sexta-feira, 24 de abril de 2015

Professores e alunos podem ser amigos nas redes sociais?

Documentário produzido pela UFF retrata como a comunidade escolar de um colégio carioca usa e se relaciona pelo Facebook
Não existe um consenso sobre como deve ser a relação de professores e alunos nas redes sociais. Eles podem ser amigos no Facebook? As informações pessoais divulgadas nas redes interferem na relação em sala de aula? As redes podem ser usadas a favor da aprendizagem? Divulgado em 2013, o documentário “Uma escola entre redes sociais” abordou o tema ao retratar o cotidiano de utilização do Facebook por professores e alunos do ensino médio do Colégio Estadual Brigadeiro Schoert, no Rio de Janeiro.
O objetivo era revelar as dinâmicas de como essa interação fora da escola acontece e para isso docentes e estudantes foram incentivados, em grupos, a debater o tema. O documentário é um dos resultados da pesquisa Redes Sociais na Escola, realizada pelo Observatório Jovem, da Universidade Federal Fluminense (UFF). “O espaço pedagógico da escola é pouco aberto para surpresas e as redes sociais nos abrem para o inesperado. A interação de professores e alunos nesse espaço permite que um conheça uma faceta do outro que não é demonstrada na escola”, afirma Paulo Carrano, coordenador do observatório e docente na faculdade e educação da UFF.
Professor Aluno Redes SociaisCrédito: Robert Kneschke / Fotolia.com

“Eu não tinha nenhum aluno no meu Facebook, muito porque eu usava a rede para me comunicar com os meus amigos. Mas quando vi que as turmas do ensino médio tinham grupos das salas na rede, enxerguei isso como um canal de comunicação com eles”, contou no vídeo a professora de geografia Claudia Rodrigues. Segundo os relatos, o grupo é bastante utilizado pelos estudantes para a troca de materiais que os ajudam a estudar para provas, a realizar trabalhos e mesmo para continuar o debate sobre algum tema inicialmente abordado em classe.
Mas alguns dos estudantes entrevistados dizem que não costumam adicionar os professores como amigos na rede por “questões de privacidade”. Já outros dizem que não se importam, como a estudante do 2oano Ana Caroline de Araújo Gaspar que diz não ter nada contra. “A postura do aluno no Facebook pode ser bem diferente da que ele tem na escola, mas isso não significa que ele é bagunceiro ou tira notas baixas. Mesmo o professor vendo o que a gente faz fora, isso não interfere na relação dentro da classe”. Já Ygor Marcolino de Oliveira, aluno do 3o ano, vê pontos positivos na amizade virtual. “Alguns professores postam coisas interessantes para a gente, postam matérias de prova para estudarmos e ajuda muito”, relatou.
A professora de história Luciana Dias, adota uma postura diferente de sua colega de geografia que disse ter criado um segundo perfil na rede apenas para essa interação com os alunos. Dias defende essa relação como um estímulo a aceitação individual. “É uma oportunidade que a gente tem de ensinar nossos alunos a sermos respeitados pelo que somos. Eu não vejo essa diferença, eu não sou a professora e a não professora. Eu sou eu, Luciana”.
“Não há um consenso sobre essas condutas e acho que nunca vai ter. Mas as instituições precisam encarar o fenômeno das redes sociais como um desafio e também como uma possibilidade educacional”
Em um artigo publicado pela Universidade Federal de Goiás os autores Delcides Rodrigues de Assis e Leonardo Antonio Alves ressaltam a importância do papel da internet na interação social, principalmente no que diz respeito a mistura da vida dentro das instituições de ensino com a pessoal. “É na junção desses planos através das redes sociais que a reação professor-aluno pode progredir. Apropriando-se das redes como meio de comunicação, o aprendizado será uma conquista mútua, dos alunos que conseguem tirar proveito de uma relação amistosa com seus professores, e destes, que na medida em que admitem as redes sociais como um novo ambiente de aprendizagem, podem utilizá-la, por exemplo, para postar os conteúdos propostos para as disciplinas”.
Mas ao mesmo tempo, essa postura é questionada por Carrano, pois quando os docentes estão usando seu tempo e recursos pessoais para disponibilizarem nas redes conteúdos educacionais, estão fazendo trabalho extra e sem remuneração. “O professor acaba levando trabalho para casa, pois muitas escolas não possuem internet ou computadores para eles usarem e ainda não enxergam isso como parte de seu trabalho”, explica.
“Não há um consenso sobre essas condutas e acho que nunca vai ter. Mas espero que as instituições apoiem mais seus professores, que levem esse debate para o planejamento político-pedagógico, que encarem o fenômeno das redes sociais como um desafio e também como uma possibilidade educacional”, completa o professor.
“Nas redes sociais vemos religião, carinho, rebeldia. Descobrimos um outro lado do aluno”
Aproximação
Um ponto importante ressaltado pela professora de biologia Cristina Magella é sobre como essa interação virtual pode aproximar os docentes de seus alunos. Segundo ela, nenhum professor consegue ter uma relação mais próxima com todos os estudantes de uma turma, pois além delas serem numerosas, alguns alunos são mais tímidos ou simplesmente não se sentem confortáveis em se expor pessoalmente.
“É uma forma de estar com o aluno no horário em que ele não está na escola. Estreita as relações e com isso ficamos sabendo um pouquinho da vida deles, o que também é bastante importante no processo de aprendizado”, afirma. E sua colega, Rodrigues, completa e vai além: “Descobrimos que muitas vezes eles são diferentes do comportamento que tem em sala de aula. Nas redes sociais vemos religião, carinho, rebeldia. Descobrimos um outro lado do aluno”.
Para ela, o que se descobre na relação pela internet pode ser comparado a momentos de interação extracurricular. “No meio do grupo o aluno é um e separado é outro. Se pegamos um ônibus junto com um aluno ou batemos um papo num passeio fora da escola é outra coisa, todo professor sabe disso. Essa aproximação que fazemos fora da escola, também pode ser feita pelo Facebook”.
Assista a íntegra do documentário “Uma escola entre redes sociais”:
http://porvir.org/porpensar/professores-alunos-podem-ser-amigos-nas-redes-sociais/20150224

