sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Cão-guia salta em trilhos do metrô de NY para salvar dono após desmaio
18.dez.2013 - O cão-guia Orlando acompanha seu dono Cecil Williams, 61, no leito de um hospital. O animal salvou a vida de Williams, que é cego, depois que ele desmaiou e caiu nos trilhos do metrô de Nova York, na última terça-feira (17) Leia mais John Minchillo/AP
UOL
O cão-guia Orlando, um labrador retriever de quase 11 anos de idade, arriscou a própria vida ao saltar nos trilhos do metrô em uma estação de Manhattan, em Nova York (EUA), na última terça-feira (17). Tudo o que ele queria era salvar seu dono cego, que havia desmaiado e caído da plataforma.
Cecil Williams, 61, começou a se sentir mal na estação, no caminho para o dentista. "Ele tentou me segurar", disse Williams à agência de notícias Associated Press de sua cama no hospital, onde se recupera de ferimentos na cabeça após ter sido atropelado pelo trem.
Testemunhas disseram que Orlando latia freneticamente e tentou evitar que Williams caísse, sem sucesso. Quando o dono caiu, o cão-guia saltou para os trilhos e, mesmo com o trem se aproximando, tentou levantar Williams a todo custo.
"Ele o lambia, tentando fazer com que se movesse", disse Matthew Martin, uma das testemunhas, ao jornal "New York Post".
Passageiros que estavam na estação, então, começaram a fazer sinais e pedir ajuda, e o maquinista desacelerou. Embora não tenha sido possível parar o trem a tempo, Willians e Orlando deitaram no vão que existe entre os trilhos e foram salvos --o labrador não se feriu.
"O cão salvou minha vida", disse Williams. "Me sinto maravilhado. Sinto que Deus, uma força maior, tem algo reservado para mim. Não morri dessa vez. Estou aqui por uma razão", completou.
Williams, que é cego desde 1995, agora se recupera dos ferimentos no hospital, onde pode ter a companhia de Orlando.
O labrador, que completará 11 anos de idade em janeiro, será aposentado, e Williams terá um novo cão-guia custeado pelo governo. Mas, como as despesas do aposentado Orlando não poderão ser custeadas, Williams está a procura de um novo lar para seu companheiro. "Eu com certeza gostaria de ficar com ele", disse, explicando que não tinha dinheiro para isso.
Após a repercussão da história nos EUA, uma campanha online arrecadou a meta de US$ 50 mil (R$ 117 mil) para que Williams possa ficar com Orlando.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Vereadores participam de sessão com olhos vendados

A sessão da Câmara Municipal de Curitiba iniciou de forma diferente na manhã desta segunda-feira (16).
Os vereadores participaram de uma vivência de olhos vendados em ato que lembrou o Dia Nacional do Cego.
Foto:Cesar Brustolin/SMCS
Foto:Cesar Brustolin/SMCS
A sessão da Câmara Municipal de Curitiba começou de forma diferente na manhã desta segunda-feira (16). Os vereadores participaram de uma vivência de olhos vendados, em ato que lembrou o Dia Nacional do Cego, comemorado no último dia 13. A iniciativa teve como objetivo sensibilizar os vereadores para a importância da inclusão da pessoa com deficiência e sobre os desafios vividos pelo deficiente visual.
O coordenador de Relações com a Comunidade da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Manoel José Passos Negraes, conduziu a dinâmica. A sessão foi aberta e, em seguida, interrompida para que os vereadores vendassem os olhos. Enquanto isso, Manoel Negraes, que tem deficiência visual, discursou sobre as dificuldades enfrentadas por esses cidadãos. "Espero que o debate e este simples gesto, através da vivência, possam auxiliar os vereadores a analisar com um outro olhar os importantes projetos de acessibilidade que passam por esta casa", disse.
O coordenador convidou os vereadores a se deslocarem de olhos vendados até a frente do plenário. A vereadora Professora Josete apresentou dificuldade já na busca do botão que aciona a liberação do microfone. "Não há dúvida que precisamos compreender melhor o que o deficiente visual enfrenta. Temos que garantir a acessibilidade para melhor locomoção deles e de todas as pessoas com deficiência" frisou a vereadora, que ao sair de sua mesa ainda derrubou a placa que leva seu nome e demorou para chegar à frente do plenário.
