quinta-feira, 1 de março de 2012
Labuta pela Dignidade
Uma porção de gente se identificou comigo em um texto publicado ontem (28/02), na Folha, no qual eu contava um bocadinho da minha aflição em ver minha mãe, que por tantos e tantos quilômetros me empurrou por essa vida, envelhecendo e perdendo, aos poucos, sua presteza, suas habilidades (para assinantes Uol e Folha que quiserem ler, é só clicar na carinha)

Pois hoje, mais uma vez, tenho de colocar a mãe na roda…
A razão não poderia ser mais nobre, mais legítima. A luta braçal, dolorosa, corajosa e indignante de Maria Elvira para que o filho João, “malacabadinho”, consiga estudar….

As cenas que vocês poderão ver (menos os cegões, evidentemente, que vão apenas ouvir) me remeteram direeeeto para a dureza da minha própria infância, lá na Trelagoa….
Me entristece conhecer o fato que crianças com deficiência ainda precisam penar para conseguir um direto dos mais básicos, mais universal: acesso à educação.
O relato da mãe dá conta que João, que tem uma síndrome rara chamada “Artrogripose Congênita” (má formação que atinge as articulações), não conseguiu vaga em uma escola próxima de casa e, por isso, é preciso padecer até ficar com a língua de fora para levá-lo ao encontro do conhecimento.
Neste caso, a meu ver, a proteção à criança teria de ser incondicional. Não se trata de dar a ela um privilégio, trata-se de dar ao menino e a mãe um pouco de dignidade.
Não sei se Maria Elvira procurou a Justiça, se ela tentou todos os meios legais antes de botar na rede esse apelo, só sei que a mim, cada pedacinho dessa caminhada dolorosa, me deixou com um amargor na boca.
Peço que me ajudem a espalhar esse vídeo até que ele chegue para alguém da administração pública que se sinta envergonhado ou minimamente comovido para alterar essa realidade…
Fonte Folha .com
Aniversário: famosos de fora do Rio dão dicas de passeios na Cidade Maravilhosa
DO R7
Capital encanta quem largou cidade de origem para trabalhar e viver aqui
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FOTO: Michel Angelo/Record e Getty ImagesGuilherme Berenguer gosta de curtir a praia do Leblon, na zona sul |
O apelido de Cidade Maravilhosa já define bem o Rio de Janeiro. Com 447 anos, completados nesta quinta-feira (1º), a capital fluminense se tornou o local escolhido por muitos artistas que vieram trabalhar ou apenas mudar de vida. Para comemorar a data, os famosos de fora do Rio dão dicas de como aproveitar a beleza natural da cidade e unir trabalho com qualidade de vida.
Aniversário do Rio na quinta terá bolo gigante e programação especial de passeios
Aniversário do Rio na quinta terá bolo gigante e programação especial de passeios
Foi esta mistura que encantou o ator Guilherme Berenguer, 31 anos, que interpreta o personagem Francisco deVidas em Jogo (Record). O nordestino, de Recife, veio para o Rio trabalhar. Apesar de morar há oito anos na Cidade Maravilhosa, ele ainda não elegeu seu cantinho favorito.
- É difícil responder qual lugar eu mais gosto no Rio. São tantos! Eu adoro as praias e o Jardim Botânico. Sempre levo meus amigos à praia de Grumari, mas também curto muito Ipanema e Leblon. Ali, a gente sempre encontra um bom restaurante, é um cantinho gostoso do Rio.
Outra apaixonada por praia é Mel Fronckowiack, 24 anos, que interpreta a estudante Carla em Rebelde(Record). A gaúcha de Pelotas (Rio Grande do Sul) não esconde o amor pela capital fluminense. Ela conta que sempre sonhou em morar no Rio.
- O Rio sempre foi uma cidade dos meus sonhos. É uma cidade gostosa, tem uma qualidade de vida ótima. Vou correndo todos os dias de casa até a academia para aproveitar a vista da praia. Adoro a Prainha e a vista da avenida Niemeyer para o mar de São Conrado.
Apesar de a praia ser a opção preferida dos artistas, a atriz Bianca Castanho, 33 anos, que viveu a personagem Selima em Rei Davi (Record) no mês passado, escolheu um lugar diferente para os dias de lazer. A gaúcha de Santa Maria (Rio Grande do Sul), que mora no Rio há 14 anos, indica para os turistas a Cadeg (Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara), polo comercial que reúne bares, mercados e restaurantes em Benfica, na zona norte.
- Amo a Cadeg. Descobri há pouco tempo. É um lugar excelente para comprar flores. O preço lá é maravilhoso. Além de ter várias opções de restaurantes. É bem legal.
Quem dá um abraço especial no Rio neste aniversário é a Mulher Melão, Renata Frisson, 25 anos. A cantora e dançarina de funk saiu de Balneário Camboriú (Santa Catarina) para conhecer o Carnaval carioca e nunca mais voltou. Ela diz que não se vê morando em outro lugar e elege o Cristo Redentor como ponto turístico favorito.
- Adoro o Cristo Redentor. É lindo ver este monumento de braços abertos olhando pela nossa cidade. Eu amo o Rio e não me vejo morando em outro lugar mais.
Wagner Montes também indica seus pontos turísticos favoritos
Apesar de ter orgulho em dizer que é caxiense, por ter sido criado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o apresentador da Record Wagner Montes ganhou a cara do Rio. Ele dá dicas de pontos turísticos para todos os públicos.
