quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Sapato com GPS ajuda cego em caminhada


Sapato com GPS ajuda cego em caminhada
Chega de bengalas. Um sapato com GPS foi desenvolvido por dois jovens indianos para guiar pessoas com deficiência visual.
http://contatoinclusaobrasi.wix.com/lado-b…

https://www.facebook.com/ladobmodainclusiva

Com pilates, cadeirante ganha independência na locomoção

Aluna do estúdio Clei Mathias, de Santos, conta que conciliar uma atividade adequada para sua condição a uma academia adaptada não foi tarefa fácil.
Bruna fazendo pilates
Quando criança, tentou natação, mas desanimou pois sempre precisava de ajuda para entrar e sair da piscina. “Com a divulgação do método pilates, fui pesquisar e verifiquei que ele utilizava aparelhos próprios, o que facilitaria a minha transferência da cadeira de rodas para os equipamentos sem necessitar de auxílio e a minha movimentação nos exercícios”, conta.
Desde então, tem comemorado os resultados e as mudanças do corpo que, segundo ela, são gritantes. “A diminuição de peso e contornos do corpo foram os sinais mais visíveis em pouco tempo. Em médio prazo, comecei a notar a readequação postural, o ganho de força nos braços e pernas, o desenvolvimento de músculos que eu nem sabia que poderia movimentar e que começavam a funcionar, como coxas e abdômen. Tudo isso reforçou a minha independência de locomoção. Exercícios conjuntos com a respiração também me ajudaram muito no controle de stress e ansiedade”, comemora.
Dificuldades
Bruna conta que, ao contrário do que possa parecer, o pilates não é um exercício leve. “Trabalha-se com o peso do próprio corpo e isso, aliado as limitações de movimento ou posturais mais o controle da respiração, demanda esforço e concentração”.
Ela conta que, na modalidade, os movimentos são progressivos. “Você pode começar um exercício fazendo a mínima força ou o mínimo movimento para despertar o corpo e, com o tempo, os movimentos começam a fluir e vão se intensificando na medida em que nosso corpo responde. Tomamos consciência corporal.”
Bruna no pilates
Ensaio sensual
Satisfeita com as mudanças do corpo, a advogada aceitou o convite da fotógrafa Juara Prado para fazer um ensaio sensual na prática da modalidade. “Numa conversa informal, tivemos a ideia de realizar um ensaio fotográfico bastante diferente, que é registrar a feminilidade, sensualidade e liberdade de uma cadeirante”, conta a fotógrafa.
Segundo a profissional, a ideia era mostrar a força feminina independente dos estereótipos e padrões de beleza. “Mostrar para todas as mulheres que todas elas possuem uma beleza ímpar e que são capazes de vencer qualquer tipo de desafio em suas vidas”, complementa.
Ensaio - Bruna de noiva
[ Fonte – Terra

