sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Inclusão promove a justiça

Para a educadora Maria Teresa Égler Mantoan, na escola inclusiva professores e alunos aprendem uma lição que a vida dificilmente ensina: respeitar as diferenças. Esse é o primeiro passo para construir uma sociedade mais justa

Meire Cavalcante (novaescola@fvc.org.br)
Maria Teresa Eglér Mantoan. Foto: Caca Bratke
MARIA TERESA EGLÉR MANTOAN  "Estar junto é se aglomerar com pessoas que não conhecemos. Inclusão é estar com, é interagir com o outro".  Foto: Kaka Bratke
Uma das maiores defensoras da educação inclusiva no Brasil, Maria Teresa Mantoan é crítica convicta das chamadas escolas especiais. Ironicamente, ela iniciou sua carreira como professora de educação especial e, como muitos, não achava possível educar alunos com deficiência em uma turma regular. A educadora mudou de idéia em 1989, durante uma viagem a Portugal. Lá, viu pela primeira vez uma experiência em inclusão bem-sucedida. "Passei o dia com um grupo de crianças que tinha um enorme carinho por um colega sem braços nem pernas", conta. No fim da aula, a professora da turma perguntou se Maria Teresa preferia que os alunos cantassem ou dançassem para agradecer a visita. Ela escolheu a segunda opção. "Na hora percebi a mancada. Como aquele menino dançaria?" Para sua surpresa, um dos garotos pegou o colega no colo e os outros ajudaram a amarrá-lo ao seu corpo. "E ele, então, dançou para mim." Na volta ao Brasil, Maria Teresa que desde 1988 é professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas deixou de se concentrar nas deficiências para ser uma estudiosa das diferenças. Com seus alunos, fundou o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade. Para ela, uma sociedade justa e que dê oportunidade para todos, sem qualquer tipo de discriminação, começa na escola.
O que é inclusão? 
É a nossa capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as pessoas, sem exceção. É para o estudante com deficiência física, para os que têm comprometimento mental, para os superdotados, para todas as minorias e para a criança que é discriminada por qualquer outro motivo. Costumo dizer que estar junto é se aglomerar no cinema, no ônibus e até na sala de aula com pessoas que não conhecemos. Já inclusão é estar com, é interagir com o outro.

Que benefícios a inclusão traz a alunos e professores? 
A escola tem que ser o reflexo da vida do lado de fora. O grande ganho, para todos, é viver a experiência da diferença. Se os estudantes não passam por isso na infância, mais tarde terão muita dificuldade de vencer os preconceitos. A inclusão possibilita aos que são discriminados pela deficiência, pela classe social ou pela cor que, por direito, ocupem o seu espaço na sociedade. Se isso não ocorrer, essas pessoas serão sempre dependentes e terão uma vida cidadã pela metade. Você não pode ter um lugar no mundo sem considerar o do outro, valorizando o que ele é e o que ele pode ser. Além disso, para nós, professores, o maior ganho está em garantir a todos o direito à educação.

O que faz uma escola ser inclusiva? Em primeiro lugar, um bom projeto pedagógico, que começa pela reflexão. Diferentemente do que muitos possam pensar, inclusão é mais do que ter rampas e banheiros adaptados. A equipe da escola inclusiva deve discutir o motivo de tanta repetência e indisciplina, de os professores não darem conta do recado e de os pais não participarem. Um bom projeto valoriza a cultura, a história e as experiências anteriores da turma. As práticas pedagógicas também precisam ser revistas. Como as atividades são selecionadas e planejadas para que todos aprendam? Atualmente, muitas escolas diversificam o programa, mas esperam que no fim das contas todos tenham os mesmos resultados. Os alunos precisam de liberdade para aprender do seu modo, de acordo com as suas condições. E isso vale para os estudantes com deficiência ou não.

Como está a inclusão no Brasil hoje? Estamos caminhando devagar. O maior problema é que as redes de ensino e as escolas não cumprem a lei. A nossa Constituição garante desde 1988 o acesso de todos ao Ensino Fundamental, sendo que alunos com necessidades especiais devem receber atendimento especializado preferencialmente na escola , que não substitui o ensino regular. Há outra questão, um movimento de resistência que tenta impedir a inclusão de caminhar: a força corporativa de instituições especializadas, principalmente em deficiência mental. Muita gente continua acreditando que o melhor é excluir, manter as crianças em escolas especiais, que dão ensino adaptado. Mas já avançamos. Hoje todo mundo sabe que elas têm o direito de ir para a escola regular. Estamos num processo de conscientização.

A escola precisa se adaptar para a inclusão? Além de fazer adaptações físicas, a escola precisa oferecer atendimento educacional especializado paralelamente às aulas regulares, de preferência no mesmo local. Assim, uma criança cega, por exemplo, assiste às aulas com os colegas que enxergam e, no contraturno, treina mobilidade, locomoção, uso da linguagem braile e de instrumentos como o soroban, para fazer contas. Tudo isso ajuda na sua integração dentro e fora da escola.

