segunda-feira, 4 de maio de 2015

Futuro ,divulgando Campanha:LACRE DO BEM!!Confiram!!!


PARABÉNS LUCIA PELA INICIATIVA.
BH GANHA COM SUA POSTURA SOLIDARIA!!

VAI AI O FACE DESSA GATINHA E TODA SUA TRUPE :
https://www.facebook.com/pages/Lacre-do-Bem/710698032317878?fref=photo 







sexta-feira, 1 de maio de 2015

SONATA PARA VIOLONCELO - UM FILME SOBRE FIBROMIALGIA


'Sonata para violoncelo' de Anna M. Bofarull, vai ser apresentado ao mundo no Dia Mundial da Fibromialgia, 12 de Maio de 2015. 

Este é o primeiro filme dedicado a este tema.

Sinopse:
Julia é uma reconhecida violoncelista de quase 50 anos, que passa a vida a viajar para diferentes cidades do mundo, a fim de dar concertos.
O seu trabalho exige muitas horas de estudo e de ensaios o que ela aceita, porque gosta do que faz e porque desfruta da companhia dos seus amigos, mantendo uma vida social muito animada.
O aparecimento de um problema imprevisto vai obrigar Julia a repensar toda a sua vida, a longo prazo. Depois de vários anos sofrendo dores intermitentes em diferentes partes do corpo, é finalmente, diagnosticada com fibromialgia, uma doença crónica. Enquanto Julia tenta viver a sua vida como sempre fez, a doença vai impondo numerosos obstáculos e ela começa a relacionar-se com pessoas, até então, afastadas.
Com Montse GermánJuanjo PuigcorbéJan Cornet más 
Género Drama 
País España 

trailer



Anna M. Bofarull diz "São poucos os que realmente entendem como vive alguém com fibromialgia". 
Neste filme a realizadora pisa um terreno que conhece muito bem, usando a música como fio condutor. A sua mãe sofre de fibromialgia há anos e, é esta a causa do envolvimento pessoal e da necessidade de falar sobre o assunto, através do cinema. Graças à divulgação que faz da doença, o filme recebeu o apoio de diversas associações e entidades, públicas e privadas, relacionadas com a fibromialgia. Para financiar o filme usaram-se os meios tradicionais mas também o crowdfunding (financiamento colaborativo).

Julia é uma mulher atraente, elegante e culta, disposta a viver a vida à sua maneira, entregue de corpo e alma à música. Reconhecida violoncelista de trajectória internacional, a determinado momento enfrenta uma reviravolta inesperada que a vai obrigar a repensar a sua vida, a longo prazo. Depois de anos de dores esporádicas em várias partes do corpo, Julia recebe um diagnóstico definitivo: fibromialgia. 

A longa metragem protagonizada por Montse Germán, Juanjo Puigcorbé e Anna Salas, rodou-se principalmente nas comarcas de Tarragona e também em Lleida, Barcelona, nos Pirinéus e em Berlim. A estreia do filme foi no Festival de Málaga e vai agora iniciar a apresentação em vários outros festivais, até chegar às salas comerciais.


COMO SURGE ESTE PROJECTO?

A ideia já surgiu há muito tempo. A minha mãe sofre de fibromialgia e a mim interessava-me ver o reflexo desta doença no grande écran. Quis confrontar este problema com o processo de criação, de modo a que a mudança de vida que a dor crónica implica não obrigue apenas a mudar de trabalho mas obrigue a renunciar à única coisa importante na vida de uma artista, neste caso uma violoncelista reconhecida a nível internacional. Para Julia, a protagonista, a dor converte-se numa limitação que a leva a lutar contra o próprio corpo para continuar a tocar.


APESAR DO GRANDE NÚMERO DE PESSOAS DIAGNOSTICADAS EM TODO O MUNDO, PERTO DE 4%, NÃO EXISTE AINDA NENHUM FILME QUE FALE DA FIBROMIALGIA...

Certo. Assim que tive um guião escrito e comecei a pesquisar formas de financiar o projecto, investiguei e fiquei muito surpreendida ao saber que nunca ninguém tinha feito um filme sobre este assunto, apesar do grande número de afectados pela doença. Assim pensei que este seria mais um motivo para apostar neste projecto.


PORQUE É TÃO DESCONHECIDA, A FIBROMIALGIA?

