terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Hábito 1 - Seja Pró-Ativo

Ser pró-ativo implica ser responsável por sua vida – a capacidade de escolher
uma resposta à determinada situação. O comportamento pró-ativo é um produto de
sua escolha consciente baseada em valores e não resultado de um comportamento
reativo, baseado em sentimentos. As pessoas reativas deixam circunstâncias,
condições, ou o ambiente mostrarem a ela como responder. Pessoas pró-ativas
deixam seus valores selecionados, internalizados e cuidadosamente pensados dizer
como responder. Não é o que nos acontece, mas a nossa resposta, que diferencia
estes dois comportamentos. Ninguém pode torná-lo miserável a menos que você
consinta.

O próximo hábito será - Hábito 2: Comece com o Objetivo em Mente

Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes

Stephen Covey baseou seus fundamentos para o sucesso na Ética do Caráter
– atributos como integridade, humildade, fidelidade, temperança, coragem, justiça,
paciência, diligência, simplicidade, modéstia e na Regra de Ouro: fazer aos outros o
que desejamos que nos façam. A Ética da Personalidade – crescimento da
personalidade, treinamento em práticas de comunicação e educação na área de
influências estratégicas e pensamento positivo – é secundário para a Ética do
Caráter. O que somos transmite muito mais eloqüentemente do que o que dizemos
ou fazemos.
Um paradigma é a maneira como percebemos, compreendemos e
interpretamos o mundo à nossa volta. É uma maneira diferente de olhar as pessoas e
as coisas. Para sermos eficazes necessitamos fazer uma mudança de paradigmas. A
maioria das descobertas científicas é resultado de quebras de paradigmas, tais como
quando Copérnico considerou o Sol como o centro do universo e não a Terra.
Quebras de paradigmas são mudanças quantificáveis, mesmo que lentas e
deliberadas ou instantâneas.
Um hábito é a interseção entre o conhecimento, a habilidade e o desejo. O
conhecimento é o que fazer e porque fazer, a habilidade é o como fazer ; e o desejo é
a motivação, o querer fazer. Para tornar algo um hábito em nossas vidas precisamos
reunir estes três elementos. Os sete hábitos são uma abordagem altamente integrada
que passa da dependência (você cuida de mim) para a independência (eu cuido de
mim mesmo) e para a interdependência (podemos fazer algo melhor juntos). Os três
primeiros hábitos tratam da independência – a essência do crescimento do caráter.
Os hábitos 4, 5 e 6 tratam da interdependência – trabalho em equipe, cooperação e
comunicação. O hábito 7 é o hábito da renovação.
Os sete hábitos estão em harmonia com a lei natural que Covey chama de
“Equilíbrio P/CP”, onde o P representa a produção dos resultados desejados e CP
indica a capacidade de produção, os bens ou os meios. Por exemplo, se você falha
na manutenção de um cortador de grama (CP) ele se desgastará e não será capaz de
aparar a grama (P). Você necessita equilíbrio entre o tempo gasto aparando a grama
(resultado desejado) e a manutenção do cortador de grama (bens). Os bens podem
ser físicos, como o exemplo do cortador de grama; financeiros, tais como o equilíbrio
entre o capital (CP) e o interesse (P); humanos, tais como o equilíbrio entre o
treinamento (CP) e o horário das reuniões (P). Você necessita de equilíbrio para ser
eficaz; de outra forma você não terá o cortador de grama e nem a grama aparada.

A cada dia dessa semana vou postar um hábito diferente para que possamos ler e compreender.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Atividades Adptadas para Curtir as Férias!!!!

