segunda-feira, 21 de maio de 2012

VERGONHAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!

Vergonhoso! Rampa de acessibilidade leva deficiente a barranco e terreno baldio no Paraná; Investimento foi de R$ 2.091.381,10

A construção de rampas de acessibilidade instaladas pela prefeitura de Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná, tem chamado a atenção dos moradores. Isso porque as rampas destinadas a deficientes físicos foram construídas em locais inadequados que não levam o cadeirante a lugar algum.
http://www.deficienteciente.com.br/2012/05/rampa-de-acessibilidade-leva-deficiente-a-barranco-e-terreno-baldio-no-parana.html

domingo, 20 de maio de 2012

ICI - Instituto de Convivência Incluir


Instituto de Convivência Incluir.


Quem Somos

 

O Instituto de Convivência Incluir é fruto da idealização de um grupo de pessoas que acompanharam e participaram do nascimento e crescimento do Centro Horse Place de Equitação e Equoterapia.
No início era só uma inquietação ao ver pessoas progredindo, superando seus limites, crescendo e fazendo os outros crescerem. Esse sentimento era incomodo, não por ver o progresso, mas pelo progresso ser restrito a um grupo de pessoas.
Alguns anos se passaram desde os primeiros debates, que mais tarde tornaram-se projetos e que agora virou realidade com o estabelecimento do ICI

Instituto de Convivência Incluir.


O compromisso do ICI é fornecer ferramentas para que uma parcela cada vez maior de pessoas possam se beneficiar, superando suas desvantagens, descobrindo seus talentos, aumentando a auto-estima, acelerando o seu processo de autonomia e cidadania, investindo assim, em sua singularidade como agente construtor de uma sociedade. Assim como as formigas, somos apenas operários de uma obra que é maior que a própria existência da formiga.

O que pretendemos não é criar uma sociedade paralela, mas contribuir com a nossa sociedade que por anos vem sofrendo uma perda irreparável de talentos. Acreditamos que conduzir uma parcela expressiva da população, historicamente objeto de uma política assistencialista, a se tornar sujeito protagonista das melhoras alcançadas em suas vidas é a única maneira de se sonhar com uma sociedade mais justa e igualitária.

Missão do ICI:

- Investir na singularidade das pessoas, fornecendo assim, ferramentas para que elas possam ser agentes protagonistas na construção de sua autonomia e cidadania.

Objetivos do ICI:

- Oferecer serviços especializados na área de saúde, educação e esporte
- Promover o desenvolvimento de habilidades para a inclusão no mercado de trabalho
- Oferecer suporte e orientação para a família de nossos beneficiados, garantindo assim uma mudança efetiva em suas vidas.

Como Ajudar?

Você ou sua Empresa podem participar deste movimento de diversas maneiras:

  1. Ser um associado contribuinte (valor definido pelo associado)
  2. Patrocinar o nosso projeto de reforma estrutural
  3. Apadrinhar uma criança para realizar Equoterapia.
  4. Patrocinar eventos e palestras voltados a inclusão.
  5. Patrocinar recursos, tais como:
    - material de divulgação (folders de eventos e institucional, banners)
    - material de escritório,
    - camisetas e souvenires da instituição,
    - gente - salários de funcionários, diretores e encargos
    - funcionamento da sede (aluguel, luz, água, telefone, manutenção)
    - palestrantes, deslocamentos de palestrantes
  6. Material de consumo e Bens para usufruídos pelos beneficiários dos programas sociais do ICI.
  7. Doações em dinheiro para o desenvolvimento do ICI.

Para maiores informações agende uma visita (ICI ou em sua empresa), ou entre em contato pelos telefones: 3677-9084,  8413-0705 (Fabiana Riskalla) ou 8843-3009 (Cyntia Minardi).

Informações Adicionais:
Banco do Brasil
Ag: 4120-3
c/c: 10.233-4
            Em nome de : Instituto de Convivência Incluir – ICI | CNPJ: 13.018.778/0001-70


"TV Folha" retrata convívio entre mães cadeirantes e filhos

Leia mais sobre o vídeo, exibido no programa "TV Folha" de 13/05/2012:http://folha.com/no1089624

IMAGEM É TUDO!!!


