quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Bebê que nasceu 'com metade do coração' sobrevive e surpreende médicos



Bebê foi diagnosticada somente aos quatro meses de vida
                         

BOL

Uma menina que nasceu com a metade direita de seu coração pouco desenvolvida surpreendeu os médicos ao sobreviver sem tratamento até ser diagnosticada, com quatro meses de vida.

A maioria dos cerca de 600 bebês diagnosticados com a doença por ano na Grã-Bretanha morrem alguns dias após o nascimento.

Scarlett Dougan nasceu com a Síndrome do Coração Direito Hipoplásico - mal formação congênita que mantém o lado direito do coração menor que o esquerdo e sem funcionar corretamente -, o que fazia com que o sangue não chegasse suficientemente até seus pulmões.

Diferentemente do que normalmente acontece, a menina, que nasceu em Glasgow, não foi diagnosticada ainda no útero da mãe, por ultrassom.

A mãe de Scarlett, Nichola, percebeu o problema ao notar a diferença de temperamento entre Scarlett e seu irmão Nathanial, de 23 meses.

"Nathanial é um menino muito feliz e Nicola parecia triste o tempo inteiro e gritava muito."

Assim que foi levada para exames no hospital local, Scarlett foi admitida na Unidade de Terapia Intensiva e os médicos deram início ao tratamento.

Segundo Nichola, os médicos disseram que a menina superou todas as expectativas ao viver tanto tempo sem que se soubesse do problema.

"É um milagre que ela ainda esteja aqui", diz a mãe.

"Normalmente o problema de Scarlett seria diagnosticado em um ultrassom na 22ª semana de gravidez. Antes de existir a tecnologia, os bebês simplesmente iam para casa e morriam."

Transplante

Desde o diagnóstico, a menina passou por duas grandes cirurgias, nas quais os médicos redirecionaram algumas de suas principais artérias diretamente para os pulmões, para aumentar o fluxo de oxigênio.

Eles dizem que Scarlett, que agora tem oito meses, deverá ter uma infância normal, mas provavelmente precisará de um transplante de coração no início da adolescência.

A má formação, ainda mais rara do que a Síndrome do Coração Esquerdo Hipoplásico, coloca uma pressão extra no lado do coração que funciona bem. O excesso de trabalho pode acabar fazendo com que o órgão entre em colapso.

A família de Scarlett organizou uma festa para arrecadar dinheiro para o hospital infantil Yorkhill, onde a bebê recebeu o tratamento.

Trabalho unido ajuda a lidar com doenças

O engajamento em associações e grupos de apoio auxilia pacientes a conhecer melhor seu quadro clínico, comprometer-se mais como tratamento e até a exigir mais do médico
 
Gazeta do Povo
 
 
 Daniel Castellano / Gazeta do Povo / Ana Maria tira todas as dúvidas: “Agora eu pergunto o porquê de tudo”
 