Como garantir atendimento especializado se a escola não oferece condições? 
A escola pública que não recebe apoio pedagógico ou verba tem como opção fazer parcerias com entidades de educação especial, disponíveis na maioria das redes. Enquanto isso, a direção tem que continuar exigindo dos dirigentes o apoio previsto em lei. Na particular, o serviço especializado também pode vir por meio de parcerias e deve ser oferecido sem ônus para os pais.

Estudantes com deficiência mental severa podem estudar em uma classe regular? Sem dúvida. A inclusão não admite qualquer tipo de discriminação, e os mais excluídos sempre são os que têm deficiências graves. No Canadá, vi um garoto que ia de maca para a escola e, apesar do raciocínio comprometido, era respeitado pelos colegas, integrado à turma e participativo. Há casos, no entanto, em que a criança não consegue interagir porque está em surto e precisa ser tratada. Para que o professor saiba o momento adequado de encaminhá-la a um tratamento, é importante manter vínculos com os atendimentos clínico e especializado.

A avaliação de alunos com deficiência mental deve ser diferenciada? Não. Uma boa avaliação é aquela planejada para todos, em que o aluno aprende a analisar a sua produção de forma crítica e autônoma. Ele deve dizer o que aprendeu, o que acha interessante estudar e como o conhecimento adquirido modifica a sua vida. Avaliar estudantes emancipados é, por exemplo, pedir para que eles próprios inventem uma prova. Assim, mostram o quanto assimilaram um conteúdo. Aplicar testes com consulta também é muito mais produtivo do que cobrar decoreba. A função da avaliação não é medir se a criança chegou a um determinado ponto, mas se ela cresceu. Esse mérito vem do esforço pessoal para vencer as suas limitações, e não da comparação com os demais.

Um professor sem capacitação pode ensinar alunos com deficiência? Sim. O papel do professor é ser regente de classe, e não especialista em deficiência. Essa responsabilidade é da equipe de atendimento especializado. Não pode haver confusão. Uma criança surda, por exemplo, aprende com o especialista libras (língua brasileira de sinais) e leitura labial. Para ser alfabetizada em língua portuguesa para surdos, conhecida como L2, a criança é atendida por um professor de língua portuguesa capacitado para isso. A função do regente é trabalhar os conteúdos, mas as parcerias entre os profissionais são muito produtivas. Se na turma há uma criança surda e o professor regente vai dar uma aula sobre o Egito, o especialista mostra à criança com antecedência fotos, gravuras e vídeos sobre o assunto. O professor de L2 dá o significado de novos vocábulos, como pirâmide e faraó. Na hora da aula, o material de apoio visual, textos e leitura labial facilitam a compreensão do conteúdo.

Como ensinar cegos e surdos sem dominar o braile e a língua de sinais? 
É até positivo que o professor de uma criança surda não saiba libras, porque ela tem que entender a língua portuguesa escrita. Ter noções de libras facilita a comunicação, mas não é essencial para a aula. No caso de ter um cego na turma, o professor não precisa dominar o braile, porque quem escreve é o aluno. Ele pode até aprender, se achar que precisa para corrigir textos, mas há a opção de pedir ajuda ao especialista. Só não acho necessário ensinar libras e braile na formação inicial do docente.

O professor pode se recusar a lecionar para turmas inclusivas? 
Não, mesmo que a escola não ofereça estrutura. As redes de ensino não estão dando às escolas e aos professores o que é necessário para um bom trabalho. Muitos evitam reclamar por medo de perder o emprego ou de sofrer perseguição. Mas eles têm que recorrer à ajuda que está disponível, o sindicato, por exemplo, onde legalmente expõem como estão sendo prejudicados profissionalmente. Os pais e os líderes comunitários também podem promover um diálogo com as redes, fazendo pressão para o cumprimento da lei.

Há fiscalização para garantir que as escolas sejam inclusivas? O Ministério Público fiscaliza, geralmente com base em denúncias, para garantir o cumprimento da lei. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Especial, atualmente não tem como preocupação punir, mas levar as escolas a entender o seu papel e a lei e a agir para colocar tudo isso em prática.
Quer saber mais?
Bibliografia
Direitos das pessoas com deficiência: garantia de igualdade na diversidade, Eugênia Augusta Fávero, 342 págs., Ed. WVA, tel. (21) 2493-7610, 40 reais

Inclusão Escolar: O que é? Por quê? Como fazer?, Maria Teresa Eglér Mantoan, 96 págs., Ed. Moderna, tel. 0800-172002, 11 reais

Garanta seu ingresso já !!!,Venha conhecer "Guerreiros e Amigos"

Amigos! O espetáculo da CIA de Dança Guerreiros deste ano será com o tema "GUERREIROS E AMIGOS".