Pictograma para mis amig@s de La Ligua (Chile)
Agrupación Creer en tu Capacidad

sábado, 19 de maio de 2012

Uma médica tem 406 filhos e é uma mãe exemplar Publicado em 18/05/2012 por Luis Ricardo em Notícias


Dela, são seis. Mas somando os que trata e se dedica como se filhos fossem, passa dos 400. Desde cedo, a médica Fátima Dourado aprendeu a transformar sua dor em um caminho que mudou não só a vida de seus filhos autistas, mas de milhares de crianças Brasil afora.
Uma médica tem 406 filhos e é uma mãe exemplar 
Médica Fátima Dourado
“Sempre gostei dessa possibilidade que o ser humano tem de reinventar a vida”. A frase que sai da boca da médica Fátima Dourado é a mesma que desenha sua trajetória. Em 57 anos de vida, ela conseguiu fazer do que lhe encanta na literatura sua própria história. Fátima se reinventou ao transformar a dor das rejeições sofridas pelo primeiro filho autista, Giordano Bruno, em um caminho de vida – dela mesma e de outras centenas de mães que têm seus filhos atendidos pela Fundação Casa da Esperança.
Mãe de seis filhos – dois dos quais têm autismo – Fátima se deparou com o transtorno numa época em que ninguém sabia do que se tratava. Na psicanálise, a teoria era de que os autistas eram crianças normais que estavam se refugiando em seu mundo porque tinham um problema de vínculo com a mãe, que chegaram a ser definidas pelo termo “mães-geladeiras”.
“Como era o que tinha na época, teve um tempo que eu cheguei a duvidar do meu amor. Onde eu tava amando errado para ter crianças tão lindas que não conseguiam desenvolver a fala?”, lembra Fátima.
Nela, não estava o problema e, sim, a solução, ou, pelo menos, a esperança. Quando viu o filho Giordano, hoje com 32 anos, ser rejeitado pela escola por estar dando muito trabalho e a instituição não ter profissionais treinados para atender àquele tipo de adolescente, Fátima decidiu criar a própria escolinha. De oito alunos iniciais, a então pequena escola para crianças com autismo hoje é uma referência nacional no tratamento do transtorno, onde 400 crianças têm assistência total e outras milhares recebem atendimento ambulatorial.
Além de não ter sido em vão, a luta de Fátima não foi solitária. Hoje, de tanto ver a dedicação da mãe, praticamente toda a família vive em torno do autismo. Fora Giordano e Pablo, 28, que foram a razão da médica ter mergulhado nessa luta, o filho mais velho, Alexandre, 34, além de ter casado com uma das mães fundadoras da Casa da Esperança que já tinha uma filha com o transtorno, é um militante na defesa dos direitos das pessoas com autismo.
A luta deu a Fátima também a oportunidade de reconstruir sua vida amorosa. Na própria instituição, conheceu o atual marido, o psicólogo Alexandre Costa. Dessa relação, vieram Gabriel, 13, e Maria Teresa, 6, que entrou na vida de Fátima quando ela já havia chegado aos 50. “Foi um presente que a vida me guardou na maturidade. Se houve um tempo em que achava que meu amor era azedo, foi legal que a vida tenha me dado a chance de curar uma menina do autismo com esse amor”, reflete. “A felicidade é uma coisa que eu nunca busquei fora. Não sei o que é inveja. Eu gosto da minha vida, da minha história, dos meus filhos, eu gosto de ser nordestina, de estar em Fortaleza. Eu tô feliz, Deus me colocou no lugar certo, na família certa”, comemora. (Naara Vale)

RAIO X DA MÃE

Nome: Fátima Dourado
Idade: 57
Profissão: pediatra e psiquiatra
Filhos: Alexandre, 34; Giordano, 32; Gustavo, 30; Pablo, 28; Gabriel, 13; Maria Teresa, 6.
Ser mãe é: “É abrir a cabeça e o coração para ajudar outra pessoa no seu desenvolvimento, adotar uma pessoa do jeito que ela é, com todas as suas possibilidades. Ser mãe, biológica ou não, sempre tem seu lado de adoção. É sempre uma busca de equilíbrio porque não tem uma fórmula pronta entre a proteção e o respeito às escolhas do indivíduo.”
Já Gustavo, 30, utilizou a profissão para implantar oficinas de música na fundação, da qual é o atual vice-presidente. Além disso, por um desejo compartilhado com a esposa, ele adotou Dudu, 7, que também tem autismo. “Nessa hora, eu tive que mudar meu discurso de que ninguém escolhe ser mãe de autista. Minha nora escolheu ser mãe de um”, orgulha-se. “O autismo não deu só dificuldades e desafios à nossa família, ele trouxe grandeza para esses meninos. Reduziu o preconceito ccom outras formas de ser”, completa

Rampa pra que?