Durante o debate, foi destacada a importância da Comissão de Acessibilidade da Câmara Municipal, que busca resguardar os direitos e deveres da pessoa com deficiência e fazê-los cumprir de modo que as convenções sejam aplicadas.
"É preciso dar o primeiro passo, seja com ou sem os olhos vendados. É preciso entender que todos precisam aceitar a inclusão da pessoa com deficiência e exercer a cidadania. A maior dificuldade ainda está na cultura" finalizou Negraes.
Em 2013, a secretaria realizou diversas ações de sensibilização como esta, com participação de servidores das secretarias municipais.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Brasileiros criam painel interativo para deficientes físicos com o Kinect
http://www.deficientefisico.com/brasileiros-criam-painel-interativo-para-deficientes-fisicos-com-o-kinect/
O Kinect, acessório para Xbox 360 e PC que reconhece os movimentos do jogador, é muito usado em games e dispensa o uso de joystick. Desde o lançamento do aparelho no final de 2010, desenvolvedores “hackearam” o dispositivo para usá-lo com outras funcionalidades, o que fez a Microsoft lançar um kit de desenvolvimento aberto para que o Kinect fosse utilizado para outras finalidades.
![Sistema usa o Kinect, fazendo com que o acessório identifique deficientes físicos que perderam parte dos membros [imagem: Divulgação/FIT]](http://imagens.deficientefisico.com/acessibilidade_kinect1.jpg)
Finalidades estas que o FIT – Instituto de Tecnologia, de Sorocaba, no interior de São Paulo, percebeu que poderia aplicar ao Kinect para melhorar a interação de deficientes físicos com a tecnologia. “Criamos um painel interativo em que qualquer pessoa, com deficiência física ou não, pudesse interagir”, disse ao G1 o analista de sistemas do FIT Maurício Oliveira, responsável pelo projeto que demandou dois meses de trabalho e foi concretizado há três semanas.”Exploramos a questão da deficiência como fator de inclusão, mas o mesmo aplicativo permite que pessoas sem deficiência possam usá-lo”.
Foi desenvolvido um painel interativo em que cadeirantes ou quem perdeu parte dos braços possa usar e interagir, acessando informação. O aplicativo usado apresenta um mapa do mundo, no qual os usuários navegam pelos continentes utilizando os braços e obtêm informações sobre 60 países.
O sistema também reconhece comandos de voz em português – no Kinect para o Xbox 360, o idioma ainda não foi lançado oficialmente, embora na feira E3, a Microsoft tenha dito que uma atualização traria comandos de voz em português nos próximos meses.
“Mais do que um game, queríamos fazer algo com propostas mais nobres. Já que o Kinect reconhece braços e cabeça do jogador, ele poderia rastrear qualquer outra parte do corpo”, explica. “Foi um trabalho de programação e de estudo das características da deficiência física da pessoa. Vimos que é fácil controlar o sistema pelo Kinect com o braço, mas é mais complicado para quem tem apenas parte dele e, por isso, tivemos que calibrar o sistema”.
Segundo Oliveira, o FIT tem mais de 200 pessoas com deficiência física, que ajudaram a criar o sistema.
De acordo com Oliveira, não existe um único propósito do que pode ser feito. O programa pode ser construído do zero para qualquer finalidade. “O potencial [dele] é forte”, afirma. Ele exemplifica, dizendo que lojas podem usar o sistema para criar uma vitrine virtual que pode ser utilizada por qualquer pessoa.
Ainda, Oliveira acredita que o Kinect pode ser usado na área da educação. “As crianças, por iniciativa própria, podem usar e brincar, assimilando conteúdo que só conseguiriam aprender ou gravar do modo tradicional”.
O potencial na área médica também é destacado. “Muitas empresas têm usado o Kinect na fisioterapia. Procuramos criar aplicações para atender esta área”.