Inclusão digital e desenvolvimento humano: Cláudio Luciano Dusik at TEDx...


Cláudio Luciano Dusik defendeu a dissertação "Tecnologia Virtual Silábico-alfabético: tecnologia assistiva para pessoas com deficiência", junto ao Programa de Pós-graduação em Educação da UFRGS. Sendo o primeiro aluno com necessidades especiais a concluir mestrado no programa.

Cláudio é formado em Psicologia Claudio é mestre em educação pela UFRGS, na Linha de Pesquisa em Informática na Educação Especial, ênfase em Ambientes Digitais/Virtuais no processo de ensino-aprendizagem, inclusão digital e desenvolvimento humano, é Bacharel em Psicologia e especialista em Psicologia da Saúde pela Universidade Luterana do Brasil.

Com seu conhecimento em Informática e desenvolveu o Mousekey (teclado virtual), sob a orientação da Professora Lucila Maria Costi Santarosa. 

In the spirit of ideas worth spreading, TEDx is a program of local, self-organized events that bring people together to share a TED-like experience. At a TEDx event, TEDTalks video and live speakers combine to spark deep discussion and connection in a small group. These local, self-organized events are branded TEDx, where x = independently organized TED event. The TED Conference provides general guidance for the TEDx program, but individual TEDx events are self-organized.* (*Subject to certain rules and regulations)