Do FACEBOOK


20 coisas que aprendi com meu filho especial



Por Andrea Werner Bonoli 
1. Aprendi que não sou dona do tempo. Nada vem exatamente quando eu espero, mas isso inclui as boas surpresas também.
2. Aprendi a respeitar ainda mais todo tipo de diversidade. E que todos, independente de raça, condição social, crença ou orientação sexual merecem ser respeitados. O que todo mundo quer, na vida, é ser feliz e ser aceito.
3. Aprendi a ler linguagem corporal. Já sei muita coisa sobre o meu filho só de olhar pra ele. E isso serve para os filhos das amigas também!
4. Aprendi que, aquilo que a gente fala quando está grávida (o importante é ter saúde) é, realmente, muito importante. Pouco importa se é menino ou menina, se tem olhos verdes ou castanhos.
5. Mas se, por um acaso, a criança não vier com 100% de saúde – seja lá o que isso significa – , você vai aprender a se virar também.
6. Aprendi que vale a pena perder um tempo observando o vento balançar a árvore, as folhas que vão caindo, a chuva batendo na janela.
arquivo pessoal


7. Aprendi que ninguém conhece meu filho tão bem quanto eu. E que, quem sabe o que é o melhor pra ele, sou eu. E, justamente por isso, aprendi a confiar mais nos meus instintos com relação a ele.
8. Aprendi que o controle das coisas não está totalmente nas minhas mãos. E que o futuro pode ser menos assustador se pararmos de pensar nele 100% do tempo.
9. Aprendi que é importante valorizar cada passo de formiga que meu filho dá. E que muitas mães – principalmente as mães de crianças “normais”- não sabem valorizar coisas simples como um “por que?” e reclamam das coisas mais absurdas. Não entendem que, pra algumas crianças, fazer algumas coisas triviais assim é o equivalente a um milagre.
1o. Com isso, aprendi a valorizar cada olhar, cada abraço, cada carinho, cada nova palavrinha que pode demorar 1 mês pra sair…e mais 4 meses pra ser repetida.
11. Aprendi que nem tudo que acontece é resultado das nossas escolhas ou desejos. Mas que podemos, muitas vezes, escolher como reagir a esses acontecimentos.
12. Aprendi que é importante estar bem para cuidar de quem está comigo.
13. Aprendi que cada pessoa sofre de um jeito. Umas começam a fumar, outras vão malhar, outras vão comer, mas todas sofrem.
14. Aprendi que não existe família perfeita e que todo mundo tem problemas. E o meu não é maior que o seu. Só é diferente.
15. Aprendi que várias pessoas que reagem de forma inapropriada perto de uma criança com necessidades especiais são, simplesmente, desinformadas. Outras, infelizmente, são cruéis mesmo.
16. Aprendi a não julgar ninguém pelas aparências. Principalmente aquela criança que parece agitada demais, grita, ou é inconveniente.
17. Aprendi que os profissionais que vão fazer meu filho progredir mais são aqueles que, verdadeiramente, amam o que fazem. E que amam o meu filho também. :)
18. Aprendi que, mais triste que descobrir que o filho é autista, deve ser descobrir que o filho não respeita ou ataca pessoas com deficiências, homossexuais, negros, ou qualquer outra minoria.
19. Aprendi que pedir ajuda não significa que você é incapaz. Significa que é humano.
20. Aprendi que o sorriso é uma linguagem universal. E que o amor não precisa de voz.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Cirurgia pioneira restaura função da mão de paciente tetraplégico


Cirurgia pioneira restaura função da mão de paciente tetraplégico



Uma cirurgia pioneira desenvolvida por médicos da Washington University School of Medicine, nos Estados Unidos, conseguiu recuperar os movimentos das mãos de um tetraplégico.
A técnica revolucionária, chamada de transferência de nervos, reverte os danos da coluna vertebral.
O paciente de 71 anos, que ficou tetraplégico após um acidente de carro em 2008, teve medula espinhal danificada na base do pescoço, na vértebra ‘ C7′ , e se tornou incapaz de andar.
Enquanto ainda podia mover os braços, ele perdeu a capacidade de comprimir ou apertar com uma das mãos. Toda a comunicação entre o cérebro e a mão foi perdida.
Após a cirurgia e fisioterapia intensiva, o paciente recuperou algumas funções da mão, especificamente a capacidade de dobrar o polegar e o dedo indicador. Ele agora pode se alimentar sozinho e escrever com a ajuda.
O estudo de caso, publicado no Journal of Neurosurgery, é, segundo os autores, o primeiro caso relatado do uso de transferência de nervo para restaurar a capacidade de flexionar o polegar e o dedo indicador, após uma lesão medular.
De acordo com a equipe, a técnica tem potencial para ajudar pacientes com danos nas vértebras C6 e C7.
“Este procedimento não é usual para o tratamento de tetraplegia, porque não tenta restaurar a medula espinhal, onde a lesão está. Em vez disso, nós nos focamos em áreas onde sabemos que os nervos funcionam para redirecionar nervos nessa área e redirecioná-los a restaurar a função da mão”, explica a cirurgiã Ida K. Fox.