- Para quem curte a zona norte, o Piscinão de Ramos é uma boa opção. Aquilo lá é o maior barato! Para quem gosta da zona sul, o bom é curtir uma praia e depois parar em algum restaurante. Mas, em minha opinião, o Pão de Açúcar continua sendo a grande atração da cidade. Temos também o Corcovado com a imagem do Cristo Redentor. São passeios imprescindíveis! Quem não quer gastar muita grana pode visitar a Quinta da Boa vista e o zoológico.
- É difícil responder qual lugar eu mais gosto no Rio. São tantos! Eu adoro as praias e o Jardim Botânico. Sempre levo meus amigos à praia de Grumari, mas também curto muito Ipanema e Leblon. Ali, a gente sempre encontra um bom restaurante, é um cantinho gostoso do Rio.
Outra apaixonada por praia é Mel Fronckowiack, 24 anos, que interpreta a estudante Carla em Rebelde(Record). A gaúcha de Pelotas (Rio Grande do Sul) não esconde o amor pela capital fluminense. Ela conta que sempre sonhou em morar no Rio.
- O Rio sempre foi uma cidade dos meus sonhos. É uma cidade gostosa, tem uma qualidade de vida ótima. Vou correndo todos os dias de casa até a academia para aproveitar a vista da praia. Adoro a Prainha e a vista da avenida Niemeyer para o mar de São Conrado.
Apesar de a praia ser a opção preferida dos artistas, a atriz Bianca Castanho, 33 anos, que viveu a personagem Selima em Rei Davi (Record) no mês passado, escolheu um lugar diferente para os dias de lazer. A gaúcha de Santa Maria (Rio Grande do Sul), que mora no Rio há 14 anos, indica para os turistas a Cadeg (Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara), polo comercial que reúne bares, mercados e restaurantes em Benfica, na zona norte.
- Amo a Cadeg. Descobri há pouco tempo. É um lugar excelente para comprar flores. O preço lá é maravilhoso. Além de ter várias opções de restaurantes. É bem legal.
Quem dá um abraço especial no Rio neste aniversário é a Mulher Melão, Renata Frisson, 25 anos. A cantora e dançarina de funk saiu de Balneário Camboriú (Santa Catarina) para conhecer o Carnaval carioca e nunca mais voltou. Ela diz que não se vê morando em outro lugar e elege o Cristo Redentor como ponto turístico favorito.
- Adoro o Cristo Redentor. É lindo ver este monumento de braços abertos olhando pela nossa cidade. Eu amo o Rio e não me vejo morando em outro lugar mais.
Wagner Montes também indica seus pontos turísticos favoritos
Apesar de ter orgulho em dizer que é caxiense, por ter sido criado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o apresentador da Record Wagner Montes ganhou a cara do Rio. Ele dá dicas de pontos turísticos para todos os públicos.
- Para quem curte a zona norte, o Piscinão de Ramos é uma boa opção. Aquilo lá é o maior barato! Para quem gosta da zona sul, o bom é curtir uma praia e depois parar em algum restaurante. Mas, em minha opinião, o Pão de Açúcar continua sendo a grande atração da cidade. Temos também o Corcovado com a imagem do Cristo Redentor. São passeios imprescindíveis! Quem não quer gastar muita grana pode visitar a Quinta da Boa vista e o zoológico.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Capturar o vento?!?!
Este vídeo vale a pena ver...gosto muito dele, pois leva para algumas reflexões tanto para nossa vida pessoal, quanto profissional...aqui irei falar do profissional...assistam...
Muitas vezes queremos atingir alguns alunos dos quais achamos "complicados" não é mesmo?
Assim como neste vídeo precisamos de algumas chaves para conseguir o sucesso, vou listar...
- Paciência; (O menino trilhou quanto para capturar o vento? Muitas vezes o caminho é realmente longo com nosso aluno, por isso requer paciência);
- Criatividade; (Você já viu alguém capturar vento e colocar no vidro? Muitas vezes precisamos ousar, mesmo que para muitos é loucura, se acreditar em você e na potencialidade de seu aluno sua criatividade fluirá, independente do que outros fizeram ou fazem);
- Entusiasmo; (Mesmo estando longe de casa, o retorno foi cheio de entusiasmo; Não podemos perder o entusiamo, mesmo sendo um caminho longo a trilhar);
- Persistência; (Não desista! Mesmo que aquele aluno não responda rapidamente como você gostaria)
- Alegria; (Misture tudo, paciência, criatividade, entusiasmo, persistência e dê uma pitada de bom humor e alegria, essa receita com certeza será deliciosa; Você verá os resultados!
O menino ajudou seu avô a soprar as velinhas de uma forma criativa e surpreendente!
Você professor, ajude seu aluno a superar suas dificuldades e valorize suas potencialidades, assim, até você se surpreenderá com os resultados!
abraço!
Assim como neste vídeo precisamos de algumas chaves para conseguir o sucesso, vou listar...
