quinta-feira, 22 de maio de 2014

UTP PROMOVE O TEMA “A PESSOA COM DEFICIÊNCIA NO MERCADO DE TRABALHO E SEUS REFLEXOS SOCIAIS” EM PALESTRA

A Comissão de Inclusão da UTP organizou uma programação especial durante a Semana da Promoção Humana que contou com a participação do Procurador do Trabalho da 9ª Região, Dr. Iros Reichmann Losso, que ministrou a palestra “A pessoa com deficiência no mercado de trabalho e seus reflexos sociais”.
Segundo o procurador, as empresas precisam discutir mais esse assunto dentro do ambiente de trabalho. “A legislação obriga o empresariado a refletir sobre o papel social que precisa ser exercido.”
O evento tradicional faz parte da filosofia da universidade, que é promover o desenvolvimento de competências e habilidades humanas, voltadas para o exercício da cidadania. Na UTP, a Promoção Humana vai além das aparências: “é a essência da instituição, ideal de seu fundador, professor Sydnei Lima Santos, falecido em 2001, e de sua esposa Maria de Lourdes Rangel Santos”, explica a pró-reitora de Promoção Humana da UTP, Ana Margarida Taborda.
“Promoção Humana é algo que você sente. É muito difícil definir, mas depois de um tempo na Tuiuti é fácil perceber o que é e onde está.”
A professora Adriana Bezerra, que faz parte da história da Tuiuti há 31 anos, foi a responsável pela organização da palestra. No final do evento ela agradeceu emocionada a participação de todos. “Há 31 anos eu comemoro esta data.”
SITE

http://www.utp.edu.br/2014/05/utp-promove-o-tema-a-pessoa-com-deficiencia-no-mercado-de-trabalho-e-seus-reflexos-sociais-em-palestra/

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Menino com autismo vira contador de histórias em escola de Itanhaém, SP

Diego mostra os desenhos que utiliza para contar histórias para a classe  (Foto: Mariane Rossi/G1)Diego mostra os desenhos que utiliza para contar histórias para a classe (Foto: Mariane Rossi/G1)
Um menino autista de 10 anos virou o contador de histórias de sua classe em uma escola municipal de Itanhaém, no litoral de São Paulo. Diego Escada Louzada apresentou, desde pequeno, as características do transtorno, mas a convivência com outras pessoas na escola lhe trouxe mais conhecimento do mundo e de si. O jeito inibido, característico do autismo, é pouco perceptível em Diego enquanto ele brinca de contar histórias para a turma e é aplaudido pelas outras crianças. O que poderia ser considerado um desafio para qualquer autista, é um prazer para ele.
Tatiana, mãe de Diego, durante uma visita a escola do menino (Foto: Mariane Rossi/G1)Tatiana, mãe de Diego, durante uma visita a
escola do menino (Foto: Mariane Rossi/G1)
Laudo médico atestando que Diego tem autismo (Foto: Divulgação/Prefeitura de Itanhaém)Laudo médico atestando que Diego tem autismo
(Foto: Divulgação/Prefeitura de Itanhaém)
Tatiana Escada descobriu que o filho tinha autismo quando o menino estava com três anos. Ela começou a notar algumas atitudes estranhas do filho. “Ele apontava as coisas, não falava o que queria, tinha resistência à dor. Com um barulho muito estridente, ele colocava as mãos nos ouvidos. A gente foi reunindo os fatos e fomos a um neurologista”, conta ela.
Segundo o Ministério da Saúde, o autismo é considerado uma síndrome neuropsiquiátrica. Embora seja uma etiologia específica que não tenha sido identificada, estudos sugerem a presença de alguns fatores genéticos e neurobiológicos que podem estar associados ao autismo. Diversos sinais e sintomas podem estar ou não presentes, mas as características de isolamento e imutabilidade de condutas estão sempre presentes. Tatiana diz que a notícia foi um baque para ela e a família. “Você se questiona muito. Até entrei em uma depressão. Depois, li muito sobre o assunto e comecei a entender e foi fluindo. Hoje eu trato ele como uma criança normal”, fala. Após o diagnóstico, Diego iniciou o tratamento com fonoaudióloga, pedagoga e neuropsicóloga.

