quarta-feira, 16 de maio de 2012

10 dicas para incentivar o seu filho a ler Conheça atividades simples - e baratas! - que podem transformar seu filho em um pequeno grande leitor


Foto: Dreamstime
Foto: Leitura desde cedo: incentive seu filho a ter amor pelos livros
Leitura desde cedo: incentive seu filho a ter amor pelos livros
"Foi assim: eu brincava de construtora, livro era tijolo; em pé, fazia parede, deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encostava em um outro e fazia telhado. E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá dentro pra brincar de morar em livro." O relato é de Lygia Bojunga. Quando criança, ela fazia do livro um brinquedo. Já adulta, transformou-se em uma das principais escritoras brasileiras de livros infantis. A história de Lygia ilustra e comprova a teoria de que o contato com os livros desde cedo é importante para incentivar o gosto pela literatura.

Os benefícios da leitura são amplamente conhecidos. Quem lê adquire cultura, passa a escrever melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário e tem melhor desempenho escolar, dentre muitas outras vantagens. Por isso, é importante ler e ter contato com obras literárias desde os primeiros meses de vida. Mas como fazer com que crianças em fase de alfabetização se interessem pelos livros? É verdade que, em meio a brinquedos cada vez mais lúdicos e cheios de recursos tecnológicos, essa não é uma tarefa fácil. Mas pequenas ações podem fazer a diferença.

"O comportamento da família influencia diretamente os hábitos da criança. Se os pais leem muito, a tendência natural é que a criança também adquira o gosto pelos livros", afirma Rosane Lunardelli, doutora em Estudos da Linguagem e professora Universidade Estadual de Londrina (UEL). A família tem o papel, portanto de mostrar para a criança que a leitura é uma atividade prazerosa, e não apenas uma obrigação, algo que deve ser feito porque foi pedido na escola, por exemplo. "As crianças precisam ser encantadas pela leitura", diz Lucinea Rezende, doutora em Educação e também professora da UEL.

Para seduzir pela leitura, há diversas atividades que os pais e outros familiares podem colocar em prática com a criança e, assim, fazer do ato de ler um momento divertido. No período da alfabetização - antes dela e um pouco depois também -, especialistas sugerem que se misture a leitura com brincadeira, fazendo, por exemplo, representações da história lida, incentivando a criança a criar os próprios livros e pedindo que a criança ilustre uma história. "Para encantar as crianças pequenas, é essencial brincar com o livro", recomenda Maria Afonsina Matos, coordenadora do Centro de Estudos da Leitura da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb). Maria Afonsina também dá uma dica: nunca reclame dos preços dos livros diante do seu filho. "O livro precisa ser valorizado", diz ela.

Leia a seguir dicas para transformar o seu filho em fase de alfabetização em um pequeno grande leitor:

5 dicas para melhorar o aprendizado online

Professores, pais, escola e alunos devem considerar alguns fatores para o aprendizado online e uso das mídias em sala de aula. Confira cinco dicas






Crédito: Shutterstock.com
Crédito: Shutterstock.com
Educadores e alunos que desejam utilizar essas ferramentas devem se lembrar de que o foco não são os aparelhos e sim os conteúdos


O uso da internet nas escolas já é muito popular. A novidade atualmente são os aparelhos móveis como tablets, smartphones,livros digitais e outras mídias disponíveis para o uso dentro e fora das salas de aulas. Educadores e alunos que desejam utilizar essas ferramentas devem se lembrar de que o foco não são os aparelhos e sim os conteúdos. Independentemente da metodologia e regras utilizadas, objetivo de professores eestudantes deve ser o mesmo.



Confira cinco dicas para o aprendizado online e o uso das mídias para o ensino:



Dicas para o aprendizado online: 1) Visão em comum

Sem uma visão em comum cada professor e aluno terá objetivos e maneiras diferentes de usar esses recursos. As escolas devem estabelecer padrões e desenvolver uma visão em comum daquilo que é esperado com o uso das mídias. Estabelecer metas é essencial para que o aprendizado online não seja um desperdício.


Dicas para o aprendizado online: 2) Diretrizes

Muitas escolas possuem regras que não contribuem para o aprendizado online. Essas normas devem modelar e dirigir o uso das mídias, garantindo o melhor aproveitamento possível dos estudantes e da própria escola. Além disso, professores devem ser respeitados para que as mídias sejam ferramentas e não distrações em sala de aula.


