sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Instituto de reabilitação de São Paulo cria modelo de cadeira de rodas mais leve



A Rede de Reabilitação Lucy Montoro criou um modelo mais leve de cadeira de rodas nacional para atender os pacientes da rede pública.
O produto, batizado de M Leve, foi lançado nesta semana pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência no Fórum Reabilitação, que traz novidades em acessibilidade.
Foram produzidas 30 cadeiras. Elas serão testadas por seis meses e depois entrarão em produção regular.
"As cadeiras disponíveis hoje no SUS são inviáveis para a vida social e profissional", afirma o dentista José Roberto Mendes, 45.
Moacyr Lopes Junior/Folhapress
O dentista José Roberto Mendes, 45, testa a nova cadeira de rodas
O dentista José Roberto Mendes, 45, testa a nova cadeira de rodas
Ele foi o primeiro a testar a M Leve e já sugeriu ajustes no apoio de pé, rodas e encosto.
"Talvez dê para ficar mais leve", diz. A M Leve pesa 7 kg, abaixo da média do mercado.
A cadeira será fornecida aos pacientes da Rede Lucy Montoro. O governo pagará a diferença ente o valor coberto pelo SUS e os custos de produção, já que o preço do novo modelo ainda é alto.
"Mas a manutenção e as peças são nacionais. É importante fomentar a indústria a pensar nas necessidades dos pacientes", diz o fisiatra André Sugawara.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Como se começou a perceber a utilidade do Pediasuit?


Os fisioterapeutas americanos perceberam que o conceito de um Suit (fato) que proporcionasse alinhamento biomecânico, se adequaria ao tratamento de crianças com deficiência motora em conseqüência de causas neurológicas.

Para que servem os elásticos?
Os elásticos têm uma dupla função:
A FUNÇÃO FACILITADORA: quando são colocados na inserção distal, os elásticos vão ajudar na activação muscular, facilitando assim o movimento. 
A FUNÇÃO INIBITÓRIA: os elásticos dão maior estabilidade à criança, por exemplo estabilizando o tronco

A que doenças neurológicas é que se aplica o Pediasuit?
. Atraso no desenvolvimento motor;
. Distúrbio de equilibrio;
. Alterações em coordenação motora
. Diminuição de massa óssea;
. Diminuição de força muscular;
. Disturbios de integração sensorial
. Paralisia cerebral;
. Traumatismo crânio-encefálico;
. Acidente vascular encefálico;
. Ataxia, atetose, hipertonia, hipotonia;
. Desordens neurológicas;
. Autismo;
. Síndrome de down e outras síndromes.
 — em Love4Kids - Centro de Estimulação e Desenvolvimento Infantil

O que acontece às crianças com doenças neurológicas? As crianças portadoras de patologias neurológicas não se desenvolvem linearmente como as outras crianças, e neste sentido as aquisições motoras estão diretamente ligadas à formação da sua imagem, da sua auto-estima e confiança.

E o que faz o Pediasuit por crianças com doenças neurológicas?
O conceito básico do Pediasuit é a criação de uma unidade de suporte para o corpo, estabelecendo alinhamento biomecânico e descarga de peso que são fundamentais na normalização do tónus muscular, da função sensorial e vestibular e como tal nessa formação da sua ima
gem.

Qual a origem do Pediasuit?
O conceito de órtese de retificação postural foi estudado inicialmente na Polônia, na década de 70, onde astronautas russos, que após passarem mais de 300 dias no espaço, perdiam força muscular devido à falta de gravidade, já que os mesmos chegavam do espaço com dificuldades motoras, perda de movimentos, de massa muscular e com uma estrutura óssea debilitada.