![O sistema, por meio do Kinect, reconhece cadeirantes e comandos de voz em português [imagem: Divulgação/FIT]](http://imagens.deficientefisico.com/acessibilidade_kinect2.jpg)
O sistema, por meio do Kinect, reconhece cadeirantes e comandos de voz em português [imagem: Divulgação/FIT]
![Sistema usa o Kinect, fazendo com que o acessório identifique deficientes físicos que perderam parte dos membros [imagem: Divulgação/FIT]](http://imagens.deficientefisico.com/acessibilidade_kinect1.jpg)
Foi desenvolvido um painel interativo em que cadeirantes ou quem perdeu parte dos braços possa usar e interagir, acessando informação. O aplicativo usado apresenta um mapa do mundo, no qual os usuários navegam pelos continentes utilizando os braços e obtêm informações sobre 60 países.
O sistema também reconhece comandos de voz em português – no Kinect para o Xbox 360, o idioma ainda não foi lançado oficialmente, embora na feira E3, a Microsoft tenha dito que uma atualização traria comandos de voz em português nos próximos meses.
“Mais do que um game, queríamos fazer algo com propostas mais nobres. Já que o Kinect reconhece braços e cabeça do jogador, ele poderia rastrear qualquer outra parte do corpo”, explica. “Foi um trabalho de programação e de estudo das características da deficiência física da pessoa. Vimos que é fácil controlar o sistema pelo Kinect com o braço, mas é mais complicado para quem tem apenas parte dele e, por isso, tivemos que calibrar o sistema”.
Segundo Oliveira, o FIT tem mais de 200 pessoas com deficiência física, que ajudaram a criar o sistema.
Usos da invenção
Ainda, Oliveira acredita que o Kinect pode ser usado na área da educação. “As crianças, por iniciativa própria, podem usar e brincar, assimilando conteúdo que só conseguiriam aprender ou gravar do modo tradicional”.
![O sistema, por meio do Kinect, reconhece cadeirantes e comandos de voz em português [imagem: Divulgação/FIT]](http://imagens.deficientefisico.com/acessibilidade_kinect2.jpg)
O sistema, por meio do Kinect, reconhece cadeirantes e comandos de voz em português [imagem: Divulgação/FIT]
Deficientes visuais
O sistema criado pela FIT também permite que deficientes visuais utilizem o sistema. Por meio de comandos de voz, eles podem navegar na internet. “Ele sabe o que há na tela por meio de uma narração dinâmica. O sistema pode até ler uma notícia para a pessoa”.
[ Fonte - G1/PCD online ]
Balanço Geral entrega presentes ao alunos da Escola Especial Vivian Marçal
Durante a campanha Natal do BG, a produção do programa conseguiu arrecadar brinquedos e outros itens para entregar aos alunos da Escola Especial Vivian Marçal. A confraternização ocorreu na última sexta-feira (13). Foram entregues presentes para os 250 donos das cartinhas que foram adotadas pelos telespectadores do programa.
Acesse o link;
http://ricmais.com.br/pr/bg-curitiba/balanco-geral-entrega-presentes-ao-alunos-da-escola-especial-vivian-marcal/?fb_action_ids=511493998947831&fb_action_types=og.likes&fb_ref=.Uq-KdEy2dcg.like&fb_source=other_multiline&action_object_map=%5B721214224585515%5D&action_type_map=%5B%22og.likes%22%5D&action_ref_map=%5B%22.Uq-KdEy2dcg.like%22%5D
Acesse o link;
http://ricmais.com.br/pr/bg-curitiba/balanco-geral-entrega-presentes-ao-alunos-da-escola-especial-vivian-marcal/?fb_action_ids=511493998947831&fb_action_types=og.likes&fb_ref=.Uq-KdEy2dcg.like&fb_source=other_multiline&action_object_map=%5B721214224585515%5D&action_type_map=%5B%22og.likes%22%5D&action_ref_map=%5B%22.Uq-KdEy2dcg.like%22%5D
Tecnologia amplia acessibilidade para deficientes auditivos e visuais
Na ausência de algum sentido, a tecnologia pode ajudar - e muito - a vida cotidiana de pessoas com deficiência. Confira alguns recursos disponíveis
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VozMóvel: sistema especial criado para deficientes visuais (Foto: Divulgação)
A maioria das pessoas não tem ideia da diferença que pequenas ajudas podem fazer no dia a dia. Quem sabe disso melhor do que ninguém são as pessoas com deficiência. Com praticamente todas as mídias voltadas para quem tem todos os sentidos em perfeito funcionamento, a vida de deficientes auditivos e visuais pode se tornar bastante complicada. Mas, aos poucos, especialistas conseguem diminuir a distância entre aparelhos eletrônicos e esse público.