Tatiana e o Diego saíram de Santos, onde moravam com o pai do garoto, e foram viver em Itanhaém. Mesmo com o transtorno, Diego foi matriculado na escola municipal Maria Graciette Dias, pelo sistema de inclusão. “O Diego é um autista. Todos os autistas têm direito a um estagiário. Eles são estudantes e ficam com essas crianças de inclusão. Na nossa escola, a gente tem uma média de 13 crianças especiais.”, explica a diretora Rita de Cássia Brandão Gouvêa.
A professora  Marlene Carraro Mucsi, de 50 anos, diz que Diego chegou na escola muito arredio e não gostava muito de ter contato com as pessoas.  Ela só acompanhava o menino de longe, mas, neste ano, começou a dar aulas para Diego. “Já tinha trabalhado com outras deficiências, mas com autismo foi a primeira vez”, diz. A professora foi aprendendo a lidar com o menino no dia a dia. “O grau do autismo dele é leve, não há necessidade de trabalhar atividades diferenciadas com ele, o que precisamos é respeitar o tempo. A gente conhece outros autistas que são agressivos, inquietos, não param sentados em sala de aula. Não é o caso dele”, explica a professora. Ela ressalta que Diego acompanha as lições na classe do 5º ano como qualquer outro aluno. Segundo Marlene, o menino lê muito bem, é alfabético, consegue fazer contas e resolver os problemas de matemática.
Professora Marlene, Diego e a estagiária Carol (Foto: Mariane Rossi/G1)Professora Marlene, Diego e a estagiária Carol
(Foto: Mariane Rossi/G1)
A convivência com outras crianças e os cuidados das professoras fez o menino melhorar de comportamento e também a ganhar mais conhecimento. Na escola, ele também descobriu, principalmente, a aptidão para o desenho e animação. A mãe dele conta que o menino adora ficar no computador, vendo vídeos, fazendo desenhos e criando histórias, principalmente, com o Mickey, o personagem preferido de Diego.
Na sala de aula, ele coloca os desenhos na lousa digital e vira um contador de histórias, interpretando os personagens. “Eu faço a narradora e ele o Mickey. Na verdade, ele não lê a história, ele decora as falas. De vez em quando, é no início da aula, às vezes, é no final”, explica a professora. Do outro lado da sala, estão diversos outros alunos com a mesma idade de Diego. Eles riem com a interpretação do menino, entendem a história e, no final, batem palmas pela apresentação do colega de classe. “Para ele é bom. A questão de ele desenhar bem também motiva as outras crianças a quererem desenhar como ele. Já cria um convívio, uma proximidade”, diz a mãe do menino.
Diego e a professora contando histórias para a classe (Foto: Mariane Rossi/G1)Diego e a professora contando histórias para a classe (Foto: Mariane Rossi/G1)
Por causa da contação de histórias, Diego também passou a ter mais comunicação com as pessoas, mesmo que, assim como outros autistas, não goste de muito contato físico. Tatiane vê o quanto o filho melhorou no âmbito social. “Ele começou a evoluir de uma maneira tão rápida, até na questão de amizade, tem mais carinho, mais afeto das outras crianças, tem a estagiária que fica direto com ele. Eu me arrependi de não ter colocado antes nessa escola”, admite.

