terça-feira, 26 de junho de 2012

Auto-transplante de células-tronco na Bahia


Primeiro experimento com um autotransplante de células-tronco faz com que paciente paraplégico recupere, em apenas seis semanas, parte dos movimentos nos membros inferiores e o controle dos esfíncteres.




Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade — e para a ciência. Assim como a caminhada de Neil Armstrong na Lua serviu como um espetacular símbolo do avanço humano, os resultados de um transplante de células-tronco em um paciente vítima de trauma raquimedular em Salvador (BA), representam um raio de esperança para os paraplégicos. Seis semanas após ser submetido a um tratamento experimental, o primeiro paciente recuperou a sensibilidade nos pés e nas pernas e já consegue movimentar os membros inferiores, mesmo que ainda não seja capaz de andar. O estudo foi desenvolvido por pesquisadores do Centro de Biotecnologia e Terapia Celular (CBTC), parceria entre o Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (CPqGM/Fiocruz Bahia) e o Hospital São Rafael, da capital baiana. Pioneira no mundo, a terapia será experimentada em 10 ou 12 pacientes ainda este ano.
O tratamento consiste no implante de células-tronco — retiradas do próprio paciente — no local onde a coluna foi lesionada. Os pesquisadores coletam uma amostra de sangue retirada pelo osso ilíaco, que forma a bacia. Essa amostra, contendo células-tronco adultas da medula óssea, é encaminhada para um laboratório especializado no cultivo das células-tronco. Esse processo pode levar de três a cinco semanas e aumenta a concentração de células-tronco da amostra de 1% para até 99%. No Brasil, existem apenas oito laboratórios que realizam o cultivo de células-tronco. Implantados pelo Ministério da Saúde, são os chamados centros de tecnologia celular. Depois de cultivada, a amostra concentrada é reinserida no organismo no local onde ocorreu a lesão. Terminados os procedimentos cirúrgicos, o paciente inicia um tratamento intensivo de sessões diárias de fisioterapia, que dura seis meses.
(Veja: Paraplégico movimenta pernas após transplante pioneiro na Bahia)
O primeiro a receber o novo tratamento foi um policial militar de 47 anos, vítima de um acidente que traumatizou a região lombar da coluna. Há nove anos em uma cadeira de rodas, o paciente voltou a ter sensibilidade nos membros inferiores um mês e meio após a cirurgia. Os pesquisadores estão animados, mas cautelosos. O paciente consegue pedalar e ficar de pé com a ajuda de um equipamento especial, chamado espaldar, mas não é possível prever se ele voltará a andar.
Para a coordenadora do projeto, a bióloga Milena Soares, isso depende da fisioterapia e dos resultados de longo prazo, já que a aplicação do estudo em seres humanos ainda está no começo. Ela e a equipe acompanham o progresso do paciente na fisioterapia, etapa importante para o estudo, porque trabalha a recuperação da massa muscular. “A inatividade faz com que os membros atrofiem, fiquem pele e osso. As sessões ajudam a fortalecê-los e a obter ganho de massa muscular.”
Otimismo
O estudo trabalha a melhoria da qualidade de vida dos voluntários. Mesmo com os movimentos limitados, o primeiro paciente já recuperou boa parte do controle dos esfíncteres e da bexiga, que o deixará livre dos cateterismos para retirada da urina. “O procedimento ainda está no começo com seres humanos. Estamos avaliando tudo com muito cuidado, por questões de segurança” conta a bióloga. Além do policial militar, dois outros pacientes fizeram a cirurgia de reimplante das células-tronco na semana passada e as características do pós-operatório foram tão positivas quanto as do primeiro. “Por enquanto, são poucos pacientes, mas ainda não tivemos nenhum efeito negativo.” Durante o tratamento, uma equipe de neurocirurgião, neurologista, urologista, cardiologista e fisioterapeutas acompanha e avalia a saúde dos pacientes.
A pesquisa do Centro de Biotecnologia e Terapia Celular começou há cinco anos. Os primeiros testes foram realizados em cães e gatos paraplégicos, que receberam quantidades variadas de células-tronco, a depender do tamanho da lesão. Os animais demonstraram melhora significativa no controle dos esfíncteres, além de recuperarem a sensibilidade nas patas e alguns movimentos, em graus variados. Em camundongos, a aplicação das células-tronco ajudou a reduzir a fibrose, fenômeno que diminui a passagem dos impulsos cerebrais.
A previsão é de que o estudo seja concluído em dois anos, com a participação de 20 voluntários paraplégicos. Para participar do estudo, o paciente deve ter entre 18 e 50 anos e apresentar trauma raquimedular com lesão completa há pelo menos seis meses. A lesão completa se caracteriza pelo dano neurológico no qual não existe nenhum grau de atividade motora voluntária ou sensitiva abaixo do nível da lesão.
Ticiana Ferreira, médica que participa da seleção dos pacientes, explica que o voluntário tem que apresentar lesão fechada, na qual não há secção da medula. “Ela não pode ter sido exposta, a fratura não pode ser total, a coluna tem que estar apenas lesionada. Por isso, o estudo só é realizado com pacientes que sofreram queda de uma altura elevada, mergulho em águas rasas e acidentes desse gênero.” O tratamento ainda não é aplicado a vítimas de lesão com arma de fogo ou arma branca. Este tipo de lesão é mais profunda, caracterizando a secção da medula.
Apesar do elevado número de cartas e e-mails de interessados em participar da pesquisa, o número de pacientes do estudo está limitado aos 20 voluntários que já foram selecionados. No Brasil, cerca de 40 pessoas em cada milhão de habitantes são vítimas de traumatismo medular anualmente, resultando em um total de seis a oito mil casos por ano. As lesões são mais frequente no sexo masculino, na faixa etária de 15 a 40 anos e acidentes automobilísticos são responsáveis pela maioria dos casos. Métodos para restaurar a função medular ainda não estão disponíveis e, atualmente, o caminho para o tratamento de leões medulares é a reabilitação.
Estímulos interrompidos
A lesão medular é geralmente causada por acidentes automobilísticos, mergulho, agressão com arma de fogo ou queda de altura e resulta em lesão das estruturas medulares interrompendo a passagem de estímulos nervosos através da medula.
Fonte: http://clippingmp.planejamento.gov.br/

