segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Sexualidade na Paralisia Cerebral.










Meu nome é Vanessa, tenho paralisia cerebral,  meningite por alguns dias após o nascimento.Toda minha vida eu estaria sozinho cuidando que os casais devem nunca, jamais alguém  se apaixonar por mim.Honestamente, até  dois anos atrás, minha idéia era ficar sozinho para sempre. Eu estava errado, pois minha família está errado, alguém se apaixonou por mim, dava tudo para estar ao meu ladoDamos por morar juntos, como era habitual, os nossos corpos, exigindo preciso, eu sinceramente não sei onde eu poderia começar a minha sexualidade. Pessoalmente, eu me masturbava e achou legal, mas na companhia de um homem, meu conhecimento e experiência foi baixa e não sei o que meu corpo é limitado.


Em primeiro lugar, a rigidez dos meus músculos, a pequena abertura nas pernas, espasmos descontrolados ....Mas os beijos, carícias, beijos, sexy, jogos, áreas mais sensíveis do meu corpo, fez-me molhado, e desfrutar deste evento. Mas o que aconteceu quando tentamos a penetração?  poucos resultados e estes zero ... para tentar penetrar, era difícil dizer o contrário seria mentir. A abertura da minha vagina ficou próximo de zero, tentando introduzir o pênis, que era impossível, incapaz de evitar a dor e tensão nos músculos.

Esse fato levou a minha grande frustração, eu senti que estava falhando como uma mulher, minha companheira, não só por causa do ato, também, sempre na mesma posição, que deve testar, eu baixo-lo, mudando a sua posição sempre significou peça. Não só as minhas pernas estão fracas, também meus braços, pouca força em si mesmas, incapazes de tomar muito tempo, numa posição ideal para que as minhas pernas estão preocupados, mas não meus braços. Se você conectar por todos, sobre o ritmo lento dos meus movimentos, meus pensamentos não mudaram <>
Mas apesar de todos estes problemas, não nos rendemos, quisemos investigar e explorar. Embora a minha lentidão é mais perceptível, tentamos diferentes posições, em que estou por cima dele, devagar e satisfeitos de sua paciência com beijos, carícias, sexo oral, e jogos em toda a área. Com base na experimentação, graças a todos aqueles beijos, carícias e os jogos que temos notado uma melhora no que meu corpo está em causa. Ganhei flexibilidade nas pernas (não pouco) eu tenho, às vezes, inconscientemente, em volta da cintura da minha família com as minhas pernas. Minha vagina, sim, sim, eu posso ficar mais dedos nele, inclusive do pênis, embora eu ainda sinto alguma dor, o prazer, a verdade não muito, mas eu acho que se você continuar a tentar alcançar o que a princípio era impossível. Em ambos, por vezes substituindo a penetração vaginal, anal para, pessoalmente, não sinto prazer, sem dor, mas com os dedos tocando meu clitóris, eu tenho esse prazer.

Antes de encerrar, eu gostaria de algumas dicas para tornar a experiência mais. É importante, jogar, umedeça bem as zonas erógenas, tanto com os dedos com saliva, também é útil, o lubrificante, há também promoções para anal, mas sobretudo muita paciência, muitos jogos, incluindo a saliva, que aumentar a umidade, e atingir um maior prazer. Mas algo que eu não iria esquecer<>

Cadeiras de rodas cercam carros parados em vaga exclusiva

A pessoa estaciona o carro irregularmente em vaga destinada a deficientes físicos durante os famosos “cinco minutinhos” e, quando volta, dá de cara com seu veículo rodeado por cadeiras de rodas. Foi o que aconteceu ontem com alguns motoristas em Vila Velha, no Centro e na Glória. Eram condutores que não respeitaram a sinalização indicativa de uso exclusivo por portadores de necessidade especial.
Foto: Carlos Alberto Silva
 Carlos Alberto Silva
Quem parou de forma irregular ontem, no Centro e na Glória, teve carro cercado




























A ação faz parte do projeto “Uma Mão Amiga”, desenvolvido pela Secretaria de Transporte e Trânsito do município (Semtran). A intenção é educar condutores sobre a importância de preservar o espaço para os deficientes físicos estacionarem. Ontem foi o lançamento da iniciativa, que vai percorrer, até o fim do ano, outros bairros da cidade com índices altos nesse tipo de infração.

