terça-feira, 23 de abril de 2013

Aplicativo traduz voz para língua de sinais



Aplicativo para Android pode ser baixado na Play Store ou pelo site do ProDeaf; versões para iOS e Windows Phone 8 chegam neste mês
São Paulo - A difícil comunicação entre surdos e ouvintes poderá ser vencida com a ajuda da tecnologia. O software ProDeaf, lançado hoje (02) na cidade de São Paulo, promete quebrar esta barreira.
Desenvolvida por uma startup brasileira homônima, a ferramenta é a primeira a permitir a tradução de frases em português para Libras (Língua Brasileira de Sinais) por meio de um aplicativo para dispositivos móveis.
software foi elaborado há três anos durante um curso de mestrado em ciências da computação na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
“Um dos integrantes do grupo é surdo e queríamos criar meios de nos comunicarmos com ele. A partir daí surgiu a ideia de desenvolver um programa que ajudasse surdos e ouvintes”, conta João Paulo Oliveira, CEO da ProDeaf, em entrevista a INFO.
O Brasil é considerado um país bilíngue por também adotar a Libras como idioma oficial. Dados do último senso do IBGE de 2010 apontam que existem no país 10 milhões de surdos, mas deste total, 2,7 milhões não conhecem a língua portuguesa.
E com o auxílio dessa ferramenta móvel, o ProDeaf pretende eliminar mais essa barreira de comunicação, especialmente entre pessoas do mesmo convívio social, como parentes e amigos que muitas vezes não conhecem a linguagem de sinais.
Aplicativo - Nesta versão 1.0, o aplicativo utiliza o reconhecimento de voz do smartphone para traduzir a fala para Libras com o auxílio de um avatar. O app usa uma base de dados com cerca de 3.700 sinais. Mas a empresa pretende ampliá-la incluindo também sinais específicos de determinadas regiões do país.
O primeiro protótipo do aplicativo contava com a opção de reconhecer os sinais e traduzir de Libras para o português, mas após o feedback de surdos, a empresa decidiu inicialmente lançar apenas a tradução para sinais.
“Mais de 40 surdos avaliaram a primeira versão do aplicativo e não tivemos aprovação deles. Refizemos uma nova versão que ficou bacana e foi aprovada. Mas mesmo com esse lançamento nosso trabalho não para. Ainda vamos melhorar a base de dados, tradução, serviços. Inclusive já trabalhamos na versão 2.0 com novos avatares”, disse Oliveira.
O CEO afirmou que a empresa continuará investindo no desenvolvimento da plataforma e espera que dentro de alguns anos já consiga publicar uma versão mais apurada do aplicativo que reconheça os sinais e os traduza para português.
A ProDeaf também lançou uma ferramenta web que permite aos surdos e intérpretes cadastrarem novos sinais em uma plataforma online com ajuda do sensor Kinect. A ferramenta reconhece como é o sinal e salva seu movimento no software do ProDeaf, ampliando assim seu banco de dados.
“Se eu quiser criar um sinal para ‘Revista INFO’ é só utilizar essa ferramenta para deixar o sinal cadastrado em nosso banco de dados. Tudo ficará disponível na web”, diz Oliveira.
Além disso, o ProDeaf já disponibiliza uma ferramenta para traduzir sites para Libras. O Bradesco Seguros, que é patrocinador oficial do ProDeaf, já usa o serviço disponibilizando uma versão em Libras do seu site.
A empresa espera que sejam realizados 30 mil downloads do app para Android somente neste primeiro mês de lançamento. Segundo Oliveira, a versão para Windows Phone e iOS será lançada ainda neste mês.
Parcerias - As parcerias foram de extrema importância para a viabilização do projeto. Além disso, o ProDeaf participou de competições tecnológicas como a Imagine Cup da Microsoft, na qual foi a ganhadora em 2011 ainda com um protótipo do aplicativo. Isto ajudou a plataforma a ganhar visibilidade e o interesse das empresas.
“Logo depois dos prêmios ainda precisávamos de investimentos para ampliar o projeto e conseguimos um financiamento com o CNPq de 30 mil reais para contratar designers, intérpretes, programadores e o projeto começou a crescer”, disse Oliveira.
A patrocinadora oficial da plataforma é o Bradesco Seguros, que foi a primeira empresa a adotar a tradução para Libras de seu site. A empresa subsidia os custos operacionais da distribuição nas lojas de aplicativos.
Atualmente a Microsoft também é responsável pelo suporte de infraestrutura, computação em nuvem - a empresa financiou US$ 60 mil em sua rede Azure para o projeto - e no desenvolvimento tecnológico do software.
Outro parceiro estratégico é a Wayra, aceleradora de startups da Telefônica, que hoje também é sócia do ProDeaf.

