quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A companhia aérea Gol terá que transportar de graça até dois passageiros com deficiência



STF confirmou decisão doTribunal Regional Federal da 1ª Região
Foto: Michel Filho / Agência O Globo
STF confirmou decisão doTribunal Regional Federal da 1ª Região Michel Filho / Agência O Globo
RIO — A companhia aérea Gol terá que transportar de graça até dois passageiros com deficiência em voos domésticos. A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, confirma a sentença do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (DF) anunciada em agosto. Serão beneficiadas pessoas que comprovem não ter condições de pagar pelos bilhetes aéreos.
Ao negar o pedido da companhia de suspender a decisão do TRF 1, o ministro Joaquim Barbosa declarou que “nada na narrativa da empresa sugere que a observância da medida irá inviabilizar o transporte aéreo”. Segundo o presidente do STF, o “hipotético transporte gratuito” de até duas pessoas a cada voo não tem intensidade suficiente para retirar completamente o interesse na exploração econômica dos serviços de transporte aéreo de passageiros.
No pedido formulado no STF, a Gol argumentou que a União excluiu o transporte aéreo dos benefícios da Lei 8.899/1994, que concede passe livre às pessoas portadoras de deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual, e considera inconstitucional a criação de benefício de seguridade social sem prévia fonte de custeio.
Ainda de acordo com os autos do processo, a companhia aérea alegou que se for obrigada a respeitar o benefício, vai transferir para os demais consumidores “o respectivo ônus financeiro” e, ainda, que o benefício frustra a expectativa da empresa quanto à lucratividade da modalidade de transporte. A Gol argumentou também que a medida provocará “desequilíbrio artificial das condições de concorrência”, pois apenas ela estaria sujeita à ação ajuizada pelo Ministério Público Federal.
O ministro Joaquim Barbosa, ainda de acordo com informações do STF, lembrou que as empresas aéreas contam com uma série de desonerações não extensíveis a outras modalidades do transporte, tais como incidência restrita do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a não sujeição das aeronaves ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e, ainda, que parte significativa dos precedentes afasta a incidência do Imposto de Importação sobre aeronaves trazidas ao país por arrendamento mercantil.
Segundo o professor de direito do consumidor, Rogério Beze, a decisão do STF visa a garantir a eficácia a Lei n° 8.899/94, que concedeu passe livre às pessoas portadoras de deficiência no sistema de transporte coletivo interestadual.
— O Tribunal Regional Federal da 1ª Região entendeu que a questão era relacionada a princípios que tratam de garantias fundamentais, dignidade da pessoa humana, erradicação da marginalização, das desigualdades sociais ao livre direito de locomoção e promoção da integração das pessoas portadoras de deficiência à vida comunitária. A Gol buscou no STF a suspensão dessa decisão através de uma liminar, que teve seu pedido negado pelo ministro Joaquim Barbosa. Ainda é uma decisão liminar que deverá ser apreciada pelo colegiado do STF, mas é provável que seja essa a orientação e que ela seja mantida. Assim, ficarão asseguradas duas vagas para deficientes comprovadamente carentes em todos os voos em solo brasileiro. Por outro lado, é óbvio que essa conta será repartida por aqueles que pagam ou mesmo por aqueles que não pagam, através de concessões que o governo poderá fazer desonerando o setor aéreo — ressaltou Beze.
A Gol informou que não vai comentar a decisão do STF.


em http://oglobo.globo.com/defesa-do-consumidor/gol-tera-de-reservar-ate-dois-assentos-gratuitos-para-pessoas-com-deficiencia-9797151#ixzz2druP4hnK 
© 1996 - 2013. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização. 

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

BOAVENTURA SANTOS e o FUTURO...

O futuro já não é o que era, diz um graffitto numa rua de Buenos Aires. O futuro prometido pela modernidade não tem, de fato, futuro. (...) perante isso só 
há uma saída: reinventar o futuro, abrir um novo horizonte de possibilidades, 
cartografado por alternativas radicais às que deixaram de o ser.