Motoristas que pararem seus veículos bloqueando as rampas de acesso às calçadas também poderão ser surpreendidos.

Punição

No dia a dia, nesse tipo de situação, assim como a parada irregular em vagas destinadas a deficientes, o carro é guinchado. Além disso, o proprietário paga multa de R$ 53,20 e tem registrados, na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), três pontos.

De janeiro a julho deste ano, 56 motoristas foram autuados no município de Vila Velha porque cometeram a infração.

Flagrante

Ontem, não houve multa, apenas o flagrante. Mesmo assim, alguns motoristas não receberam bem a ação ao serem abordados pelos representantes da prefeitura e pela Guarda Municipal de Trânsito. Um condutor alegou problemas com a sinalização, e outro reclamou da falta de vagas para quem não tem deficiência em alguns pontos da cidade.

Mas também houve os que, apesar do susto inicial, avaliaram positivamente a iniciativa.

“Muitas pessoas têm o mau hábito de parar nesses locais, dizendo que é rápido, mas é assim que muitos deficientes ficam sem as vagas e acabam perdendo compromissos como médico, vaga de emprego, etc. É preciso lembrar que essas pessoas têm locomoção especial e não devem enfrentar grandes distâncias do local onde param o carro até onde querem ir”, diz o coordenador de Educação de Trânsito de Vila Velha, Fábio Barcellos.

Autuações

56 de janeiro a julho
multas por estacionamento irregular em vagas para deficientes, em Vila Velha.

Assista ao vídeo:  


Fonte: A Gazeta




Adaptar carro à necessidade do motorista pode "zerar" desconto




Em muitos casos, apenas um câmbio automático não é suficiente para que os portadores de deficiência possam dirigir com segurança. É aí que entram as adaptações, feitas por diversas empresas especializadas neste tipo de serviço. O custo delas pode igualar, ou até superar, o desconto obtido na compra do veículo devido às isenções fiscais.

Uma das mais conhecidas é a Cavenaghi, que tem 40 revendas autorizadas espalhadas pelo país. A rede oferece soluções para os mais diversos problemas, garante Raul Oliveira, gerente comercial. "Temos desde os equipamentos mais simples, como inversor de pedal e freio e acelerador manual, até os mais complexos, como um sistema para quem só dirige com os pés", explica.

Na Cavenaghi, o valor das adaptações parte de R$ 300 e pode ultrapassar os R$ 40 mil. "Tudo vai depender do tipo de deficiência do cliente e do que for especificado pelos médicos e pelos órgãos de trânsito para que ele possa conduzir o automóvel", diz Oliveira.

Segundo o gerente comercial, mesmo com as modificações o automóvel não perde a garantia de fábrica. A empresa é parceira das montadoras, e as adaptações não interferem no funcionamento usual do modelo.
Outra companhia que trabalha com adaptações de veículos é a Technobras, ligada ao grupo italiano GuidoSimplex , mas ela apenas revende os produtos, sem instalação. É o caso de uma central de comandos que permite que ao motorista deficiente dirigir com apenas um braço e acionar itens (buzina, setas, faróis) teclando os botões correspondentes sem tirar as mãos do volante (preço sob consulta).

As duas empresas também oferecem equipamentos que facilitam o transporte de cadeirantes. Entre eles, as plataformas elevatórias e as rampas de acesso. De acordo com Marcela Raíssa Andrade Resende, gerente administrativa da Technobras, o valor fica entre R$ 31 mil e R$ 35 mil. 



Hand Talk: banda lança primeiro clipe do mundo traduzido em Libras

Empresa alagoana leva inovação e inclusão ao mundo da música.