- Paciência; (O menino trilhou quanto para capturar o vento? Muitas vezes o caminho é realmente longo com nosso aluno, por isso requer paciência);
- Criatividade; (Você já viu alguém capturar vento e colocar no vidro? Muitas vezes precisamos ousar, mesmo que para muitos é loucura, se acreditar em você e na potencialidade de seu aluno sua criatividade fluirá, independente do que outros fizeram ou fazem);
- Entusiasmo; (Mesmo estando longe de casa, o retorno foi cheio de entusiasmo; Não podemos perder o entusiamo, mesmo sendo um caminho longo a trilhar);
- Persistência; (Não desista! Mesmo que aquele aluno não responda rapidamente como você gostaria)
- Alegria; (Misture tudo, paciência, criatividade, entusiasmo, persistência e dê uma pitada de bom humor e alegria, essa receita com certeza será deliciosa; Você verá os resultados!
O menino ajudou seu avô a soprar as velinhas de uma forma criativa e surpreendente!
Você professor, ajude seu aluno a superar suas dificuldades e valorize suas potencialidades, assim, até você se surpreenderá com os resultados!
abraço!
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
A inclusão e a realidade nacional
As prioridades federais são nítidas e decorrem, entre outros poderes, do império de economistas que conseguiram acertar um plano após inúmeras tentativas frustradas durante as décadas de oitenta a noventa (Leitão) num Brasil quebrado pelo erro de previsão em relação aos efeitos dos choques do petróleo nos anos setenta e projetos incompatíveis com nossa realidade naqueles tempos (OS ARQUIVOS DE DELFIM, 2003). O dinheiro barato e fácil da abundância dos petrodólares transformou-se em pesadelo inflacionário após a elevação dos juros norteamericanos (Safatle, 2012), pesadelo que o Brasil enfrentou com táticas e técnicas equivocadas.
O mundo se transforma e é fundamental aprender, evoluir.
Em nosso país o combate à inflação criou um ambiente de retrocesso diante da falta de recursos. Todos sabiam o que seria necessário, era impossível fazer o que as boas técnicas de Engenharia, Educação, Saneamento Básico, Saúde, Segurança etc. recomendavam. Pior ainda, a corrupção tornou-se uma praga, só não pior, talvez (pois condena milhões de brasileiros a padrões de vida inferiores), do que a formada pelas drogas baratas que inundam nosso país.
Convenções internacionais e avaliações inovadoras exigem, entretanto, mudanças.
Felizmente o Brasil estabilizou-se (mas continua pagando juros de país em crise profunda???) e já se dispõe a emprestar dinheiro até para o FMI.
Temos, entretanto, problemas gravíssimos a serem resolvidos e programas estranhos de investimentos desconexos em certas áreas.
Na Educação a evolução das escolas e de seus profissionais é essencial ao futuro que almejamos. Isso está acontecendo de forma enérgica, firme e eficaz?
Estamos progredindo [(Brasil aumenta em 121% gastos por aluno até ensino médio, 2011), (Kang, 2012)], precisamos, contudo, avaliar a qualidade deste progresso e estimar metas com soluções inteligentes.
Por exemplo, como fica nesse desafio de crescimento o aluno com deficiência?
A inclusão é um desafio colossal, se entendida como algo a ser feito de forma competente, eficaz. O artigo (Escolas dos diferentes ou escolas das diferenças?, 2012) traz ponderações significativas.
Merece transcrição o final contundente:
“A Educação Especial conquistou posições importantes do ponto de vista legal e educacional na educação brasileira e esses marcos estão fundamentados na Constituição de 1988 e na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência/ONU, 2006, ratificada e assimilada ao texto constitucional pelo Decreto no. 6.949/2009. A Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva/MEC 2008 é o testemunho de nossos avanços em direção à inclusão escolar. Ela é explícita quando propõe a diferenciação para incluir e reconhece o sentido multiplicativo da diferença, que vaza e não permite contenções, porque está sempre mudando e se diferenciando, interna e externamente, em cada sujeito. Em seu texto fica patente que a diferenciação é fluída (Burbules,2008) e bem-vinda, porque não celebra, aceita, nivela, mas questiona a diferença!
Não há mais como recusar, negar, desvalidar a diferença na sociedade brasileira e no cenário internacional. Cabe-nos, pois, como educadores, colocar em cheque a produção social da diferença, como um valor negativo, discriminador e marginalizante, dentro e fora das nossas escolas.”
Ótimo, mas como viabilizar escolas de bom nível se elas, sendo públicas, dependem no Ensino Fundamental dos municípios onde estão instaladas (qual é a capacidade fiscal e de investimentos e custeio dessas unidades?)? E nos demais níveis, o que fazer se os recursos diminuem (Corte de Dilma no Orçamento tira R$ 1,927 bi da Educação, 2012), quando sob responsabilidade federal, e nos estados os cortes orçamentários são uma rotina desde que inventaram o Brasil?
Quem mais perde com tudo isso é o aluno com deficiência física, sensorial, intelectual ou múltipla. Naturalmente ele precisa de professores bem preparados, escolas adaptadas, transporte escolar especial e educação de seus colegas, ou seja, uma ampla e custosa transformação de nossas tradições refratárias à boa educação, em qualquer nível.
A sensação que temos é que, diante do desperdício e definições de prioridades demagógicas, ainda levaremos muito tempo até chegarmos a um nível digno e necessário de escolas públicas, mais ainda em condições de acolher com dignidade e eficiência o aluno PcD.
