quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Comentário na hora certa ...

Matheus, todas as praias do Paraná não tem acessibilidade. Sou Presidente da equipe de Power Soccer Special Fenix, e gostaria de que a RPC mostrasse a situação de todas as praias do PR.

 Abraço, Darci Meneguelo Junior. em NA HORA CERTA EM CAIOBÁ!!!

                                                http://futurotaqui.blogspot.com.br/

NA HORA CERTA EM CAIOBÁ!!!


Hoje dia 9 de janeiro, ao 12:00, vimos uma filmagem do  PARANÁ TV, primeira edição ,soubemos através do jornalista Jasson Goulart que estarão realizando uma matéria para próxima semana  sobre Acessibilidade nas praias paranaenses, então resolvemos enviar um pedido http://www.rpctv.com.br/na-hora-certa/,de nossa indignação e reivindicação  em nome de todos àqueles que passam pelas mesmas necessidades. Vejam as fotos (algumas ); estaremos registrando para os leitores do Futuro aguardem!!!

Olá Jassom !!Somos do blog Futuro Está Aqui ,estivemos presentes numa de suas entrevistas agora a tarde ,no litoral ao 12: 00 h, deste  9 de janeiro. Como combinado, envio uma foto(pois a plataforma do site não possibilita o envio de mais fotos, caso queira ver está no blog) ;de um dos aspectos da falta de acessibilidade para cadeirantes, por ventura, também para idosos e andantes comuns, pois encontramos 2 trilhas que dão acesso á areia da praia, com falta de manutenção .Veja pelas fotos uma delas, próximo á barraca do Dudu, possui um caminho de calçada interrompido pelo gramado, onde o terreno está irregular , logo depois vem um caminho de tábuas (este ainda melhor aparentemente), que o segundo no qual, irei descrever. Este segue por uma reta somente, composta de tábuas, mas em posições irregulares, distanciadas umas das outras podendo qualquer pessoa com mobilidade reduzida, idoso ou distração de um passante, haver quedas e acidentes neste local , dificultando a passagem de cadeira  roda motorizada , mesmo manual.

Havendo interesse na composição da matéria ou mesmo o  montante de fotos que estamos registrando, procure-nos, podemos enumerar outros tipos de falta de acesso , gravar nestes local. Possuímos também na sequencia das praias, outra cadeirante com maiores dificuldades, ainda enquanto acessibilidade localizada na Praia de Leste, está apresenta rampas que não estão adequadas pelas Normas da ABNT . Precisamos enaltecer a iniciativa de Guaratuba que possa ser tomada como exemplo de Acessibilidade. Parabéns, àqueles que tiveram a preocupação e iniciativa de tornar as praias ACESSIVEIS A TODOS. ISTO É INCLUSÁO!!!
 
                                      
                               Barraca do Dudu próximo a primeira trilha
Veja calçada, gramado elevado e trilha de tábuas.
terreno irregular gramado, areia podendo atolar as rodas
 
 
 
Trilha para ter uma visão panorâmica da areia da praia e o mar 
Retorno visão panorâmica dos prédios e vegetação
 
Outra trilha neste local onde é o point da moçada!
 
Calçada
Trilha de tábuas irregulares e distanciadas podendo ocorrer acidentes
Visão das atividades esportivas da temporada de verão
 
Enviem suas fotos também, para nosso blog, com suas referencias, endereço e autorização !Estaremos divulgando. Até a próxima...
 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Pesquisa mostra que região do cérebro pode estar ligada à perseverança

Ao estimular com eletrodos uma região específica do cérebro, pesquisadores americanos fazem pacientes experimentar uma sensação de determinação para enfrentar problemas


Publicação: 08/01/2014 09:40 Atualização: 08/01/2014 09:49

Vilhena Soares




Brasília – Por que, diante de um grande desafio, algumas pessoas permanecem dispostas a superá-lo enquanto outras desistem logo da tarefa? A perseverança é um traço que pode fazer toda a diferença nas conquistas de uma pessoa ao longo da vida. Agora, experimentos conduzidos por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, apontam uma região do cérebro que parece estar ligada a essa capacidade. Além de ajudar a compreender melhor esse tipo de atitude, o estudo pode ajudar, futuramente, em tratamentos de diferentes problemas psicológicos, incluindo a depressão, acreditam os autores.

Josef Parvizi, professor do Departamento de Neurologia e Ciências Neurológicas da instituição de ensino californiana, explica que o experimento realizado por ele e sua equipe foi feito com duas pessoas que sofriam de epilepsia. Com eletrodos implantados nos cérebros dos pacientes, que já serviam para tratar a doença, os médicos puderam estudar o que acontecia quando uma região chamada córtex anterior cingulado era estimulada por impulsos elétricos. “ Em dois pacientes com eletrodos intracranianos implantados no mesmo local, trabalhamos com a hipótese de que as mudanças de percepção e de comportamento poderiam ser provocadas pela estimulação”, conta Parvizi.

