segunda-feira, 12 de março de 2012

Cursos de Aprimoramento Técnico Paradesportivo


Da ADD

A ADD Associação Desportiva Para Deficientes mais uma vez à frente nas ações que proporcionam o desenvolvimento do paradesporto nacional realizará no período de 12 a 15 de Abril de 2012 CURSOS DE APRIMORAMENTO TÉCNICO PARADESPORTIVO durante a XI REATECH – Feira Internacional de Reabilitação Inclusão de Novas Tecnologias.
O evento pautado na experiência dos profissionais da ADD adquirida ao longo dos 15 anos de sua existência contará com a participação de renomados profissionais e pessoas ligadas ao Esporte Paralímpico Brasileiro.
Venha ouvir de personalidades como STEVEN DUBNER e MAGIC PAULA como você pode fazer a diferença em sua vida e na de Pessoas com deficiências.
Abaixo, você pode consultar a grade horária das Atividades.
Clique aqui para informações sobre VALORES DOS CURSOS.
Clique aqui para se INSCREVER.

Dúvidas? Entre em contato: inscricaoadd@add.org.br    
GRADE DE CURSOS, PALESTRA E WORKSHOP
DATA
HORÁRIO
CURSOS DE APRIMORAMENTO TÉCNICO PARADESPORTIVO
12/04/2012
Quinta-feira






13:00 as
14:00
Ciclo de Aula: Atuação da equipe multiprofissional na iniciação paradesportiva.    CÓDIGO: C01      Palestrantes: Profissionais da ADD
14:15 as
15:15
Ciclo de Aula: Reabilitação no Paradesporto. CÓDIGO: C02
Palestrante: Dra. Júlia Greve. Docente da Faculdade de Medicina da USP
15:30 as
16:30
Ciclo de Aula: Avaliação da Saúde do Atleta CÓDIGO: C03
Palestrante: Fs.Maria Salete Conde - UNIFESP
17:00 as
18:00
Palestra Magic Paula: "Minha empresa, Minha Vida"
CÓDIGO: P01
18:30  as
21:00
Curso: Arbitragem Basquetebol em Cadeira de Rodas. C.H. 12hs.
Profs. Rui Marques e Gustavo Mathias.
CÓDIGO: B01
DATA
HORÁRIO
CURSOS DE APRIMORAMENTO TÉCNICO PARADESPORTIVO
13/04/2012
Sexta-feira





13:00  as
14:00
Ciclo de Aula: Psicologia no Paradesporto. CÓDIGO: C04
Palestrante: Dalila Ayala Talmasky
14:15 as
15:15
Ciclo de Aula: Alimentação e Hidratação no Esporte Adaptado CÓD: C05
Palestrante: Ms.Regina Célia da Silva - Nutricionista da ADD.
15:30 as
16:30
Ciclo de Aula: Direito Para-desportivo CÓDIGO: C06
Palestrante: Pedro Gambera - Bel. em Direito USP Largo São Francisco
17:00 as
18:00
Palestra: Captação de Recursos no Terceiro Setor.  
CASE: ADD - CÓDIGO: P02
18:30 as
21:00
Curso: Arbitragem Basquetebol em Cadeira de Rodas. C.H. 12hs.
Profs. Rui Marques e Gustavo Mathias.
CÓDIGO: B01

DATA
HORÁRIO
CURSOS DE APRIMORAMENTO TÉCNICO PARADESPORTIVO
14/04/2012
Sábado

10:00 as
11:30
Workshop: Natação Adaptada CÓDIGO: W01   
Palestrante: Maria de Lourdes da Rocha
12:00 as
13:00
Palestra: Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez. CÓDIGO:P03
Palestrante:Profº Steven Dubner - ADD
13:30 as
14:30
Palestra: Marketing para o terceiro setor – CÓDIGO: P04
CASE ADD.
15:00 as
16:00
Ciclo de Aula: Vela Adaptada – CÓDIGO: C07
Palestrante: Ms. Berenice Chiarello
Fisioterapeuta Equipe Paralímpica de Vela de São Paulo.
16:15 as
17:15
Ciclo de Aula: Iniciação Paradesportiva – CÓDIGO: C08
Palestrante: Equipe ADD.
17:30 as
18:30
Ciclo de Aula: Tenis de Mesa Paralímpico – CÓDIGO: C09
Palestrante: Soraia Alvarenga. ADPNE - Associação em Defesa da Inclusão e Paradesporto dos portadores de necessidades especiais.
16:00 as
19:00
Curso: Arbitragem Basquetebol em Cadeira de Rodas. C.H. 12hs.
Profs. Rui Marques e Gustavo Mathias.
CÓDIGO: B01
DATA
HORÁRIO
CURSOS DE APRIMORAMENTO TÉCNICO PARADESPORTIVO
15/04/2012
Domingo

















  