 Com isso assume-se que estamos a entrar numa fase de crise paradigmática e, portanto, 
de transição entre paradigmas epistemológicos, sociais, políticos e culturais. 
                                                                       
                                                        (BOAVENTURA SANTOS, 1997, p.322

domingo, 1 de setembro de 2013

todas as crianças são bem-vindas á escola

O motivo que sustenta a luta pela inclusão como uma nova perspectiva para as pessoas com deficiência é, sem dúvida, a qualidade de ensino nas escolas públicas e privadas, de modo que se tornem aptas para responder às necessidades de cada um de seus alunos, de acordo com suas especificidades, sem cair nas teias da educação especial e suas modalidades de exclusão.

O sucesso da inclusão de alunos com deficiência na escola regular decorre, portanto, das possibilidades de se conseguir progressos significativos desses alunos na escolaridade, por meio da adequação das práticas pedagógicas à diversidade dos aprendizes.

Trechos do artigo
Todas as crianças são bem-vindas à escola
site: pro-inclusao.org.br
https://www.facebook.com/TEATDAHBRASIL

“Éramos invisíveis, hoje temos direitos garantidos por lei”

Nove meses após a sanção da Lei Bere­ci­ne Piana, que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, familiares de quem tem o transtorno e associações ligadas ao tema vão sair às ruas neste domingo, em diversas cidades do país. O objetivo é pedir o imediato cumprimento da lei, que iguala os direitos de quem tem o transtorno aos das pessoas com deficiência.
Quem está à frente da mo­­bi­­li­­zação é a própria Berenice, paranaense de Dois Vizinhos, que mora no Rio de Janeiro há 17 anos. Em entrevista por e-mail, ela conta os motivos da mobilização.
Serviço
Mobilização
Às 15 horas, no domingo, no Parque Barigui, em Curitiba, familiares e amigos de pessoas com autismo se reúnem para uma oficina de cartazes, seguida de caminhada pelo parque e distri-buição de folhetos de conscientização sobre o transtorno.
Qual é a mensagem passada pelos atos públicos?
Chegam inúmeras mensagens, todos os dias, de mães desesperadas querendo saber quando a lei vai ser cumprida. O ato público é pelo decreto de regulamentação, que deve ser assinado pela presidente Dilma com urgência. A lei já é válida, entrou em vigor na data da sua publicação. Mas o decreto faz com que ela seja cumprida na prática imediatamente. Quando isso acontecer, teremos um grande avanço tanto em tratamento quanto em educação para a pessoa com autismo. O movimento ganhou força, primeiro, porque somos muitos, por baixo 2 milhões. Segundo, porque aquela família que não se manifestava ficou contagiada pelo avanço que tivemos com a lei sancionada. Outra razão é a força das redes sociais, que facilitou o intercâmbio entre nossos pares.
Um dos pontos da lei mais comemorados é o que exige que escolas aceitem alunos com autismo. Mas, se os professores não se mostram preparados para receber essas crianças, isso não pode prejudicá-las?
Obrigar as escolas a receber não resolve o problema, mas tira-as do ostracismo. Quando nossos filhos estiverem lá, elas terão que se preparar, buscar capacitação dos profissionais. O próximo passo é criar centros especializados de tratamento e capacitação de profissionais para tratar essas pessoas.
O que falta para melhorar a qualidade de vida e a inclusão das pessoas com autismo no Brasil?
Só boa vontade. É apenas perceber que essa turma veio para ficar e não podemos ignorá-los, não mais. São seres humanos, pagadores de impostos e merecem a melhor atenção tanto na saúde como na educação e na família. O governo precisa entender que fica mais barato tratar do que não tratar pessoas com autismo. O ônus para a sociedade, mais tarde, pela falta de tratamento, ninguém pode dimensionar.
Arquivo Pessoal /

Unicamp sedia maior congresso de informática na educação do país.