SENADO DEBATE O AUTISMO E OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

DESTAQUESenado debate o autismo e os desafios da educação inclusiva
"Um dos nossos objetivos é retirar das sombras as pessoas com autismo". Esse foi o recado dado pelo senador Romário (PSB-RJ) ao abrir o seminário Autismo e os Desafios da Educação Inclusiva, nesta quinta-feira (23), no Senado.
O encontro, marcado para o auditório do Interlegis – com capacidade para 200 pessoas - atraiu mais interessados e telões tiveram que ser instalados em três salas de comissões do Senado. Mesmo assim, teve quem acompanhasse as discussões de pé. Eram pais, educadores e outros profissionais que reservaram a calorenta tarde de quinta para tentar tirar da sombra o tema autismo.
A sombra convida ao preconceito. No debate, que reuniu experiências no Brasil e no Reino Unido nos cuidados ao autismo, o embaixador do Reino Unido no Brasil, Alex Ellis, fez um relato sobre as muitas vezes em que percebeu seu filho ser mal tratado nas escolas.
Alex é pai de Thomas, que tem síndrome de Asperger, um transtorno bastante relacionado ao autismo. De acordo com o embaixador, o preconceito, no entanto, nunca veio dos colegas de colégio nem tampouco dos professores, mas dos pais das crianças. Eles temiam que o baixo desempenho de Thomas prejudicasse os resultados da escola.
— Por favor, nas festas de aniversário das crianças do colégio convidem todas. Não excluam os deficientes. Isso é muito importante — pediu o embaixador.
As experiências de Alex são como pai de um jovem com síndrome de Asperger. No outro lado do balcão está Di Roberts, que é da Associação das Escolas Técnicas do Reino Unido e reitora do Brockenhurst College. Na escola estudam cerca de três mil alunos entre 16 e 18 anos em regime de tempo integral. Deste total, mil têm necessidades especiais de educação e 150 são autistas. No atendimento a esse público, segundo ela, são desenvolvidas técnicas especiais para possibilitar a esses jovens uma vida mais independente, além de prepará-los ao mercado de trabalho e ao ensino superior.
A realidade das escolas brasileiras é bastante distinta, como revelou a pedagoga Cláudia Moraes. Ela lembrou que a educação é um problema no país e não apenas para as crianças com necessidades especiais, mas para quase todas. Salientou ainda que são imensos os desafios para uma educação inclusiva no Brasil.
— Para construirmos um programa inclusivo de resultados devemos manter equipes de especialistas nas escolas, como psicólogos e fonoaudiólogos. Estabelecer parceria com profissionais que atuam com esses alunos fora dos colégios. Precisamos também de treinamento continuo de todos os profissionais da escolas, além de desenvolver um trabalho em conjunto com as famílias, explicou a pedagoga.
A cumprimento à Lei 12.764/12, que traz a política nacional de proteção aos direitos dos autistas, foi bastante cobrada durante as discussões. O senador Romário ressaltou que o Brasil está longe do ideal em políticas públicas para os cuidados das pessoas com deficiências e autistas.
Somado a isso, segundo Romário, a sociedade ainda resiste e discrimina esses indivíduos. Daí a urgência de uma revolução na cultura ao tratamento aos que têm necessidades especiais, sejam elas quais forem.
— Eu tenho a certeza que depois deste evento as pessoas deverão se conscientizar melhor e começar olhar de uma forma diferenciada e mais humana para todos esses indivíduos — disse o senador.
A Organização das Nações Unidas estima que há 70 milhões de autistas no mundo. No Brasil faltam dados precisos, mas são estimados dois milhões. O transtorno autista afeta a capacidade de interação social, a comunicação e o comportamento. É mais comum em meninos do que em meninas e os sinais ficam mais evidentes após os três anos de idade.
Fonte: Agência Senado

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Cegos angolanos vão participar de quadro no Caldeirão do Huck

Jovens  angolanos vão participar  do quadro “Agora ou Nunca”, do programa Caldeirão do Huck. | Reprodução/Facebook
Jovens angolanos vão participar do quadro “Agora ou Nunca”, do programa Caldeirão do Huck.
NA GLOBO

Cegos angolanos vão participar de quadro no Caldeirão do Huck

Grupo que vive em Curitiba desde 2001 recebeu a visita do apresentador e foi convidado a participar do “Agora ou Nunca”

  •  
  •  
Os dez refugiados angolanos radicados em Curitiba receberam uma visita surpreendente na quarta-feira (22): o apresentador Luciano Huck, da Rede Globo, foi ao sobrado onde parte do grupo mora, no bairro Mercês, e convidou os jovens a participar do quadro “Agora ou Nunca”, do programa Caldeirão do Huck. Os angolanos são cegos e chegaram ao Brasil em 2001, por meio intermédio de um programa de imigração. Além de estudar, eles mantêm o grupo “Cantores de Angola”. Os jovens estiveram sob ameaça de ter que deixar o país, mas, na última semana, conquistaram o visto de permanência, expedido pelo Conselho Nacional de Imigração.
Ao chegar na casa em que os angolanos vivem, Huck se passou por um agente de empregos. Entretanto, rapidamente os angolanos reconheceram a voz do apresentador. Huck chegou a gravar um vídeo de 15 segundos com os migrantes, anunciando que eles participarão do programa.
“Ele [Huck] gravou algumas coisas no Farol do Saber, perto do sobrado. Em seguida, já foi para lá e tocou a campainha. Quando eles reconheceram, foi uma bagunça, uma felicidade muito grande. Foi uma emoção só”, contou a professora Leomar Marchesini, que coordena o Serviço de Inclusão e Atendimento aos Alunos com Necessidades Educacionais Especiais (Siaanee), da Uninter, onde a maioria dos jovens angolanos estuda.
Nesta quinta-feira (23), o grupo participou de uma série de gravações, incluindo uma partida de futebol de cegos, disputada no Instituto Paranaense de Cegos. Já na sexta-feira (24), os angolanos embarcam com destino ao Rio de Janeiro. O programa será gravado na próxima quarta-feira (29).
“Hoje, o Luciano Huck esteve aqui em casa. Muito legal tudo isso! E sexta-feira, Rio de Janeiro. Partiu, Caldeirão do Huck”, escreveu em sua página no Facebook, o jovem Prudêncio Tumbika, estudante de jornalismo.