    
10:00 as
11:00
Palestra: Não sabendo que era impossivel, ele foi lá e fez. CÓDIGO:P05
Palestrante:Profº Steven Dubner - ADD
11:15 as
12:15
Ciclo de Aulas: Goalball – CÓDIGO: C10
Palestrante: Prof. Artur Squarisi - Coordenador Nacional Goalball CBDV
12:30 as
13:30
Wokshop: Nutrição Paradesportiva: Da infância ao Alto Nível. CÓD.W02
Tutoras: Drª Sandra Maria Ribeiro - Docente USP Leste
Ms. Regina Célia da Silva - Nutricionista ADD.
13:45 as
14:45
Ciclo de Aulas: Voleibol Paralímpico. CÓDIGO: C11
Prof. Amauri Ribeiro - ABVP
14:30 as
16:00
Workshop: Basquetebol em Cadeira de Rodas. Prática. Inovação
equipamentos para o ensino de habilidades para a modalidade.
CÓDIGO: W03
Tutor: Prof. Gilson Ramos. Federação Goiana Basquetebol C.R.
Local: Quadra
15:00 as
16:00
Wokshop: Atletismo em Cadeira de Rodas – CÓDIGO: W04
Tutor: Prof. Eduardo Leonel Martins Coroa
Técnico Atletismo da equipe ADD/Fast Wheels/Santos
Local: Pista de Atletismo
15:00 as 16:00
Ciclo de Aulas: Classificação Funcional para o Esporte Paralímpico. CÓDIGO:C12                                                                  Palestrante: Prof. Marco Antonio Ferreira - FPBSR
16:15 as 17h15
Ciclo de aula: Formação de dirigentes para o Paradesporto. CÓDIGO:C14
Palestrante: Teresa Cristina - Federação Goiana Basquetebol C.R.
17:30 as
18:30
Ciclo de Aulas: Bocha Paralímpica. CÓDIGO:C13
Prof. Moises Fabrício de Souza Cruz
Comissão Técnica da Seleção Brasileira de Bocha Paralímpica
16:00 as 19:00
Curso: Arbitragem Basquetebol em Cadeira de Rodas. C.H. 12hs
CÓDIGO: B01
Profs. Rui Marques e Gustavo Mathias.
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domingo, 11 de março de 2012

Apoio aos alunos com necessidades especiais




DO http://www.ilustrado.com.br/2011/ExibeNoticia.aspx?Not=Apoio+aos+alunos+com+necessidades+especiais&NotID=20119




Umuarama - Acessibilidade e inclusão são dois assuntos que ultimamente têm sido debatidos com frequência pela mídia e a sociedade. São temas com significados diferentes, mas que, ao interpretá-los, percebemos que suas ideias e objetivos estão relacionados.
A Universidade Paranaense – Unipar está atenta a essa discussão desde que surgiu e respeita as normativas, tanto no ensino aplicado aos futuros professores, quanto ao espaço à estrutura que um aluno com qualquer tipo de deficiência precisa ao entrar em uma instituição de ensino. Nas sete Unidades de ensino, a Unipar recebe 48 alunos com algum tipo de deficiência, física (auditiva e visual) ou psicológica.
Fernando Fioreti Frasson é portador de deficiência auditiva e aluno do 3º ano de Educação Física, em Umuarama. Sua limitação não o impede de ter a mesma rotina dos outros estudantes, comprometida em participar das aulas teóricas e práticas, com responsabilidade e desempenho.
Para assistir as aulas, o estudante conta com a ajuda da intérprete de libras Maria Regina de Souza. “Minha função é ser o elo de ligação entre professor e aluno, para que seja facilitado e acessível sua comunicação dentro do contexto das atividades educacionais”, explica a professora contratada pela Unipar, especialmente para a função.
Ela ressalta que os recursos oferecidos pela Unipar são de extrema relevância para a formação acadêmica de pessoas com necessidades especiais. “Para o estudante surdo é importante que o visual seja explorado, com aulas expositivas e dinâmicas; e na Unipar os professores têm essa preocupação”.
Para o Fernando, estar na Unipar demostra o respeito que a Instituição tem pelas pessoas com deficiência. “Tenho um bom relacionamento com os colegas da sala e os professores, participando de todos os projetos de ensino e extensão do curso. Aqui tenho a oportunidade construir um futuro melhor”.
Guilherme Watanabe é deficiente visual e estudante do curso de Direito na Unidade de Guaíra. Para suas atividades na biblioteca, ele dispõe de um *Scanner Óptico*. O aparelho faz a leitura em áudio de todos os livros que ele precisa ler. “Essa estrutura reflete o comprometimento que a Instituição tem com a aprendizagem de seus alunos”, diz a diretora, professora Sandra Takahashi.
“É uma iniciativa que ajuda não só a mim, mas a todos os deficientes visuais que estudam aqui. Com o aparelho ficou mais fácil estudar; posso ler todo o material referente ao curso”, alegra-se Guilherme.