 
Há um ano e oito meses, a artista plástica Ana Maria Zaguini Bernardes, de 60 anos, mudou de vez a relação que tinha com o Parkinson, doença degenerativa com a qual foi diagnosticada há cinco anos. Entrou pela porta da Associação Paranaense de Portadores de Parkinsonismo (APPP) em Curitiba disposta a conhecer de perto o inimigo que lhe causou uma depressão, a impediu de dirigir, afetou seu trabalho como pintora e até o amor pelo esporte – foi nadadora de mar aberto e de piscinas por 20 anos.
Embora conhecesse os efeitos da doença, foi a partir dali que ela, bem humorada e extrovertida, passou de fato a entender o que ocorria com o seu corpo. Passou a ler e recortar o que era publicado em revistas e jornais leigos e científicos sobre o assunto, a participar de palestras e a monitorar o que sai na internet sobre o Parkinson, para depois colar no mural da associação.
Jonathan Campos / Gazeta do Povo
Jonathan Campos / Gazeta do Povo / Dudu nasceu em um tempo de pouca informação sobre Síndrome de Down. Sua mãe foi atrás do que havia de mais novo no assunto e ele leva uma vida normal
Dudu nasceu em um tempo de pouca informação sobre Síndrome de Down. Sua mãe foi atrás do que havia de mais novo no assunto e ele leva uma vida normal
Universidades são grandes parceiras
Além de serem importantes para a divulgação de informações, as associações de pacientes também podem auxiliar grupos de pesquisadores na realização de pesquisas e testes clínicos que permitam conhecer melhor a doença ou testar terapias e medicamentos. Por outro lado, também são importantes para informar e auxiliar os portadores a obter algum remédio e ir atrás de direitos já adquiridos, como acesso a tratamentos.
“Como temos contato com professores ligados a universidades, é comum que eles nos procurem para participar de projetos e pesquisas. Isso é bom para eles e para nós, que recebemos orientação, ficamos sabendo do que está sendo desenvolvido na área. Dá mais segurança”, diz a presidente da Associação dos Portadores de Doenças Reumáticas (Adore), Maria Delvani Almeida.
No caso da doença reumática, que muitas vezes demora para ser diagnosticada e é frequentemente confundida com outros problemas, Maria Delvani (que chegou a ser diagnosticada com câncer) diz que a orientação é fundamental. “Com a ajuda dos médicos, que pertencem à UFPR e à PUCPR, nós orientamos sobre o que perguntar ao médico, que exame é importante pedir, e até mesmo a mudar de médico em caso de não haver interesse em investigar a fundo.”
Maria Delvani, que tem a doença há 30 anos, é um exemplo de paciente que cobra. “Leio a revista mensal de reumatologia, participo de congressos, procuro por artigos em jornal, converso com professores, alguns até do exterior. A relação com o médico muda, eles começam a comentar o que eles sabem, a consulta vai longe”, diz.
Participação
De acordo com os médicos, a participação em grupos de pacientes é importante em vários aspectos:
• Disseminação de informação: conhecer melhor a doença é o primeiro passo para compreendê-la e enfrentá-la.
• O que o futuro promete: A convivência com pacientes em diferentes estágios permite entender a progressão da doença, além do preparo necessário para enfrentá-lo.
• Senso crítico: a troca de informações com outros pacientes e a informação permitem ter mais controle sobre o tratamento e até segurança para questionar o médico.
• Orientação: o convívio com profissionais da área da saúde ligados às associações -- sejam os autõnomos ou ligados a universidades -- permite expor e tirar dúvidas de maneira informal.
• Pesquisas: estes espaços são um importante canal de comunicação com pesquisadores que estão desenvolvendo testes clínicos e estudos na área, dos quais o associado pode participar.
• Cidadania: através da união de forças, as associações podem pressionar por melhores políticas públicas na área de saúde, além de informar o paciente sobre como buscar seus direitos.
Fique atento
• É importante conhecer bem a associação antes de se unir a ela. Procure obter indicações de médicos, universidades, conselhos de classe e de saúde, além de conhecidos e órgão governamentais para encontrar uma que se adeque a seu perfil e que seja de confiança.
Para além de consultas com o objetivo de monitorar a saúde, Ana Maria criou o hábito de consultar semanalmente o médico da associação, com o objetivo de tirar dúvidas que ela e os colegas têm sobre o futuro que os aguarda. “Quando criança, eu não tive a fase do porquê. Agora eu pergunto o porquê de tudo. E a relação com o médico melhora muito. Você não omite as coisas, e isso faz o médico diagnosticar melhor”, diz ela, que antes nem passava perto de reuniões de portadores.