DEBATE SOBRE A INCLUSÃO DO FISIOTERAPEUTA NA NORMA REGULADORA 4 (NR4) 23/04/13

Ter um serviço de Fisioterapia dentro da empresa é de suma importância com relação ao processo de cura, pois facilita as ações preventivas e curativas das doenças ocupacionais, mediante uma série de dados colhidos em diversas avaliações
Por meio se seu portal e-Cidadania, o Senado Federal está avaliando a possibilidade da realização de um debate sobre a inclusão do fisioterapeuta na Norma Regulamentadora 4 (NR4). O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) está engajado na ampla divulgação desta ação.

O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região conclama a todos os profissionais de sua jurisdição para que acessem a página do e-Cidadania e votem a favor da realização da audiência.

São necessárias, no mínimo, dez mil assinaturas até o dia 30 de abril de 2013. Apoiar a realização do debate é simples. Basta acessar o site, preencher os campos com nome, e-mail e código de verificação e, para finalizar, clicar no botão “Eu Apoio”.

A página de votação traz uma mensagem que resume a importância deste debate. “Ter um serviço de Fisioterapia dentro da empresa é de suma importância com relação ao processo de cura, pois facilita as ações preventivas e curativas das doenças ocupacionais, mediante uma série de dados colhidos em diversas avaliações”.


Fique informado

A Norma Regulamentadora 4, cujo título é Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) de organizar e manter em funcionamento os Serviços Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador, no local de trabalho.

Fazem parte do SESMT os seguintes profissionais: médico do trabalho, engenheiro de segurança do trabalho, enfermeiro do trabalho, técnico de segurança no trabalho e auxiliar de enfermagem do trabalho.

A inclusão do fisioterapeuta na NR4 pode significar, além da melhoria da qualidade de vida e de saúde dos trabalhadores, uma ampliação do campo de trabalho e abertura de novos postos para os profissionais da Fisioterapia.
Fonte: Crefito 2

Secretarias Estaduais anunciam o lançamento do “Programa Estadual de Acessibilidade em Cultura”, na quarta, dia, 24, às 12h


Essa parceria resultará em acessibilidade total em 143 apresentações durante um ano



Acessibilidade em peças teatrais e espetáculos está no Plano Estadual
No dia 24, próxima quarta, os secretários Marcelo Mattos Araújo (Cultura) e Dra. Linamara Rizzo Battistella (Direitos da Pessoa com Deficiência) anunciam uma parceria entre as duas secretarias estaduais por meio de editais específicos para estimular a adoção de recursos de acessibilidade em produtos culturais no Estado de São Paulo.

Também será anunciada parceria com corpos estáveis (companhias de danças, cias. de óperas, orquestras e outros mantidos pelo Estado) e equipamentos da Secretaria de Estado da Cultura para apresentações acessíveis. 

Essa parceria resultará em acessibilidade total em 143 apresentações durante um ano, na capital e interior de São Paulo, abrangendo teatro adulto, teatro infantil, óperas, musicais e circos.
Participe!! Essa conquista é digna de comemoração, mais um passo rumo à inclusão das pessoas com deficiência na sociedade.