Comunidade
A preocupação da Unipar com os portadores de deficiência vai além dos muros da Universidade. Realizado há mais de 10 anos, o projeto de extensão universitária AMA (Atividade Motora Adaptada), do curso de Educação Física, atende pessoas da comunidade com diversos tipos de deficiência, além de crianças com dificuldade de aprendizagem.
Em torno de 60 estudantes participam do projeto, em práticas de ensino e estágio. Natação, basquete e atividades motoras são realizadas todas as semanas por mais de 100 pessoas.
Augusto Dadalto, de 22 anos, é uma delas. Vítima de acidente automobilístico, sofreu uma lesão na coluna cervical e está tetraplégico há um ano. “Desde que comecei a participar do projeto me sinto mais feliz. Depois da aula de natação fico relaxado; fisicamente melhorei bastante”, conta.
Para a responsável técnica do AMA em Umuarama, Gabriela Giroto, o projeto é um meio de transformar desafios em grandes aprendizados. “Durante as atividades vamos trabalhando o condicionamento físico dos alunos. E eles são esforçados; têm garra, determinação e muita vontade de viver. Com isso, acabam transferindo essa força pra gente”. O projeto também está a todo vapor nas Unidades de Toledo e Cianorte.
 

sábado, 10 de março de 2012

Exposição na Capital conta a história da luta de pessoas com deficiência



DO CORREIRO DO POVO





Mostra foi inaugurada nesta sexta-feira (9/3) na Usina do Gasômetro

Exposição na Capital traz história da luta de deficientes físicos por acessibilidade
Crédito: Fabiano do Amaral
Foi inaugurada, nesta sexta-feira na Usina do Gasômetro, em Porto Alegre, a exposição “Para Todos – O Movimento das Pessoas com Deficiência no Brasil”. A mostra conta a história da discriminação e da luta das pessoas com deficiência por acessibilidade e qualidade de vida.

A cerimônia de abertura contou com a presença da ministra da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, Maria do Rosário. O evento é promovido pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência e OEI (Organização dos Estados Ibero Americanos), com apoio da Faders (Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas Portadoras de Deficiência e de Altas Habilidades no Rio Grande do Sul).

Maria do Rosário destacou a valorização e respeito à dignidade de todos através da mostra. "A característica da exposição é valorizar pessoas que são protagonistas das suas histórias", comentou.

Concebido a partir do desenho universal, o espaço na Usina conta com todos os recursos de acessibilidade permitindo a todas as pessoas, sem exceção, o acesso às informações. Por meio de uma linha do tempo os visitantes farão um passeio pela história da discriminação sofrida e da luta das pessoas com deficiência para terem seus direitos humanos garantidos

O conteúdo poderá ser usufruído independente da condição física, sensorial, intelectual ou capacidade de comunicação dos visitantes. Estarão disponíveis catálogo em braile, recuso de áudio-guia e áudio descrição, piso podo táctil e atendimento em libras.

A mostra fica em Porto Alegre até o dia 8 de abril e vai visitar mais nove cidades nos próximos meses: São Paulo, Florianópolis, São Bernardo do Campo, Rio de Janeiro, Brasília, Cuiabá, Rio Branco, Belém e Recife.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Cães-guias: muito além do que os olhos podem ver


