quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cão que ficou paraplégico em atropelamento precisa de um novo lar


RicMais

Equipe de clínica veterinária às margens da BR-101 em Biguaçu acolheu o animal

Funcionários de uma clínica veterinária em Biguaçu, às margens da BR-101, acolheram um cachorrinho atropelado em fevereiro. Ele perdeu os movimentos das patas traseiras e seus donos não foram localizados. O animal se comove com ajuda de uma espécie de cadeira de rodas, feita com tubos de PVC, além de receber tratamentos para recuperar o movimento. A equipe agora procura um novo lar para o cãozinho.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Pai ajuda filho com paralisia a se formar em jornalismo

O jovem é um exemplo de superação. Ele tem paralisia cerebral, fala com dificuldade, mesmo assim, não desistiu de se tornar jornalista. Veja aqui!

Jovem com paralisia cerebral aprende a digitar com os pés e se forma na faculdade


Jovem com paralisia cerebral aprende a digitar com os pés e se forma na faculdade Ricardo Duarte/Agencia RBS
Rodrigo digita e joga videogame com os pésFoto: Ricardo Duarte / Agencia RBS
Aos 12 anos, enquanto participava de uma gincana, Rodrigo Mule da Silva foi provocado por algumas crianças do bairro: “Com que letra se escreve Maria?” Ele, sem saber responder, foi para casa triste e sentindo raiva pelas zombarias. Mas prometeu para si que isso nunca mais se repetiria.
Neste mês, aos 33 anos de idade, Rodrigo conquistou algo que aqueles meninos e uma paralisia cerebral pareciam duvidar. Concluiu o curso de Rede de Computadores pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e garantiu o diploma de tecnólogo, exposto com orgulho em seu quarto.
Rodrigo Mule da Silva mora em Canoas, no bairro Guajuviras, com os pais e o irmão mais velho. Nascido no município, passou por Novo Hamburgo e Bagé antes de retornar à terra natal. De acordo com Adriano Fagundes da Silva, 39 anos, que sempre cuidou do irmão caçula, ali ele teria melhores condições de fisioterapia e educação. Após um período na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), começou a estudar no Instituto Pestalozzi, já com 14 anos. Os movimentos limitados dos membros superiores, no entanto, forçavam-no a escrever com a caneta entre os dedos dos pés, esforço logo rejeitado pelos educadores.
— Lá não queriam que escrevesse com os pés. Perguntavam e eu respondia tudo oralmente — relembra Rodrigo.
Contudo, a habilidade que tinha para manusear objetos com os membros inferiores, desenvolvida ao longo dos anos nas brincadeiras de carrinho, não poderia ser ignorada. Completou até a 5ª série no Pestalozzi, concluiu o Ensino Fundamental na escola Guajuviras e o Ensino Médio na Gomes Jardim, sempre com um macete: copiava os conteúdos do caderno dos colegas no computador e os imprimia. Com esta “manha”, estudou, passou no Vestibular e cursou integralmente o curso superior na Ulbra — à exceção de dois semestres em que esteve afastado por problemas de saúde.
— A única diferença é que dávamos mais tempo para ele escrever, então tinha de fazer em outros horários. Mas ele sempre teve a mesma avaliação que os colegas. Por isso todo o mérito dele — diz o coordenador de atividades do curso, Christiano Cadoná.
Confira vídeo com a história de Rodrigo:
Rodrigo reconhece que buscou forças extras para escrever o trabalho de conclusão. A recompensa veio em forma do número 10 escrito no topo da capa da monografia sobre o descarte do lixo eletrônico. A avaliação dos três professores integrantes da banca examinadora é corroborada pelo coordenador do curso Eduardo Isaia Filho:
— Ele nos deixou muito felizes pela qualidade. O trabalho dele atingiu um nível de excelência que outros não conseguiram.
Rodrigo cultiva sonhos e quem o conhece sabe que os realizará
O dia 2 de março de 2013 ficou marcado na vida do colorado Rodrigo como o da conquista do mundial interclubes. Depois de muitos abraços e cumprimentos de desconhecidos no auditório da universidade, ele celebrou a conquista com os amigos e parentes na pequena lancheria do irmão. No Facebook, de onde quase nunca sai, Rodrigo compartilha imagens de vários momentos especiais. E, na memória, guarda a lembrança dos jogos de futebol que assistiu com o irmão, da amiga que se arrastava com as mãos pelo chão para incentivá-lo, do amigo que o levava pela cidade na cadeira de rodas.
— Eu queria que as pessoas não vissem o deficiente como um coitadinho. Queria que o vissem como um homem ou uma mulher com capacidade. Uma moça, certa vez, perguntou como seria ficar comigo. Eu disse: “normal.” E ficamos — conta.
O preconceito, para Rodrigo, é uma membrana nos olhos dos outros que os impede de enxergá-lo como realmente é. Seu sonho é romper com as limitações por meio de dois veículos. O primeiro, mais acessível, seria uma cadeira elétrica com controle manual. A destreza em manejá-la, ainda que com dificuldades, ele demonstra pelos corredores de um supermercado que oferece o equipamento. O segundo ele adquiriu ao ver pela internet um jovem com a mesma paralisia guiando um automóvel:
— Até pode ser loucura, mas quero dirigir um carro, desde que seja adaptado.
Para o irmão e um de seus ídolos, isto não é loucura. Até porque, com os pés, não há limites para Rodrigo. As madrugadas mal dormidas por ficar conversando com amigos e jogando videogame viraram até tema para brincadeira:
— Um dia ele reclamou para mim: “Que dor nos pés de jogar futebol!” Era o videogame — diverte-se Adriano.
Rodrigo conta que a reação de quem não sabe de sua deficiência é sempre de espanto:
— Tem gente que não acredita.
Para quem começou a caminhar aos 10 anos, é de duvidar. Para quem conhece Rodrigo, não.