Banda lança primeiro clipe do mundo traduzido em Libras
Banda lança primeiro clipe do mundo traduzido em Libras
Música não é só som, é uma experiência ligada a vibrações, a sentimentos, mas para mais de 10 milhões de Brasileiros que possuem algum tipo de deficiência auditiva ou surdez, esse prazer na maioria das vezes não pode ser compartilhado, pois poucas são as produções que se preocupam com esse público. Foi pensando nisso que a banda Duranbah e a empresa alagoana Hand Talk uniram forças e lançaram nessa semana o primeiro clipe traduzido virtualmente em Libras do mundo.
O clipe da música “PALAVRAS” (http://youtu.be/7moHiyEY-EU) conta com a participação do HUGO, mascote do aplicativo Hand Talk que ganhou o prêmio da ONU de melhor aplicativo de inclusão social do mundo e que traduz todo conteúdo do vídeo para Língua Brasileira de Sinais. “Esse vídeo é o primeiro no planeta com tradução em Libras feita em animação, esperamos que essa iniciativa se propague e a cada dia mais produções artísticas tornem-se acessíveis em Libras, o acesso à cultura e informação é um direito de todos, estamos muito contentes em proporcionar esse momento de inclusão para muitas pessoas”, diz entusiasmado Leo Bomeny, guitarrista e vocalista da banda Duranbah.
A produção foi lançada nessa semana para homenagear o Dia Nacional do Surdo, comemorado dia 26 de setembro, e o Dia Internacional do Surdo que é festejado todo último domingo de Setembro, mês que tem um significado especial para os surdos do Brasil, pois nele comemoram-se as lutas e direitos alcançados, provenientes de uma cultura e identidades próprias, que ao longo dos anos vem se legitimando e conquistando espaços em todas as esferas e contextos sociais.
Fonte: Ascom

domingo, 29 de setembro de 2013

Cartilha ajuda pais em brincadeiras adaptadas para filhos com síndrome de Down


Da Agência Brasil
Rio de Janeiro – A organização não governamental Movimento Down, em parceria com os Correios, lançou na manhã de hoje (27) uma série de cartilhas para auxiliar pais e profissionais em brincadeiras e jogos adaptados para crianças com síndrome de Down. O material, chamado TO Brincando (terapia ocupacional), tem propostas pedagógicas para facilitar o aprendizado de conceitos relacionados à comunicação, ao raciocínio lógico e à percepção corporal. A coleção foi elaborada junto com o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), será disponibilizada para download gratuito no portal da organização.
“O projeto nasce de uma necessidade de formação e informação de pessoas que trabalham com crianças com síndrome de Down. A gente vem trabalhando e desenvolvendo jogos comerciais a partir desse olhar. Então, a gente pensa nesse jogo como um que tenha mais acessibilidade física, visual e comunicativa”, disse a coordenadora do projeto TO Brincando, Miryam Pires.
Para Miryam Pires, o principal obstáculo enfrentado pelos pais é a falta de conhecimento sobre como educar o filho. “Fazemos workshop para famílias, para profissionais. A gente traz crianças para o atendimento aqui no IPPMG [Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira]. Temos mais ou menos 50 crianças em trabalho aqui”.
A coordenadora do Movimento Down, Débora Mascarenhas, informou que o atendimento às famílias é feito pela internet. “Por via do contato do portal, a gente tem em torno de 3 mil famílias acolhidas em um ano e meio. Temos 45 mil seguidores no Facebook. Então, de forma direta, ou indireta, esse conteúdo chega no Brasil e fora dele. Tem 25 países, além do Brasil, que acessam o portal do movimento”, disse, acrescentando que a organização foi criada em 21 de março de 2012, quando o Brasil comemorou pela primeira vez o Dia Internacional da Síndrome de Down.
O ator Breno Viola, que tem a síndrome, destacou a importância do projeto. “É muito bom estar contribuindo juntos com o TO Brincando. Os materiais são adaptados para pessoas com deficiência”, disse o ator, que participou do filmeColegas, que conta as aventuras de três jovens com síndrome de Down.