Dicas para o aprendizado online: 3) Facilidade e eficiência

A iniciativa de aprendizado online deve ser feita de maneira fácil e eficaz, para que os estudantes e professores tenham fácil acesso a essas ferramentas. Conteúdos, softwares, envio, compartilhamento e interação devem ser feitos de maneira descomplicada e rápida, sem comprometer o rendimento dos alunos.


Dicas para o aprendizado online: 4) Infraestrutura

Os estudantes usam mais de um aparelho – celulares, tablets, etc. Por conta disso, é importante que a escola disponibilize conexão de qualidade e que suporte todas essas exigências.


Dicas para o aprendizado online: 5) Acesso livre

Identificar maneiras para que os estudantes aprendam fora das salas de aula não deve se restringir ao uso das mídias dentro da escola. Conexão sem fio deve estar disponível em todo o terreno da escola ou faculdade, para possibilitar maior aproveitamento dos recursos online. Além disso, o uso constante dessas ferramentas irá capacitá-los para exigências do mercado de trabalho.



terça-feira, 15 de maio de 2012

Cinoterapia - Abertura

Abertura do programa sobre Cinoterapia, do curso EAD de Educação Inclusiva Casos de Sucesso - 2005
Direção: Edson Luiz Ferreira
Realização: IESDE

"Colocar o jovem para produzir mídia e se expressar é também estimular a capacidade de realização”, defende Alexandre Sayad


por Taiana Ferraz
 
Fonte:Instituto Claro

Arquivo pessoal
Alexandre Sayad, jornalista e educador, lança livro que contempla experiências práticas com as TICs


A inversão do papel de educador e de educando, usando as TICs como ferramentas, estão na base do projeto de educomunicação que Alexandre Sayad desenvolve no Colégio Bandeirantes, em São Paulo, há dez anos. O Idade Mídia é um projeto que extrapola a escola, vai bem além do currículo e ruma por novos caminhos para a construção do conhecimento. Para Sayad, jornalista e educador, aliar educação à comunicação tem a ver com a escola recuperar o papel importante que lhe cabe na educação e que, ele observa, vem perdendo espaço na sociedade do conhecimento. Nas linhas abaixo, ele admite que o uso das novidades tecnológicas pelos alunos em sala de aula nunca é uma dificuldade. ”Eles sabem usar tudo, sou eu que aprendo com eles”. Nesta entrevista, ele fala de toda essa experiência, da sua trajetória, do projeto que vem conduzindo e do seu livro "Idade Mídia - A Comunicação reinventada na escola", lançado neste mês de abril.

Quais os principais pontos da sua formação que o prepararam para abraçar um projeto como o Idade Mídia?
Alexandre Sayad - A minha formação é de jornalista e o meu interesse sempre foi nas questões de direitos humanos e de educação. Quando comecei minha carreira, cobri o tema educação para veículos grandes, sempre procurando dar um olhar diferenciado. Morei um ano fora e conheci uma experiência da BBC relacionada à educação e, quando voltei, conheci o Gilberto Dimenstein que estava montando o [projeto] Aprendiz. Foi então que eu vi que dava para transformar a educação por meio da comunicação e comecei a apostar nessa área que algumas pessoas chamam de “educomunicação”.

Em que consiste o Idade Mídia?

Editora Aleph
Capa da primeira edição, já disponível
Sayad -
 É um projeto extracurricular que reúne um grupo de estudantes pelo período de um ano para desenvolver um produto de comunicação e de expressão deles. Pode ser revista temática, documentário, revista de variedades...É a mídia que eles quiserem, sobre o assunto que eles quiserem. Então, durante esse ano, conhecem um pouco mais do universo da comunicação, da cultura e da arte, sempre com o norte de que, ao final, criaremos um produto. Há conversas com profissionais e visitas a jornais, rádios, ateliês. Isso tudo apoiado pelo Facebook. Antes era o Orkut e, antes dele, usávamos os blogs. A gente vai publicando conteúdos e, no fim do ano, há um lançamento. O Idade Mídia extrapola a escola e o que tem por baixo disso é inversão do papel de educador e de educando, e as ferramentas para isso são as chamadas TICs.

Por que é tão importante que o estudante possa se expressar e ser coautor?