Nos últimos anos este nome 'fibromialgia' tem-se ouvido mais, mas, ainda que muitos comecem a associá-la a dor crónica, poucos são os que realmente entendem como vive alguém com fibromialgia. Os portadores desta doença queixam-se de que nem amigos nem familiares os compreendem, que os acusam de "fazer de conta" ou que não têm vontade de trabalhar, não são activos. Isto é muito injusto.


'SONATA PARA VIOLONCELO' PARTE DE UM CONTEXTO DE FICÇÃO, ATRAVÉS DO CINEMA, ATÉ À COMPLEXA REALIDADE QUE ENVOLVE A FIBROMIALGIA. O QUE VAMOS DESCOBRIR SOBRE ESTA DOENÇA?

O espectador vai descobrir, não tanto as razões médicas da doença, mas de que forma se pode viver com a dor, como se enfrenta, como condiciona muitos aspectos da vida. Trata-se de um caso concreto mas, até à data, o filme tem sido muito bem recebido por parte dos afectados pela doença (maioritariamente mulheres), que se vêm reflectidas, o que, para mim, é muito importante.


NÃO É A PRIMEIRA VEZ QUE ABORDAS, EM FILME, UMA PROBLEMÁTICA SOCIAL. O QUE TE ATRAI NO TEMA?

Para mim, escrever, realizar e produzir um filme significa dedicar muitos anos de vida a um projecto, envolver-me de forma obssessiva, já que o tema e os personagens me absorvem por completo. Por isso sinto necessidade de ser útil, de alguma forma, à sociedade onde vivo, que o meu trabalho tenha mais sentido do que a pura diversão cinematográfica. Consigo isso ao estar próxima de temas sociais relevantes.

A INTERNET E AS REDES SOCIAIS FORAM AS GRANDES ALIADAS DESTE PROJECTO. DE QUE MANEIRA CONTRIBUIRAM PARA QUE O FILME SE FIZESSE?

Há 4 anos decidimos avançar com este projecto, publicamente. Partilhamos a ideia e a dificuldade de financiar o filme com todos os portadores de fibromialgia, ao mesmo tempo que apelamos ao crowdfunding (uma forma de financiamento colectivo). O mais interessante foi receber o feedback de muita gente, em todo o mundo, durante todo este tempo, o que nos animava a prosseguir pelo duro caminho que se percorre para concretizar um filme. Houve momentos em que isto foi a única causa pela qual continuamos a trabalhar, sem atirar a toalha ao chão. A cada semana recebemos contactos a perguntarem quando poderão ver o filme, em cada um dos países.


PORQUE FOI ESCOLHIDO O FESTIVAL DE MÁLAGA PARA ESTREAR O FILME?

Foi uma espécie de prémio pelo longo processo de produção, um reconhecimento pelo trabalho realizado. Málaga é uma montra fundamental para o panorama cinematográfico espanhol, recebe muita atenção da imprensa e pode ser uma grande ajuda para abrir caminho até às salas de cinema.


Jan Cornet, Anna Maria Bofarull e Montse Germán no Festival de Málaga



website do filme Sonata para Violoncelo
El Diario
http://fibromialgiaempt.blogspot.com.br/2015/04/sonata-para-violoncelo-um-filme-sobre.html?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Pernas pra que te quero! Primeira corrida para crianças em cadeira de rodas

Saiba mais sobre o evento que busca promover a inclusão e socialização de crianças em cadeiras de rodas. Primeira corrida Pernas pra que te quero! Leia mais:
Pernas pra que te quero! Primeira corrida para crianças em cadeira de rodas
ESPECIAL,  SEM CATEGORIA
29 DE ABRIL DE 2015
 
 


Crianças se divertindo com seus familiares ou voluntários. Essa ideia é extraordinária e por isso merece todo o nosso apoio. Dia 21 de maio, acontece em Curitiba a Primeira corrida para crianças em cadeiras de rodas. Esse super evento é promovido pela Associação Paranaense de Reabilitação (APR) em parceria com a Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (SMELJ) e apoio da Secretaria da Pessoa com Deficiência de Curitiba. Você pode ajudar de diversas formas, inclusive sendo voluntário como corredor.  Leia o texto que você saberá como pode participar.
Porque mais importante que partir é a vontade de chegar
Inspirada na história de Karolina Cordeiro que largou tudo para se dedicar ao filho Pedro – diagnosticado com uma grave paralisia –  e correr junto com ele, a APR adere a esse desafio inovador. O objetivo é permitindo que todas as crianças, mesmo as com dificuldade de locomoção, possam praticar a corrida, promovendo a sua inclusão e sociabilização.
“Pernas pra que te quero” é uma ação que integra crianças que usam cadeiras de rodas ao Circuito Infantil de Corridas da Cidade de Curitiba. Nesta proposta, as crianças são levadas por corredores voluntários em suas cadeiras adaptadas, podendo sentir a emoção de “correr” através das pernas de outras pessoas. A primeira corrida “Pernas pra te quero” será no próximo dia 21 de junho, com a participação de 20 crianças cadeirantes e 60 voluntários corredores.
O projeto é desenvolvido pelas empresas SerSustentável e Bliss Care e a comunicação é de responsabilidade da Agência de Transformação Social Nossa Causa.
corrida

