terça-feira, 29 de novembro de 2016

UTI Neonatal do Pequeno Príncipe comemora 25 anos transformando vidas


Mais de seis mil bebês já passaram pela unidade de terapia intensiva, que atende os mais complexos casos desde 1991

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“O início da vida, apesar de, às vezes, não passar de 1 quilo, tem um peso enorme em nossas mentes e corações”. Foi com o sentimento de dedicação, aprimoramento, maturidade e, principalmente, aprendizado em equipe, que a coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Pequeno Príncipe – Dr. Ivan Beira Fontoura, Silmara Possas, ressaltou a gratidão na celebração de 25 anos da unidade. A festa, realizada no último sábado, dia 26, reuniu médicos, enfermeiros, diretores e pacientes que marcam esta história.
Desde a sua fundação, em 1991, a unidade de terapia intensiva atende casos complexos que envolvem bebês extremamente prematuros e neonatos que precisam de tratamento cirúrgico. Devido à alta complexidade, a equipe de atendimento é multiprofissional e interdisciplinar, constituída por mais de cem colaboradores que se dedicam aos cuidados com os pacientes que ficam internados nos 20 leitos da unidade. “Compomos uma equipe heterogênea de formação, mas completamente homogênea de caráter, dedicação e esperança”, destacou a coordenadora. Ao longo destes 25 anos, mais de seis mil vidaspassaram pela UTI Neonatal da instituição.
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“É dia de celebrar, mas mais do que isso, de agradecer. Agradeço a Deus por exercer a medicina, a nossa presidente voluntária Ety Gonçalves Forte por incentivar a evolução de todas as especialidades e confiar em todos nós. Ao médico Ivan Beira Fontoura, que há 25 anos previu a necessidade de uma unidade voltada aos neonatos e permitiu que colocássemos em prática. Ao médico Donizetti Giamberardino Filho, por acreditar que a Neonatologia é um pilar da Pediatria e no poder do trabalho em prol do ser humano. Ressalto que a UTI Neonatal nada seria sem o esforço da equipe médica e de enfermagem, que com valentia desvendam, diariamente, o estudo da arte da neonatologia”, pontuou Silmara.
O momento marcou a gratidão por todos aqueles que se dedicam ou se dedicaram neste serviço de forma altamente qualificada e comprometida, com eficiência técnico-científica e cuidado humanizado e de qualidade. “A instituição tem muito agradecimento e reconhecimento a essa equipe. Hoje é uma data marcante para que novos caminhos possam ser traçados”, salientou o diretor clínico do Hospital, Donizetti Giamberardino. “Sou grato e tenho orgulho por ter participado desde o início dos estudos da UTI Neonatal até a concretização da unidade. O Pequeno Príncipe é uma família para mim”, disse o primeiro coordenador da unidade e um dos percursores do serviço, Wilmar Mendonça Guimarães.
Histórias de superação
São considerados prematuros os bebês nascidos antes das 37 semanas de vida. Dentre os seis mil casos atendidos durante estes 25 anos de história da UTI Neonatal do Hospital Pequeno Príncipe – Dr. Ivan Beira Fontoura, três pacientes marcaram presença na festa do último sábado, dia 26. Conheça as histórias inspiradoras!
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Manuella, filha de Karine Ivanovski e Alex Sobral, nasceu com 30 semanas e com menos de 1,5 quilo. Devido à complexidade de seu caso, a menina foi submetida a uma microcirurgia logo em seu terceiro dia de vida para corrigir uma má-formação congênita que envolvia o esôfago, o estômago e o pulmão. Após os 50 dias de UTI e todo o cuidado recebido no Pequeno Príncipe, os pais são extremamente gratos. “Foi algo novo para nós e todos foram muito cuidadosos e solícitos. Além de toda a assistência do Hospital, ressalto a importância dos pais em toda a recuperação. A Manuella sempre soube que estávamos ali com ela”, disse a mãe Karine. Aos quatro meses, a menina teve seu primeiro passeio comemorando os 25 anos da unidade.
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André, filho de Miriam Sester Retorta e José Retorta Garcia, nasceu com 33 semanas, 28 cm e apenas 1,1 quilo, tendo que ficar na UTI por 47 dias. Considerado um dos casos mais emblemáticos, o menino adquiriu uma toxoplasmose durante a gravidez de sua mãe. Até os seis anos, André foi subnutrido extremo e tinha riscos de não conseguir nem falar. Hoje, aos 17 anos, ele é um vitorioso. Cursa técnico em Informática, mas sonha em seguir o Direito. Um ritual que a família faz em todo aniversário seu, em junho, é levar um bolo para a equipe e pais da UTI Neonatal. “Sou grato a todo trabalho desenvolvido pelo Pequeno Príncipe. Sem vocês, não estaria aqui hoje”, comentou o paciente André.
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Leonardo, filho de Elizangela Ferreira da Rosa e Adilson Rosa, também tem uma linda história de superação. Quem o vê correndo pelos corredores não imagina que o menino, hoje com quatro anos, já passou por quatro cirurgias. Leonardo nasceu com a síndrome do intestino curto, uma doença de má absorção resultante da ressecção cirúrgica do intestino delgado. A família ressalta que se hoje Leonardo está bem, é por causa de todo o cuidado e atendimento prestado no Hospital Pequeno Príncipe. “Trabalhei como técnica de enfermagem aqui na UTI Neonatal e não imaginava que um dia precisaria do serviço. Nada acontece por acaso e, no fim, tudo dá certo”, desabafou a mãe Elizangela.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Falta de verba e má utilização são desafios para parques inclusivos em Curitiba



