sábado, 16 de abril de 2016

Vagas Para Pessoas com Deficiência


Foto de Universidade Livre para a Eficiência Humana (UNILEHU).
Vagas Para Pessoas com Deficiência
ASSISTENTE ADMINISTRATIVO
A empresa é uma multinacional parceira da Unilehu, que oferece uma nova perspectiva para sua carreira profissional. Nesta empresa você terá a oportunidade de explorar e descobrir.
Atribuições: Nesta posição, você terá experiência com diferentes processos e times de trabalho. Você trabalhará em um ambiente
profissional com clientes e colegas que priorizam a colaboração e o trabalho em equipe. Mais especificamente você irá:
Desenvolver relatórios para apontamentos dos resultados da área de recursos humanos, identificando oportunidades de melhoria e fazendo sugestões perante os dados levantados.
Criação e análise de relatórios fundamentais para as tomadas de decisão
Será um diferencial profissionais com experiência em atividades administrativas voltadas para área de recursos humanos e
conhecimento em sistemas operacionais e administrativos (SAP preferencialmente).
Salário: R$1.889,00 + benefícios
Benefícios: Assistência Médica, Assistência Odontológica, Vale refeição, Vale transporte, Auxílio farmácia, Seguro de vida
Escolaridade: Ensino Superior (Cursando)
Horário: De Segunda a sexta-feira, das 9h00 às 18h00.
Cidade: Curitiba/PR - Bairro Centro Cívico
Interessados devem se inscrever pelo site da Unilehu, se candidatando a vaga com o código numero: 622
PARA MAIS INFORMAÇÕES: Telefone: (41) 3333.6464 | SMS (41) 9104.9741
‪#‎ParaCegoLer‬ o texto acima está em um cartaz onde na parte de cima está uma foto de um homem de terno, sentado em uma cadeira, com a mão no mouse e um notebook a sua frente. Abaixo está o titulo Assistente Administrativo e as informações acima descritas. Sobre a foto, do lado direito da imagem está a logo da Unilehu. O texto está escrito em preto com os detalhes mais importantes como Atribuições, Salário, Benefícios, etc escrito em roxo.

Google.org investe em projetos para pessoas com deficiência

Por meio do Desafio de Impacto Deficiências, a organização ligada ao Google doou US$ 20 milhões para ONGs no mundo todo.

Homem jovem com deficiência em cadeira de rodas automatizada em corredor iluminado

Com enfoque nas tecnologias assistivas de código aberto para ajudar pessoas com deficiência, os aportes recebidos foram entre US$ 750 mil a US$ 1 milhão, de acordo com o Wired. Impressoras 3D de próteses, bibliotecas virtuais acessíveis a cegos e recursos automotivos para cadeiras de rodas foram algumas das ideias apresentadas.
A organização justificou seu investimento com estatísticas: há mais de um bilhão de pessoas no mundo que vivem com algum tipo de deficiência. Segundo Brigitte Hoyer Gosselink, líder do projeto, uma em cada três pessoas com deficiência vive em condições de pobreza nos Estados Unidos.
Já nos países em desenvolvimento, os números são ainda maiores. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), 80 a 90% das pessoas com alguma deficiência e idade produtiva estão desempregadas. Em relação às crianças, apenas 5% conseguem completar o ensino fundamental. No Brasil, a estimativa é de 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência, segundo CENSO IBGE 2010.
A relação completa de projetos e ONGs que receberam aporte está no site do Google.Org 
Site externo
.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Meu filho é autista?

