terça-feira, 12 de agosto de 2014

Deficientes visuais têm poucos dias para fazer o cadastro e participar da seleção para ter um cão-guia

Candidatos poderão ser selecionados para a formação de duplas com cães. A avaliação será realizada pelos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia



Inscrições terminam no próximo dia 17 de agosto;  escolha será determinada pela compatibilidade com o cão (Ed Alves/CB/D.A Press)
Inscrições terminam no próximo dia 17 de agosto; escolha será determinada pela compatibilidade com o cão
A Secretaria de Direitos Humanos recebe até o dia 17 de agosto (próximo domingo) as inscrições para o Cadastro Nacional de Candidatos à Utilização de Cães-Guia. Podem se inscrever pessoas com deficiência visual interessadas em participar da seleção para a formação de duplas com cães dos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

O cadastro não garante ao inscrito o direito de receber um cão-guia. A seleção dos beneficiários ficará a cargo dos centros de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia das instituições de ensino e pesquisa; e a escolha será determinada pela compatibilidade com o cão. Uma comissão técnica fará a avaliação.

Para participar, os interessados devem ser maiores de 18 anos. Também pode participar quem tiver 16 e for emancipado, com capacidade para exercer os atos da vida civil no momento da convocação para as etapas de seleção, definidas em editais publicados pelos institutos federais. Além disso, a pessoa deve apresentar condições físicas, psicológicas e financeiras para manter um cão-guia.

As inscrições deverão ser feitas no endereço eletrônico:http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=16439

A pessoa deve apresentar condições físicas, psicológicas e financeiras para manter um cão-guia (Ed Alves/CB/D.A Press)
A pessoa deve apresentar condições físicas, psicológicas e financeiras para manter um cão-guia
 

Com informações da Agência Brasil

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Leia como ser blogueira necessita um passado ,um presente para consolidar o futuro!!!




Um pouco de mim

Sou professora Eliane Clara Pepino, trabalho pela rede estadual  com Educação Especial, pela escola Santa Rosa – Ensino Fundamental e Médio com Sala de Recursos Multifuncional 1 e na rede Municipal com a disciplina de Ensino Religioso com alunos do pré ao quinto ano.

Sempre desde criança adorava envolver-me com Artes , participar de teatro, declamar poesias, fazer Jornal Falado e esse realizar com atividades diversas tanto na escola, espaços sociais ou mesmo brincando de escolinha, laboratório e tantas outras brincadeiras tornaram o meu passado em realidade para ações futuras profissionais, pois tornaram adaptações curriculares e as aulas passaram por um processo de ações pedagógicas sempre procurando dar movimento.

Com o tempo amadurecemos, precisamos sempre algo mais , as tecnologias vieram com a parceria desta pessoa chamada Matheus Ferreira Kreling, inicialmente este, aluno de Inclusão, num programa do estado o PAC (Professora de apoio a Comunicação Alternativa).Vivemos um momento de experiências riquíssimas realizando todas disciplinas do ensino fundamental e médio ,procurando adaptar-se, vencer preconceitos, resistências de professores  aos poucos fazendo o uso do not , o point, movie maker em sala de aula ,um jornal impresso com circulação de matérias de inclusão dentro e fora da escola.

Então veio o divisor de águas, o Blog Futuro Está Aqui passou a substituir o jornal ,mas seguiu outras fronteiras,  além da escola, com intuito tanto de divulgar Inclusão ,pesquisar ,registrar os cursos, seminários os quais começamos a participar. Tornarmos então um pouco ativistas, defensores de uma sociedade menos preconceituosa, mais informada e acessível, pois pensamos quando  uma sociedade melhora, transforma ,informatiza ,torna-se acessível todos usufruem , pois portas se alargam, banheiros tornam-se mais confortáveis, todos começam a ter tecnologias que facilitam suas vidas, informações chegam quebrando paradigmas.

Bom o Futuro Está Aqui, hoje já somos também Plural Religioso, AEE do Futuro e Blogs do Matheus,  este ao qual ,inserido numa atividade profissional renumerada, com atividades correlacionadas, as quais já vinha praticando. Dentro de uma universidade idônea a UTP ,no setor de Marketing, onde teve como parâmetro na sua contratação suas ações anteriores.

