segunda-feira, 9 de maio de 2011

ALTERIDADE



Alteridade é uma palavra muito usada quando se fala em relacionamentos humanos; ela significa o respeito às diferenças, o reconhecimento que cada um é único e que não podemos encontrar no outro, um espelho de nós mesmos. Na verdade, devido a esse condicionamento de se ver no outro, os nossos relacionamentos acabam se tornando uma espécie de monólogo e isso ocorre penas porque somos inseguros. Nossa insegurança faz com que sejamos intolerantes em relação a aceitar as diferenças de opinião, porque elas podem colocar em dúvida as nossas próprias posições.Sabemos que embora todas as pessoas sejam semelhantes em alguns aspectos (pensam, sentem, falam, criticam, julgam, agem), cada pessoa é única e, portanto é normal que desejemos conhecer cada ser que aparece em nosso caminho. Todos os pontos comuns, nós conhecemos, então passa a ser uma condição muito importante detectar no que ele é diferente de nós; estabelecer um processo de empatia para descobrir como ela funciona e procurar ver as coisas sob o seu ponto de vista. Conhecer alguém de verdade é um processo de penetrar em sua alma, perceber como ela vivencia suas experiências.O processo é passível de muitos erros, pois estamos invadindo a subjetividade de outra pessoa. Não estamos apenas nos colocando no lugar do outro, com nossa maneira de raciocinar e sentir; nossos pontos de vista têm que ser esquecidos em favor dos da pessoa. Temos que nos guiar pelo seu sistema de pensamento e verificar as regras que o norteiam; um processo muito difícil se considerarmos que fomos condicionados durante anos por influências do meio em que vivemos, e que com certeza nos permitirá maiores afinidades com os que estejam mais próximos.Respeitar as diferenças, compreender as pessoas, nos leva a exercitar o “não julgamento”, pois teremos que nos conscientizar que isso não terá validade alguma se quisermos conhecer de verdade ao outro. Conhecer o outro significa conseguir pensar, sentir, agir como ele pensa, sente e age; fato que nos propicia uma maior aproximação, entendimento, compreensão e solidariedade. Com toda certeza será mais fácil estabelecer relacionamentos com as pessoas que tem um modo de ver e avaliar as coisas semelhante ao nosso; muito mais fácil conviver com as semelhanças do que com as diferenças.Todavia, entender as diferenças faz com que possamos acumular um conhecimento muito maior do que assimilaríamos com críticas ou reprovações; o maior acréscimo, portanto, é a tentativa de compreender todas as pessoas que pensam bem diferentes de nós, que vivem de uma maneira que não entendemos, que emitem opiniões que não compreendemos... que nos farão assimilar o conceito de Alteridade; pois essa viagem irá nos enriquecer interiormente, porque conheceremos outras formas de ver, de sentir, de avaliar... outros processos de vida, que farão com que nós possamos reavaliar e reciclar a nossa própria condição de vida.Precisamos nos relacionar, nos aproximar das outras pessoas, e o meio de conseguirmos isso é praticarmos o Amor, não apenas pelos “pontos em comum” e sim através da aceitação das “diferenças” que nos farão evoluir. Praticar Alteridade é uma condição indispensável para que nos relacionemos bem; para que, devagarzinho, iniciemos o processo de compartilhamos a existência humana; não apenas para entendermos comportamentos, mas para que possamos entender “almas”, descobrirmos o que o “outro” nos ensina e mesmo que por alguns minutos, vivenciarmos as coisas sob aquele ponto de vista, diferente do nosso, um processo altamente significativo para nossa evolução.Respeitar as diferenças é um processo completamente diferente de se colocar no lugar do outro levando nossa experiência e nossos pontos de vista; trata-se de entrar no sistema de pensamento da outra pessoa e pensar segundo as regras que a norteiam. É evidente que se trata de algo mais difícil, já que o modo de ser e de pensar de cada um de nós é fortemente influenciado por aquilo que passamos ao longo dos anos. Com certeza é uma trabalho que nos exige pela sua dificuldade; é difícil conseguirmos nos intrometer na subjetividade de outra pessoa sem cometer alguns equívocos, mas a pessoa que quiser compreender o outro terá de se conscientizar de que fazer um julgamento a respeito de sua forma de pensar tem muito pouca serventia. Quando o outro nos permite conhecê-lo, devemos tentar sentir o que ele sente, pensar como ele pensa e observar com que critérios ele estabelece seus conceitos e sentimentos... assim nos aproximaremos.O respeito às diferenças nos trará grande capacidade de evolução e muito enriquecimento da nossa vida interior, pois por meio desse tipo de experiência poderemos vivenciar outros modos de existir e de pensar sobre nossa condição. Pela via da Alteridade, poderemos acumular um conhecimento de vida muito mais rico do que com uma atitude crítica que, na verdade, exclui e despreza tudo e todos que não forem como nós somos.
Saviitri Ananda

