quinta-feira, 12 de junho de 2014

Paraplégico chuta bola com exoesqueleto de Nicolelis, mas quase ninguém viu

  • Reprodução
    Paraplégico dá chute na Copa com exoesqueleto de Nicolelis
    Paraplégico dá chute na Copa com exoesqueleto de Nicolelis
Um brasileiro paraplégico chutou a Brazuca na abertura da Copa do Mundo de 2014, em São Paulo, nesta quinta-feira (12). Mas quase ninguém viu. A transmissão estava na festa e de repente mostrou o chute, com a bola já em movimento e o homem em pé com braço erguido. Um segundo e a câmera voltou para a festa.
O momento esperado da ciência, demonstra o exoesqueleto - uma estrutura metálica que dá sustentação e reage a comandos do cérebro, como andar e chutar - criado pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis. O estudo iniciado em 2009 tem sua primeira exibição pública. Os estudos científicos que embasam e explicam toda a tecnologia usada ainda serão publicados.
Na internet, muitas pessoas reclamaram da pouca exibição. A assessoria do pesquisador informa que este era realmente o chute combinado e que "deu tudo certo com o exo e o paciente".


Conheça as peças do projeto 'Andar de Novo'33 fotos

25 / 33
O neurocentista brasileiro Miguel Nicoleis (esquerda) trabalha no exoesqueleto BRA-SANTOS DUMONT I, que será usado por um paraplégico para caminhar e dar o primeiro chute da Copa do Mundo de 2014. O exoesqueleto comandado pelo cérebro funciona com os comandos da mente. Para Nicolelis, a iniciativa é o começo de um futuro em que pessoas com paralisia poderão abrir mão de cadeiras de rodas. O projeto recebeu R$ 33 milhões reais de financiamento da Finep, empresa pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) Divulgação
Segundo o pesquisador, os testes foram concluídos com sucesso no último dia 28 de maio: "o exoesqueleto, sobre comando da atividade cerebral de um operador, realizoumovimentos naturais e fluidos que produziram, em todos os pacientes, a sensação de que eles estavam caminhando com as próprias pernas".
A interface cérebro-máquina é feita por meio de uma touca com eletrodos que captam os sinais elétricos do couro cabeludo, com a técnica do eletroencefalograma (EEG), de forma não invasiva. De acordo com Nicolelis, esse procedimento é suficiente para impulsionar, com o exoesqueleto, a realização de movimentos de membros inferiores. Os sinais cerebrais dos pacientes que usaram o exoesqueleto foram processados em tempo real, decodificados e utilizados para mover condutores hidráulicos.
O Projeto Andar de Novo é um consórcio formado por universidades e institutos de pesquisa do mundo todo, sob o comando científico do neurocientista brasileiro. O objetivo do projeto é desenvolver uma tecnologia de interface cérebro-máquina que permita a pessoas com mobilidade restringida – como paraplégicos – voltar a andar usando a mente para controlar um equipamento externo, que substituiria os membros inferiores. 

Veja pesquisas de Miguel Nicolelis - 15 vídeos


Fase 1: desenvolvimento da interface cérebro-máquina

A partir de 2001, o pesquisador brasileiro começou na Universidade Duke, na Carolina do Norte, Estados Unidos, a primeira etapa do projeto, que foi desenvolver uma interface cérebro-máquina, uma tecnologia que fosse capaz de ler os sinais elétricos produzidos pelos neurônios do cérebro e, a partir deles, propiciar o controle motor que pudesse ser usado por uma máquina. Como o experimento em que um macaco vê pontos no computador e mexe braços mecânicos ou virtuais na direção dos pontos.
O segundo passo foi a chamada resposta tátil, ou seja, mandar os sinais de volta do robô para o cérebro.
Os primeiros testes foram feitos em animais, ratos e macacos. Em outro estágio do desenvolvimento das pesquisas, pela primeira vez esses animais conseguiram diferenciar texturas diferentes dos objetos, por meio da estimulação elétrica dos seus cérebros.

Fase 2: o exoesqueleto

Então, foi a hora de criar uma espécie de robô, chamado de exoesqueleto (esqueleto externo), para sustentar a pessoa em pé e realizar os movimentos. Ele permite a interação em tempo real entre o cérebro e a roupa.
As pesquisas para o desenvolvimento da roupa robótica começaram em 1999 e contaram com pesquisadores de todo o mundo. O trabalho de robótica foi coordenado por Gordon Cheng, da Universidade Técnica de Munique. O sistema foi desenvolvido na França e testado no Brasil.
O exoesqueleto foi batizado de "BRA-Santos Dumont I", em homenagem a quem Nicolelis considera o maior cientista brasileiro de todos os tempos.
Funciona como um controle compartilhado, em que o cérebro gera mensagens que expressam o desejo do operador de movimento, como por exemplo "eu quero andar", "eu quero parar", "eu quero chutar a bola". Esses comandos mentais interagem com os controles das articulações do exoesqueleto para fazer com que os movimentos sejam gerados. E este dá respostas ao cérebro como: "pisei", dei um passo".
O exoesqueleto está equipado com vários giroscópios que impedem quedas durante o movimento.

Fase 3: sensação tátil de andar novamente

Para que o ato de caminhar seja o mais próximo da realidade, os pesquisadores também desenvolveram uma forma de restabelecer a sensação tátil nos membros paralisados. Para isso, foi desenvolvido uma tecnologia de feedback tátil, ou pele artificial, peça fundamental para propriocepção (capacidade de reconhecer a localização espacial do corpo) dos membros inferiores dos pacientes que usarão o exoesqueleto para caminhar novamente.
A pele artificial, desenvolvida pelo grupo de pesquisadores de Gordon Cheng, é formada por placas flexíveis de circuitos integrados, cada uma delas contendo sensores de pressão, temperatura e velocidade. Ela é aplicada na planta dos pés para que o paciente, ao andar com o exoesqueleto, receba, a cada toque dos pés no chão, um estímulo tátil enviado a uma região da parte superior do corpo, como os braços.
Com essa transmissão dos pés para os braços, o cérebro dos pacientes é induzido a remapear as sensações táteis e reestabelecer a sensação de pisar o chão caminhando como se não possuísse paralisia.
O paciente vestirá uma camisa durante a demonstração na cerimônia de abertura da Copa do Mundo, para receber as informações táteis gerada pela pele artificial na superfície dos braços. Essa camisa foi desenvolvida pelo grupo do Dr Hannes Bleuler, da EPFL, em Lausane, Suíça.

Fase 4: os testes com pacientes

O próximo passo foi testar o exoesqueleto com pessoas. Os primeiros testes clínicos do grupo de oito pacientes começaram a ser realizados em janeiro de 2014, no laboratório AASDAP/AACD, inaugurado em novembro de 2013 em São Paulo. Os procedimento de treinamento clínico foram coordenados por uma equipe clínica liderada pela médica brasileira Lumy Sawaki, da Universidade do Kentucky.
Inicialmente, esses pacientes interagiram com um simulador virtual, gerado por computador. Nesse ambiente, os pacientes puderam usar um simulador robótico de marcha que os permitiu andar sobre uma esteira ao mesmo tempo em que viam, usando um óculos de realidade virtual, um avatar que reproduzia os mesmos movimentos.
Durante esse treinamento, os pacientes também receberam feedback tátil dos passos do avatar por meio da pele artificial que emite impulsos vibratórios mecânicos na região do corpo em que eles têm sensibilidade, como o antebraço, por exemplo. Com isso, seus cérebros aprenderam novamente a sentir as pernas e pés. Os testes também incluíram simulações em um ambiente virtual com os mesmos ruídos verificados numa partida de futebol com o estádio lotado.
Após a conclusão dos testes virtuais, começaram os treinamentos com o exoesqueleto. No dia 29 de abril de 2014 um dos pacientes conseguiu dar os primeiros passos com a veste robótica, usando somente o cérebro para os comandos. Até o dia 20 de maio, os pacientes já tinham dado, em média, 120 passos com o exoesqueleto cada um. 

Demonstração na Copa do Mundo

Na cerimônia de abertura da Copa do Mundo haverá uma demonstração de todas as tecnologias produzidas pelo projeto Andar de Novo nos últimos 17 meses. Um dos oito pacientes da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) que participaram dos testes clínicos será encarregado de um "chute simbólico" da Brazuca (nome da bola oficial do torneio) movimentando o exoesqueleto somente com a atividade cerebral, assim como ocorreu no laboratório na fase de testes com humanos.
A iniciativa será uma apresentação da pesquisa e não faz parte do estudo científico. O objetivo é aproximar a ciência da população brasileira e de todo o mundo: uma audiência estimada na casa dos bilhões de pessoas.
Para realizar essa proeza, todo o sistema desenvolvido pelo projeto Andar de Novo passou por inúmeros testes de segurança, um deles realizado em 15 de março no estádio do Pacaembu. No gramado, neuroengenheiros do projeto obtiveram registros da atividade elétrica cerebral antes, durante e após a partida Palmeiras x Ponte Preta, pelo Campeonato Paulista.

Financiamento

No Brasil, a operação do Andar de Novo é liderada pelo IINN-ELS (Instituto Internacional de Neurociências de Natal – Edmond e Lily Safra) e conta com a parceria da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), em São Paulo.
Em janeiro de 2013, o projeto recebeu investimento de quase R$ 33 milhões da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), que propiciou os recursos necessários para a realização da fase clínica do projeto e a organização do laboratório AASDAP/AACD em São Paulo, onde um grupo formado por neurocientistas, engenheiros e pessoal clinico trabalha diuturnamente no desenvolvimento de uma nova tecnologia de neuroreabilitação conhecida como exoesqueleto controlado pela mente.

UOL

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Uma seleção de amor


Clínica-escola pública para autistas, em Itaboraí, é referência no país






 ITABORAÍ - Aos 3 anos, Davi ainda não falava. Foi a partir da demora em se comunicar verbalmente que Gerusa Rangel, mãe do menino hoje com 5 anos, percebeu que algo não estava indo bem. Após longa peregrinação por um diagnóstico correto e local para atendimento adequado para ele, eis que surge uma esperança: a chegada da primeira Clínica-escola do Autista em Itaboraí. Única no Brasil, é o primeiro local neste molde a oferecer atendimento gratuito para autistas, se tornando referência em todo o país.
Fisioteraupetas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, nutricionistas e um neuropediatra compõem o time multidisciplinar, conforme manda a lei. Inaugurada em abril deste ano, o ambiente é resultado de muita persistência. Berenice Piana, moradora da cidade, compara sua luta pelos direitos dos autistas a uma via crucis. Lutando durante três anos e meio para que a lei que leva seu nome se tornasse realidade, ela se manteve firme até a conquista da implementação da clínica, que hoje conta com a consultoria gratuita de especialistas americanos e holandeses, com projetos voltados para o tema consagrados em seus respectivos países.
Sancionada em 2012, a lei 12.764 é o primeiro caso de sucesso no senado como legislação participativa. Fruto da determinação de Berenice, que buscou apoio nas redes sociais pedindo para que as pessoas apoiassem a causa enviando e-mails cobrando aos políticos. Mãe de um rapaz autista, ela lembra as dificuldades que passou com Dayan, hoje com 20 anos.
— Ele tinha um grau severo de autismo, não falava, e só foi diagnosticado aos seis anos. As pessoas costumam subestimar a capacidade do autista. Lembro-me quando, aos quatro anos, ele pulou o muro da escola e desapareceu. Fiquei desesperada — emociona-se Berenice — A escola regular não está pronta para receber uma criança assim. É preciso um preparo prévio do aluno, como o que é oferecido na clínica, para que ele seja inserido — enfatiza.
A Clínica-escola fica na Rua Comandante Ari Parreiras 327, em Venda das Pedras. Atualmente há 35 vagas a serem preenchidas, mas o atendimento só está disponível aos moradores de Itaboraí.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Cadeirante reclama de falta de rampas em loja da Renner em Ribeirão Preto

A atleta Danielle Nobile reclama da falta de acessebilidade em loja de departamentos de Ribeirão Preto, SP (Foto: Danielle Nobile/ Arquivo Pessoal)Danielle Nobile reclama da falta de rampas em loja da Renner (Foto: Danielle Nobile/ Arquivo Pessoal)













O que era para ser uma simples compra de roupas acabou se tornando um transtorno para a paratleta Danielle Nobile, de 28 anos. Cadeirante há um ano e sete meses, após um acidente de carro, a jovem escolheu as peças que mais gostou, mas não conseguiu pagar pelos produtos porque os caixas ficam no andar de cima da loja de departamentos, cujo único acesso é por uma escada com cinco degraus. Danielle conta que tentou pedir ajuda, mas não encontrou nenhum atendente. Por fim, acabou indo embora, sem levar nada.
A assessoria de imprensa da Lojas Renner alegou que essa foi “uma situação pontual” e que o magazine está passando por uma ampliação do espaço. Ainda de acordo com a Renner, um projeto de acessibilidade deve ser implantado na reforma em andamento.
Dor de cabeça
Danielle conta que precisava de uma jaqueta esportiva e então decidiu ir até o centro de compras na última terça-feira (3), mas percebeu que enfrentaria dificuldades assim que chegou à loja. “Entrei pela entrada principal, que fica em frente a uma chopperia. Lá dentro, vi que o departamento de esportes ficava na parte de baixo, mas não havia rampa para descer, apenas uma escada", relembra a jovem, que deu uma volta por dentro do shopping, até encontrar uma porta secundária. Os problemas, no entanto, não terminavam por aí.
“Eu achei o que eu queria, peguei os produtos e fui pagar, mas o caixa ficava na parte de cima e, de novo, eu não tinha como chegar pela falta de rampas. Eu tentei encontrar alguém pra me ajudar, mas não tinha um vendedor sequer ali. Fui embora sem o que eu queria, porque a loja não me deu a chance de comprar", reclamou Danielle, afirmando que antes de sair, pediu a outra cliente que a ajudasse a fazer uma foto, mostrando o problema da loja. A imagem se tornou uma forma de protesto no Facebook.
Danielle diz que essa não é a primeira vez que enfrenta problemas porque não encontra acessibilidade em estabelecimentos comerciais. "É um constrangimento, mas não só pra mim. Imagine um idoso com dificuldade de locomoção, ou uma mãe com carrinho de bebê, como fariam sem a rampa de acesso? A sociedade precisa entender que somos iguais a qualquer outra pessoa, nos saímos, gostamos de passear e fazemos compras também.”
Em implantação
A assessoria da rede de lojas Renner alegou que a situação enfrentada por Danielle foi um caso pontual e informou que, assim como o Ribeirão Shopping passou por uma recente expansão, a loja também está sendo ampliada. O novo projeto prevê acessibilidade, mas ainda em fase de implantação, porque as obras estão acontecendo por etapas.
O Ribeirão Shopping, por outro lado, informou que a acessibilidade está incorporada “no espírito de todas as lojas” do centro de compras e que todas estão se adequando.
G1

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Câmara aprova adaptação de parquinhos para crianças com deficiência





TV CÂMARA
DEP MARCOS ROGERIO
Marcos Rogério recomendou a aprovação de emenda que exclui menção ao Orçamento. 
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quarta-feira (4) o Projeto de Lei3750/08, que torna obrigatórios brinquedos adaptados para crianças com deficiência em playgrounds e parquinhos públicos de todo o País. A proposta, da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES), tem o objetivo de contribuir para a socialização dessas crianças.
Como a proposta foi votada de forma conclusiva, está aprovada pela Câmara, e deve ser analisada em seguida no Senado. O relator da proposta, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), recomendou a aprovação da proposta, e da emenda da Comissão de Finanças e Tributação que excluiu menção ao orçamento da União, uma vez que esses parques são de responsabilidade dos municípios.

Atualmente a Lei da Acessibilidade (Lei 10.098/00) já determina que os parques de diversões, públicos e privados, devem adaptar pelo menos 5% de cada brinquedo e identificá-lo para utilização por pessoas com deficiência.

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/469668-CAMARA-APROVA-ADAPTACAO-DE-PARQUINHOS-PARA-CRIANCAS-COM-DEFICIENCIA.html

Posso ajudá-la??


Está pronto para Copa do Mundo!




Galera!

O chute inicial da Copa do Mundo parece que vai ser da ciência. O projeto Andar de Novo, do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, desenvolveu uma veste robótica que permite que paraplégicos andem. A demonstração será para o mundo inteiro na abertura da Copa do mundo.

O neurocientista promete que um paraplégico com essa veste robótica, chamada de Exoesqueleto, vai levantar, caminhar sobre o gramado e chutar a bola. Uau!

A novidade deve revolucionar a vida de pessoas com deficiência, um grande feito, um gol e tanto de um brasileiro.

Já comentei aqui, mas é sempre bom lembrar. Tenho um projeto aqui na Câmara dos Deputados que agiliza a entrada de material para pesquisa no País. Hoje, muitos cientistas perdem material pela demora na liberação de produtos. O projeto está na Comissão de Ciência e Tecnologia, com a relatora, deputada Luiza Erundina (PSB-SP). Espero ver este projeto aprovado em breve para o bem da nossa ciência.

Confiram mais sobre essa novidade:http://bit.ly/1h3DdyP

quinta-feira, 5 de junho de 2014

As Pessoas Paralizaram Quando Ela Decidiu Se Casar Com Ele


Uma iniciativa de inclusão e diversão!

Assistam o vídeo:
Pra mudar essa história a gente criou a Corrida Maluca de Cadeirantes :) Ao invés de tratar a cadeira de rodas como um impecílio para a corrida, usamos o objeto como parte central de toda a ideia do projeto.
A primeira edição da Corrida Maluca aconteceu ano passado e foi FANTÁSTICA! Olha só que genial que ficou essa história:
O evento em 2013 foi sensacional! Superou as nossas expectativas, que já eram grandes, indo muito além de um dia divertido para as crianças e famílias, mas trabalhando a auto-estima dos pequenos de forma leve, natural e extremamente inclusiva.
Como será o evento em 2014?
Pra repetir essa história a gente precisa da sua ajuda! Na versão 2014 da Corrida Maluca contamos com a ajuda de dois parceiros incríveis que farão essa história acontecer ainda melhor:
Cidade Baixa em Alta
Além de terem todo o know-how de eventos, o pessoal da Cidade Baixa em Alta realizará o nosso sonho inicial: fazer a Corrida Maluca na rua!
Rádio Atlântida
O Marcos Piangers sempre adorou e apoiou os nossos projetos, mas agora estamos em uma parceria oficial :) Contaremos com o suporte de divulgação da rádio Atlântida pra fazer essa história acontecer.
O evento vai ocorrer dia 29 de junho (domingo) das 15h às 17h, na rua João Alfredo. Serão 30 crianças da AACD correndo e se divertindo muito!
Mas pra essa história acontecer, a gente precisa da ajuda de vocês, então vamos ajudar aí bonitões!
Beijos, abraços e até a Corrida Maluca!
Acesse o site e saiba mais: 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Nota de repúdio ao secretário de Turismo do Rio

http://tribunadaimprensa.com.br/?p=85991


Pessoas com deficiência existem desde o começo dos tempos, e sua luta também existe desde então, há muito se confundindo com as lutas pela emancipação de negros, mulheres e demais excluídos. Muito provavelmente, entre seus antepassados se encontrarão pessoas com atributos que hoje denominamos como deficiências.
Nós, pessoas com deficiência brasileiras, hoje também contamos com muitas conquistas emancipatórias, que representam grandes avanços da civilização, tanto na eliminação de barreiras físicas e comunicacionais como de barreiras atitudinais, com o amparo de uma legislação considerada das melhores do mundo.
Nesse sentido, este Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro repudia suas declarações de que pessoas com deficiência não são o público-alvo do evento da Copa do Mundo de Futebol no Brasil (Rádio CBN, 27/05/2014) e, por considerar que o senhor incorreu em crime de discriminação contra as pessoas com deficiência, resolve tornar público seu repúdio, assim como oficiar ao senhor, à Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, ao prefeito e ao Ministério Público, para as providências cabíveis. A propósito, de acordo com a Constituição, a falta de acessibilidade, de qualquer natureza, é discriminação e o agente público deve ser responsabilizado.
Com votos de que a inclusão das pessoas com deficiência faça parte de suas ações estratégicas como gestor público e de seu planejamento na Secretaria de Turismo de uma cidade maravilhosa que deve ser acessível para todos os seus cidadãos, a qualquer momento.
Andrei Bastos é presidente do Conselho Municipal de Defesa dos
Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro – COMDEF-RIO (artigo enviado por Mário Assis