SERVIÇO
Secretaria de Estado da Cultura e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência anunciam o lançamento do “Programa Estadual de Acessibilidade em Cultura”
Data: 24 de abril, quarta-feira, às 12h
Local: Oficina Cultural Oswald de Andrade, rua Três Rios 363, Bom Retiro, São Paulo/SP
ENTRADA LIVRE. 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Fotógrafo transforma sonhos de um garoto com distrofia muscular em realidade


Na série intitulada “O Pequeno Príncipe”, o fotógrafo Matej Pelyjhan da eslovênia, fez um ensaio com um garoto de 12 anos chamado Luka – que sofre de distrofia muscular, uma doença que enfraquece os músculos de uma pessoa ao longo do tempo. Aqueles que têm a doença perdem gradualmente a capacidade de fazer coisas que as pessoas normalmente conseguem fazer.
Com um pano no chão e objetos do cotidiano sobre o pano, além de truques de fotografia, Peljhan ajudou Luka transformar seus sonhos (e desenhos a partir de um notebook) em realidade.
Estas imagens comoventes também mostram uma mensagem sobre o transtorno,  lembrando os espectadores do trabalho para apreciar a vida e vivê-la ao máximo.
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Como esta a acessibilidade nas Universidades de Curitiba?


Hoje, (22/04) foi publicado no jornal GAZETA DO POVO uma matéria interessante sobre acessibilidade nas Universidades de Curitiba. Confira a matéria do jornal:

Universidades reprovadas em acessibilidade

Nenhuma universidade de Curitiba está 100% adaptada para que cadeirantes, cegos e surdos não encontrem obstáculos no espaço acadêmico
22/04/2013 | 00:10 | ANNA SIMAS
Sala de aula
Todas as instituições visitadas contam com salas de aula que podem ser adaptadas para cadeirantes. O ideal é que não tenha tablado e que as carteiras sejam reguláveis, como ocorre na Universidade Positivo.
Libras
As cinco universidades têm intérpretes de Libras para alunos surdos. Na PUCPR, há um curso gratuito que capacita alunos e funcionários.
Interatividade
Dê a sua opinião: o que é preciso mudar na sua faculdade para que ela se torne acessível a cadeirantes, cegos e surdos?
As cinco universidades de Curitiba não estão totalmente preparadas para receber estudantes com algum tipo de deficiência física. Para checar as condições de acessibilidade a cadeirantes, cegos e surdos nas instituições, a Gazeta do Povo visitou seis câmpus sob a orientação de dois especialistas no assunto – o arquiteto e consultor em acessibilidade Ricardo Mesquita e o presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná, Mauro Nardini.
Nenhuma universidade recebe nota máxima. Ainda há muito a ser feito. São pequenos detalhes que fazem grande diferença para quem tem a mobilidade reduzida ou a visão limitada. Das cinco instituições, a que está mais perto do ideal é aUniversidade Positivo (UP). Na outra ponta, estão o câmpus da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e daPontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).
Avaliação
Como as leis que ajustam o ambiente para o deficiente são muitas e os detalhes minuciosos, a opção deste teste de qualidade foi avaliar a acessibilidade em espaços comuns – salas de aula, biblioteca, corredor, auditórios, estacionamento, calçadas e banheiros –, que permitem que o estudante se movimente com independência e segurança.
>>> Veja a avaliação dada nos seguintes câmpus:

LONGE DOS LIVROS
Jonathan Campos / Gazeta do Povo
Os problemas no câmpus da PUCPR começam no estacionamento (foto). Apesar das vagas reservadas, a dificuldade de circular pelo espaço é enorme. Além de calçadas muito irregulares – que podem provocar a queda do deficiente –, as rampas são ruins e não há guia tátil. Para entrar na biblioteca, o cadeirante precisa de ajuda para superar um pequeno desnível e passar pela porta. A dependência do auxílio de um funcionário não para por aí, já que o acervo está distribuído em diferentes patamares e não há acesso por rampa ou elevador a todos os corredores. “Apenas no térreo é possível se virar sozinho. Nos outros andares, ele vai contar com a ajuda dos funcionários, que estão preparados para isso”, explica a bibliotecária responsável pelo Setor de Serviço ao Usuário, Gisele Alves.