O Pediasuit Lisboa está em Love4Kids
O Centro de Estimulação e Desenvolvimento Infantil LOVE4KIDS nasceu do encontro de uma MÃE de uma criança com Encefalopatia Crónica da Infância (anteriormente designada Paralisia Cerebral), em busca de soluções para o seu filho, com uma FISIOTERAPEUTA duma nova geração. Uma terapeuta dedicada, com experiência, que utiliza métodos inovadores em Portugal.
Pensámos numa estrutura onde se reúnam as necessidades dos pais e das crianças com técnicas inovadoras de fisioterapia e técnicas complementares de promoção da saúde, numa vertente integrada e única em Portugal. Por isso, tudo o que oferecemos no Centro LOVE4KIDS é testado e não oferecemos nada em que não acreditamos.
— em Love4Kids


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Pai cria quadrinho protagonizado por herói com síndrome de Down

"Metaphase" ficou no ranking de histórias gratuitas mais lidas de um aplicativo norte-americano entre maio e junho deste ano. Versão impressa deve sair em janeiro de 2014

Por Elisa Feres e Marcela Bourroul 
Ollie na versão super-herói dos quadrinhos (Foto: Reprodução/Facebook)
Quando o assunto é super-herói, quais são os personagens que vêm a sua cabeça? Provavelmente nomes como Batman, Super-Homem, Homem-Aranha e Flash, certo? Para mudar esse cenário já conhecido pelo grande público, o norte-americano Chip Reece resolveu criar uma história com um protagonista inesperado: seu filho Ollie, de 3 anos, portador de síndrome de Down. E o que era para ser apenas uma homenagem tomou proporções muito maiores. Metaphase, como foi chamada, entrou para o ranking de quadrinhos gratuitos mais lidos do aplicativo Comixology entre maio e junho deste ano e tem previsão para ser lançada também em versão impressa.
“Originalmente, criar essa história tinha apenas uma intenção pessoal nascida das minhas experiências com meu filho. Eu acharia incrível se fosse além disso, mas entendia que era um universo novo para mim. Só depois de um tempo, quando conversei com o Peter Simeti, dono da Alterna Comics (editora independente de HQs), percebi que elas realmente tinham potencial para uma audiência maior”, disse o autor em entrevista a CRESCER.
O paralelo do menino com a figura do herói não foi difícil de ser construído. Além de ter que aprender a lidar com a síndrome de Down, Ollie teve que passar por três cirurgias delicadas em seus primeiros anos de vida graças a diferentes problemas congênitos no coração. “As chances sempre estiveram contra meu filho, mas ele nunca deixou de vencer. A principal intenção das histórias que escrevo é mostrar que pessoas com Down, como ele, podem nos inspirar, podem ser nossos heróis”, afirmou.
Ollie e seu pai, Chip Reece, autor de "Metaphase" (Foto: Reprodução/Facebook)
Confira a entrevista na íntegra:
CRESCER: Vamos começar falando do Ollie. Qual foi sua reação quando descobriu que ele tinha síndrome de Down?
Chip Reece:
 Eu e minha mulher, Amy, lidamos bem com a notícia de que ele tinha síndrome de Dowm, mas ficamos assustados com os outros problemas de saúde que foram diagnosticados. Acho que o mais difícil foi entender que ele teria uma longa batalha pela frente com pouca garantia de sobrevivência. A única vantagem que tivemos foi ter descoberto essas condições meses antes de ele nascer, o que nos deu tempo para preparar os tratamentos.
C.: Com quais problemas de saúde ele nasceu?
C.R.: 
Ollie tem dois problemas congênitos no coração, por isso teve uma série de complicações e passou por três delicadas cirurgias. A primeira aconteceu quando ele tinha apenas 10 dias de vida. Foi uma operação que durou várias horas, algo muito grande para alguém que pesava menos de 3 kg. Ele passou os três meses seguintes em estado crítico no hospital lutando pela vida.

Ao mesmo tempo, as paredes do seu coração não estavam se fechando corretamente, fazendo com que o sangue fosse bombeado diretamente para os pulmões. Isso fez com que os pulmões ficassem molhados e pesados, tirando sua capacidade de respirar por conta própria e lentamente o “afogando” em seu próprio corpo. Foi nesse momento que a equipe do hospital resolveu fazer uma segunda cirurgia.