Cascaes
27.2.2012
Brasil aumenta em 121% gastos por aluno até ensino médio. (14 de 9 de 2011). Fonte: portal apreniz: http://portal.aprendiz.uol.com.br/2011/09/14/brasil-aumenta-em-121-gastos-por-aluno-ate-ensino-medio/
ANDES-SN, S. N. (16 de 2 de 2012). Corte de Dilma no Orçamento tira R$ 1,927 bi da Educação. Fonte: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN: http://www.andes.org.br:8080/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=5166
Grinbaum, M. D. (19 de 11 de 2003). OS ARQUIVOS DE DELFIM. Fonte: Isto É Dinheiro: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/12001_OS+ARQUIVOS+DE+DELFIM
Kang, T. H. (17 de 2 de 2012). Gastos em educação por estudante. Fonte: Oikomania: http://oikomania.blogspot.com/2012/02/gastos-em-educacao-por-estudante.html
Leitão, M. (s.d.). Saga Brasileira. Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com/2011/07/saga-brasileira.html
Mantoan, M. T. (10 de 2 de 2012). Escolas dos diferentes ou escolas das diferenças? Fonte: LuMiy's Blog: http://lumiy.wordpress.com/2012/02/11/escolas-dos-diferentes-ou-escolas-das-diferencas/
Safatle, C. (10 de 2 de 2012). O homem que se reinventou. Fonte: Valor Econômico: http://www.valor.com.br/cultura/2525158/o-homem-que-se-reinventou
FONTE VIA:http://pp1-mirantedoaprendiz.blogspot.com/2012/02/arte-de-pensar-e-sua-dinamica.html
O mundo se transforma e é fundamental aprender, evoluir.
Em nosso país o combate à inflação criou um ambiente de retrocesso diante da falta de recursos. Todos sabiam o que seria necessário, era impossível fazer o que as boas técnicas de Engenharia, Educação, Saneamento Básico, Saúde, Segurança etc. recomendavam. Pior ainda, a corrupção tornou-se uma praga, só não pior, talvez (pois condena milhões de brasileiros a padrões de vida inferiores), do que a formada pelas drogas baratas que inundam nosso país.
Convenções internacionais e avaliações inovadoras exigem, entretanto, mudanças.
Felizmente o Brasil estabilizou-se (mas continua pagando juros de país em crise profunda???) e já se dispõe a emprestar dinheiro até para o FMI.
Temos, entretanto, problemas gravíssimos a serem resolvidos e programas estranhos de investimentos desconexos em certas áreas.
Na Educação a evolução das escolas e de seus profissionais é essencial ao futuro que almejamos. Isso está acontecendo de forma enérgica, firme e eficaz?
Estamos progredindo [(Brasil aumenta em 121% gastos por aluno até ensino médio, 2011), (Kang, 2012)], precisamos, contudo, avaliar a qualidade deste progresso e estimar metas com soluções inteligentes.
Por exemplo, como fica nesse desafio de crescimento o aluno com deficiência?
A inclusão é um desafio colossal, se entendida como algo a ser feito de forma competente, eficaz. O artigo (Escolas dos diferentes ou escolas das diferenças?, 2012) traz ponderações significativas.
Merece transcrição o final contundente:
“A Educação Especial conquistou posições importantes do ponto de vista legal e educacional na educação brasileira e esses marcos estão fundamentados na Constituição de 1988 e na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência/ONU, 2006, ratificada e assimilada ao texto constitucional pelo Decreto no. 6.949/2009. A Política Nacional de Educação Especial, na Perspectiva da Educação Inclusiva/MEC 2008 é o testemunho de nossos avanços em direção à inclusão escolar. Ela é explícita quando propõe a diferenciação para incluir e reconhece o sentido multiplicativo da diferença, que vaza e não permite contenções, porque está sempre mudando e se diferenciando, interna e externamente, em cada sujeito. Em seu texto fica patente que a diferenciação é fluída (Burbules,2008) e bem-vinda, porque não celebra, aceita, nivela, mas questiona a diferença!
Não há mais como recusar, negar, desvalidar a diferença na sociedade brasileira e no cenário internacional. Cabe-nos, pois, como educadores, colocar em cheque a produção social da diferença, como um valor negativo, discriminador e marginalizante, dentro e fora das nossas escolas.”
Ótimo, mas como viabilizar escolas de bom nível se elas, sendo públicas, dependem no Ensino Fundamental dos municípios onde estão instaladas (qual é a capacidade fiscal e de investimentos e custeio dessas unidades?)? E nos demais níveis, o que fazer se os recursos diminuem (Corte de Dilma no Orçamento tira R$ 1,927 bi da Educação, 2012), quando sob responsabilidade federal, e nos estados os cortes orçamentários são uma rotina desde que inventaram o Brasil?
Quem mais perde com tudo isso é o aluno com deficiência física, sensorial, intelectual ou múltipla. Naturalmente ele precisa de professores bem preparados, escolas adaptadas, transporte escolar especial e educação de seus colegas, ou seja, uma ampla e custosa transformação de nossas tradições refratárias à boa educação, em qualquer nível.
A sensação que temos é que, diante do desperdício e definições de prioridades demagógicas, ainda levaremos muito tempo até chegarmos a um nível digno e necessário de escolas públicas, mais ainda em condições de acolher com dignidade e eficiência o aluno PcD.