Já Diego mostra orgulhoso os desenhos do Mickey, expostos em um painel que foi colocado em um dos corredores da escola. Para a mãe, o futuro do filho sempre estará ligado ao mundo da animação. “Ele fala que quer trabalhar na parte de animação de estúdios. Eu acho que é o que ele vai acabar seguindo”, diz Tatiana.
Diego antes de contar uma história sobre o Mickey (Foto: Mariane Rossi/G1)Diego antes de contar uma história sobre o Mickey (Foto: Mariane Rossi/G1)




                         
                      
      

domingo, 18 de maio de 2014

Proposta de aula sobre erros gramaticais

A proposta de aula sobre erros gramaticais tem como principal objetivo apresentar aos alunos mecanismos que norteiam o funcionamento da linguagem padrão

Ensine seus alunos a entenderem a verdade que se esconde por detrás dos erros gramaticais na língua portuguesa
Ensine seus alunos a entenderem a verdade que se esconde por detrás dos erros gramaticais na língua portuguesa
Assaltaram a gramática
Assassinaram a lógica
Meteram poesia, na bagunça do dia a dia
Sequestraram a fonética
Violentaram a métrica
Meteram poesia onde devia e não devia
Lá vem o poeta com sua coroa de louro
Agrião, pimentão, boldo
O poeta é a pimenta do planeta
(Malagueta!)
(Assaltaram a Gramática – Os Paralamas do Sucesso)
“Assaltar” a gramática é tarefa para os transgressores da língua portuguesa. Quem são os transgressores da língua portuguesa de quem fala a canção? Os poetas! Afinal de contas, na linguagem literária, quase tudo é permitido. Errar é humano, mas errar propositalmente é questão de poesia.
E em nossa linguagem do dia a dia? É permitido errar? Esse será o mote para nossa aula de português sobre erros gramaticais. A intenção é fazer com que os alunos compreendam alguns aspectos do funcionamento da língua a partir da análise de “subversões” gramaticais encontradas nas diversas plaquinhas e anúncios distribuídos pela cidade. Para isso, você deverá adotar a seguinte metodologia:
☺Peça que a turma divida-se em grupos;
☺Os alunos deverão, em passeios pelo bairro ou pela cidade, procurar plaquinhas ou anúncios que contenham “erros gramaticais”;
☺Eles deverão fotografar a pesquisa e elaborar cartazes contendo todo o material encontrado;
☺Se preferir, o material também poderá ser projetado através de um projetor multimídia (data show);
☺Peça que cada grupo faça a exposição do material encontrado e que formulem suposições que tenham por objetivo explicar a ocorrência dos erros;
☺Importante: Sugerimos que a aula seja aplicada em turmas de Ensino Médio, pois os alunos dessa fase normalmente já estão habituados a fazer trabalhos em grupo fora do ambiente escolar.
Professor, nossa sugestão de aula sobre erros gramaticais não deve apenas apontar erros, muito menos ridicularizar quem, em uma tentativa frustrada de acerto, acabou cometendo um deslize gramatical. Limitar-se a dizer o que está certo ou o que está errado fugirá à proposta, pois a intenção é permitir que os alunos entendam o porquê de determinadas escolhas linguísticas, assim como elaborar hipóteses que expliquem os erros encontrados. Para que isso aconteça, os grupos deverão pesquisar e estudar sobre o tema proposto, pois só assim poderão encontrar explicações plausíveis para a ocorrência dos erros.
Reforce com a turma a ideia de que a gramática é o livro que prescreve nosso código linguístico e que o ideal é que ele seja respeitado, sobretudo na linguagem escrita. Explique que muitas pessoas erram na hora de escrever em virtude do desconhecimento das regras, fato que não está necessariamente vinculado à ideia de ignorância sobre o assunto, podendo ser explicado sob os aspectos que regem as variações linguísticas. Nosso objetivo é permitir que os alunos compreendam o quanto a modalidade escrita pode ser influenciada pela modalidade oral e que a maioria dos erros gramaticais acontece em razão da complexidade das regras que regem nosso idioma. A ideia é abolir o maniqueísmo linguístico que divide a língua portuguesa entre o que é certo e o que é errado, entre quem “fala bem” o idioma e quem “fala mal”. Permita que seus alunos lidem com os próprios erros e com os erros dos outros de maneira analítica e consciente!