Ao receber a carga, os pacientes descreveram uma sensação similar à “expectativa de desafio”, como se assumissem uma atitude de determinação que os ajudaria a enfrentar algum problema que viessem a ter. Ao mover o eletrodo para um ponto a apenas 5mm de distância do alvo anterior, os pesquisadores não tiveram o mesmo resultado.

“Nosso estudo aponta as coordenadas anatômicas precisas das populações neuronais que suportam os estados psicológicos e comportamentais complexos associadas à perseverança”, diz Parvizi, em um comunicado à imprensa. “Poucos pulsos elétricos entregues a uma população de células do cérebro dão origem a um conjunto de emoções e pensamentos que nós associamos à perseverança, e isso nos diz que nossas qualidades humanas únicas estão ancoradas na operação de nossas células cerebrais”, complementa o pesquisador.

Terapias
O principal autor da pesquisa, publicada recentemente na revista Neuron, esclarece que os resultados obtidos sugerem que a função de perseverança obtida com a estimulação do córtex anterior cingulado pode estar ligado à capacidade das pessoas de enfrentar situações difíceis em suas vidas. Isso pode levar a novos tratamentos de distúrbios psicológicos, como por exemplo, por meio da eletroestimulação da área avaliada.

De acordo com Ronaldo Maciel Dias, neurologista do Hospital Santa Luzia, de Brasília, o trabalho americano foca em uma área cerebral muito estudada nos últimos anos. “Essa região é muito sensível a estímulos. Os cientistas fizeram o experimento em pessoas com epilepsia porque elas têm alta atividade ali”, explica o médico, que não participou do estudo. Dias também acredita que a pesquisa pode ajudar a pensar novas formas de tratamento. “A perseverança é algo ausente em muitas doenças psicológicas. Acredito que, caso surjam mais estudos que comprovem realmente essa área como ligada a essa habilidade, outros tratamentos psicológicos possam surgir”, afirma. “Mas claro, ainda precisamos de muito mais pesquisa.”

Mente
Coordenador do Grupo de Neuromodulação da Neurologia da Santa Casa de São Paulo, Maciel Simis alerta que, apesar de o artigo de Stanford mostrar de forma eficaz uma região do córtex como relacionada à perseverança, é necessário levar em conta todo o cérebro para entender seu funcionamento. “Hoje, temos um conceito mais moderno, que trata o cérebro como uma grande rede de conexões que precisa de um ‘terminal’ para que tudo o que esse órgão complexo tenha que fazer funcione”, destaca. “Por conta disso, precisamos ter cuidado ao falar que uma área seria responsável por uma atitude específica. Outras regiões podem fazer parte dessa função também”, defende.

O especialista acredita que tratamentos com eletrodos, como o utilizado no estudo, possam ajudar em tratamentos futuros. “Trabalho em uma área que utiliza estímulos elétricos para tratamentos e acredito que, dessa forma, conseguiremos tratar problemas específicos, como a falta de perseverança. Contudo, temos de levar em conta que um problema como esse pode vir acompanahdo de outros fatores”, ressalta.

“Devemos estudar esses casos com cuidado. A mente é parte do cérebro ou não? Muita gente critica esse tipo de estudo por achar que isso minimiza o cérebro, como se a mente fosse simplesmente uma coisa biológica. De qualquer modo, esses trabalhos nos ajudam a seguir em busca de tratamentos mais eficazes”, conclui.


 
                         


 

                           
             

 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Guia Prático para Pais de crianças com TDAH

É em Espanhol, mas vale a pena ter, folhear e quem sabe até enviar para interessados.
O Guia é uma iniciativa da Federação Espanhola de Associações para ajuda a Pessoa com Déficit de Atenção e Hiperatividade.
Quer conhecer? Clica aqui!!
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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Quando o preconceito vem da família

 
“No dia das crianças, minha mãe reuniu toda a família em sua casa. Comprou presentes iguais para todos os netos, exceto para meu filho.
Para ele, ela deu um presente diferente, mais simples, com a justificativa de que “ele não entende nada mesmo”.
Ela vive dizendo que não vale a pena comprar presente caro para meu filho, porque ele quebra tudo. Fala os maiores absurdos na frente dele e, quando eu chamo sua atenção, ela sempre alega que isto é bobagem, pois ele é alheio a tudo.
Não foi a primeira vez que isto aconteceu. E todas as vezes que acontece, meu coração fica machucado…”


“Minha sogra, minha cunhada e até mesmo minha irmã jamais se oferecem para ficar com minha filha autista quando eu preciso. A desculpa é sempre a mesma: “adoraria te ajudar, mas eu não sei lidar com ela”.
Sinto- me sozinha, exausta e tenho a clara certeza de que não posso contar com ninguém, somente com Deus.”