Cascaes
27.2.2012
Brasil aumenta em 121% gastos por aluno até ensino médio. (14 de 9 de 2011). Fonte: portal apreniz: http://portal.aprendiz.uol.com.br/2011/09/14/brasil-aumenta-em-121-gastos-por-aluno-ate-ensino-medio/
ANDES-SN, S. N. (16 de 2 de 2012). Corte de Dilma no Orçamento tira R$ 1,927 bi da Educação. Fonte: Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior - ANDES-SN: http://www.andes.org.br:8080/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=5166
Grinbaum, M. D. (19 de 11 de 2003). OS ARQUIVOS DE DELFIM. Fonte: Isto É Dinheiro: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/12001_OS+ARQUIVOS+DE+DELFIM
Kang, T. H. (17 de 2 de 2012). Gastos em educação por estudante. Fonte: Oikomania: http://oikomania.blogspot.com/2012/02/gastos-em-educacao-por-estudante.html
Leitão, M. (s.d.). Saga Brasileira. Fonte: Livros e Filmes Especiais: http://livros-e-filmes-especiais.blogspot.com/2011/07/saga-brasileira.html
Mantoan, M. T. (10 de 2 de 2012). Escolas dos diferentes ou escolas das diferenças? Fonte: LuMiy's Blog: http://lumiy.wordpress.com/2012/02/11/escolas-dos-diferentes-ou-escolas-das-diferencas/
Safatle, C. (10 de 2 de 2012). O homem que se reinventou. Fonte: Valor Econômico: http://www.valor.com.br/cultura/2525158/o-homem-que-se-reinventou
FONTE VIA:http://pp1-mirantedoaprendiz.blogspot.com/2012/02/arte-de-pensar-e-sua-dinamica.html
CHURRASCO NO PEQUENO COTOLENGO
NESTE DOMINGO TEM CHURRASCO NO PEQUENO COTOLENGO!!! Preparem-se para um
almoço com muita música diversão e solidariedade. Tragam a família e os
amigos! Informações: (41)3314-1900.
FONTE: PEQUENO COTOLENGO
almoço com muita música diversão e solidariedade. Tragam a família e os
amigos! Informações: (41)3314-1900.
FONTE: PEQUENO COTOLENGO

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Projeto quer que paraplégico dê pontapé inicial da Copa 2014
Miguel Nicolelis estuda para fazer máquinas funcionarem com a força do pensamento.
O governo americano investe por ano 430 milhões de dólares na Duke, uma das principais universidades de medicina do mundo.

O governo americano investe por ano 430 milhões de dólares na Duke, uma das principais universidades de medicina do mundo.
Estudos de ponta, publicados em algumas das revistas científicas mais importantes do planeta.
Um grupo internacional, de 50 especialistas, na linha de frente da ciência!
Um grupo internacional, de 50 especialistas, na linha de frente da ciência!
Conduzindo pesquisas que podem beneficiar pessoas aqui no Brasil, como Emerson, de apenas 12 anos. E Sidney, de 36 anos.
Emerson foi atingido por uma bala perdida há dois anos, quando empinava pipa em Guarulhos, São Paulo.
Emerson conta como foram os últimos dois anos. "Ficar no hospital, sem fazer nada. Só, sem brincar", diz a criança. Sidney ficou soterrado por seis horas no terremoto de Kobe, no Japão, em 1995. Os médicos deixaram claro a gravidade da minha lesão.
"Devido ao terremoto, a casa literalmente caiu na minha cabeça", lembra Sidney Almeyda, analista de sistemas.
Mas o que a pesquisa feita nos Estados Unidos tem a ver com esses brasileiros que não podem mais andar?
É que o chefe desses cientistas da universidade Duke é do Brasil: o paulistano e palmeirense fanático Miguel Nicolelis.
Formado em medicina pela Universidade de São Paulo em 1984, ele vive no exterior há mais de 20 anos. Completa 51 de idade na semana que vem. E trabalha numa área que mais parece ficção científica: fazer máquinas funcionarem com a força do pensamento.
Um braço robótico, uma perna robótica, um braço virtual que realiza um determinado comportamento sob o comando da atividade do cérebro.
As aplicações práticas são muitas, porém ainda distantes. Mas Nicolelis tem pelo menos um projeto mais urgente, ambicioso e polêmico, que tem a ver com o Sidney e o Emerson: fazer um brasileiro, paraplégico, ou tetraplégico, de preferência uma criança, dar o pontapé inicial da Copa do Mundo, em São Paulo, no dia 12 de junho de 2014. Daqui a dois anos e três meses.
"Acho que vai dar sim, acho que nós temos uma boa chance de conseguir realizar essa demonstração", afirma.
O projeto tem nome em inglês: "Walk Again": andar de novo. Claro, tudo o que desejam o Emerson e o Sidney. Eles têm histórias diferentes, mas sonhos parecidos.
Quando você sonha, você está na cadeira ou está andando? "Andando', conta o menino Emerson.
"Por incrível que pareça eu sempre sonho que eu estou andando, afirma Sidney",
O cérebro produz os sonhos, e também é ele que pode devolver os movimentos pra quem não consegue andar. Tudo vem do cérebro.
"Felicidade, tristeza, nossas memórias, nossas lembranças, os nossos planos futuros", explica o cientista.
E os movimentos também. Quando nos movemos é porque, frações de segundo antes, o cérebro deu a ordem. Mais precisamente meio segundo.
O cérebro é formado por células chamadas neurônios. A quantidade nos seres humanos é muito, muito grande.
"Existem tantos neurônios no cérebro como existem galáxias no universo", afirma Nicolelis,
São cerca centenas de bilhões de neurônios, que se comunicam o tempo todo uns com os outros, por sinais de eletricidade.