Projeto já chegou a dez endereços, mas com custos que variaram de R$ 26 mil a R$ 230 mil ; Nos portais do Futuro, má utilização forçou gestores a guarderem os brinquedos em sala trancada


Parquinho  inclusivo instalado no Parque São Lourenço é  o mais completo da cidade | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
GAZETA DO POVO 
Curitiba ganhou há pouco mais de um ano o seu primeiro parque acessível a crianças com deficiência. Instalado no Passeio Público, o projeto logo se expandiu e foi levado a outros três parques da cidade, a uma praça e a cinco Portais do Futuro. Mas a ação voltada para que crianças com ou sem deficiência possam se divertir juntas ainda tem desafios a serem superados. Em alguns locais, a má utilização forçou gestores a retirarem os brinquedos.
O primeiro entrave dos parques é a falta de padronização dos projetos devido à falta de recursos. O do Parque São Lourenço é o mais completo. A estrutura tem brinquedos tradicionais, como o carrossel e o balanço, também possui um equipamento que estimula o equilíbrio e um pictograma para ajudar na memória das crianças. Ela foi viabilizada graças a R$ 231 mil oriundos de uma medida compensatória aplicada ao shopping Pátio Batel.
Já os parques instalados no Passeio Público, na Praça Presidente Eisenhower (Jardim social) e no Parque Mairi (CIC) contam com menos brinquedos.
O primeiro local a ganhar os equipamentos foi o Passeio Público. A estrutura ali tem três brinquedos (balanço frente a frente para cadeira de rodas, uma mesa de areia e um painel com xilofone e jogo da velha) e teve custo aproximado R$ 65 mil, segundo secretária municipal da pessoa com deficiência de Curitiba, Mirella Prosdócimo.
Parte desses recursos veio da iniciativa privada e do Rotary Club, após amobilização da secretária executiva Shirley Ordonio. Ela é idealizadora do projeto Lazer, Inclusão e Acessibilidade (LIA). O parque da Praça Presidente Eisenhower tem apenas dois brinquedos. Ele foi instalado com R$ 26 mil de uma emenda parlamentar do vereador Felipe Braga Côrtes (PSDB).
Mirella diz que o sonho da secretaria é que todos os parques inclusivos sejam como o do Parque São Lourenço. “Mas tudo vai depender do espaço disponível para instalação e do recurso existente. Tínhamos uma licitação para o Parque Barigui, mas esse processo está parado por conta do fim da gestão. Esperamos que a próxima gestão o retome”.
Segundo a secretária, a atual gestão definiu que qualquer novo parque instalado na cidade terá de contar com os brinquedos inclusivos para crianças com deficiência. O mesmo vale para parques já existentes que futuramente passem por reformas. A atual gestão chegou a abrir um procedimento licitatório para instalar um parque inclusivo no Parque Barigui, mas a conclusão do processo ficará para a próxima gestão municipal.
“O ganho principal é o da convivência entre crianças com sem deficiência, mas principalmente o de também oferecer lazer para um público que antes não tinha opção. Algo tão simples e que nunca havia sido implantado na cidade”, afirmou Mirella.

Em Portal do Futuro, balanço foi guardado após virar “barco viking”

Os moradores do entorno dos Portais do Futuro do Cajuru, Bairro Novo, Boqueirão, CIC e Tatuquara comemoraram a chegada dos brinquedos inclusivos nessas unidades. Mas a alegria durou pouco. Gestores de pelo menos duas dessas unidades guardaram os brinquedos dentro de uma sala e os retiram apenas quando uma criança. Os demais estão conversando entre si para tomar a mesma medida após verem adolescentes sem deficiência quebrarem os equipamentos.
Alguns desses equipamentos, como o carrossel, o balanço e o vai-vem são maiores para que caiba uma cadeira de rodas. Segundo funcionários ouvidos pela reportagem sob a condição de anonimato, até dez adolescentes chegavam a entrar ao mesmo tempo nos brinquedos. O balanço, dizem eles, virou “barco viking” na mão dos adolescentes e a estrutura que segura o brinquedo em um desses espaços chegou a ficar amassada em apenas um fim de semana de utilização.
“Realmente alguns brinquedos sofreram vandalismo. Por isso, precisamos contar com a sociedade. A apropriação desses espaços por ela ajuda a cuidar do equipamento. A prefeitura Em caso de vandalismo, a prefeitura vai ter um custo pra repor e é toda a sociedade quem paga”, lamentou Mirella.

domingo, 29 de maio de 2016

Autismo: Quando a inclusão é, na verdade, exclusão

Todas as crianças têm direito à inclusão no ensino regular, sejam elas deficientes ou não.

