domingo, 18 de outubro de 2015

Primeiro Piquenique Inclusivo Nacional

Primeiro Piquenique Inclusivo Nacional


Vamos todos participar do Primeiro Piquenique Inclusivo Nacional!

Cadastre-se como organizador na sua cidade no link abaixo:










Para o piquenique abaixo algumas dicas daquilo que precisamos, no entanto é livre a criatividade dos organizadores:
1 Escolher local
2 Solicitar apoio à Secretaria de Esporte e Lazer da cidade para disponibilizar banheiros adaptados e brinquedos, ou que uma Instituição o faça. 
3 Conseguir o máximo de atrações possíveis, como pintura, palhaço, ginástica laboral. .. usar a imaginação e criatividade!
3 Divulgar nas redes sociais, na escolas especiais e também nas escolas regulares. .. Lembrem-se: A idéia do piquenique Inclusivo é justamente a inclusão, não se trata de um evento específico para crianças ou pessoas com deficiência... É um evento para todos!
4 Garantir que o evento saia no dia e horário marcado 08/11 a partir das 10h
Quem tiver alguém para indicar para organizar em sua cidade. ..vamos aprovando aqui a entrada de membros.
Caso alguma cidade tenha interesse em participar e não tenha muita estrutura para a realização do piquenique não há problemas, por isso escolhemos o tema "piquenique"... pois é só organizar um número de pessoas escolher o local e levar a toalha xadrez e cesta de Piquenique! !!
Vamos lá! Convidem os amigos e cadastre sua cidade! !!
Cadastre-se como organizador no link abaixo:
http://goo.gl/forms/NtvMWkIg7Y

O convite com todos os endereços e cidades enviaremos!!!





terça-feira, 6 de outubro de 2015

Série #cidadaniaFT: Divulgue essa ONG: Reviver Down


 Série #cidadaniaFT: Divulgue essa ONG


Resolvemos selecionar aqui algumas ONGs destinadas às Pessoas com Deficiência, as quais ajudam
 no desenvolvimento e independência, dão dicas e exemplo de superação e inclusão.

ONG escolhida: REVIVER DOWN
http://reviverdown.org.br/

Reviver Down

A missão da Reviver Down é ser um elo de ligação entre a família e a sociedade para a integração e o reconhecimento da cidadania da pessoa com Síndrome de Down.
 NOSSOS OBJETIVOS
Inclusão e todos têm direitos iguais e a meta é trabalhar no sentido de buscar egarantir estes direitos para a pessoa com síndrome de Down, como odireito de estar integrada e incluída na escola, no trabalho, na vida.
Cadastramento das pessoas com síndrome de Down e profissionais ligados ao seudesenvolvimento;
Divulgação da síndrome de Down em nossa comunidade através de palestras,seminários, congressos, publicações, documentários em vídeo,programas de TV, entre outros, visando aumentar o conhecimentoda sociedade sobre esta síndrome e, consequentemente, diminuir opreconceito em relação a ela;
Incentivo à formação, capacitação e atualização dos profissionais das áreasrelacionadas à Síndrome de Down;
Promoção da melhoria da qualidade de ensino para a pessoa com síndrome de Down. Incentivo à habilitação e adequação da pessoa com síndrome de Down para o mercado de trabalho;
Fiscalização das medidas legislativas visando a adequação à realidade da sociedadeatual e o cumprimento das mesmas.
A Associação Reviver Down trabalha por um futuro melhor para pessoas com sindrome de down, e você será sempre bem-vindo para fazer parte desse trabalho.
Para falar com a Reviver: 41 3223 5364, das 13:30 às 18:00 horas.
Clique aqui e saiba como fazer doações.

Série #cidadaniaFT: Divulgue essa ONG: Escola Vivian Marçal

Série #cidadaniaFT: Divulgue essa ONG

Resolvemos selecionar aqui algumas ONGs destinadas às Pessoas com Deficiência, as quais ajudam no desenvolvimento e independência, dão dicas e exemplo de superação e inclusão.