No laboratório do professor Nicolelis, um equipamento especial consegue captar o som dessa tempestade elétrica dentro da cabeça. No caso, de um macaco.
Só que, nas pessoas paralisadas, a sinfonia de comandos não chega ao restante do corpo. O caminho está bloqueado, por uma doença ou por uma lesão.
Como nos casos do Emerson e do Sidney.
"Os médicos deixaram claro a gravidade da minha lesão", conta Sidney.
A ideia, o pulo do gato do cientista brasileiro, é criar um atalho. Captar os comandos diretamente no cérebro, e transmitir para uma espécie de roupa de robô. O nome dessa veste é exoesqueleto - um esqueleto do lado de fora do corpo.
"O cérebro do paciente vai comandar os movimentos do exoesqueleto do paciente, da mesma maneira que comandava os movimentos do corpo antigamente".
Pra buscar os sinais elétricos lá no cérebro, a equipe de Nicolelis usa dezenas de sensores. São os chamados eletrodos, que entram só um pouco no cérebro - de três a cinco milímetros.
Esses fiozinhos finos como um fio de cabelo são o que a gente chama de eletrodos.
A próxima etapa é reunir tudo o que foi captado mandar para um chip, parecido com o de um telefone celular, implantado no crânio.
"Não é que esse chip você vai na loja de computador e compra, não compra, é. Foi tudo construído por alunos, pesquisadores", explica Nicolelis.
A energia vem de baterias, instaladas sob a pele e também numa espécie de mochila.
Depois entram em ação mais chips, também embutidos, com um papel crucial: transformar os sinais do cérebro em ordens para o chamado exoesqueleto.
Agora, os comandos são transmitidos, sem fio, pra antenas presas à cintura do paciente.
"Só que, diferentemente do corpo biológico, o que vai se mexer vai ser o exoesqueleto".
Tudo perfeito - só que nunca se construiu um exoesqueleto completo. Mas já existe um avanço muito importante, que anima os pesquisadores.
O Fantástico mostra como funciona o exoesqueleto, equipamento essencial para o projeto Wlak Again. Ninguém fora do laboratório do professor Nicolelis conhece esse equipamento.
Pra entender direito, nada melhor que uma demonstração. E o professor Nicolelis se entusiasma: manda buscar uma bandeira do Brasil. E claro, uma do Palmeiras.
O computador faz o papel do cérebro. Manda o protótipo dar o chute. E ele chuta. Diversas vezes!
"É o resultado de 25 anos de trabalho, nós sonhamos com isso, o nosso laboratório inteiro aqui, desde que a gente começou a trabalhar, conclui".
Pra chegar a esse ponto, a equipe se especializou em ler os pensamentos de animais - ratos e macacos.
Acompanhamos uma experiência. A macaquinha, a Kiwi, de seis anos, anda em uma esteira, como essas de academia. Infelizmente a gente não pode mostrar a kiwi, porque é uma regra da universidade que não se mostrem animais usados em pesquisa. Mas eu já dei uma olhada, e dá pra garantir que ela se diverte.
"Em um monitor a gente vê a atividade elétrica de uma centena de células do cérebro da Kiwi", explica Nicolelis.
Essa é a linha mestra da pesquisa: entender o que acontece dentro do cérebro quando o animal se mexe. E, a partir daí, usar esses sinais pra movimentar uma máquina só com a força do pensamento.
No laboratório, funcionou. Como nesta experiência, que trouxe fama internacional ao grupo de Nicolelis. Uma macaca foi treinada para jogar videogame, usando um joystick.
"Ele é recompensado com uma gota de suco quando ele consegue fazer a coisa correta", conta o cientista.
Aos poucos, os cientistas vão retirando o joystick. E o bicho percebe que consegue mover as coisas na tela sem o controle -- só com o pensamento.
As ordens do cérebro da macaquinha iam direto para um braço mecânico, que aparece no canto direito da imagem. Ela pensa, e o braço se mexe.
E um detalhe: as macacas são sempre fêmeas. "Como sempre, as mulheres são melhores. Mais atentas, mais confiáveis", analisa. As experiências vão ficando cada vez mais sofisticadas: Uma outra macaca usa as duas mãos para cumprir uma tarefa.
"Isso é vital evidentemente porque o exoesqueleto que nós estamos desenhando, construindo, tem dois braços, duas mãos, e eles precisam ser coordenados".
São desafios supercomplicados: instalar os eletrodos no lugar certo do cérebro. Na quantidade certa. E decifrar esses sinais elétricos, para que eles virem comandos de movimentos.
Uma mistura complexa de biologia, engenharia e computação!
E uma esperança para Sidney, que trabalha com informática e acredita no potencial da tecnologia.
"Me interessou muito. Caso surja alguma solução, A gente está preparado pra voltar a andar", afirma Sidney.
Mas o cientista avisa: o projeto não estará pronto na abertura da copa. A demonstração é apenas a primeira etapa de estudos que continuarão por anos.
A pesquisa ainda não chegou aos testes com seres humanos. Nicolelis ainda busca um hospital no Brasil para essa parceria. E também espera mais apoio.
"Nós precisamos ter uma decisão definitiva, clara, de que o governo brasileiro está disposto a ser parceiro e que vai nos ajudar a criar a infraestrutura necessária pra que isso ocorra".
Um detalhe importante: parte da pesquisa está sendo feita no Brasil, no Instituto de Neurociências que Nicolelis dirige em Natal desde 2005. Toda tecnologia que nós vimos aqui, os microchips, os eletrodos, já existem no Brasil - já foram transferidos para o Brasil.
