesma forma que a atmosfera terrestre obscurece a luz das estrelas", diz o neurocientista. "É por isso que o progresso do desenvolvimento dessa espécie de interface da mente tem sido lento", afirma.
Como esses pacientes já tinham eletrodos de ECoG implantados em seus cérebros, para os médicos descobrirem a área em que as convulsões se originaram, os pesquisadores puderam testar essa novíssima interface cérebro-computador. Nesse estudo, os dois pacientes foram colocados em frente a um monitor que estava conectado a um computador, no qual os pesquisadores instalaram um software projetado para interpretar sinais elétricos vindos dos eletrodos.
Controlando o computador com a mente
Os pesquisadores solicitaram aos pacientes que olhassem para uma tela, que apresentava uma matriz 6 por 6, com um único caractere em cada quadrado. Todas as vezes que o quadrado com uma certa letra cintilava - e que o paciente estava focado nele - o computador registrava a resposta do cérebro à letra cintilante.
Os pesquisadores pediram então aos pacientes que focassem em letras específicas e o software do computador registrou as informações. A seguir, o computador calibrou o sistema com a onda cerebral específica de cada indivíduo, fazendo com que uma letra aparecesse na tela quando o paciente se focava nela.
"Nós podemos predizer, de forma consistente, as letras desejadas por nossos pacientes, com quase 100% de precisão", diz Jerry Shih. Embora isso seja comparável a resultados obtidos por outros pesquisadores, essa abordagem é mais localizada e pode, potencialmente, fornecer uma taxa de comunicação mais rápida. Nosso objetivo é encontrar uma maneira de usar, de forma eficaz e consistente, as ondas cerebrais do paciente, para realizar certas tarefas", afirma.
Calibragem individual
Quando a técnica for aperfeiçoada, será necessário que os pacientes se submetam a uma incisão no crânio para utilizá-la, embora ainda não se saiba quantos eletrodos deverão ser implantados.
E o software precisa ser calibrado para as ondas cerebrais de cada pessoa para a ação desejada, tais como movimentar um braço protético, explica o neurologista.
"Esses pacientes teriam de usar um computador para interpretar suas próprias ondas cerebrais, mas esses dispositivos estão ficando tão pequenos que há uma possibilidade de que eles possam ser implantados no futuro", ele diz. "Achamos que nosso progresso, até agora, é muito encorajador."
publicado no Site Inovação Tecnológica em 08/01/2010
posted by LeticiaBúrigo
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