Fonte: http://www.3milenio.inf.br
Eu coloquei a imagem dos animais, porque eles nos ensinam diariamente o amor incondicional... Namastê!

terça-feira, 3 de maio de 2011

MENSAGEM PARA MOMENTOS COMPLICADOS!!


“Não pense que espiritualidade está apenas em templos, igrejas e montanhas: ela está onde você está. A palavra espírito vem da nossa capacidade de inspirar e expirar. Se alguém me insulta e sou capaz de compreendê-lo, sem me deixar levar pela raiva, pela vingança ou pela tristeza, estou praticando a espiritualidade. O estresse, a pressa e o trânsito são ótimas oportunidades de prática espiritual. Ao perceber a tensão, já me coloco em outro patamar: inicio um processo de autoconhecimento, percebo o que impulsiona e o que me retrai. A vida urbana nos dá ótimas oportunidades para aprimorar a paciência, a tolerância, o respeito à vida, a sabedoria e a compaixão. Todos os seres são conectados. Faça o seu melhor, respira profundamente e seja gentil.” Monja Coen

domingo, 1 de maio de 2011

Apae usa tecnologia da Nasa

Método criado para combater atrofia em astronautas ajuda no tratamento de crianças especiais atendidas por escola de Cascavel

Apae usa tecnologia da Nasa
Método criado para combater atrofia em astronautas ajuda no tratamento de crianças especiais atendidas por escola de CascavelPublicado em 01/05/2011 Luiz Carlos da Cruz, correspondente

Uma tecnologia desenvolvida pela Nasa, a agência espacial americana, para combater a atrofia muscular presente em astronautas quando retornam do espaço, está sendo usada para auxiliar no tratamento de crianças atendidas pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Cascavel. O PediaSuit, como é chamado, começou a ser testado há três semanas na unidade, a primeira do Brasil a usar o equipamento.
Por enquanto, três crianças estão sendo submetidas ao tratamento. O aparelho consiste numa roupa terapêutica composta por um material que oferece estímulos sensoriais suplementares aos músculos e articulações do corpo, agilizando o tratamento e ajudando a promover o crescimento e desenvolvimento da criança.

De acordo com Amanda Vicenti Basso, integrante do Conselho de Administração de Voluntários da Apae e responsável pelo setor de saúde da entidade, os resultados já começam a aparecer. “O número de estímulos proporcionados pelo método é imensamente maior do que na terapia convencional”, afirma. Ela conta que uma das crianças em tratamento evoluiu de forma extraordinária. “Ela [a criança] ficava em pé, mas agora já consegue mudar os passinhos”, diz.
A dona de casa Gezereane Pontes Nobre, mãe de Thierry, de 7 anos, confirma o sucesso do tratamento. “Estou vendo resultado. O controle de tronco dele melhorou bastante”, conta. Eduardo Henrique Weber, de 2 anos, portador de síndrome de Down, também está fazendo uso do equipamento. A mãe dele, Sandra Weber, acredita que o PediaSuit vai ajudar o filho a andar melhor e com mais agilidade. Vilson Basso, presidente da Apae de Cascavel, experimentou o tratamento com seus dois filhos especiais e gostou dos resultados. “É um grande avanço no desenvolvimento das pessoas atendidas pela Apae”, resume.
O tratamento

Diariamente, as três crianças selecionadas pela Apae de Cascavel para o tratamento (por meio de sorteio) recebem os estímulos do equipamento especial durante uma hora (custo de cerca de R$ 3,9 mil). A roupa, que custa US$ 2,5 mil, é semelhante a uma órtese – dispositivo aplicado ao corpo para corrigir uma função deficiente – e composta por colete, touca, shorts, joelheira e calçados. Integra a estrutura uma gaiola, chamada de spider, que auxilia no equilíbrio do paciente com ajuda de cordas elásticas.
Embora o equipamento tenha um custo relativamente baixo, a aplicação da técnica só pode ser feita com o acompanhamento de um especialista. O fisioterapeuta Luiz Henrique Natali foi treinado por uma equipe da Therapies 4 Kids, dos Estados Unidos, para trabalhar a nova técnica. A equipe americana estará em Cascavel de 23 a 26 de junho para treinar outras pessoas interessadas em trabalhar com o PediaSuit.