Hoje, várias tecnologias e técnicas disponíveis buscam permitir a utilização de eletrônicos por deficientes. Uma das mais importantes delas, a audiodescrição, tornaria a TV mais acessível aos cerca de 16 milhões de deficientes visuais do Brasil. No entanto, ela ainda caminha a passos lentos no país.
Esse auxílio é feito por um profissional que descreve verbalmente o que acontece na cena, sem sobrepor as falas. A voz é transmitida por um canal de áudio exclusivo que as TVs analógicas não suportam. Para ter acesso ao recurso, é preciso ter TV digital.
saiba mais
Outro recurso muito útil e mais popularizado é o de closed captions, ou legenda oculta, que podem ser lidas por surdos. No entanto, surdos-mudos, que não podem ser completamente alfabetizados em português, dependem da linguagem de sinais, mais conhecida como Libras (Língua Brasileira de Sinais).
Antonio Borges, professor do Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ que trabalha no desenvolvimento de softwares para deficientes, critica a pouca abrangência da audiodescrição, dada sua importância para quem tem problemas para enxergar. “Quando se está assistindo a um espetáculo, a pessoa é apresentada a elementos visuais. A cena pode estar em silêncio, mas há coisas acontecendo visualmente. Os deficientes perdem esses detalhes. A pessoa pode até deixar de entender o enredo por causa disso”, afirma.
Em teatros, a audiodescrição funciona de forma semelhante a uma palestra com tradução simultânea, em que o participante recebe um rádio especial na entrada e ouve as informações transmitidas ao vivo por um profissional especializado. No Brasil, poucas casas oferecem o recurso.
Para os surdos a necessidade é outra, e as soluções também. Pode-se adotar um sistema de legendas semelhante às closed captions, ou recorrer ao intérprete de Libras, mais adequado para surdos de nascimento. A audiodescritora Graciela Pozzobon lamenta a pouca abrangência dos sistemas.
“Na maioria dos locais a audiodescrição existe por iniciativas pontuais da produção, não do espaço cultural, o que é uma pena”, diz. Para Graciela, é fundamental para o acesso de deficientes garantir que as casas de espetáculos ofereçam a audiodescrição e a interpretação em Libras como padrão.
Além de TV e teatro, hoje também já se trabalha para que deficientes visuais possam usar smartphones. Antes, com as teclas físicas e o sinal em relevo no número 5, cegos podiam usar telefones com certa facilidade, mas os celulares touch complicaram as coisas. Hoje, Claudinei Martins coordena o Projeto VozMóvel do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) comenta que tarefas simples podem ser um tormento para deficientes, como saber o nível de carga da dp celular.
“Eles ficavam com os celulares ligados na energia por medo de ficar sem bateria”, comenta Martins. O software que ele e sua equipe desenvolvem é um aplicativo para sistemas Android, que, segundo ele, pode ser aprendido rapidamente pelo usuário. Na tela inicial, com apenas um toque, o deficiente visual pode ligar, acessar histórico de chamadas, contatos, mandar mensagem de texto, saber data e hora e verificar níveis de sinal e bateria. Ainda em testes, o produto deve ser lançado no fim do ano.
Confira aqui locais com acessibilidade a deficientes.
BRASÍLIA
Caixa Cultural
O prédio é totalmente acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, possuindo rampas, plataformas e ausência de desníveis no acesso ao prédio. Cegos podem contar sinalização em Braille em banheiros e elevadores. A casa ainda está em processo de instalação de piso tátil. Outras unidades da Caixa Cultural (Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo) são acessíveis apenas a cadeirantes.
http://glo.bo/13szMq2

Hoje, várias tecnologias e técnicas disponíveis buscam permitir a utilização de eletrônicos por deficientes. Uma das mais importantes delas, a audiodescrição, tornaria a TV mais acessível aos cerca de 16 milhões de deficientes visuais do Brasil. No entanto, ela ainda caminha a passos lentos no país.