Do itu.com.br
Animais ajudam deficientes visuais a superar limitações.
Microfoto
Foto
Projeto do SESI treina animais para a função de cão-guia
Reportagem feita em parceria entre a Revista Regional e o Portal itu.com.br, pelos jornalistas Piero Vergílio (Regional), Deborah Dubner e Jéssica Ferrari (itu.com.br)
“Ontem, uma amiguinha sua chamada ‘Fortune’ foi impedida de permanecer dentro de um restaurante na cidade de Itu. A Fortune é um cão-guia que está em fase de treinamento e o estabelecimento, que é muito conceituado, não permitiu a sua entrada. Por lei, ela estava amparada, porém fomos discriminados. Você poderia ajudar a divulgar para que isto não aconteça mais?”
O desabafo que você acabou de ler foi escrito por Marcelo Kendi e compartilhado pela jornalista Silvia Czapski em sua página no Facebook, no dia 15 de fevereiro. Indignada com a situação, ela convocou colegas da imprensa – bem como todos os amigos “que lutam por uma Itu melhor” – a se mobilizar para que a cena não se repetisse. Desde então, todos começaram a se questionar sobre como poderiam contribuir para que a população se conscientizasse acerca da relevância do tema.
No tocante aos meios de comunicação, a resposta parece ser simples. Reafirmando seu compromisso de manter os seus leitores sempre bem informados, as equipes da Revista Regional e do portal Itu.com.br se uniram para produzir esta reportagem especial, publicada simultaneamente em ambos os veículos. A proposta é descobrir se os direitos de deficientes visuais – e de voluntários que adotam temporariamente os cães-guias para socializá-los – estão sendo respeitados nas cidades da região. Numa outra frente, buscamos especialistas para orientar como proceder em caso de descumprimento da lei e fomos conhecer histórias de pessoas que batalharam para ter mais independência, transformando-se em exemplos para a sociedade.
Comecemos, então, ressaltando a importância do cão-guia para o deficiente visual. Quem nos explica os benefícios dessa convivência é o especialista em esporte para pessoas com deficiência Steven Dubner. Conhecido internacionalmente por suas palestras motivadoras, ele é o fundador da Associação Desportiva para Deficientes (ADD) e atua, principalmente, no Brasil e nos EUA. “Um cão guia é maravilhoso para uma pessoa cega. Além de ajudar na locomoção e dar mais independência e autonomia, ele também cria um vínculo emocional muito forte, elevando a autoestima do deficiente.”
O especialista também enfatiza que os animais são treinados para se comportar em lugares públicos. Eles não latem, não atacam, não brincam, não aceitam comida de ninguém, além do tutor, e só fazem as necessidades em horários específicos. Dentro de um avião ou metrô, costumam ficar de frente para o deficiente, para não assustar as pessoas próximas. Os cães ainda desviam de obstáculos aéreos. “Os cegos sempre arrebentam a testa nos orelhões, porque a bengala chega depois, ou caem em bueiros sem tampa. Se ele estiver com um cão-guia isso nunca vai acontecer”, esclarece.
No entanto, Steven faz questão de frisar que a fase de adaptação é de vital importância. “Nos EUA, a maior parte dos treinamentos é feita por presos ou famílias voluntárias. Normalmente, aos dois anos de idade, o cão é encaminhado para o deficiente para que eles possam se adaptar um com o outro. Esse período costuma demorar três meses. Se não houver empatia entre eles, o animal é substituído, mas isso é muito raro”.
Itu: uma Estância Turística preparada?
O não cumprimento da lei pelo restaurante de Itu que atende centenas de turistas é visto como uma exceção pelo secretário municipal de Turismo, Lazer e Eventos, Osmar Barbosa. Segundo afirma, a cidade de Itu está apta a receber deficientes visuais que utilizam cães guias. O secretário alega que o ocorrido no estabelecimento foi um caso isolado, de alguém que não estava preparado para tal acontecimento. Ele diz que por algumas vezes a Secretaria de Turismo foi visitada por deficientes visuais acompanhados por seus cães-guias, o que demonstra a capacidade de Itu em receber portadores de necessidades especiais.
O presidente da Prótur (Associação Pró-Desenvolvimento do Turismo da Estância Turística de Itu), Hélio Tomba Jr, comenta. “É fundamental que os empreendimentos turísticos conheçam a lei e respeitem o acesso desse perfil de público aos campings, hotéis, fazendas, pousadas, shopping centers e restaurantes. A Prótur deverá buscar informações com o projeto Cão-Guia, do Sesi, para conscientizar os empresários e equipes de atendimento”, finaliza.
Acolhimento voluntário
Na família Macorin – que há pouco mais de um ano vive em Indaiatuba – nenhum dos integrantes possui deficiência visual. Mas mesmo assim, Leila, o marido Anderson e os filhos, Enzo e Izadora, ganharam a companhia de um cão-guia, batizado de Faro Fino. Voluntários do programa homônimo idealizado pelo Sesi, eles aceitaram acolher o labrador por um ano, durante a etapa inicial do treinamento, chamada de socialização, necessária para que o cão se acostume com situações que serão corriqueiras em seu dia a dia, como, por exemplo, andar de elevador, ônibus, não se assustar com barulho e conviver em sociedade.
Divulgação