O Teatro Mágico - Eu não sei na verdade quem eu sou


Inconsciente comanda nossas decisões, mostram pesquisas

Folha de SP


Subliminar é o termo para qualificar ações, informações e sentimentos que ocorrem abaixo do limite da consciência e é também o título do novo livro do físico americano Leonard Mlodinow.
Nesse novo best-seller, o autor de "O Andar do Bêbado" reúne pesquisas para atestar que até as escolhas e decisões que nos parecem mais objetivas são forjadas no inconsciente. Mais que isso, ele incita o leitor a dar mais crédito aos pressentimentos que surgem do "lado escuro da mente".
"Ex" lado escuro, melhor dizer. Na visão do físico, as tecnologias que permitem o mapeamento do cérebro --vivo e em funcionamento-- estão mudando a compreensão sobre a atividade que ocorre abaixo da consciência.
A existência de uma vida inconsciente paralela e poderosa não é novidade há mais de um século. A novidade é que agora ela pode ser medida "com algum grau de precisão", como diz Mlodinow, que vê aí uma nova "ciência do inconsciente".
Para a maioria dos mortais, é difícil admitir que o inconsciente está no comando. "Somos tão frágeis que precisamos inventar justificativas lógicas para as escolhas", afirma o analista junguiano Roberto Gambini, de São Paulo.
"O melhor é aceitar que o consciente é permeado pelo inconsciente. E haverá sempre uma parte que vai permanecer misteriosa. Nem toda a tecnologia é capaz de mudar isso. Mas é possível diluir essas fronteiras e colocar essa capacidade de perceber o subliminar a nosso favor, quando prestamos atenção aos sonhos ou dedicamos um tempo para meditar."