Veja como solicitar a sua cadeira motorizada pelo SUS

Abaixo segue o passo a passo para solicitar a cadeira de rodas motorizada pelo SUS. O processo parece simples, mas na prática sabemos que não será tão fácil e simples assim, até porque nas terras brasileiras tudo que gera custos ao governo, e não é para os governantes, é complicado e dificultoso.
Para conseguir uma doação de cadeira de rodas é necessário:
1°- Ir ao posto de saúde do SUS
2°- Pedir ao medico uma receita determinando a necessidade de ter a cadeira motorizada para livre locomoção,
3°- Com a receita em mãos procure a assistente social do posto de saúde para que ela faça o encaminhamento do pedido de doação de acordo com, a lei abaixo apenas essa receita basta, pois de acordo com constituição a prescrição médica não pode ser descumprida pelo governo.
A LEI:
COORDENAÇÃO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE – LEGISLAÇÃO FEDERAL ÓRTESE, PRÓTESE E MATERIAIS ESPECIAIS-OPM
1-MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE PORTARIA Nº 116, DE 9 DE SETEMBRO DE 1993 DO 176, DE 15/9/93
O Secretário de Assistência à Saúde, no uso de suas atribuições e,considerando a integralidade da assistência, estabelecida na Constituição Federal e na Lei Orgânica de Saúde (Lei nº 8.080 de 16.09.90);
Considerando que o atendimento integral à saúde é um direito da cidadania e abrange a atenção primária, secundária e terciária, com garantia de fornecimento de equipamentos necessários para a promoção, prevenção, assistência e reabilitação;Considerando que o fornecimento de órteses e próteses ambulatoriais aos usuários do sistema contribui para melhorar suas condições de vida, sua integração social,minorando a dependência e ampliando suas potencialidades laborativas e as atividades devida diária;
Considerando a autorização estabelecida pela RS nº 79 de 02/09/93 do Conselho Nacional de Saúde, resolve:
1 – Incluir no Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde – SIA/SUS a concessão dos equipamentos de órteses, próteses e bolsas de colostomia constantes do Anexo Único.
2 – A concessão das órteses e próteses ambulatoriais, bem como a adaptação e treinamento do paciente será realizada, obrigatoriamente, pelas unidades públicas de saúde designadas pela Comissão Bipartite. Excepcionalmente, a referida comissão poderá designar instituições da rede complementar preferencialmente entidades universitárias e filantrópicas para realizar estas atividades.
3 – Caberá ao gestor estadual/municipal, de conformidade com o Ministério da Saúde, definir critérios e estabelecer fluxos para concessão e fornecimento de órteses e próteses, objetivando as necessidades do usuário.
4 – O fornecimento de equipamentos deve se restringir aos usuários do Sistema Único de Saúde que estejam sendo atendidos pelos serviços públicos e/ou conveniados dentro da área de abrangência de cada regional de saúde.
5 – Fica estabelecido que a partir da competência setembro/93, o Recurso para Cobertura Ambulatorial – RCA será acrescido de 2,5 %, destinado ao pagamento das órteses e próteses fornecidas aos usuários.
[ FONTE – Casa Adaptada ]

Luis Ricardo

Deficiente desde 2005, viu alguns dos seus sonhos interrompidos por uma inflamação na medula, que o tornou um deficiente físico. Botafoguense, carioca, bem humorado, psicólogo de bar e um churrasqueiro de final de semana.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Anvisa libera uso terapêutico do canabidiol no País

LÍGIA FORMENTI - O ESTADO DE S. PAULO

Substância derivada da maconha não tem efeito psicoativo, ajuda a reduzir crises convulsivas e figura em lista de uso controlado

BRASÍLIA - O uso terapêutico do canabidiol está permitido no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na manhã desta quarta-feira, 14, por unanimidade a mudança na classificação da substância, presente na maconha. Ela deixa a lista de produtos proscritos e passa a figurar na lista C1, de substâncias de uso controlado. 
A decisão é fruto de uma discussão iniciada ano passado, quando familiares de crianças que sofrem recorrentes crises de convulsão começaram uma movimentação para a liberação do produto, cujo uso é permitido em outros países.
Estudos mostram que o canabidiol, que não tem efeito psicoativo, ajuda a reduzir as crises convulsivas. Katiele Bortoli, mãe de Anny Fischer, uma das primeiras pacientes brasileiras a usar o produto para tentar reduzir as crises, emocionou-se ao fazer a defesa da reclassificação.
Arquivo pessoal
Katiele Bortoli, mãe da pequena Anny Fischer, emocionou-se ao fazer defesa da reclassificação do canabidiol
"Esse momento é muito importante. Sabemos que não se trata da cura, mas esperança na qualidade de vida das crianças", disse Katiele. "Esperamos que a mudança estimule a realização de estudos científicos para conhecer mais sobre a substância e sua interação com outros medicamentos", completou.
De acordo com Katiele, depois de vários meses com crises controladas, Anny voltou semana passada a apresentar um aumento de convulsões. A piora estava relacionada à interação com outro medicamento, que a menina passou a usar. "Interrompido o uso, as crises foram novamente controladas", contou a mãe.
A presidente da Federação Brasileira de Epilepsia, Maria Carolina Doretto, afirmou esperar que, com a reclassificação, indústrias farmacêuticas passem a sintetizar o produto. Ela defendeu ainda que ele seja rapidamente incorporado no Sistema Único de Saúde (SUS). "Seguindo os padrões estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina", destacou. 
Júlio Américo Neto, pai do menino Pedro, também defendeu a ampliação de estudos e a criação de uma política nacional da cannabis medicinal, para distribuição de medicamentos feitos a partir do canabidiol para tratamento de pacientes. 
Na justificativa de seu voto, o presidente em exercício da Anvisa, Jaime Oliveira, lembrou que o canabidiol não é considerado um produto entorpecente ou psicotrópico e não há relatos de que ela possa provocar dependência.
Já o diretor Renato Porto, que também votou pela reclassificação, fez avaliação semelhante. Ele ressalvou, no entanto, não haver estudos que mostrem a eficácia e a segurança do produto a longo prazo, uma lacuna que, em sua avaliação, é preciso ser reparada. 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Professora autista desenvolve criativo método de alfabetização