Em 2011, o pesquisador enfrentou um sério problema político: 10 pesquisadores do instituto romperam com ele, e agora trabalham exclusivamente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Mas ele explica que isso não vai atrasar o prazo. "Esse grupo não tinha nenhum envolvimento com o projeto Walk Again. Nós já temos novos pesquisadores contratados lá em Natal", explica.
Diante dessa confiança que parece inabalável, uma pergunta final para um dos únicos, senão o único, brasileiro com alguma chance de ganhar um Prêmio Nobel de Medicina. Se um gênio da lâmpada desse a ele uma única escolha: ou fazer um brasileiro com deficiência andar na abertura da Copa ou ganhar o prêmio Nobel, o que ele escolheria?
"Essa escolha é muito fácil, porque se realmente nós conseguirmos fazer alguém andar, não tem prêmio algum que se compare com isso. O primeiro chute da Copa do Mundo no Brasil vai ser um gol da ciência brasileira e um presente do Brasil para todo o mundo.
A torcida é grande. O repórter pergunta ao menino Emerson o que ele diria se pudesse falar alguma coisa para o cientista que está tentando fazer as crianças voltar a andar: "Obrigado", diz.
Emerson foi atingido por uma bala perdida há dois anos, quando empinava pipa em Guarulhos, São Paulo.
Emerson conta como foram os últimos dois anos. "Ficar no hospital, sem fazer nada. Só, sem brincar", diz a criança. Sidney ficou soterrado por seis horas no terremoto de Kobe, no Japão, em 1995. Os médicos deixaram claro a gravidade da minha lesão.
"Devido ao terremoto, a casa literalmente caiu na minha cabeça", lembra Sidney Almeyda, analista de sistemas.
Mas o que a pesquisa feita nos Estados Unidos tem a ver com esses brasileiros que não podem mais andar?
É que o chefe desses cientistas da universidade Duke é do Brasil: o paulistano e palmeirense fanático Miguel Nicolelis.
Formado em medicina pela Universidade de São Paulo em 1984, ele vive no exterior há mais de 20 anos. Completa 51 de idade na semana que vem. E trabalha numa área que mais parece ficção científica: fazer máquinas funcionarem com a força do pensamento.
Um braço robótico, uma perna robótica, um braço virtual que realiza um determinado comportamento sob o comando da atividade do cérebro.
As aplicações práticas são muitas, porém ainda distantes. Mas Nicolelis tem pelo menos um projeto mais urgente, ambicioso e polêmico, que tem a ver com o Sidney e o Emerson: fazer um brasileiro, paraplégico, ou tetraplégico, de preferência uma criança, dar o pontapé inicial da Copa do Mundo, em São Paulo, no dia 12 de junho de 2014. Daqui a dois anos e três meses.
"Acho que vai dar sim, acho que nós temos uma boa chance de conseguir realizar essa demonstração", afirma.
O projeto tem nome em inglês: "Walk Again": andar de novo. Claro, tudo o que desejam o Emerson e o Sidney. Eles têm histórias diferentes, mas sonhos parecidos.
Quando você sonha, você está na cadeira ou está andando? "Andando', conta o menino Emerson.
"Por incrível que pareça eu sempre sonho que eu estou andando, afirma Sidney",
O cérebro produz os sonhos, e também é ele que pode devolver os movimentos pra quem não consegue andar. Tudo vem do cérebro.
"Felicidade, tristeza, nossas memórias, nossas lembranças, os nossos planos futuros", explica o cientista.
E os movimentos também. Quando nos movemos é porque, frações de segundo antes, o cérebro deu a ordem. Mais precisamente meio segundo.
O cérebro é formado por células chamadas neurônios. A quantidade nos seres humanos é muito, muito grande.
"Existem tantos neurônios no cérebro como existem galáxias no universo", afirma Nicolelis,
São cerca centenas de bilhões de neurônios, que se comunicam o tempo todo uns com os outros, por sinais de eletricidade.
No laboratório do professor Nicolelis, um equipamento especial consegue captar o som dessa tempestade elétrica dentro da cabeça. No caso, de um macaco.
Só que, nas pessoas paralisadas, a sinfonia de comandos não chega ao restante do corpo. O caminho está bloqueado, por uma doença ou por uma lesão.
Como nos casos do Emerson e do Sidney.
"Os médicos deixaram claro a gravidade da minha lesão", conta Sidney.
A ideia, o pulo do gato do cientista brasileiro, é criar um atalho. Captar os comandos diretamente no cérebro, e transmitir para uma espécie de roupa de robô. O nome dessa veste é exoesqueleto - um esqueleto do lado de fora do corpo.
"O cérebro do paciente vai comandar os movimentos do exoesqueleto do paciente, da mesma maneira que comandava os movimentos do corpo antigamente".
Pra buscar os sinais elétricos lá no cérebro, a equipe de Nicolelis usa dezenas de sensores. São os chamados eletrodos, que entram só um pouco no cérebro - de três a cinco milímetros.
Esses fiozinhos finos como um fio de cabelo são o que a gente chama de eletrodos.
A próxima etapa é reunir tudo o que foi captado mandar para um chip, parecido com o de um telefone celular, implantado no crânio.
"Não é que esse chip você vai na loja de computador e compra, não compra, é. Foi tudo construído por alunos, pesquisadores", explica Nicolelis.