Samsung elabora aplicativo para ajudar pessoas com Alzheimer

1. Samsung
m contato visual.
O vídeo emocionante (abaixo) mostra a história de uma filha tentando reavivar a memória do pai, que possui a doença, a partir do aplicativo.
Tópicos: GoogleAndroidAppsApps AndroidMal de AlzheimerEmpresas,SamsungIndústria eletroeletrônicaEmpresas coreanasEmpresas de tecnologia
http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/samsung-lanca-aplicativo-para-ajudar-pessoas-com-alzheimer

Aplicativo permite que usuários diabéticos compartilhem informações com outras pessoas

Com o passar dos anos, a tecnologia acabou se tornando uma grande alidada da medicina, ajudando tanto pacientes quanto médicos e, ao que tudo indica, esta união deverá se estender por mais anos e com mais afinidade entre os dois lados.
O aplicativo OneDrop, lançado para iOS, ajuda a vida dos portadores de diabetes que precisam acompanhar suas refeições e os níveis de insulina frequentemente e tem por objetivo não somente tornar este acompanhamento mais fácil, mas também utilizar as informações registradas para ajudar diversos outros usuários da comunidade.
A ideia de Razorfish e do co-fundador e diabético Jeff Dachis é fazer com que o aplicativo rastreie a ingestão de alimentos, os níveis de insulina, medicamentos utilizados e exercícios. Os usuários poderão compartilhar as informações (publicamente ou anonimamente) com outros usuários do OneDrop, fazendo com que a comunidade se torne um "grande professor" onde todos podem aprender com os outros.
Eles também incentivam uns aos outros através de gestos e usam os dados recolhidos para ajudar usuários a informarem seus próprios regimes.
Atualmente, o OneDrop é gratuito na App Store, mas Dachis disse em entrevista aoTechCrunch que uma assinatura mensal será lançada para o aplicativo no final do ano, que inclui um elegante medidor de glicose (via Bluetooth) e testes de insulina. Uma versão para Android também foi prometida e deverá ser lançada em breve.

http://www.tudocelular.com/apple/noticias/n53399/Aplicativo-permite-que-usuarios-diabeticos-compartilhem-informacoes-com-outras-pessoas.html

Samsung desenvolve aplicativo para deficientes físicos utilizarem smartphones


Smartphones são aparelhos que se tornam muito simples de usar quando se acostuma com toques e deslises do dedo nas telas, com movimentos rápidos que acabam por serem realizados quase intuitivamente. Mas para pessoas que portam alguma deficiência nos membros superiores, os dispositivos móveis não são tão acessíveis assim.
Por isso, a Samsung está desenvolvendo um aplicativo que pode ajudar essas pessoas a utilizar um smartphone, promovendo assim acessibilidade e inclusão. O DOWELL é ideal para aqueles que já possuem periféricos para deficientes manusearem um computador desktop.
Com o DOWELL instalado, os deficientes serão capazes de controlar o celular com periféricos focados nesses usuários, como mouses de cabeça, trackballs, entre muitos outros dispositivos de acessibilidade. Basta conectar o aparelho através da porta USB e o DOWELL se encarrega de criar uma interface que dá acesso às funções do celular através de botões clicáveis.
Os menus do aplicativo são apresentados em duas seções, uma inferior e outra superior. Na primeira, estão os botões que permitem funções básicas da tela sensível ao toque, como tocar, arrastar e ampliar o conteúdo exibido. A segunda seção abriga as opções do sistema, display, botão para a tela inicial, entre outros recursos do celular.
Confira no vídeo abaixo:
Com o DOWELL, os deficientes podem interagir com a interface através de uma espécie de cursor de mouse. A vantagem é que aqueles que já possuem dispositivos de auxílio para PC que funcionem com conector USB poderão utilizá-los agora no smartphone, sem a necessidade de comprar novos aparelhos.
A Samsung pretende lançar o aplicativo no final deste ano, e deve oferecer suporte aos dispositivos Galaxy a partir do S3.
http://www.tudocelular.com/android/noticias/n53311/samsung-prepara-aplicativo-para-acessibilidade.html