 
Por Jefferson Guimarães
O Autismo - uma disfunção global do desenvolvimento - é caracterizado por três pontos: falta de habilidade para interagir socialmente; padrão de comportamento repetitivo e individualista;  dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos.
O que poucas pessoas sabem é que o comprometimento causado pelo autismo tem níveis variados. Ele pode apresentar um quadro mais leve - sem afetar fala ou aprendizagem -, até quadros mais graves, onde o paciente não demonstra capacidade de interagir com outras pessoas.
Diagnosticada tardiamente com a doença, a professora Gisele Nascimento tem uma grande história de superação e aprendizagem. Aos quatro anos de idade ela demonstrava grande interesse pelos livros comprados pelo pai em um sebo próximo ao cais do porto de Niterói (RJ). Ler livros velhos passou a ser seu grande passatempo, mesmo sem frequentar a escola. Aos cinco anos, a curiosidade de Gisele a levou a descobrir um mundo de novidades, e a pequena começou a estudar, sozinha, a língua inglesa. Aos 10 anos, já dominava seis idiomas: inglês, alemão, francês, italiano, espanhol, além do português, aprendendo tudo de forma autodidata.
Ainda sem saber que tinha o transtorno do espectro autista, Gisele passou por dificuldades na infância. Sofreu com comentários preconceituosos e com a ausência de amigos e ficou muda durante 12 meses, dos 7 aos 8 anos. Com o tempo, o silêncio foi quebrado e as dificuldades superadas. Hoje, aos 32 anos, Gisele é formada em pedagogia, psicologia e sociologia com especialização em segurança pública.
“Passei em dois concursos para dar aulas na rede municipal de ensino de Itaboraí (RJ), o último em 2011. Inicialmente, alfabetizei crianças das classes regulares durante dois anos. Omiti o fato de ser autista para evitar o preconceito”, contou  ela ao jornal O Globo.
Gisele tem imenso prazer em dar aulas para crianças e adultos com necessidades especiais, incluindo o autismo. Mesmo com o transtorno, em grau leve, a carioca desenvolveu uma técnica eficiente de alfabetização, que serve tanto para pessoas com necessidades especiais quanto as outras, que não as têm. “Em casos de autismo de grau leve, finalizo o processo de alfabetização em seis meses. Eles aprendem, por exemplo, por métodos específicos. São extremamente visuais. Precisam de tempo para ver a imagem e associá-la à palavra, tanto escrita quanto o fonema. É preciso brincar, lidar de forma lúdica. Além disso, as recompensas têm papel fundamental no reforço do aprendizado. Premiar pequenas vitórias com peças de brinquedos, fichas e doces os mantêm estimulados e motivados por mais tempo”, comenta.
Com a técnica, Gisele - que toma medicação para controle da atividade motora - foi convidada a participar do primeiro curso de formação de professores da Clínica-Escola do Autista, em Itaboraí (RJ). Este é o primeiro local público do País a oferecer atendimento multidisciplinar gratuito para autistas.
Professora da Escola Municipal Clara Pereira, ela cuida de uma turma de seis alunos, entre 9 e 27 anos, com diversos transtornos como autismo, Síndrome de Down, deficiência intelectual e superdotação. Ela cuida de praticamente tudo sozinha, conta com a ajuda apenas de uma assistente que acompanha os casos de autismo mais grave.
Na vida pessoal a jovem também leva vida “normal”. É casada e mãe de dois filhos, uma moça de 20 anos e um bebê de seis meses.
*Com informações do site Drauzio Varella e  do jornal O Globo 

