quarta-feira, 5 de março de 2014

Memorial da Inclusão recebe exposição “Sentir prá Ver”



Na foto: pintura é reproduzida por escultura tátil e texto com recurso acessível


Aconteceu na tarde de quinta-feira, 23 de janeiro de 2014, a abertura da exposição “Sentir prá Ver”, no Memorial da Inclusão. Trata-se de uma seleção de 14 reproduções fotográficas acessíveis de obras do acervo da Pinacoteca do Estado.
 
A exposição de gêneros da pintura, com diferentes técnicas, fica no Memorial até 31 de março e busca de forma inclusiva apresentar obras do acervo do museu à todos, pessoas com e sem deficiência.
 
Para a realização da exposição foram adicionados recursos de acessibilidade para auxiliar na locomoção da pessoa com deficiência física e/ou mobilidade reduzida, e para estimular a compreensão das obras para pessoas com deficiência visual.

“Uma exposição como essa, totalmente acessível, é um presente para a cidade de São Paulo, que completa 460 anos dia 25”, destaca Elza Ambrósio, gestora do Memorial da Inclusão.

Amanda Tojal, curadora da exposição, agradeceu o apoio da Secretaria e destacou que “o conceito de acessibilidade deveria ser assim em todas as exposições”.
 
SERVIÇO
 
Exposição Sentir prá Ver
Data: 24 de janeiro a 31 de março, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h
Local: Memorial da Inclusão
Endereço: Rua Auro Soares de Moura Andrade, 564 – Portão 10 – Barra Funda

http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/ultimas-noticias/memorial-da-inclusao-recebe-exposicao-%E2%80%9Csentir-pra-ver%E2%80%9D

terça-feira, 4 de março de 2014

Quais são as características do Síndrome de Asperger em adultos

Quais são as características do Síndrome de Asperger em adultos
http://saude.umcomo.com.br/articulo/quais-sao-as-caracteristicas-do-sindrome-de-asperger-em-adultos-5871.html


É muito importante detectar o Síndrome de Asperger no seu início para poder diagnosticá-lo a tempo e ser tratado por um especialista. Mas, o que acontece com as pessoas que não foram diagnosticadas a tempo e chegaram à idade adulta sem perceber este síndrome? Normalmente não se percebe porque os pais pensam que este comportamento "já vai passar" e ignoram o que acontece pensando que logo melhorará, passando anos e chegando a criança a ser um adulto. Por isso, em umComo.com.br queremos orientá-lo para saber quais são as principais características do síndrome de Asperger em adultos.

O que acontece quando chegam à idade adulta?

  • Normalmente estas pessoas são acusadas injustamente de não encaixar na sociedade ou de serem extravagantes demais, entre outros adjetivos. É mais complicado identificar este transtorno em pessoas adultas e requer um acompanhamento exaustivo e um controle por parte de um especialista.
  • É difícil de diagnosticar quando chegam à idade adulta porque sua inteligência é normal e inclusive superior à média.
  • Apresentam boa atenção e concentração e fazem extremamente bem aquilo que lhes interessa muito, ou seus hobbies.
  • Precisam de formação para as habilidades sociais e de comportamento.
  • Têm muita dificuldade de entender as regras.

Principais sintomas do Síndrome de Asperger

  • Comportamento peculiar.
  • Falta de contacto visual nas conversas, normalmente isto os desconcentra.
  • Concentra-se em seus interesses, chegando a ser obsessivo.
  • Falta de expressão facial nas conversas, o que para outras pessoas pode parecer grosseiro.
  • Falta de empatia, sem mostrar afeto pelos demais, o que lhes ocasiona distanciamento interpessoal.
  • Dificuldade para compreender a linguagem corporal.
  • Dificuldades nas relações interpessoais.
  • As normas sociais estabelecidas fazem com que se sintam confundidos.
  • Sentem-se confundidos com as frases feitas, como, por exemplo, "você está gozando com a minha cara".
  • Sentem dificuldade de desfrutar de uma conversa a não ser que esteja centrada em sua área de interesse.
  • Têm dificuldade de entender porque seu comportamento foi inadequado.
  • Comportamentos repetitivos.
  • Têm dificuldade de se adaptar socialmente e se suas rotinas não são seguidas ficam ansiosos.
  • Não toleram os ruídos fortes, as luzes muito brilhantes ou odores incômodos.
  • Uso de uma linguagem pedante e inexpressiva.
  • Falta de coordenação motora.
  • Precisa de apoio visual para entender as coisas, tentam traduzir as palavras em imagens para sua melhor compressão.
  • Tendência a prestar atenção nos detalhes; com esta forma analítica têm dificuldade de entender a globalidade das coisas.
  • Sinceros.