PALPITES
Cientistas que dirigem as pesquisas de ponta consideram que o "novo inconsciente" é totalmente enraizado em funções orgânicas e essa seria a chave para compreender as emoções humanas.
Não há consenso sobre isso, naturalmente: "É absurdo pensar que entender as funções cerebrais é suficiente para lidar com os sentimentos", diz Lídia Aratangy, psicanalista formada em biologia médica.
Em um ponto os "psis" e o físico concordam: "O inconsciente é otimista", diz Mlodinow. "Ele nos torna mais completos e aptos para seguir na evolução da consciência", acredita Gambini. Aratangy completa: "Reconhecer os palpites do inconsciente pode nos ajudar a fazer escolhas melhores".

Editoria de Arte/Folhapress

A música e a mennte




Facebook

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Casa de Cultura Brasilândia oferece curso de música para deficientes visuais



Oficina é ministrada gratuitamente todas as quartas-feiras a partir de março
A Casa de Cultura da Brasilândia está com inscrições abertas para curso de música, destinados a pessoas com baixa visão e deficiência visual. As aulas ocorrem todas as quartas-feiras no período da manhã, com a musicista e professora Iris Faceto.
O curso, gratuito, não tem restrição de idade e nem precisa de conhecimentos musicais anteriores. Aos interessados, exige-se apenas que tenham mais de 7 anos de idade para efetuar as inscrições.
Para participar, basta entrar em contato pelo telefone (11) 3922-7664 / 3922-9123 ou ir pessoalmente ao local.
A Casa de Cultura Brasilândia fica na Praça Benedicta Cavalheiro, s/nº, Brasilândia. Funciona de segunda à sexta, das 9 às 17 horas.
Serviço:
Curso de música gratuito para deficientes visuais
Quando: 
Todas as quartas-feiras
Horário: 9h00 às 12h00
Local: Praça Benedicta Cavalheiro, s/nº, Brasilândia
 

domingo, 7 de abril de 2013

Pai assiste aulas e ajuda filho com paralisia a se formar jornalista



bay:

Todo os dias, durante os últimos quatro anos, o ex-bancário Manuel Condez, 60, dedicou a mesma rotina ao filho Marco Aurélio, 26, que convive com sequelas severas de paralisia cerebral: deu banho, penteou os cabelos, carregou-o no colo até o carro e o levou para a faculdade de jornalismo a 17 km de casa.
O pai assistiu a todas as aulas, anotou as lições dadas pelos professores, auxiliou o filho na feitura das provas escrevendo no papel aquilo que ele lhe soprava, ajudou intermediando pensamentos, foi o motorista do grupo de trabalho e o assessorou em entrevistas e em reportagens.
Na semana passada, Marco recebeu o diploma da Universidade São Judas, em São Paulo, e Manuel viveu uma das noites mais emocionantes de sua vida, sendo o grande homenageado. Foi ovacionado pelos formandos e recebeu da direção da faculdade uma placa de honra ao mérito.
"Não fiz nada demais. Qualquer pai que tem amor ao filho também se dedicaria. Era um desejo dele fazer faculdade, e eu só ajudei a realizar", diz Manuel, com os olhos marejados.
Marco tem braços, mãos e pernas atrofiados, fala com dificuldade, já foi submetido a 11 cirurgias reparadoras, usa cadeira de rodas e programa especial de computador para ter mais autonomia. Precisa de cuidados específicos para tocar o dia a dia.
"O único ponto meu que ainda não foi operado é o cérebro", brinca o jovem, que lida com naturalidade com o estereotipo de que paralisados cerebrais, necessariamente, têm comprometimentos intelectuais.
Marcelo Justo/Folhapress
Manuel Francisco Contez, 60, ajudou o filho Marco Aurlio Contez, 26, durante todo o curso de jornalismo
Manuel Francisco Contez, 60, ajudou o filho Marco Aurlio Contez, 26, durante todo o curso de jornalismo
DESTAQUE DA TURMA
O rapaz não só tem pleno domínio do intelecto como, na avaliação de colegas de turma e de professores, foi um dos melhores alunos.
"Com o apoio do seu Manuel, o Marcão fez tudo: vídeo para TV, programa de rádio, debate. Ele se destacou muito. Tinha ideias contundentes e sempre se saia bem nas provas", conta Raquel Brandão Inácio, amiga do jovem e parte de seu grupo de trabalho de conclusão de curso, sobre novas famílias.
Professor e agora colega de profissão do rapaz, Celso de Freitas diz que pai e filho "quebram um cenário comum de pessoas com deficiência, que é ficar dentro de casa e não enfrentar a vida."
Para o mestre, "Marco tem inteligência acima da média, e Manuel foi tratado como um aluno, não como um acompanhante. Nas aulas de rádio, propus a eles fazerem apenas trabalhos escritos, mas, a sua maneira, entregavam gravações de áudio."
EXTENSÃO DO CORPO
O protagonismo que o pai teve e tem em sua vida é claro para o jornalista.
"Ele é uma extensão do meu corpo. Quando não posso fazer algo, ele está sempre ali para me ajudar, nunca para me atrapalhar", afirma Marcos.
Agora, o jovem, que gosta de rádio e de esportes, está atrás de uma vaga no mercado de trabalho.
"Quero usar o conhecimento que adquiri, quero ajudar os outros com meu trabalho. Não fiz faculdade para ficar no Facebook."
Pai e filho já começaram uma nova empreitada: estão fazendo aulas de inglês. Juntos, evidentemente.
"Nossa família está unida para tentar ajudar o Marcos a quebrar outras barreiras", declara Manuel.