QUASE LÁ
Brunno Covello / Gazeta do Povo
Com a melhor avaliação dos especialistas, a estrutura da Universidade Positivo é a que está mais perto do ideal. Por todo o câmpus, há rampas de acesso, travessias elevadas e pistas táteis para cegos que interligam blocos e os pontos de ônibus. Com barras de segurança em todas as partes necessárias, os banheiros (foto) são bons exemplos de adaptação. Porém, nem tudo está bem alinhado. A estrutura também conta com pisos escorregadios ou irregulares, e faltam balcões rebaixados para o atendimento de cadeirantes. O deslocamento entre andares só pode ser feito por elevador. A supervisora pedagógica do Centro de Inclusão, Izabella Romanetto, conta que turmas com alunos com algum tipo de deficiência costumam ficar no térreo para evitar problemas com falta de luz.

ALUNOS EM AÇÃO
Daniel Castellano / Gazeta do Povo
O aluno com deficiência consegue circular facilmente entre os andares do câmpus Curitiba (foto) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, pois o prédio tem rampas de acesso a quase todos os setores. A dificuldade está em andar no próprio andar, pois o piso é escorregadio e há grades de bueiro que dificultam o uso de bengala e cadeira de rodas. Plataformas para cadeirantes em dois locais destacam-se entre os pontos positivos do câmpus, que também conta com banheiros adaptados (sem o cumprimento de todas as normas). As adequações foram resultado de um levantamento que contou com a participação de estudantes dos cursos de Engenharia e Arquitetura.

A ANTIGA REITORIA
Marcelo Andrade / Gazeta do Povo
O cadeirante que chegar de carro à Reitoria da UFPR terá vaga para estacionar. Porém, a dificuldade para andar nas calçadas será imensa, já que o pátio interno não tem rampa para o prédio Dom Pedro I e o acesso pela Rua General Carneiro (foto) não é adequado – a inclinação é o dobro do ideal e não há corrimão, item obrigatório. Nos prédios, é possível usar rampas ou elevadores (equipados com sistema de voz, importante para cegos). Há banheiros adaptados somente em dois andares, dentro da biblioteca, mas que não contemplam todas as normas. Além disso, nem todos os corredores do acervo têm 90 centímetros de largura, o que dificulta o acesso de cadeirantes às estantes. Chefe da biblioteca, Maria de Lourdes Saldanha explica que as adaptações dependem de reformas futuras.

AUDITÓRIO MODELO
Aniele Nascimento / Gazeta do Povo
Por ser um câmpus mais novo, a acessibilidade da sede Jardim Botânico da UFPR é bem melhor que a da Reitoria. Entretanto, nem todas as calçadas e rampas estão adaptadas e não há piso tátil para cegos. O acesso de cadeirantes à cantina do Setor de Ciências Sociais Aplicadas, por exemplo, só é possível pelo interior do prédio. Há banheiros ajustados, mas a falta de pias adequadas impede o aluno cadeirante de lavar as mãos. O auditório de Odontologia (foto)é exemplar. Rampa e elevador dão acesso à plateia e ao palco. A diferença entre os câmpus deve-se à idade dos prédios. O prédio da Reitoria é tombado e quaisquer alterações na estrutura dependem de autorização, explica a chefe da Secretaria da Pró-Reitoria de Administração Estudantil, Luci Leni de Oliveira.

BALCÕES NA ALTURA CERTA
Daniel Castellano / Gazeta do Povo
Adriano José da Silva, 38 anos, é estudante de Psicologia da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). Ele usa muletas desde os 7 anos de idade. Mesmo que considere que o câmpus Barigui tenha boas adaptações para deficientes, ele sente dificuldade toda vez que precisa entrar na instituição. “O piso é liso. Quando chove é muito difícil se manter em pé.” A biblioteca é bem adaptada, com bom espaço de circulação entre as estantes, e há balcões em altura diferenciada (foto) para cadeirantes em vários setores, algo não observado nas outras universidades. Lá, o aluno pode ser atendido e visto por quem está do outro lado sem precisar de esforço ou de ajuda. A UTP também conta com elevadores e banheiros exclusivos para deficientes. Assim como em outras instituições, os sanitários não atendam a todas as normas.