ATIVIDADES PARA DEFICIENTES NOS PARQUES DE SOCORRO (SP)


Paraplégico 1 - Acqua-ride, arvorismo, cavalgada, escalada, pêndulo e tombonágua

2 - Bóia-cross e canoagem

3 - Tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, rafting, fora de estrada e rapel

Tetraplégico 1 - Acqua-ride, arvorismo, cavalgada, escalada, pêndulo e tombonágua, quadriciclo, canoagem e bóia-cross

3 - Caminhada de curta duração, passeio de charrete, rafting, fora de estrada, rapel e tirolesa

Def. Visual 2 - Acqua-ride, arvorismo, bóia-cross, canoagem, cavalgada, escalada, pêndulo, tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, rafting, fora de estrada, tombonágua e rapel

Def. Auditivo 2 - Acqua-ride, arvorismo, bóia-cross, canoagem, cavalgada, escalada, pêndulo, tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, rafting, fora de estrada, tombonágua e rapel

Def. Mental 2 - Acqua-ride, arvorismo, bóia-cross, canoagem, cavalgada, escalada, pêndulo, tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, rafting, fora de estrada, tombonágua e rapel

Def. Múltiplo 1 - Escalada


- Acqua-ride, arvorismo, bóia-cross, canoagem, escalada, pêndulo, tirolesa, caminhada de curta duração, passeio de charrete, quadriciclo, fora de estrada, tombonágua e rapel


3 - Cavalgada e rafting

Legenda da tabela

1 - Atividade que não apresenta condições de ser praticada com segurança para este tipo de deficiência

2 - Atividade que pode ser praticada normalmente, com adaptação mínima e monitores

3 - Atividade que pode ser praticada, mas requer uso de equipamentos adaptados





Fonte: Prefeitura de Socorro
http://www.viagem.uol.com.br/

http://deficinciasbarreirasesolues.blogspot.com/2009/12/guia-mostra-lugares-adaptados-para.html

Apesar de ainda estar longe do ideal, a capital vem se tornando mais acessível. Confira alguns pontos

Por Caio Barretto Briso
08/04/2009

Sem andar desde 1998 por causa de uma má-formação congênita na medula espinhal, a fonoaudióloga Andrea Schwarz, de 32 anos, sabe bem as dificuldades que um deficiente físico encontra para trabalhar e se divertir. Há oito anos, quando lançou o Guia São Paulo Adaptada, encontrou poucos espaços adequados a pessoas como ela. "Qualquer alteração para receber alguém com deficiência era vista como caridade", diz. Hoje, a situação está melhor. "Ainda não é o ideal, mas houve uma mudança, principalmente nos estabelecimentos privados." Na última segunda, ela e Jaques Haber, seu marido, lançaram o Guia Brasil para Todos, com informações turísticas sobre dez capitais brasileiras. No capítulo dedicado a São Paulo, o casal reúne algumas atrações da cidade e dá dicas de como aproveitá-las. Locais inaugurados recentemente costumam ser mais acessíveis. É o caso do Museu do Futebol, aberto em setembro do ano passado no Estádio do Pacaembu. Consi-derado por Andrea um dos poucos lugares em que os deficientes não enfrentam nenhum problema (veja no quadro outros bons exemplos), o museu tem acesso a todas as salas por elevador, intérpretes da língua brasileira de sinais (Libras) e piso tátil para cegos.

Entre os restaurantes, o casal destacou casas como as do grupo Walter Mancini, no centro, que contam com um serviço de van adaptada para buscar cadeirantes, e a rede Ráscal, que oferece cardápio em braile. "Alguns empresários só se adaptam porque a legislação obriga", afirma Haber. "Mas as pessoas com deficiência formam um público consumidor imenso e, quanto mais acessível o estabelecimento, mais clientes terá." Na apuração, os dois passaram por alguns micos. "Visitei um restaurante em que o banheiro adaptado ficava no 2º piso", conta Andrea. "E o acesso era por uma escada."

A principal dificuldade do 1,5 milhão de paulistanos que sofrem algum tipo de limitação física é a infraestrutura urbana. Dos 15 000 ônibus que circulam pelo município, só 3 166 são adaptados (todos os veículos novos devem, obrigatoriamente, se adequar às normas de acessibilidade). As calçadas também são muito criticadas. Entre janeiro de 2005 e dezembro de 2008, a prefeitura gastou 65,8 milhões de reais para reformar 433 quilômetros de passeio. Isso corresponde a menos de 1,5% do total. "Ainda que todos os ônibus pudessem ser usados pelos cadeirantes, como chegaríamos a eles com essas calçadas?", questiona a vereadora Mara Gabrilli, tetraplégica desde 1994. Segundo o secretário municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marcos Belizário, os avanços são realmente lentos. "Em 500 anos de história, nunca nos preo-cupamos com as pessoas com deficiência", diz. "Mas hoje há dez vezes mais ônibus adaptados que em 2005."