Sayad - Em 1920, 1930,  quando as pessoas tinham menos acesso à escola, eu até entendo que havia a importância de você sentar na sala de aula e ficar o dia inteiro ouvindo os seres mais iluminados. Pouca parte da população lia, havia pouco jornal, a rádio era muito superficial, não existia televisão e, muito menos, internet.  Mas hoje vivemos em uma sociedade em que o conhecimento não está só na escola. A informação circula nos meios digitais, nos games, no cinema, na TV, na musica, na internet. Você é produtor de conhecimento o tempo inteiro na vida. Então, a minha pergunta sempre foi: qual o papel da escola? Aquele papel de 1920 já não faz mais sentido. Para mim, o papel da escola é ser um espaço cultural onde o aluno pega aquele arcabouço de conhecimento e constrói coisas, trabalha com projetos e aprende mais, em um processo mais diferenciado que a aula tradicional. Tem a ver com a escola recuperar o papel importante que ela tem na educação. Parece irônico, mas em uma sociedade do conhecimento, a escola perdeu seu papel e tem que adquirir outro.

Como o uso da comunicação na educação impacta a aprendizagem?

Sayad - A comunicação já impacta fora da escola. Uma pessoa produzir e articular o “Churrasco de gente diferenciada” no [bairro de] Higienópolis, no Facebook, fazendo essa leitura crítica do que aconteceu, já é um impacto na aprendizagem. Só que não é um impacto no ensino formal. O que o meu livro tem de legal é que ele trata do impacto na escola. Por exemplo, mapeei no livro qual o legado que produzir comunicação gera para o resto da escola: você vai deixando sementes em outras áreas. Por exemplo: o pessoal que ia para uma viagem na Amazônia para “Estudos do Meio” resolveu criar um blog dessa viagem e postar de lá. Outro caso, em uma simulação das Nações Unidas, uma galera criou um Comitê de Imprensa. O primeiro blog de uma disciplina no Colégio Bandeirantes foi o do Idade Mídia e hoje todas as disciplinas têm blogs. O que o projeto tem de diferente é que ele dissolve e recria o currículo como ele é hoje e cria outro modelo e construção de conhecimento. Nessas condições, colocar o jovem para produzir mídia e se expressar é também estimular a capacidade do cara de realização.

Que efeitos o uso da comunicação teve nos alunos? Houve alguma história, experiência que te marcou?Sayad - Trinta dessas histórias estão contadas no livro e mais umas sessenta estão contadas no blog. Tem a história clássica da pessoa que quer seguir comunicação: se você ligar na TV Cultura tem um programinha chamado “Deu Paula na TV”, com umas esquetes existenciais. Ela começou fazendo isso no Idade Mídia com a criação de um personagem que viralizou no Youtube. Ela entrou em jornalismo, começou a fazer teatro e com vinte anos é contratada na TV Cultura com o programa dela. E tem o outro lado: uma aluna que foi fazer medicina e falou para mim que trabalhar com comunicação foi muito importante para que ela seguisse medicina, pois não existe um médico que não saiba lidar com comunicação.  Ela lembrou a reflexão que tivemos sobre o Dráuzio Varella: o que ele tem de diferente dos outros médicos? O domínio dele da comunicação. Em vez de ser um médico de 15 pacientes em um consultório, ele virou um médico de 150 milhões de brasileiros porque soube usar os meios.

Como foi a adaptação do projeto às novidades tecnológicas ao longo desses anos? Quais foram as dificuldades?

Sayad - O Bandeirantes é um colégio de tecnologia de ponta. Mesmo assim, foi muito difícil dizer para um bando de educadores que o Orkut vale. As tecnologias estão lá mas ainda está se explorando suas potencialidades. Um tablet é tão inanimado quanto um lápis. Resistência eu tive para quebrar esses mitos, mostrar que um blog não era um meio para a escola publicar coisas, mas de o aluno falar com a escola, que Facebook e Youtube são muito legais para a aprendizagem. Quanto ao uso dessas novidades pelos alunos, não houve dificuldades: eles sabem usar tudo, sou eu que aprendo com eles.

O que o seu livro traz para os educomunicadores?

Sayad - Não faltam teorias sobre essa intersecção entre educação e comunicação. A formação enquanto graduação ainda é muito frágil, começou a existir formação específica para isso há pouquíssimo tempo. Metade do meu livro são os alunos contando como foi para eles fazer parte do projeto. E tem um blog, que acompanha o livro, com textos e vídeos produzidos pelos alunos. Isso é importante porque foi a vontade do próprio aluno em participar que deu existência ao projeto. O livro já está sendo adotado na UFRJ no curso de Comunicação e no curso de Educomunicação da USP.



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