Esse auxílio é feito por um profissional que descreve verbalmente o que acontece na cena, sem sobrepor as falas. A voz é transmitida por um canal de áudio exclusivo que as TVs analógicas não suportam. Para ter acesso ao recurso, é preciso ter TV digital.
saiba mais
- Conheça as tecnologias brasileiras que estão a serviço da acessibilidade
- Sites acessíveis permitem que pessoas com deficiência usem a web
- Especialista aponta quais devem ser os rumos da tecnologia assistiva
- Falta de acessibilidade é culpa de má fiscalização, dizem especialistas
- Assista à íntegra do programa Globo Ciência
Outro recurso muito útil e mais popularizado é o de closed captions, ou legenda oculta, que podem ser lidas por surdos. No entanto, surdos-mudos, que não podem ser completamente alfabetizados em português, dependem da linguagem de sinais, mais conhecida como Libras (Língua Brasileira de Sinais).
Antonio Borges, professor do Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ que trabalha no desenvolvimento de softwares para deficientes, critica a pouca abrangência da audiodescrição, dada sua importância para quem tem problemas para enxergar. “Quando se está assistindo a um espetáculo, a pessoa é apresentada a elementos visuais. A cena pode estar em silêncio, mas há coisas acontecendo visualmente. Os deficientes perdem esses detalhes. A pessoa pode até deixar de entender o enredo por causa disso”, afirma.
Em teatros, a audiodescrição funciona de forma semelhante a uma palestra com tradução simultânea, em que o participante recebe um rádio especial na entrada e ouve as informações transmitidas ao vivo por um profissional especializado. No Brasil, poucas casas oferecem o recurso.
Para os surdos a necessidade é outra, e as soluções também. Pode-se adotar um sistema de legendas semelhante às closed captions, ou recorrer ao intérprete de Libras, mais adequado para surdos de nascimento. A audiodescritora Graciela Pozzobon lamenta a pouca abrangência dos sistemas.
“Na maioria dos locais a audiodescrição existe por iniciativas pontuais da produção, não do espaço cultural, o que é uma pena”, diz. Para Graciela, é fundamental para o acesso de deficientes garantir que as casas de espetáculos ofereçam a audiodescrição e a interpretação em Libras como padrão.
Além de TV e teatro, hoje também já se trabalha para que deficientes visuais possam usar smartphones. Antes, com as teclas físicas e o sinal em relevo no número 5, cegos podiam usar telefones com certa facilidade, mas os celulares touch complicaram as coisas. Hoje, Claudinei Martins coordena o Projeto VozMóvel do CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) comenta que tarefas simples podem ser um tormento para deficientes, como saber o nível de carga da dp celular.
“Eles ficavam com os celulares ligados na energia por medo de ficar sem bateria”, comenta Martins. O software que ele e sua equipe desenvolvem é um aplicativo para sistemas Android, que, segundo ele, pode ser aprendido rapidamente pelo usuário. Na tela inicial, com apenas um toque, o deficiente visual pode ligar, acessar histórico de chamadas, contatos, mandar mensagem de texto, saber data e hora e verificar níveis de sinal e bateria. Ainda em testes, o produto deve ser lançado no fim do ano.
Confira aqui locais com acessibilidade a deficientes.
BRASÍLIA
Caixa Cultural
O prédio é totalmente acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, possuindo rampas, plataformas e ausência de desníveis no acesso ao prédio. Cegos podem contar sinalização em Braille em banheiros e elevadores. A casa ainda está em processo de instalação de piso tátil. Outras unidades da Caixa Cultural (Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo) são acessíveis apenas a cadeirantes.