Faro Fino faz parte do projeto do Sesi e é treinado pela família Macorin, em Indaiatuba
A mãe, a cabeleireira Leila, conta, orgulhosa, que o filhote recebe um tratamento de popstar na maioria dos locais por onde passa. “As pessoas pedem para tirar fotos, fazem cafuné e, em alguns casos, até trazem água para o Faro beber. No comércio, sempre fui bem recebida e, por isso, me sinto na obrigação de agradecer: quero pedir que recebam da mesma maneira a todos os deficientes, não apenas os cegos, pois a melhor coisa da vida é ser bem tratado. Todo mundo gosta”.
Todos os participantes do projeto são identificados. As famílias recebem a carteira de cão-guia; já os filhotes, por sua vez, ganham placa, guia e lenço – ou bandana – exclusivos. Isso não impede, porém, que situações como as que ocorreram em Itu se repitam. Ela lembra que, certa vez, foi até uma padaria e logo percebeu que outro cliente estava incomodado: ele saiu do estabelecimento, dando a impressão de procurar por uma placa sinalizando que a presença de cães era proibida. Depois, ao ser questionado sobre sua atitude, o sujeito admitiu que primeiro a observou e, em seguida, constatou que a cabeleireira não era deficiente.
Para ela, a pior parte do seu “trabalho” é enfrentar o preconceito das pessoas. Em outra ocasião, estava acompanhada dos dois filhos quando tentou entrar com o labrador em uma papelaria. “A gerente começou a gritar comigo e me perguntou: ‘cão-guia de quem? Aqui não é local público e você não é cega’”, desabafa Leila, revelando que também há quem os crucifique, “embora sejam casos pontuais”. Diante da recepção pouco amistosa, nossa entrevistada decidiu fazer suas compras em um estabelecimento concorrente, onde foi muito bem recebida. “Não tive mais vontade de voltar lá, mesmo depois que o dono me ligou e prometeu que resolveria a situação”.
Até que Faro Fino vá embora – o cão deve ser devolvido ao Sesi na segunda quinzena de março, para que tenha início a segunda fase de seu treinamento, onde ele vai receber comandos específicos – a família vai continuar levando consigo cópias da lei em todos os lugares. A cabeleireira conta que a medida surte efeito, mas, mesmo assim, faz questão de deixar uma mensagem de incentivo aos leitores. “Sugiro a todos que continuem acompanhando o projeto e, se possível, se inscrevam pelo site para viver essa experiência incrível de adotar temporariamente um filhote. Cachorro é tudo de bom; o melhor amigo do homem”.
Numa perspectiva mais ampla, Leila conclama o poder público a promover campanhas de conscientização. Procurada, a Prefeitura de Indaiatuba informou, por meio de sua assessoria, que, de acordo com o Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS) – analisado pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) – a cidade se destaca no atendimento às pessoas com necessidades especiais, cumprindo requisitos como a existência de uma comissão permanente e o desenvolvimento de uma série de ações, em diversos setores, para promover a inclusão e tornar todos os espaços públicos acessíveis.
Como parte dessa estratégia, “os veículos do sistema de transporte coletivo já dispõem do espaço para atender aos usuários que estejam acompanhados por seu cão-guia”. Por outro lado, o Executivo afirmou que nenhum caso de impedimento, mesmo com visitantes, foi comunicado ao Conselho de Deficientes (Comdefi). Ainda de acordo com o poder público, Indaiatuba não tem registro de moradores cegos com cão-guia, mas dois deficientes estão na fila de espera para recebê-los. Representantes da Associação Comercial de Indaiatuba (Aciai) também foram convidados a nos conceder uma entrevista, porém, até o fechamento desta reportagem, não obtivemos retorno.
Privilégio para poucos
De acordo com o Censo 2000, há, no Brasil, cerca de 150 mil pessoas cegas; outros 2,4 milhões de cidadãos apresentam grande dificuldade de enxergar. Mas possuir um cão-guia é privilégio para poucos: a quantidade de animais capacitados é inferior a cem. Àqueles que não dispõem de condições financeiras para arcar com os altos custos do treinamento, resta aguardar, por tempo indeterminado, na fila de espera de uma ONG. Isso ajuda a explicar o motivo pelo qual Salto também não possui nenhum usuário de cão-guia.
Na cidade, existem cerca de 70 deficientes visuais, segundo estimativas não-oficiais feitas pela Associação dos Deficientes Visuais de Salto (Adevisa). “Nós entendemos e endossamos todos os benefícios advindos da utilização do cão-guia. Contudo, o acesso a este recurso não é simples. Por outro lado, é importante saber que outras soluções, mais baratas, que também podem melhorar a qualidade de vida”, sintetiza a coordenadora pedagógica, Vanessa de Oliveira Mattozinho, que reitera o convite para que os deficientes visuais se associem a entidade: o contato pode ser feito pelo telefone (11) 4021–5053 ou através do site da Associação.
Ela lembra que a Adevisa implantará, em breve, dois projetos que visam minimizar a ocorrência de situações desagradáveis. Um deles é um curso básico de Orientação e Mobilidade, onde, em um primeiro momento, serão disponibilizadas 12 vagas. Também está nos planos da entidade – que atende “crianças” de zero a 90 anos – realizar um treinamento nas empresas de transporte coletivo para qualificar motoristas e outros profissionais que atuem no atendimento ao usuário.
“Acredito que a cidade ainda não esteja preparada para acolher com dignidade a todos os deficientes, não somente os visuais. Normalmente, eles são recebidos com receio, dó ou até mesmo com certo desprezo, em decorrência da falta de informação. Ciente dessa dificuldade, a Adevisa irá propor parceria à Prefeitura saltense, para que os profissionais da entidade possam ministrar palestras em diferentes regiões do município”, adianta.
Voltando a falar especificamente dos cães-guias, a Prefeitura de Salto esclarece que os espaços públicos municipais recebem os animais, mesmo aqueles que ainda estão em fase de treinamento. O Executivo ressalta também que a fiscalização, autuação e imposição de multa são competências da Secretaria Especial de Direitos Humanos e que o município só poderia realizar essa tarefa mediante a assinatura de um convênio com o órgão citado.
Completando esse tripé, o presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Salto (Acia), engenheiro Paulo Takeyama, acredita que esta é, antes de tudo, “uma questão humanitária”. Segundo ele, orientar os mais de 500 associados é uma das prioridades da entidade, fundada em meados da década de 60. “Campanhas de conscientização já estão em nossos planos, mas a ideia é atribuir à iniciativa um alcance mais abrangente, englobando todos os tipos de deficiência”.
No entanto, Paulo faz uma ressalva ao processo de treinamento de cães-guias. “No episódio de Itu, segundo o que foi relatado pela imprensa, o cão não estava acompanhado do deficiente; portanto não vejo ato discriminatório contra uma pessoa cega: sem entrar no mérito da questão, acredito que a socialização pode ser feita de outras maneiras”.
A força delas
Elas conquistaram a independência e o sucesso profissional em suas respectivas áreas de atuação e... são usuárias de cães-guias. Além da deficiência visual, nossas duas entrevistadas têm, em comum, histórias marcadas pela superação: ambas contaram com a ajuda de seus companheiros de quatro patas para vencer suas próprias limitações. Mais do que isso, não deixaram que terceiros as limitassem, cerceando o seu direito de se locomover com autonomia. As histórias de Danieli e Thays ilustram, de forma inequívoca, os benefícios da convivência com o cão-guia.
A atriz e jornalista Danieli Haloten ficou conhecida do grande público em 2009, quando interpretou a personagem Anita, na novela “Caras & Bocas”, da Rede Globo. Ela perdeu totalmente a visão aos 20 anos e, em 2000, treinou seu primeiro cão-guia, uma fêmea. O animal a acompanhou durante quatro anos e morreu precocemente de câncer. Já no ano seguinte, Danieli teria um novo companheiro, Higgans, uma mistura de labrador com golden retriever dourado.
TV Globo/João Miguel Júnior

