quinta-feira, 23 de abril de 2015

Empresário monta balanço de cadeira de rodas em praça de Vilhena, RO

Ideia surgiu após ver criança deficiente observando, sem poder brincar.Proposta é instalar mais balanços adaptados, nos próximos meses.

Dennis WeberDo G1 RO
Parque da Praça Nossa Senhora Aparecida foi o primeiro a receber o balanço adaptado (Foto: Dennis Weber/G1)Parque da Praça Nossa Senhora Aparecida foi o primeiro a receber o balanço adaptado (Foto: Dennis Weber/G1)
O playground da Praça Nossa Senhora Aparecida, em Vilhena (RO), cidade distante cerca de 700 quilômetros de Porto Velho, recebeu, no início deste mês, um recurso para que crianças deficientes possam participar das brincadeiras: um balanço adaptado com uma cadeira de rodas. O autor da ação é um empresário, que prefere não se identificar, e que garante instalar mais balanços modificados em outras praças do município.
Segundo o autor da obra, a ideia surgiu após ver uma criança deficiente observando as outras brincarem nos balanços do parquinho, sem poder se juntar a elas. “Pesquisei na internet um projeto parecido e decidi instalar um balanço adaptado no local para que ela também pudesse brincar”, explica.  Para isso ele precisou criar um suporte para a cadeira de rodas, que ao final, foi afixada em uma chapa de metal. Nesse trabalho contou com a ajuda de um metalúrgico, que não cobrou pelo serviço. A cadeira de rodas foi doada por outro empresário.
A cadeira de rodas balanço ainda precisa de alguns acessórios, como o cinto de segurança. “É importante que as pessoas saibam que tem mais uma opção de lazer na praça, e a partir do uso do balanço vamos poder identificar outras necessidades de quem quer brincar, mas por alguma limitação não pode”, informa.
De acordo com o empresário, a intenção é que as outras praças que tenham espaços de playground sejam contempladas com a ação.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Pai flagra e grava filho amarrado em creche em Jacarepaguá, no Rio

Márcia Augusto Barbosa Gomes e Marcelo Henrique Gomes registraram uma queixa na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) contra a creche Escola Sonho Meu, no Anil, em Jacarepaguá (procedimento: 947-00077/2015). Pais de uma criança especial de quatro anos, eles haviam recebido uma denúncia de que seu filho estaria sofrendo maus-tratos na instituição escolar. Preocupados com a informação, Márcia e Marcelo decidiram aparecer de surpresa na creche 20 minutos após terem deixado o filho. Se depararam com uma cena que imaginavam nunca presenciar: a criança amarrada em uma cadeira enquanto os outros coleguinhas lanchavam normalmente. Segundo os advogados Ailton Antonio da Silva e Walter Barcellos Duque, que representam os pais da criança e preparam uma ação na Justiça contra a instituição, vídeo e fotos mostram a criança  amarrada no período em que estava na instituição escolar. 
O menino frequentava a creche há três anos. No início do período letivo de 2015, segundo o registro na delegacia, os pais procuraram a diretora da instituição para contratar um mediador para cuidar da criança, que tem atraso no desenvolvimento psicomotor e não se expressa verbalmente. Segundo a família, a creche não teria aceito a oferta. 
A denúncia também foi feita à Secretaria de Educação e a ouvidoria do Ministério Público (número 301533).

http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2015/04/22/pai-flagra-grava-filho-amarrado-em-creche-em-jacarepagua-no-rio-565307.asp?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo





Especialistas e familiares discutem atendimento ao autismo durante simpósio

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Curitiba será sede do 2.º Simpósio Regional sobre Autismo, realizado pela Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) em parceria com o Rotary Club e o Rotaract Club Água Verde. O evento, que tem como temática “Uma Nova Dimensão para o Autismo”, será realizado sexta (24) e sábado (25), no Salão de Atos do Parque Barigui.
São esperadas cerca de 500 pessoas, entre acadêmicos, profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social, além de pessoas com autismo e seus familiares. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas através do site do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap): www.imap.curitiba.pr.gov.br.
O objetivo dos organizadores é reunir, em um mesmo evento, diversas propostas de atendimento às pessoas que têm o transtorno do espectro do autismo. Nas mesas redondas e palestras haverá a participação de profissionais de instituições da sociedade civil e do poder público, que atendem a pessoa com autismo, discorrendo sobre suas experiências nas áreas da educação, sócioassistencial e de saúde.
O neuropsiquiatra infantil sueco Harald Sturm, especialista em distúrbios do desenvolvimento, participa do simpósio, ao lado de Cláudia Chaves Martins, assistente social e terapeuta familiar comportamental e cognitiva, do Centro de Autismo da Infância e Juventude de Estocolmo; e Rosi L. Kilander, fonoaudióloga no Karolinska Institute, da capital sueca. Ela atua na capacitação de professores e familiares para melhorar a comunicação com pessoas com autismo.
 “A troca de informações e a atualização são muito importantes para se alcançar melhores resultados nas ações e atendimento às pessoas com autismo. Outro aspecto relevante é tornar estas informações acessíveis às famílias, que estão sempre buscando o melhor para as pessoas que apresentam este transtorno”, disse a secretária especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdocimo.

2.º Simpósio Regional sobre Autismo
Datas e horário: 8h às 18h, no dia 24 de abril
                               8h30 às 17h30, no dia 25 de abril
Local: Salão de Atos do Parque Barigui
Inscrições limitadas: www.imap.curitiba.pr.gov.br
Informações: SEDPcD –  (41) 3363-5236

Avó carrega neta deficiente em suas costas, todos os dias, para que ela possa ir à escola

A história de Yibin City, da província de Sichuan, na China, prova que o amor da família supera barreiras.
Fang Mei Qiu é deficiente física e tem 14 anos de idade, mas não perde um dia de aula. Tudo graças a sua avó de 66 anos, que oferece a ela um “transporte” para ir à escola todos os dias de manhã. Juntas, eles andam quatro quilômetros de estradas de montanha, à pé.
Fang Mei nasceu com as rótulas dos joelhos danificadas, tornando-se incapaz de suportar seu próprio peso. Por isso, ela não pode ficar mais do que alguns minutos em pé sem sentir uma dor excruciante, e muito menos andar à pé para a escola. Ela constantemente precisa de ajuda para se locomover. Infelizmente, seu pai a deixou quando era apenas um bebê e sua mãe se casou de novo em seguida, deixando Fang Mei sob os cuidados de seus avós. Enquanto o avô está muito velho e doente para fazer a maioria das coisas, a avó cuida das necessidades da menina e do resto da casa.
A avó acorda às 5 da manhã todos os dias. Às 7 da manhã, elas começam sua jornada para a escola com Fang Mei nas costas da avó, parando para descansar pelo menos cinco vezes durante a caminhada. Leva uma hora e meia para viajar os dois quilômetros de ida, e para voltar, a mesma distância e o mesmo tempo. E elas nunca se atrasam: a avó garante que elas chegam à escola 8h30, que é quando começa o primeiro horário. Elas vêm fazendo isso há cinco anos.
A tarefa a que a avó se compromete todo dia é difícil, mesmo para alguém que é muito mais jovem e mais forte. Aos 66 anos, é complicado pensar como essa senhora consegue. Entretanto, ela disse que só se preocupa em como Fang Mei vai administrar sua vida quando o casal de idosos morrer.
Por sua vez, Fang Mei disse que faz tudo que pode para fazer o trajeto mais fácil para avó. Ela tenta suportar seu peso em duas muletas de bambu artesanais, e tenta andar durante o tempo que ela pode. Ela também estuda muito, por isso, todos os esforços da avó vão valer a pena um dia.
Depois que a história apareceu nos meios de comunicação chineses, as autoridades locais decidiram intervir e ajudar. A família mudou-se para uma casa mais perto da escola e deram a Fang Mei uma cadeira de rodas para poder se movimentar sozinha. As autoridades também convocaram instituições médicas locais para analisar se a condição da jovem pode ser melhorada.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Hortas suspensas ajudam no trabalho pedagógico e terapêutico em escola de educação especial