Esta caricatura representa nossa parceria , gentileza no evento de sábado que antecedeu o Dia dos Pais ,no shopping Palladium, promovido pela UTP na exposição  Gente Grande justo enaltecer nossas brincadeiras de criança que tornam realidade futura.Agradecemos o caricaturista Tadao pela sua arte. Somos felizes por crescermos juntos nesta caminhada e há uma imensa perspectiva de sonhos que queremos ainda realizar, pois a vida continua e o mundo necessita de nós!
Eliane Clara Pepino

Assista a reportagem especial da ÓTV sobre o Dia dos Pais

Conheça a história do Sebastião e Wesley. Os laços afetivos entre pai e filho começaram graças ao amor que seu Sebastião Duelis de Barros tem de sobra em seu coração. Além de Wesley, ele ainda é pai de mais de 80 crianças que participam de um projeto social em Piraquara. 

Assista a reportagem especial da ÓTV sobre o Dia dos Pais:

domingo, 10 de agosto de 2014

Já conferiram as inovações da Lei Brasileira da Inclusão da pessoa com deficiência?



 O texto foi construído por todos nós. Vejam o resultado desse trabalho democrático e inclusivo: http://maragabrilli.com.br/2014/

Confira a redação do projeto na íntegra: http://migre.me/kuqCO

Descrição da imagem para cego ver:banner de fundo azul escuro com vários ícones de pessoas com e sem deficiência. Acima da imagem os dizeres Lei Brasileira da Inclusão da pessoa com deficiência.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Preconceito dos professores impede inclusão de aluno com Down, diz USP

Ana Luisa está pintando a casinha de bonecas que ganhou no Natal (Foto: Adriano Oliveira/G1)

Docentes avaliados acham que crianças com deficiência não aprendem.
Pesquisadora concluiu que problema é cultural e pode ser generalizado.

Ana Luisa está pintando a casinha de bonecas que ganhou no Natal (Foto: Adriano Oliveira/G1)
Aos 9 anos, Ana Luiza cursa o terceiro ano do Ensino Fundamental, como qualquer criança da mesma idade. Apesar de ter Síndrome de Down, está matriculada em uma escola regular, como manda a lei, e recebe todo apoio da direção. Na sala dela, por exemplo, trabalham mais duas educadoras, além da professora. A mãe explica, porém, que todos os cuidados nem sempre garantem um tratamento igualitário. “A gente percebe que eles ainda não sabem lidar com o que é diferente, não agem com naturalidade”, diz a relações públicas Sheyla Dutra.
Ela parece ter razão. Um estudo desenvolvido na Escola de Enfermagem da USP em Ribeirão Preto (SP) aponta que a inserção de alunos com deficiência em escolas comuns não garante a inclusão na prática. Isso porque, o preconceito dos próprios professores faz com que o resultado seja justamente o inverso, o que a fonoaudióloga e pesquisadora Flávia Mendonça Luiz chama de “exclusão dentro da inclusão.”
Durante dois anos, Flávia se reuniu toda semana com 10 professores da rede municipal de Araraquara (SP) que lecionavam para crianças com Down. Os encontros surpreenderam a pesquisadora, ao constatar que os educadores têm uma concepção prévia de que crianças com deficiência não são capazes de aprender, principalmente aquelas com deficiência intelectual, como a Síndrome de Down. Apesar de a amostragem ser pequena - apenas 10 educadores -, Flávia explica que o resultado pode ser generalizado, por se tratar de uma questão cultural.
“Todos os professores da minha pesquisa neutralizavam as crianças em sala de aula, ou seja, davam um brinquedo a parte. Então, enquanto todos faziam uma atividade, em vez de a professora incluir a criança, usando outra estratégia, ela dava um brinquedo que a criança gostasse, ou uma folha sulfite e giz de cera. As professoras já têm isso como certo: criança com Down não aprende. Então, como ela faz para ensinar?”, questionou.
Discriminação
A mãe de Ana Luiza, a relações públicas Sheyla Dutra, concorda com a pesquisadora. Ela conta que tentou matricular a filha, sem sucesso, em 16 escolas regulares em Ribeirão Preto, entre públicas e particulares, antes de encontrar a atual instituição onde a garota estuda. “Cada uma respondia uma coisa para não recebê-la. Uma chegou ao absurdo de dizer: a gente pode até aceitar, mas não matricula de verdade, fica como aluno ouvinte.”
A fonoaudióloga Flávia Luiz diz que professores precisam de espaço para reflexão e exercitar um novo olhar (Foto: Adriano Oliveira/G1)Flávia Luiz diz que professores precisam de espaço
para refletir sobre trabalho (Foto: Adriano Oliveira/G1)
Atualmente, Ana recebe toda a atenção da professora e da direção do colégio, tem suas limitações respeitadas e participa das aulas como qualquer outro aluno. Mesmo assim, a mãe afirma que ainda percebe certas dificuldades por parte dos educadores. “Quando a criança sai um pouco do padrão, as professoras se sentem despreparadas. Eu peço para elas darem aula de olho fechado. Assim, não existe diferença entre os alunos”, diz Sheyla, que também é presidente de uma ONG de valorização da diversidade e ministra palestras sobre inclusão para educadores.
Novo olhar
A pesquisadora concorda que a formação dos professores tem como base o ensino para alunos que seguem o mesmo padrão de aprendizagem. Entretanto, explica que a questão transcende a graduação ou a capacitação dos profissionais. “A formação está diretamente ligada com a cultura. Precisa de outro currículo? Na verdade não, mas os professores acham que sim, porque eles dizem ‘eu não aprendi a ensinar crianças assim’. Na verdade, eles aprenderam a ensinar qualquer um. O problema está no preconceito, na bagagem cultural.”
Flávia reforça que o cuidador ou mediador, profissional destacado em sala de aula para auxiliar o aluno com deficiência, como previsto em lei federal, deve se preocupar também em não excluir ainda mais a criança com Down dos demais colegas. Segundo Flávia, este educador deve auxiliar o professor e não a criança.
“Não é apenas inserir um cuidador dentro da sala de aula ou mudar a política educacional. O que falta é um outro olhar. É olhar para a criança não pelas deficiências, mas pelas potencialidades. Por isso, os professores precisam refletir, ultrapassar essa esfera cognitiva, refletir sobre seus valores, crenças. Precisa haver um espaço para que esse tipo de debate ocorra. Isso é o que vai modificar a educação", conclui.
Quando a criança sai um pouco do padrão, a professora se sente despreparada, diz Sheyla (Foto: Adriano Oliveira/G1)'Quando a criança sai um pouco do padrão, a professora se sente despreparada', diz Sheyla, mãe de Ana (Foto: Adriano Oliveira/G1)