Liane Martins Collares fala que inclusão é direito!!!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O Futuro ajuda na lata.E você?

A campanha
           Como funciona?

A campanha “Eu ajudo na lata”, desenvolvida pela área de Responsabilidade Social da Unimed do Brasil, é uma ação conjunta com as Unimeds do Sistema e visa promover a integração entre
os colaboradores e o fortalecimento do relacionamento com fornecedores e clientes.

A proposta é arrecadar lacres de latas de alumínio. Com o alumínio arrecadado, faremos a aquisição de cadeiras de rodas que serão doadas a instituições.
A adesão ao movimento é voluntária e as Unimeds não serão obrigadas
a enviar os lacres para Unimed do Brasil. Em outras palavras,
a arrecadação dos anéis das latas de alumínio pode ser realizada
de forma local por cada Unimed. Ao arrecadar a quantidade necessária para a compra de uma cadeira, a Unimed pode fazer a entrega para alguma entidade de sua escolha ou ainda manter a ação centralizada
em suas Federações.
Junte a sua equipe, solte a sua criatividade e vamos fazer acontecer esta ação conjunta!
Basta ter vontade de ajudar!  
Participe deste grande movimento de solidariedade do Sistema Unimed.
 
  Unimed do Brasil

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Lei que obriga bancos a terem intérprete de libras causa polêmica

A Câmara Municipal de Marília (SP) quer que os bancos contratem um funcionário que domine a linguagem dos sinais para atender pessoas com deficiência auditiva. No entanto, nem o sindicato dos bancários nem o público alvo veem a necessidade desse serviço.
De acordo com a proposta, as agências do centro de Marília ficam obrigadas, durante o horário de atendimento, a disponibilizar pelo menos um funcionário que saiba a linguagem dos sinais. A ideia é ajudar pessoas surdas e mudas a se comunicarem quando precisam pagar uma conta, pedir um empréstimo ou investir em uma aplicação. “A ideia desse projeto veio após uma pessoa presenciar a dificuldade de um deficiente de se comunicar em uma agência bancária. Todo mundo tem o direito ser atendido e ser entendido em qualquer lugar”, diz o vereador autor do projeto Sílvio Harada.
Bancários e público alvo não veem a necessidade
do serviço em Marília (Foto: Reprodução/TV Tem)
Existem cerca de 40 agências bancárias em Marília. As que estão localizadas nos bairros ficam de fora dessa obrigatoriedade, mas deverão ter um cartaz avisando qual agência do centro oferece o serviço. Caso a lei não seja cumprida, as penalizações vão desde multa de R$ 1 mil até o cancelamento do alvará daquela agência.

Apesar da proposta ter sido aprovada por unanimidade aqui na Câmara de Marília, ela vem causando polêmica tanto entre as pessoas que seriam beneficiadas com esse serviço quanto entre os bancários.

Por causa do custo, o presidente do sindicato não acredita que os bancos contratem um profissional exclusivamente para esta finalidade.Com isso, os próprios bancários é que vão ter que fazer cursos para se adequar às exigências. "Essa medida vai se tornar mais um afazer para o trabalhador. Desta forma, vemos isso com dificuldade já que as empresas teriam que treinar todos os funcionários e não uma pessoa específica”, diz o presidente do sindicato dos bancários, Edílson Julian.

A prefeitura de Marília tem até o dia 17 de novembro para sancionar o projeto. A partir daí, as agências do centro da cidade terão 180 dias de prazo para adequação, ou seja, para contratar o profissional. Em caso de descumprimento serão cobradas multas.

Os valores variam de R$ 1 mil na primeira ocorrência a R$ 3 mil, além de suspensão do alvará de funcionamento temporário e até de forma definitiva após a quarta reincidência. Além de sancionar o projeto, a prefeitura também será responsável por determinar qual secretaria vai fiscalizar o cumprimento da lei pelos bancos.
Fonte: site G1.com - Do G1 Bauru e Marília. 