Por Luana Castro
Graduada em Letras

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Paratleta adota cadela que perdeu as patas traseiras em acidente


A cadelinha teve as patas amputadas em um acidente, mas teve a sorte de ser resgatada dias depois ainda com vida. O pernambucano Marcondes viu no animal muitas semelhanças com sua história, e resolveu adotar a cadela. Veja a bela história. http://rederecord.r7.com/video/paratleta-adota-cadela-que-perdeu-as-patas-traseiras-em-acidente-532314ae0cf2df41d9791fd3/

Comunicación con niños autistas


Estudante surda faz o discurso de sua formatura.Veja que emocionante!!!

Entre tantos momentos marcantes, a colação de grau do curso de Educação Física do UniCEUB teve uma que se destacou pelo ineditismo. Raquel Portela, formanda de Educação Física, foi a primeira oradora com deficiência auditiva da Instituição. Sua apresentação foi acompanhada por uma intérprete.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Nova novela da Record, terá cadeirante como protagonista


Nova novela da Record, terá cadeirante como protagonista



 

   Em 2010 foi exibida a novela Viver a Vida que deixou muita saudade, principalmente para nós cadeirantes que nos identificamos de algum modo, com a história da personagem Luciana; que após sofrer um acidente ficou tetraplégica. A novela foi linda e mostrou muito sobre a nossa realidade.
   O que também fez diferença nessa novela, foi o romance de Luciana com Miguel, que era seu médico, e que deixou muitas meninas "sonhando" em encontrar alguém como ele.
   Depois disso, pouco foi falado sobre esses assuntos. Mas alguns meses atrás o caso da Miss Bumbum Daí Macedo e seu namorado Rafael Magalhães que é cadeirante, estourou na mídia novamente. Os dois foram julgados preconceituosamente, chegando ao ponto das pessoas dizerem que a Miss estava com ela apenas por interesse. 
   Com o sucesso de audiência, os programas não pararam mais de falar sobre isso, e atualmente a mídia tem dado cada vez mais espaço para falar sobre cadeirantes. 
   A prova disso é a nova novela da Record chamada 'Vitória' que estreará no próximo mês, tendo um cadeirante como protagonista. 
   Na novela o primeiro assunto a ser abordado será a questão da aparência física e beleza, já que a protagonista Diana (Thaís Melchior) deixará de seu lindo e sarado namorado Léo (Dado Dolabella), para ficar com um cadeirante chamado Arthur (Bruno Ferrari), que embora não seja feio fisicamente, anda em uma cadeira de rodas, o que para muitos faz toda a diferença!
  Mas nem tudo será flores, na trama Artur (Bruno Ferrari), que sofreu um acidente quando criança e fica paraplégico. Após a tragédia, seus pais se separam e o menino cresce acreditando que foi rejeitado pelo pai, que formou uma nova família. Já adulto, ele decide se vingar e ao, descobrir que não é filho biológico de Gregório, coloca seu plano em ação.
   Por isso ele seduz Diana (Thais Melchior), supostamente sua meia-irmã, só para fazer o pai sofrer ao acreditar que os filhos estão vivendo um romance. A vingança do jovem cai por terra quando ele se apaixona de verdade pela garota. Artur precisa decidir se vive seu grande amor ou continua a alimentar a mágoa por Gregório.
   Em breve informarei a data exata do lançamento da novela, enquanto isso só nos resta esperar ansiosamente...