 Marcos Borges, professor da FT
Os jogos são uma importante ferramenta do processo de aprendizagem. Ocorre que em geral eles não fazem parte do contexto do ensino no Brasil. Muitos jogos são desenvolvidos no seio da universidade, são testados, financiados, publicados. É só. “A educação tem que embarcar de vez na área tecnológica”, defende o professor da Faculdade de Tecnologia (FT) Marcos Augusto Francisco Borges, que coordenará o Congresso Brasileiro de Informática na Educação, de 25 a 29 de novembro, no Centro de Convenções da Unicamp.
A ideia é, segundo o professor, discutir questões relativas à informática na educação, como o ensino a distância (EAD), os jogos, as ferramentas para apoio na escola e as TICs. O tema deste ano será “Informática na educação: da pesquisa à ação”. A proposta dos organizadores é conseguir que os projetos saiam dos resultados acadêmicos para serem conduzidos às escolas. Por isso um dos desafios será chamar o máximo de professores do ensino fundamental e médio.
A expectativa é de mil participantes, entre acadêmicos, professores da Universidade, do ensino fundamental e do ensino médio, pesquisadores e interessados. O evento é promovido pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e é reputado como o maior congresso de informática na educação do país. As inscrições já estão abertas.
Informações sobre a programação e o evento poderão ser consultados no site (ainda em construção). Além das palestras, haverá minicursos, mostra de software e de prática educacional e uma mesa-redonda no dia 27 com a presença dos professores Léa Fagundes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS); Armando Valente, da Unicamp; Fábio Ferrentini Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Fernando José de Almeida, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em comemoração aos 30 anos de criação do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (Nied). 
Nessa mesa haverá reflexões sobre a História da Informática na Educação nas últimas três décadas e discussão de tendências para o futuro das tecnologias na EducaçãoJá está confirmada a participação de um dos expoentes norte-americanos da área de informática, Walter Bender, cientista sênior do Media Lab do Massachussets Institute Technology (MIT), com participações relevantes em projetos da área de informática na educação como o OLPC (one laptop per child – um computador por aluno) e XO.
O CBIE 2013 abrigará ainda o 24º Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (SBIE), o 19º Workshop de Informática na Escola (WIE), outros workshops (teoria e prática), a Jornada de Atualização em Informática na Educação (JAIE), a Mostra de Práticas de Informática na Educação (MPIE), o Concurso de Teses e Dissertações (CTD), e painéis promovendo a reflexão política (PPDIE) e científica da educação no país (PGPIE). 
De acordo com Marcos Borges, muitos projetos em informática não são usados hoje, mesmo no ensino privado, ainda que disponham de laboratórios devidamente equipados. "Normalmente, os alunos restringem o uso desse espaço para joguinhos. E dificilmente há projetos com fins didáticos que se prestam especificamente a ensinar conteúdos de Geografia, História, Matemática, entre outras disciplinas", lamenta o professor, que fez a graduação, o mestrado e o doutorado no Instituto de Computação (IC) da Unicamp e que também atua como docente vinculado ao Nied.

4º Prêmio Ações Inclusivas para PcD está com inscrições abertas. Informe-se e participe!



4º Prêmio Ações Inclusivas para PcD está com inscrições abertas. Informe-se e participe!http://bit.ly/18aXyJb