Novidade

O PediaSuit foi criado em Mi­­­­chigan, nos Estados Unidos, onde passou a ser usado em crianças com necessidades especiais. Ele foi trazido ao Brasil há pouco tempo, mas até então só existia em clínicas particulares de grandes centros. A Apae de Cascavel é a primeira a fazer uso da tecnologia.
O novo método tem chamado a atenção de outras cidades. A Apae de Macaé (RJ), por exemplo, deve enviar um profissional de Fisioterapia para ser treinado em Cascavel.


Publicado em 01/05/2011 Luiz Carlos da Cruz, correspondente

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Luiz Eduardo Vídeo.wmv

PROJETO APRENDENDO A VIVER



A estória começou quando peguei um folhetinho onde o título de uma palestra me chamou atenção "Aprendendo a Viver". E lá fui eu...rs

A Palestra dada por Luiz Eduardo Boudakian foi emocionante e fez com que todos naquele momento parasse um momento para pensar, analisar, refletir sobre nossas vidas!!! PARABÉNS LUIZ pela sua força e fé e nos mostrar que vida é feita de coisas maravilhosas!!

Luiz Eduardo Boudakian é portador de necessidades especiais decorrente de uma alteração genética no sistema nervoso central, que afeta a coordenação motora, o equilíbrio e a fala.
Sua doença leva à degeneração cerebelar.
Não há cura e, com o passar do tempo, as dificuldades de locomoção e comunicação aumentam.
Portanto uma doença degenerativa.

Luiz Eduardo corre contra o tempo em nome do seu amor pela vida. Entre tratamentos, que passam pela fisioterapia, hidroterapia, cinesioterapia, hipoterapia e palestras, busca a aprender cada vez mais e ensinar o quão valioso é cada segundo de nossas vidas. Através de palestras direcionadas principalmente ao público jovem, Luiz Eduardo explica a sua deficiência com o intuito de dar uma visão sobre suas limitações e dificuldades enfrentadas, enfatizando sempre a força espiritual.

Por que assistir a uma palestra?
Solidão, revolta, medo, insegurança...
Infelizmente, sentimentos tão naturais no mundo em que vivemos, onde vale mais a lei do cada um por si e a lei da violência.

Então não há saída?

O jeito é entregar-se?

É falar aos jovens que eles não têm por quê e nem porque lutar?

É dizer a eles que a melhor forma de viver é fugir da própria vida por meio dos vícios, das drogas e da cultura do desamor?

Dê uma chance a aqueles que querem viver. Permita que sintam sua própria importância no mundo. Que aprendam a se amar e amar aos que estão ao seu redor. E uma boa forma de dar-lhes esta oportunidade é permitindo que conheçam alguém que aprendeu a viver com as limitações de uma deficiência física.

Durante suas palestras, Luiz Eduardo Boudakian, portador de uma doença que gradativamente dificulta-lhe as faculdades de locomoção e fala, ensina aos seus ouvintes a importância da vida, de cada ser, do amor e do respeito. Com sua fé e suas palavras de esperança, Luiz conseguiu livrar adolescentes das drogas e melhorar o relacionamento de alguns jovens com seus pais.

Aqui vai um depoimento dele

Acredito que viver é muito mais que respirar ouvir, enxergar, se movimentar...
É sentir que podemos mover e mudar o mundo somente com palavras.
Ensinar a Arte de Viver é o objetivo a que me proponho.
Com diferentes temas que lanço, é possível a todos aqueles que querem se conhecer melhor saberem o porque das suas causas vivenciais.
Acredito que minha deficiência teve um propósito na vida. Nunca me senti derrotado por ter a degeneração, mas aprendi com ela que não existem barreiras para sermos felizes.
Aprender e ensinar vivem juntos...
Aprendo com cada ser humano que encontro em meu caminho, e sinto que meu trabalho tem ajudado a alimentar a alma das pessoas, um alimento que será difícil de acabar, enquanto os orgânicos acabam nos trazendo fome novamente.
Acredito no SOL mesmo quando não está brilhando;
Acredito no AMOR mesmo quando não o sinto;
Acredito em DEUS mesmo quando Ele está calado;
Pois nunca senti o abandono Dele.

