quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Quando não há limites para a inclusão

O POVO


Em dia de animação, projeto lembra a população da importância de acabar com o preconceito contra deficientes




Emmanuel Macêdo


Palhaços, palestras, oficinas e até música ao vivo. Um cenário perfeito para chamar a atenção de quem passava pela praça Luíza Távora, na avenida Santos Dumont, na tarde de ontem. Mas o que os organizadores realmente queriam mostrar - e combater - com o Festival Regional de Arte e Cultura para Pessoas com Deficiência é a existência do preconceito com esse tipo de público.

O tema do evento que contou, nesta quarta-feira, com a participação de instituições que atendem pessoas com deficiência na região metropolitana, é “A deficiência não é um problema. Seu preconceito, sim”. As festividades têm continuidade hoje, a partir das 16h30min, com as instituições da Capital. Ao todo, oito festivais estão programados para acontecer até novembro de 2009. Acopiara e Tauá já foram palco de apresentações artísticas e exposições gastronômicas e artesanais com o mesmo intuito.

David Valente, músico que toca teclado com os pés, não deixou ninguém parado em um cenário de muita alegria e descontração.

O evento é uma realização do Governo do Estado o Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Secult) e do Gabinete da primeira-dama do Estado e executado pela Associação para o Desenvolvimento dos Municípios do Estado do Ceará (APDMCE), que visa a inclusão social de crianças, jovens e adultos deficientes. Os festivais fazem parte do programa Ceará Acessível.

Célia Costa Lima, presidente da APDMCE, fala da importância do projeto para os deficientes. “É um projeto de inclusão. Os deficientes têm sua contribuição a dar e é isso que queremos mostrar”, enfatiza.

Opinião concordante com a de Iracema Pinho, presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) do Eusébio. “A inclusão para eles é importante principalmente para mostrar a muitos que ainda têm preconceito que eles são capazes de realizar tarefas que muitos não imaginam", diz.

A capacidade de realizar tarefas é uma grande conquista, bem clara no sorriso de dona Luzia Pereira, mãe de uma aluna excepcional. Ela conta que todas as atividades do projeto servem de estímulo e alegria para seguir a vida. “Visitei ela em uma oficina de balé e achei maravilhoso”, conta.


Voltar a sonhar


A dor que a professora Carla Costa Kind da Silva sentiu nas costas numa noite de1994 foi tão intensa que ela desmaiou. Quando acordou, no centro de tratamento intensivo de um hospital do Rio de Janeiro, ela não mexia nem o pescoço. Segundo os médicos, uma inflamação na medula tinha deixado Carla paralisada para sempre. "Senti que era o fim de meus sonhos." Aos 23 anos, Carla estava noiva havia três meses, tinha mais um ano para se formar em Ciências Sociais e planejava fazer mestrado... Sem perspectiva de melhora, ela propôs o fim do noivado, mas o bombeiro Sérgio Sousa da Silva não quis nem ouvir seus argumentos e tomou uma decisão radical. Mudou-se para a casa dela e começou a estudar acupuntura, shiatsu, ioga, fitoterapia e fisioterapia para ajudá-la no tratamento. Tão misteriosa quanto o aparecimento da doença tem sido sua recuperação. Contra todas as previsões, em seis meses ela movimentava os braços e hoje consegue ficar em pé sobre uma das pernas. Aceitar as limitações não foi fácil. No início, ela não queria sair de casa por vergonha da cadeira de rodas, mas a família decidiu "arrastá-la". Sábia decisão. Dali em diante, sua postura mudou. Carla retomou os estudos e lutou para voltar a lecionar. Há seis anos, casou-se com Sérgio - de véu e grinalda - e teve o prazer de entrar na igreja andando, amparada pelos pais. Há dois anos, deu à luz André Luiz, deixando muita gente espantada. Assim como cuida do filho, Carla dá conta da turma de Educação Infantil do CIEP Yuri Gagarin, onde nem tudo está adaptado à sua condição. A rampa de entrada é íngreme e perigosa, mas na sala há espaço para circular com a cadeira de rodas. Hoje, aos 35 anos, ela faz valer seus direitos, exerce com prazer a profissão que escolheu e encara a vida com alegria.






Colaboração: Jenniffer Rossetto

domingo, 18 de outubro de 2009

Feira terá 2 mil vagas para deficientes

Curitiba terá nesta semana um evento voltado para pessoas com deficiências que estão buscando uma vaga no mercado de trabalho. Organizada pela prefeitura, a feira de empregos vai oferecer 2 mil oportunidades e cursos de capacitação profissional para deficientes.




Ao todo, 20 empresas de recursos humanos estarão presentes no Centro de Convenções de Curitiba para selecionar trabalhadores para as vagas disponíveis. Durante o evento, será possível entregar currículos e até ser contratado imediatamente. É preciso levar a Carteira de Trabalho e Previdência Social e a Carteira de Identidade. A entrada no evento será gratuita e não requer inscrição.