Assim como Ana Maria, milhares de brasileiros têm mudado a relação com doenças e síndromes por meio de maior participação em grupos e associações de pacientes. Não há números consolidados a respeito do assunto, que começou a ser observado com mais intensidade nos últimos 10 anos, mas quem clinica ou está ligado a universidades percebe o protagonismo e a exigência crescente desses pacientes.
O chefe do Setor de Neuro­logia do Hospital Cajuru, Renato Puppi Munhoz, que também é medico da APPP, é testemunha das mudanças provocadas pelo engajamento dos pacientes. “Eles perguntam questões técnicas, e não apenas de ordem prática. Querem saber se você está por dentro de tal pesquisa, se conhece determinado medicamento que um colega comentou, ou sobre aquela terapia ser boa pra ele. O médico precisa estar preparado, pois a relação muda.”
Para Munhoz, há outro aspecto a ser considerado: como o convívio com outros pacientes afeta a visão que cada um tem da sua doença. Ao conviver com outros portadores numa fase mais avançada, é natural que quem está num estágio inicial tome conhecimento de como será a progressão do problema. “Isso pode ser bom ou ruim. Num primeiro momento ele pode ficar pessimista, mas é bom porque ajuda a desmistificar a doença. A pessoa se prepara. Vê que é algo sério, mas não é o fim do mundo. No geral, eu vejo como algo bom.”
Compromisso leva a mudanças
Em muitos casos, a iniciativa das associações pode não apenas transformar a vida dos pacientes individualmente, mas também contribuir para melhorias num nível mais profundo, capaz de refletir nas políticas públicas e na maneira como a sociedade encara o problema. Foi o que ocorreu no caso da Associação Reviver Down, fundada em maio de 1993 pela assistente social do Hospital de Clínicas (HC) da UFPR Noêmia Cavalheiro.
A associação foi uma resposta ao preconceito e à falta de informação enfrentados por Noêmia após o nascimento do filho Carlos Eduardo, o Dudu, que tem a síndrome, há 23 anos. No fim dos anos 80, até mesmo os médicos eram desinformados sobre os potenciais dessas pessoas. A própria Noêmia, que já estava há cinco anos no HC àquela época, trabalhando no berçário de alto risco (atual UTI neonatal) com crianças que tinham a síndrome, não conhecia nada do assunto.
Com a Reviver, mergulhou em pesquisas e estudos e foi conhecer a experiência de outros países. O marido vivia em sebos à procura de livros que pudessem desvendar aquele universo desconhecido dos portadores de síndrome de Down. Pela associação, Noêmia participou do primeiro congresso brasileiro na área, em 92, e, quando voltou, exigiu do pediatra de Eduardo algo impensável: um exame de coração para verificar cardiopatias, já que 50% dos portadores têm alguma anomalia no órgão.
“Ninguém fazia ecocardiograma na criança, ela tinha alta e depois desenvolvia problemas cardíacos. Não havia teste da orelhinha, do olhinho, ecografia abdominal; não davam vacinas, não estimulavam a criança”, recorda ela, que, após um congresso na Espanha, também repassou todas as informações aos médicos do HC.
Em 1997, diante do esforço das mães e dos pais que participavam da associação, nasceu dentro do hospital o primeiro Ambulatório de Síndrome de Down da América Latina. Foi uma revolução. “Antes, a literatura médica dizia que as crianças morreriam cedo, então não se fazia muita coisa por elas. Passamos a pressionar os médicos. Conheço mães que só recebem receita de remédio e dizem que não é assim, que a associação falou diferente, que não é só remédio, é estímulo, conscientização.”
Atualmente, a associação se concentra em acolher os pais logo no início, através do Programa Nascer Down, que conta com 100 participantes. Assim que um bebê com a síndrome nasce em algum hospital de Curitiba e região, a associação é notificada e manda um membro para conversar com a família. O outro lado do ativismo envolve pressionar por mais espaço para as crianças nas escolas regulares.
A conscientização, ao que parece, tem rendido frutos. Eduardo atualmente trabalha numa farmácia. Outros estudam. Os bebês têm atendimento integral e direito a uma série de exames. E a sociedade começa a entender que os portadores não merecem e não devem ficar confinados em guetos. Recentemente, uma mãe estava receosa de contar ao filho mais velho que o irmão nascera com Down, ao que a criança respondeu: “Tudo bem, mamãe, não tem problema. Na escola eu tenho um amiguinho assim também”.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Bandeira dos Jogos Paralímpicos chega ao Rio de Janeiro

