segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Remédios para combater Alzheimer são eficazes em pacientes com Down

G1
Foto: http://blogs.estadao.com.br/fernando-gabeira/2011/07/29/por-amor-cientista-brasileiro-desvenda-sindrome-de-down/



 


“Eu durmo Síndrome de Down, eu como Síndrome de Down, eu dirijo Síndrome de Down, eu sonho Síndrome de Down”. Esta é a vida de Alberto desde que a filha nasceu, há 17 anos.

No começo, ser pai de uma menina com síndrome de down foi um choque. Ele tinha sonhado que Tyche seria, um dia, uma grande matemática. E, como neurocirurgião, já sabia que a síndrome provoca retardo mental, enfraquece o sistema imunológico e pode causar problemas cardíacos.

Fazia muitos anos que Alberto e a mulher, Dayse, tentavam ter um filho. Na gravidez anterior, Dayse chegou a fazer um exame pré-natal que detecta alterações genéticas no bebê, como a Síndrome de Down. Mas o teste provocou um aborto.

O casal então decidiu que nunca mais faria um exame parecido. Foi quando Dayse ficou grávida de Tyche.

“O nascimento dela também foi marcado por uma cesárea de emergência que teve que ser feita porque teve um acidente com anestesia. Existiram muitas coisas que aconteceram durante o nascimento da minha filha que foram traumáticas e que foram muito marcantes”, conta Alberto.

Alberto resolveu agir e mudou o rumo da própria carreira. Hoje, ele dedica sua vida para descobrir formas de ajudar pessoas com a mesma condição da filha.

Agora, as pesquisas coordenadas por ele em uma universidade dos Estados Unidos começam a apresentar conclusões empolgantes. Remédios usados para combater o Mal de Alzheimer também podem melhorar a vida de pessoas com a Síndrome de Down.

“A síndrome de down, felizmente, estamos começando a mostrar que as coisas podem mudar para melhor”, ele diz.

Os primeiros testes foram feitos em ratos, depois com voluntários americanos. Ao todo, 40 adultos durante quatro meses tomaram um medicamento. Depois eles passaram por uma bateria de exames. Foram submetidos a jogos de memória, por exemplo.

E o resultado foi um sucesso. “Na história da Síndrome de Down, esse foi o primeiro estudo clínico no qual foi mostrado que uma medicação dada para um indivíduo com Síndrome de Down produziu efeitos positivos de memória que puderam ser medidos em um laboratório como esse que estamos”, explica.

Mas para Alberto isso é pouco. Ele foi ao Brasil para tentar buscar 200 portadores da Síndrome que topassem encarar um teste mais amplo. “Na maior parte dos países desenvolvidos pessoas com síndrome de down vivem aproximadamente 60 anos de idade. Eles estão tendo cada vez mais uma presença grande no ambiente de trabalho, na escola, na comunidade e ao mesmo tempo nós estamos dizendo para essas pessoas que elas são importantes. Que elas não são pessoas descartáveis”, diz.

Como os três amigos que viajam juntos no filme brasileiro ‘Colegas’, que arrebatou a platéia e ganhou o Kikito, o prêmio máximo do Festival de Gramado deste ano. Nas telas, os personagens vivem momentos de diversão, autoconhecimento e liberdade.

Tyche ainda não conseguiu se beneficiar das pesquisas. Ela é menor de idade e, por lei, não pode ser voluntária em nenhum teste de laboratório. Continua a espera. Apenas observando os esforços do pai desde que ela nasceu.

“Ele é maravilhoso”, diz.

domingo, 9 de setembro de 2012

REBELDIA CONSCIENTE....