   Grande beijo da Carol =)
   
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quinta-feira, 8 de maio de 2014

7 coisas que você não sabe sobre “pais especiais”

Li esse texto hoje e resolvi traduzir pra vocês (assim como eu faço toda vez que acho alguma coisa que vale ser compartilhada).
Muito tocante e verdadeiro. Tenho que confessar que me identifiquei com vários pontos, mesmo sabendo que a deficiência do filho dela é bem mais grave que o autismo.
Espero que vocês gostem!
Em tempo: estou devendo umas respostas de emails. Prometo que respondo tudo hoje! Andei em uma fase meio puxada de trabalho, mas nunca vou deixar o blog de lado! :)

7 coisas que você não sabe sobre “pais especiais”


Estima-se que 6 milhões de crianças nos Estados recebem educação especial, de acordo com o Departamento Americano de Educação. Uma em cada 10 crianças abaixo dos 14 anos tem algum tipo de necessidade especial, o que inclui qualquer deficiência física, cognitiva ou médica, ou doenças crônicas ou que ameaçem a vida.
Meu filho de 3 anos, Jacob, é uma delas.
Ele tem Síndrome do Cromossomo 18. O Cromossomo 18 tem várias síndromes conhecidas, incluindo a do Anel 18 e a bem conhecida Trissomia 18 (que afeta a filha do Rick Santorum, Bella). Meu filho tem a mais rara delas, a 18q. Apenas 1 em cada 40 mil americanos tem a síndrome do 18q, o que significa que menos de 7800 americanos são afetados por essa disordem.
Maria Lin e Jacob