sábado, 6 de abril de 2013

Passeio de aventura celebra inclusão


Vejam o link 
principal
Cerca de 250 pessoas participaram neste sábado (6) da 5ª edição do Rally da Inclusão, promovido pela Universidade Livre para a Eficiência Humana (Unilehu) com apoio da Prefeitura de Curitiba através da Fundação de Ação Social (FAS), Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) e Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (Smelj). Compareceram ao rali  70 jipeiros ligados ao Jeep Clube de Curitiba e 150 pessoas com deficiência, além de voluntários, que participaram de um passeio de aventura por trilhas e caminhos acidentados de Curitiba e região metropolitana.
A largada aconteceu às 9 horas no Parque Barigüi. De lá, as equipes seguiram um percurso de cerca de 40 quilômetros por estradas de terra, cascalho e muita lama. A duração do passeio foi de cerca de três horas, seguida de um lanche de confraternização entre os participantes. “Esta foi uma das melhores edições, especialmente pela animação dos participantes e pela trilha escolhida, bastante acidentada. É um momento em que vemos o quão importante são ações de valorização da pessoa com deficiência. A inclusão deve ser feita em todas as dimensões, principalmente no lazer”, disse a presidente da Unilehu, Andrea Koppe.
Para a presidente da FAS, Marcia Oleskovicz Fruet, que participou do passeio do começo ao fim, o Rally da Inclusão é, acima de tudo, um “momento festivo e de celebração”. “A questão da inclusão é uma prioridade da gestão do prefeito Gustavo Fruet. Inclusão no sentido amplo: de participação na gestão, no mercado de trabalho e de acesso aos equipamentos da prefeitura”, afirmou. O prefeito também compareceu ao evento, dando a bandeirada na linha de chegada aos participantes.
Para o jipeiro Nestor Roussenq Junior, que participou pela quinta vez do evento, cada edição do Rally da Inclusão é diferente. No seu caso, esta foi a primeira vez em que ele não dirigiu um jipe, mas foi de carona. Em compensação, levou a família para acompanhar. Seu filho Nestor Roussenq Neto, de 19 anos, teve a responsabilidade de liderar o pelotão. “É bacana ver a piazada se animando”, disse Nestor Neto, jipeiro desde o berço, por influência do pai. “Sempre fui navegador. Liderar o pelotão é uma responsabilidade. É preciso comandar bem a galera”, completou.