Saiba quais são os sintomas e entenda melhor esse transtorno
As crianças que possuem um transtorno do espectro autista apresentam dificuldades de comunicação verbal e não-verbal, dificuldade de interagir com outras pessoas e comportamentos repetitivos que podem incluir movimentos estereotipados. Em geral, mantêm-se indiferentes às outras pessoas, envolvidos consigo mesmos, não se interessam em olhar para o rosto dos outros; dão a impressão de não saber falar, não apontam desejos, tendem a não compartilhar sentimentos ou interesses; observam e prendem-se a detalhes dos objetos, às vezes com hábito de balançar as mãos, andar na ponta dos pés ou movimentar o corpo de forma repetitiva. Apresentam ainda dificuldade de brincar de faz de conta e podem ser muito rígidos em relação às rotinas.
O autismo não possui uma causa definida, embora o componente principal pareça ser uma tendência genética, inclusive com mais de um caso em uma mesma família. Doenças que provocam lesões cerebrais também podem causar o transtorno. O diagnóstico depende de avaliação multidisciplinar que compreende parecer neurológico ou psiquiátrico; em alguns casos, exames de neuroimagem ou laboratoriais podem estar alterados, mas na maioria das vezes não apresentam alterações.
Existem diferentes variações das características principais que denotam quadros mais leves e, portanto, difíceis de diagnosticar, assim como quadros com maiores prejuízos ao desenvolvimento, associados à ansiedade, desatenção ou comportamento agressivo. A maioria, mais ou menos 75%, apresenta algum grau de deficiência mental. Casos raros podem apresentar habilidades diferenciadas, como: capacidade autodidata de aprendizado ou de memorizar detalhes em quantidade superior a outros indivíduos.
Infelizmente, não há tratamento para reverter o transtorno do espectro autista, mas com ajuda especializada essas pessoas podem ser incluídas na escola e na sociedade e, em alguns casos, evoluírem com independência funcional na idade adulta. Muitos pacientes necessitam de tratamento medicamentoso para ansiedade, desatenção ou alterações de comportamento.
Conteúdo elaborado pelo Dr. Fábio Agertt
http://www.neurologica.com.br/dev/clinica-de-excelencia/meu-filho-e-autista/

terça-feira, 12 de abril de 2016

#DicaDeConvivência

Você sabia que a cadeira de rodas (assim como as bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, sendo quase uma extensão do seu corpo? Se liguem nessas dicas:
1. Apoiar-se na cadeira de rodas pode causar incômodo à pessoa com deficiência.
2. Não pendure bolsas ou casacos nem apoie seus pés na cadeira, pois ela é de uso próprio da pessoa que a utiliza.

Descrição da imagem #PraCegoFazerParte: Um homem cadeirante está de costas e no encosto de sua cadeira tem uma bolsa feminina pendurada. A sua esquerda uma mulher está escorada na cadeira, inclusive apoiando os pés sobre o aro de uma das rodas. Um "X" vermelho em cada situação mostra que tais atos são inadequados. #FaçaParte #InclusãoDeVerdade

Créditos: Faça Parte - Rede Record (MG)

Após ser recusada por uma escola de dança, uma menina com Síndrome de Down decidiu arrasar

https://www.buzzfeed.com/craigsilverman/apos-ser-recusada-por-um-atelio-de-danea-uma-meni#.lpnyeRnWJ0


Sonja Malaniuk tentou matricular sua filha Ana numa escola de dança em Edmonton. Mas a professora disse que Ana, que tem Síndrome de Down, não poderia entrar. “Disseram que ela não alcançaria os padrões deles”, disse a mãe ao Global News.

Então, Malaniuk levou Ana para a Amanda’s Academy of Dance, onde ela foi bem recebida e começou a aprender hip hop e outros estilos.

Agora, Ana está arrebentando, conforme você pode ver em um vídeo que foi compartilhado pela Sociedade Canadense da Síndrome de Down. “Esta escola está sendo incrível para Ana e seus amigos com Síndrome de Down”, disse Malaniuk no Facebook.

Ana agora está se preparando para sua primeira competição. “Ela fez muitos amigos”, disse Malaniuk. “A confiança dela aumentou muito e ela está adorando.”

Ana agora está se preparando para sua primeira competição. "Ela fez muitos amigos", disse Malaniuk. "A confiança dela aumentou muito e ela está adorando."
Global News / Via globalnews.ca

Olha só que fofura!

Após ser recusada por uma escola de dança, uma menina com Síndrome de Down decidiu arrasar

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Paraplégico volta a andar depois de transplante inusitado

Há cinco anos, o búlgaro Darek Fidyka, 40 anos, foi esfaqueado e ficou paralisado da cintura para baixo. Dois anos depois, passou por uma inédita cirurgia de transplante de células ner­vosas do próprio nariz para a medula espinhal. Agora ele começa a recobrar os movimentos dos membros inferiores e já dá os primeiros passos para abandonar o andador. É o primeiro caso de recuperação de um rompimento total dos nervos da coluna vertebral.
Enquanto a maior parte do sistema nervoso dos mamíferos (incluindo os humanos, claro) não tem capacidade regenerativa, as células nervosas do nariz (chamadas neurônios receptores olfativos) vivem em constante substituição. Isso porque elas são expostas o tempo todo a diversas substâncias químicas presentes no ar. Para não perdermos a capacidade de sentir cheiros, essas células vivem apenas de seis a oito semanas, e depois disso são substituídas. Foi justamente essa propriedade que foi transferida à lesão medular de Fidyka.
Geoffrey Raisman, professor do Instituto de Neurologia do University College de Londres e responsável pela descoberta da regeneração das células olfativas, explica como funciona o processo: “Nós transplantamos as células para permitir que as fibras nervosas cortadas na medula espinhal cresçam em toda a lesão. É como a reparação de uma estrada: não adicionamos carros, só colocamos uma ponte sobre o problema na estrada para que os carros que estão bloqueados possam atingir toda a área danificada”.
 (Foto: Mauro Girão/ Editora Globo)
 http://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2015/02/metendo-o-nariz-na-medula.html