Diretor brasileiro leva 'dança inclusiva' ao encerramento da Paraolimpíada


Uma das atrações da cerimônia de encerramento dos Jogos Paraolímpicos de Londres, em 9 de setembro, será realizada pela Candoco, companhia de dança londrina que, sob a direção do brasileiro Pedro Machado, apresenta coreografias mesclando dançarinos com e sem deficiência.
A companhia prepara uma apresentação com 12 dançarinos para a cerimônia de encerramento. Um deles é Kimberly Harvey, britânica de 25 anos que, cadeirante, entrou no grupo juvenil da Candoco em 2001. Hoje é dançarina free-lancer e professora de dança.
Candoco foi criada há 20 anos, integrando dançarinos com e sem deficiência
A Candoco – abreviação de "Can Do Company" – foi criada há 20 anos, segundo Machado, com a ideia de "produzir uma mudança cultural" na forma como os espectadores e artistas encaram a arte e a deficiência.
A companhia ensaia ao lado de um centro de atividades para deficientes no norte de Londres. Há vinte anos, conta Machado, "percebeu-se que o centro só oferecia atividades competitivas (como basquete e natação) e segregadas (específicas para deficientes ou não). Decidiu-se criar oficinas de dança para oferecer uma atividade integrada e criativa."
Machado diz que "a dança está hoje mais democrática".
"Vemos mais tipos de corpos dançando. Acho que a maioria das pessoas gosta de ver corpos diferentes no palco. Com isso, conseguimos um trabalho mais criativo, com uma estética considerada nova", explica o diretor.

sábado, 8 de setembro de 2012

CONHEÇA OS DIREITOS DOS PORTADORES DE CÂNCER E PACIENTES!

Nessa hora, quase ninguém se lembra de correr atrás dos direitos a que esses pacientes têm. A maioria dos brasileiros que têm câncer não sabe, mas o simples diagnóstico da doença garante a eles direitos especiais.
Saiba os direitos dos pacientes aqui -> http://www.combateaocancer.com/?p=554
COMPARTILHE, TEM GENTE QUE NÃO SABE DISSO!

Softwares Livre Acessíveis


A partir de hoje estarei inserindo informações sobre os programas desenvolvidos em software livre que auxiliam e facilitam o uso do computador por pessoas com necessidades especiais. Existem também os softwares desenvolvidos de forma que grande parte dos usuários possam utilizá-lo (acessíveis a pessoas com necessidades especiais), estes também serão inseridos neste tópico:
Se você conhecer algum software livre acessível, envie em meu e-mail (bonitrix @ gmail.com) para que seja postado neste tópico.
TuxPaint
Hoje inseri aqui o TuxPaint, um programa educativo perfeito para incentivar a criatividade das crianças utilizando ferramentas simples de desenhos no computador.
Link:
TuxPaint para Linux: http://sourceforge.net/projects/tuxpaint/files/tuxpaint/0.9.21/tuxpaint-0.9.21.tar.gz/download
TuxPaint para Windows: http://sourceforge.net/projects/tuxpaint/files/tuxpaint/0.9.21/tuxpaint-0.9.21-win32-installer.exe/download
Tutorial TuxPaint: http://penta3.ufrgs.br/PEAD/tutoriais/tuxpaint/tutorial_tuxpaint.pdf
Tecnologias Assistiva e softwares acessíveis em Software Livre:
- Linux Acessível (http://www.imago.ufpr.br/linuxacessivel.html: Projeto que visa o desenvolvimento de ferramentas computacionais para auxílio a pessoas com necessidades especiais. O projeto foi criado pelo IMAGO, um grupo de pesquisa do Departamento de Informática (DInf) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). As ferramentas desenvolvidas atualmente são: Mouse Lupa (ferramenta de acessibilidade para pessoas portadoras de baixa visão), Mouse Nose (ferramenta para o auxílio no uso do computador, com o objetivo de que o usuário possa utilizar o nariz para movimentar o cursor na tela), BPM Counter (recurso de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais auditivas com o objetivo de treinar o usuário com o método para aquisição de ritmo) e IMAGOCR (sistema de OCR, sigla em inglês para Optical Character Recognition, que significa Reconhecimento Ótico de Caracteres).
- Linvox (http://www.dcc.ufrj.br/~gabriel/linvox.php) : O projeto Linvox é o início de uma experiência para migrar o sistema de acessibilidade DOSVOX para o sistema operacional Linux. Esse é um projeto brasileiro desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) dedicado à criação de um sistema de computação destinado a atender aos deficientes visuais.
- Orca (http://live.gnome.org/Orca) : Leitor de tela para o ambiente desktop Gnome.
- Dasher (http://www.inference.phy.cam.ac.uk/dasher/): Aplicativo de entrada de texto. É um software que permite aos usuários escreverem sem utilizar o teclado. Pode ser adaptado para ser usado com o mouse convencional ou outros dispositivos.