ONG escolhida: Associação do Deficiente Motor/ Vivian Marçal

https://www.youtube.com/watch?v=EqJ9nRpvG_M

Associação do Deficiente Motor/ Vivian Marçal
A Escola Vivian Marçal oferece atendimento interdisciplinar especializado nas áreas de educação, saúde e assistência social para pessoas com deficiência física neuromotora associada às múltiplas deficiências. Tem como objetivo o desenvolvimento da linguagem expressiva e compreensiva, como inclusão do aluno em seu meio social.

    Endereço: Rua Barão de Antonina, 325 - São Francisco, Curitiba - PR, 80530-050
    Telefone:(41) 3222-7150


Série #cidadaniaFT: Divulgue essa ONG: CORAÇÃO DE LEÃO

Série #cidadaniaFT: Divulgue essa ONG

Resolvemos selecionar aqui algumas ONGs destinadas às Pessoas com Deficiência, as quais ajudam no desenvolvimento e independência, dão dicas e exemplo de superação e inclusão.

ONG escolhida: CORAÇÃO DE LEÃO
http://www.apcl.org.br/index.html/


Associação Paranaense de Crianças Cardiopatas Coração de Leão


É uma associação sem fins lucrativos, com sede em Curitiba. É o resultado de muito esforço e luta de mães, pais, amigos e profissionais envolvidos direta ou indiretamente com crianças cardiopatas atendidas em nosso Estado.

Nosso compromisso é com a vida, que se expressa em cada batida do coração dessas crianças, mesmo que sejam em descompasso. Nossa aliança é com seus familiares, profissionais e todos que cuidam para que a Cardiopatia Congênita não seja um fator que impeça o fim dessas batidas. Nos esforçamos para que a falta de conhecimento sobre os defeitos congênitos no coração seja amenizada, portanto nos preocupamos em transmitir informações para a população sobre o tema, buscando apoio em outras entidades, representaçoẽs políticas profissionais da saúde para que esses nos ajudem a conscientizar aos cidadãos sobre a importância de agir sobre essa doença que atinge 1 em cada 100 nascidos vivos!

  • apcl@apcl.org.br
  • Maureen Classe
  • Telefones: (41) 3367-0896 / (41) 9852-8018
  • Sueli
  • Telefone: (41) 9649-9780
    Thamy  
    Telefone: (41) 9777-6566

Série #cidadaniaFT: Divulgue essa ONG: "Vidas"

Série #cidadaniaFT: Divulgue essa ONG

Resolvemos selecionar aqui algumas ONGs destinadas às Pessoas com Deficiência, as quais ajudam no desenvolvimento e independência, dão dicas e exemplo de superação e inclusão.

ONG escolhida: VIDAS
http://www.vidas.org.br/


A VIDAS, fundada em março de 2010, é uma associação sem fins lucrativos, com titularidade de OSCIP.
A VIDAS foi criada para proporcionar a criança e adolescente com deficiência física, oportunidades de socialização e desenvolvimento, por meio da prática de atividade física, esportiva, de convivência e de lazer, visando formar cidadãos independentes e integrados.
Mas também pensamos nos pais e familiares. A eles oferecemos oportunidades de sensibilização e convivência, tais como oficinas de artesanato, teatro, música, aulas de yoga e expressão corporal, grupos de discussão e trocas de experiência, palestras, e várias outras atividades.
A VIDAS nasceu…
IMG_2606… diante da dificuldade de uma mãe, Patrícia Goloni Lolo, em achar um local adequado para que seu filho Gabriel, que é cadeirante, praticasse esportes.
… por saber o quanto a convivência social é importante na formação do indivíduo.
… por acreditar no esporte como agente transformador e potencializador das várias capacidades humanas.
quem_somos
As atividades da VIDAS são realizadas todos ossábados, das 9h30 às 13h, proximo ao metrô Sacomã.