A energia vem de baterias, instaladas sob a pele e também numa espécie de mochila.
Depois entram em ação mais chips, também embutidos, com um papel crucial: transformar os sinais do cérebro em ordens para o chamado exoesqueleto.
Agora, os comandos são transmitidos, sem fio, pra antenas presas à cintura do paciente.
"Só que, diferentemente do corpo biológico, o que vai se mexer vai ser o exoesqueleto".
Tudo perfeito - só que nunca se construiu um exoesqueleto completo. Mas já existe um avanço muito importante, que anima os pesquisadores.
O Fantástico mostra como funciona o exoesqueleto, equipamento essencial para o projeto Wlak Again. Ninguém fora do laboratório do professor Nicolelis conhece esse equipamento.
Pra entender direito, nada melhor que uma demonstração. E o professor Nicolelis se entusiasma: manda buscar uma bandeira do Brasil. E claro, uma do Palmeiras.
O computador faz o papel do cérebro. Manda o protótipo dar o chute. E ele chuta. Diversas vezes!
"É o resultado de 25 anos de trabalho, nós sonhamos com isso, o nosso laboratório inteiro aqui, desde que a gente começou a trabalhar, conclui".
Pra chegar a esse ponto, a equipe se especializou em ler os pensamentos de animais - ratos e macacos.
Acompanhamos uma experiência. A macaquinha, a Kiwi, de seis anos, anda em uma esteira, como essas de academia. Infelizmente a gente não pode mostrar a kiwi, porque é uma regra da universidade que não se mostrem animais usados em pesquisa. Mas eu já dei uma olhada, e dá pra garantir que ela se diverte.
"Em um monitor a gente vê a atividade elétrica de uma centena de células do cérebro da Kiwi", explica Nicolelis.
Essa é a linha mestra da pesquisa: entender o que acontece dentro do cérebro quando o animal se mexe. E, a partir daí, usar esses sinais pra movimentar uma máquina só com a força do pensamento.
No laboratório, funcionou. Como nesta experiência, que trouxe fama internacional ao grupo de Nicolelis. Uma macaca foi treinada para jogar videogame, usando um joystick.
"Ele é recompensado com uma gota de suco quando ele consegue fazer a coisa correta", conta o cientista.
Aos poucos, os cientistas vão retirando o joystick. E o bicho percebe que consegue mover as coisas na tela sem o controle -- só com o pensamento.
As ordens do cérebro da macaquinha iam direto para um braço mecânico, que aparece no canto direito da imagem. Ela pensa, e o braço se mexe.
E um detalhe: as macacas são sempre fêmeas. "Como sempre, as mulheres são melhores. Mais atentas, mais confiáveis", analisa. As experiências vão ficando cada vez mais sofisticadas: Uma outra macaca usa as duas mãos para cumprir uma tarefa.
"Isso é vital evidentemente porque o exoesqueleto que nós estamos desenhando, construindo, tem dois braços, duas mãos, e eles precisam ser coordenados".
São desafios supercomplicados: instalar os eletrodos no lugar certo do cérebro. Na quantidade certa. E decifrar esses sinais elétricos, para que eles virem comandos de movimentos.
Uma mistura complexa de biologia, engenharia e computação!
E uma esperança para Sidney, que trabalha com informática e acredita no potencial da tecnologia.
"Me interessou muito. Caso surja alguma solução, A gente está preparado pra voltar a andar", afirma Sidney.
Mas o cientista avisa: o projeto não estará pronto na abertura da copa. A demonstração é apenas a primeira etapa de estudos que continuarão por anos.
A pesquisa ainda não chegou aos testes com seres humanos. Nicolelis ainda busca um hospital no Brasil para essa parceria. E também espera mais apoio.
"Nós precisamos ter uma decisão definitiva, clara, de que o governo brasileiro está disposto a ser parceiro e que vai nos ajudar a criar a infraestrutura necessária pra que isso ocorra".
Um detalhe importante: parte da pesquisa está sendo feita no Brasil, no Instituto de Neurociências que Nicolelis dirige em Natal desde 2005. Toda tecnologia que nós vimos aqui, os microchips, os eletrodos, já existem no Brasil - já foram transferidos para o Brasil.
Em 2011, o pesquisador enfrentou um sério problema político: 10 pesquisadores do instituto romperam com ele, e agora trabalham exclusivamente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Mas ele explica que isso não vai atrasar o prazo. "Esse grupo não tinha nenhum envolvimento com o projeto Walk Again. Nós já temos novos pesquisadores contratados lá em Natal", explica.
Diante dessa confiança que parece inabalável, uma pergunta final para um dos únicos, senão o único, brasileiro com alguma chance de ganhar um Prêmio Nobel de Medicina. Se um gênio da lâmpada desse a ele uma única escolha: ou fazer um brasileiro com deficiência andar na abertura da Copa ou ganhar o prêmio Nobel, o que ele escolheria?
"Essa escolha é muito fácil, porque se realmente nós conseguirmos fazer alguém andar, não tem prêmio algum que se compare com isso. O primeiro chute da Copa do Mundo no Brasil vai ser um gol da ciência brasileira e um presente do Brasil para todo o mundo.
A torcida é grande. O repórter pergunta ao menino Emerson o que ele diria se pudesse falar alguma coisa para o cientista que está tentando fazer as crianças voltar a andar: "Obrigado", diz.
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