Inclusão, do dicionário:
  1. Incorporação, inserção, integração.
  2. Integração absoluta de pessoas que possuem necessidades especiais ou específicas numa sociedade.
De acordo com nossa legislação, nenhuma escola pode se recusar a receber um aluno com autismo. Mas estar matriculado não significa estar incluso. Muitos professores não possuem conhecimento suficiente para receber essas crianças, nem recebem o suporte necessário para atendê-las com qualidade.
Estar dentro desse contexto não seria então uma forma de exclusão?
Vemos então crianças dentro da sala de aula que não participam das atividades em grupo, que não conseguem aprender o que é proposto, que não conseguem comunicar o que desejam, que não conseguem ter amigos, que não desenvolvem a linguagem, etc.
Estar dentro da sala de aula, como mais um desafio que o professor não consegue dar conta, sem explorar suas capacidades e sem saber lidar com suas limitações, pode comprometer ainda mais o desenvolvimento do aluno dentro do espectro.
Muitas crianças acabam por se “adaptar” ao padrão, principalmente quando possuem o grau mais leve, e conseguem evoluir e aproveitar os benefícios que o ambiente escolar oferece. Mas já vi muitos casos de abandono da escola porque a criança não conseguiu acompanhar o desenvolvimento dos colegas ou porque houve agravamento de comportamentos inadequados.
Existem algumas medidas que podem ser tomadas pela escola, para que ela se torne mais inclusiva. É sobre essas medidas que falarei em breve!
A inclusão de alunos com necessidades especiais, em classes comuns, exige que a escola regular se organize de forma a oferecer possibilidades objetivas de aprendizagens a todos os alunos, especialmente àqueles portadores de deficiência.
(Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica/2001)
Por Amanda Puly

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Curitiba ganha mais um parquinho inclusivo

Moradores do bairro Jardim Social receberam na manhã deste sábado (14) a Praça Presidente Eisenhower, localizada na Rua João Vítola esquina com a Rua Manoel Correia de Freitas, totalmente revitalizada e com parquinho inclusivo com piso emborrachado. O investimento foi realizado com recurso proveniente de emenda parlamentar dos vereadores Paulo Salamuni e Felipe Braga Cortes.
“Esta é a Curitiba mais humana que a gestão Gustavo Fruet vem construindo. A partir de agora, os parques que forem entregues já terão este equipamento de inclusão”, disse Renato Lima, secretário municipal de Meio Ambiente.
"A instalação de brinquedos nos parquinhos públicos significa respeito aos cidadãos com deficiência e seus familiares, que podem ter momentos de lazer e de convivência. É um direito das pessoas com deficiência ter a possibilidade de uso de todos os espaços, inclusive esses", disse Francielle H. Lucena, coordenadora de acessibilidade da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência.
A Praça Presidente Eisenhower possui agora playground inclusivo com carrossel, balanço e piso emborrachado de 4 cm de espessura no mesmo espaço do playground tradicional, além de portal, pista de caminhada com 337 metros de comprimento e 1,5 metro de largura, área de estar com 25 metros quadrados e piso em lajotas, paisagismo e seis rampas de acessibilidade.
“Assim todas as crianças podem brincar juntas e em segurança. A Prefeitura está olhando para as pessoas e para o bem estar da comunidade”, afirma Alfredo Trindade, superintendente de obras e serviços da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
O Parquinho Inclusivo contempla um dos eixos de atuação do Plano Municipal de Políticas de Acessibilidade e de Inclusão para a Pessoa com Deficiência. No eixo Cultura, Turismo, Esporte, Lazer e Juventude, uma das diversas ações propostas no plano para o biênio 2015-2017 destaca a implantação de brinquedos inclusivos em áreas de lazer. 


http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/curitiba-ganha-mais-um-parquinho-inclusivo/39699

sábado, 30 de abril de 2016

BEBÊS COM SÍNDROME DE DOWN PARTICIPAM DE PROJETO FOTOGRÁFICO

FHOX

Eles posaram para o calendário beneficente da Down's Syndrome Association
por Revista FHOX
Projeto organizado por parteiras de Leicestershire , Inglaterra, tem como objetivo sensibilizar e conscientizar sobre a síndrome de Down. Para o ensaio foram clicados os bebês Eliza, oito meses e Jorja, com um ano de idade. As fotos foram transformadas em um calendário. Os interessados em adquirir e ajudar podem entrar em contato com o projeto ou no site da Down’s Syndrome Association.
A síndrome é uma condição cromossômica causada por um cromossomo extra no par 21. Crianças e jovens com síndrome têm características físicas semelhantes e estão sujeitos a algumas doenças. Embora apresentem deficiências intelectuais e de aprendizado, são pessoas com personalidade única que estabelecem boa comunicação.
Confira algumas fotos do calendário: