quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vendedor com Paralisia Cerebral bem-sucedido:

Resenha do filme: Macy, W.H. (Roteirista) & Schachter, S. (Roteirista / Diretor). (2002). De porta em porta [Filme]. Estados Unidos: Warner
Home Vídeo. Apoio: FAPESP. Os autores agradecem a Bárbara Carvalho Ferreira pela leitura e sugestões no preparo deste ensaio
.

2 Endereço para correspondência: Universidade Federal de São Carlos, Departamento de Psicologia, Laboratótorio de Interação Social
(LIS), Rodovia Washington Luís, Km 235, Caixa Postal 676, 13565-905, São Carlos, SP. E-mail: cspereira@iris.ufscar.br
Camila de Sousa Pereira2
Almir Del Prette
Universidade Federal de São Carlos, São Carlos
Tendo em vista a importância das habilidades
sociais para o desempenho profissional e a inclusão
de pessoas com necessidades educacionais
especiais no mercado de trabalho, diferentes
recursos pedagógicos podem ser utilizados nesse
processo de ensino-aprendizagem. Um desses
recursos é a análise e reflexão de filmes. Existem
no mercado comercial, filmes com excelente potencial
educativo, com diferentes possibilidades
de aplicação tanto no ensino formal como no
informal. Este ensaio analisa o filme De Porta em
Porta, abordando-o em cinco tópicos: (1) Procedimento
de análise; (2) Ficha técnica; (3) Resumo
do filme; (4) Habilidades sociais na atividade de
vendas; (5) Cenas ilustrativas das habilidades
sociais de Bill Porter; (6) Concluindo.
Procedimento de análise
Para o desenvolvimento deste trabalho, as
seguintes etapas foram percorridas: (1) Assistir
ao filme, anotando suas características e o nome
dos personagens; (2) Rever o filme, identificando
e registrando em uma folha de caderno, à
esquerda as cenas com as diferentes situações e
personagens e à direita os desempenhos de cada
um; (3) Descrever as situações e as respectivas
demandas; (4) Selecionar, entre as cenas registradas,
as situações e inferir as habilidades sociais
do personagem principal (Bill Porter); (5) Identificar
as competências do vendedor de porta em
porta, consultando a Classificação Brasileira de
Ocupações (CBO).
Os procedimentos (1) e (2) obtiveram como
produto a ficha técnica, o resumo do filme, as
situações e os interlocutores (papel, características
e desempenhos dos personagens). Os
procedimentos (3) e (4) possibilitaram elencar
treze situações complexas de demandas de
diferentes habilidades sociais. Essas situações
foram denominadas de: entrevista de emprego,
atuação profissional, relacionamento familiar e
vida pessoal. Os papéis identificados foram: mãe,
entrevistador, clientes, auxiliar e colegas. Com o
objetivo de analisar algumas habilidades sociais
de Bill Porter, foram selecionadas duas situações:
entrevista de emprego e atuação profissional. As
habilidades sociais identificadas nessas situações
representam um consenso entre dois avaliadores
externos, especialistas na área.
Ficha técnica
O filme foi originalmente lançado nos Estados
Unidos e no Canadá, no ano de 2002,
com o título Door to Door. Em português, foi
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traduzido por De Porta em Porta. Quanto ao gênero,
foi classificado como drama. O roteiro foi
compartilhado entre William H. Macy e Steven
Schachter, sendo o segundo também responsável
pela direção. O elenco principal contou no papel
do vendedor Bill Porter, William H. Macy, que
curiosamente participou do roteiro; como mãe de
Bill, a atriz Helen Mirren; a auxiliar e amiga do
vendedor, Shelly Brady, foi interpretada por Kyra
Sedgwick; Kathy Baker atuou como a cliente
Gladys Sullivan, que cultivava certo carinho por
Bill, além de comprar muitos de seus produtos. O
filme tem duração de 91 minutos e é encontrado
nas locadoras nas versões VHS e DVD.
Resumo do filme
O filme é baseado na história verdadeira de
Bill Porter, que nasceu com Paralisia Cerebral
(PC), tendo como conseqüências sérios comprometimentos
de desenvolvimento, principalmente
na fala, expressão facial, na gestualidade e na
locomoção. O início da filmagem ocorre com
Bill, já adulto, se preparando para uma entrevista
de emprego de vendedor de porta em porta.
Após convencer o gerente da empresa a lhe dar
uma oportunidade, Bill se esforçou para mostrar,
então, que tinha capacidade de exercer essa atividade.
Tanto na entrevista de seleção para a vaga
de vendedor quanto nos primeiros contatos com
seus clientes, ele vivenciou várias situações de
dificuldade, incluindo preconceito e rejeição. Aos
poucos, Bill começa a conquistar seus clientes,
tornando-se um vendedor muito eficiente em sua
área de atuação. Na parte final do filme, o personagem
vive a fase de transição desse estilo de
comércio (venda em domicílio) para o de venda
por telefone. Bill Porter exerceu sua profissão por
mais de 40 anos, tendo o seu trabalho reconhecido,
culminando com o recebimento, em 1989,
do título de vendedor do ano.
Habilidades sociais na atividade de vendas
O trabalho de Bill Porter é intitulado pela
Classificação Brasileira de Ocupações (CBO)
como vendedor em domicílio. Concordante em
grande parte com as tarefas de Bill, observadas no
filme, nas atividades dessa ocupação, encontra-se
que esse trabalhador deve: (a) planejar vendas;
(b) visitar consumidor; (c) levantar o perfil do
consumidor; (d) fechar contratos de venda; (e)
acompanhar o uso dos produtos pelos clientes;
(f) relacionar-se com setores da empresa; (g)
participar de eventos da empresa e da comunidade
(http://www.mtecbo.gov.br). A CBO ainda relaciona
algumas competências pessoais necessárias
nessa ocupação: (a) manter boa apresentação
pessoal; (b) demonstrar conhecimento do produto;
(c) possuir boa dicção; (d) demonstrar empatia;
(e) agir com ética; (f) ter controle emocional; (g)
organizar-se; (h) ser responsável; (i) demonstrar
persuasão; (j) comunicar-se; (k) motivar-se
(http://www.mtecbo.gov.br).
Percebem-se em ambas as descrições dessa
ocupação, que as relações interpessoais permeiam
a qualidade de sua execução. Por ocorrer (e dela
depender), fundamentalmente na relação entre as
pessoas, o domínio de competências técnicas e
pessoais, por parte do vendedor, possibilita maior
interação com os clientes, favorecendo a criação
de um vínculo de confiança e, por conseqüência,
oferecendo maiores possibilidades de fechamento
de vendas. Com o cliente sentindo-se satisfeito
com o tratamento dado pelo vendedor, aumenta
a probabilidade de mantê-lo consumindo seus
produtos. Além dos ganhos diretamente associado
com a díade vendedor-cliente, alguns estudos
têm mostrado que a capacidade do trabalhador
em lidar com as demais pessoas inseridas nas
relações profissionais proporciona bem-estar no
trabalho e clima organizacional mais estimulante
e produtivo (Argyle, 1967/1994; Limongi-França
& Arellano, 2002; Pereira, Del Prette & Del
Prette, 2004; Witt & Ferris, 2003; Wright &
Cropanzano, 2000).
As competências pessoais listadas pela CBO,
comunicação, empatia, autocontrole, são exemplos
de algumas habilidades sociais requeridas no
exercício da profissão do vendedor em domicílio
e também de outras modalidades. O termo habilidades
sociais pode ser compreendido como uma
descrição de classes e subclasses de desempenhos
sociais presentes no repertório comportamental
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de um indivíduo para atender satisfatoriamente as
demandas interpessoais (Del Prette & Del Prette,
2005a). A análise das habilidades sociais de um
indivíduo leva em consideração sua dimensão
pessoal, os interlocutores, os objetivos e as exigências
de uma determinada situação e cultura
(Del Prette & Del Prette, 2001).
Cenas ilustrativas das habilidades sociais de
Bill Porter
Na vida social, constantemente, as pessoas
se deparam com ocasiões em que desempenhos
interpessoais específicos lhes são exigidos. A
expectativa por determinados desempenhos é
conhecida como demanda da situação (Del Prette
& Del Prette, 2001). Diante das situações, o
primeiro passo é a identificação da demanda e,
posteriormente, a emissão ou não do desempenho
requerido. Para isso, conforme Del Prette e Del
Prette (2001, p. 47) são importantes: “(a) atenção
aos sinais sociais do ambiente; (b) controle da
emoção nas situações de maior complexidade;
(c) controle da impulsividade para responder de
imediato; (d) análise da relação entre os desempenhos
e as conseqüências”.
Durante o filme, em diferentes contextos, podem
ser identificadas demandas para emissão de
comportamentos socialmente habilidosos. Logo
no início, há uma cena em que Bill Porter está
sendo entrevistado pelo gerente de vendas para
possível preenchimento da vaga de vendedor. O
gerente expõe ao candidato as dificuldades que
ele teria, devido às suas limitações físicas, para
desempenhar as atividades relacionadas à função.
A reação de Bill, em um primeiro momento, é de
conformismo e aceitação. Mas ao sair da empresa
e se deparar com a mãe, ele retorna e tenta convencer
o gerente a contratá-lo. Bill entra na sala,
chama o gerente pelo nome e sugere que ele lhe
dê a sua pior área, aquela que ninguém gostava
de trabalhar. Argumenta ainda que este, o gerente,
nada teria a perder com essa experiência e que,
caso desse certo, ele teria o mérito pela tentativa.
Diante da argumentação e da firmeza demonstrada,
o gerente concorda, embora a contragosto, a
realizar a experiência.
Na situação de entrevista de emprego, Sarriera,
Câmara e Berlim (2006) ressaltam a importância
das habilidades sociais de cumprimentar,
apresentar-se, falar de si mesmo, expressar-se
com objetividade e fluência, uma vez que, dentre
os vários requisitos, o desempenho social no momento
da entrevista pode ser fator determinante
para a tomada de decisão do entrevistador. Pensando
no desempenho de Bill Porter na entrevista
de seleção, embora ele tenha se apresentado de
maneira adequada, tanto no aspecto de vestimenta,
como de bons modos, a priori, sua passividade
diante da opinião do gerente, quase o fez perder a
oportunidade de conquistar o emprego. Contudo,
ele conseguiu analisar e alterar o seu desempenho
para novamente enfrentar a situação.
Grande parte de seu desempenho na segunda
parte da entrevista teoricamente recebe a denominação
de assertividade. A assertividade é definida
por Del Prette e Del Prette (2001) como uma das
classes de habilidades sociais, na qual o indivíduo
tem a capacidade de expressar suas opiniões, suas
crenças e seus sentimentos de maneira sincera e
adequada, defendendo seus direitos sem transgredir
os direitos das outras pessoas. Dentre os
comportamentos assertivos observados nesta
seqüência de filmagem podem ser destacados:
manifestar opinião, discordar do interlocutor,
expressar sentimentos, pedir mudança de comportamento.
Esses comportamentos, juntamente com
os componentes não-verbais e paralingüísticos,
como contato visual, gestualidade, movimentos
corporais compatíveis com a situação e tom de
voz convincente, podem ser considerados importantes
para Bill obter do gerente oportunidade de
trabalho.
Na profissão de Bill Porter, percebe-se que a
venda pode se configurar de diferentes formas. Há
a atividade de vendas por meio do telemarketing
ativo ou receptivo, mais difundida hoje, inclusive
no Brasil, assim como há o vendedor de uma loja
que aguarda a chegada do cliente. Não obstante
as diferentes modalidades de vendas, Argyle
(1967/1994) parece bastante atual na identificação
da seqüência para tal tarefa: (1) Identificação do
perfil do cliente; (2) Estabelecimento do contato;
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90 Camila de Sousa Pereira, Almir Del Prette
(3) Identificação de necessidades; (4) Apresentação
dos produtos; (5) Fornecimento de informações
e conselhos; (6) Fechamento da venda; (7)
Pós-venda (prestar esclarecimentos adicionais
etc.). Todavia, Argyle (1967/1994) alerta que o
vendedor deve estar atento ao perfil do cliente
para ter a flexibilidade de interagir de acordo com
o estilo do mesmo.
Considerando a atividade e o desempenho
profissional de Bill, observa-se que ele realizava
de maneira competente todas as etapas descritas
por Argyle (1967/1994). Como suas vendas ocorriam
em domicílio, Bill precisava do primeiro
contato para saber como lidar com os clientes.
Mesmo com os mais difíceis, ele procurava uma
alternativa para manter a interação, era insistente,
porém sem ser abusivo. Para estabelecer o contato,
ele sempre se apresentava de modo cordial,
dizendo seu nome e para quem trabalhava. Nesse
desempenho, Bill Porter utilizava as habilidades
sociais de civilidade que, segundo Del Prette e
Del Prette (2001, p. 72) “são os desempenhos que,
juntamente com algumas habilidades de comunicação,
expressam cortesia e incluem, entre outras,
as habilidades de apresentar-se, cumprimentar,
despedir-se e agradecer”.
Na conversação, o modo de iniciá-la, mantêla
e encerrá-la pode ser classificado como uma das
subclasses de habilidades sociais de comunicação
(Del Prette & Del Prette, 2001). Para compreender
esse processo na abordagem de Bill, após cumprimentar
e se apresentar aos seus clientes, ele
falava sobre os produtos, utilizando expressões
como “Posso ser sincero?” para revelar a melhor
oferta do catálogo ou o produto mais coerente
com o perfil da pessoa. Como Bill conhecia bem
aquilo que vendia, enfatizava com segurança as
qualidades e as vantagens do produto que estava
oferecendo. Depois de esgotadas as informações,
fazia perguntas direcionadas ao fechamento da
venda como “Quantos posso encomendar?”.
Bill mantinha bom relacionamento com os
clientes, ora para fazer a entrega das encomendas
e acompanhar o seu uso, ora para ofertar algum
brinde da companhia, ora para apresentar algum
novo produto do catálogo. Trabalhar durante muito
tempo na mesma área favorecia a observação dos
seus clientes, permitindo-lhe satisfazer as suas
necessidades de consumo dos produtos que vendia,
além de poder estabelecer um vínculo de amizade
com os moradores. Nas habilidades de fazer amizades,
Del Prette e Del Prette (2005b) incluem:
fazer perguntas pessoais, revelar-se, aproveitar as
informações livres oferecidas pelo interlocutor,
sugerir atividades, fazer elogio, agradecer elogios
recebidos, oferecer ajuda, cumprimentar, enturmarse.
A análise dos comportamentos do personagem
principal mostra que com exceção da habilidade
revelar-se, Bill apresentava todas as demais na
interação com os clientes.
Assim, De Porta em Porta revela ao espectador
uma pessoa com necessidades educacionais
especiais que, apesar de possuir limitações em domínios
tão essenciais na atividade de vendas, como
é o caso da fala e da aparência física, consegue ser
bem-sucedido, obtendo o prêmio de vendedor do
ano. Em muitas situações, as habilidades sociais
de Bill Porter associadas com a sua competência
técnica, requerida no exercício dessa ocupação,
contribuíram para o seu sucesso profissional.
Concluindo
Mesmo diante dos progressos e do respaldo
legal para a garantia dos direitos de igualdade e
oportunidade, os indivíduos com necessidades
especiais continuam lutando por seu espaço na
sociedade e nas organizações. Nesse esforço,
a legislação conta a favor, mas nem sempre é
condição suficiente para a inclusão ou para a
interação igualitária entre as pessoas (Anache,
1996; Dalferth, Schnappauf & Sommerer, 1995;
Tanaka & Manzini, 2005). O que pode diferir nas
conquistas é a capacidade de enfrentamento nas
mais diversas situações. É, igualmente, a capacidade
de tomar decisões pelo modo mais desejável
de se comportar nas relações interpessoais.
Embora este tipo de aprendizagem possa
ocorrer na exposição do indivíduo aos diferentes
papéis e contextos de vida, defende-se aqui a sistematização
do ensino de habilidades sociais no
currículo de instituições educacionais e profissionalizantes,
bem como a utilização de recursos de
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ensino-aprendizagem criativos e eficazes como,
por exemplo, por meio de análise e reflexão de
filmes. Estimular o aprendizado e o aprimoramento
dessas habilidades favorece o desenvolvimento
social, a formação profissional e a inclusão das
pessoas e, particularmente, aquelas com necessidades
especiais no mercado de trabalho.
Com este ensaio, é possível concluir que a
análise do filme De Porta em Porta revelou-se
uma estratégia promissora para a identificação de
habilidades sociais, além de oferecer a observação
de modelos de comportamentos socialmente
habilidosos na entrevista de emprego e na atuação
profissional.
REFE RÊNC IAS
Anache, A. A. (1996). O deficiente e o mercado de trabalho: Concessão ou conquista? Revista Brasileira de
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Recebido: 31/5/07
1ª Revisão: 28/9/07
Aceite final: 20/11/07
Sobre os autores
Camila de Sousa Pereira é psicóloga, doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Educação
Especial da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e Integrante do Grupo de Pesquisa Relações
Interpessoais e Habilidades Sociais (RIHS) do Laboratório de Interação Social da UFSCar.
Almir Del Prette é Professor Titular do Departamento de Psicologia e do Programa de Pós-Graduação
em Educação Especial da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Coordenador do
Grupo de Pesquisa Relações Interpessoais e Habilidades Sociais (RIHS) do Laboratório de Interação
Social da UFSCar.

domingo, 28 de novembro de 2010

ENSINA-ME A SER INDEPENDENTE!

ENSINA-ME A SER INDEPENDENTE!
Sherry Gaynor

Ensina-me a ser independente! Ensina-me a fazer as coisas por mim - a pensar e tomar as minhas próprias decisões. Ajuda-me a decidir por mim! Ajuda-me a controlar a minha vida, porque mais tarde ou mais cedo... vou ter que ser EU!
Ensina-me a ouvir! Ensina-me quais os sons que existem em casa - a água a correr, a chaleira a ferver, os ramos das árvores a baterem nas janelas, o ronronar do gatinho, uma carta a cair, os sons estranhos de um aerossol, o barulho do frigorífico. Quando os sons se misturam todos, ajuda-me a distingui-los!
Ensina-me a ouvir cuidadosamente! Vê se eu consigo dizer se os sons estão perto ou longe. Ajuda-me a saber quais os sons perigosos e quais os sons que o não são. O que é que está a tilintar? De onde vem aquele barulho? A porta está fechada ou aberta? Se eu ouvir bem, ajuda-me a mover-me facilmente. Preciso de ouvidos muito grandes!!!
Ensina-me as relações espaciais! Isto é, as relações do meu corpo com as coisas à minha volta. A que distância de mim está o candeeiro? Onde está o candeeiro? Posso pegar no copo sem o deixar cair? Dá-me orientações precisas para que eu possa deslocar-me para as coisas que estão longe. Onde estou? Onde estás?
Posso andar em casa sozinho! Se as passagens para os quartos estiverem desimpedidas e se não deixarem coisas espalhadas no chão! Quando gatinhava em pequeno e encontrava coisas à minha volta... era muito bom... mas agora apanho um susto tremendo se tropeço nas galochas do pai!
Tenho que andar pelos meus pés! Preciso de saber quando tenho que virar à esquerda ou à direita. Preciso de tactear pelas paredes para poder perceber o tamanho e o nome dos sítios. Provavelmente levar-me-á mais tempo do que se tu me levares contigo, mas tenho que começar a praticar já para poder treinar durante o tempo em que estás ocupada.
Não digas "aqui" ou "ali"! É muito difícil saber onde o "aqui" e o "ali" estão, pois não posso ver! Usa palavras que digam realmente onde estão as coisas e para onde vou - "Põe o livro na mesa da casa de jantar!" ; "Vem para o quarto e ajuda-me a arrumar os teus brinquedos!"
Lembras-te? Preciso de recordar muitas coisas: onde é o meu quarto, onde deixei as calças, a que distância ficaram, o que fiz ontem. Como não posso ver tenho de aprender a recordar melhor do que tu. Pergunta-me sempre tudo!
Conversa muito comigo. Preciso de ouvir os nomes das coisas que tenho à minha volta: armários, candeeiros, portas. Não tenhas medo de usar muitas palavras para descrever as coisas. Preciso de as ouvir para poder perceber como se juntam e quando se usam. Fala comigo quando estou ajoelhado, quando estou a saltar, quando me porto mal. Dá-me instruções precisas: " Vai sempre em frente!"; " Agora são 5 degraus" ; " Vira à direita!"
Põe-me ao pé de ti enquanto fazes os trabalhos domésticos. Fala comigo e mostra-me o que estás a fazer: quando sacodes a roupa, limpas o pó, limpas o frigorífico ou lavas as janelas. Deixa-me tocar e participar naquilo que estás a fazer, para eu começar também a ser auto-suficiente. Deixa-me sempre tentar fazer as coisas!
Eu posso ajudar! Dá-me trabalhos domésticos para fazer: posso ser eu a levar a minha roupa para o cesto da roupa suja, posso pôr a mesa, levantar os pratos e lavá-los. Preciso da tua ajuda para perceber que os pratos não são todos os mesmos. Diz-me porquê! Explica-me!
Diz-me o que estás a cozinhar e deixa-me ajudar-te. Posso ser eu a deitar os ingredientes na tigela depois de os teres pesado. Posso mexer com a colher se me ajudares a praticar. Que utensílios se usam? Para que servem? Vamos cozinhar!
Gostos - Cheiros - Texturas. Não te esqueças de me dizer o que estou a comer. Diz-me também o que estou a saborear: os pickles são doces/azedos. A geleia é macia e sabe a laranja, marmelo ou limão. A carne pode ser vaca, porco ou galinha. As coisas que se comem podem ser duras, granuladas, doces, etc.
Deixa-me comer com os dedos! Provarei mais alimentos se os comer dessa maneira. Cachorros quentes, frango no churrasco, batatas fritas... mesmo alhos ou cebolas! É tudo tão diferente!
Deixa-me brincar com "porcarias". Ajuda-me a meter as mãos na massa, a fazer hambúrgueres, a fazer bolos... A minha primeira reacção pode ser de resistir, mas encoraja-me! Não desistas! Poderei vir a gostar!
Preciso fazer comparações! Não só comparações de bolas, brinquedos e cubos, mas também de coisas do dia-a-dia. Ensina-me que os sapatos do papá são maiores que os meus; que tu és maior que eu. Preciso de tocar a minha cadeira para sentir que é mais pequena que a vossa. Os tachos também têm tamanhos diferentes: o pequeno cabe dentro do grande, mas não se passa o contrário!
Brinca comigo. Dá-me clipes, botões, tampas. Mistura-os e depois pede-me os botões. Mistura as roupas do papá com as minhas e depois pede-me as do papá!
Lê muito para mim. Isso dá-me uma sensação de proximidade do teu calor, a tua atenção é só para mim! Adoro ouvir as tuas palavras e aprenderei a dizê-las mais tarde. Ler alto ensina-me a gostar de livros e de ler. Mostra-me alguns livros em braille para poder sentir aquilo que tenho que aprender. Descreve-me as imagens. Pergunta-me coisas e responde-me a tudo! Ler é tão giro!
Lê! Tira algum do teu tempo para leres para mim. Gosto de ouvir. Quanto mais ouvir, mais aprenderei também. Se disseres palavras que ainda não entendo explica-me o seu significado. Anedotas, revistas, poemas, romances - Algumas histórias são ficção, outras são verdadeiras... ensina-me quais são o quê! Ler - Ouvir - Aprender
Brinca comigo ao "faz de conta". Finge que tu és o bebé e eu o papá e s mamã. Usa os alimentos da cozinha e finge que estamos numa loja e que eu sou quem vai às compras. Imagina-me um macaco e ensina-me a saltar e a pular, a nadar como um jacaré!
Preciso de brincar sozinho! Também posso brincar sozinho desde que vá buscar os meus brinquedos. Posso pôr os meus discos. Posso colar papéis, porque já aprendi a mexer na cola. Ajuda-me a gostar de fazer coisas sozinho!
Gosto de recortar. Posso cortar bocados de papel e colá-los para formar um número ou uma letra. Posso sentir os bocados de madeira, plástico, papel - tantas texturas e formas!
Quando eu era pequenino tinha que me vestir. Agora que sou maior, preciso de saber vestir-me sozinho. Despir é mais fácil do que vestir!
Que horas são? Preciso de saber as horas. E também se é manhã, tarde ou noite. Dá-me pistas sobre o que se faz nessas alturas! Almoço de tarde, ir à escola de manhã, para a caminha à noite. Ensina-me a acertar o relógio! Ontem! Que é "ontem"? - "Ontem foi quando fomos à loja das meias, lembras-te?"
O que è a temperatura? 40º? Está calor lá fora! 2º? Brrrr! Que frio! Por vezes dizes que estou quente, mas também dizes que o forno está quente e me queima! Diz-me todos os dias a temperatura lá fora. Quente - Frio
Usa um horário comigo. Isso ajuda-me a sentir seguro se souber o que vou fazer a seguir. Não sejas rígido, mas é bom ter um horário para comer... para ir para a cama... Assim, já sei que há um tempo para certas coisas!
Ajuda-me a usar o telefone. Ensina-me a responder correctamente, quando toca. Ensina-me a desligá-lo. Se houver uma emergência, ensina-me o meu nome, a morada e o número de telefone.
O que são bebés? Quando houver um bebé perto, deixa-me pegar-lhe também. Posso ajudar a dar-lhe o biberão, posso brincar com ele, posso empurrar o carrinho. Faz-me sentir o que é uma família!
Quero ser forte! Ajuda-me a desenvolver a minha força. Dá-me coisas para puxar, empurrar, carregar. Atira-me bolas. Ajuda-me a trepar às árvores. Deixa-me usar todos os meus músculos!
Procura sítios e coisas para explorar. Caixas do correio, bocas de incêndio, elevadores, escadas rolantes. Ensina-me a diferença entre subir e descer de um elevador. O mundo é uma aventura!
Quando vou ao teu lado no carro, fala comigo. Diz-me quais são os sons que ouço, se as estradas são empedradas ou em alcatrão. Diz-me quando viramos à direita ou à esquerda, ou se vamos passar uma ponte ou um túnel. Se a janela está aberta, diz-me quais os cheiros que se sentem: fumo, óleo, gasolina - todos eles ajudam a identificar onde estamos!
Leva-me às compras contigo! Eu sei que conseguias fazer as compras mais rapidamente sem mim, mas preciso de conhecer as lojas e todos os tipos de compras. Diz-me os nomes e ajuda-me a tirar as coisas das prateleiras. Se estão altas, levanta-me para perceber onde estão. Só consigo aprender se tocar nas coisas.
Não me ponhas no carrinho do supermercado. Leva-me junto a ti, deixa-me cheirar e deslocar-me em direcção à carne, aos congelados, ao pão. Fala-me das coisas em que estou a mexer, de como são diferentes umas das outras. Vamos às compras todas as semanas e não só de vez em quando!
Não compres sapatos nem roupa sem me levares. Leva-me contigo e deixa-me experimentar! Se os sapatos são muito grandes ou ficam apertados... não os quero! É tão importante a maneira como me sinto! São pretos? Castanhos? Apertam com tira adesiva ou com cordões? O que é uma camisola? É uma camisola interior? Mostra-me as diferenças!
Leva-me contigo ao médico ou ao dentista. As suas salas cheiram diferentemente de tudo o resto. As pessoas ali falam calmamente. Geralmente, há máquinas que fazem barulhos estranhos. Fala sempre comigo e pede à enfermeira que me mostre os instrumentos. Habitua-me ao som do meu coração, ao levantar e ao baixar da cadeira do dentista, ao deitar na marquesa. Assim vou perdendo o medo e da próxima vez já estou habituado!
Leva-me à escola infantil! Fala com os professores para me incluírem numa classe e poder brincar com os outros meninos.
Leva-me para a praia e deixa-me ir para a água. Cuida de mim mas deixa-me ser eu a tentar! Ajuda-me a construir castelos na areia, a despejar os baldinhos com areia, a apanhar conchas, a subir às rochas, a atirar pedrinhas à água e a ouvir "splash"! Deixa-me correr pela beira-mar livremente!
Ensina-me a estar seguro com os outros. Deixa-me ficar por uma noite em casa de um amigo ou parente. Faz-me sentir que vais voltar e que podes sair sem nada me acontecer. Ensina-me a depender de ti, dos outros e principalmente de MIM!
Deixa-me brincar com os outros miúdos Quero fazer o que os outros fazem! Quero brincar no pátio, correr, comprar doces! Também quero pertencer ao "gang"!
Também faço anos! Faz-me sentir que a altura do meu aniversário está próxima. Deixa-me fazer festas de anos e planeá-las. Ajuda-me a convidar os outros miúdos para além dos meus primos e tios. Posso apagar as velas e adoro presentes.
Também tenho sentimentos. Fala-me dos meus sentimentos. Por vezes, preciso de ajuda para entendê-los. Se todos são amorosos comigo, tenho dificuldade em saber o que é: "zangado", "invejoso", "magoado", "contente" ou "triste"...
Não ignores a minha cegueira. Podes falar acerca da cegueira na minha frente. Posso entender a diferença, se eu puser algumas questões, explica-me o melhor que puderes.
Não desculpes o mau comportamento! Tal como qualquer miúdo, poso habituar-me a fazer só o que quero! Posso tornar-me facilmente um pequeno ditador! Não mostres favoritismo em relação a mim; tenho que fazer parte da família. Não desculpes as minhas tropelias. Hoje é só mais um dia do resto da minha vida...!
Ajuda-me a viver cada dia como um rei. Não te rales com os problemas que possam surgir! Resolve um de cada vez! Encoraja-me a experimentar coisas novas. Faz-me sentir um membro da família. Orgulha-te de mim e do que faço. Ama-me!
Acima de tudo, ama-me! Haverá muitas coisas que te esquecerás de fazer. E haverá outras que te dirão para fazeres... mas o mais importante é amarem-me!
"Get a Wiggle on" Escrito por: Sherry Gaynor Editado por: Lou Afonso - Michigan State University
Tradução: Maria Josefina V. C. Ramos - Centro de Produção de Material - CRSS Lisboa] - 1995
Disponível em HTTP://deficienciavisual.com.sapo.pt/index.html em 08 de maio de 2009
[PERMITIDA A DIVULGAÇÃO E A REPRODUÇÃO DESTE MATERIAL DESDE QUE CITADA A FONTE]

sábado, 27 de novembro de 2010

2ª Feira do Emprego acontece em dezembro

Empresários interessados em participar do evento devem entrar em contato com Secretaria do Trabalho

A Secretaria Municipal do Trabalho (SMTE) promove no próximo dia 1º de dezembro a 2ª Feira do Emprego e da Capacitação Profissional para Pessoas com Deficiência. O evento, que acontecerá no Memorial de Curitiba no Largo da Ordem, será uma oportunidade para os trabalhadores que buscam espaço no mercado e para as empresas que precisam se adequar à Lei de cotas.

A legislação (Lei 8213/1991) estabelece que empresas com mais de 200 funcionários devem reservar uma parcela dos cargos – de 2% a 5% dependendo do número de empregados – para pessoas com deficiência.

Os empresários interessados em participar da feira e oferecer vagas podem entrar em contato com a SMTE pelo telefone (41) 3221-9950.

Segundo o diretor de convênios da Secretaria, Joni Correia, a feira é o momento para as pessoas com deficiência terem conhecimento das vagas disponíveis. “Os candidatos poderão avaliar qual oportunidade se enquadra mais ao seu perfil. Muitas empresas já reconhecem o potencial destas pessoas e oferecem vagas não apenas para cumprir a legislação”, explica.

Em Curitiba, segundo dados do IBGE de 2000, 12% da população, ou aproximadamente 190 mil de pessoas, são afetadas por algum grau de comprometimento físico ou intelectual.

A psicóloga Sandra Regina Ferreira Sobrinho, do Hospital Nossa Senhora das Graças, confirma que as empresa enfrentam dificuldades em cumprir a Lei de cotas. “O hospital precisa manter em seu quadro de funcionários 56 pessoas com deficiência.

Muitas vezes encontramos resistência nas famílias e nos próprios candidatos. A feira será importante para divulgarmos estas vagas e levarmos mais informações aos interessados”, comenta.

A organização da feira contará ainda com a colaboração da Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, da Fundação de Ação Social (FAS), da Secretaria Municipal da Educação e do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Sescap/PR).

“As empresas precisam saber que estas pessoas têm condições de trabalho, são comprometidas e têm qualidade. É uma pena, mas hoje muitas destas pessoas estão distantes do mercado”, diz o presidente do Sescap/PR, Mauro Cesar Kalinke.

Relatório - Em Curitiba, de acordo com o Relatório Anual de Informações Sociais-2007 (RAIS), são 745 empresas com mais de 100 empregados, totalizando 439.408 trabalhadores. Com base nestes números, são 18.337 vagas pessoas com deficiência. Porém, o mesmo relatório informa que apenas 6.170 postos estão preenchidos.

O secretário municipal do Trabalho, Paulo Bracarense, informa que a Prefeitura já tem outros projetos para aumentar a inserção destas pessoas no mercado. “Hoje, os grandes problemas da empregabilidade das pessoas com deficiência são a qualificação e a adequação do local de trabalho para recebê-las. A partir do ano que vem, a Prefeitura vai convidar as empresas para equacionar a questão da adequação destes profissionais”, diz Bracarense, em referência ao programa Tecnologia Assistiva para Empregabilidade.

Na primeira edição da feira, em 2009, participaram 23 empresas da área de recursos humanos e qualificação.

Neste ano, além de entregar o currículo, os interessados poderão preencher fichas e até sair contratados imediatamente. É importante que os potenciais trabalhadores tenham em mãos a carteira de trabalho, laudo médico e carteira de identidade.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O uso da tecnologia assistiva no processo de inclusão escolar

Inclusão escolar

O sucesso do processo de inclusão está diretamente ligado à possibilidade de reconhecer as diferenças e aceitá-las. Isso não significa ignorá-las, isso não significa colocar crianças com necessidades educacionais especiais na sala de aula regular e esperar que elas aprendam pela proximidade com seus colegas da mesma idade. Respeitar as diferenças é oportunizar os recursos necessários para que a criança aprenda. Muitas vezes esses recursos serão simples como letras soltas ou textos escritos em letras maiúsculas e outras vezes poderá ser o uso de um computador adaptado.
O Brasil tem hoje, segundo o Censo escolar de 2005 (MEC, 2006), 640.317 alunos com necessidades educacionais especiais matriculados nas escolas do país, portanto esse não é um problema que possa ser ignorado.

O uso da tecnologia no processo de inclusão escolar

Ao longo da história, a tecnologia vem sendo utilizada para facilitar a vida dos homens. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia é a diferença entre o “poder” e o “não poder” realizar ações.
No processo de inclusão de crianças com dificuldades motoras, o terapeuta ocupacional poderá coordenar:

Adaptações ambientais como: rampas, barras nos corredores, banheiros e sala de aula, tipo de piso, sinalização dos ambientes, iluminação e posicionamento da criança dentro da sala de aula considerando sua possibilidade visual.
Adaptação postural da criança na classe com a adequação da sua cadeira de rodas ou carteira escolar e adequações posturais nas atividades das aulas complementares ou de lazer.
O processo de ensino-aprendizagem com a confecção ou indicação de recursos como: planos inclinados, antiderrapantes, lápis adaptados, órteses, pautas ampliadas, cadernos quadriculados, letras emborrachadas, textos ampliados, máquina de escrever ou computador.

O recurso alternativo para a comunicação oral com a utilização de pranchas de comunicação ou comunicadores e,
A independência nas atividades de vida diária e de vida prática com adaptações simples como argolas para auxiliar a abertura da merendeira ou mochila, ou copos e talheres adaptados para o lanche.

domingo, 21 de novembro de 2010

Jussara mais uma vez opinando no FUTURO.

Nossa querida Jussara,JU,SARINHA como assim gosta de ser chamada traz para nós algumas considerações sobre qualidade de vida e faz pensar como somos perfeitos quando temos que ditar normas,disciplinar os outros e quando devemos aplicar para nos mesmos nos perdemos enquantos seres humanos.
Que as mudanças comece interiozar nossas ações,para exemplificar multidões!!

qualidade de vida!!


Qualidade de vida
Nós deveríamos saber viver melhor, inserir alimentos na nossa dieta alimentar com mais nutrientes saudáveis e menos calórico ,evitar o mínimo possível a quantidade de açúcar branco substituindo-o pelo açúcar mascavo e comendo menos quantidade de produtos com conservantes .
Hoje ouvimos mais sobre o assunto e por isso devemos aceitar os conselhos de pessoas pela quais nos amam .Você irá ser eternamente grato amanhã e até falar bem daqueles que tornam chatos o seu viver.
Tive experiência daquelas nas quais somos muito fáceis de ver o mundo ideal e perfeito para quem está de fora de uma realidade,mas quando é com a gente, agir de tal forma, torna-se complicado.Vi uma das pessoas mais importantes da minha vida sofrer conseqüências dos nossos próprios abusos alimentares ,conseqüências de pressão alta e colesterol .Não queremos ver nossa mãe precisando de médicos e ficarmos demasiadamente preocupados, com sua saúde.Sabemos que não fazemos por mal.Culturalmente estamos muito ligados aos feet foods,e nos viciamos ao sabor que nos atrai ,parece-nos que o sal,açúcar e gordura não devem ser extintos dos alimentos porque não vemos alternativa que nos dê prazer.
Pagamos um valor mais caro pela gula ,tanto no sentido alimentar ,quanto no sentido de agradar o nosso ego e optar por viver sem qualidade de vida ,esse preço é a própria vida humana! É na verdade um suicídio .E privamos de viver melhor com as pessoas que amamos.Somos presos ao materialismo ,com a vaidade que nos consome.Na ansiedade de ser feliz queremos ter tudo.Comer bem,vestir bem,estar sempre em forma,em lugares que nos dê prestigio .
Pensemos na qualidade e não na quantidade.Onde moramos,no que comemos,no que falamos e até pensamos e sentimos ,para que a vida seja melhor para mim ,para você , conseqüentemente para UM FUTURO MELHOR!!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Paraplégica supera desafios e consegue ser mãe

Garota que ficou paraplégica em um assalto a banco em São Paulo (SP) engravida e dá a luz a um menino. O Domingo Espetacular acompanhou essa emocionante, mas perigosa gravidez. Um exemplo de vida e superação.

(Clique no titulo)

Fontes: r7.com

domingo, 14 de novembro de 2010

Curitiba ganha campo de golfe para pessoas com deficiência


Um campo de golpe adaptado foi inaugurado em Curitiba, durante os Jogos Especiais, que reúnem mais de 900 atletas com deficiência. Segundo a prefeitura, o espaço foi construído com apoio da Federação Paranaense e Catarinense de Golfe e deverá ser usado por escolas que atendem pessoas com necessidades especiais e moradores da região da Vila das Torres.

A federação investiu R$ 20 mil na aquisição de grama sintética e cedeu tacos e bolas de golfe. De acordo com o secretário municipal dos direitos das pessoas com deficiência, Irajá Brito Vaz, o novo campo deve colaborar no processo de inclusão social.

Especialistas dizem que a prática desse esporte promove melhorias nas condições físicas e psicológicas dos atletas. Para a professora da Escola São Camilo, Adriana Freitas Nogueira, o esporte é perfeito para adultos com deficiência, pois exige concentração, atenção e coordenação.

Fonte: globo.com

sábado, 13 de novembro de 2010

Barreiras impedem cadeirantes de entrar em posto de saúde

Uma tarefa que deveria ser simples vira um desafio perigoso para os cadeirantes


Veja a dificuldade do cadeirante Norberto para tentar marcar uma consulta no posto de saúde do Alto Boqueirão. Não há rampa de entrada, são muitas escadas no caminho, as portas são pequenas e quase tudo é improvisado. Os cadeirantes que precisam ir até o posto passam por uma verdadeira maratona de dificuldades. Veja também o que a prefeitura tem a dizer a respeito.

(Clique no tittulo)