Videogame: Ferramenta terapêutica eficaz para deficiência intelectual

Neurocientistas chineses mostram que os jogos podem melhorar a plasticidade do cérebro e podem ser uma ferramenta terapêutica eficaz para as pessoas com deficiência intelectual.










Este estudo chinês acrescenta à lista de pesquisas que sugerem que os videogames de ação podem aumentar a neuroplasticidade do cérebro, o que abre uma porta para ser usado como um tratamento terapêutico em pessoas com algum tipo de comprometimento cognitivo, PTSD, esquizofrenia ou doenças neurodegenerativas.












De acordo com Mara Dierssen, pesquisadora do Centro de Genômica Regulamento (CRG) de Barcelona e presidente da Sociedade Espanhola de Neurociência, "Seria interessante ver se o efeito que os pesquisadores chineses encontraram é durável ou oportuno. Se você pretende usar este tipo de jogo como terapêutica clínica deve verificar o que acontece com a plasticidade do cérebro, se aumentar o nível de dificuldade do jogo, ou se existe um limite. O que importa é saber se essas mudanças de conectividade funcional e volume também têm um impacto sobre as várias funções cognitivas."

http://testedemesa.com.br/Videogame-Ferramenta-terapeutica-eficaz-para-deficiencia-intelectual

Reforçada falta de vínculo entre vacinação e autismo

Após avaliarem dados de 95 mil crianças, cientistas concluíram que a vacina tríplice não aumenta os riscos de desenvolvimento do transtorno. Tese já havia sido refutada em outros estudos, mas muitos pais ainda temem imunizar os filhos


http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/04/23/noticia_saudeplena,153100/reforcada-falta-de-vinculo-entre-vacinacao-e-autismo.shtml

 
Vacina tríplice: proteção contra sarampo, caxumba e rubéola comprometida por estudo fraudulento (AFP Photo)
Vacina tríplice: proteção contra sarampo, caxumba e rubéola comprometida por estudo fraudulento
Em 1998, um médico britânico publicou na renomada revista especializada Lancet um artigo afirmando que havia encontrado relação entre a vacina tríplice — sarampo, caxumba e rubéola — e o desenvolvimento de autismo. A grave afirmação baseava-se em um estudo que ele conduziu com apenas 12 crianças, um número ínfimo, muito diferente das amostragens de pesquisas sobre imunização que incluem centenas, senão milhares, de participantes. Não demorou para que a comunidade médica se lançasse contra o trabalho, classificado pela respeitável revista The British Medical Journal (BMJ) como fraudulento. Dois anos depois, a Lancet se retratou, admitindo que o artigo não tinha validade científica. A leviandade do médico lhe rendeu não só a execração no meio — no fim, ele perdeu a licença.

Um repórter do BMJ foi atrás da história e constatou que a pesquisa do britânico não passava de uma invenção grosseira. Três crianças da amostra sequer tinham autismo e cinco já haviam sido diagnosticadas com a síndrome antes de serem vacinadas. Descobriu-se que as famílias participantes do estudo haviam sido recrutadas entre ativistas anti-imunização e a ideia era utilizar o pseudo trabalho científico para tentar indenizações milionárias na Justiça.

Agora, mais um trabalho evidencia que não há qualquer relação entre autismo e vacina tríplice. Publicado na Revista da Associação Médica Americana (Jama), o estudo conduzido pela empresa de consultoria em saúde Lewan Group a pedido dos Institutos de Saúde Mental dos EUA avaliou dados de 95 mil crianças com irmãos mais velhos. O fato de terem sido vacinadas não aumentou o risco para distúrbio do espectro autista, independentemente de esses meninos e essas meninas terem irmãos com o problema, um conhecido fator de risco. Mesmo entre aqueles com potencial elevado de desenvolver o autismo — filhos de pais mais velhos, crianças com peso extremamente baixo ao nascer, prematuros e pessoas com mutações genéticas —, a vacina não aumentou essas chances.