A atriz e jornalista Danieli Haloten é deficiente visual e já enfrentou vários problemas com seu cão-guia
“Nossa relação é uma troca de carinho e cuidado de ambas as partes: ele empresta sua visão pra mim e me guia em segurança, para eu não bater em obstáculos, tropeçar, nem cair. E, uma vez memorizado o trajeto, me conduz com rapidez e segurança. Em contrapartida, o alimento, limpo e brinco. Somos de espécies diferentes, falamos línguas diferentes, Higgans enxerga e eu não, e, no entanto, nos entendemos muito bem: todas as vezes que me machuquei foi sendo guiada por um humano, nunca pelo meu cão-guia”, sentencia.
Ela orgulha-se de ter participado ativamente da aprovação do decreto federal 5904, que, desde 2006, assegura aos usuários de cão-guia o direito de entrar e permanecer em todos os lugares. Danieli, que também lutou pela lei estadual no Paraná, aprovada quatro anos antes, afirma que mesmo assim, ainda enfrenta alguns problemas. “Certa vez, uma gerente da loja me abordou hostilmente, afirmando que eu deveria por focinheira no meu cão (o que é terminantemente proibido para cães-guia e labradores em geral), porque os clientes poderiam se incomodar. Então, eu sugeri que ela colocasse uma focinheira em si própria, para não dizer besteiras”, relembra.
Outro episódio marcante ocorreu durante a preparação para a novela. A atriz procurou uma fonoaudióloga, para atenuar o sotaque curitibano. Na clínica, também trabalhava uma fisioterapeuta, que insistiu para que ela colocasse o cachorro para fora, abordando-a “de modo estúpido e intransigente” e constrangendo-a publicamente. Ela, então, saiu de lá chorando. Para evitar que situações como estas se repitam, defende que responsáveis por estabelecimentos e prestadores de serviços têm a obrigação de se atualizar quanto aos direitos dos seus clientes.
Mas estes não são os únicos problemas. Danieli conta que o alto custo, associado à morosidade, são alguns dos fatores que a desmotivam a processar àqueles que desrespeitam a legislação. “Se eu estou na rua, e os táxis se recusam a me transportar, ligo pro 190, e eles dizem que tenho que fazer um BO pessoalmente. Mas, como vou à delegacia, se não consigo nem um táxi para me locomover?”, questiona, enfatizando que as pessoas têm que parar de se esconder atrás de sua ignorância para justificar seus delitos.
AB e DB
Apesar dos entraves, recorrer à justiça vale a pena. Que o diga a advogada e palestrante paulistana Thays Martinez. Deficiente visual desde criança, ela sempre foi apaixonada por cachorros: ter um cão-guia, portanto, seria a oportunidade perfeita para unir o útil ao agradável. “Já naquela época, decidi que queria um para mim”, lembra. Mas a sua busca só começaria, efetivamente, alguns anos mais tarde, quando, já na adolescência, a jovem constatou que o animal lhe traria mais independência.
Em abril de 2000, aos 26 anos, ela recebeu Boris. “Foi uma das melhores experiências da minha vida. Ele me ensinou muitas coisas. Em especial, me fez descobrir que não existem limites: graças ao meu companheiro, pude realizar meus sonhos, desde os mais simples – como, por exemplo, caminhar sozinha à beira mar – até ir morar só e experimentar outra carreira profissional. Por isso, digo que divido minha vida em AB e DB: antes e depois do Boris”, sentencia.
Divulgação