Oficina gratuita de dança para pessoas com e sem deficiência



Em são Paulo, a população vai contar com oficinas gratuitas de danças para pessoas com e sem deficiência. As inscrições já podem ser feitas para 3ª edição da Oficina de Dança DanceAbility do Núcleo Dança Aberta. Ótimo exemplo para se expandir para o Brasil. Veja mais: http://bit.ly/Xfedfj
Estão abertas as inscrições gratuitas para a 3ª edição da Oficina de Dança DanceAbility do Núcleo Dança Aberta. O método utiliza a improvisação de movimento para promover a expressão e a troca artística entre pessoas com e sem deficiência. As aulas acontecem na Pulsarte, em Pinheiros, de 2 de setembro a 23 de outubro, terças e quintas, das 14h30 às 17h30.

Os participantes são divididos em dois grupos com objetivos distintos. O Grupo I (Núcleo Didático) é formado por pessoas interessadas na abordagem aprofundada do método DanceAbility para aplicação em seu trabalho ou profissão. São 15 vagas disponibilizadas que devem ser preenchidas por meio de seleção pública, que vai levar em conta também o potencial multiplicador de informação dos candidatos.
Já do Grupo II participam pessoas que têm vontade de conhecer e experimentar o DanceAbility. Ambos os grupos são compostos por pessoas com e sem deficiência, com ou sem experiência em dança.
Interessados podem se inscrever até 13 de agosto, pelo site do Núcleo Dança Aberta; ou enviando seus dados, profissão, currículo resumido e carta de interesse para contato@nucleodancaaberta.com. É necessário também informar se possuem deficiência e se precisam de transporte disponibilizado pelo projeto.
A divulgação dos selecionados é feita também pelo site do Núcleo Dança Aberta, no dia 29 de agosto. Após os dois meses de trabalho, a oficina termina com uma performance dos participantes do Núcleo Didático, aberta ao público.
https://catracalivre.com.br/sp/cursos-e-palestras/gratis/oficina-gratuita-de-danca-para-pessoas-com-e-sem-deficiencia/


O teleférico para a cachoeira

POR JAIRO MARQUES



Nas três cidades da Serra Gaúcha com mais apelo turístico, Gramado, Canela e Nova Petrópolis, o conceito de acessibilidade já é bastante difundido e aplicado.
São regras rampas de acesso (as de Gramado são ruins, mas as de Canela são amplas e exemplares), vários locais possuem piso tátil, é comum encontrar banheiros acessíveis e pessoas com deficiência são bem recebidas.
Claro que ainda há construções com improvisações nada adequadas e pontos sem acesso, mas é importante registrar que um movimento inclusivo já existe.
Algo que muito me chamou a atenção e me deixou mais contente que vendedor de pastel em dia de feira foi o Teleférico do Caracol, uma instalação novinha que permite aos turistas que vão até a cidade de Canela apreciarem beeeem do alto as belezas da serra e o desbunde de uma cachoeira de 130 metros de queda.
foto 4 (2)
Fui até o local bem ressabiado e sem grandes expectativas. Normalmente, essas instalações alegam questões de segurança apartar os quebrados da brincadeira.
Qual não foi minha surpresa ao saber que todo o complexo era “malacabado friendly” :) … A empresa que explora o serviço investiu R$ 15 milhões para que todos pudessem desfrutar de um passeio mega blaster gostosão!
Saquem um videozinho que a patroa fez comigo lá no altão, todo no desfrute …. ;)