Edição: Carolina Pimentel
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil. Para reproduzir a matéria, é necessário apenas dar crédito à Agência Brasil    

sábado, 28 de setembro de 2013

30 incríveis fotografias históricas e uma exclusão velada ou explicita!!!!!

http://hypescience.com/30-fotografias-historicas-incriveis/
Por  em 25.09.2013 as 18:0A frase “uma imagem vale mais que mil palavras” foi cunhada pelo americano Arthur Brisbane em 1911. É uma ideia que se aplica a muitos contextos, em especial para fotografias históricas: às vezes, uma simples imagem pode dizer mais sobre o passado do que qualquer texto ou relato que você possa analisar.
As fotografias abaixo contam histórias sobre figuras históricas ou eventos que representam momentos importantes ou marcantes do passado. Muitas delas só se tornaram icônicas anos mais tarde, uma vez que entendemos o seu contexto. Confira: [BoredPandaUOL,TopazioStarnewsG1BrasilDeFatoLancenet]

Mulher usando máscara contra gases venenosos, Inglaterra, 1938

1

Elvis Presley no Exército americano, 1958

2

Animais sendo usados como parte de tratamento médico, 1956

3

Teste de novos coletes à prova de balas, 1923

4

Charlie Chaplin aos 27 anos, 1916

5

Hipopótamo de circo puxando uma carroça, 1924

6

Annette Kellerman promove o direito das mulheres de usar maiô (ela foi presa por atentado ao pudor), 1907

7

Mulher armênia de 106 anos protege sua casa, 1990

8

O original Ronald McDonald, 1963

9

Menina com boneca sentada nas ruínas de sua casa bombardeada, Londres, 1940

11

Construção do Muro de Berlim, 1961

12

Walter Yeo, um dos primeiros pacientes a ser submetido a uma cirurgia plástica avançada e transplante de pele, 1917

13

Medição de maiôs: se eles fossem muito curtos, as mulheres seriam multadas, 1920

14

Martin Luther King com seu filho, removendo uma cruz queimada de seu quintal, 1960

15

Proprietário de um hotel derramando ácido na piscina enquanto negros nadavam, cerca de 1964

16

Pernas artificiais, Reino Unido, cerca de 1890

17

Mãe e filho assistindo a nuvem de cogumelo formada após um teste atômico, Las Vegas, 1953

18

Menino austríaco recebe sapatos novos durante a Segunda Guerra Mundial

19

Oficiais e cadetes de Hitler comemorando o Natal de 1941

20

Últimos prisioneiros de Alcatraz deixando a prisão, 1963

21

Chimpanzé “astronauta” posando para a câmera depois de uma missão bem sucedida para o espaço, 1961

22

Primeira manhã após a Suécia mudar de condução do lado esquerdo para condução à direita, 1967

23

Batalha da rua Maria Antônia, um confronto entre alunos da USP e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, 1968

24

Zagallo e os demais jogadores com a bandeira brasileira no primeiro título mundial do Brasil, 1958

25

Pelé levanta a Taça Jules Rimet conquistada no México na Copa do Mundo de 1970, ao lado do presidente Emílio Garrastazu Médici, durante um dos períodos de maior repressão e violência da ditadura militar

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Vista do alto do mirante do Corcovado sem o Cristo Redentor (no mesmo ângulo que a estátua passou a mirar a cidade em 1931), 1906

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Santos Dumont pilotando seu 14-bis, primeiro avião do mundo, 1906

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Comício pelas Diretas Já, movimento pelo restabelecimento da eleição direta para a Presidência da República, na frente da Catedral da Sé em São Paulo, 1984

30

Escola de educação especial em Piraquara será reformada

A Escola de Educação Especial Antonio Carlos Gabardo, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, será reformada. A instituição, que atende 140 alunos, teve o início da reforma autorizado pelo governador Beto Richa. Um pavilhão que atualmente está sem uso será totalmente reformado, incluindo rede elétrica e hidráulica, cobertura e banheiros adaptados.

A diretora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Piraquara, Andrea Cristina de Fátima dos Santos, comemora. “Com a lei, temos o sentimento de inclusão no processo educacional. Agora os direitos da pessoa com deficiência estão garantidos”, destaca Andrea.

PIONEIRO - Desde 2011, a Secretaria da Educação discute com as escolas de educação especial a ampliação de recursos para beneficiar mais de 40 mil alunos. Neste ano, o governador Beto Richa sancionou a lei nº 17.656/13, que instituiu o programa Todos Iguais pela Educação, que dá às escolas básicas de educação especial os mesmos direitos e recursos que o governo destina às escolas da rede estadual de ensino.

Toda crianças merecem amor, carinho e atenção.