Luiz Eduardo Boudakian

Para quem quiser saber mais sobre o trabalho de Luiz Eduardo, acesse o site:

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Compartilhando do Blog Deficiente Ciente da amiga virtual Vera.LEIAM!!!


Caro leitor,

Recebi o vídeo abaixo, do amigo e presidente do “Movimento Inclusão Já“, Valdir Timóteo.Assim como ele fiquei indignada ao assistir esse vídeo.

Enquanto instituições, ONGs, grupos e Movimentos de Pessoas com deficiência e segmentos vulneráveis trabalham incansavelmente e constantemente para que um dia possamos nos deparar com a tão sonhada sociedade inclusiva, eis que surge um programa cruel, preconceituoso e discriminatório como o da “MTV Comédia” na tentativa de desconstruir um trabalho que vem acontecendo há décadas. Este tipo de programa certamente tem como único objetivo incitar ainda mais o preconceito que já existe há séculos em nossa sociedade.

Gostaria de saber o que o movimento Direitos Humanos tem a dizer e fazer em relação a esse programa. Afinal Direitos Humanos representa os direitos e liberdades de todo e qualquer ser humano.

E o Ministério Público o que fará diante de uma desumanidade como essa?

Enquanto há uma batalha grande para que a audiodescrição seja uma realidade na TV brasileira, programas como esse são veiculados sem que haja necessidade de nenhum esforço.

Esse programa, no mínimo, deveria ser proibido e a emissora severamente punida.

“A televisão, como um dos mais poderosos veículos de comunicação atualmente, forja a hegemonia de valores por meio dos programas de entretenimento, jornalismo e publicidade, tornando-os referência para milhões de consumidores. Sua mensagem, que alia discurso e imagem, combina, de forma híbrida, diversos roteiros e mensagens sobre o “ser deficiente”, mesmo sem freqüentemente mostrá-lo, veiculando estereótipos diversos a partir de matérias de suposta prestação de serviços, informações imprecisas e errôneas, personagens caricatos em que predominam os discursos beneficentes, preconceituosos e sensacionalistas. O enfoque dado pela mídia às notícias que envolvem pessoas com deficiência as coloca numa posição de vítima, com ênfase na impotência e dependência, revigorando a discriminação.” Veja o texto completo. (Revista Brasileira de Educação v. 11 nº 33 set./dez. 2006)

Peço a você, caro leitor, que envie tweets ou emails as autoridades competentes, solicitando urgentemente que providências sejam tomadas. Assine também, o abaixo assinado na rede, em repúdio ao programa MTV Comédia. http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N9211

Já assinei e peço a colaboração de todos que são contra a esse tipo de programa que também assinem. Obrigada. (Vera Garcia)

Veja:

domingo, 24 de abril de 2011

Dinãmica


Dinâmica: EMPRESTANDO O LÁPIS


Objetivo: Mostrar a importância da partilha e a união entre as crianças.


Participantes: Todos os presentes no encontro


Material: Lápis de cor e desenho impresso.



- Pedir para que as crianças tragam para o próximo encontro um lápis de cor.
Importante: Cada criança deve trazer apenas UM lápis. Se a professora ver que a criança trouxe a caixa com mais cores, pedir para que a criança escolha a cor que mais gosta.

- A professora deve trazer impresso em papel um desenho para as crianças colorirem. O ideal é uma folha para cada criança. Na folha deverá ter o mesmo desenho duas vezes.

Descrição: Distribui-se uma folha para cada criança, pedindo que elas pintem apenas um desenho e com a lápis que trouxe. O desenho vai ficar com uma tonalidade apenas.

Quando as crianças terminarem o primeiro desenho, pede-se que inicie o segundo, mas agora elas não irão pintar somente com as cores que elas trouxeram e sim que emprestem o lápis do outro amigo para colorir o desenho, assim cada criança irá emprestar o lápis de um amigo para colorir e no final todos terão um trabalho colorido.
Conclusão: O primeiro desenho ficou com uma cor uniforme, com isso acabou ficando feio, esquisito. Mas quando eles emprestaram o lápis do amiguinho, o desenho ficou mais bonito, colorido.Com isso deve-se mostrar a criança que elas precisam se unir e se ajudarem mutuamente, explica-se que quantas outras crianças pobres que não tem o que eles tem, por exemplo, brinquedos, comidas etc. Sendo assim, diante de nossas possibilidades, devemos dar um pouquinho daquilo que temos.