Se você quer ver uma criança feliz, não fique parado!

Você pode garantir o seu lugar na corrida “Pernas pra que te quero”. Faça parte da construção desse evento e contribua colaborativamente através da plataforma Kickante, afinal, só juntos vamos mais longe: http://www.kickante.com.br/campanhas/pernas-pra-que-te-quero-por-nossas-criancas
Seja um apoiador curtindo e compartilhando as novidades da nossa página no facebook:https://www.facebook.com/CorridaPernasPraQueTeQuero.
Você pode ainda ser um patrocinador, adotando uma criança em sua cadeira de rodas. Entre em contato pelo email contato@pernaspraquetequero.org e corra para garantir a sua participação!
Para os interessados em se voluntariar como corredor ou parte da organização é só efetivar sua inscrição pelo link e comparecer na sede da Associação Paranaense de Reabilitação, na Rua dos Funcionários, 805 Cabral – Curitiba/ PR, nesta quarta-feira, dia 29/04, às 19h30.
09/05 1º Treino
O 1º treino vai ser também o 1º contato entre criança e voluntário. Esse momento é muito importante para que as crianças adquiram confiança no seu corredor e possa desfrutar de um momento inesquecível sem preocupações. Também é nesse treino que vamos avaliar a força e resistência dos atletas para definir as distâncias a serem percorridas.
Haverá, nesse dia, barraquinha para venda solidária de materiais promocionais da campanha, cedida pela Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude.
Horário: 10h
Local: Parque Barigui encontro no estacionamento próximo à ExpoRenault

06/06 2º Treino
No 2º treino já teremos o sistema de encaixe pronto. Esse sistema será encaixado na cadeira das crianças para incluir uma terceira roda, que dará estabilidade para a cadeira e uma manopla que ajudará o corredor a guiar a criança de maneira segura. Nesse treino, também haverá barraquinha para venda solidária de materiais promocionais da campanha.
Horário: 10h
Local: Parque Barigui encontro no estacionamento próximo à ExpoRenault
21/06 2ª Etapa do Circuito Infantil de Corridas de Rua de Curitiba
E finalmente, no dia 21 de junho vai acontecer a verdadeira inclusão. 20 crianças e 60 voluntários participarão da ação, que insere crianças em cadeiras de rodas no Circuito Infantil de Corrida de Rua de Curitiba. Os corredores correrão lado a lado e se revezarão conduzindo a cadeira, enquanto os outros dois observam a criança.
Será uma experiência única e inesquecível.
Horário: 8h30
Local: Parque Náutico
 Serviço
1ª Corrida Pernas, pra que te quero!
Data: 21 de junho 2015
Local: Parque Náutico
Horário: 8h30
pernaspraquetequero.org
contato@pernaspraquetequero.org
http://www.maezissima.com.br/sem-categoria/pernas-pra-que-te-quero-primeira-corrida-para-criancas-em-cadeira-de-rodas/

O desenhista Mauricio de Sousa fala sobre a criação de personagens com deficiências

Confira entrevista com o jornalista e cartunista que, além da Turma da Mônica, também criou personagens para homenagear pessoas com deficiência e mostrar, por meio das histórias, um pouco do universo desse público, contribuindo para a educação e inclusão.
Publicada em 14 de junho de 2012
Mauricio de Sousa está ao lado de um desenho do personagem Bidu
Daniel Limas, da Reportagem do Vida Mais Livre