Toda crianças merecem amor, carinho e atenção.
As nossas, aquelas com TDAH, precisam de uma dose adicional de paciência para que possamos ajudá-las a encontrar o Foco para perceber o mundo a sua volta com mais clareza.
Compreensão advém da paciência. Não tem como ajudar sem esses dois elementos.
www.tdah.org.br

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Indústria emprega 36% das pessoas com deficiência que estão no mercado de trabalho

Setor é o que, proporcionalmente, mais absorve a mão de obra desse grupo da população. SENAI já qualificou 78 mil em seis anos

SESI

 
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As matrículas anuais de pessoas com deficiência no SENAI saíram de 10 mil, em 2007, para 17 mil, em 2012
O Brasil tem cerca de 45,6 milhões de pessoas com, pelo menos, um tipo de deficiência, o que representa 23,92% da população. O grupo é composto por cidadãos com diferentes tipos de dificuldades e incapacidades. Em comum, eles têm o fato de leis nacionais e tratados internacionais com força constitucional assegurarem o exercício pleno de seus direitos humanos e suas liberdades individuais, entre eles o acesso ao mercado de trabalho.

Neste sábado (21), o Brasil comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Um olhar sobre o esforço de diversas instituições para ampliar o acesso dessas pessoas à cidadania indica que ainda há desafios a serem superados. Por outro lado, existem vitórias a se comemorar.

De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) 2011, que são os mais recentes disponíveis, no Brasil há 324.403 profissionais com deficiência ocupando postos formais no mercado de trabalho. A indústria é responsável por 36,1% desses vínculos – 117 mil. Levando em conta que a indústria responde por cerca de 25% do total de trabalhadores registrados na RAIS, pode-se dizer que, proporcionalmente, a indústria é o setor da economia que mais emprega trabalhadores com deficiência.

Tabela

FORMAÇÃO AJUDA INSERÇÃO – O SENAI – principal instituição de formação profissional para a indústria – tem um papel importante na empregabilidade das pessoas com deficiência. Desde 1999, o Programa SENAI de Ações Inclusivas (PSAI) atua para qualificar pessoas com deficiência e apoiá-las na inserção no mercado de trabalho. Nos últimos seis anos, o SENAI formou 78,3 mil pessoas com deficiência. As matrículas anuais saíram de 10 mil, em 2007, para 17 mil no ano passado.

As aulas – em turmas inclusivas, das quais participam estudantes com deficiência e os outros alunos – contam com professores qualificados para lidar com diversos tipos de deficiência, além de material didático adequado à situação de cada estudante.

Coordenadora do programa, Adriana Barufaldi lembra que a qualificação profissional tem importância não apenas por melhorar as condições para conseguir emprego. “A formação abre possibilidades para que a pessoa com deficiência passe a investir em várias áreas da própria vida. Para a sociedade, conseguimos transformações culturais, na superação de preconceitos e de barreiras arquitetônicas, metodológicas e comunicacionais”, avalia.

InfosDesse trabalho já resultaram quatro cursos de formação adaptados para pessoas com deficiências intelectual, física, auditiva ou visual: operador de microcomputador; montador e reparador de microcomputadores; mecânico de manutenção de motocicletas; e mecânico de manutenção de motores ciclo Otto, comum em carros de passeio. Trezentos docentes foram capacitados para atuarem nesses cursos e outros 300 para lidar com alunos com Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), como síndrome de Asperger, por exemplo, e deficiência intelectual. Há também 22 livros didáticos desenvolvidos nessas áreas.

Quando o interesse é por outras opções, grupos de apoio local – formados por equipes técnicas e pedagógicas do SENAI e de entidades parceiras – atuam para propiciar a inclusão nas aulas. Eles são responsáveis, por exemplo, por criar práticas pedagógicas que garantam a participação e o aproveitamento no curso.

Uma novidade importante deste ano é que as pessoas com deficiência foram incluídas como público do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). O SENAI oferecerá, até o fim do ano, 13,7 mil vagas em cursos de formação inicial e continuada e cursos técnicos. Como todos os beneficiários do programa, matrícula, mensalidade, transporte, alimentação e material didático são custeados pelo governo federal. Para eles, há ainda o direito à inscrição prioritária.

Por Ismália Afonso
Foto: Miguel Ângelo
Do Portal da Indústria