Dilma aprova lei que concede pensão vitalícia a Lais Souza

Ex-atleta de 26 anos ficou tetraplégica após acidente de esqui em janeiro de 2014. Ela receberá 4.663,75 reais mensais do governo

Ex-ginasta Laís Souza concede entrevista coletiva no auditório da Universidade Estácio, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio
Ex-ginasta Laís Souza concede entrevista coletiva no auditório da Universidade Estácio, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio (Marcos de Paula/Estadão Conteúdo)
A presidente Dilma Rousseff sancionou lei que concede pensão especial vitalícia à ex-ginasta e esquiadora Laís de Souza. Segundo a norma, a pensão será mensal e "em valor atual equivalente ao limite máximo do salário de benefício do Regime Geral de Previdência Social (RGPS)". Desde 1º de janeiro, o teto da Previdência é de 4.663,75 reais. A lei diz que a pensão é "personalíssima e não se transmite aos herdeiros da beneficiária".
A norma, publicada no Diário Oficial da União, determina que o valor mensal da pensão será atualizado pelos mesmos índices e critérios estabelecidos para os benefícios do RGPS. A despesa "correrá à conta do programa orçamentário Indenizações e Pensões Especiais de Responsabilidade da União". 
Laís ficou tetraplégica ao sofrer acidente em treino de esqui aéreo em janeiro de 2014, na cidade americana de Salt Lake City, quando se preparava para competir nos Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi, na Rússia. A ex-atleta de 26 anos participou dos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e Pequim-2008, pela equipe de ginástica artística do Brasil. Depois, ela trocou de esporte e passou a competir no esqui aéreo, antes de sofrer o acidente. 
A pensão vitalícia para a ex-ginasta já havia sido aprovada na Câmara dos Deputados e no Senado, no ano passado, mas ainda era necessária a sanção da presidente Dilma para entrar em vigor. 
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Lais Souza, durante treino de esqui em São Roque (SP), em outubro de 2013
Lais Souza, durante treino de esqui em São Roque (SP), em outubro de 2013 - Mauro Horita/VEJA
(Com Estadão Conteúdo)
VEJA

Beto Richa sanciona lei com Estatuto da Pessoa com Deficiência no Paraná

Com 277 artigos, o estatuto viabilizará uma série de direitos.
Segundo o IBGE, 20% da população do PR tem algum tipo de deficiência.

Do G1 PR
O governador Beto Richa (PSDB) sancionou a lei que estabelece o Estatuto da Pessoa com Deficiência do Estado do Paraná. A lei foi criada para ampliar a inclusão social e garantir plena cidadania às pessoas com deficiência. De acordo com o governo estadual, antes da sanção do governador, o documento já havia sido discutido e aprovado em audiências públicas em todas as regiões do Paraná. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 20% da população paranaense tem algum tipo de deficiência.
Com 277 artigos, o estatuto viabilizará uma série de direitos descritos na Convenção Internacional da Pessoa com Deficiência, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2006. O texto do estatuto foi elaborado com a participação de instituições, pessoas com deficiência e familiares, segundo o governo estadual.
O documento abrange leis federais sobre os direitos da pessoa com deficiência e outros itens que não estavam contemplados – um deles é a obrigatoriedade para shopping centers e restaurantes de destinar 5% dos lugares acessíveis para refeição nas praças de alimentação para uso preferencial de pessoas com deficiência, em rota acessível.
O estatuto, assinado na quarta-feira (7), aborda diretrizes nas áreas de saúde, educação, profissionalização, trabalho, assistência social e acessibilidade.  Confira aqui a íntegra do Estatuto da Pessoa com Deficiência do Paraná.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Comitê recruta atletas com deficiência para a organização do Rio 2016