Mauricio de Sousa é criador de histórias e de personagens que divertem, educam e inspiram a imaginação de adultos e crianças há mais de 50 anos. Em 1959, enquanto era repórter policial no Jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), criou seu primeiro personagem, o cãozinho Bidu. A partir de uma série de tiras em quadrinhos com Bidu e Franjinha (o dono do cachorro), publicadas semanalmente na Folha da Manhã, Mauricio de Sousa iniciou sua carreira.
Nos anos seguintes, Mauricio criou mais tiras, outros tabloides e diversos personagens - CebolinhaPitecoChico BentoPenadinhoHorácio,RaposãoAstronauta, etc. Até que, em 1970, lançou a revista daMônica, com tiragem de 200 mil exemplares, pela Editora Abril. Hoje, entre quadrinhos e tiras de jornais, suas criações chegam a cerca de 30 países. Entre as revistas de histórias em quadrinhos mais vendidas do País, dez são de Mauricio de Sousa – atualmente, suas revistas respondem por 86% das vendas no mercado brasileiro.
O que poucos sabem é que, além da Mônica, Cebolinha, MagaliCascão, Bidu e companhia, este jornalista e cartunista também criou alguns personagens para homenagear pessoas com deficiência e mostrar, por meio das histórias, um pouco do universo desse público, contribuindo para a educação e inclusão. Luca, um garoto cadeirante, e Dorinha, uma menina com deficiência visual, inspirada na Dorina NowillSite externo., são os dois exemplos mais marcantes.
A primeira em vez que Luca apareceu nos gibis foi em 20 de dezembro de 2004, na edição nº222 do gibi da Mônica. O personagem ama os esportes, principalmente o basquete, e foi apelidado carinhosamente pelos novos amiguinhos de “Da Roda” e “Paralaminha”, por ser muito fã do cantor Herbert Vianna e da banda Os Paralamas do Sucesso. Já Dorinha foi a pioneira, e chegou às bancas no final de novembro deste mesmo ano.
Para conhecer um pouco melhor sobre seu trabalho, entrevistamos Mauricio de Sousa. Confira!
Vida Mais Livre: Quando e por que surgiu o interesse por personagens com algum tipo de deficiência?
Mauricio de Sousa: A Turma da Mônica é um grupo de personagens que vivem e agem como crianças normais, como nossos filhos ou conhecidos. Todos nós temos amigos com algum tipo de deficiência e convivemos harmônica e dinamicamente. Aprendemos as regras da inclusão aí.
Consequentemente, não poderíamos deixar de apresentar, no universo dos nossos personagens, amiguinhos da turma que também tivessem algum tipo de deficiência. Até acho que demorei muito para perceber esse vazio nas nossas histórias.
Vida Mais Livre: Você se recorda da situação em que teve a ideia de criar o primeiro desses personagens?
Mauricio de Sousa: Acho que foi quando criamos uma história onde um novo amiguinho da turma surgia de muletas. Ele participou de uma ou duas histórias, mas depois sumiu. Ficou a necessidade de mantermos esse tipo de convívio. Posteriormente, fui buscar um cadeirante para preencher o espaço.
ImagemVida Mais Livre: Conte um pouco sobre o processo de criação da personagem Dorinha.
Mauricio de Sousa: Quando pensei em criar uma menina cega, busquei uma referência e me veio a figura de Dorina Nowill, da Fundação do mesmo nome. Dorina, líder, de inteligência brilhante, sem preconceitos (para com os videntes), elegante, preocupada com a causa de mostrar caminhos aos cegos. Tirei daí tudo da Dorinha.
Vida Mais Livre: Há uma frequência para ela entrar nas histórias?
Mauricio de Sousa: Não. As histórias fluem e, quando um tema permite, ela entra.
Vida Mais Livre: Qual foi a repercussão entre as crianças?
Mauricio de Sousa: Das melhores. Principalmente, quando a Dorinha, como personagem vivo, no antigo Parque da Mônica, aparecia. Daí era um auê. Todas as crianças se aproximavam dela para perguntar sobre seus hábitos, como fazia isso, como resolvia aquilo. E nossa artista que dava vida à Dorinha estava sempre muito bem preparada para falar como uma deficiente bem resolvida.
Vida Mais Livre: Você também criou o Luca, que é cadeirante. Como ele foi criado? Foi inspirado em alguém, assim como a Dorinha?
Mauricio de Sousa: Para criar o Luca, conversei com os atletas paraolímpicos, o que foi, para mim, uma descoberta e uma alegria. Eles são muito bem resolvidos, também. Entusiasmados, alegres, espertos, inteligentes, com o moral lá em cima. Foi fácil transpor esse clima para o personagem, que continua acontecendo muito fortemente nas nossas histórias, a ponto de a Mônica, nos quadrinhos, estar meio de asinha caída para o Luca.
Vida Mais Livre: E, novamente, qual foi a reação das crianças?
Mauricio de Sousa: Mais uma vez, a curiosidade da criançada, mais sua ousadia, fizeram do Luca um repositório de informações sobre o que é e como é fazer tudo a bordo de uma cadeira de rodas.
Vida Mais Livre: Além da Dorinha e do Luca, há também o André, com autismo, e uma menina com Síndrome de Down, correto? Conte um pouco mais sobre estes personagens.
Mauricio de Sousa: O André nasceu de um estudo que fizemos para uma campanha. Saiu uma revistinha muito gostosa, que serviu e serve para muita gente entender um pouco melhor o autismo e suas diversas manifestações. Já a menina com down é mais recente, pouco conhecida e ainda não suficientemente utilizada nas histórias. Está ainda em fase de estudos, devido à variação de graduações que o Down apresenta. Ainda estou buscando em que nivel está a menina.
Vida Mais Livre: Além dos gibis, esses personagens com deficiência farão parte de DVDs, vídeos educativos, algum projeto especial, etc.?
Mauricio de Sousa: Todo o material educacional que produzimos e que estamos planejando terá a participação desses personagens, sempre com mostras de como vivem numa comunidade onde se instalou a inclusão.
ImagemVida Mais Livre: Há casos de pessoas com deficiência em sua família ou amigos próximos?
Mauricio de Sousa: Sempre há em todas as famílias. Desde criança, até os idosos, no final de suas energias, todos tivemos contato com deficientes. Faltava é a conscientização que agora se percebe.
Vida Mais Livre: E na sua empresa, há muitos empregados com deficiência? Como vocês lidam com a inclusão?
Mauricio de Sousa: Há alguns, sim. Numa convivência onde a gente até se esquece que um ou outro tem alguma limitação. Porque, como sempre, eles rompem os limites. E nos integramos. 
http://www.vidamaislivre.com.br/especiais/materia.php?id=5328&%2Fo_desenhista_mauricio_de_sousa_fala_sobre_a_criacao_de_personagens_com_deficiencias