O valor da entrada é salgado: R$ 35 (deficientes pagam meia :) ), o que inclui subir e descer o quanto quiser nas três estações do teleférico, estacionamento (há vagas inclusivas), passeio por uma pequena trilha ecológica e apreciar de um ângulo privilegiado a cachoeira.
estacionamento
Os bondinhos são novos, seguros e acomodam tranquilamente uma cadeira de rodas. Quando uma pessoa com mobilidade reduzida quer entrar no equipamento, os técnicos param os motores e auxiliam no embarque, tudo “bem xuxu”.
foto 4 (1)
É possível acomodar uma rampa na entrada dos bondinhos, caso seja necessário. Em uma das estações, há banheiros acessíveis, lanchonetes e lojas de bugigangas.
Na primeira estação, os visitantes já conseguem ver a cachoeira (de longe!) e podem relaxar em uma trilha (com piso super de boa para todos) cheia de árvores, bichos e plantas.
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No ponto de maior interesse das pessoas, a terceira estação, que leva para uma visão ‘maraviwonderful’ da cachoeira do Caracol, mais uma surpresa bacanuda: para quem não se dá bem como as escadas, há um elevador que transporta até o deck de observação.
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O espaço é amplo, seguro e proporciona uma experiência visual e sensorial (com o vento, o cheiro, o barulho da água) incríveis e para todos!
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O ônibus turístico que leva até o teleférico e a outros parques também é acessível. Então, qualquer pessoa pode aproveitar o passeio. Como não sou de ferro, na saída, passei em uma adega que faz experimentação de vinhos… para dar uma esquentada! kkkkkkk

O Que um Pai é Capaz de Fazer Por Seu Filho?

terça-feira, 5 de agosto de 2014

“Tecnologia existe para melhorar as relações entre professores e alunos”, diz fundador da Khan Academy







Fonte: Divulgação
Fonte: Divulgação
Salman Khan: o e-learning pode mudar sim o papel dos professores na educação
A partir desta quarta-feira (6), a Khan Academy assina uma coluna semanal nos sites da Universia para estreitar o relacionamento com os alunos e dar dicas sobre diversos temas da Matemática – especialmente para os candidatos do Enem 2014.

Leia também:
» Infográfico: uma viagem pela experiência educativa do Khan Academy
» Dicas de ferramentas para a educação

Falamos, por e-mail, com o fundador da plataforma, Salman Khan. Físico formado pelo MIT, Khan dava aulas despretensiosas de matemática e as postava no YouTube para ajudar seus primos. Com vídeos curtos e simples, suas explicações ficaram tão populares na internet que ganharam o mundo nascendo, assim, a Khan Academy. A plataforma tem tradução para o português graças a uma parceria da Fundação Lemann. Nela, o estudante só avança quando o aprendizado estiver consolidado.

A seguir, leia a entrevista da rede Universia com Salman Khan:


Universia Espanha - O e-learning muda o papel dos professores na educação?

Bons professores sempre foram os únicos capazes de mudar a mentalidade dos seus alunos. Mais do que excelentes professores sobre um determinado tema, eles são os únicos que conseguem promover um amor pelo aprendizado em geral, que dura por toda a vida de um estudante. Acreditamos que ferramentas como Khan Academy permitem que os professores dediquem ainda mais energia nessa tarefa tão importante gastando menos tempo ensinando e elaborando testes de avaliação, mas sim se relacionando com os seus alunos e os ajudando a liderar projetos. Então, a resposta é sim: o papel do professor pode mudar com o e-learning, mas de uma forma que está mais relacionada com o que os grandes mestres sempre fizeram.

Universia Colômbia - Como a capacidade de um estudante pode ser medida no e-learning?

Há várias maneiras interessantes de medir o progresso desse estudante. No Khan Academy, por exemplo, qualquer aluno pode acompanhar seu próprio progresso através do nosso painel de aprendizagem. Lá, eles ficam sabendo tudo o que conquistaram (medalhas e pontuações) - o que é muito motivador. Para os professores e tutores, há também um painel com a mesma proposta. Um professor pode ver quais dos seus alunos podem estar com mais dificuldade em uma determinada lição e intervir para ajudá-lo.