Depois, duas outras pequenas operações foram feitas, uma traqueostomia e uma colocação de tubo para alimentação. Ollie foi liberado depois de cinco meses e retornou uma semana depois de seu primeiro aniversário para consertar o outro defeito no coração. Desde então, ele também teve amígdalas e adenoides removidas para melhorar o funcionamento de suas vias aéreas (danificadas pela entubação precoce).
C.: Com quantos anos ele está hoje e como anda seu desenvolvimento?
C.R.:
 Celebramos seu terceiro aniversário em junho! Indivíduos com síndrome de Down geralmente têm baixo tônus muscular, o que torna o desenvolvimento físico um desafio. E Ollie estava ainda mais atrás por causa de seus problemas físicos. Ele tinha a mobilidade extremamente limitada, especialmente no primeiro ano de vida. A fisioterapia o ajudou muito nesse sentido. E meu filho tem uma atitude ótima, sempre cumpre suas tarefas e nunca desiste de nada. Três semanas atrás, ele deu os primeiros passos sozinho!

Em relação à fala, Ollie também teve um progresso limitado. Só recentemente ele conseguiu emitir alguns sons. Esse atraso foi causado por um acidente; ele teve um nervo da corda vocal esquerda decepado durante a primeira cirurgia. É uma complicação comum em cirurgias cardíacas. Sua corda vocal direita está começando a compensar a esquerda. Ele tem andado até meio barulhento nos últimos tempos. Está falando “mamãe” e “papai”! Fora isso, aprendeu uma boa quantidade de sinais da linguagem dos bebês e consegue se comunicar bem com a gente dessa maneira.

A paralisia de sua corda vocal também contribui para sua inabilidade em engolir comida. O corpo humano precisa das cordas vocais para que elas fechem as vias aéreas quando engolimos, senão a comida e a bebida podem ir pela via errada. Por isso, será um longo processo para o Ollie aprender a comer da maneira correta. Até lá, ele usa um tubo que permite que o alimento seja colocado diretamente em seu estômago.
C.: Qual é a história por trás de Metaphase? Quando você teve a ideia?
C.R.: 
A ideia veio durante a primeira hospitalização do meu filho. Imaginei-o como um super-herói, superando todas as adversidades, e me inspirei com aquilo. Com o passar do tempo, este virou um tema constante na vida dele. As chances sempre estiveram contra Ollie, e ele nunca deixou de vencer. Dois anos depois do nascimento, quando as coisas se acalmaram um pouco, finalmente consegui sentar e começar a trabalhar na ideia. No final de 2012, um artista já estava colocando tudo em prática.
C.: Por que o nome Metaphase?
C.R.: 
O nome se refere ao processo de adulteração de cromossomos que a empresa da história usa para dar poderes às pessoas. Os personagens são chamados de “metas”.
C.: O que você pretende publicando os quadrinhos? É uma intenção pessoal ou uma maneira de falar sobre a síndrome de Down com outras pessoas?
C.R.: 
Originalmente era mais pessoal, nasceu das minhas experiências com meu filho. Eu acharia incrível se fosse além disso, mas entendia que era um universo muito novo para mim. Foi só quando tive a oportunidade de conversar com o Peter Simeti, dono da Alterna Comics, que percebi que as histórias tinham potencial para atingir audiências maiores. Mas a intenção não mudou. Continua sendo mostrar ao mundo que pessoas com síndrome de Down podem nos inspirar e ser nossos heróis e àqueles que vivem com a condição que eles são super do jeito que são!
C.: Como você e o artista criaram a linguagem visual? Quais foram as referências?
C.R.:
 O importante para mim era que as pessoas olhassem para os quadrinhos e percebessem de cara que o personagem tem síndrome de Down. Para isso, dei fotos do meu filho para Kelly (Williams), o ilustrador, usar como referência.
C.: Qual é a ideia de crianças com síndrome de Down que você quer passar?
C.R.:
 Que elas são seres humanos incríveis, lindos e inspiradores!
C.: Qual resposta você tem recebido dos leitores? E o Ollie, já disse alguma coisa?
C.R.:
 O feedback tem sido muito positivo até agora. Ollie ainda não disse nada, mas ele adora livros e gibis. Aguardo ansioso pelo dia em que poderei explicar que essa história foi inspirada nele.
C.: Metaphase é um trabalho paralelo ou você está vivendo financeiramente disso?
C.R.:
 Além de escrever o Metaphase, sou editor no site StashMyComics.com, em que escrevo artigos promovendo quadrinhos e atualizando catálogos. Fazer isso é ótimo, pois me possibilita estar em contato com outros profissionais da indústria. Durante o dia, trabalho também em serviços sociais ajudando pessoas desempregadas a arrumar emprego.
C.: Você fica bastante tempo com Ollie em casa?
C.R.:
 Durante a semana, minha mulher fica em casa com ele. Tomamos a decisão de que iríamos trabalhar assim depois da primeira cirurgia dele, quando percebemos que ele teria que fazer terapia e tratamento médico. Amy é praticamente sua enfermeira, fisioterapeuta e professora, além de desempenhar todas as tarefas de mãe. Ela é incrível! E Ollie deve começar a fazer um programa de transição para a pré-escola neste outono.
C.: Quais são as atividades preferidas dele?
C.R.:
 Ele gosta de ler livros e ouvir música. “Livro” foi um dos primeiros sinais que ele fez. E quando toca alguma música ele logo fica com as mãos para o alto, balançando os braços. Fora isso, ele brinca com seus brinquedos e adora quando nos juntamos a ele. Recentemente começou a gostar também de wrestling [um tipo de arte marcial]. Se eu for para o chão, com certeza ele virá me enfrentar!