Por causa dessa síndrome, Jacob tem tido sérios problemas médicos e de desenvolvimento. Ele teve que fazer cirurgia cardíaca, cirurgia renal, broncoscopias e endoscopias, dormia com um tubo de oxigênio, já fez inúmeros exames médicos e viu vários especialistas.  Temos entrado e saído de hospitais e consultórios médicos desde que ele tinha 3 meses de idade. Ele também tem atrasos severos do desenvolvimento e faz fono, terapia ocupacional, fisioterapia e terapia comportamental.
Criar uma criança com qualquer síndrome, condição ou necessidade especial é, ao mesmo tempo, uma bênção e um desafio. Um desafio por motivos óbvios, e uma bênção porque você não sabe realmente o que são vitória e alegria até você ver seu filho superar algumas dessas dificuldades (algumas vezes, sorrindo felizão).
Provavelmente, você conhece algum “pai ou mãe especial”, ou você pode ser um. Como uma mãe especial, eu normalmente não compartilho meus sentimentos sobre essa faceta da minha vida nem mesmo com meus amigos mais próximos, então, eu decidi compilar uma lista aqui com o objetivo de construir compreensão. Não pretendo falar por cada pai ou mãe especial que haja por aí, mas pelos que eu conheço, algumas coisas aqui são bem universais. Se eu me esqueci de alguma coisa, por favor, deixe um comentário abaixo.
1. Eu estou cansada. Ser mãe e pai já é uma empreitada exaustiva. Mas ser pai ou mãe de uma criança com necessidades especiais leva as coisas a outro nível de fadiga. Por mais que eu tenha uma boa noite de sono ou tire um tempo de descanso, há um nível de cansaço emocional e físico que está sempre ali, que vem simplesmente com o peso de cuidar dessas necessidades especiais. Visitas a hospitais e médicos não ocorrem poucas vezes no ano, podem ser até várias vezes em um mês. Terapias podem ser diárias. Burocracias e contas fazem pilha, tempo livre é usado pesquisando por novos tratamentos, posicionando meu filho para sentar de uma certa forma, defendendo-o nos sistemas médicos e educacionais. E isso tudo sem mencionar a carga emocional de criar uma criança com necessidades especiais, já que os picos e vales nos parecem muito mais extremos. Sou sempre grata por qualquer ajuda dos amigos no sentido de facilitar minha vida, não importa quão pequena, desde organizar meus planos e agenda até olhar meu filho enquanto eu como.
2. Tenho inveja. Essa é difícil de dizer e assumir, mas é verdade. Quando eu vejo uma criança de 1 aninho fazer coisas que meu filho não pode fazer aos 4 (como andar), eu sinto uma pontada de inveja. Dói quando vejo meu filho lutar tanto para aprender a fazer algo que vem naturalmente para uma criança típica, como mastigar ou apontar. Pode ser difícil ouvir sobre as proezas dos filhos das amigas. Algumas vezes, eu só sofro por dentro pelo Jabob. “Não é justo”. E mais estranho ainda, eu posso até sentir inveja de outras crianças com necessidades especiais que parecem ter menos desafios que o Jacob, ou que tenham certos transtornos como Down, ou autismo, que são mais conhecidos e compreendidos pelo público em geral, e parecem ter mais suporte e recursos que a rara condição do Jacob. Parece pequeno e não diminui toda a minha alegria e orgulho com as realizações do meu filho. Mas, normalmente, é muito difícil, pra mim, estar perto de crianças típicas com ele. O que me leva a explicar o próximo ponto…
3. Me sinto sozinha. É solitário ser mãe de uma criança com necessidades especiais. Posso me sentir como uma estranha no meio de mães de crianças típicas. Ao mesmo tempo em que quero ficar feliz por elas, me sinto péssima ao ouvir elas se gabarem das 100 palavras que o filho de 2 anos fala, ou que ele já sabe o ABC (ou até faz cocô no penico). Bom pra elas, mas isso é tão diferente de como meu mundo se parece. Tem sido importantíssimo pra minha sanidade mental estar em contato com outras “mães especiais”, com quem não é desconfortável ou chocante trocar histórias sobre medicações, tubos alimentares, aparelhos para comunicação e terapias. Mesmo dentro dessa comunidade, no entanto, há tanta variação no nível de comprometimento de cada criança. Somente eu entendo a composição e os desafios específicos do Jacob. Com essa honra de ser responsável por ele vem a solidão desse papel. Eu, frequentemente, me sinto realmente sozinha.
4. Eu tenho medo. Eu me preocupo em não estar fazendo o suficiente. E se eu perdi um tratamento ou um diagnóstico e aquela janela de tempo ideal para tratar isso passou? Eu me preocupo com o futuro do Jacob, se ele um dia vai dirigir um carro, ou se casar, ou viver independentemente. Eu tenho medo de pensar em como ele vai se machucar na experiência de “ser diferente” em um mundo que é normalmente duro (sem mencionar que eu temo pela integridade física de qualquer pessoa que fizer meu filho sofrer). Eu tenho medo das finanças. Finalmente, eu tenho medo do que vai ser do Jacob se qualquer coisa acontecer a mim. Apesar disso, meu temores diminuíram substancialmente ao longo dos anos por causa da minha fé, e por causa do contato com outras crianças, adolescentes e adultos afetados pela síndrome do Jacob. Quando eu conheci algumas dessas pessoas incríveis em uma conferência no ano passado, a tristeza e o desespero que eu estava projetando para a vida futura do Jacob (porque era tão desconhecida) sumiram quando eu vi o amor e prosperidade que eram realidade nas suas vidas. O medo da dor emocional (pra mim e Jacob) é, provavelmente, o que permanece mais.