Staff
Presidente: Patrícia Goloni Lolo
Vice-Presidente: Barbara de Rezende Ribeiro Venceslau
Diretor Executivo: José Machado Sarri
Conselho fiscal: Luciene da Silva dos Santos, Eleusa Mirian Da Silva Mendonça e Valdemir Alves da Silva
VIDAS - Vivência e Inclusão da pessoa com Deficiência por meio de Atividades e Sensibilização
Contato:
(11) 97203-5111
vidas@vidas.org.br

Seja Voluntário

A história do Pequeno Cotolengo foi construída através do esforço e dedicação de milhares de voluntários. Foram homens e mulheres que dedicaram seu tempo e seus talentos para fortalecer os trabalhos de apoio às pessoas com deficiências múltiplas acolhidas. Faça parte deste time e ajude a construir a história do Pequeno Cotolengo!
Clique no infográfico abaixo e saiba como ser voluntário:

Como ser Voluntário

Infográfico: Como ser voluntário

Dia da Acolhida para Voluntários

Agenda 2015

10/fev | 09/jun | 13/out
10/mar | 14/jul | 10/nov
14/abr | 11/ago | 08/dez
12/mai | 08/set |

Programação

14h | Nossa história e nossas vagas
15h | Open House: visita guiada
16h | Minha decisão: adesão ao voluntariado





Saiba mais: 3314-1928 ou marly@pequenocotolengo.org.br

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Adolescente com Down não pode ser infantilizado e precisa ter autonomia

Mãe do adolescente com síndrome de Down Geanderson Ferreira da Silva, 13 anos, Silvana Ozelia costuma dizer ao filho que ele precisa ter responsabilidade e saber se virar. “Falo que ele logo se tornará um adulto e que não estarei aqui para sempre. Por isso, é ele quem faz algumas tarefas da casa, como guardar a louça e arrumar a cama”, diz ela. Silvana não infantiliza o filho e faz com que ele participe dos afazeres cotidianos para desenvolver autonomia. No entanto, muitos pais de adolescentes com Down acabam não tendo esse comportamento.
“Ainda existe a visão de que a pessoa com deficiência intelectual é uma eterna criança, e isso não é verdade. O incentivo para participar do cotidiano deve começar desde criança”, afirma a pediatra Ana Cláudia Brandão, coordenadora do Centro Integrado de Atendimento à Criança e ao Adolescente com Síndrome de Down do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
A infantilização, geralmente, é consequência da superproteção. “Muitas vezes, não por não confiar no filho, mas por não confiar na sociedade, os pais o protegem demais”, diz a psicóloga Edinete Sousa, do Serviço do Apoio Socioeducativo da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de São Paulo. Segundo ela, é comum que os adultos não saibam lidar com os desejos do jovem com Down e acabem reprimindo-o e prejudicando seu desenvolvimento. 
Além de aprender a lidar com os novos anseios do filho, os pais também precisam saber que, como todo adolescente, ele também apresentará uma mudança de temperamento, mostrando-se mais rebelde e contestador. “Os picos hormonais acontecem da mesma forma, tornando-o mais teimoso e questionador, e é preciso mais jogo de cintura por parte dos responsáveis”, afirma Ana Cláudia.
Junior Lago/UOL
Silvana Ozelia não infantiliza a educação de Geanderson