“Apesar de um corpo substancial de pesquisas ao longo dos últimos 15 anos não ter encontrado ligação entre a vacina tríplice e o autismo, pais e outras pessoas continuam a associá-la ao transtorno do espectro autista. Pesquisas com quem tem filhos com autismo sugerem que muitos acreditam que a vacina foi um fator que contribuiu”, observa a pediatra Anjali Jain, pesquisadora do Lewin Group. “Essa crença, combinada com o conhecimento de que irmãos mais novos de crianças com autismo já têm um risco genético maior comparado à população em geral, pode estimular esses pais a evitar vacinar os caçulas”, alerta.

Movimento organizado
Quando as constatações sobre a fraude do artigo de 1998 vieram à tona, já era tarde. O infeliz estudo foi a munição que faltava aos grupos antivacina, formados principalmente por leigos que, nos Estados Unidos, evocam o direito de os pais optarem por imunizar seus filhos. Sem nenhum respaldo da ciência, essas pessoas alegam que o procedimento faz mal à saúde e espalham, principalmente pela internet, teorias conspiratórias, arregimentando famílias que, assustadas, decidem não proteger as crianças, achando que estão escolhendo o melhor para elas.

O resultado desse movimento está nas estatísticas do CDC, órgão de vigilância sanitária dos EUA. O país havia eliminado o sarampo em 2000, registrando menos de 100 casos por ano desde então. Mas, no ano passado, foram 644 ocorrências em 27 estados, o pior cenário em 20 anos. Tudo indica que, em 2015, a situação será mais grave. De 1º de janeiro a 17 de abril, 162 pessoas de 19 estados e do distrito de Columbia tiveram a doença em quatro surtos, sendo o pior deles na Califórnia. Cento e dezessete crianças foram infectadas no parque da Disneylândia.

Embora as leis californianas exijam que alunos de escolas públicas sejam imunizados, os pais e responsáveis têm o direito de alegar causas pessoais ou “filosóficas” para não fazê-lo. Apenas no Mississipi e em West Virginia esse argumento não é aceito. No Colorado, o percentual de famílias que se recusam a vacinar as crianças por motivos pessoais ou filosóficos é de 18%, o mais alto nos EUA.

Ainda que não sejam maioria, os adeptos do movimento anti-imunizações acabam provocando surtos porque seus filhos não vacinados passam a doença para crianças que, devido à idade, não receberam todas as doses ou, com a imunidade baixa, ficam mais suscetíveis a se infectar. Para tentar conter os surtos, as escolas estão mandando para casa as crianças que não receberam vacina. Mas essa medida não elimina totalmente os riscos. O sarampo é transmitido pelo ar. Portanto, na rua, na igreja ou no shopping, por exemplo, é impossível saber quem foi e quem não foi vacinado.

Às vezes, uma única criança espalha a doença para várias. Foi o que aconteceu em San Diego em 2008. Um garoto não vacinado de 7 anos pegou sarampo em uma viagem para a Suíça e, na volta, infectou 11 crianças que não haviam sido imunizadas. No fim, 839 pessoas ficaram expostas ao vírus e um bebê chegou a ser internado entre a vida e a morte.

No Brasil, desde 2000, não há casos autóctones de sarampo. Contudo, o surto da doença no Ceará, que já dura 15 meses, com 796 casos confirmados até 15 de março, poderá fazer com que o país volte a considerar o vírus como circulante. Aqui, o movimento antivacina não é organizado e, embora alguns pais se recusem a imunizar as crianças — em fóruns de discussão na internet, há muitas mensagens sobre isso —, são casos isolados. Ainda assim, em 2011, quando o estado de São Paulo registrou 26 casos da doença, verificou-se que 60% das crianças que pegaram sarampo não haviam sido vacinadas por opção dos pais.