Fonte: http://educadorescristaos.blogspot.com/

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Inclusão: Burocracia: O grande desafio para comprar um carro com isenção de impostos


Pessoas com mobilidade reduzida enfrentam um longo e demorado processo para garantir um desconto de até 30% no valor do veículo zero-quilômetro


Assim como em diversos procedimentos no Brasil, a burocracia é o principal desafio no caminho dos motoristas portadores de deficiência na hora de comprar um carro zero com benefício. Apesar da garantia da isenção de alguns impostos ser atribuída por lei, o processo para conseguir o aval é moroso e pode levar até um ano. De­­pen­­dendo da característica do veículo, o desconto pode chegar a 30% do valor. Por exemplo, o modelo Corolla XLI automático, que custa pouco mais de R$ 68 mil, pode cair para R$ 50 mil.


“A primeira etapa é ir até o Detran para tirar a carteira de motorista especial. Para isso, é necessário realizar consulta com o médico perito do órgão. Ai está o maior índice de reclamações, já que o Detran tem um número limitado desses profissionais”, aponta o executivo de vendas diretas da concessionária Toyota, Juliano Ribeiro.

Arquivo

Arquivo / Com os benefícios, um Toyota Corolla pode ser comprado por R$ 50 milAmpliar imagem

Com os benefícios, um Toyota Corolla pode ser comprado por R$ 50 mil

Saiba mais

Alguns procedimentos e dicas para solicitar o benefício

Condutores

- Tirar ou mudar o tipo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A pessoa precisa da carta especial do Departamento de Trânsito do seu estado.

- Em seguida, com o resultado do laudo, terá que se matricular em um Centro de Formação de Condutores (CFC) para fazer a prova teórica. Para a realização do teste prático, o candidato precisa procurar uma autoescola com carro adaptado.

- Para obter isenção do IPI e do IOF, o deficiente deve procurar a Receita Federal e montar um processo para cada tipo de imposto que requisitar o não-pagamento. O formulário pode ser encontrado no site da instituição: http://www.receita.fazenda.gov.br .

- Com o documento da Receita, que libera a isenção do IPI, a pessoa vai até uma loja de carros e escolhe o modelo adaptado. A concessionária dará uma carta, relatando o veículo selecionado pelo consumidor.

- Com a carta da loja, o consumidor pode dar entrada na Secretaria da Fazenda do Estado e pedir a anulação da taxa do ICMS.

- Com todos os documentos, o deficiente pode comprar o carro.

- A última etapa é voltar ao Detran para que o documento do veículo tenha a inscrição “intransferível” para não pagar o IPVA.

Não condutores

- Passar por perícia de um médico credenciado no SUS (Sistema Único de Saúde). É importante levar o formulário da Receita Federal (para cada deficiência há um tipo) – o documento está disponível no site: www.receita.fazenda.gov.br.

- Neste grupo, o automóvel com desconto sai no nome do deficiente. No entanto, os representantes legais dirigem ou podem indicar até três condutores para esse veículo.

- Quando o deficiente tem autismo, Síndrome de Down ou problema mental, mas tem até 16 anos, os representantes legais podem recorrer ao benefício da isenção do IPI por ele. Porém, se o deficiente tiver mais de 16 anos, os responsáveis terão que entrar na Justiça para pedir por esse direito.

Orientação

Veja quem tem direito à isenção

Condutores

- paraplegia (paralisia de ambos os membros inferiores e, geralmente, da região dorsal inferior)

- paraparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo dos membros inferiores que não perderam inteiramente a sensibilidade e o movimento)

- monoplegia (paralisia de um só membro ou grupo muscular)

- monoparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo de um só membro que não perdeu inteiramente a sensibilidade e o movimento)

- triplegia (paralisia de três membros)

- tetraparesia (paralisia “parcial” dos quatro membros, pois há um pouco de força em alguns deles)

- triparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo de três membros que não perderam inteiramente a sensibilidade e o movimento)

- hemiplegia (paralisia de uma parte do corpo; exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho da função)

- hemiparesia (paralisia incompleta de nervo ou músculo de um dos lados do corpo que não perdeu inteiramente a sensibilidade e o movimento)

- amputação ou ausência de membro

- paralisia cerebral

- membros com deformidade congênita adquirida

- câncer de mama (nos casos compro­­vados por médicos que a pessoa perdeu a força nos membros)

Não condutores

- visual

- mental severa e profunda (ex. Síndrome de Down)

- física (como tetraplegia, paralisia dos quatro membros, e paralisia total)

- autista


A etapa seguinte é solicitar nas entidades competentes, re­­ceitas Federal e Estadual, as isen­­ções de impostos (veja quadro na página). “Essa parte não de­­mora tanto. Entre 30 e 45 dias é possível conseguir os do­­cumentos”, reitera Ribeiro.