Oportunidade única para você conhecer o movimento estudantil e debater a atualidade brasileira! De 5 a 9 de agosto no Miniauditório da Sede Central e no auditório da Sede Ecoville.

domingo, 28 de julho de 2013

Criança deficiente sofre preconceito de caixa de mercado!!!Precisa-se CONSCIENTIZAÇÃOOO!!

Sexta-feira a noite fomos ao Supermercado EXTRA do alto da XV, fizemos nossa compra e quando eu meu marido e meu filho fomos para o caixa preferencial, a senhora que estava ali se recusou a nos atender alegando que meu filho já era grande o suficiente para andar. Meu filho tem 3 anos é Autista, tem paralisia cerebral e epilepsia, no momento falei para ela que ele é uma criança com deficiência e por isso estávamos ali, e ela soltou a seguinte frase:"Agradeça a Deus pelo teu filho não parecer que tem deficiência.” 

Perguntei a ela, se deficiência fosse aparente o que eu deveria fazer? 

Esse tipo de coisa me faz refletir sobre como estamos em uma sociedade apegada demais a estereótipos, e baseada neles acredita que tem o direito de julgar. Meu filho não tem que ter um carimbo na testa avisando que é uma criança com deficiência, deve ser respeitado acima de tudo por ser um ser humano. 

Sim ele é deficiente, não aparenta pois tem controle de tronco e já consegue trocar alguns passinhos sozinho, tudo isso a custa de 3 anos de fisioterapia, terapia ocupacional, hidroterapia, estímulos de todos os possíveis, enquanto alguns ficavam enroladinhos no frio, e dormiam até mais tarde nós aqui acordávamos cedo e nosso bebê, estivesse frio ou calor, estivesse ele com sono ou não, era remexido e esticado. Nunca fizemos ele passar por isso para que sua deficiência não ficasse aparente, fizemos isso para que ele pudesse ter uma melhor qualidade de vida. Sim ele é criança com deficiência , e não ou vou dizer que me orgulho disso pois eu permitiria que fosse arrancada qualquer parte de meu corpo para que ele não fosse, para que ele não sofresse, e não estou falando dos tratamentos porque acho até que ele se diverte, estou falando do PRECONCEITO.

Depoimento por Daiane Kock

sábado, 27 de julho de 2013

Papa desce de papamóvel para abençoar deficiente físico



A caminho da Vigília da Oração, na praia de 

Copacabana, o papa Francisco saudava os fiéis 

quando decidiu descer do papamóvel para abençoar 

um deficiente físico 

que estava entre os fiéis

sexta-feira, 26 de julho de 2013