Prefeitura de Curitiba


Canteiros suspensos garantem atividades educativas terapêuticas para um grupo de alunos usuários de cadeiras de rodas com múltiplas deficiências da Escola de Educação Especial 29 de Março. A atividade integra o Programa Nosso Quintal, desenvolvido pelo setor de Agricultura Urbana da Secretaria Municipal do Abastecimento.
Chamado de agricultura intraurbana, nas quais as áreas de cultivo se caracterizam por pequenos espaços, como quintais de residências, hortas escolares e institucionais, atualmente o programa atende 101 entidades que beneficiam cerca de 2,7 mil pessoas em uma área total que soma 4 hectares.
A Escola 29 de Março é uma instituição filantrópica conveniada ao Estado e ao Município e que atende exclusivamente usuários de cadeira de rodas com múltiplas deficiências. A equipe técnica da escola contou com o apoio da iniciativa privada para criar canteiros elevadose assim os alunos pudessem participar do programa Nosso Quintal. A Prefeitura mantém o apoio à instituição com orientação técnica e o fornecimento de insumos, como mudas, esterco e calcário para a correção do solo.
“A horta terapêutica e ocupacional é uma ferramenta de educação e é o que faz com que o programa seja mantido”, explica o engenheiro agrônomo do setor de Agricultura Urbana, Mário Takashima, responsável pelo programa Nosso Quintal.
O aprendizado, a partir das hortas, é complementado pela função de também promover a educação alimentar e nutricional dos participantes. “Quando os alunos acompanham o crescimento das plantas, ajudam a molhar e são participantes de todo o processo, no dia da degustação elas acabam comendo, mesmo que inicialmente digam que não gostam”, explica o engenheiro agrônomo.
Mensalmente, o engenheiro visita a escola prestar as orientações necessárias, fornecer o material de acordo com cada etapa e, quando necessário, oferecer aulas de reciclagem aos profissionais responsáveis pelo programa nas instituições. Na Escola 29 de Março, o trabalho das hortas é desenvolvido pela professora Lucia Mikulin que, duas vezes por semana, cuida do local com sua turma de oito alunos. Ela aproveita os momentos de sol para desenvolver conteúdos pedagógicos, como a questão do solo e da água.     
A professora Lucia utiliza a horta como ferramenta para ensinar, especialmente, fundamentos de Matemática. Mas, na escola em que atua, a horta tem outra função ainda mais importante para esse grupo de alunos: a terapêutica. “Quando os alunos vêm pra cá, a gente vê a satisfação deles, a alegria de estar produzindo alguma coisa”, afirma Lucia. Como atua com alunos carentes, ela conta que muitas vezes os alunos levam as verduras colhidas para casa.   
O setor de Agricultura Urbana da Secretaria do Abastecimento, através dos programas Lavoura e Nosso Quintal, busca a utilização racional de vazios urbanos públicos e privados para a produção de alimentos em hortas e pequenas lavouras. O programa tem também a meta de promover o resgate da cultura rural no espaço urbano com a produção de alimentos sem uso de agrotóxicos e de procedência confiável.
Podem participar do programa famílias organizadas em associações de moradores, clubes de mães e organizações religiosas. Também atende escolas, creches, casas de recuperação de menores, unidades de saúde e grupos de terceira idade e outros.