A advogada e palestrante paulistana Thays Martinez com seu labrador, e seu livro "Minha Vida com Boris", que vem conscientizando o país
As tentativas de barrar a presença de Boris começaram tão logo o cão chegou ao Brasil. Porém, segundo Thays, o episódio envolvendo o Metrô de São Paulo foi certamente o pior: os dirigentes alegavam que o cão poderia assustar os demais passageiros. Havia ainda o risco de ele prender a pata na escada rolante. A advogada frisa que essa última alegação foi feita para tentar justificar o absurdo: houve uma vez em que o equipamento foi desligado, depois que ela e Boris já haviam iniciado a descida.
“Apresentaram uma série de argumentos próprios de quem cria regras baseado apenas em seu desconhecimento. Como as negociações administrativas não surtiram qualquer efeito, decidi entrar com uma ação na justiça”, relembra. A advogada ressalta que a sentença favorável – foram aprovadas duas leis, uma estadual e uma federal – compensou a espera de seis anos. “Não apenas as pessoas com deficiência sagraram-se vitoriosas, mas também a cidadania. Precisamos ter uma postura ativa e não aceitar as injustiças. Enfrentar um processo judicial é desgastante, mas algumas vezes é a única solução para que nossos direitos sejam respeitados”, incentiva.
Thays conta que, além da energia e do afeto de Boris, o apoio que recebeu dos amigos – e até de desconhecidos, que a abordavam nas ruas para prestar solidariedade – foi fundamental para que tivesse força para seguir em frente. Mas ela foi além: com a ajuda de amigos, fundou uma ONG – o Instituto IRIS – com o objetivo de facilitar o acesso das pessoas com deficiência aos cães guias e promover outras ações em prol da inclusão social.
A importância da socialização
Atualmente, não só os usuários de cães-guias, mas também os socializadores e os instrutores podem ingressar nos locais inclusive com os cães em fase de treinamento. Aos que minimizam ou desconhecem importância da socialização, Thays esclarece: “Esta é uma etapa fundamental para que os cães possam ser preparados para sua missão. Eles não são produzidos em laboratórios e precisam ter, desde pequenos, contato com diversos ambientes e situações para que sejam bem sucedidos em seu futuro”, argumenta.
Boris, o seu fiel companheiro, se aposentou depois de quase dez anos de uma “intensa e encantadora convivência” – em 2009, o cão viria a falecer – abrindo espaço para a chegada de Diesel. Thays assume que o início de sua relação com o novo cão-guia foi um período complicado, porque eles eram bem diferentes. “Eu que estava adaptada ao Boris a ponto de sabermos os pensamentos e sentimentos um do outro. Depois de um intenso trabalho de autoconhecimento consegui desenvolver uma relação excelente com Diesel. Hoje temos um vínculo muito sólido, porque aprendemos a nos conhecer e a nos respeitar. Ele é um cão encantador e traz muita alegria à minha vida”.
Thays reuniu várias histórias – umas engraçadas, outras comoventes e algumas ainda lamentáveis – no livro “Minha Vida Com Boris”, publicado pela Editora Globo no ano passado, como forma de dialogar com as pessoas sobre a sociedade em que vivemos e, claro, também para prestar uma homenagem a esse que foi seu grande amigo e parceiro. Na obra, ela relembra o dia em que resolveu almoçar em um famoso shopping de São Paulo e os responsáveis pelo restaurante tentaram impedi-la. Ela esclareceu que se tratava de um cão-guia e então veio a pérola: "Ah, mas não pode nenhuma raça!"
Para finalizar, a advogada deixa um recado. “O cão guia traz uma enorme qualidade de vida para a pessoa com deficiência visual primeiramente por sua qualidade técnica, ou seja, sua habilidade para conduzir a pessoa com segurança por qualquer caminho, desviando-a de obstáculos, auxiliando na travessia de ruas e encontrando pontos de referência como portas, escadas, elevadores, etc. Porém, entendo que eles trazem ainda mais benefícios: além de serem ótimos companheiros, propiciam uma maior interação entre seu usuário e as outras pessoas”, finaliza.
É lei
Conforme a Lei Federal 11.126, de 27 de junho de 2005, regulamentada pelo Decreto 5.904, de 21 de setembro de 2006, fica assegurado à pessoa com deficiência visual usuária de cão-guia o direito de ingressar e permanecer com o animal nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo, em todo o território brasileiro.
O advogado Rogério Gimenez, ituano e morador de São Paulo que atua nas áreas cíveis, bancárias e defesa do consumidor, orienta. “A nossa Constituição Federal já proclama os direitos do deficiente, quando declara que ninguém deverá ser tratado com distinção de qualquer tipo. Quando o deficiente se sentir constrangido, independente do motivo, deve comparecer a uma delegacia de polícia civil e registrar a ocorrência, preferencialmente acompanhado por duas testemunhas”.
Rogério explica que, conforme a situação, o próprio delegado ou funcionário responsável orientará qual a melhor solução. Em se tratando de um caso mais grave, também é aconselhável procurar um advogado, que após apurar o ocorrido e seu enquadramento legal, entrará com a ação cabível, requerendo se for o caso, uma indenização.
“Quanto ao estabelecimento, há necessidade de primeiramente se apurar o que realmente ocorreu e depois informar ao Ministério Público, que determinará a pena a ser aplicada. Geralmente, esta pena é fixada pelo juiz, após a denúncia formulada pelo promotor. Vale ressaltar que qualquer tipo de preconceito quanto a um deficiente é uma transgressão contra a Constituição”, esclarece. O advogado sugere também, para quem quiser se aprofundar no tema, consultar a Cartilha IBDD sobre os direitos da pessoa com deficiência.

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Uma Mulher



Do  R7




dia-internacional-da-mulher



Uma mulher caminha nua pelo quarto
é lenta como a luz daquela estrela
é tão secreta uma mulher que ao vê-la
nua no quarto pouco se sabe dela

a cor da pele, dos pêlos, o cabelo
o modo de pisar, algumas marcas
a curva arredondada de suas ancas
a parte onde a carne é mais branca

uma mulher é feita de mistérios
tudo se esconde: os sonhos, as axilas,
a vagina
ela envelhece e esconde uma menina
que permanece onde ela está agora

o homem que descobre uma mulher
será sempre o primeiro a ver a aurora.