Campanha em Los Angeles incentiva os pais a vacinarem os filhos: 'Pense no sarampo' (AFP PHOTO)
Campanha em Los Angeles incentiva os pais a vacinarem os filhos: "Pense no sarampo"


Impactos sociais

Para pesquisa detalhada na Revista da Associação Médica Americana ( Jama), os pesquisadores utilizaram dados de 95.727 crianças cujas famílias estavam ligadas a um plano de saúde. Dessas, 2% tinham irmãos mais velhos diagnosticados com transtorno do espectro autista. Ao longo do período examinado — de 2001 a 2012 —, 1,04% dos meninos e das meninas do estudo também recebeu o diagnóstico, sendo que, entre aqueles com irmãos que tinham o problema, esse índice foi 6,9%, comparado a 0,9% dos demais. A taxa de vacinação (uma ou mais doses) tríplice das crianças sem casos de autismo na família foi de 84% em dois anos e 92% em cinco anos. Já entre aquelas com irmãos que tinham o transtorno, os percentuais foram, respectivamente, 73% e 86%.

“A prevalência de transtorno de espectro autista entre todas as crianças do estudo foi de 1,04%, o que está até um pouco abaixo da média estimada na população americana em geral, de 1,5%. Além disso, nos casos das crianças que tinham irmãos com autismo, o risco também foi consistente com as estimativas, que variam de 6,4% e 24,7%”, diz Anjali Jain, pediatra e pesquisadora do Lewin Group, consultoria que realizou o levantamento. “Esses dados deixam bastante claro: não existe nenhuma associação entre a vacina e o risco aumentado de transtorno do espectro autista. Nós esperamos que as famílias se sensibilizem com isso e percebam que o único risco em jogo aqui é que seus filhos sejam contaminados e transmitam essa doença grave e muitas vezes letal a outras crianças”, observa.

Para Blake Dawson, pesquisador da Universidade de Queensland, na Austrália, já há evidências suficientes para refutar o artigo fraudulento de 1998, mas, aparentemente, isso não tem sido suficiente para convencer os pais da necessidade de imunizar suas crianças. Ele conta que, em 2012, um caso de sarampo importado da Tailândia causou um surto com 168 casos. “Noventa e cinco crianças não tinham sido vacinadas apropriadamente e as outras 32 não haviam recebido vacina nenhuma porque seus pais se recusaram”, diz.

“Recusar-se a vacinar é uma questão muito grave. Deixa um enorme grupo de crianças sob um risco desnecessário de contrair sarampo e suas complicações associadas, como pneumonia, otite, encefalia e morte. Os profissionais de saúde precisam se comunicar melhor com os pais, oferecendo esclarecimentos quando eles se mostrem hesitantes quanto à vacinação. Educar é fundamental”, defende Dawson. Em um editorial publicado na Jama, Bryan H. King, da Universidade de Washington e do Hospital Pediátrico de Seattle, ressalta que a “única conclusão que se pode tirar desse estudo é que não há qualquer sinal que sugira uma relação entre a vacina tríplice e o desenvolvimento de autismo em crianças com ou sem um irmão com o transtorno”
.