A bandeira paralímpica chegou ao Rio de Janeiro nesta segunda-feira. Foto: Daniel Ramalho/Terra
A bandeira paralímpica chegou ao Rio de Janeiro nesta segunda-feira
Foto: Daniel Ramalho/Terra
 TERRA
 
André Naddeo
Direto do Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro é oficialmente a capital mundial dos próximos Jogos Paralímpicos, em 2016. Símbolo máximo da competição que envolverá 4.200 atletas de 150 países, a bandeira paralímpica desembarcou na noite desta segunda-feira, no aeroporto internacional do Galeão, junto com uma delegação autoridades e esportistas brasileiros, após a cerimônia de encerramento das competições, em Londres, no último final de semana.
O avião trazendo a bandeira tocou o solo da pista de aterrissagem por volta das 21h40 (de Brasília) e foi trazida pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, o governador Sérgio Cabral, o presidente do Comitê Organizados dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, Carlos Arthur Nuzman, e pelo presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons.
A bandeira é o símbolo máximo dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. O megaevento ocorrerá entre os dias 7 e 18 de setembro, logo após a Olimpíada, em 2016.
A exemplo do golfe e do rúgbi, novas modalidades inseridas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), a Paralímpiada em solo carioca contará também com outros dois novos esportes: o paratriatlo e a paracanoagem, num total de 22 modalidades.
Após o recorde de 43 medalhas em Londres (21 de ouro, 14 de prata e 8 de bronze) e o inédito sétimo lugar no ranking geral, o Brasil almeja agora subir mais dois postos para alcançar a quinta colocação entre os países participantes.
O primeiro compromisso oficial envolvendo a bandeira paraolímpica, no Rio de Janeiro, será já nesta terça-feira, quando o prefeito Eduardo Paes leva o símbolo dos Jogos para o Centro de Referência da Pessoa com Deficiência (CRPD), em Santa Cruz, no extremo oeste da capital fluminense

Eduardo Paes desembarca no Rio com a bandeira paralímpica

O prefeito chegou com mais de uma hora de atraso. Na comitiva estavam ainda o governador Sérgio Cabral e o vice, Luiz Fernando Pezão, além do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.
Publicada em 11 de setembro de 2012 - 09:00
Símbolo Jogos Paralímpicos 2016
O prefeito Eduardo Paes desembarcou no Rio de Janeiro (RJ) Site externo.na noite desta segunda-feira (10/09) com a bandeira paralímpica, no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Acompanhado da tenista paralímpica Natália Maiara, Paes propôs um compromisso como resultado das Paralimpíadas. "Vamos transformar de fato a cidade, tornando-a mais acessível às pessoas com deficiência. Temos um longo caminho a percorrer", disse ele.
O prefeito chegou com mais de uma hora de atraso. Na comitiva estavam ainda o governador Sérgio Cabral e o vice, Luiz Fernando Pezão, além do presidente do Comitê Olímpico BrasileiroSite externo., Carlos Arthur Nuzman. Antes de pegar na bandeira, conforme exige o protocolo, Paes colocou luvas especiais. Ele desenrolou o símbolo e o exibiu a fotógrafos e cinegrafistas. Mas na hora da foto outros membros da comitiva pegaram na bandeira sem as luvas. Meio sem graça, o próprio prefeito chamou a atenção para o fato.
Paes havia recebido a bandeira das mãos do presidente do Comitê Paralímpico Internacional, Philip Craven. A entrega ocorreu domingo no encerramento dos Jogos Paralímpicos, no Estádio Olímpico de Stratford. Esta foi a segunda bandeira trazida por Eduardo Paes para a cidade. Dia 12 do mês passado, ele trouxe a olímpica, recebida na cerimônia de encerramento dos Jogos de Londres.
Os Jogos Paralímpicos Rio 2016, previstos para 7 a 18 de setembro, contará com aproximadamente 4,2 mil atletas, representantes de mais de 150 países. Haverá competições em 22 modalidades esportivas. São esperados perto de 5,5 mil jornalistas e dois milhões de espectadores no evento. A previsão é de que 30 mil voluntários participem da programação.
Fonte: O DiaSite externo.