Notícias sobre pessoas com deficiência:http://www.apabb.com.br/

Apabb

sábado, 31 de agosto de 2013

Como o autismo ajudou Messi a se tornar o melhor do mundo

Os sintomas da Síndrome de Asperger trabalharam a seu favor.
messi-picking-up-his-fourth-ballon-dor
Messi é autista. Ele foi diagnosticado aos 8 anos de idade, ainda na Argentina, com a Síndrome de Asperger, conhecida como uma forma branda de autismo. Ainda que o diagnóstico do atleta tenha sido pouco divulgado e questionado, como uma maneira de protegê-lo, o fato é que seu comportamento dentro e fora de campo são reveladores.
Ter síndrome de Asperger não é nenhum demérito. São pessoas, em geral do sexo masculino, que apresentam dificuldades de socialização, atos motores repetitivos e interesses muito estranhos. Popularmente, a síndrome é conhecida como uma fábrica de gênios. É o caso de Messi.
É possível identificar, pela experiência, como o autismo revela-se no seu comportamento em campo — nas jogadas, nos dribles, na movimentação, no chute. “Autistas estão sempre procurando adotar um padrão e repeti-lo exaustivamente”, diz Nilton Vitulli, pai de um portador da síndrome de Asperger e membro atuante da ong Autismo e Realidade e da rede social Cidadão Saúde, que reúne pais e familiares de “aspergianos”.
“O Messi sempre faz os mesmos movimentos: quase sempre cai pela direita, dribla da mesma forma e frequentemente faz aquele gol de cavadinha, típico dele”, diz Vitulli, que jogou futebol e quase se profissionalizou. E explica que, graças à memória descomunal que os autistas têm, Messi provavelmente deve conhecer todos os movimentos que podem ocorrer, por exemplo, na hora de finalizar em gol. “É como se ele previsse os movimentos do goleiro. Ele apenas repete um padrão conhecido. Quando ele entra na área, já sabe que vai fazer o gol. E comemora, com aquela sorriso típico de autista, de quem cumpriu sua missão e está  aliviado”.
A qualidade do chute, extraordinária em Messi, e a habilidade de manter a bola grudada no pé, mesmo em alta velocidade, são provavelmente, segundo Vitulli, também padrões de repetição, aliados, claro, à grande habilidade do jogador. Ele compara o comportamento de Messi a um célebre surfista havaiano, Clay Marzo, também diagnosticado com a síndrome de Asperger. “É um surfista extraordinário. E é possível perceber características de autista quando ele está numa onda. Assim, como o Messi, ele é perfeito, como se ele soubesse exatamente o comportamento da onda e apenas repetisse um padrão”. Mas autistas, segundo Vitulli, não são criativos, apenas repetem o que sabem fazer. “Cristiano Ronaldo e Neymar criam muito mais. Mas também erram mais”, diz ele.
Autistas podem ser capazes de feitos impressionantes — e o filme Rain Man, feito em 1988, ilustra isso. Hoje já se sabe, por exemplo, que os físicos Newton e Einstein tinham alguma forma de autismo, assim como Bill Gates.
Também fora de campo, seu comportamento é revelador. Quem já não reparou nas dificuldades de comunicação do jogador, denunciadas em entrevistas coletivas e até em comerciais protagonizados por ele? Ou no seu comportamento arredio em relação a eventos sociais? Para Giselle Zambiazzi, presidente da AMA Brusque, (Associação de Pais, Amigos e Profissionais dos Autistas de Brusque e Região, em Santa Catarina), e mãe de um menino de 10 anos diagnosticado com síndrome de Asperger, foi uma revelação observar certas atitudes de Messi.
“A começar pelas entrevistas: é  visível o quanto aquele ambiente o incomoda. Aquele ar “perdido”, louco pra fugir dali. A coçadinha na cabeça, as mãos, o olhar que nunca olha de fato. Um autista tem dificuldade em lidar com esse bombardeio de informações do mundo externo”, diz Giselle. Segundo ela, é possível perceber o alto grau de concentração de Messi: “ele sabe exatamente o que quer e tem a mesma objetividade que vejo em meu filho”.
Giselle observou algumas jogadas do argentino e também não teve dúvidas:  “o olhar que ‘não olha’ é o mesmo que vejo em todos. Em uma jogada, ele foi levando a bola até estar frente a frente com um adversário. Era o momento de encará-lo. Ele levantou a cabeça, mas, o olhar desviou. Ou seja, não houve comunicação. Ele simplesmente se manteve no seu traçado, no seu objetivo, foi lá e fez o gol. Sem mais”.
Segundo Giselle, Messi tem o reconhecido talento de transformar em algo simples o que para todos é grandioso e não vê muito sentido em fama, dinheiro, mulheres, badalação. “Simplesmente faz o que mais sabe e faz bem. O resto seria uma consequência. Outra aspecto que se assemelha muito a meu filho”.
Outra característica dos autistas, segundo ela, é ficarem extremamente frustrados quando perdem, são muito exigentes. “Tudo tem que sair exatamente como se propuseram a fazer, caso contrário, é crise na certa. E normalmente dominam um assunto específico. Ou seja, se Messi é autista e resolveu jogar futebol, a possibilidade de ser o melhor do mundo seria mesmo muito grande”, diz ela.
A ideia de uma das maiores celebridades do mundo ser um autista não surpreende, mas encanta. Messi nunca será uma celebridade convencional. Segundo Giselle, ele simplesmente será sempre um profissional que executa a sua profissão da melhor forma que consegue — mas arredio às badalações, às entrevistas e aos eventos.  “Ele precisa e quer que sua condição seja respeitada. Nunca vai se acostumar com o assédio. Sempre terá poucos amigos. E dificilmente saberá o que fazer diante de um batalhão de fotógrafos e fãs gritando ao seu redor. De qualquer modo, certamente a sua contribuição para o mundo será inesquecível”, diz ela.