MANUAL DOS TRANSTORNOS ESCOLARES - DR. GUSTAVO TEIXEIRA

Assista ao book trailer do novo livro do Dr. Gustavo Teixeira.
Trata-se do primeiro guia brasileiro para pais, professores, psicopedagogos, psicólogos e profissionais compromissados com a saúde escolar brasileira!!!
DISPONÍVEL NAS LIVRARIAS DE TODO O BRASIL E TAMBÉM EM E-BOOK!!!

Maria da Penha: A luta da mulher que deu nome à lei contra violência doméstica.





Maria da Penha Maia Fernandes nasceu em Fortaleza, no Ceará, em 1945. Infelizmente sua vida foi marcada por uma realidade cruel. Ela tornou-se símbolo da luta contra a violência doméstica cometida contra a mulher.

Maria formou-se na Faculdade de Farmácia e Bioquímica em 1966, na Universidade Federal do Ceará. Casou-se aos 19 anos, mas esse casamento não deu certo pois o marido não queria que ela trabalhasse e estudasse. Separaram-se e ela foi pra USP completar seus estudos, especializando-se em Parasitologia. Foi em São Paulo que conheceu Marco Antônio Heredia Viveiros, professor universitário de Economia, por quem se apaixonou. Nesse segundo casamento, tiveram 3 filhas, mas o comportamento do companheiro foi tornando-se agressivo. Marco batia muito nas filhas e era exageradamente ciumento.

Em 1983, Maria levou um tiro de espingarda de Marco, enquanto dormia. Como sequela, perdeu os movimentos das pernas e se viu presa em uma cadeira de rodas. Seu marido tentou acobertar o crime, alegando que o disparo havia sido cometido por um ladrão.

Após um longo período no hospital, a farmacêutica retornou para casa, onde mais sofrimento lhe aguardava. Seu marido a manteve presa dentro de sua residência, iniciando-se uma série de agressões. Por fim, uma nova tentativa de assassinato, desta vez por eletrocução a levou a buscar ajuda da família. Com uma autorização judicial, conseguiu deixar a casa em companhia das três filhas. Maria ficou irremediavelmente paraplégica.

No ano seguinte, em 1984, Maria da Penha iniciou uma longa jornada em busca de justiça e segurança. Sete anos depois, seu marido foi a júri, sendo condenado a 15 anos de prisão. A defesa apelou da sentença e, no ano seguinte, a condenação foi anulada. Um novo julgamento foi realizado em 1996 e uma condenação de 10 anos foi-lhe aplicada. Na prática, seu ex-marido ficou apenas 2 anos preso, em regime fechado.

Inconformada, Maria da Penha, com o apoio de ONGS, recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). O caso teve repercussão internacional e ganhou a atenção das autoridades, tendo sido considerado, pela primeira vez na história, não apenas como tentativa de homicídio ou lesão corporal grave, mas também como violência doméstica.

O episódio chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos e foi considerado, pela primeira vez na história, um crime de violência doméstica.

Em 7 de agosto de 2006 a Lei Maria da Penha foi sancionada pelo presidente Lula, aumentando o rigor das punições às agressões contra a mulher, quando elas ocorrem dentro de casa. Também criados juizados de violência doméstica e centros de referência de atendimento à mulher em situação de violência, onde mulheres que correm risco de morte têm direito de permanecer com os filhos e ter acompanhamento psicológico, jurídico e social.

Segundo Maria: "Não adianta ter o nome na lei e não estar na batalha. As mulheres se encorajam com as minhas ações e se apropriam do meu discurso. Elas me procuram em todo lugar para falar de suas experiências. Outro dia, em Goiânia, uma senhora veio até mim e falou “hoje eu sou feliz graças a você”. E eu falei que não era graças a mim, mas a ela, que teve força para querer sair de uma situação de violência."