T.D.H.


https://www.facebook.com/ABDATDAH

É OUROOOOO

Foto


Daniel Dias ganha 5º ouro e bate recorde mundial nos 50 m borboleta

Daniel Dias comemora vitória nos 50 m borboleta
O nadador Daniel Dias não para de acumular recordes. Brasileiro com mais medalhas de ouro e pódios em Jogos Paraolímpicos, ele venceu os 50m borboleta em Londres, nesta sexta-feira, com direito à melhor marca da história da prova, com o tempo de 34s15.

Daniel Dias comemora vitória nos 50 m borboleta
O paratleta paulista já soma cinco medalhas douradas em 2012. Ao todo, são 14 pódios em dois Jogos, incluindo nove ouros.
Nesta quinta, ele já havia se tornado o maior atleta paraolímpico da história do Brasil, ao vencer a prova dos 50m costas, classe S5, também com recorde mundial, superando a coleção de premiações do nadador Clodoaldo Silva e da velocista Ádria Santos.

FOLHA DE SP


Foto Suzanne Plunkett/Reuters






Bad boys fazem a fama da “bola assassina”

Eddie Keogh/ Reuters / Cara de mau: britânico David Anthony incorpora o estilo do rúgbi em cadeira de rodas



GAZETA DO POVO
 
Ao som de rock e com contato liberado, os choques são frequentes na modalidade mais violenta dos Jogos



Londres - Cabelo moicano pintado de azul, tatuagem no braço e cara de mau. Ao olhar para David Anthony na Paralimpíada, dá para imaginar que ele está em um esporte “barra pesada”. E está mesmo. O britânico é um dos atletas do rúgbi em cadeira de rodas, a modalidade mais violenta dos Jogos.

A disputa – criada na década de 1970 no Canadá – é popularmente conhecida como “murderball” (“bola assassina”), o que dá ideia das características das partidas. No jogo, o objetivo é levar a bola à área de gol adversário. Para atacar e defender, o choque entre as cadeiras de rodas é totalmente liberado, ao melhor estilo carrinho bate-bate dos parques de diversão.


Uma equipe de manutenção sempre fica a postos à beira da quadra para consertar possíveis danos nos equipamentos. Ontem, por exemplo, na vitória do Japão sobre a Grã-Bretanha, os assistentes tiveram que entrar três vezes na área do jogo para trocar as rodas de cadeiras de jogadores do time asiático.

“O esporte é de contato total. A cadeira absorve um pouco o impacto, mas você ainda sente. Se um atleta acha que a partida é muito dura, melhor não jogar”, diz o capitão britânico Steve Brown. “Eu não penso em nada. Só entro em quadra e dou tudo de mim lá”, emenda o moicano Anthony.

O rúgbi foi uma das modalidades cujos ingressos foram esgotados rapidamente antes da Paralimpíada. Na arena onde as partidas são realizadas, no Parque Olímpico, o público é convidado a entrar no clima das disputas acirradas. O que predomina no sistema de som é o rock pesado. A única música pop é de Michael Jackson: “Bad” (Mau). Poderia ser outra?

Nem tudo é só impacto no esporte. O jogo exige muita habilidade, afinal é preciso usar a cadeira para desviar dos oponentes. Além disso, a velocidade é outra característica. As equipes têm apenas 12 segundos para passar, pelo menos, do meio da quadra. Ao todo, a jogada pode durar, no máximo, 40 segundos. Não há tempo para enrolação.

O Brasil não teve um time em 2012. No entanto, na Rio-2016, como país sede, a vaga está garantida. Oportunidade para homens e mulheres, já que, por incrível que pareça, a modalidade é mista. A britânica Kylie Grimes é uma das duas únicas mulheres em Londres. “Eu sempre digo para eles: podem bater [com a cadeira] o mais forte que puderem. Eu aguento”, responde ela, ao melhor “estilo rúgbi de ser”.

*O jornalista viajou a convite do Comitê Paralímpico Brasileiro

Adaptar-se á mudanças....