terça-feira, 17 de abril de 2012

Justiça eleitoral dá exemplo com campanha de TV inclusiva



Do http://www.inclusive.org.br/?p=22348
video


Está sendo veiculada de 19 de março a 29 de abril, no rádio e na televisão, a campanha nacional da Justiça Eleitoral sobre o alistamento dos eleitores, denominada “Brasileiro que vota não foge à luta”.
O objetivo é informar sobre a necessidade de se tirar o título de eleitor pela primeira vez ou atualizar o cadastro na Justiça Eleitoral, no caso de alterações, até o dia 9 de maio, para poder votar nas eleições municipais de outubro.

Clique aqui para assistir o vídeo.

Até aí, nenhuma novidade. Mas chamou-me a atenção o filme “Jovens Guerreiros”. Produzido pela agência Fields Comunicação e pela Cara de Cão Filmes, a peça, em preto e branco, tem o seguinte texto:

O que é uma pedra para um guerreiro?
O que são gotas para quem só pensa em vencer?O que são noites para quem tem prova?O que é atraso para quem tem paciência?Quem vence uma luta, ganha o dia.Neste caso, quatro anos.Jovens guerreiros, acordem!Se você vai completar 16 anos até 7 de outubro, tire o seu título de eleitor.O voto é obrigatório aos 18 anos, mas é um direito já a partir dos 16.
Procure um Posto da Justiça Eleitoral até 9 de maio, levando um documento de identidade com foto e comprovante de residência.
Justiça Eleitoral.
Brasileiro que vota, não foge à luta.

Nenhuma grande surpresa no texto.
O que surpreende positivamente são as imagens. Nelas, estão brasileiros que não estamos acostumados a ver na TV, mas que têm tanto direito de votar quanto qualquer outro.

O primeiro que aparece é um rapaz com síndrome de Down, e o outro um jovem com albinismo.  Além deles, outros brasileiros. Como eles.
Há anos os anúncios da Justiça Eleitoral já atendem às regras de acessibilidade, com legenda e janela de libras, assim como os programas e propaganda eleitorais dos candidatos e partidos também devem por lei ser acessíveis.
A publicidade inclusiva é uma forma de promover a inclusão de segmentos excluídos na sociedade, induzindo a presença de seus membros em comerciais de TV. A ideia é, por meio da propaganda, ajudar a construir no imaginário do público a noção de que aquelas pessoas pertencem ao coletivo. Funciona muito melhor do que qualquer campanha específica, porque a imagem é transmitida de forma natural. Além disso, não custa nada além do valor normal do filme – e de quebra emprega atores que antes não tinham muita possibilidade de trabalho.
Parabéns à Justiça Eleitoral pelo esforço de tornar sua propaganda inclusiva, mostrando que, também na publicidade, os direitos devem ser iguais.

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