Para ter em consideração

É importante ter em consideração que cada pessoa é um mundo, e encontraremos sempre diferenças entre umas e outras. Portanto, duas pessoas diagnosticadas com o Síndrome de Asperger, nem sempre têm que apresentar as mesmas características ou perfil.
Aqui falamos dos traços principais a serem levados em consideração, os de maior destaque. Se você acha que você mesmo ou que um familiar pode ter estas características, é recomendável procurar um especialista para poder ser diagnosticado, se for o caso.
Se deseja ler mais artigos parecidos a quais são as características do Síndrome de Asperger em adultos, recomendamos que entre na nossa categoria de Doenças do desenvolvimento .


Continuar lendo:http://saude.umcomo.com.br/articulo/quais-sao-as-caracteristicas-do-sindrome-de-asperger-em-adultos-5871.html#ixzz2v300Xnx2

segunda-feira, 3 de março de 2014

SDH/PR e Anatel debatem a criação de Regulamento Geral de Acessibilidade nas Telecomunicações

13/02/2014
A Secretaria de Diretos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) deram um passo significativo para a criação do projeto do Regulamento Geral de Acessibilidade nas Telecomunicações, nessa quarta-feira (12), em Brasília (DF). O Ciclo de Palestras sobre Acessibilidade, realizado em parceria pelos dois órgãos na sede da Anatel, capacitou e sensibilizou os servidores da agência para a missão de compilar em um regulamento único todos os artigos e dispositivos legais existentes em telecomunicações no âmbito da acessibilidade que se encontram dispersos na legislação brasileira.
A programação reuniu palestras de representantes da SDH/PR, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da União Internacional de Telecomunicação (UIT), além de Paulo Romeu Filho, criador do Blog da Audiodescrição.
O secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da SDH/PR, Antonio José Ferreira, destacou a receptividade da Anatel para discutir o aprimoramento das telecomunicações no Brasil voltados para as pessoas com deficiência. “Há um ano estivemos com o presidente João Batista de Rezende, que compreende a necessidade de avançar neste tema. Esta conversa resultou neste debate, que certamente trará mais ações concretas para que o povo brasileiro continue percebendo a diferença da política pública em acessibilidade no seu dia a dia”, comentou.
Em 2013, a Anatel realizou consultas públicas sobre promoção da acessibilidade das pessoas com deficiência aos serviços de telefonia fixa e móvel. Para o vice-presidente da agência, Jarbas José Valente, o debate colabora para aproximar as decisões dos anseios das pessoas com deficiência.  “Queremos que as dificuldades sejam minoradas, e que os equipamentos e as facilidades que virão e que os instrumentos e colocados à disposição possam estar regulamentados dentro de um padrão acessível e que os sistemas que venham a ser desenvolvidos sejam sistemas universais.
A mesa de abertura (foto) contou com o assessor sênior do Escritório da UIT das Américas, Randall Trevino, a gerente de Universalização e Ampliação do Acesso da Anatel, Karla Crosara e o vice-presidente da Anatel, Jarbas José Valente.

Assessoria de Comunicação Social
http://www.sdh.gov.br/noticias/2014/fevereiro/sdh-pr-e-anatel-debatem-a-criacao-de-regulamento-geral-de-acessibilidade-nas-telecomunicacoes?fb_action_ids=566534410111537&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%5B217392795119976%5D&action_type_map=%5B%22og.likes%22%5D&action_ref_map=%5B%5D

ESCRITOR PREMIADO DESCOBRE QUE É AUTISTA AOS 41 ANOS



Livro “Autista com muito orgulho – a síndrome vista pelo lado de dentro” conta a história do autor (Foto: Leandro Mata/G1)



Diagnóstico veio após autor ter publicado 3 obras e vencido 2 concursos

Cristiano Camargo diz que força de vontade o fez superar as dificuldades.



03/08/2013 07h26 - Atualizado em 03/08/2013 09h34


Leandro MataDo G1 Ribeirão e Franca


Com o cabelo bem penteado, blazer e roupa social alinhados e um tratamento cordial, Cristiano Camargo, 50 anos, abre a porta da casa em que mora com a mãe em Ribeirão Preto (SP) para mais uma entrevista entre tantas que já concedeu. Com cinco livros publicados e três prêmios literários em 38 anos de uma carreira que ele começou aos 12 anos, o autor se destaca pela sensibilidade e criatividade que emprega em suas obras. Mais do que se esforçar para contar boas histórias, o escritor é exemplo para muitos por ter superado as dificuldades de ser autista do tipo asperger, síndrome que só descobriu que possuía aos 41 anos, quando já tinha três publicações e vencido dois concursos.
O choque inicial de descobrir ser asperger transformou-se em inspiração para o livro mais recente, publicado no ano passado. “Autista com muito orgulho – a síndrome vista pelo lado de dentro” é a primeira obra de não ficção de Camargo, que relata um pouco de sua história e o que se passa na vida do autista. A publicação e o trabalho de ativismo na defesa de pessoas com a síndrome renderam ao autor neste ano o prêmio do Movimento do Orgulho Autista, entregue na Assembleia Legislativa de Brasília (DF), onde ele compôs a mesa de debates e discursou no evento.
A descoberta
“Eu considero uma benção ter sido diagnosticado tarde. Sem saber, eu fui superando sozinho, quando eu fui diagnosticado já tinha superado praticamente tudo”, relata Camargo.
Foi durante uma viagem internacional que o pai de Camargo, na época um pesquisador de Farmacologia e Bioquímica da USP, desconfiou que o filho, então com 41 anos, poderia ser autista. Ao ler o livro “O estranho caso do cachorro morto”, de Mark Haddon, em que o protagonista apresentava o distúrbio, o pai notou a semelhança da personagem com o filho. O pesquisador passou o livro a Camargo e marcou uma consulta em São Paulo com um psiquiatra. O médico realizou o exame e confirmou o diagnóstico de asperger.
O transtorno asperger não atinge a capacidade de aprendizado, mas prejudica a interação social e o comportamento do portador. Para explicar como o autista vê o mundo, Cristiano Camargo criou a hipótese que nomeou de “processo de amadurecimento asperger”, no qual o portador vai evoluindo e se tornando mais sociável e independente. O caminho para isso passa por três fases.
Na primeira fase, Camargo explica sob a ótica de sua vida, que a criança cria o “mundo interno de fantasia”, onde inventa suas histórias e interage dentro de si com um imaginário que comanda. A segunda etapa é nomeada pelo autor de “a fase dos dois infernos” quando o contato com a realidade e a confusão com o que é fantasiado geram uma perturbação mental e faz com que a pessoa tenha uma visão desvalorizada de si. "Na cabeça do autista imaturo a realidade é um inferno porque ela não corresponde ao que ele vê no mundo de fantasia interno dele, onde ele mesmo cria as regras, seus personagens e rege tudo isso como se fosse um maestro e tem poder de vida e morte.”

É nesse momento que, segundo ele, o asperger enfrenta o maior desafio: interagir com o mundo real. “Se a pessoa decide começar a visitar a realidade, como a maioria das crianças autistas fazem, ela vai começar a interagir na realidade, a entender, mas é uma época de muito conflito em que ela é obrigada a se virar e dominar esse conflito entre a realidade e a fantasia e distinguir uma da outra”, explica.
O último estágio é o “Amadurecimento”, quando o asperger se torna produtivo e independente e consegue conviver com a sociedade. “Ela aprende a usar o mundo interno de fantasia como uma ferramenta para se dar bem na vida através da criatividade, para buscar novas soluções para os problemas”, conclui.
Ser Asperger ajudou a criatividade
Saber visitar esse mundo interno de fantasias e retratá-lo em textos foi um trunfo que Camargo aprendeu a usar desde cedo. Na escola, vibrava quando os professores passavam redações. Leitor assíduo, começou com o “Livro da Selva”, de Rudyard Kipling, passou por obras Monteiro Lobato, Jack London e clássicos da literatura infantil. Junto com o gosto pela leitura veio a vontade de escrever.


“Quando criança eu adorava as redações, principalmente tema livre. Foi fazendo redações do mesmo tema, juntando tudo e formando uma coleção delas que eu fiz o meu primeiro livro.”
A história “Inesperado Salvador” foi escrita a mão por ele aos 12 anos. Uma amiga da família datilografou os manuscritos e enviou para o concurso Círculo do Livro. O prêmio veio com a publicação da obra em uma coletânea em 1979.
O resultado surpreendeu a família. “Meu pai ficou muito surpreso, de ver a qualidade da história. Era a primeira vez que eu estava escrevendo, então ele não tinha ideia de que eu tinha essa vocação literária.”
Depois veio a obra “Jornada ao Vale Deslumbrante”, publicada em 1989. “Mistério do Grande Urso”, de 1997, lhe rendeu no mesmo ano o prêmio de publicação na coletânea “Melhores escritores de São Paulo”. Com “Automato e outras histórias”, de 2005, Camargo conquistou menções honrosas e o primeiro lugar na categoria livro do prêmio Arthur Bispo do Rosário, em 2009.
Fonte: http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2013/08/escritor-premiado-de-ribeirao-preto-descobre-aos-41-anos-que-e-autista.html

sábado, 1 de março de 2014

Piauí passa a conceder cadeiras de rodas motorizadas através do SUS


Ceir concede cadeiras de rodas motorizadas, através do SUS (Foto:Ascom Ceir)
Ceir concede cadeiras de rodas motorizadas, através do SUS (Foto:Ascom Ceir)
O ano de 2014 começa com boas notícias para as pessoas com deficiência do Piauí: o Ministério da Saúde ampliou os modelos de meios auxiliares de locomoção concedidos, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, a Oficina Ortopédica do Ceir passa a conceder equipamentos mais modernos, a exemplo das cadeiras de rodas motorizadas.
O superintendente Multiprofissional do Ceir, Aderson Luz, explica que os novos equipamentos foram incluídos na tabela do SUS ainda em 2013 e que, na última terça-feira (14), o Ceir iniciou a entrega das primeiras 16 cadeiras de rodas motorizadas enviadas pelo fabricante. Além delas, é possível, a partir de agora, obter cadeiras de banho mais modernas e cadeiras de rodas específicas para pacientes obesos, dentre outros novos modelos ofertados pelo SUS à população.
SUS vai oferecer cadeiras motorizadas para pessoas com deficiência
Inmetro não aprova modelos de cadeira de rodas
Justiça obriga SUS a dar cadeira de rodas motorizada
Aderson Luz lembra que para ser beneficiado com os novos equipamentos é preciso que o caso do paciente esteja de acordo com as indicações da tabela do SUS. “O paciente deve ter a indicação médica e seu caso deve se enquadrar em alguma das 100 patologias previstas pelo Ministério da Saúde”, diz o superintendente, enfatizando que os critérios e a análise dos processos ficam a cargo do próprio SUS.
Joselma Barros, primeira beneficiada( Foto: Ascom Ceir)Uma das beneficiadas com as primeiras cadeiras motorizadas entregues pelo Ceir foi a analista judiciária Joselma Barros, de 34 anos. Vítima de uma lesão medular causada por um acidente de trânsito ocorrido há quase três anos, Joselma não movimenta os membros inferiores e vem recuperando o movimento dos braços por meio do tratamento de reabilitação física.
“A cadeira motorizada vai me ajudar principalmente no trabalho, onde preciso me locomover constantemente. O modelo é de qualidade e me proporcionará mais autonomia no cotidiano”, afirma Joselma, que recebeu o equipamento na tarde dessa quarta-feira (15).
Joselma Barros, primeira beneficiada( Foto: Ascom Ceir)
Joselma Barros, primeira beneficiada( Foto: Ascom Ceir)
Saiba como solicitar
Para solicitar órteses, próteses, cadeira de rodas ou outros meios auxiliares de locomoção oferecidos pela Oficina Ortopédica do Ceir, basta que o paciente procure a Unidade de Saúde mais próxima de sua residência e faça uma consulta com um médico do Programa de Saúde da Família (PSF) ou que seja credenciado pelo SUS. O profissional deve prescrever no formulário o tipo de equipamento necessário para o caso do paciente.
Em seguida, o paciente deve anexar à solicitação do médico as cópias dos seguintes documentos: CPF, RG, Cartão do SUS (Cartão Nacional de Saúde) e comprovante de residência com CEP. Toda a documentação deve ser entregue na Secretaria de Saúde da cidade onde mora o paciente. Aqueles que residem em Teresina devem procurar diretamente a Central do SUS, na Rua Governador Artur de Vasconcelos , nº 730, zona Sul da capital. Somente após a aprovação é que o processo é encaminhado à Oficina Ortopédica do Ceir.
No ato da entrega da documentação, o paciente deve informar pelo menos um telefone para contato. É através dele que o Ceir dará andamento ao processo. O prazo do SUS para a entrega de meios auxiliares de locomoção solicitados é de 90 dias.
Fonte: http://www.piaui.pi.gov.br/

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Todo brasileiro tem direito a fraldas descartáveis grátis, diz STJ

Boa notícia: todo brasileiro tem direito a fraldas descartáveis grátis, diz STJ

Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça garantiu a todos os brasileiros o direito de receber fraldas descartáveis gratuitamente caso não tenham recursos para arcar com os custos.

Saiba mais nesta reportagem do Estadão: http://migre.me/i5ozs

Direito reivindicado pelo Ministério Público para jovem portadora de patologia congênita é estendido a todos  por determinação do Superior Tribunal de Justiça

SÃO PAULO - Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) garantiu a todos os brasileiros o direito de receber fraldas descartáveis gratuitamente caso não tenham recursos para arcar com os custos.

Em julgamento de recurso especial interposto pelo Ministério Público de Santa Catarina, a segunda turma do STJ garantiu o direito a todos os brasileiros em ação civil pública destinada a garantir o fornecimento de fraldas descartáveis a portadores de doenças que necessitem desse item e não tenham condições de arcar com seu custo. A decisão foi unânime.

A ação foi movida em favor de uma jovem de 21 anos, portadora de um conjunto de patologias de origem congênita. A família, de baixa renda, não conseguia arcar com o custo das fraldas descartáveis, de aproximadamente R$ 400 por mês, e o MP conseguiu garantir na Justiça o fornecimento gratuito pelo estado.

Na ação, o Ministério Público pediu o que fosse atribuída eficácia 'erga Omnès' (para todos) à decisão. O juízo de primeiro grau acolheu o pedido, mas o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) reformou a sentença.

Segundo o acórdão, "não se afigura razoável impor ao estado e aos municípios suportar os custos de publicação da sentença (artigo 94 do Código de Defesa do Consumidor) para atribuir-lhe eficácia erga omnes, nos casos em que a ação civil pública foi ajuizada para tratar da especificidade do caso concreto de uma determinada pessoa, cuja situação sequer poderá reproduzir-se no futuro ou poderá estar superada pela dinâmica de novos tratamentos ou medicamentos".

No recurso ao STJ, o MP alegou que o acórdão, ao limitar a eficácia da decisão, deixou de observar que "a tutela difusa concedida na sentença, naturalmente, será objeto de liquidação individual, oportunidade em que os interessados deverão produzir a prova da necessidade".

O ministro Og Fernandes, relator, também entendeu pela abrangência da sentença prolatada. Ele citou decisão da Corte Especial do STJ, em julgamento de recurso repetitivo, no sentido de que "os efeitos e a eficácia da sentença não estão circunscritos a lindes geográficos, mas aos limites objetivos e subjetivos do que foi decidido, levando-se em conta, para tanto, sempre a extensão do dano e a qualidade dos interesses metaindividuais postos em juízo".

"A ausência de publicação do edital previsto no artigo 94 do CDC, com vistas a intimar os eventuais interessados da possibilidade de intervirem no processo como litisconsortes, constitui vício sanável, que não gera nulidade apta a induzir a extinção da ação civil pública, porquanto, sendo regra favorável ao consumidor, como tal deve ser interpretada", acrescentou o ministro.

Desse modo, concluiu o relator, "os efeitos do acórdão em discussão nos presentes autos são 'erga omnes', abrangendo todas as pessoas enquadráveis na situação do substituído, independentemente da competência do órgão prolator da decisão. Não fosse assim, haveria graves limitações à extensão e às potencialidades da ação civil pública, o que não se pode admitir".
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,todo-brasileiro-tem-direito-a-fraldas-descartaveis-gratis-diz-stj,178841,0.htm

Ideologia da deficiência

O Cartaz mostrando a foto de uma cena do filme e com letras brancas escrito “Die Welle” (A Onda em alemão)

Será que estamos rumando para coordenações autocráticas dentro do segmento e não nos demos conta disso? Quando vi o filme “A Onda” – filme alemão de 2008 que é baseado no livro homônimo do escritor norte americano Todd Strasser, fala de um professor que daria aula de anarquismo, mas seu colega não quer trocar e ele acaba dando aula de autocracia e faz um experimento, porque os alunos (terceira geração após o advento do nazismo) duvidam que a Alemanha moderna, possa haver uma ditadura. Com um experimento comportamental, prova que sim, mas tudo foge do controle e ao acabar com tudo, um aluno atira num colega e se mata, o professor é preso provando assim como é possível – enxerguei que muitos coordenadores e lideranças, levam a exclusão em querer somente o poder e não a verdadeira essência da coisa. Em alguns movimentos e em alguns “guetos” de deficientes, está virando moda chamar de “cultura”, sendo que cultura são um conjunto de atitudes e costumes que não seriam o caso. Mas, será que estamos fazendo uma ideologia dentro da deficiência?

As ideologias são um conjunto de ideias sobre um assunto que um ou vários membros podem seguir. Por exemplo, o comunismo é uma conjunto de ideias baseadas nos trabalhos do filósofo Karl Marx que visam a igualdade e um nivelamento salarial que colocaria a sociedade em igualdade, existe o nazismo criada por Adolf Hitler que visa a igualdade e superioridade da raça ariana (vem dos Arias que viveram entre a Europa central até o que hoje era a Persia) que deveria procurar a pureza e o ser humano fraco e defeituoso, assim como homossexual, negro, mestiço, judeu, cigano, eslavo e etc, teriam que ser eliminados. Outras ideologias politicas poderiam ser citadas, como as liberais que acreditam no livre comércio, como os neoliberais que acreditam num livre comercio e na livre concorrência, como a anarquia que acredita que o ser humano seja bom, mas a sociedade e o meio capitalista selvagem, o faz maldoso. Assim também há ideologias religiosas como certos rituais, certas maneiras de seguir que muitas vezes, ou na maioria das vezes, são transformadas em cultura e podem sim se tornar costume. Mas com a deficiência a coisa é diferente, pois a deficiência é uma dificuldade e não um costume, ou virar um conceito, porque daí vira uma ditadura da deficxiência.

Muitas pessoas fazem alguns deficientes que tem a oportunidade de estar na mídia, um padrão de superação que muitas vezes, acaba sendo pergoso. Como no filme, o deficiente que tem sérios problemas com sua auto-estima ou com sua afirmação como pessoa, enxerga aquela pessoa como uma especie de líder e o poder é tentador. Quem não quer ser um lider e ter todas as “regalias” e o respeito de lider? Quem disser que não, não está sendo honesto consigo mesmo, ou ainda não se afirmou e superou alguns conceitos humanos. Segundo o filósofo Hegel, o objetivo do oprimido sempre é oprimir porque há um conceito a se apegar, seja pela supremacia da esquerda, seja pela supremacia da direita, seja pela supremacia de uma religião, seja por algo no qual sempre vamos nos deparar com “verdades absolutas”. Ora, quando construímos uma verdade única e absoluta em todo o universo, essa verdade se torna opressora e nunca uma verdade que libertará. Por exemplo, quando um evangélico (protestante) quer que você aceite Jesus, ele diz que o seu “Jesus” é o verdadeiro que só vai olhar para aqiele que aprendeu e sabe. Mas existe muitos conceitos dentro da visão de Jesus que as pessoas constroem em cima da mesma essência que são os evangelhos canonicos e os apócrifos, que são as ideias morais e misticas que ele ensinou (se é ou não reais, é outra discussão). De repente estamos num processo perigoso de ideologização da deficiência e a supremacia da ideia da “superação”, assim sendo, só vamos ser pessoas deficiente naquele grupo ou naquele ambiente, se realmente seguirmos esse pensamento.

Esse processo começou quando houve um “boom” naquela novela do personagem da Luciana (esqueci o nome da novela) virou um incone da luta da inclusão, onde não retratou a tetraplegia direito, não tratou a mulher com defriciência com respeito (mendigando amor e afeto), não retratou nem os problemas que a maioria dos cadeirantes passam. Por que ser um incone? Porque passou em um canal poderoso de TV e teve muito marketing, como o blog da personagem como se ela existisse de verdade. Mas podemos recuar um pouco mais e verificar que esse processo foi construído diante da necessidade, talvez pela falta de inicitiva, ou pela falta de se firmar como ser humano, se forjou termos e resoluções que colaboram com esse processo. No grupo de surdos que iam num encontro no shopping se forjou o termo “eficiente”, onde se camuflou uma imagem que é uma realidade, há uma surdez que caracteriza uma deficiência. Daí a moda foi forjar termos para deixar pomposo o deficiente deixando assim, talvez, mais confortavel. Apareceram termos como “pessoas com deficiência”, “pessoas com necessidades especiais”, “pessoas portadoras de deficiência”, que desvirtuaram a realidade e o mundo onde vivemos, onde o deficiente não pode ser um simples deficiente, tem que ser do segmento das “pessoas + com + deficiência” perdendo sua identidade. Depois se forjaram imagens de pessoas atléticas deficientes, pessoas famosas tetraplégicas saindo na revista seminuas, pessoas que sem querer, ajudaram a criar mitos dentro do mundo “marginalizado” das pessoas deficientes. As coisas foram tão fortes que esse blog “Ser um Deficiente” pelo nome foi criticado, o movimento “Irmandade das Pessoas Deficientes” foi quase obrigado a mudar o nome de “deficientes” para “pessoas com deficiência” porque na Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU está que o termo “certo” é pessoa com deficiência pelo histórico mundial de ridicularização do termo “deficiente” e sua estereótipos derivados. Mas nunca vimos pessoas deficientes com paralisia cerebral, com espinha pifida, com amputação – tirando a nadadora paraolímpica que virou musa – em fotos e imagens. Salientando a culpa não é das pessoas que apareceram, mas como no filme a culpa não é do professor e ele foi preso, ajudaram a dar uma idelogia massifica onde não deveria ter.

As entidades “filantrópicas” não são diferentes dos governos autocráticos, algumas usam uniformes, usam musicas com apelativos sentimentais e sempre dão uma solução, aliás, sempre a soluções são eles. Num modo geral, eles se sentem as vezes, donos das resoluções que abrangem a inclusão e representantes da causa como se fossem os maiores entendedores do assunto. Clinicamente deixam a desejar com sua psicologia de “botequim” e dizer a uma criança que ela não vai andar numa forma totalmente delicada, ou ter regras baseadas em mães que no seu surto psicótico, dizem chamar a policia se algo acontecer com sua filha. Campanhas milionárias levam milhões para os cofres da mais conhecida, com hinos apelativos, testemunhas de crianças e tudo mais que não é muito diferente desses governos. Aliás, algumas diretorias dessas entidades, reforçam a ideia que sem eles não seriamos livres, sem eles não existiriam aparelhos, sem eles não existiriam inclusão. Mas será que eles estão mesmo preocupados com a inclusão?

Como disse há uma movimento perigoso de queremos shows exclusivos, nós queremos partidos exclusivos, queremos uma bandeira exclusiva, só falta ter alguém a seguir. Mas há movimentos que são quase uma religião, são vorazes e não sabem trabalhar com outros movimentos, outros que podem contribuir com o trabalho de inclusão. Mas ainda colocamos acima do trabalho, a amizade, só que atrás de certas amizades estão os aspectos de um partido e seu interesses, esses interesses independem das amizades.

A “ascensão do mal” está só começando.

Amauri Nolasco Sanches Junior → Filósofo da inclusão, publicitário e técinco de informática