Paratleta Tito Sena correndo
  
 
O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 lançou um programa especial para recrutamento de atletas com deficiência. 


O objetivo deste projeto criado pela área de Recursos Humanos é inserir atletas, amadores ou profissionais, no ambiente corporativo. Neste plano, os atletas tornam- se foco e têm a oportunidade de planejar suas carreiras também fora das quadras.


A primeira etapa contratou 15 atletas com deficiência para cargos diversos como designer, analista de sustentabilidade, planejamento de transportes e eventos, TI e outros.


Henrique Gonzalez, diretor de Recursos Humanos do Comitê Rio 2016, acredita que o programa é uma forma de trazer o olhar de pessoas que vivem o cotidiano do esporte e da pessoa com deficiência para a organização dos Jogos.

 
- Estes atletas vão trazer suas experiências em diversas disciplinas esportivas, sejam elas paralímpicas ou não, além de contribuir com o legado do esporte no Brasil. - comentou Henrique


Quem pode participar

 
As vagas são destinadas para atletas com deficiência que estejam no ensino superior ou formados, sem restrição de cursos e prática esportiva. Também não precisa ser federado. A pessoa só precisa participar de competições esportivas, que podem ou não fazer parte do programa Paralímpico dos Jogos Rio 2016.


Os interessados podem se inscrever pelo site dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2016.


Fonte: Portal Terra

Febre do stand up paddle ganha versão acessível ao cadeirante

Esporte cada vez mais praticado no mundo, o stand up ganhou modelos com adaptação para deficientes que já estão sendo usados no Brasil.

G1
Verão, muito calor e a água convidando pro mergulho. O stand up paddle, aquele parente próximo do surf, que é feito com uma prancha a remo, está cada vez mais popular e até mais acessível, inclusive para cadeirantes.
Guarujá. Foi no litoral de São Paulo que Taíu Bueno começou a surfar com 12 anos. Aos 20, foi morar no Havaí e virou profissional. Em 1984, foi campeão brasileiro. Depois disso, passou a competir nos circuitos mundiais, sempre se destacando nas grandes ondas. Em 1991, estava participando do circuito mundial e do brasileiro quando a queda em uma onda pequena, perto da areia, em Paúba - litoral Norte de São Paulo - mudou completamente seus planos. Taíu perdeu os movimentos do pescoço para baixo e passou 18 anos sem pegar onda. Desde 2010, voltou a surfar.
"Mas, que loucura! Eu não faço nada. Sento na prancha e tenho a mesma emoção que eu tinha antes. Eu estou nessa prancha e tenho o meu coração, minha emoção, minha alma. Minha alma está de novo deslizando. E, pô, deslizar é tudo né?”, explica Taíu.
Desde o acidente, no auge da carreira, Taíu não se conformava em ficar longe do mar.
“Eu chorava, eu falava ‘meu, olha aquela onda e o cara vacilou. Por que sou eu que estou aqui? Socorro!’”, conta o surfista.
Com muito apoio dos amigos, conseguiu adaptar uma prancha. Ela é grande para dar estabilidade. Tem um assento especial e precisa da ajuda de mais duas pessoas. “Eu fiquei muito empolgado. Fiquei muito pirado. Chorava. Falei ‘imagina as outras pessoas podendo passar por isso’”, relembra Taíu.
É o caso do publicitário Alexei Schenin, o Ksei, que veio surfar pela segunda vez na prancha do Taíu! “Você vai ouvindo, a onda vai chegando, o mar vai chegando, chegando. Rema, rema, rema. O coração vai batendo, batendo, batendo. Vai, vai, vai. Rema, rema, rema. Desce, aí é só alegria”, narra Alexei.
O acidente do publicitário foi em 2002. “Bebi demais e tinha uma moto. Álcool e direção não é legal. Acabei saindo da balada bem tarde, dormi no guidão da moto e sofri o acidente.” Ele ficou com movimentos limitados das pernas e das mãos. “Sempre gostei de surfar, Sempre gostei de fazer qualquer coisa que fosse radical. Surfava e hoje surfo. Não tem limite. O que é limite está na nossa cabeça”, garante Ksei.
E não é só no Guarujá que tem gente superando limites. O stand up, que é cada vez mais praticado no mundo inteiro, ganhou uma versão acessível ao cadeirante em Brasília, no Lago Paranoá. A ideia surgiu em janeiro de 2014. “A gente já tem um trabalho aqui nesse parque de preservação e de trazer o esporte pra comunidade. E o Gabriel apareceu como um anjo”, conta o educador físico Daniel Badke Lino.