Hotel não dá ouvidos ao surdo, mesmo em caso de emergência

Fábio que é portador de surdez foi a uma grande cidade participar de um evento. Ao chegar no hotel, como era previsto, teve dificuldade em informar à recepcionista que queria se hospedar. Gesticulou, desenhou, pulou, mostrou…
Nenhum funcionário do hotel, é claro, sabia Libras (linguagem de sinais) e também não sabia como explicá-lo como pagar, como usar a chave magnética, horário de café, etc. Enfim já estava acostumado, infelizmente, com essas dificuldades. Mas finalmente Fabio conseguiu entrou no quarto. Foi tomar um banho e … a porta emperrou.
Fabio que não podia gritar começou a bater e chutar a porta do banheiro. Mas ninguém o escutava. Passou horas tentando ser ouvido até que exausto usou os fracos de amenities e a lixeira do banheiro para quebrar a janela. Fábio jogou sabonete, xampu, rolo de papel higiênico pela janela. Um transeunte atacado na cabeça foi até a recepção do hotel para reclamar:
- Tem um hóspede louco jogando coisas pela janela! Vou processar o hotel!
A recepcionista acionou imediatamente a governanta, que por sua vez acionou a segurança e foram até o quarto. Chegando lá era possível ouvir murros dentro do apto. Abriram a porta e perceberam que o hóspede estava trancado no banheiro. Perguntavam a ele, insistentemente se estava bem, mas acharam estranho por que ele não respondia nada.
Ficaram até com medo dele, pois, poderia ser realmente louco ou estar drogado. Por fim quando abriram a porta, Fábio, ensanguentado de tanto esmurrar a porta e a janela, pegou suas coisas e saiu correndo do hotel. Quando a recepcionista finalmente percebera o que havia ocorrido era tarde demais:
- Ah ! Era esse?!!! Ele é surdo, coitado…
Fonte: Hotel em curso

Menino com paralisia cerebral dá primeiros passos

Menino com paralisia cerebral dá primeiros passos
© BBC News
Joel Rogers, de 8 anos, é a prova viva que nunca se deve desistir. Este menino britânico, que sofre de paralisia cerebral, deu os seus primeiros passos após um ano de fisioterapia intensiva.

Joel nasceu prematuro, dez semanas antes de completar nove meses, e sofreu uma hemorragia na cabeça que provocou lesões no cérebro originando uma paralisia cerebral.

Porém, há cerca de um ano, tudo mudou: Joel foi submetido a uma operação inovadora, no hospital de Chesterfield, em Inglaterra, que ao cortar as ligações nervosas que provocavam convulsões nas pernas, permitiu que o menino desse os seus primeiros passos.

Em declarações à BBC News, o pequeno Joel conta que a ajuda da fisioterapeuta tem sido essencial para o progresso registado em um ano. “Ela ajudou-me muito, em coisas como dar-me mais força para conseguir fazer aquilo que faço agora”, explica.

Para que a evolução continue a ser possível, o menino realiza sessões de fisioterapia no hospital onde foi operado todas as semanas e quando, chega a casa, tem outros tantos exercícios para fazer.

A mãe do menino, Jodie Rogers, afirma que apesar do “processo ter sido mais intenso do que esperava para toda a família, agora que Joel deu os primeiros passos tudo valeu a pena”, diz à BBC News.

Apesar dos bons indicadores, esta jornada ainda não chegou ao fim: os profissionais de saúde do hospital calculam que sejam precisos mais dois anos de fisioterapia para se puder alcançar melhores resultados.

Porém, Joel mostra-se feliz. Afinal de contas, agora pode já brincar mais com o irmão sem o andarilho, que usou durante oito anos, os atrapalhar.

http://www.boasnoticias.pt/noticias_Menino-com-paralisia-cerebral-d%C3%A1-primeiros-passos_12476.html

Biamputado após acidente na Indy, Zanardi é ouro em Londres

Zanardi no ciclismo da Paraolimpíada
PARAOLIMPÍADA
Italiano que perdeu pernas em 2001 é campeão no ciclismo que usa mãos
Leon Neal/France Presse