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Viva as diferenças

Abrantes: Barrado à porta de discoteca por sofrer de Trissomia21



Francisco Gonçalves acompanhado de um amigo ouviu um "não" à entrada de estabelecimento de diversão nocturna.







Tita foi proibido de entrar em discoteca.





ADV





"O deficiente não entra...". Foi com estas palavras que Francisco Gonçalves Tita, de 51 anos, regressou a casa, no sábado à noite, depois de lhe ter sido barrada a entrada num estabelecimento de diversão nocturna, na zona ribeirinha de Abrantes. Tita, como é conhecido pelos amigos, é portador de Trissomia 21. Resolveu divertir-se um pouco com o seu amigo António Larguinho e escolheram o AquaClub, junto ao Rio Tejo, em Abrantes, distrito de Santarém, para espairecer um pouco no final do trabalho, ou pelo menos seria essa a intenção, que acabou por sair totalmente gorada.


Tudo aconteceu por volta das 23h do passado sábado, dia 25 de Abril, quando Tita e António se apresentaram em frente à porta do dito estabelecimento. Uma senhora, que não se identificou, proibiu a entrada a Tita, dizendo que não era permitida a entrada de pessoas com deficiência, deixando apenas entrar António que, perante o sucedido, decidiu abdicar do "privilégio" concedido pela senhora da portaria.


À Blasting News, uma testemunha contou que António ficou chocado com a atitude da "porteira" e disse-lhe que "não concordava com esta medida, mas que aceitava, uma vez que o estabelecimento não era seu para ser ele a ditar as regras", mas que a senhora tinha "metido o pé na poça, e que se iria arrepender de tal frase e atitude". Já Tita, não compreendeu por que não podia entrar, mas também aceitou a decisão, tendo acompanhado António no regresso a casa.