O Guia Brasil para Todos pode ser acessado no site www.brasilparatodos.com.br. Quem preferir a versão impressa deve solicitá-la na página. Nesse caso, o guia será enviado pelos Correios gratuitamente.


Os cinco-estrelas em inclusão

Cinco lugares em que, na opinião de Andrea Schwarz, os deficientes são mais bem tratados

Catavento Cultural e Educacional. Parque Dom Pedro II, s/nº, centro, Tel. 3246-4100, www.cataventocultural.org.br
MAM. Parque do Ibirapuera, portão 3, Tel. 5085-1300, www.mam.org.br

Museu do Futebol. Praça Charles Miller, s/nº, Estádio do Pacaembu, Tel. 3663-3848, www.museudofutebol.org.br
Pinacoteca. Praça da Luz, 2, Tel. 3324-1000, www.pinacoteca.org.br

Shopping Cidade Jardim. Tel. 3552-1000, www.shoppingcidadejardimjhsf.com.br


Fonte: http://vejasp.abril.com.br/revista/edicao-2107/guia-mostra-lugares-adaptados-para-atender-pessoas-com-deficiencia

Mais ou Menos

A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.

A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.

A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...

TUDO BEM!

O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.

Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.
Autor "Chico Xavier"

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Jesus em Minha Vida

Jesus em minha vida
Em todas as religiões cristãs, Jesus é o Modelo de conduta, é o grande Mestre que ensina a viver melhor, é o Modelo e Guia.
Jesus nada escreveu, mas falou a todos aqueles que O quiseram escutar fosse por necessidade, por curiosidade ou, até mesmo, por desejo de combatê-Lo.
Suas ideias e ensinamentos disseminaram-se rapidamente pois aqueles que O ouviam comentavam, encantados, Suas palavras com outrem.
Depois de Sua morte física, os apóstolos levaram Seus ensinos a lugares distantes, aumentando o número daqueles que os conheceriam.
Alguns dos seguidores escreveram a respeito do que viram e ouviram de Jesus, e esses textos formaram os Evangelhos.
Sua vida e Sua obra, eternizadas por esses textos, são as mais comentadas e discutidas pelas civilizações da Terra, através dos tempos.
Em todas as religiões cristãs o Evangelho é a base dos estudos e das pregações possibilitando, a todos, reflexão.
O Evangelho pode ser considerado como um testamento que Jesus deixou para a Humanidade, sendo o mais belo poema de esperanças e consolações a que podemos ter acesso.
Ainda hoje, Sua voz alcança os ouvidos de todos aqueles que O buscam, com lições de beleza e de felicidade, dando oportunidade de esperar por melhores dias à medida que nos ensina a autossuperação.
Nos dias atuais, conhecer e estudar o Evangelho está ao alcance de todos, diferentemente do que acontecia quando isso era reservado apenas aos líderes espirituais de algumas religiões.
Mas, será que o conhecimento do que disse Jesus, dos Seus exemplos, das Suas ideias nos serve para realmente modificar nossas vidas?
Será que procuramos ser simples e humildes como Ele nos ensinou?
Será que, diante de um ato violento seja físico ou moral, feito contra nós, sabemos mostrar a outra face ao agressor, dando-lhe um exemplo de brandura e não de revide?
Será que, ao nos sentirmos ofendidos, sabemos perdoar, da mesma maneira que, quando ofendemos queremos ser perdoados?
Será que somos capazes de dialogar com todos, a despeito de quaisquer diferenças, mantendo-nos calmos e pacíficos?
Somos capazes de tratar com amor alguém, cujas atitudes não estejam de acordo com nosso padrão moral, sem fazer julgamentos?
Somos capazes de refletir sobre aquilo que nos faz sofrer, sem nos julgarmos vítimas, mas sim responsáveis, e, dessa maneira, conseguirmos usar este sofrimento para nos modificarmos interiormente?
Será que temos, realmente, ouvidos de ouvir, ou decoramos as passagens dos Evangelhos e as repetimos superficialmente sem nada colocar em prática?
Nosso querido Mestre Jesus esteve entre nós porque desejava deixar um caminho a seguir.
Se queremos realmente conhecê-Lo não basta apenas ler ou ouvir o que Ele falou, mas sim experimentar, em nossa vida, Seus ensinamentos, colocando-os em prática.
Como nosso amigo e terapeuta, Ele espera que possamos abrir coração e mente para as reflexões que há dois mil anos estão espargidas no ar que respiramos, esperando solo fértil para germinar e florescer.