Programas Lavoura e Nosso Quintal
Telefone (41) 3361-2316

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Campanha de Lacres consegue comprar cadeiras de rodas

Parceria foi formada entre a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Rio Negro, Grupo Arteris e Instituto Martinelli
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Entrega das cadeiras de rodas aconteceu no final de março
Um gesto de amor mobilizou uma comunidade, algumas escolas, mulheres solidárias prontas a ajudar o próximo e culminou no sorriso de crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais. A parceria foi formada entre a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Rio Negro, Grupo Arteris, através da Autopista Litoral Sul, quando a Instituição conheceu a Campanha Lacre Amigo, e Instituto Martinelli, de Joinville.
A mobilização iniciou em abril de 2014, quando a Rede Feminina, com intuito de minimizar o sofrimento de crianças e adolescentes com neoplasia nos ossos, juntou escolas, comunidade, zona rural e até cidades vizinhas e arrecadou 300 garrafas PET cheias de lacres de latas de alumínio.
Estes lacres foram enviados à Joinville, através da Autopista Litoral Sul, em janeiro deste ano. Após pesados, somaram 214 Kg, que foram revertidos em 6 cadeiras de rodas simples e uma para banho.
A entrega destas cadeiras foi feita no final de março, numa solenidade preparada pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Rio Negro.

Campanha Lacre Amigo
Com a finalidade de despertar nas pessoas a preocupação com o outro e com a sociedade, a Autopista Litoral Sul desenvolve Projeto Lacre Amigo. A campanha tem como objetivo arrecadar anéis de latas de alumínio para que possam ser trocadas por cadeiras de rodas.
O simples ato de juntar os lacres, desperta o senso de responsabilidade com o próximo e pode transformar a vida de quem realmente necessita. Além disso, contribui para o desenvolvimento pessoal e profissional do voluntário, desenvolvimento e inclusão social da comunidade e auxilia no relacionamento entre comunidade, organização social e profissional do voluntário.


http://www.adjorisc.com.br/jornais/correiodonorte/editorias/regi-o/campanha-de-lacres-consegue-comprar-cadeiras-de-rodas-1.1549404#.VTEXb_nF-n9

terça-feira, 14 de abril de 2015

Curitiba implanta semáforos especiais para pessoas com mobilidade reduzida





http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/curitiba-implanta-semaforos-especiais-para-pessoas-com-mobilidade-reduzida/36127
Pessoas com mobilidade reduzida terão mais tempo e maior segurança nas travessias de cruzamentos semaforizados em Curitiba. A Prefeitura iniciou nesta terça-feira (14) a implantação de uma nova tecnologia que permite aumentar o tempo de abertura dos semáforos para pedestres  mediante o uso do cartão transporte de idoso ou do cartão de pessoa com deficiência, ambos fornecidos pela Urbs (Urbanização de Curitiba S/A). Os equipamentos serão instalados em 31 pontos da cidade.
Foram escolhidos locais que apresentam maior risco de acidentes para pessoas com mobilidade reduzida, como cruzamentos próximos a unidades de saúde, hospitais e terminais de ônibus. “É uma tecnologia a favor da vida, que vai dar maior segurança nas travessias. Com menos atropelamentos nos cruzamentos, também contribuímos para a diminuição dos gastos com saúde pública decorrentes de acidentes de trânsito”, afirma o prefeito Gustavo Fruet.
O primeiro módulo de leitura de cartões foi instalado na Praça Ouvidor Pardinho (Rua 24 de Maio), no Rebouças. Os equipamentos poderão ser utilizados por 160 mil idosos, 13,2 mil pessoas com deficiência e 6,2 mil aposentados por invalidez que possuem atualmente um cartão de isento habilitado da Urbs. São 120 módulos da empresa Dataprom adquiridos via licitação (modalidade pregão), com investimento de R$ 348 mil e que deverão ser instalados nos próximos 90 dias.
O sistema funciona através de uma botoeira especial acoplada ao semáforo, que é acionada pelos cartões da Urbs. Ao identificar o cartão, o semáforo abrirá por mais alguns segundos além do programado, permitindo uma travessia mais segura. O tempo de abertura é aumentado em até 50% em relação ao tempo de semáforo normal em Curitiba.
“As pessoas com deficiência e os idosos realmente precisam desse tempo maior nas travessias. É muito importante essa iniciativa da Prefeitura de Curitiba, pois estamos investindo na segurança de toda a população”, diz a secretária extraordinária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdocimo.
A senhora Darci Graminho dos Santos, 71 anos, que faz atividade física na Praça Ouvidor Pardinho, testou e aprovou o novo semáforo, que no local passou a abrir por 18 segundos para o pedestre com cartão da Urbs – seis segundos a mais que o tempo convencional. “É um ótima ideia, vai nos ajudar muito, pois muita gente de mais idade tem uma grande dificuldade para atravessar a rua. O perigo é constante”, afirma.
Pesquisa
A Prefeitura de Curitiba realizou, em 2013, uma pesquisa inédita com 470 pedestres idosos em vários cruzamentos do Centro da cidade, determinando velocidade e tempos médios de travessia. Os dados levantados serviram de base para o aumento de tempo em muitos semáforos de pedestres de Curitiba e também para o cálculo do tempo de abertura dos semáforos especiais para pessoas com mobilidade reduzida.
“A intenção da implantação do semáforo inteligente é reduzir as fatalidades no trânsito da capital paranaense, principalmente com idosos, as maiores vítimas de acidentes fatais com pedestres na cidade segundo levantamento do projeto Vida no Trânsito. Com esta ação, Curitiba se prepara para atender com maior segurança o pedestre idoso que, segundo dados do IBGE, em 20 anos, terá sua população triplicada no Brasil”, diz a secretária municipal de Trânsito, Luiza Simonelli.
Participaram do evento na Praça Ouvidor Pardinho o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Sérgio Pires, o presidente da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), Roberto Gregório, e o vereador Pier Pretuzziello.