“Estou evitando frequentar as reuniões da família. Percebo que meu irmão e a esposa ficam cochichando a cada estereotipia que meu filho faz. No último encontro familiar, surpreendi os dois quando os flagrei conversando com os filhos e instruindo as crianças a não se aproximarem do primo, porque ele é muito “esquisito” e poderia agredi-los.
Apesar da raiva e da tristeza, não consegui falar nada…apenas comecei a chorar e fomos embora para casa.  Descobrir que meu próprio irmão tem preconceito em relação ao meu filho me causou nojo…”

“Eu já desisti de tentar explicar à família do meu marido o que é autismo. Eles vivem dizendo que é coisa da minha cabeça, que eu estou inventando coisas e que não há nada de diferente com o nosso menino.
Na verdade, eles não querem admitir que “ACONTECEU” com a família deles. Eles acreditam que a doença só acontece com o “filho dos outros”.”

“A minha família insiste em dizer que minha filha é autista porque puxou a genética “ruim” do meu marido. Meu pai, que sempre foi contra o nosso casamento, parece que se sente vitorioso ao afirmar que a neta é autista porque puxou ao genro. E sempre que pode, ele faz questão de frisar que me avisou para não me casar com ele, mas que eu não dei ouvidos e, agora, “deu no que deu”.”

Os relatos acima expostos são compilações de conversas, telefonemas e e-mails que recebo. Constatei, com muita tristeza, que estas situações são muito mais comuns e corriqueiras do que possamos imaginar. Desta forma, resolvi abordar o assunto neste post.

No primeiro relato é possível observar o típico estereótipo que diz que o autista não entende o que se passa ao seu redor.
Entretanto, torna-se vital desmistificar este conceito equivocado, pois o fato de não verbalizar NÃO significa que a pessoa com autismo seja incapaz de compreender o mundo à sua volta. Autistas não somente percebem, como também sofrem com a discriminação e a falta de compreensão alheia.
O segundo caso também é bastante comum. Familiares que não se envolvem, mas não admitem
meu marido. Meu pai, que sempre foi contra o nosso casamento, parece que se sente vitorioso ao afirmar que a neta é autista porque puxou ao genro. E sempre que pode, ele faz questão de frisar que me avisou para não me casar com ele, mas que eu não dei ouvidos e, agora, “deu no que deu”.”

Os relatos acima expostos são compilações de conversas, telefonemas e e-mails que recebo. Constatei, com muita tristeza, que estas situações são muito mais comuns e corriqueiras do que possamos imaginar. Desta forma, resolvi abordar o assunto neste post.

No primeiro relato é possível observar o típico estereótipo que diz que o autista não entende o que se passa ao seu redor.
Entretanto, torna-se vital desmistificar este conceito equivocado, pois o fato de não verbalizar NÃO significa que a pessoa com autismo seja incapaz de compreender o mundo à sua volta. Autistas não somente percebem, como também sofrem com a discriminação e a falta de compreensão alheia.
O segundo caso também é bastante comum. Familiares que não se envolvem, mas não admitem esta falta de participação, preferindo se esconder atrás da velha desculpa de que não sabem lidar com a criança ou com o jovem. Quando tivemos o diagnóstico de nossos filhos, também não sabíamos como agir com eles. Tivemos que aprender com a convivência, com o dia a dia. Ninguém aprende a conviver, senão convivendo. Da mesma forma, a omissão destes familiares NÃO é justificável, muito menos aceitável.
No terceiro exemplo, encontramos parentes que, para manter as aparências, fingem aceitar a situação, mas que, na verdade, são tão ou mais preconceituosos do que aqueles que admitem francamente ter preconceito.
A quarta história é um “clássico” da cultura dominante que impera entre nós. De acordo com esta “filosofia”, problemas, doenças ou qualquer outro aspecto que seja considerado fora da normalidade não acontecem com nossa família, ocorrendo apenas na família do vizinho.
O último relato também é muito conhecido entre nós, familiares deste grande universo azul.
Famílias que procuram eleger um “culpado” para o autismo de seus filhos. As pessoas ou famílias que agem desta forma parecem acreditar que, achando o responsável, o autismo desaparece de suas vidas.
Estas situações têm um ponto em comum: o preconceito e a falta de aceitação.
O preconceito é o motivador de atitudes odiosas como as que percebemos nos relatos, bem como é responsável também pelos comportamentos equivocados destes familiares.
Por estes e por outros motivos que insisto sempre na conscientização da sociedade através da divulgação de informações CORRETAS e VERDADEIRAS sobre o Transtorno do Espectro Autista.
Porque, muitas vezes, o preconceito convive conosco em nossa própria casa.
Agora, se você cumpriu sua parte e o trabalho de conscientização já foi feito e, ainda assim, sua família insiste nestas atitudes equivocadas e comportamentos deploráveis, siga em frente com sua vida e lamente.
Lamente, mas não por você ou por seu filho.
Lamente pela incapacidade de evoluir que seu familiar possui.
Lamente por tudo que ele está deixando de aprender.
E, principalmente, lamente por sua incapacidade de AMAR e compreender as diferenças!
Pois “a vida é muito curta para ser pequena”, já dizia Benjamim Disraeli.
Assim sendo, cuide de seu filho e vá ser feliz!!!

Denise Aragão
http://www.institutopriorit.com.br/?p=1609

A INCLUSÃO SOCIAL NO ENSINO SUPERIOR