Universia Brasil - Poderia, por favor, nos dizer quem você sempre admirou e por quê?

O economista Muhammad Yunus é um dos meus heróis. Como fundador do banco Grameen Bank, ele passou a oferecer microcrédito para milhões de famílias pobres de Bangladesh. O que é realmente inspirador sobre o seu trabalho é que ele viu uma maneira diferente de ajudar as pessoas. Ele observou mulheres em Bangladesh não faziam nada porque não podiam comprar os seus próprios equipamentos (que custavam poucos dólares). Ele, então, fez um empréstimo para algumas pessoas dando oportunidades, e viu que esse ato simples foi capaz de mudar a vida de uma pessoa necessitada.

Universia Porto Rico - Como o e-learning complementa o ensino tradicional de forma eficaz?

Uma das ideias para isso eu escrevi em meu livro The One World Schoolhouse. A tecnologia deve ser vista como ferramenta para melhorar e fortalecer as relações entre professores e alunos. O e-learning desafoga o professor permitindo que ele tenha mais tempo para conversar com seus alunos e explorar novas ideias em sala de aula.

Universia Brasil - Você mencionou que a missão do Khan Academy é proporcionar uma educação gratuita, de qualidade, para qualquer pessoa e em qualquer lugar. Esse é um grande objetivo. Está dando certo? 

Estamos no início de um dos pontos de inflexão mais importantes da história: a Revolução da Informação. Acredito que em mil anos, os historiadores olharão para trás e considerarão esse momento tão importante como foi a Revolução Industrial, o advento da imprensa ou até mesmo a agricultura. Acredito que o principal benefício da Revolução da Informação é também a sua principal desvantagem: aumenta a produtividade e riqueza, com o risco de marginalizar aqueles com menos recursos ou educação. Sempre sonhei que, talvez, o Khan Academy poderia ser uma instituição global que aproveita a Revolução da Informação para resolver esse problema. Se pudermos ajudar para que um número muito maior de pessoas entre na sala de aula qualificada, haverá equidade e estabilidade na sociedade. Desta forma, a Revolução da Informação avança e acelera. Em minha mente, a nossa missão deve ter essa ambição.


Projeto sensacional treina cães para que possam ajudar no dia a dia de cadeirantes

Cao InclusãoTodo mundo já viu cães guia que auxiliam pessoas com deficiência visual em tarefas do dia a dia. Mas você sabia que esses animais também podem ser treinados para ajudar quem tem dificuldades com mobilidade? Essa é a proposta do Cão Inclusão, projeto incrível que busca disponibilizar gratuitamente cães treinados para quem usa cadeira de rodas.
Os cães de assistência proporcionam mais autonomia e segurança para essas pessoas. No caso dos cadeirantes, os animais podem ajudar a abrir e fechar portas, chamar o elevador e até mesmo pegar objetos que tenham caído no chão, como uma chave ou um celular.
Mas eles também treinam outros cães para auxiliarem os deficientes visuais e auditivos, vejam eles abaixo:
  • O Cão-Guia é treinado para obedecer comandos, andar em linha reta, ignorar distrações como cheiros, outros animais e pessoas, manter ritmo constante, virar à esquerda e à direita, seguir em frente e parar sob comando. Eles reconhecem e evitam obstáculos que coloquem em risco a pessoa, como telefones públicos na calçada, buracos e placas. Os cães param na parte inferior e superior das escadas até ter permissão para prosseguir e ficam deitados em silêncio enquanto a pessoa está sentada
  • Os Cães-Ouvintes são treinados para alertar sons importantes como campainhas, telefone, chaleira, quando o bebê está chorando ou quando alguém está chamando. Eles fazem contato físico e levam seus parceiros com deficiência auditiva até a fonte do som.
toddy - Um cão de assistencia
O Cão Inclusão é um projeto que conta com o apoio de empresas e pessoas físicas para poder selecionar, treinar e manter esses cães. O processo de preparação de cada animal demora cerca de 2 anos, entre seleção, educação com uma família voluntária, treinamento específico e ambientação com o cadeirante com quem irá viver. Segundo o projeto, cada cão trabalha por cerca de 8 anos e sua “aposentadoria” e bem-estar estão mais que garantidos. Que iniciativa incrível, hein?

Luis Ricardo

Deficiente desde 2005, viu alguns dos seus sonhos interrompidos por uma inflamação na medula, que o tornou um deficiente físico. Botafoguense, carioca, bem humorado, psicólogo de bar e um churrasqueiro de final de semana.