Como funciona

Os nervos da mão não foram danificados, eles perderam o sinal enviado pelo cérebro, que lhes diz o que fazer.
No entanto, o cérebro ainda podia dar instruções ao braço.
A nova técnica, aplicada no Barnes-Jewish Hospital, consiste na religação dos nervos do paciente a fim de criar uma nova rota de comunicação entre o cérebro e o membro danificado redirecionando nervos ativos na parte superior dos braços.
Segundo Fox, essa é uma forma “muito nova” de restaurar o movimento. No entanto, ela adverte que a técnica não tem potencial para restaurar a função normal.
A equipe ressalta que a cirurgia não é um milagre que acontece do dia para a noite. É preciso treinamento intensivo para recuperar o controle da mão. Nervos que costumavam dobrar o cotovelo estão agora fazendo movimentos de beliscar.
Depois de oito meses, o paciente tratado foi capaz de mover o dedo indicador e o polegar, conseguindo se alimentar e ‘ escrever’ .
Com mais de fisioterapia, os médicos esperam que seu movimento continue a melhorar.

A lei de cotas é realmente inclusiva para as pessoas com deficiência?



mercado de trabalho brasileiro está em pleno vapor e contratando mais do que nunca, acredito que o índice de desemprego está em um dos patamares mais plausíveis de todos os tempos. Mas e o mesmo mercado para os deficientes, como está?
A lei de cotas é realmente inclusiva para as pessoas com deficiência?
Esse panorama é de 2010, mas pouco deve ter mudado.
O governo através da lei 8.213 (mais conhecida como le das cotas) de 1999 foi a melhor e mais bem intencionada forma de promover a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, pois ofereceria vagas de empregos em empresas de médio e grande porte para esses trabalhadores que estavam excluídos do mercado, devido as suas dificuldades. Porém na prática o que vemos é bem diferente  da intenção do governo ao criar a lei.
Poucas são as empresas que cumprem a lei e a fiscalização que é feita pelo Ministério do Trabalho não é suficiente para que se multe todas as empresas que ignoram a lei. Um outro fator preponderante é que as empresas não desejam investir em acessibilidade para facilitar a contratação de deficientes, então a busca por profissionais com deficiências leves é maior e mais simples, com isso temos os deficientes físicos de maior comprometimento, os visuais totais, os surdos severos e não oralizados que continuam sendo excluídos das cotas.
Para se entender melhor a lei 8.213 de 1999, ela determina que as empresas tenham, em seu quadro efetivo, funcionários com deficiência e fornece a quantidade apartir do número de funcionários total da empresa, conforme tabela abaixo:
  • 100 até 200 funcionários……………   2%
  • de 201 a 500 funcionários…………..   3%
  • de 501 a 1000 funcionários………….  4%
  • de 1001 em diante funcionários…….  5%
O grande problema é que a empresa tem liberdade para contratar as pessoas com deficiência de acordo com a sua necessidade. Ou seja, ela contrata de acordo com o que necessita sem ter que fazer investimentos no ambiente de trabalho.
Se formos buscar em bancos de dados de empregos, as vagas para deficientes, na sua maioria,excluem os cadeirantes, deficientes visuais e os surdos que necessitam de LIBRAS (não oralizados). O que torna a contratação mais complicada e gera a desculpa de que faltam deficientes em condições para contratação ou falta escolaridade para os deficientes.
A escolaridade dos deficientes, que tem mobilidade ou ajuda para poderem estudar está aumentando. Principalmente com a facilidade do EAD (ensino a distância) em que pode-se estudar em casa, somente sendo necessário ir a instituição em algumas ocasiões, facilita muito a vida dos estudantes deficientes.
Algumas empresas tem projetos muito legais para contratação de deficientes, que se iniciam em um curso “remunerado” e termina na efetivação dos funcionários. Podemos ver o trabalho doMetro-Rio, da Portobello e de muitas outras que vão buscar a pessoa com deficiência para treinar e contratar em seu quadro efetivo de funcionários, tudo isso por conta do investimento inicial a acessibilidade e na preparação do quadro de funcionários existentes na empresa. A Serasa Experian abriu um forúm com empresários de diversos setores para discutir a inserção de deficientes no mercado de trabalho, leia a matéria clicando no link.
Será que não é hora de repensar a lei e fazer uma leve alteração para melhorar a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, fazendo com que as grandes empresas passem a investir no treinamento e acessibilidade?