FOLHA DE SÃO PAULO

Ex-piloto de F-1 e bicampeão da Indy, o italiano Alessandro Zanardi, 45, voltou a triunfar em uma pista.
Ontem, no circuito de Brands Hatch, Zanardi conquistou o ouro na prova de ciclismo contrarrelógio da Paraolimpíada de Londres.
"É uma grande conquista", afirmou o italiano, que teve as duas pernas amputadas em 2001, após um acidente na Indy. "Uma das maiores da minha vida", completou.
Zanardi, que utiliza as mãos para impulsionar a bicicleta, completou o percurso de 16 km da prova em 24min50s22, mais de 27 segundos de vantagem para o segundo colocado, o alemão Norbert Mosandl.
"Quando um motor me empurrava, eu não percebia que [o circuito] era tão montanhoso", afirmou Zanardi, que foi o detentor do recorde de Brands Hatch na Fórmula 3.000 -na sua época, a pista não foi usada na F-1.
Sua jornada até o ouro na Paraolimpíada teve início no dia 15 de setembro de 2001, em Lausitz, na Alemanha.
Zanardi enfrentava uma temporada difícil e largou na 22ª posição entre 27 carros.
Numa corrida de recuperação, a 13 voltas para o final, estava na liderança.
Após seu último pit stop, seu carro foi atingido por Alex Tagliani. O impacto ocorreu a mais de 300 km/h.
No socorro ao piloto, o médico Terry Trammel lembra ter entrado na pista e escorregado no que ele achava ser óleo, mas era sangue.
Zanardi ficou em coma por três dias e sofreu ao menos uma parada cardíaca. Dois anos após o acidente, ele voltou a Lausitz para completar as 13 voltas que faltaram.
Após o acidente, Zanardi praticava o paraciclismo, mas só para manter a forma.
Em 2007, foi convidado por um de seus patrocinadores para participar de um evento na Maratona de Nova York.
Ele decidiu que, se fosse, teria de participar da maratona. Terminou em quarto lugar com a bicicleta adaptada. Em 2011, foi o campeão.
Quando competiu na maratona pela primeira vez, ainda era piloto -disputou o Mundial de Turismo, com carros adaptados, até 2009.
"Três anos atrás, eu me aposentei do automobilismo aos 42", disse Zanardi, que passou a se dedicar ao ciclismo. "Não foi a primeira coisa maluca que fiz na vida. No fim, eu estava certo", completou ele, que no ano passado ganhou a medalha de prata na prova contrarrelógio no Mundial de Roskilde (DIN).
"Trabalhei duro para chegar aqui. E fantástico viver esta experiência aos 45."
Ele disputa amanhã a prova de estrada -64 km.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Desempenho histórico, pedido de casamento e tricampeonato do Brasil marcam Paraolimpíada

 
UOL
 
Gareth Copley/Getty Images
A delegação brasileira superou Pequim e teve desempenho histórico nos Jogos Paraolímpicos de Londres
A delegação brasileira superou Pequim e teve desempenho histórico nos Jogos Paraolímpicos de Londres
Os Jogos Paraolímpicos de Londres chegaram ao fim no último domingo como um grande sucesso de público nas arquibancadas das arenas, estádios e piscinas. Como em toda grande competição, histórias boas é que não faltam e a Paraolímpiada realizada na capital inglesa viu a consagração do nadador Daniel Dias, o "Michael Phelps" brasileiro, o ressurgimento de um ídolo do automobilismo agora campeão paraolímpico e um jovem talento brasileiro desafiando e tirando do sério um dos grandes nomes do esporte.
O UOL Esporte reuniu as dez principais história dos Jogos. Confira:

DANIEL DIAS, A ESTRELA DO BRASIL NOS JOGOS DE LONDRES

  • REUTERS/Suzanne Plunkett Daniel Dias fez históira nos Jogos Paraolímpicos de Londres. Em sua segunda participação em Paraolimpíadas, o brasileiro ficou com o ouro em todas as seis provas individuais que disputou e se tornou o maior atleta paraolímpico brasileiro. Ele soma, ao todo, 14 medalhas em Jogos, superando Clodoaldo Silva e Ádria Santos.

O DUELO ENTRE ALAN FONTELES E OSCAR PISTORIUS

  • AP Photo/Matt Dunham O brasileiro Alan Fontele surpreendeu em sua primeira prova nos Jogos de Londres. Medalha de ouro nos 200m T44, ele superou o favorito Oscar Pistorius, que liderava a prova até os últimos metros, quando o brasileiro o ultrapassou. O sul-africano, porém, não deixou barato e foi mais rápido que o brasileiro no revezamento 4x100, em que ambos foram os últimos atletas a correr de suas equipes, e nos 400m T44, em que Pistorius conquistou o ouro enquanto Fonteles ficou apenas em quarto lugar.