Praia para todos no Rio de Janeiro


http://cadeiravoadora.com.br/
O Praia para Todos existe há 8 anos no Rio de Janeiro e funciona de dezembro a abril. Oferece banho de mar assistido, assim como stand up paddle e esportes adaptados. Neste post, te mostro por que você não pode deixar de conhecer esse projeto de jeito nenhum!

Entrando no mar com a cadeira anfíbia
Entrando no mar com a cadeira anfíbia

A praia tem sido um território distante do acesso da pessoa com deficiência.
Transitar com uma cadeira de rodas comum na faixa de areia é algo desafiador, quase impossível, dependendo do tipo de cadeira e de areia. A areia fofa faz com que seja necessário empregar uma força imensa a fim de tocar a própria cadeira ou empurrar a de outra pessoa. Além disso, dependendo do tipo de pneu, ela vai atolar mesmo. E ainda que você incline a cadeira para usar só as rodas de trás, o desafio diminui, mas não desaparece. E o que dizer de entrar no mar? Só se for carregado. Mas como entrar no mar com uma pessoa mais pesada? Tarefa nada simples.
Todas as vezes em que entrei no mar eu tive o auxílio de uma, duas e até três pessoas, seja de namorado, de familiares ou até de pessoas desconhecidas. Ganhava alguma autonomia quando era mar sem ondas, no estilo piscina, pois assim podia ficar sozinha sem riscos. Já tinha entrado também com colete salva-vidas, boia e até cadeira anfíbia, emprestada pelo hotel em que nos hospedamos em Aruba (leia aqui). Mas nenhuma dessas opções resolvia, porque o colete e a boia limitam os movimentos, e, no que se refere à cadeira anfíbia, é necessário que haja mais pessoas para equilibrá-la dentro da água, porque ela pode virar fácil, fácil…
O projeto Praia para Todos resolveu esses desafios todos de uma tacada só. Quer saber como?

Gente capacitada + organização + alegria = sucesso

Há muito tempo eu queria participar do projeto, e nesta última viagem ao Rio finalmente foi possível. Já ouvia falar desse pessoal há muito tempo – e falar bem – mas o fato é que eles ainda conseguiram me surpreender positivamente.
Escolhemos ir a Copacabana, mas há uma equipe do projeto também na Barra da Tijuca. Ao identificar o local em que eles ficam e me posicionar no início da rampa de madeira, um voluntário já me viu e se aproximou de modo muito acolhedor para me conduzir até a barraca amarela, tão característica do Praia para Todos: nós a vemos muitas fotos tiradas por quem participa. Da rampa até a barraca, há uma esteira azul, e a cadeira passa tranquilamente, sem se sujar e sem atolar.

O pessoal do Praia para Todos já me recebeu na rampa de entrada, de forma super acolhedora. Observe a esteira azul, que facilita o deslocamento na areia.
O pessoal do Praia para Todos já me recebeu na rampa de entrada, de forma super acolhedora. Observe a esteira azul, que facilita o deslocamento na areia. (Todas as fotos foram feitas por Marta Alencar – Alta Estima Fotografia Inclusiva)

Lá dentro, ficamos protegidos do sol, e há um “estacionamento” para as cadeiras de rodas. Isso porque vc deixará a sua lá e sairá na cadeira anfíbia, rumo ao mar. Se desejar ir ao banheiro, há um adaptado na loja de conveniência do posto BR, que fica em frente. Basta atravessar a avenida, no semáforo que fica pertinho.
Pronto! Os voluntários me colocaram na cadeira anfíbia e fomos para o mar, que estava bem sujo nesse dia, com muitas algas e plástico, coisas que os humanos adoram usar e jogar onde não devem, não é mesmo? Que pena. Por isso, os rapazes me levaram um pouco mais distante da faixa de areia, para que pudéssemos ficar livres do entulho. Eles são muito treinados e movimentam a cadeira quando a onda bate, de forma que vc faz o agradável movimento de subir e descer com as ondas. Não, isso não dá pra fazer se vc não é treinado; a cadeira viraria…
Então, me perguntaram se eu gostaria de sair da cadeira, e é claro que topei. Foi então que me pegaram no colo e me convenceram a boiar… Hehehe Estou contando isso porque sempre tive medo de água; foi uma luta de anos de terapia para dar conta de fazer natação e aprender alguma coisa, mesmo assim porque encontrei uma equipe competente. Mas o Denis me passou tanta segurança que acabei conseguindo boiar no mar e ter uma experiência decididamente transformadora, de abrir mão do controle e confiar – nele, na água e em mim.