5. Eu gostaria que você parasse de dizer “retardado”, “mongol”, “desde que seja saudável”… Eu sei que as pessoas normalmente não tem a intenção de ser rudes com esses comentários, e eu provavelmente falei isso antes do Jacob nascer. Mas, agora, sempre que eu ouço isso, sinto uma pontada de dor. Por favor, pare de dizer essas coisas. É desrespeitoso e dolorido para aqueles que amam e criam as crianças de quem você está zombando (isso sem mencionar para as próprias crianças).  E, como último comentário, “desde que seja saudável”, eu ouço várias mulheres grávidas dizerem isso. Não me entenda errado, eu compreendo e compartilho seus desejos de bebês saudáveis em cada nascimento, mas isso tem se tornado um mantra tão impensado durante a gravidez que pode parecer um desejo contra o que o meu filho é. “E se não for saudável?”. Eu quero perguntar. (Minha resposta: vai dar tudo certo. Você e seu filho ainda vão ter uma vida ótima).
6. Eu sou humana. Eu tenho sido desafiada e empurrada além dos meus limites na criação do meu filho. Cresci tremendamente como pessoa e desenvolvi um coração mais humano e uma empatia pelos outros de uma forma que eu jamais teria sem ele. Mas sou igual à mãe do lado em alguns sentidos. Às vezes, eu perco a paciência, meu filho me irrita, e algumas vezes eu quero só fugir para o spa ou ir às compras (e, hum, eu frequentemente faço isso). Eu ainda tenho sonhos e aspirações pessoais. Eu viajo, danço, estou escrevendo um livro, amo boa comida, falo sobre relacionamentos. Eu vejo Mad Men, e gosto de um bom suéter de cashmere. Algumas vezes, é bom escapar e falar de todas essas outras coisas. E, se parece que eu só falo desse outro lado da minha vida algumas vezes, é porque pode ser difícil falar sobre o meu filho. O que me leva ao ponto final…
7. Eu quero falar sobre o meu filho/ É difícil falar sobre o meu filho. Meu filho é a coisa mais inspiradora que aconteceu na minha vida. Tem dias em que eu quero gritar do topo do Empire State Building o quão divertido e fofo ele é, ou como ele realizou alguma coisa na escola (ele foi eleito, recentemente, presidente da classe!). Algumas vezes, quando estou tendo um dia difícil, ou acabei de descobrir outro  problema de saúde ou desenvolvimento, eu posso não falar muito. Eu não compartilho com os outros frequentemente – mesmo amigos próximos e família – os detalhes do que eu passo com relação Jacob. Mas isso não significa que eu não quero aprender como compartilhar nossa vida com os outros. Uma coisa que eu sempre apreciei é quando as pessoas me perguntam algo mais específico sobre o Jacob, como “Jacob gostou do zoológico?”, ou “como está indo a coisa da linguagem de sinais com ele?”, ao invés de questões genéricas como “como está o Jacob?”, o que pode me fazer sentir tão sobrecarregada que eu só respondo “está bem”. Começar com os detalhes me dá uma chance de começar a compartilhar. E, se não estou compartilhando, não pense que não há várias coisas acontecendo sob a superfície, ou que eu não quero contar.
Criar uma criança com necessidades especiais mudou a minha vida. Eu cresci em uma família que valorizava performance e perfeição acima de tudo, e inconscientemente eu passei a julgar a mim mesma e aos outros por essa ótica. Nada muda mais essa ótica do que ter uma doce e inocente criança que nasceu com dificuldades que tornam a vida comum e a performance normal mais duras ou até impossíveis.
Isso me ajudou a entender que amor verdadeiro é conhecer alguém (criança ou adulto, com necessidades especiais ou não) exatamente onde ele ou ela está – sem se importar com como eles “deveriam” ser. Criar uma criança com necessidades especiais destrói todos os “deveria ser” que nós idolatramos e construímos nossa vida ao redor e coloca outra coisa no núcleo: amor e compreensão. Então, talvez isso me leve à última coisa que você, provavelmente, não sabe sobre um pai ou mãe especial…pode ser duro pra mim, mas eu me sinto, de muitas maneiras, realmente abençoada.

Link para o texto original em inglês: http://www.huffingtonpost.com/maria-lin/special-needs-parenting_b_1314348.html?ref=fb&src=sp&comm_ref=false
http://lagartavirapupa.com.br/7-coisas-que-voce-nao-sabe-sobre-pais-especiais/

Hoje o Brasil perdeu mais uma grande estrela, o querido cantor Jair Rodrigues.

O músico da Bossa Nova, do Rap e do Samba já esteve nas Casas André Luiz e fez festa com sua humildade e carisma irradiando muita alegria ao lado de nossos pacientes.

À família nossas mais sinceras condolências


https://www.facebook.com/casasandreluiz?fref=photo