domingo, 10 de novembro de 2013

Nova ferramenta permite ouvir os textos da Folha

A função dinamiza a leitura para pessoas que querem ouvir notícias enquanto fazem outras atividades e também é um recurso de acessibilidade que pode facilitar a vida de quem tem algum problema na visão e quer se informar pelo jornal.
Desde agosto, mais de 400 mil cliques foram dados no ícone "ouvir o texto", que fica logo abaixo dos títulos e faz funcionar o leitor. Três em cada dez cliques ocorreram em textos de colunistas. A leitura é feita também nas versões internacionais da Folha (inglês e espanhol).
O recurso, que está em outros 47 países utilizando cem vozes, funciona em qualquer sistema operacional e também em dispositivos móveis como tablets e smartphones.
Assinante do jornal há 40 anos, a funcionária pública aposentada Leonor Carneiro Quirino, 71, elogia o recurso.
"Adorei. Enxergo muito pouco e o recurso funciona muito bem no meu computador, facilitando o acompanhamento das notícias. A voz é pausada, agradável, sem nenhum sotaque, tornando o texto totalmente compreensível. Parabéns à Folha por mais este avanço."
Já a advogada Ana Luiza Alves Lima, 44, começou a usar o leitor por curiosidade.
"Vi o ícone e quis testar. Ainda estranho um pouco as pausas na leitura, mas é interessante ouvir enquanto estou fazendo algo na cozinha ou dirigindo, por exemplo.
COMO FUNCIONA
O programa que faz a leitura dos textos foi desenvolvido na Suécia pela empresa Readspeaker, que vem aperfeiçoando seu funcionamento desde 1999.
"A missão da empresa é proporcionar igualdade de acesso a todos que precisam se informar", diz Roy Lindemann, cofundador e diretor de marketing da Readspeaker. "Nos esforçamos para reduzir o hiato digital, que impede pessoas com variadas dificuldades de leitura a ter acesso a conteúdos on-line."
Para que a voz chegue até os ouvidos do leitor com perfeição, um complexo sistema de mecanismos eletrônico precisa ser acionado.
Ao clicar no ícone "ouvir o texto", em questão de segundos, o conteúdo é enviado para os servidores da empresa responsável pelo programa, que devolve a escrita em formato de som.
A voz é gerada a partir da combinação de milhares de frases que foram previamente gravadas por atores. O computador busca a pronuncia em um dicionário digital e gera o texto falado.
O gaúcho Thiago Pellizzaro, 31, lê o jornal apenas em sua plataforma digital, pela internet. Ele tem um grave problema de visão, enxerga apenas 10%, e elogia a forma pausada e a atenção à pontuação do recurso de leitura.
"A voz de leitura é mais `humana' que a de outros recursos de leitura. Para mim, ajuda bastante porque, às vezes, canso de ler. O que eu não curto é a leitura dos links que ficam no meio das reportagem, o que gera um pouco de confusão".

Folha de SP

Estação de Acessibilidade promove inclusão social na Feira do Livro

Estação de Acessibilidade promove inclusão social na Feira do Livro Lúcia Righi/Especial
Foto: Lúcia Righi / Especial
Livros em braile, audiolivros, audiodescrição de filmes e cadeiras motorizadas são demonstrados na Estação de Acessibilidade na Feira do Livro. No estande da Associação Gaúcha de Pais e Amigos dos Surdocegos e Multideficientes (Agapasm), Alex Garcia recebe seus leitores com dedicação na 59ª Feira do Livro. Surdocego, ele é presidente Agapasm e acabou de lançar seu segundo livro: A Grande Revolução.

— Creio muito que todos nós, com nossas diferenças em realidade e verdade, somos obras grandiosas. Nesta crença, as lutas encontram ponto de equilíbrio e, assim, sustentando meu ser incompleto, sigo adiante — avalia Garcia, para muitos, um exemplo de superação.

Logo ao lado, o Centro Cultural do Sesi, que oferece um sistema de audiodescrição do local para melhorar a acessibilidade, abriga atividades inclusivas como a Oficina de Poesia Inclusiva, ministrada por Roselaine Funari. Neste evento, os participantes, entre jovens e idosos, fizeram a "leitura de um jardim" a partir de folhas e pétalas e criaram poesias sobre suas sensações que serão recitadas em evento especial.

— As palavras são compostas de imagem. Por trás de todas as coisas existem tantas palavras e sensações. É isso que tentamos transmitir aqui — explica Roselaine, que idealizou o projeto de criação poética acessível a deficientes visuais e também é poeta.

Outras atividades inclusivas previstas na Feira:

— Neste domingo, dia 10 de novembro, no Salão Brigde do Clube do Comércio, será apresentado o Recital de Poesia Inclusiva, no qual os participantes da Oficina de Poesia Inclusiva, ministrada por Roselaine Funari, apresentarão seus poemas criados braile criados em braile.

— A Confraria das Letras em Braile apresenta 12 novos títulos que serão distribuídos no dia 12 de novembro, às 14h, em evento na Casa do Pensamento. Entre eles, o premiado Visita à Baleia, de Paulo Venturelli.

— Sesi realiza o Projeto Praia Acessível, que leva 15 cadeiras anfíbias ao Lami para levar autonomia a deficientes físicos nos dias 26 de novembro e 10 de dezembro.
ZERO HORA

Cupidity - Kismet Diner Subtitulado - Cornetto México

                                                 http://youtu.be/bbK0KqtuyFM