No mar, com o auxílio da equipe Praia para Todos.
No mar, com o auxílio da equipe Praia para Todos.

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Tomando uma chuveirada após o banho de mar

Após tomar uma chuveirada (a água é salgada, porque é de lençol freático, mas pelo menos é limpíssima) e descansar um pouco, pedi para fazer o stand up paddle. Novamente entrei no mar com a cadeira anfíbia; me passaram para a prancha e nos distanciamos bastante da faixa de areia, de tal modo que ficamos longe do lixo e das ondas, que ali não quebravam. Desci da prancha e novamente boiei com o auxílio do Denis, há quase 30m de profundidade, segundo ele me contou (eu pedi que ele não me informasse a profundidade, mas não teve jeito…). “O que a memória ama fica eterno”, nos contou a poeta Adélia Prado. Minha memória amou a experiência de cor, de silêncio e de muitas risadas!
Não usei boia nem colete, mas você pode usar um, para ficar mais seguro, principalmente se seu equilíbrio de tronco for mais difícil. Lembre-se: cada um é cada um.

De volta para o mar a fim de fazer stand up paddle
De volta para o mar a fim de fazer stand up paddle

Já estou na prancha...
Já estou na prancha…


O que eu achei da equipe

Não resta dúvida de que a equipe do Praia para Todos é bem preparada. Tanto isso é verdade que eles te passam a segurança necessária para tentar a experiência. Além disso, tudo é muito organizado, e a equipe trabalha em sintonia.
Aparece gente com todo tipo de limitação física, idades variadas, brasileiros e estrangeiros, moradores do Rio e turistas, entre os quais hóspedes dos hotéis da região. Os estrangeiros se assustam quando, ao querer pagar pela experiência, descobrem que é tudo de graça. É isso mesmo: esse preparo todo, essa organização, essa leveza e essa descontração saem de graça pra vc por causa dos patrocínios. E o que vc está fazendo aí que ainda não foi viver essa experiência?
O projeto, que disseminou o conceito de acessibilidade no Brasil, está no oitavo ano consecutivo de atividades, mostrando a que veio e incentivando o nascimento de programas semelhantes em todo o País. Só fui uma vez, mas fiquei fã, e vou voltar.
Acompanhe o site da galera, agende, recheie seu cofrinho e parta para o Rio na mais próxima oportunidade. Ninguém deve esperar pra ser feliz!

Estou com o Denis, que me ajudou a ter segurança e confiança para descer da prancha e boiar no mar...
Estou com o Denis, que me ajudou a ter segurança e confiança para descer da prancha e boiar no mar…

Adivinha que nós encontramos por lá? O Eduardo Câmara, do blog Mão na Roda! À minha direita, Marta Alencar e Tina Descolada, minhas grandes companheiras nesta e em outras aventuras por aí...
Adivinha quem nós encontramos por lá? O Eduardo Câmara, do blog Mão na Roda! À minha direita, Marta Alencar e Tina Descolada, minhas grandes companheiras nesta e em outras aventuras por aí…


Para saber mais:


Menina de 5 anos com doença terminal escolhe “ir para o céu em vez de voltar para o hospital”

Julianna Snow tem 5 anos, não consegue andar, mal pode segurar um brinquedo, precisa da ajuda de uma máquina para respirar e de um tubo para se alimentar. Toda vez que passa mal, ela precisa ir ao hospital, onde é submetida a uma série de procedimentos dolorosos e complicados.
Mas da próxima vez que isso acontecer, segundo os médicos, é muito provável que ela não aguente e morra em uma cama de hospital. Mas para ela, essa não é uma opção. Deliberadamente, a menina prefere ir para o céu a voltar ao hospital. Se a vida e, principalmente, a morte são assuntos delicados e polêmicos envolvendo adultos, o que dizer dessa situação, envolvendo uma criança pequena?
A menina sofre de uma doença neurodegenerativa chamada Charcot-Marie-Tooth (CMT), que torna lento o envio de impulsos nervosos até os músculos. A condição, hereditária, veio do pai, que apresenta sintomas tão reduzidos que não o impediram de trabalhar como piloto de caça. Mas para Julianna, a CMT apresentou consequências graves e, agora, pode ser fatal.
Assim que os médicos se deram conta do estado terminal da menina, conversaram com os pais e deram a eles duas opções em caso de nova infecção: ela poderia ser submetida, no hospital, a tratamentos dolorosos que a garantiriam um pouco mais de tempo de vida ou poderia ficar em casa e esquecer o tratamento, algo que provavelmente a levaria à morte, mas sem todas as intervenções médicas e o nada aconchegante ambiente hospitalar.
Julianna escolheu a segunda opção, mas não é só a ela que cabe essa decisão. Por enquanto ela passa bem e está em casa, mas os pais sabem que é questão de tempo. O que você faria no lugar deles?
UPDATE: Agradecendo o aviso da leitora Laura Zimmermann,o Hypeness alterou o termo “Eutanásia”, usado na versão original, substituindo-o por “Ortotanásia”.
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Todas as fotos © CNN
[Via CNN]