Amizades e namoros

Geanderson adora festas, principalmente aquelas nas quais pode dançar forró. Ele já mostra interesse por meninas e diz para a mãe que quer uma namorada, mas Silvana acha que ele é muito novo. “Ele fará 14 anos em outubro, mas, para essas coisas, sempre achamos que nossos filhos são bebês.”
Ter bons amigos e sentir que faz parte de um grupo é fundamental para todo jovem, principalmente no período da adolescência. “Todos passamos por uma fase na qual precisamos procurar alguém que curte o que a gente curte, veste o que a gente veste”, diz o geneticista e pediatra Zan Mustacchi, responsável pelo Departamento de Genética Médica do Hospital Estadual Infantil Darcy Vargas, também na capital paulista, e especialista em síndrome de Down.
Por isso, a família deve, não só permitir, mas também criar condições para que o jovem faça amizades. “A família tem de levar o adolescente a festas, permitir viagens com a escola e outras situações nas quais há alguém responsável por observar e dar um suporte, caso seja necessário. Os pais de que acreditar que ele cresceu e pode se virar”, afirma a coordenadora do Centro Integrado de Atendimento à Criança e ao Adolescente com Síndrome de Down do Einstein.
Para ter essa confiança, o principal é estabelecer um diálogo com o adolescente. “O filho precisa confiar nos pais para poder contar as coisas que acontecem quando a família não está por perto, incluindo casos de bullying, situação a qual o jovem com Down acaba ficando mais vulnerável”, fala Edinete.
Além da escola, os locais que o adolescente com Down costuma frequentar, como clínicas de fonoaudiologia ou fisioterapia, também são possibilidades para que novas amizades surjam. “Muitos acabam tendo uma turma de amigos que também têm a síndrome. Isso não é fundamental, mas é legal que alguém no grupo também tenha. Isso vai permitir que ele descubra melhor sua sexualidade”, diz Ana Cláudia. “É bom que ele tenha alguém com quem possa ficar, namorar, e, geralmente, isso acontece com outra pessoa com Down. Ele precisa passar por isso, como todos os adolescentes.”
E, nessa fase, o jovem certamente terá vontade de sair sozinho com amigos ou com o namorado. Segundo os especialistas, isso pode e deve acontecer, mas é preciso uma preparação gradual, que deve se iniciar na infância. “Deve haver um treinamento, um ensino passo a passo para que ele pegue um ônibus sozinho, para que vá ao cinema. No começo, você vai junto e compra o ingresso. Depois, dá o dinheiro e o observa comprar. Só então vai deixá-lo na porta do shopping sozinho”, fala Ana Cláudia.
Para Zan Mustacchi, é importante que, ao sair sozinho, o jovem tenha um celular para que os pais possam ligar às vezes e acompanhar o que ele está fazendo. “Todo casal quer privacidade, quer ir ao parque, ao cinema, a um restaurante. Ele tem esse direito, mas é preciso garantir que tudo seja feito de maneira segura”, diz. Por isso, ele também recomenda que os pais não estejam em bairros distantes quando o filho for passear, pois, caso ele precise, eles conseguem rapidamente ir a seu encontro.

Educação sexual

De acordo com Ana Cláudia, é importante que os adultos conversem de forma transparente sobre sexo com os filhos. “Se a conversa ficar nas entrelinhas, a mensagem não será captada. Ele precisa de exemplos, saber claramente o que se faz com a namorada, mas não com uma amiga”, diz ela.  “Há o estereótipo de que a pessoa com Down tem a sexualidade exacerbada. Não é verdade. Isso só acontece quando há má orientação”, afirma Ana Cláudia.
Para explicar sobre sexualidade, a melhor maneira é contar com o auxílio de imagens. “É importante expor as particularidades de cada sexo, mostrar bonecos que o façam entender as diferenças entre o corpo de um homem e de uma criança”, diz Mustacchi. E, claro, a conversa sobre DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) e a necessidade do uso da camisinha não pode ser deixada de lado.
De acordo com a psicóloga do Serviço do Apoio Socioeducativo da Apae de São Paulo, a educação afetiva e sexual é fundamental para que haja inclusão social do jovem com Down. Para Ana Cláudia, as conversas ajudam o adolescente a amadurecer. “Quanto maior a autonomia e o poder de escolha do jovem em todas as áreas da vida, mais bem resolvido ele será quando adulto”, afirma.
Fonte: Bol.com.br

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Brasileiro cria parque acessível para crianças com deficiência física