domingo, 24 de junho de 2012

Educação começa em casa


Todas as cartilhas produzidas pelo Educar para Crescer estão disponíveis para download gratuito em nosso site!

Aproveite para ler e baixar o último lançamento: Turma da Mônica em Educação Começa em Casa.http://abr.io/2Hj5

https://www.facebook.com/educarcrescer

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Parabéns Romário!



O ex-jogador Romário tem uma filha de seis anos com Sindrome de Down, e se declara totalmente apaixonado por ela, diz que depois do nascimento de Yvy sua vida mudou . “Passei a ser um pai melhor, uma pessoa melhor, ser mais compreensivo, entender com mais calma algumas coisas com que não tinha paciência”, contou. “Papai do céu quando colocou a Ivy na minha vida, deu outro sentido a ela”. A pequena é também um anjo que ajuda na divulgação da causa da síndrome de down. Romário agora é deputado federal e teve em Ivy uma forte motivação para entrar na política. O carro-chefe da campanha foi trabalhar por esta causa.

Parabéns Romário!
 


Jornal Inclusão Brasil

Foto: 15° Edição do Jornal Inclusão Brasil
Acesse: http://www.youblisher.com/p/364775-Jornal-Inclusao-Brasil-15-Edicao/

15° Edição do Jornal Inclusão Brasil
Acesse: http://www.youblisher.com/p/364775-Jornal-Inclusao-Brasil-15-Edicao/

Imagem reflexiva!!!!

Cartilha de acessibilidade é lançada em Seropédica (RJ)

O arquiteto Alessandro Clementino apresentou o Pro
Arq. Clementino, que apresentou a cartilha
créditos: Levi Oliveira
Portadores de necessidades especiais, idosos e pessoas com mobilidade reduzida serão beneficiados pelo projeto em prol da acessibilidade

O projeto da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Seropédica, lançado no último dia 29 de maio, teve a parceria da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP).
Trata-se de um guia para orientar o poder público, empresários e moradores nas mudanças que forem realizadas nas calçadas da cidade.

Segundo o secretário executivo Davi Maciel, que participou da reunião representando o prefeito Alcir Fernando Martinazzo, a próxima etapa é criar um projeto de lei de padronização das calçadas para ser enviado à Câmara de Vereadores. “Com a lei, todos terão que seguir as recomendações da cartilha. É importante que as calçadas sigam as normas que permitam a todos utilizarem este espaço com segurança, principalmente os que têm dificuldades para se movimentar”, disse.

A cartilha permitirá também que a Prefeitura busque recursos junto aos órgãos públicos federais para fazer essas mudanças necessárias na cidade, afirmou um dos idealizadores, o arquiteto Alessandro Clementino: “Com a cartilha e a aprovação da lei, Seropédica poderá requisitar do Ministério das Cidades fomento para obras que tornem as calçadas da cidade acessíveis a todos”, informou.

Alessandro enfatizou a importância do projeto, não só para pessoas com deficiências, mas para aquelas com dificuldade momentânea de locomoção. “A gente quer mais estrutura. E mostrar à população que é possível. Muitas pessoas não conseguem ir ao posto de saúde, bancos emercados porque não tem acesso correto. Algumas não têm autonomia para se locomover. O projeto é também para idosos, cadeirantes, carrinhos de bebê, entre outros”, destacou.

Luiz Gustavo Guimarães, representante da ABCP, parabenizou a prefeitura pela cartilha e pelo projeto. “É um instrumento legal muito útil para a cidade”, declarou.

Do  http://www.mobilize.org.br/noticias/2197/cartilha-de-acessibilidade-e-lancada-em-seropedica-rj.html

Pequeno Cotolengo

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