Confira os locais onde serão instalados os novos equipamentos:
Rua Francisco Raitani x Hospital do Idoso   
Rua 24 de Maio X Pça. Ouvidor Pardinho (Unidade de Atenção ao Idoso)
Rua Ubaldino do Amaral x Rua Amâncio Moro (Igreja do Perpétuo Socorro)
Rua Amâncio Moro x Rua Mauá (Igreja Perpétuo Socorro)
Rua João Negrão x Rua Pedro Ivo (Terminal do Guadalupe            )
Rua André de Barros x Rua João Negrão (Terminal do Guadalupe)
Av. Mal. Floriano Peixoto x Av. Visconde de Guarapuava (local com muitos atropelamentos)
Av. Visconde de Guarapuava x Rua João Negrão (INSS)
Av. Mal. Floriano Peixoto x Rua Pedro Ivo (Estação Pça Carlos Gomes)
Rua Pedro Ivo x Rua Des. Westphalen (Pça. Rui Barbosa)
Rua Cap. Souza Franco x Av. Vicente Machado (Hospital da Cruz Vermelha e Hospital Geral de Curitiba)
Rua XV de Novembro x Rua Camões (Associação dos Deficientes Físicos do Paraná)
Av. São José x Rua Fioravante Dalla Stella (Hospital do Cajuru)
Via Vêneto x Rua Marcos Mocelin (Unidade de Saúde Santa Felicidade)
Via Vêneto x Rua Sta. Bertila Boscardin (Terminal Santa Felicidade)
Av. Ver. Toaldo Túlio X Rua Antônio Scorssin (Unidade de Saúde São Braz)
Rua Lysimaco F. da Costa x Rua Papa João XXIII (Prefeitura)
Rua Dep. Mário de Barros x Rua Carlos Pioli           (Igreja do Divino, Celepar, Serpro, Tribunal de Contas e Secretarias do Estado)
Rua João Gbur x Rua Fernando de Noronha (UPA e Rua da Cidadania Boa Vista)
Rua Canadá X Rua Arary Souto (UPA e Rua da Cidadania Boa Vista)
Av. Paraná x Rua Pedro Doska (Unidade de Saúde Santa Cândida)
Av. Comendador Franco x Rua Henrique Mehl (local com muitos atropelamentos)
Rua Zonardy Ribas x Rua Maestro C. Frank (Terminal do Boqueirão)
Rua Anne Frank x Rua Napoleão Laureano (Terminal do Carmo)
Rua Ten. Francisco F. De Souza x Rua Gabriel Corisco Domingues (Terminal do Carmo)
Rua Waldemar Kost x Rua Anne Frank (Unidade de Saúde Vila Hauer)
Rua Engº Benedito M. Da Silva x Rua Filipinas (UPA Cajuru           )
Rua Nivaldo Braga x Rua Osmário de Lima (Unidade de Saúde Iracema Capão da Imbuia)
Rua Carlos Klemtz x Rua Adorides Jesus C. Camargo (UPA Fazendinha)
Rua Carlos Klemtz x Rua Gen. Potiguara (Terminal Fazendinha)
Rua Levy Buquera x Rua dos Pioneiros (UPA Sitio Cercado)

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Osteopatia é tratamento cada vez mais procurado nas estações frias

Terapia manual não é invasiva e pode tratar de disfunções ortopédicas até enxaquecas

Mastrangelo Reino
Paciente é submetido à terapia manual no consultório do osteopata de Ribeirão Preto Eduardo Ito: ‘além da melhora da dor, existe uma melhora na mobilidade e na qualidade de movimento de todos os tecidos do corpo’, diz ele (Foto: Mastrangelo Reino/ Especial)
Noites mal dormidas, cadeiras desconfortáveis e assistir televisão deitado no sofá são algumas das situações que exigem muito do nosso corpo atualmente. Elas costumam provocar problemas físicos e dores, que aumentam significativamente nos meses frios. É quando aumenta também a procura pela osteopatia, segundo o fisioterapeuta Eduardo Ito, de 32 anos.
Terapia manual extremamente precisa e sofisticada, a osteopatia busca eliminar as causas de uma saúde prejudicada e fortalecer o poder curativo básico que já existe dentro de nosso próprio corpo. “Ela é baseada em princípios filosóficos estruturados na anatomia e fisiologia e, apesar de já ser comum na Europa e Estados Unidos, ainda é uma novidade para os brasileiros”, explica Ito, especializado na técnica.
Segundo ele, a terapia costuma ser procurada por pacientes com disfunções ortopédicas, como hérnias de disco, tendinites, fibromialgia e tensões musculares. Mas ela também propõe tratar problemas em órgãos como rins, intestino e estômago.
Criada no final do século 19 pelo médico Andrew Taylor Still, a Osteopatia é voltada aos diferentes tecidos do organismo (ossos, músculos, nervos, etc.) e não existe limite de idade para o paciente iniciar o tratamento.
“Atualmente existem osteopatas especializados em tratar de bebês recém-nascidos com traumas durante o parto, assim como idosos com queixas crônicas de coluna, insônia e vertigens. É só encontrar o certo para você”, relata.
Já os benefícios, segundo Eduardo, são inúmeros. Além da melhora da dor, existe uma melhora na mobilidade e na qualidade de movimento de todos os tecidos do corpo.
PrevençãoComo prevenir é sempre melhor do que remediar, com a aproximação do frio, Eduardo Ito recomenda realizar exercícios físicos ao menos três vezes por semana. “Eles aquecem nosso corpo, aumentam a circulação sanguínea e consequentemente nos deixa mais relaxados”, concorda a fisioterapeuta Beatriz Falco.
‘O corpo humano é muito inteligente’Segundo a fisioterapeuta Beatriz Falco, o corpo humano nos mostra quando existe algo errado por meio da dor. “Ele é muito inteligente”, afirma. Porém, antes de iniciar qualquer tratamento, ela aconselha fazer uma avaliação fisioterapêutica para não só investigar a queixa do paciente como também montar um tratamento adequado. “Cada paciente é de um jeito”, observa.
Já a frequência do tratamento varia da quantidade de correções que necessitam ser feitas. “Também analisamos a capacidade do organismo de se adaptar, pois um importante princípio é respeitar a capacidade de autocura do corpo”, comenta Eduardo Ito.
Apesar de não ser um tratamento invasivo, a Osteopatia muitas vezes pode tratar e até curar problemas, se forem acompanhados desde cedo. “Uma hérnia de disco, por exemplo, é uma parte do problema apenas. Existem inúmeras estruturas que podem participar desses sintomas no momento de crise”, explica o osteopata.

'O preconceito ainda é grande', diz jovem com epilepsia


Quem convive com epilepsia se vê obrigado a enfrentar, além dos sintomas da doença, o preconceito da sociedade. Segundo a publicitária Liana Toscano, de 28 anos, algumas pessoas têm medo de se aproximar durante as crises pois acham que é contagioso. "Mas não é", garantiu a jovem. Semana passada na quinta-feira (26/03), pessoas que convivem com epilepsia realizaram em todo o mundo uma ação com o objetivo de divulgar informações e combater o preconceito com a doença. O ‘Dia Roxo’, como é chamada a ação, surgiu em 2008, no Canadá, e é realizado no Brasil desde 2011.
A escolha do roxo remete à lavanda, a cor internacional da epilepsia, dado ao fato que a flor lavanda remete a um sentimento de isolamento e solidão, frequentemente vivenciado pelas pessoas com epilepsia.

Algumas pessoas têm medo de se aproximar durante as crises pois acham que é contagioso, mas não é"
Liana Toscano,
publicitária
“O preconceito ainda é grande", lamentou Liana. Ela sofre crises de epilepsia desde criança, mas só foi diagnosticada com a doença há quatro anos. “Passei por diversos profissionais que não conseguiram identificar o que causava as crises. Só aos 24 anos é que um neurologista detectou que eu tinha epilepsia”, comentou.
Segundo a publicitária, a maior parte das pessoas que têm preconceito são as que confundem a doença, que é neurológica, como sendo algo psicológico. “Muita gente não conhece a doença e acha que é coisa de pessoas com problemas mentais e até mesmo que é contagioso. Por isso é importante divulgarmos informações sobre a epilepsia, para que as pessoas conheçam sobre a doença e saibam como ajudar num momento de crise”, comenta.
Liana conta que antes de ser diagnosticada e realizar o tratamento adequado, chegava a tomar cerca de 13 comprimidos por dia e não controlava as crises. “Teve uma vez que tive nove crises no mesmo dia. Depois do diagnóstico, passei a tomar apenas quatro comprimidos e as crises foram reduzindo ao ponto que passei cinco meses sem nenhuma”, explicou.
A jovem também explica que o controle das crises e da doença é mais fácil com o apoio de familiares e amigos. “Este apoio é muito importante pra mim. Já tive crises dentro do trabalho e depois que os colegas aprenderam a me ajudar durante estes momentos, ficou mais fácil conviver com a epilepsia e não se sentir isolada por ter a doença”, concluiu Liana.
Sobre a doença
O neurologista Erasmo Barros explica que a epilepsia é uma doença neurológica passível de tratamento que possui controle na maioria dos casos. “A epilepsia tem causa variável e a evolução da doença se dá também de forma variável dependendo da causa. Em até 70% dos diagnósticos, com tratamento medicamentoso ou cirúrgico, as crises param totalmente”, disse.
O médico também explica que há uma diferença entre uma crise convulsiva e a epilepsia. “Nem toda crise convulsiva quer dizer que a pessoa sofre de epilepsia. Em casos isolados, a crise pode ter outra origem. Se houver recorrência, é necessário fazer uma investigação para saber se a pessoa tem epilepsia”, diz.
A neurologista Bianca Oliveira, comenta sobre a diferença entre as crises. "Há dois tipos de crise, as convulsivas, onde o paciente cai e se debate, e as não-convulsivas, onde os pacientes descrevem uma sensação de 'blecaute' ou 'ausência'. A maioria das pessoas tem a tendência a tentar puxar a língua do paciente que está se debatendo, mas não recomendamos fazer isso, pois a pessoa em crise pode involuntariamente acabar mordendo o dedo de quem tenta ajudar e causar uma lesão séria", explica.
Oliveira orienta as pessoas sobre como ajudar alguém que esteja em uma crise convulsiva. "O que deve ser feito é deitar o paciente de lado, para evitar que a pessoa se sufoque com a salivação excessiva e protegê-la para evitar que se machuque, afastando objetos próximos que possam causar lesões no paciente. Uma crise normal dura cerca de 5 minutos. Se passar deste tempo ou se acontecer crises seguidas uma da outra, a pessoa deve ser levada para a emergência, para que sejam feitos exames para identificar as causas da convulsão", completa a médica.
Fonte: G1