Estímulo da fala não é agradável para crianças autistas, diz estudo

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/estimulo-da-fala-nao-e-agradavel-para-criancas-autistas-diz-estudo

Trabalho mostra que conexão fraca entre o córtex auditivo e regiões responsáveis pelo sistema de recompensa no cérebro faz com que crianças com autismo não se sintam motivadas a trocar informações

Autismo
As crianças com autismo apresentam dificuldades em estabelecer relações sociais (Thinkstock)
CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Underconnectivity between voice-selective cortex and reward circuitry in children with autism

Onde foi divulgada: periódico PNAS

Quem fez: Daniel A. Abrams, Charles J. Lynch, Katherine M. Cheng, Jennifer Phillips, Kaustubh Supekar, Srikanth Ryali, Lucina Q. Uddin, e Vinod Menon

Instituição: Universidade de Stanford, EUA

Dados de amostragem: 20 crianças com autismo e 19 crianças que não sofrem com o distúrbio

Resultado: Os pesquisadores descobriram que a fraca conexão entre o córtex auditivo e estruturas responsáveis pelo sistema dopaminérgico no cérebro das crianças autistas pode fazer com que elas não considerem o estímulo da fala como agradável
Um estudo publicado nesta segunda-feira noPNAS, periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, pode ajudar a esclarecer os motivos que levam as crianças autistas a desenvolverem problemas relacionados à linguagem. Segundo o trabalho, realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, a fraca conexão entre o córtex auditivo – parte responsável por processar sons – e os centros de recompensa no cérebro das crianças com autismo faz com que elas não reconheçam o estímulo da fala como agradável, dificultando o aprendizado.
Para chegar à conclusão, os cientistas compararam resultados de ressonâncias magnéticas feitas em dois grupos de crianças: um formado por meninos e meninas autistas e outro composto por jovens sem o distúrbio. Analisando uma região cerebral específica, o sulco temporal posterior superior, que é ativado ao ouvir a voz, os pesquisadores descobriram que, nos autistas, a conexão entre essa área e algumas estruturas ligadas ao sistema dopaminérgico (o sistema de recompensa do cérebro) é extremamente frágil. 
Assim, diferentemente do que acontece no cérebro das crianças com desenvolvimento normal, ao reconhecer o estímulo da fala, as crianças com autismo não têm seus sistemas de recompensa ativados. Isso faz com que elas não sintam motivação e prazer na troca de informações, nos relacionamentos e na linguagem.
De acordo com o psiquiatra Estevão Vadasz, coordenador do PROTEA (Programa de Transtornos do Espectro Autista do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo), para os autistas "todo processamento de informações gera um desprazer, pois o recebimento de estímulos por qualquer um dos sentidos é uma espécie de tsunami, extremamente caótico", afirma.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