Todas as empresas com mais de 100 empregados são obrigadas por lei a empregar pessoas com deficiência. As cotas variam entre 2% e 5% do total de funcionários. Na capital, ao todo são 745 empresas com mais de 100 empregados. Juntas, elas deveriam empregar pelo menos 18.377 trabalhadores, mas apenas 6.170 postos estão preenchidos, segundo o Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS-2007).



“Concentramos no mesmo dia e local diversas agências de recursos humanos e de capacitação, para criar uma oportunidade facilitadora para empresas, que precisam cumprir as normas, e para pessoas com deficiência, que terão mais acesso ao mercado de trabalho”, afirmou o secretário municipal do Trabalho, Jorge Bernardi, de acordo com o site da prefeitura. “Com capacitação adequada e acesso ao mercado formal de trabalho, melhora a renda e a qualidade de vida dessas pessoas e suas famílias.”



Serviço



1ª Feira do Emprego e Capacitação Profissional para Pessoas com Deficiência.



Data: 22 de outubro



Horário: 8h às 17h



Local: Centro de Convenções de Curitiba, Rua Barão do Rio Branco, 370, Centro.


sábado, 17 de outubro de 2009

DF está perto da internet popular


Projeto encaminhado à Câmara Distrital, a exemplo do de São Paulo, prevê isenção de 25% do ICMS, o que barateará o custo da banda larga


Karla Mendes

Enviada Especial

São Paulo - O Distrito Federal deve ser a próxima unidade da federação a oferecer isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a oferta de banda larga para a baixa renda. O projeto de lei foi encaminhado para a Câmara Distrital na semana passada, segundo Isalci Lucas, secretário de Ciência e Tecnologia do DF. "No caso do DF, tem que passar pela Câmara. Tem que ser lei. O secretário de Fazenda já encaminhou (o projeto)", informou. A expectativa é de que o projeto, que prevê isenção dos 25% de ICMS cobrados atualmente das operadoras, seja aprovado em breve. "Como não há divergência (sobre o assunto), acho que não teremos dificuldade", observou Lucas.



O governador de São Paulo (PSDB), José Serra, assinou ontem, durante o Futurecom - evento de telecomuinicações realizado na capital paulista -, o decreto que cria o programa Banda Larga Popular no estado. A iniciativa zera a alíquota de 25% de ICMS para as operadoras que ofertarem pacotes com velocidades entre 200 kilobits por segundo (Kbps) e 1 mega, ao preço máximo de R$ 29,80. No valor estipulado, já estão embutidas taxas de instalação, fornecimento do modem e provedor de internet. Os atuais clientes que quiserem migrar para o plano popular pagarão multa no valor de R$ 100. A primeira operadora a aderir ao programa é a Telefônica, que oferecerá, a partir de 9 de novembro, pacote de 250 Kbps por R$ 29,80.



Resistência

O primeiro estado a cortar impostos para a oferta de banda larga popular foi o Pará. A regulamentação da isenção de ICMS ocorreu em abril, por meio de um decreto estadual, logo depois da autorização do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Nenhuma empresa, porém, aderiu ao programa até hoje, segundo a Secretaria de Fazenda paraense. Fontes do mercado afirmam que as operadoras estão com muita resistência para ofertar internet rápida a baixo custo, motivo pelo qual a Oi, concessionária de telefonia fixa no estado, não teria aderido ao programa. No caso de São Paulo, a empresa informou que tem interesse de participar do projeto do estado e está preparando produtos e processos para aderir. Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi, disse que a implantação no projeto no DF e no Pará só estaria dependendo da regulamentação do governo.



A Vivo quer lançar a banda larga móvel popular até o Natal. Para isso, está analisando uma forma de baixar os custos. A Net informou que vai estudar a melhor maneira de utilizar o benefício. Claro e Tim também informaram que estão analisando a proposta.
 
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2009/10/16/economia,i=148654/DF+ESTA+PERTO+DA+INTERNET+POPULAR.shtml

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Um BLOG voltado para acessibilidade.

BLOG “Mãos na Roda”

Veja nesse vídeo um trio que deu certo em busca da inclusão!Eduardo Camara analista de sistema, a arquiteta Gabriela Zubelli,idealizadores do BLOG “Mão na Roda” e Bianca Marota sua namorada.Juntos divulgam lugares acessíveis ,o dia a dia de cadeirantes e oportunidades para trocas de experiências que possam tornam a vida dessas pessoas mais confortáveis e felizes.

Vale a pena refletir sobre essa questão, pois a inclusão já se encontra numa equipe inclusiva, um cadeirante,um técnico em acessibilidade e uma pessoa que pode ter um olhar de fora do contexto ,preocupados com o bem de estar de uma especificidade acabando por atingir ás necessidades de todo cidadão, que é o direito de ir e vir.

O tema acessibilidade torna-se amplo e o BLOG “Mão na Roda”, no momento, tem um foco centrado para esta população.