Redação do Momento Espírita com base no seminário O significado de Jesus: o encontro real - mudanças internas, desenvolvido no Encontro fraterno com Divaldo Pereira Franco, realizado na praia de Guarajuba – BA, em setembro de 2009 e na introdução do livro Jesus e o evangelho à luz da psicologia profunda, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 28.12.2009.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Um Belíssimo Ano Novo !!!

Para você ganhar belíssimo Ano Novo...
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar de arrependimento
pelas besteiras consumadas nem
parvamente acreditar que por decreto

da esperança a partir de Janeiro
as coisas mudem e seja claridade,
recompensa, justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e
gosto de pão matinal, direitos respeitados,
começando pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um ano-novo que mereça
este nome, você, meu caro, tem de
merecê-lo, tem de fazê-lo novo,

Eu sei que não é fácil mas tente,
experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
dorme e espera desde sempre.

Autor "desconhecido"

domingo, 27 de dezembro de 2009

ACESSO ÁS PRAIAS PARA DEFICIENTES FISÍCOS

Jovem criou ONG e improvisou esteiras na Praia do Leblon.
Alguns equipamentos foram fornecidos pela Prefeitura do Rio.


Uma iniciativa de um jovem tornou possível o acesso de portadores de deficiência física às areias das praias cariocas. Junto com amigos, Henrique Saraiva, que usa muletas, criou a ONG AdaptSurf e criou esteiras próprias para portadores de necessidades especiais na Praia do Leblon, na Zona Sul do Rio.
A prefeitura forneceu alguns equipamentos e o resto foi a boa vontade de Henrique. Na areia, muletas e pernas mecânicas já podem ser vista ao lado de banhistas. Em um trecho da Praia do Leblon esse cenário já é comum.
“É muito gratificante ver que a gente está prestando esse serviço e está podendo ajudar alguém. Eu já senti na pele e sei que é muito bom. Não tem preço”, disse o fundador da ONG, Henrique Saraiva.
A dona de casa Ana Paula Cândido teve uma das pernas amputada depois de um acidente. “Antes, eu tinha vergonha até mesmo de sair de casa e de fazer as coisas. Hoje não”, contou.
Para quem usa cadeira de rodas, a areia ainda é um grande obstáculo. “Não adianta vir à praia para a gente ficar olhando, porque só dá inveja”, comenta um jovem.

Problema ainda evidente

A costa brasileira é quase toda cheia de praia. Mas, para os portadores de deficiência física, muitas vezes o lazer termina no calçadão. São raras as praias que tem a placa de acesso a quem precisa. O cenário da Praia do Leblon poderia ser muito mais comum em todo o Brasil, mas não existe lei federal que obrigue a criação desses acessos na praia.
A ONG AdaptSurf oferece aulas de surf para portadores de deficiência física. “A gente faz uma avaliação inicial e, a partir daí, a gente vai saber o tipo de aula que a gente vai desenvolver. É aberta a qualquer tipo de deficiência, não tem restrição alguma e totalmente gratuito”, explicou a coordenadora da ONG, Luana Nobre.

DEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Organiza o Natal

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.

Texto extraído do livro "Cadeira de Balanço", Livraria José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.

Autor "Carlos Drummond de Andrade"

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A arte de amar !!!

O amor é filho da compreensão; o amor é tanto mais veemente, quanto mais a compreensão é exata.

Autor "Leonardo da Vinci"