Gabriel Duarte de Souza, Relações Públicas, perdeu os movimentos da cintura para baixo em um acidente de carro em 2011. “Voltando de uma festa, dormi no volante, Capotei. Fiquei paraplégico. Minha vida era a noite só, nada de esportes”, conta. Até que Daniel fez o convite, que só foi aceito por Gabriel após alguma insistência.
Diferente do surf no Guarujá, a prancha é exatamente a mesma usada no stand up paddle convencional e a cadeira é a do próprio cadeirante. A adaptação fica só na forma de amarrar uma à outra. “Estudamos um jeito certo, um jeito que fique realmente presa. A gente amarra as rodas separadas para ter a certeza que ela não vá virar e a prancha ficar. Então, se virar a cadeira, vira tudo junto”, explica Daniel.
Ele garante que é seguro. Para isso, antes testa cada cadeira amarrada e, durante o stand up paddle, sempre tem um instrutor por perto.
Fantástico: E se a cadeira virar?
Daniel Badke Lino, educador físico: A gente vai vir para fazer o resgate na hora.
Fantástico: E qual a sensação quando você está no meio do lago, na sua cadeira, em cima da prancha?
Gabriel: Liberdade.
Depois de tanto ver, a repórter Flávia Cintra tentou também. Algumas instruções depois, já estava deslizando no Lago Paranoá.
“Quando a gente entra no lago e sai, a sensação é outra, de paz”, diz Gabriel. É o que sentem Taíu e Ksei quando saem das ondas lá no Guarujá. “Você deixa tudo que é ruim no mar, Você sai limpo, leve”, conta Ksei. “Faz um bem pra minha alma que você não tem noção!”
“Na verdade, o segredo é viver. Correr atrás das coisas, todo mundo faz isso. Depende do momento da pessoa. No meu caso, eu preciso fazer isso. Poxa, se eu posso fazer, mergulhar correr atrás, por que você não pode levantar do sofá e andar na praia?”, questiona Alexei.

Vamos votar por calçadas mais acessíveis.A Campanha Calçadas do Brasil, do Mobilize, está entre os 5 finalistas do Prêmio Sinal Livre


O vencedor será escolhido por votação popular, que irá durar apenas 6 dias, ou seja, de hoje até quinta. O projeto que receber mais votos irá ganhar R$ 10 mil.
Calçadas do Brasil é uma iniciativa do portal Mobilize Brasil para estimular a melhoria das condições de mobilidade para pedestres nas cidades do país. O objetivo é chamar a atenção da ...opinião pública para o problema da má qualidade, falta de manutenção, ou ausência das calçadas no país, e estimular as pessoas a denunciarem os problemas em suas cidades, além de pressionar as autoridades.
Para votar, acesse o link abaixo:
https://www.premiosinallivre.com.br/Home/Projetos?vote=1