Acessem,opinem, divulguem, enviem matérias do gênero!Vamos levar essa idéia!

sssssssssssssssssssssssssss

domingo, 4 de outubro de 2009

Deficiência auditiva

Professor se nega a dar aula pra aluno surdo

Governo do Paraná abrirá edital para contratar tradutor.
Um professor de inglês do Colégio Estadual Helena Kolody, no bairro Jardim Monza, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, recusa-se a dar aula para uma turma da 5ª série que possui um aluno surdo.

A diretoria da escola foi comunicada pelo professor na semana passada. A Secretaria de Estado da Educação (Seed) vai publicar um edital em caráter emergencial para a contratação de um tradutor de Libras (linguagem de sinais).

O caso revoltou a mãe do estudante de 11 anos. Segundo ela, até o ano passado o filho estudava em uma escola especial. Neste ano, quando ele ingressou na 5ª série, a opção foi por matriculá-lo em uma escola regular.


Fonte: G1

 Jeniffer Rossetto

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Na ultima edição da Folha Estudantil


Na ultima edição da Folha Estudantil abordamos o assunto de acessibilidade, não achei obra em Curitiba. Mas me chamou atenção uma situação que ocorreu na cidade de Londrina confira a seguir !!!


Abraço!!



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ENGENHEIROS E ARQUITETOS TESTAM CALÇADAS DE LONDRINA (PR)

Eles usaram cadeiras de rodas, bengalas e máscaras nos olhos para sentir na pele o drama dos portadores de deficiências

Às vezes, para entender um problema, é preciso se colocar no lugar de quem sofre com ele. Foi o que fizeram engenheiros e técnicos do Paraná. Em cadeiras de rodas e de olhos vendados, descobriram que as calçadas precisam urgentemente de uma reforma.

É pau, é pedra, é buraco. É quase o fim do caminho. Uma carona no verso para descrever a bagunça das nossas calçadas. Andar sem atropelo só é possível, na média, em quatro de cada dez calçadas.

Em Londrina, o Ministério Público pisou mais firme e recomendou à prefeitura que tome providências para melhorar o acesso às calçadas. Um desafio ainda maior para quem não anda ou não enxerga.

Em um curso em Londrina, engenheiros e arquitetos sentaram em cadeiras de rodas, usaram bengalas, máscaras nos olhos. Por um instante, fizeram papel de incapacitados para sentir na pele o drama dos portadores de deficiências. Primeiro, aula básica para dominar os equipamentos. E mãos à obra.

Nas calçadas sem guias que orientam cegos, passos medidos, perigos imaginários. “Quem está de fora, não tem a mínima noção”, comenta um homem.

Um suplício também para a turma da cadeira. Portas apertadas. O pequeno desnível que vira uma imensa barreira. Na rampa mal projetada, uma sequência de sustos - para frente e para trás. “É uma ilusão de acessibilidade”, aponta um estudante.

Foram alguns minutos de experiência, mudanças para a vida inteira.

Fontes Bom Dia Brasil/Globo


domingo, 27 de setembro de 2009

Calçadas,contemplam a diversidade humana?

Calçadas,contemplam a diversidade humana?

“A gente tem idosos, cegos,cadeirantes .As mães que passam com seus carrinhos de bebês,as mulheres com salto alto e toda população que quer caminhar com autonomia, segurança e tranqüilidade sem obstrução de carros”.Assista Mara Cabribrilli e reflita sobre o assunto.

Mudanças:Questão cultural x acessibilidade atitudinal

domingo, 20 de setembro de 2009

Universidade para todos!



Universidade com qualidade!

Assista a matéria pela mídia e reflita.Primeiro uma universidade necessita estar estruturada para receber uma demanda de alunos com especificidades diferentes.ACESSIBILIDADE é fator preponderante!
A sociedade além de ser sensibilizada ,requer informação para deter a formação.Nestes parâmetros não só de boa vontade se vale uma instituição ,mas da tomada de atitudes que permeiam a inclusão!
Parabéns nossos guerreiros que integram esse movimento chamado INCLUSÃO!Enaltecemos nossos integrantes das universidades e também ofereçamos a autonomia que tanto necessitam para terem a dignidade humana prevalecida!
24:00 segunda-21 de Setembro Viva o Verde!Professora Clara-PAP


NOVA ESCOLA


Nesta edição publicada por NOVA ESCOLA, já nas bancas, você encontra reportagens sobre as deficiências e as síndromes mais comuns, linha do tempo, práticas de inclusão na escola, além de 15 planos de aula. A reportagem de capa conta a história de Matheus Santana da Silva, 14 anos autista, que estuda em uma turma regular de uma escola pública em São Paulo desde a 1ª série. Assista ao vídeo que mostra a vida escolar de Matheus. Veja também dois textos sobre ele: um mostra como o garoto lida com as emoções. O outro é sobre suas habilidades na escrita.


Leia também a Íntegra das principais leis sobre inclusão e os programas do MEC sobre o assunto.

http://www.youtube.com/watch?v=tAj_QPJrNUA