(Bruna Lombardi)

terça-feira, 6 de março de 2012

Aeroporto do Recife promove curso de acessibilidade

DA REVISTA INCLUIR


O Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes realiza, de 5 a 9 de março, curso de Atendimento à Pessoa com Deficiência ou Mobilidade Reduzida, para preparar profissionais a lidarem com o público com deficiência.
O objetivo é promover debate, proporcionar a melhoria no atendimento e assegurar um ambiente de acesso pleno aos usuários e passageiros.
O curso abordará temas como Política de Acessibilidade e Legislação, Direitos Humanos e Técnicas de Atendimento. No encerramento será promovido um simulado dando aos participantes a oportunidade de vivenciar situações enfrentadas por uma pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida.
Na ocasião haverá uma apresentação, do dia 7 até o dia 9 de março, de uma mostra intitulada d’EFICIÊNCIAS – Mostra Artística e Cultural de Trabalhos, onde expositores poderão mostrar que nenhuma deficiência é maior que o talento e a superação.
Participam do curso empregados orgânicos da Infraero e terceirizados, além de representantes das empresas aéreas, órgãos públicos, concessionários e cooperativas de táxi.
O curso de Atendimento às Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida em aeroportos é realizado pelo Comitê Nacional de Acessibilidade da Infraero em todo o Brasil, buscando tornar os ambientes acessíveis a todos. Apresentações artísticas e depoimentos de superação diária completam o aprendizado, bem como também, serve para despertar sobre o atendimento de qualidade que todo cidadão merece receber.

Crianças surdas recebem ajuda de cães guia na Grã-Bretanha


DA BBC BRASIL



Uma instituição de caridade britânica iniciou um projeto piloto para fornecer cães guia para crianças com problemas de audição.
No último ano, a instituição Cães Guia para Surdos deu 12 destes cães para crianças. Uma delas foi James Cheung, um menino de 11 anos com dificuldades de audição.
James Cheung ajuda a cuidar do labrador Kurt. | Foto: BBC
Crianças dizem que se sentem mais confiantes e seguras por causa dos cães guia
O cão de James é o labrador Kurt, que o alerta quando ele precisa acordar de manhã, quando sua mãe o chama e em situações de perigo, como quando um alarme de incêndio dispara.
Kurt foi treinado para responder a certos sons e ordens.
Segundo a família de James, seu comportamento mudou após a chegada do animal.
Ele está mais independente e confiante e desenvolveu um ótimo relacionamento com o cão.

R. Gomes diz ter apoio da família para voltar e exalta Dedé: 'melhor que o Gomes jogador'



DO UOL ESPORTES


Ricardo Gomes (d) quer retomar o trabalho, no máximo, até julho. Mas ainda não diz se Cristóvão Buarque (e) voltará a ser seu auxiliar no Vasco
Ricardo Gomes (d) quer retomar o trabalho, no máximo, até julho. Mas ainda não diz se Cristóvão Buarque (e) voltará a ser seu auxiliar no Vasco



Em fase intensa de recuperação, sobretudo da fala e dos movimentos dos membros superiores, o técnico Ricardo Gomes não vê a hora de voltar a trabalhar e já estipulou até uma data para isso. Apesar de querer retomar o comando do Vasco em abril, o treinador definiu o mês de julho como prazo máximo para voltar às atividades interrompidas por um AVC sofrido no ano passado.
“Já dá para ir aos jogos, mas trabalhar não. Preciso melhorar a fala. Desta forma, como estou, ainda não dá. Isso vai ser em abril, junho, talvez julho, no máximo”, afirmou Gomes em entrevista ao jornal Lance!, que acompanhou uma das sessões de fisioterapia pelas quais o treinador passa diariamente, sem reclamar.
Ricardo Gomes aproveitou para destacar que sua volta ao trabalho tem também o consentimento familiar. Parentes do treinador já se manifestaram contrários ao seu retorno aos gramados, mas ele garante que, agora, tem o apoio de todos.
“Quero voltar para ser treinador, voltar para a beira do campo. E não falo isso sem que tenha apoio dos médicos. Da família também. Claro, no começo ficou aquela apreensão. Hoje não. Você no seu jornal tem vida boa? É estressante, não é? Sair de casa já tem um estresse. Então, posso voltar a trabalhar”, declarou Gomes, interagindo com o repórter do diário paulistano.
Durante a entrevista, Ricardo Gomes elogiou o trabalho de Cristóvão Borges à frente do Vasco e não deu indícios se o hoje treinador aceitará voltar ao cargo de auxiliar quando ele retornar ao comando da equipe.

Ricardo Gomes

Foto 1 de 90 - Ricardo Gomes posa ao lado da equipe de fisioterapia do Hospital Pasteur, no RioDivulgação
Sobre os jogadores, o treinador destacou o grupo alvinegro e não poupou elogios ao zagueiro Dedé. Ex-jogador da posição, Gomes disse até achar que o jovem vascaíno tem um futebol melhor do que o dele nos tempos de atleta.
“Em 2010, ele teve boas e más atuações. Mas em 2011, foi muito acima da média. Já é melhor do que o Ricardo Gomes jogador”, destacou o técnico. “Se for para dar um palpite, a dupla de zaga para a Copa do Mundo será Thiago Silva e Dedé”.
O Vasco já ofereceu um novo contrato para Ricardo Gomes, e o treinador aceitou as condições. O técnico, porém, já avisou que só assinará o acordo quando puder efetivamente retomar seu trabalho à frente da equipe.