App feito para a menina Clarinha disputa prêmio da ONU

Analista que criou aplicativo para auxiliar filha com paralisia cerebral precisa de apoio para ir à Ásia

Publicação: 25/08/2013 10:00 Atualização: 24/08/2013 04:37

Carlos inventou sistema que permite a Clarinha escolher o que dizer por toque. Ele quer levar invenção a mais crianças. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press
Carlos inventou sistema que permite a Clarinha escolher o que dizer por toque. Ele quer levar invenção a mais crianças. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press
Um amor que não mede fronteiras e que pode ajudar o próximo. O analista de sistemas pernambucano Carlos Edmar Pereira representará o Brasil, em outubro, na disputa pelo World Summit Award, prêmio da Organização das Nações Unidas (ONU) na área de interatividade, com o software de comunicação alternativa para tablets em português, o Livox. A tecnologia foi desenvolvida em 2012 para ajudar a filha dele, Clarinha, que tem paralisia cerebral, a expressar os desejos. É através do toque no tablet, que a menina de cinco anos pode escolher o que dizer. Uma voz eletrônica no aparelho traduz a opção. O programa pode facilitar o diálogo de muitas pessoas. 

Carlos disputará o prêmio na categoria melhor app de inclusão e empoderamento. O evento acontecerá no Sri Lanka, na Ásia, e 168 países concorrerão. Em agosto do ano passado, em São Paulo, a mesma ferramenta foi vencedora na disputa em nível nacional. “Eu tenho grandes chances de ganhar o mundial, mas estou dependendo de patrocínio. No ano passado quem ganhou foi um rapaz de Alagoas e o estado bancou os gastos. Seria bom que o governo de Pernambuco se interessasse e fizesse o mesmo”, afirmou Pereira.

Filme "Colegas" é exibido em festival de Hollywood

UOL


Colegas (2013)12 fotos

3 / 12
Cena do filme brasileiro "Colegas", dirigido por Marcelo Galvão. Vencedor do Festival de Cinema de Gramado em 2012, o longa mostra uma aventura de três jovens portadores da síndrome de Down, que resolvem imitar as personagens do filme "Thelma e Louise" e saem em busca de sonhos dentro do carro de um jardineiro. O elenco conta com Lima Duarte, Leonardo Miggiorin e Juliana Didone Divulgação / Europa Filmes
O filme "Colegas", dirigido por Marcelo Galvão, será exibido no 6º Los Angeles Brazilian Film Festival, que acontece entre 08 e 11 de setembro em Hollywood. O evento contará também com um painel sobre tecnologia digital, um encontro entre produtores e diretores brasileiros e premiação dos filmes concorrentes.

O festival deste ano é dedicado à conscientização contra a discriminação e o preconceito aos portadores da Síndrome de Down, temática centra de "Colegas".  Protagonizado por três atores portadores da Síndrome de Down, o longa conta a história de três amigos que resolvem cair na estrada em busca de aventura, inspirados no filme "Thelma e Louise", de 1991.

Fundado em 2007 pela produtora Meire Fernandes e pelo jornalista Nazareno Paulo, o 6º Los Angeles Brazilian Film Festival exibiu nos cinco anos de existência mais de 250 filmes e contou com a participação de personalidades do cinema mundial como o ator Dustin Hoffman, o ator Rodrigo Santoro, o diretor Fernando Meirelles, atriz Rita Guedes, atriz Daniella Escobar, e a atriz e hostess do evento, Babi Xavier.

Para receber e entrevistar as celebridades brasileiras e internacionais que desfilarão pelo tapete vermelho do evento, a organização do festival convidou a apresentadora e atriz, Babi Xavier. O festival será exibido pelo YouTube a partir das 16h do dia 8 de setembro.