O aposentado e presidente da Associação de Deficientes Físicos do Paraná (ADFP), Mau­ro Nardini, sabe bem como é o processo para obter os benefícios. O modelo SW da Peugeot adquirido em julho do ano passado é o seu terceiro veículo com isenção de impostos desde o acidente automotivo que so­­freu em 2000 e o deixou paraplégico. “O primeiro foi mais complicado por conta dos exames especiais. Agora, preciso apenas me adaptar às mudanças da legislação, pois alguns exames perdem a validade quan­­do a forma dos laudos mu­­dam. Entre a burocracia da documentação e a compra do carro foram seis meses”, diz.


Ainda de acordo com Nar­dini, os motoristas com defi­ciên­cia pagam o preço dos er­­ros cometidos por outras pessoas no passado. Quando a legislação com isenção para portadores foi criada, muitas pessoas que não tinham direito utilizaram, de forma fraudulenta, pa­­ra tirar vantagem na compra de carros. “Hoje se paga pela frau­­de de oportunistas. Diante do que ocorreu, o critério ficou mais rigoroso e demorado. É um mal necessário”, afirma.


O pedido do benefício é válido para carros no valor de até R$ 70 mil – antes o limite era de R$ 50 mil. A Associação Bra­­sileira das Indústrias de Reven­dedores de Serviços para Pes­soas com Deficiência (Abridef) está tentando que o valor au­­mente para R$ 100 mil. Veí­­culos importados não têm a isenção. Ainda de acordo com a entidade, 29 mil carros foram vendidos para esse público.


Direito adquirido


Os portadores de deficiência são divididos em dois grupos para obter a isenção: “condutores” e “não condutores” (leia qua­­dro acima). O primeiro é formado por motoristas que, apesar da deficiência, reúnem condições de conduzir o automóvel. O segundo é formado por pessoas com impossibilidade de realizar a atividade em razão de deficiências extremas como visual, mental e casos es­­pecíficos de física (tetraplegia e paralisia total).


Cada um dos dois grupos tem direito a determinados be­­ne­­fí­­cios. Os “condutores” po­­dem pe­­dir isenção do Imposto sobre Pro­­dutos Industrializa­dos (IPI), Im­­posto sobre Opera­ções Finan­cei­­ras (IOF), Imposto sobre Pro­prie­­­dade de Veículos Automoto­res (IPVA) e o Impos­to sobre a Circulação de Merca­dorias e Serviços (ICMS), recentemente prorrogado até 31 de dezembro de 2012 pelo Conse­lho Nacional de Política Fazen­dária (Confaz). Já os “não condutores” têm direito apenas ao desconto do IPI.


Demanda aumenta nos últimos anos


A procura pelos benefícios na aquisição do carro tem crescido bastante na última década. De acordo com o executivo da Toyo­ta, Juliano Ribeiro, a demanda está aumentando, infelizmente, por um motivo nada bom. “Além do brasileiro estar aprendendo que tem direitos, o grupo de pessoas portadores de deficiências tem crescido consideravelmente no Brasil por conta do grande nú­­mero de acidentes de trânsito”, afirma. Somente a concessionária Toyota recebe cerca de 70 pessoas por mês em busca de informações.


O proprietário da HN Adap­tações, Henrique Nemeth, também tem observado as mudanças ao longo dos 19 anos que está envolvido com as adaptações de automóveis. Segundo ele, o segmento tem se transformado bastante nos últimos anos, inclusive com a especialização das montadoras. “No começo existia poucos modelos; Santana, Monza e Che­ve­­te. Hoje, as opções são inúmeras”, conta.


Essa diversidade de veículos também tem feito com que as empresas especializadas oferecem novos serviços, já que após a finalização do processo de com­­pra, o motorista precisa realizar as adaptações necessárias no automóvel. “Há uma grande variedade de equipamentos conforme a necessidade do motorista e também o modelo do carro. Os preços variam entre R$ 160 até R$ 3.300”, explica o Nemeth.


O serviço mais simples é realizado em menos de duas horas. Já a instalação de kits mais complexos que envolvem comandos elétricos podem levar até dois dias.