http://glo.bo/13szMq2
Sites acessíveis permitem que pessoas com deficiência usem a web
Conheça os principais 'erros' de páginas que não respeitam a acessibilidade

Sites acessíveis seguem normas do World Wide Web Consortium (W3C) (Foto: Thinkstock
Tornar um site acessível, é fazer com que todas as pessoas, sem nenhum tipo de exclusão, tenham acesso às informações contidas nele, sem barreiras que impeçam a sua navegação, ou a leitura de um determinado conteúdo. Para que um site seja acessível, não são precisos recursos especiais, ou implementações tecnológicas de ponta. Muito pelo contrário, basta empregar da forma correta os recursos naturalmente disponíveis na linguagem HTML (HyperText Markup Language), código que compõe e estrutura as páginas na internet. Para isso, o World Wide Web Consortium (W3C), consórcio internacional que trabalha no desenvolvimento de padrões para a web, estipula diretrizes e recomendações que devem ser seguidas para garantir a acessibilidade na rede, as chamadas Web Content Accessibility Guidelines, ou WCAG 2.0.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados em 2010, 23,9% dos brasileiros, ou seja, 45,6 milhões de pessoas, declararam ter algum tipo de deficiência. Dentre as apontadas, a visual foi a que mais figurou, chegando a 35,7 milhões de cidadãos. Conforme divulgado no Censo Demográfico, que pesquisou também as deficiências auditiva, mental e motora, incluindo seus graus de severidade, 18,8% das pessoas entrevistadas disseram possuir dificuldade para enxergar, até mesmo com o auxílio de óculos, ou de lentes de contato. Com relação à deficiência motora, que apareceu em segundo lugar no índice, mais de 13,2 milhões de pessoas afirmaram ter algum grau do problema, equivalendo a 7% dos brasileiros.
Como funcionam os sites acessíveis
Em um site acessível, conteúdo e forma andam separados. Ou seja, de um lado existe a página HTML, contendo a informação, incluindo em sua estrutura definições no código que marcam, por exemplo, o que é um título, um parágrafo, ou um link. Já a forma da página, o design propriamente dito, é definida por um arquivo chamado “folha de estilo”, ou CSS (Cascading Style Sheets), como também é conhecido. Nesse documento, que é vinculado à pagina HTML, são definidas a apresentação visual do site, abrangendo suas cores, tamanho das letras e o espaçamento entre as linhas de texto, entre outros parâmetros.
Dessa maneira, esse tipo de arquitetura, na qual HTML e CSS andam separados, permite que somente o conteúdo textual da página seja lido por pessoas que navegam por meio de leitores de tela. Com isso, informações irrelevantes para os cegos, como a cor do texto, ou o tamanho da fonte utilizada, passam a ser descartadas. Além disso, esse tipo de conceito torna o conteúdo do site adaptável a qualquer tipo de dispositivo móvel, incluindo celulares e tablets.
saiba mais
Segundo destaca Edson, tornar um site acessível não onera um projeto de site. “Como qualquer melhoria que tentamos implementar, a acessibilidade só se torna caro se tentamos fazer adaptações a algum projeto que já esteja pronto, ou em estágio avançado de desenvolvimento. O ideal é projetar um site desde o início com o foco na acessibilidade. Neste caso, não há diferença significativa no custo de desenvolvimento”, ressalta.
Algumas recomendações importantes
Conheça abaixo algumas diretrizes para melhorar a acessibilidade de um site.
- Todas as imagens do site devem conter legendadas, ou descrições com texto, principalmente se forem botões de link. Esse tipo de recomendação facilita a leitura de tela;
- Faça com que o tamanho do texto possa ser aumentado pelas opções do navegador, pois para pessoas que têm dificuldades visuais, esse recurso é essencial. Além disso, é importante fazer com que a largura do texto na página se ajuste ao tamanho da tela;
- Outro fator importante é com relação à identificação dos campos de um formulário. É preciso que os usuários detectem com facilidade a funcionalidade de cada elemento;
- É importante permitir a ativação dos elementos da página pelo uso do teclado, já que pessoas com deficiências motoras podem ter dificuldade de utilizar o mouse;
- Com relação à usabilidade, faça com que os textos dos links sejam compreendidos fora do seu contexto. Links como "clique aqui" não são compreensíveis para quem ouve, de forma isolada, somente a informação dos links, que podem ser legendadas com texto alternativo para evitar repetições, ou redundâncias;
- Disponibilize um canal simples de contato com o responsável pelo site.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados em 2010, 23,9% dos brasileiros, ou seja, 45,6 milhões de pessoas, declararam ter algum tipo de deficiência. Dentre as apontadas, a visual foi a que mais figurou, chegando a 35,7 milhões de cidadãos. Conforme divulgado no Censo Demográfico, que pesquisou também as deficiências auditiva, mental e motora, incluindo seus graus de severidade, 18,8% das pessoas entrevistadas disseram possuir dificuldade para enxergar, até mesmo com o auxílio de óculos, ou de lentes de contato. Com relação à deficiência motora, que apareceu em segundo lugar no índice, mais de 13,2 milhões de pessoas afirmaram ter algum grau do problema, equivalendo a 7% dos brasileiros.