Fonte: Livro “Sobrevivi, Posso Contar”, de Maria da Penha.
Texto de Diego Vieira
Administração Imagens Históricas

Ensino médio ganha mais alunos com deficiência no país


Título original: Ensino médio ganha mais portadores de deficiência no país
Número de estudantes com deficiência em salas de aula comuns aumentou de 13,3 mil para 33,1 mil em 4 anos. Total de matriculados, no entanto, ainda é baixo em comparação com o de outras etapas da educação básica

FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
Quando Paloma Araújo de Castro, 16, concluiu o ensino fundamental, em 2011, sua mãe ficou apreensiva diante da etapa que se iniciava.
"Ela tem cada vez mais noção de sua deficiência e percebe claramente que não acompanha os demais. Ficamos preocupados de nossa filha não sofrer constrangimentos", diz Jadilza Araújo.
Paloma tem síndrome de Down, foi matriculada em turma regular de escola privada de Brasília e integra estatística que vem crescendo.
De 2007 a 2011, o número de alunos com alguma deficiência física ou mental em classes comuns do ensino médio público ou privado subiu 150%: de 13.306 para 33.138 -no total, há 8,4 milhões de alunos nessa etapa.
O salto é expressivo se comparado ao aumento das matrículas de alunos especiais em classes comuns do ensino fundamental (82,5%) e educação infantil (59,8%).
"O reconhecimento do direito à educação da pessoa com deficiência e a garantia das condições de acessibilidade nas escolas (...) foram decisivos para assegurar o fluxo escolar", diz Cláudia Dutra, secretária de inclusão do Ministério da Educação.
Mas ainda há um grande fosso entre as etapas de ensino. O Brasil tem 568,9 mil alunos com deficiência no ensino fundamental, enquanto no médio, são cerca de 34 mil.
"A defasagem é consequência do que não foi feito no passado, dos níveis de investimento e ausência de políticas para o problema", diz Rodrigo Mendes, fundador de instituto que desenvolve projetos de educação inclusiva.
POLÊMICAS
O principal alvo de críticas à política de inclusão é a falta de infraestrutura. "Uma escola pública não tem banheiro adaptado para o cadeirante, uma biblioteca em braile. Isso está muito longe da realidade do Brasil", diz José Turozi, vice-presidente da Federação Nacional das Apaes.
Segundo dados do MEC de 2009, só 17,5% das escolas tinham dependências adequadas. Turozi pede ainda maior preparo dos professores.
Uma das metas do Plano Nacional de Educação, em tramitação na Câmara, prevê universalizar o atendimento de alunos com deficiência na rede regular até 2020.
Por pressão de entidades do setor, o relator, Angelo Vanhoni (PT-PR), incluiu trecho que garante o atendimento em "classes, escolas ou serviços especializados" quando "não for possível sua integração nas classes comuns".
O ministro Aloizio Mercadante (Educação), criticou. "Não vamos de novo segregar. (...) A escola especial é um direito, mas é direito a ser usufruído de forma complementar, e não excludente."
Pais enfrentam resistência de escolas regulares
DE BRASÍLIA
A resistência de escolas regulares em matricular estudantes com algum tipo de deficiência é o primeiro desafio a ser enfrentado pelos pais.
"Tudo é muito sutil. São poucas as escolas que se dispõem efetivamente [a receber o aluno] sem restrições", afirma Jadilza Araújo, mãe de Paloma Araújo de Castro, que tem síndrome de Down.
A adolescente sempre estudou no ensino privado, que atende apenas 7,4% dos 33,1 mil alunos da educação especial em turmas comuns do ensino médio em todo o país.
Para os pais da menina, a educação inclusiva é uma forma de estimular a autonomia e independência da filha.
Paloma tem a companhia de uma estudante de pedagogia durante as aulas e recebe atendimento psicopedagógico de uma equipe da escola. O currículo também foi adaptado às necessidades dela.
"Não existe um manual de instrução. Você aprende trocando o pneu com o carro andando", afirma Débora Cruz sobre a metodologia de ensino para alunos com alguma deficiência intelectual.
Quando a sua filha chegou à quarta série (ou 5º ano) do ensino fundamental, os professores avisaram que aquele era o limite da menina. "Fizeram uma festa de formatura. Ela ficou na quarta série e todos os outros foram para a quinta", lembra a mãe.
Aos 22 anos, sua filha, Márcia Cruz Walter, que foi diagnosticada com uma deficiência mental leve, cursa o último ano do ensino médio.
Folha de S. Paulo – Cotidiano - 11 de junho de 2012
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/48134-pais-enfrentam-resistencia-de-escolas-regulares.shtml
http://www.pessoacomdeficiencia.sp.gov.br/sis/blog.php