Time de futebol em cadeira de rodas se prepara para campeonato brasileiro

principal


Prefeitura de Curitiba

Todas as sextas-feiras, um time de Power Soccer se reúne na quadra do Centro de Esporte e Lazer Xaxim, equipamento da Prefeitura de Curitiba, para se preparar para o campeonato brasileiro da modalidade, no fim do ano. O Curitiba Power Soccer tem o apoio técnico da Secretaria Municipal do Esporte e Lazer e vem despertando autonomia e confiança em esportistas com deficiência.
Esporte novo no Brasil, o power soccer é um jogo de futebol adaptado para cadeira de rodas. Começou a ser praticado nos anos 70 e no Brasil chegou somente em 2011.
Todos os jogadores do Curitiba Power Soccer têm deficiências severas, como paralisia cerebral, atrofia espinhal e distrofia muscular. Estas limitações, porém, não impedem que participem dos treinamentos da equipe.
O apoio técnico é dado pelo professor de Educação Física Ramiro de Freitas, servidor da Prefeitura. Segundo ele, o objetivo dos treinos é preparar a equipe para sua segunda participação no campeonato brasileiro da modalidade, que será disputado no Rio de Janeiro, em novembro.
No ano passado, a equipe teve seu batismo de fogo ao disputar um mundialito no Rio, contra Canadá, Estados Unidos, Austrália, Argentina e Uruguai. Apesar de enfrentar time de países mais desenvolvidos neste esporte, conquistou a quarta colocação. O bom desempenho levou à convocação de quatro jogadores para a seleção brasileira da modalidade.
Além do resultado esportivo, o trabalho também tem o objetivo de melhorar o dia a dia dos jogadores. “O momento em que eles têm maior autonomia é quando estão dentro da quadra. Por meio do esporte, eles melhoram a condução da cadeira e ficam mais confiantes para enfrentar as dificuldades”, diz Freitas.
As dificuldades são superadas com dedicação e amor ao esporte. Darci Júnior, por exemplo, foi vítima da síndrome da talidomida, droga usada para tratar pessoas com hanseníase e que se ingerida por gestantes pode causar má formação nas pernas e nos braços. Em Darci, os efeitos foram severos, pois ele nasceu com comprometimento nos quatro membros.
Apesar das limitações, um de seus sonhos era poder jogar futebol. “Nunca havia praticado nenhum esporte até que conheci o power soccer em 2012.  Estou mais confiante e feliz”, afirma.
Darci Júnior, hoje, é um dos destaques do Curitiba Power Soccer, o que lhe rendeu uma convocação para a seleção brasileira, da qual é o capitão. Ele também se tornou dirigente e tem um cargo na Associação Brasileira de Futebol para Cadeirantes (ABFC).
No caso de Wilson Matheus Ribeiro de Oliveira, de 19 anos, a descoberta do esporte mudou sua rotina e de toda a família. Por causa do filho, a mãe, Claudiane de Fátima Ribeiro, passou a acompanhar de perto a modalidade e hoje exerce o cargo de vice-presidente da ABCF.
Matheus, como é conhecido entre os colegas, foi acometido, aos 9 anos, de uma doença rara: a distrofia muscular de Duchenne, que provoca paralisia progressiva dos músculos.  Há três anos, começou a praticar o power soccer. “Quando foi obrigado a usar cadeira de rodas, a autoestima caiu muito e ele praticamente não tinha vida social. Hoje, a vida do Matheus mudou da água para o vinho”, diz Claudiane.
Juan Felipe Campesi, de 30 anos, sofre de amiotrofia muscular espinhal, uma doença degenerativa genética, que o obriga a andar de cadeira de rodas ainda muito jovem. Desde que passou a praticar o esporte, em 2013, vem todas as semanas de Ponta Grossa, onde mora, de ônibus, para participar dos treinos do Curitiba Power Soccer.
“É bastante complicado, é difícil, mas o desejo de jogar é maior. O esporte mudou minha vida em todos os aspectos: a ansiedade, a expectativa de vida, a paciência. Enquanto eu tiver forças, vou seguir jogando”, diz.
Os adeptos do power soccer também precisam superar dificuldades de outra natureza. A prática do esporte exige equipamentos especiais, que só são fabricados fora do Brasil. Uma cadeira específica para a modalidade não custa menos que US$ 3 mil (aproximadamente R$ 9 mil).
Boa parte dos integrantes do Curitiba Power Soccer usa cadeiras de rodas adaptadas, que não têm a mesma eficiência de uma projetada especialmente para o esporte. “Nossa meta é equipar o time com cadeiras de jogo strike force. Estamos correndo atrás de patrocínios para realizar este sonho”, diz Claudiane Ribeiro.
O que é
O power soccer é praticado em uma quadra padrão de basquete. As equipes são compostas por quatro jogadores, que utilizam cadeiras de rodas elétricas. O jogo é disputado em dois tempos de 20 minutos com um intervalo de 10 minutos. Durante um jogo, a bola de futebol é conduzida com a ajuda do footguard, colocado na frente da cadeira de rodas, através de dribles e passes. O objetivo é fazer gols em uma meta constituída por duas balisas, sem redes.
O Power Soccer ou Powerchair football foi criado paralelamente no Canadá e França, nos fim dos anos 70. Durante 25 anos, vários estilos foram desenvolvidos. Em 2006, em uma reunião de todos os países praticantes, as regras foram unificadas e foi criada Federação Internacional de Futebol em Cadeira de Rodas (FIPFA), com sede em Paris, França.
A modalidade chegou oficialmente ao Brasil em 2011, no Rio de Janeiro, com a criação da Associação Brasileira de Futebol em Cadeira de rodas (ABFC), que cinco meses depois foi reconhecida pela FIPFA.