EX-PILOTO DE F-1 ZANARDI SUPERA ACIDENTE E LEVA TRÊS MEDALHAS

  • REUTERS/Andrew Winning O ex-piloto Alessandro Zanardi deu uma lição de superação na Paraolimpíada de Londres. 11 anos após sofrer um grave acidente na Indy e perder as duas pernas, o italiano chegou em Londres para vencer. No ciclismo, ele conquistou dois ouros, na prova contrarrelógio H4 e na prova de estrada H4, e uma prata na prova de estrada por equipes. Sobre a troca do automobilismo pelo ciclismo, Zanardi afirma ter feito a coisa certa. “Você não deve perseguir coisas utópicas, mas se tiver um olhar no horizonte, a felicidade estará ao virar a esquina”

BRASIL CONQUISTA MELHOR DESEMPENHO DA HISTÓRIA

  • Bruno de Lima/CPB Tito Sena conquistou a medalha de ouro na maratona no último dia de Paraolimpíadas em Londres e garantiu ao Brasil o 21º ouro, o 7º lugar no quadro de medalhas e o melhor desempenho da história do país. O Brasil encerrou os Jogos com 21 medalhas de ouro, 14 de prata e oito de bronze, um total de 43. Para o Rio-2016, a expectativa e melhorar ainda mais este desempenho, já que os atletas competirão em casa.

VITÓRIA NAS PISTAS E PEDIDO DE CASAMENTO PARA O MUNDO INTEIRO

  • O corredor brasileiro Yohansson Nascimento foi um dos destaques do atletismo do país nas pistas do estádio Olímpico com uma medalha de ouro, outra de prata e recordes mundiais nos 100 m T46 e 200 m na mesma categoria. Mas foi um pedido especial feito logo após cruzar a linha de chegada que chamou a atenção. "Thalita, quer casar comigo?", era o que dizia em um pedaço de papel que Yohansson mostrou para as câmeras. Do Brasil, Thalita aceitou o pedido e casará com o agora medalhista paraolímpico.

BICAMPEÃ PARAOLÍMPICA, TEREZINHA É “BRECADA” POR QUEDA DE GUIA

  • Terezinha Guilhermina tinha três provas para disputar nos Jogos Paraolímpicos e volta para casa com duas medalhas de ouro, nos 100 m T11, quando também fez o recorde mundial, e nos 200 m T11. Mas o desempenho da brasileira poderia ser ainda melhor se seu guia, Guilherme Soares não tivesse sentido uma lesão na reta final dos 400 m T12 e caído na pista do estádio Olímpico. Terezinha preferiu não seguir sozinha até o fim, esperou o companheiro se levantar e cruzou a linha de chegada quase um minuto depois das concorrentes.

BRASIL, O PAÍS DA BOCHA?

  • A bocha é um esporte sem grande visibilidade no Brasil, fato que se agrava ainda mais quando é disputado por atletas paraolímpicos. Mas basta ver o quadro de medalhas da Paraolimpíada de Londres para descobrir que o país teve o melhor desempenho entre todos os participantes. Foram três medalhas de ouro e uma de bronze. Maciel Santos e Dirceu Pinto subiram no lugar mais alto do pódio nas classes BC2 e BC4, que também teve Eliseu dos Santos, respetivamente. E o terceiro ouro veio nas duplas da classe BC4, com Dirceu e Eliseu, que já haviam realizado o feito em Pequim, em 2008.

FUTEBOL DE CINCO CONFIRMA HEGEMONIA E LEVA O TRI PARAOLÍMPICO

  • Se a seleção brasileira de futebol comandada por Mano Menezes não empolga, o selecionado verde e amarelo do futebol de cinco não decepcionou na Paraolimpíada. Grande favorito ao lugar mais alto do pódio, o time venceu a França por 2 a 0 na final e conquistou a terceira medalha dourada consecutiva do esporte. Os grandes destaques da campanha brasileira foram Bill, Jefinho e o goleiro Fabio, que brilhou na disputa por pênaltis na semifinal contra a Argentina.

PIONEIRO NORTE-COREANO FICA EM ÚLTIMO, MAS MIRA RIO-2016

  • Ju Song Rim foi o último nadador na sua bateria a bater na borda da piscina após nadar os 50 m da categoria S6 dos Jogos Paraolímpicos de Londres, mas sua participação na competição está longe de ser um fracasso. Tudo porquê ele é o primeiro atleta da Coreia do Norte a disputar uma Paraolimpíada e fez história mesmo tendo ficado 17 segundos atrás do melhor nadador da prova. O resultado ruim não desanima o nadador, que planeja competir na Paraolimpíada do Rio.