Entretanto, o gerente do estabelecimento já veio lamentar o sucedido, através da página de Facebook, dizendo que a "gerência ainda não dispõe de todos os factos", mas garante não ter dado "qualquer instrução para impedir a entrada de clientes portadores de deficiência, pelo que não se revê nos actos dos seus funcionários que eventualmente assim procederam", acrescentando que "já estão a ser promovidos processos disciplinares para apurar a responsabilidade dos funcionários envolvidos". Nessa publicação é ainda referido que a "situação foi lamentável, injusta e estúpida" e que o seu estabelecimento "não discrimina raças, credos, etnias ou deficiências", terminando com um: "Tita, és bem-vindo nesta casa!".


http://pt.blastingnews.com/pais/2015/04/abrantes-barrado-a-porta-de-discoteca-por-sofrer-de-trissomia21-00370497.html

Jovem deficiente auditivo se forma professor de matemática no ES

Rafael é 1º professor de matemática com surdez formado no estado.
Colega aprendeu a língua dos sinais para ajudá-lo.

Do G1 ES, com informações da TV Gazeta *
 A formatura do curso de matemática do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) desta sexta-feira (24) teve um caso especial. Rafael da Cunha se tornou o primeiro professor deficiente auditivo de matemática formado no estado.
Rafael perdeu a audição após tomar dez injeções para tratar um problema nos rins quando tinha 3 meses de vida. A limitação não impediu que o jovem estudasse durante 4 anos para realizar o sonho de ser professor.
Rafael era o único deficiente auditivo da turma e era acompanhado por tradutores de libra, a linguagem dos sinais. Havia dias em que eles não iam às aulas e Rafael arranjou uma solução. Ele então ensinou a linguagem à colega Jenifer Stofel. "Com muita paciência foi me ensinando e agora às vezes quando não tem intérprete ou precisa de alguma ajuda pra aprender alguma matéria, eu tento ajudar um pouquinho", conta.
Na formatura, Rafael foi aplaudido pela turma na língua de sinais e o Coral do Ifes se apresentou cantando em libras. O reitor do instituto, Denio Rebello, espera que o jovem possa atingir os objetivos de vida . "Espero que ele continue firme e forte no propósito dele, que ele não pare por aqui e alcance novos patamares de sucesso", diz.
O colega Felipe Seferino acredita que Rafael é uma inspiração para outros estudantes. "Quando a gente olha pra ele e vê toda a dificuldade que ele passa não escutando. Aquilo nos motiva", conta.
*Com colaboração de Rodrigo Maia, da TV Gazeta.
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Rafael estudou com ajuda de colega e tradutores (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)Rafael estudou com ajuda de colega e tradutores (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Táxis acessíveis têm isenção de impostos em Santos

LUIZ ALEXANDRE SOUZA VENTURA
29 Abril 2015 | 13:02

Município tem somente um táxi acessível, mas quer aumentar a frota adaptada para transporte de pessoas que usam cadeira de rodas. Cidade concede isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e do Preço para Ocupação de Áreas em Vias e Logradouros Públicos. Benefício vigora enquanto o veículo tiver as adaptações.

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O que você precisa saber sobre pessoas com deficiência
Cidade tem somente um táxi acessível, que circula desde dezembro de 2014. Foto: Carol Fariah/Prefeitura de Santos
Cidade tem somente um táxi acessível, que circula desde dezembro de 2014. Foto: Carol Fariah/Prefeitura de Santos
Circula em Santos, no litoral sul de São Paulo, há aproximadamente cinco meses, o primeiro táxi acessível da Baixada Santista, guiado por Giovani Almeida Oliveira. O preço da corrida é o mesmo dos táxis comuns. O carro faz parte da frota da cooperativa Disk Táxi, que pede agendamento com 24 horas de antecedência. O usuário precisa pagar uma taxa de R$ 10. Existem outras cooperativas na cidades que não cobram pelo agendamento, mas elas ainda não têm carros acessíveis.
São ao menos 15 viagens por dia, o que comprova a necessidade de mais veículos desse tipo na região. Mas o investimento é alto – de quase R$ 30 mil – para instalação da estrutura que suporta até 250 quilos, além dos itens de segurança. O motorista também precisa participar de um treinamento específico para esse tipo de trabalho. Além da pessoa que usa a cadeira de rodas, mais dois passageiros podem ser transportados.
Para incentivar o aumento da frota de táxis acessíveis na cidade, a Prefeitura concede isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e do Preço para Ocupação de Áreas em Vias e Logradouros Públicos. Interessados em adaptar seus veículos ou trocarem o atual por outro adaptado devem procurar o Sindicato dos Taxistas de Santos.
A Resolução 16/2014 da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), publicada na edição de 9 de dezembro de 2014 do Diário Oficial de Santos, dispõe sobre a padronização do veículo acessível. Adaptação e layout devem ser aprovados em vistoria feita pela CET-Santos.