sábado, 11 de junho de 2011

Amor


Amor é o sol que não cobra por seus raios. É o ar que preenche todos os recipientes por dentro e por fora. É o oceano que aceita todos os tipos de rios sem questionar suas origens. É a árvore que não se vangloria ao dar sombra e abrigo e curva-se para oferecer seus frutos. É a água do mar que dissolve as rochas da arrogância inflexível. É a água doce do rio que mata a sede de todos que vêm na sua praia. É o chamado do sábio que ama o que sabe e sabe o que ama.Brahma Kumaris

terça-feira, 7 de junho de 2011

Apenas 6,6% dos asilos do País são públicos



Apenas 6,6% dos asilos do País são públicos
Apesar do crescimento da população idosa, Brasil oferece poucas alternativas para
cuidar dessas pessoas

Clarissa Thomé / RIO - O Estado de S.Paulo

A população idosa é a que mais cresce no Brasil, mas há poucas alternativas para cuidar dessas pessoas quando começam a perder a independência. A maioria das instituições brasileiras é filantrópica (65,2%). As particulares correspondem a 28,2% e as públicas, a apenas 6,6%.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) fez o primeiro censo de abrigos e asilos do País - instituições de longa permanência para idosos (Ilpi), no jargão técnico. Descobriu que só 0,5% da população com mais de 60 anos está em uma das 3.548 instituições brasileiras. Mais de dois terços dos municípios não têm abrigo para idosos.
"É má notícia. Põe sobre a família a responsabilidade de cuidar de seu idoso dependente, sem levar em conta se isso é possível", diz a demógrafa Ana Amélia Camarano, coordenadora de População e Cidadania da Diretoria de Estudos Sociais do Ipea.
Ela ressalta que a situação não leva em conta as mudanças na família. Hoje, a mulher, a principal cuidadora, participa do mercado de trabalho. Além disso, múltiplos casamentos acabam por enfraquecer laços familiares. "Quem tem muita sogra não cuida de nenhuma."
O estudo mostra que houve crescimento acentuado do número de abrigos e asilos - enquanto nos anos de 1940 e 1950, aproximadamente 20 instituições eram abertas anualmente, na primeira década dos anos 2000 esse número passou para 90. Um terço (1.047) se identifica como lares e tenta reproduzir a vida em família, diz Ana.
Ela reconhece que "nenhum país" tem como oferecer abrigo a toda a sua população idosa dependente, mas defende investimento dos governos no cuidado domiciliar formal. "É preciso oferecer uma rede de cuidados para a população idosa: garantir benefício monetário para o cuidador familiar, a inclusão desse cuidador no sistema de seguridade social, a oferta de centros-dia, nos quais o idoso tenha atividades."
O governo federal tem apenas um abrigo, o Cristo Redentor, em Benfica, no Rio. Ali, entre os 280 residentes está Carlos Bastos, de 73 anos. Na juventude, viajou pela Europa como integrante da Força Internacional de Paz, da ONU. Foi representante comercial de fornecedoras de peças para perfuração de petróleo. Aos 61 anos, aposentou-se e foi viver no abrigo. "O idoso pobre não tem dias felizes. Onde ele está, no abrigo ou em casa, quer ser tratado com alegria, com dignidade, sentir o beijo de um neto", afirma.
Desabrigados: 71% dos municípios brasileiros não têm nenhum centro
Fonte: O Estado de S.Paulo

terça-feira, 31 de maio de 2011

Secretaria discute programação do Dia da Cidadania


O secretário dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Irajá de Brito Vaz, reuniu-se nesta quarta-feira (13) com representantes de instituições públicas e privadas para discutir a programação do Dia da Cidadania Especial -DICES 2011 -, marcado para 4 de junho, no parque Barigui.

O Dia da Cidadania, coordenado pela Secretaria Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência, já faz parte do calendário de eventos de Curitiba. A proposta do evento é realizar diversas ações voltadas ao exercício da cidadania para as pessoas com deficiência.

No Dia da Cidadania, serão ofertados vários serviços, entre eles orientações jurídicas, previdenciária, isenções tributarias, verificação da pressão arterial, teste de glicemia e colesterol, corte de cabelo, maquiagem, pintura e outros. Os serviços são gratuitos, mas será preciso fazer inscrição antes, pelo telefone 3362-7284 ou pelo email sedpcd@pmc.curitiba.pr.gov.br.
"O Dia da Cidadania é a uma excelente opção para as pessoas com deficiência aproveitarem os serviços prestados, que estarão concentrados em um só lugar", diz o secretario dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Irajá de Brito Vaz.

O Dia da Cidadania é promovido pela Secretaria Especial dos Direitos das Pessoas com Deficiência em parceria com as secretarias municipais do Governo, do Esporte, Lazer e Juventude, da Defesa Social, da Saúde, da Educação, do Trabalho e Emprego e Antidrogas, Fundação de Ação Social, Fundação Cultural, Ministério Público, INSS, universidades Tuiuti, Positivo, Unibrasil e Federal do Paraná.

http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/noticia.aspx?codigo=22534

domingo, 22 de maio de 2011

Fisioterapia e tecnologia fazem um cadeirante se colocar de pé e comandar músculos

Os médicos implantaram 16 eletrodos na dura-máter, uma membrana que reveste a medula, bem abaixo da lesão sofrida pelo paciente. Esses eletrodos soltaram cargas elétricas que estimularam a medula, que foi capaz de controlar os movimentos da perna.

Médicos americanos anunciaram o sucesso do tratamento que devolveu alguns movimentos a um paciente que tinha ficado paraplégico em um acidente.
Há quatro anos, o jogador de baseball Rob Summers foi atropelado por um carro. O acidente paralisou o corpo dele do peito pra baixo.
Um vídeo foi feito pelos médicos americanos responsáveis pela pesquisa. Agora, Summers consegue comandar os músculos da perna que antes não podia movimentar: os joelhos, os dedos. Algo que ninguém acreditava ser possível.
Summers conseguiu ficar de pé e sustentar o próprio corpo por até 20 minutos. Também voltou a ter, em parte, o movimento da bexiga e funções sexuais. O paciente recuperou o controle de alguns movimentos das pernas, depois de 17 meses de fisioterapia associada à estimulação elétrica.
A lesão ocorreu na medula espinhal, que tem, entre as funções, enviar os comandos cerebrais para o corpo. Em uma cirurgia, os médicos implantaram 16 eletrodos na dura-máter, uma membrana que reveste a medula, bem abaixo da lesão sofrida pelo paciente.
Esses eletrodos soltaram cargas elétricas que estimularam a medula. E, ao ser estimulada, ela foi capaz de controlar os movimentos da perna.
“Para mim, foi inacreditável ser capaz novamente de ficar de pé sem ajuda de ninguém”, contou ele.
Os pesquisadores fizeram questão de ressaltar que esta nova descoberta não representa a cura, mas é, sem dúvida, um grande passo para entender como os comandos que controlam o nosso corpo funcionam e abre o caminho para novas terapias. Os médicos acreditam que, a longo prazo, de 10% a 15% dos pacientes com lesões na medula da espinha poderão se beneficiar com esse tipo tratamento.