Depoimento Marina Gaya - Palestra Reatech

"O LIVOX FOI A MELHOR AQUISIÇÃO QUE EU FIZ PARA O MEU FILHO EM SEUS OITO ANOS DE VIDA!"

VEJAM ESSE VÍDEO: http://youtu.be/cEEA1i35vj4

Marina Gaya, mãe de Emanuel que tem Paralisia Cerebral, fez uma surpresa e deu o seu depoimento espontâneo durante nossa palestra na Reatech.

Infelizmente não conseguimos gravar o depoimento todo, mas o que gravamos já mostra o nível de satisfação de quem usa o Livox.

Obrigado Marina! Que o Livox possa continuar a melhorar a vida de Emanuel e de muitas outras pessoas!

VEJAM ESSE VÍDEO: http://youtu.be/cEEA1i35vj4

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Livox - Comunicação Alternativa para Tablets


Pesquisa mostra falta de acessibilidade em universidades de Curitiba (PR)


Para checar as condições de acessibilidade a cadeirantes, cegos e surdos nas instituições, o jornal Gazeta do Povo visitou seis campus sob a orientação de dois especialistas no assunto – o arquiteto e consultor em acessibilidade Ricardo Mesquita e o presidente da Associação dos Deficientes Físicos do Paraná, Mauro Nardini.
Cadeirante próximo a uma placa com o símbolo da acessibilidade
As cinco universidades de Curitiba (PR) Site externo.não estão totalmente preparadas para receber estudantes com algum tipo de deficiência. Para checar as condições de acessibilidade acadeirantespessoas com deficiência visual auditiva nas instituições, o jornal Gazeta do Povo visitou seis campus sob a orientação de dois especialistas no assunto – o arquiteto e consultor em acessibilidade Ricardo Mesquita e o presidente daAssociação dos Deficientes Físicos do ParanáSite externo., Mauro Nardini.
Nenhuma universidade recebeu nota máxima. Ainda há muito a ser feito. São pequenos detalhes que fazem grande diferença para quem tem a mobilidade reduzida ou a visão limitada. Das cinco instituições, a que está mais perto do ideal é a Universidade Positivo (UP). Na outra ponta, estão o campus da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR)e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)Site externo..
Avaliação
Como as leis que ajustam o ambiente para a pessoa com deficiência são muitas e os detalhes minuciosos, a opção deste teste de qualidade foi avaliar a acessibilidade em espaços comuns – salas de aula, biblioteca, corredor, auditórios, estacionamento, calçadas e banheiros –, que permitem que o estudante se movimente com independência e segurança.
Longe dos livros
Os problemas no câmpus da PUCPR começam no estacionamento. Apesar das vagas reservadas, a dificuldade de circular pelo espaço é enorme. Além de calçadas muito irregulares – que podem provocar a queda da pessoa com deficiência –, as rampas são ruins e não há guia tátil. Para entrar na biblioteca, o cadeirante precisa de ajuda para superar um pequeno desnível e passar pela porta. A dependência do auxílio de um funcionário não para por aí, já que o acervo está distribuído em diferentes patamares e não há acesso por rampa ou elevador a todos os corredores. “Apenas no térreo é possível se virar sozinho. Nos outros andares, ele vai contar com a ajuda dos funcionários, que estão preparados para isso”, explica a bibliotecária responsável pelo Setor de Serviço ao Usuário, Gisele Alves.
Quase lá