Vivemos num mundo cada vez mais pulverizado, separado por nichos e grupos que só nos distanciam ainda mais do conceito de sociedade. A necessidade de identificação e acolhimento fazem com que surjam diversas categorias e rótulos entre os “tipos” de seres humanos, sejam eles gays, negros, cadeirantes, deficientes mentais e outros.
Com isso, são criados diversos projetos de inclusão, mas, para o analista financeiro Rodolfo Henrique Fischer, conhecido por Rudi, o termo é mal aplicado. Segundo ele, a palavra “incluir” já parte automaticamente de que algo ou alguém está excluído.
Ele é o responsável pela criação da primeira unidade do Alpapato (Anna Laura Parques para Todos), primeiro parque direcionado à crianças com dificuldades físicas no Brasil, situado na AACD do Parque da Mooca, em São Paulo. São, ao todo, 15 brinquedos adaptados, ideais para a recuperação das crianças e seu desenvolvimento lúdico, sem excluí-las dos aparatos convencionais, como escorregador, trepa-trepa, cama elástica e balanços.
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A ideia surgiu após uma viagem para Israel, onde Rudi conheceu uma associação que une comunidades e religiões diferentes. Um pequeno parque, com apenas um brinquedo inclusivo, acabava integrando as pessoas. Com nome em homenagem à sua filha, Anna Laura, que faleceu precocemente aos quatro anos de idade, o parque surge com o intuito de integrar, já que serve para crianças com ou sem deficiência.
A iniciativa inovadora é financiada por Rudi com ajuda de alguns colaboradores. O parque já está em expansão em Porto Alegre e Recife (AACD), em Araraquara (APAE) e no Parque do Cordeiro da Prefeitura de São Paulo. Na capital paulista, o espaço é aberto ao público, que pode frequentá-lo às segundas, quartas e sextas, das 10h às 12h, e terças e quintas, das 15h às 17h.
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Todas as fotos © Alpapato

http://www.hypeness.com.br/2014/10/brasileiro-cria-parque-acessivel-para-criancas-com-deficiencia-fisica/

sábado, 12 de setembro de 2015

“Alzheimer, você não me venceu! Cuidei de minha mãe com dignidade, fui sua memória. Me tornei uma pessoa melhor”, desabafa Ana Heloisa Arnaut


Dona da página Alzheimer, Minha Mãe Tem traz uma nova percepção sobre a doença; relato pode ajudar outros cuidadores familiares

por Mariana Parizotto
 
Cerca de 1,2 milhões de brasileiros têm Alzheimer, uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo.  Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”. A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. 
 
Foi exatamente o que aconteceu com dona Anna Izabel, que ficou nacionalmente conhecida após sua filha, Ana Heloisa, criar uma página no Facebook relatando por meio de textos e vídeos emocionantes os desafios diários da doença. Ana foi a cuidadora principal de sua mãe, falecida há dois meses em decorrência do Alzheimer. 
 
Como setembro é o mês mundial da Doença de Alzheimer, publicaremos abaixo um texto feito por Ana Heloisa, que representa os milhares de cuidadores familiares que abrem mão da própria vida para dedicar-se aos seus entes queridos.
 
"Temos que mostrar a realidade dessa doença, acabar com o preconceito. Erguer a cabeça e dizer ‘eu cuido de quem amo e sinto orgulho de mim’.
Alzheimer, você nunca vai me vencer. 
O amor, o sentimento, ele não levou.
Estou aqui para lutar contra você.
Você Alzheimer é terrível, impiedoso, desumano, frio, você testou minha paciência, amor, fé, esperança. Eu posso dizer que venci você. 
Você me fez chorar, pensei que não iria aguentar, pensei que iria enlouquecer, jogar tudo pro auto e desaparecer. 
Hoje quero rir na sua cara, não conseguiu. Estou aqui em pé, cuidei de minha mãe com dignidade, fui sua memória, ganhei carinho, beijos abraços, tivemos momentos de alegria e lembranças boas.
Alzheimer, você tentou me vencer, mais eu o venci. Ganhei conhecimento, respeito, fiquei forte e sábia. 
Aprendi ler mensagens através dos olhos, entender um gesto, ser mais humana, desprendida. 
Aprendi a não ficar lamentando, tomar decisões difíceis e sozinha.
Você me fez uma pessoa melhor.
Então Alzheimer, você não passa de um perdedor"
 
Ana Heloisa
http://www.portalplena.com/historia/842-alzheimer-voce-nao-me-venceu-cuidei-de-minha-mae-com-dignidade-fui-sua-memoria-me-tornei-uma-pessoa-melhor-desabafa-ana-heloisa-arnaut