O perigo assistencialista da passagens de 'graça' para pessoas com deficiência

POR JAIRO MARQUES

 
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Na semana passada, uma advogada gaúcha, que tem deficiência, ganhou na Justiça, em segunda instância, o direito de não pagar por passagens áreas de uma viagem que fez a Brasília. Para ler, clique no bozo… bozo
Hoje, apenas transportes terrestres cumprem a legislação de destinar dois lugares no bumba em cada viagem para o povão com deficiência e comprovadamente carente.
O espírito da lei é compensar, de certa maneira, as restrições de ir e vir imposta a quem mal consegue botar o nariz para fora de casa e dar acesso a melhores condições de busca por tratamentos médicos (normalmente, os melhores, estão em grandes centros).
Para mim, não há muito o que contestar quando o quadro em questão é estritamente o relacionado à busca de melhores estruturas de cuidado à saúde, à reabilitação.
Desde que hajam regras claras, me parece mais do que justo que o erário público (não as empresas privadas) banque pelo custeio, não só do transporte, como de todo o translado de quem busca melhorarias na funilaria ou no motor… :shock:
A questão ganha outros contornos quando se defende que o transporte precisa ser gratuito a pessoas com deficiência em quaisquer condições em em qualquer modal. Então, se eu quisesse queimar as pelancas no Nordeste era só juntar meus “trem”, catar a mulher e os meninos e deitar o cabelo para praia. A minha passagem seria de graça.
É preciso que haja maior clareza entre os domínios do que é justo, do que equilibra realidades e o que é criado com o simples fundamento assistencialista, uma vez que é “bonito” agradar quem não tem perna, não vê, não escuta, nem nada…
viagem
O que a Justiça precisa estar atenta é na garantia das condições iguais ao trabalho, à educação, ao lazer. Paliativos como uma passagem aérea não agrega em nada à inclusão de fato e pode aumentar um ranço de dependência extrema que paira sobre o povo “estropiado”.
O cenário atual é cinzento, não tem regras objetivas e ainda enfrenta a ineficiência do próprio setor de transportes,como um todo, para atender as pessoas com deficiência. Hoje, pagando integralmente pelos bilhetes, somos destratados e recebemos atendimento indigente em aeroportos, rodoviárias, terminais.
Mas não acho e não estou de acordo com soluções paliativas e isoladas para tentar dirimir as distorções de tratamento e de acesso.
É fundamental que se fortaleçam as condições gerais de vida e a inclusão geral de cegos, surdos, cadeirantes etc para que cada tome autonomamente decisões de viagens, de deslocamento, sem assistencialismo.
“Jairim, e quando a pessoa necessita de um acompanhante. E aí?”
Essa situação também, dentro da ótica de Justiça, me parece translúcida: se para conseguir ir daqui para acola com autonomia uma pessoa necessita de um apoio de um cuidador, esse cuidador tem de ser amparado com benefícios fiscais ou mesmo isenção total do custeio das passagens, dependendo da situação em que se daria a viagem. Havendo equilíbrio, tudo certo.
Mais uma vez, para que isso funcione de maneira efetiva e clara, seria preciso mais seriedade no trato das regulamentações. Hoje, se acha demais e se sabe de menos.
Essa situação atual embolada, misturando dó e assistencialismo, só afeta a formação de uma identidade mais proativa e capaz de explicar à sociedade o que de fato são instrumentos para gerar equidade e para fornecer a todos uma vida minimamente equilibrada.