domingo, 10 de abril de 2016

Mãe Cadeirante Revela Tudo Que Passou, Durante E Depois, De Sua Gravide


   A carioca Dieli Costa é cadeirante devido a Distrofia Muscular. Mas isso não a impediu de realizar o grande sonho de ser mãe!
   No ano passado ela fez um ensaio sensual onde foi a protagonista e contou com a presença de seu marido em algumas fotos (clique aqui para ver o ensaio fotográfico). Em cada fotografia é perceptível o fogo e a paixão que o casal sente, um pelo outro.


    O resultado desse amor, veio logo depois de alguns dias... Dieli descobriu que estava esperando um bebê!
    Para saber como foi a gestão e a chegada do príncipe Enzo, fizemos algumas perguntas e Dieli respondeu tudinho. Veja:

-De quanto tempo você já estava quando descobriu que estava grávida?
   Quando descobri que estava grávida estava com 4 meses, foi uma surpresa! Pois, não esperava já que estava fazendo tratamento pra gastrite

-Quais foram os cuidados durante a gravidez?
   No pré natal pensei que ia ter algum tratamento diferenciado por ser cadeirante e pela minha deficiência ser genética, mas não tive. 
   As consultas eram por mês, o acompanhamento e tratamento foi igual a qualquer outra grávida. Apesar de ter sido pelo SUS,talvez se fosse particular seria tudo diferente... não sei.

-Quais foram as maiores dificuldades que você teve enquanto estava grávida?
    Foram no final da gestação. Os últimos meses não foram fácil, pois o bebê já estava grande e eu não tinha mais posição pra dormir. Preferia ficar sentada, do que deitada. Os meus pés já estavam bastante inchados e nenhuma sandália cabia...
    Mas, esse incômodo todo, mulher sente independente de ser cadeirantes ou andante.

-Conta pra gente como foi o parto. Foi tudo tranquilo?
   O parto foi cesariano. Todo mundo falava horrores sobre ele, pra mim foi super tranquilo. Eu fiquei bem e o Enzo também! Ele no dia 22 de Junho com 3.425 kg.
    A parte mais difícil foi amamentação. No primeiro mês chorei muito, foi muito difícil mesmo, mas graças a Deus deu tudo certo!

-Como foi chegar em casa?
    Em casa tudo é melhor... Mas, logo vem aquele sentimento de "será que vou dar conta? Ai meu Deus!  Agora é tudo comigo!".
    Mas logo afastava esses pensamentos, até porque, nos primeiros dias não tinha tempo pra nada! Passei 2 dias sem pentear o cabelo por falta de tempo, ele chorava e ficava caladinho no meu colo tempo todo.   Tinha muito medo de ficar sozinha com ele. 
Agora tudo passou, ou quase tudo,rs rs rs...

-Como é a hora do banho, a troca de fraldas, todo esse cuidado com o bebê?
   Não dou banho nele, quem dá é o pai. Mas, às 3 horas da tarde o pai dele vai trabalha e eu fico sozinha com ele, aí troco a fralda e cuido dele sozinha. Fico realizada por isso!
     As tarefas de casa, por enquanto não tenho tempo de fazer, pois dedico meu tempo todo ao Enzo. 
     Minha mãe me ajuda a arrumar a casa, depois vai embora. O almoço meu marido faz... Aos poucos as coisas vão se adaptando e a voltar pro lugar. É muito cansativo, mas não trocaria isso por nada!

-O que você diria para as mulheres cadeirantes que pensam em ter filhos?
    Quero dizer que todas mulheres cadeirantes são capazes de cuidar de seus filhos, cada uma com sua maneira e seu jeito.  Idependente da capacidade física, todas podem ser "Super Mães"!