Edson Rufino, membro do grupo de trabalho em
acessibilidade web do W3C (Foto: Divulgação)
Levando em consideração esses números, o professor Edson Rufino, que é pesquisador do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e membro do grupo de trabalho em acessibilidade web do W3C, destaca que só há vantagens em se ter um site acessível. “Em primeiro lugar, um site acessível permite o seu uso por qualquer pessoa, independente de suas características, ou formas de acesso. Em segundo lugar, projetar um site para acessibilidade normalmente gera alguns ‘efeitos colaterais’ bem interessantes, pois geralmente as páginas carregam mais rápido e se tornam mais fáceis de serem achadas pelos principais buscadores, como o Google, por exemplo, ficando nas melhores posições nos resultados de busca”, ressalta Edson.acessibilidade web do W3C (Foto: Divulgação)
Como funcionam os sites acessíveis
Em um site acessível, conteúdo e forma andam separados. Ou seja, de um lado existe a página HTML, contendo a informação, incluindo em sua estrutura definições no código que marcam, por exemplo, o que é um título, um parágrafo, ou um link. Já a forma da página, o design propriamente dito, é definida por um arquivo chamado “folha de estilo”, ou CSS (Cascading Style Sheets), como também é conhecido. Nesse documento, que é vinculado à pagina HTML, são definidas a apresentação visual do site, abrangendo suas cores, tamanho das letras e o espaçamento entre as linhas de texto, entre outros parâmetros.
Dessa maneira, esse tipo de arquitetura, na qual HTML e CSS andam separados, permite que somente o conteúdo textual da página seja lido por pessoas que navegam por meio de leitores de tela. Com isso, informações irrelevantes para os cegos, como a cor do texto, ou o tamanho da fonte utilizada, passam a ser descartadas. Além disso, esse tipo de conceito torna o conteúdo do site adaptável a qualquer tipo de dispositivo móvel, incluindo celulares e tablets.
saiba mais
- Tecnologia amplia acessibilidade para deficientes auditivos e visuais
- Conheça as tecnologias brasileiras que estão a serviço da acessibilidade
- Especialista aponta quais devem ser os rumos da tecnologia assistiva
- Tecnologia assistiva: autonomia e inclusão para pessoas com deficiência
- Tecnologia assistiva contribui para a inclusão de alunos com deficiência
- Conheça lugares em diferentes cidades do país com acessibilidade
- Assista à íntegra do programa Globo Ciência
Segundo destaca Edson, tornar um site acessível não onera um projeto de site. “Como qualquer melhoria que tentamos implementar, a acessibilidade só se torna caro se tentamos fazer adaptações a algum projeto que já esteja pronto, ou em estágio avançado de desenvolvimento. O ideal é projetar um site desde o início com o foco na acessibilidade. Neste caso, não há diferença significativa no custo de desenvolvimento”, ressalta.
Algumas recomendações importantes
Conheça abaixo algumas diretrizes para melhorar a acessibilidade de um site.
- Todas as imagens do site devem conter legendadas, ou descrições com texto, principalmente se forem botões de link. Esse tipo de recomendação facilita a leitura de tela;
- Faça com que o tamanho do texto possa ser aumentado pelas opções do navegador, pois para pessoas que têm dificuldades visuais, esse recurso é essencial. Além disso, é importante fazer com que a largura do texto na página se ajuste ao tamanho da tela;
- Outro fator importante é com relação à identificação dos campos de um formulário. É preciso que os usuários detectem com facilidade a funcionalidade de cada elemento;
- É importante permitir a ativação dos elementos da página pelo uso do teclado, já que pessoas com deficiências motoras podem ter dificuldade de utilizar o mouse;
- Com relação à usabilidade, faça com que os textos dos links sejam compreendidos fora do seu contexto. Links como "clique aqui" não são compreensíveis para quem ouve, de forma isolada, somente a informação dos links, que podem ser legendadas com texto alternativo para evitar repetições, ou redundâncias;
- Disponibilize um canal simples de contato com o responsável pelo site.
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