MÚSICA BRASILEIRA TRAZ ALEGRIA PARA O ENCERRAMENTO EM LONDRES

  • Getty Images A participação do Brasil, país-sede dos próximos Jogos Paraolímpicos, na cerimônia de encerramento em Londres foi marcada por muita música e pelo tema dos Jogos no Rio de Janeiro em 2016: a alegria. Participaram da apresentação o vocalista da banda Paralamas do Sucesso e cadeirante Hebert Viana, Carlinhos Brown e os atletas paraolímpicos Daniel Dias e Ádria Santos.

PARABÉNS É POUCO!!

Jovem que ficou 9 anos sem audição se emociona ao ouvir novamente

Curitibana perdeu a audição aos 16 anos e há 5 meses redescobre os sons.
Com implante coclear, Priscila escolheu ouvir uma música de adolescência


Depois de nove anos em um silêncio absoluto, há cinco meses a estudante curitibana Priscila Soares se surpreende ao redescobrir os sons. Aos 16 anos, ela começou a perder a audição. Foi rápido, em poucos dias e nem os médicos souberam explicar.
Na época a adolescente adorava escutar música e cantar. Com as amigas, ela inclusive participava de um coral. “Em um mês abaixou um pouquinho, mas do nada, da noite para o dia, daí eu acordei sem ouvir nada”, contou Priscila.
Durante os anos estes anos, a jovem guardou na memória os sons que mais gostava, as vozes das pessoas. “Cada pessoa, a minha cabeça projetava uma voz. Todas as vozes eram diferentes. Meu objetivo era esse: treinar o meu cérebro para não esquecer os sons”, relatou.

Mas há cinco meses com um implante coclear, Priscila redescobre os sons que a rodeia. Através de uma cirurgia, o aparelho eletrônico que foi instalado dentro do ouvido transforma os sons em um impulso elétrico que vai para o cérebro. O impulso é interpretado como som e possibilita a audição. Uma parte do aparelho fica fora do ouvido que é preso com um ímã.
Quem ajudou a jovem a descobrir o aparelho, foi o namorado Henrique Luiz Ribeiro. Eles se conheceram quando Priscila ainda se comunicava apenas pela leitura labial e ele passou a pesquisar técnicas para fazer a namorada ouvir de novo. “Eu pensei nela como um ser humano, que merece isso. Eu acho que todas as pessoas merecem isso. As pessoas que têm essa deficiência auditiva deveriam ter uma forma muito mais fácil de chegar, de ter acesso a essa tecnologia, que ela está tendo agora”, disse o namorado que é engenheiro de computação.

O primeiro som que Priscila ouviu com a ajuda do aparelho foi uma música que ela escutava muito durante a adolescência. “Foi incrível! Porque eu pensei: poxa vida, tantos anos sem ouvir... Foi uma emoção muito grande”, descreveu a jovem.

Sobre o momento de reencontrar e descobrir sons, ela brinca que se assustou quando ouviu pela primeira vez a voz do namorado. “Era uma voz mecanizada. Tipo um robozinho”, lembrou e riu.
O mesmo aconteceu quando ouviu a voz do irmão, nove anos mais velho. “Ele era pequenininho, eu cheguei a ouvir a voz dele, então era aquela voz de pequenininho sempre. Primeira vez quando ouvi a voz do meu irmão, com 19 anos, grossa. Daí pensei: Meu Deus, o que que é isso, não é a voz que eu lembrava!”, contou sobre a surpresa.

Com força de vontade, mesmo sem ouvir por tanto tempo, Priscila entrou na faculdade e cursa Psicologia. Daqui a dois anos, quando estiver formada, ela pretende ajudar outras pessoas que têm a mesma deficiência dela através da experiência que teve. “Voltar a ouvir a voz da minha mãe, do meu pai, ouvir a nova voz do meu irmão, conhecer a voz do meu namorado, então fora as vozes... Voltar a ouvir som de pássaros, uma coisa que eu tinha me esquecido totalmente. Lembrava algumas, mas... esses sons são lindos. Todo o tipo de som, independente dele ser ruim, é ótimo”, disse com prioridade.


G1