Com a melhor avaliação dos especialistas, a estrutura da Universidade Positivo é a que está mais perto do ideal. Por todo o câmpus, há rampas de acesso, travessias elevadas e pistas táteis para cegos que interligam blocos e os pontos de ônibus. Com barras de segurança em todas as partes necessárias, os banheiros são bons exemplos de adaptação. Porém, nem tudo está bem alinhado. A estrutura também conta com pisos escorregadios ou irregulares, e faltam balcões rebaixados para o atendimento de cadeirantes. O deslocamento entre andares só pode ser feito por elevador. A supervisora pedagógica do Centro de Inclusão, Izabella Romanetto, conta que turmas com alunos com algum tipo de deficiência costumam ficar no térreo para evitar problemas com falta de luz.
Alunos em ação

O aluno com deficiência consegue circular facilmente entre os andares do câmpus Curitiba da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, pois o prédio tem rampas de acesso a quase todos os setores. A dificuldade está em andar no próprio andar, pois o piso é escorregadio e há grades de bueiro que dificultam o uso de bengala e cadeira de rodas. Plataformas para cadeirantes em dois locais destacam-se entre os pontos positivos do câmpus, que também conta com banheiros adaptados (sem o cumprimento de todas as normas). As adequações foram resultado de um levantamento que contou com a participação de estudantes dos cursos de Engenharia e Arquitetura.

A antiga reitoria
O cadeirante que chegar de carro à Reitoria da UFPR terá vaga para estacionar. Porém, a dificuldade para andar nas calçadas será imensa, já que o pátio interno não tem rampa para o prédio Dom Pedro I e o acesso pela Rua General Carneiro não é adequado – a inclinação é o dobro do ideal e não há corrimão, item obrigatório. Nos prédios, é possível usar rampas ou elevadores (equipados com sistema de voz, importante para cegos). Há banheiros adaptados somente em dois andares, dentro da biblioteca, mas que não contemplam todas as normas. Além disso, nem todos os corredores do acervo têm 90 centímetros de largura, o que dificulta o acesso de cadeirantes às estantes. Chefe da biblioteca, Maria de Lourdes Saldanha explica que as adaptações dependem de reformas futuras.

Auditório modelo

Por ser um câmpus mais novo, a acessibilidade da sede Jardim Botânico da UFPR é bem melhor que a da Reitoria. Entretanto, nem todas as calçadas e rampas estão adaptadas e não há piso tátil para pessoas com deficiência visual. O acesso de cadeirantes à cantina do Setor de Ciências Sociais Aplicadas, por exemplo, só é possível pelo interior do prédio. Há banheiros ajustados, mas a falta de pias adequadas impede o aluno cadeirante de lavar as mãos. O auditório de Odontologia é exemplar. Rampa e elevador dão acesso à plateia e ao palco. A diferença entre os câmpus deve-se à idade dos prédios. O prédio da Reitoria é tombado e quaisquer alterações na estrutura dependem de autorização, explica a chefe da Secretaria da Pró-Reitoria de Administração Estudantil, Luci Leni de Oliveira.

Balcões na altura certa 

Adriano José da Silva, 38 anos, é estudante de Psicologia da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). Ele usa muletas desde os 7 anos de idade. Mesmo que considere que o câmpus Barigui tenha boas adaptações para pessoas com deficiência, ele sente dificuldade toda vez que precisa entrar na instituição. “O piso é liso. Quando chove é muito difícil se manter em pé.” A biblioteca é bem adaptada, com bom espaço de circulação entre as estantes, e há balcões em altura diferenciada para cadeirantes em vários setores, algo não observado nas outras universidades. Lá, o aluno pode ser atendido e visto por quem está do outro lado sem precisar de esforço ou de ajuda. A UTP também conta com elevadores e banheiros exclusivos para pessoas com deficiência. Assim como em outras instituições, os sanitários não atendam a todas as normas.
Foto: Jonathan Campos / Gazeta do Povo