sábado, 11 de fevereiro de 2012

Tecnologia é grande aliada dos deficientes físicos e visuais Conheça aparelhos que ajudam na independência dos deficientes.

FABIO TURCISão Paulo
Conversa é para jogar fora. Tempo, não. Por isso, mesmo sentado, é preciso sair do lugar. Há quatro anos, depois de cair de mau jeito em uma cama elástica, o representante comercial Flávio Luiz Domingues ficou tetraplégico. A voz quase sumiu. Só mexe o rosto. Os braços, um pouco. Com uma cadeira de rodas motorizada, isso é mais do que suficiente.
“Dá para curtir família, passear, fazer tudo. Não como antes, mas dá”, compara o representante comercial Flávio Luiz Domingues.
Dá até para exagerar como antes.
“Ela foi me buscar na padaria, não queria voltar”, lembra o representante comercial Flávio Luiz Domingues.
“Não queria voltar, 22h, 23h e ele na padaria. A independência dele melhorou bastante, está mais alegrinho até”, diz a dona de casa Paula Domingues.
Também é só com o rosto que Flávio comanda o computador. A câmera capta os movimentos do nariz como se fossem os do mouse.
“Não aceito até hoje o que aconteceu comigo, mas com essas adaptações, cadeira motorizada, computador, eu comecei a ver que a vida mudou. Estou em outra condição, mas está tudo continuando, vamos embora”, avalia Flávio Luiz Domingues.
Só que não é todo mundo que se adapta às novas tecnologias. O empresário João Pacheco encontrou outro jeito de usar o computador sem as mãos: “Com o nariz. Eu sempre tive um problema de enfiar o nariz no lugar errado e desprogramar todo o meu computador”.
Tetraplégico há 11 anos, o veterinário tem na internet a vitrine do seu negócio. Pela rede, ele vende equipamentos para pessoas com deficiências.
“Tem que ter a tecnologia de ponta, lógico, tem que ter os produtos mais atuais, mais modernos. Tem que ter aquele pneuzinho barato, aquela cadeira de roda popular. Não podemos esquecer que nos países em desenvolvimento, a deficiência está atrelada à pobreza”, comenta empresário João Pacheco.
Para servir a uma pessoa com deficiência, a tecnologia tem que se adaptar a ela, não o contrário. Limitações diferentes demandam projetos diferentes. É nisso que engenheiros trabalham.
A empresa faz adaptações em carros. Os comandos vão sendo aperfeiçoados e cada vez mais gente passa a ter a chance de dirigir.
“O Brasil está iniciando em algumas novas tecnologias, principalmente para essas lesões de comprometimento mais severo. Mas já existem equipamentos que permitem que pessoas com um maior grau de comprometimento iniciar esse processo de condução de um veiculo”, aponta o gerente de novos negócios Renato Baccarelli.
O que existe de mais atual está em um carro. “O carro foi desenvolvido para pessoas que têm deficiências nos quatro membros, aquelas que perderam a função da pinça, não têm função dos dedos, não têm como pegar no volante. Para isso nós desenvolvemos uma empunhadura específica, onde ela encaixa o punho e mesmo sem a pinça, ou seja, a força dos dedos, ela consegue girar. Para acelerar, a pessoa vai abaixar uma alavanca de aceleração do veículo. Para frear é na mesma alavanca”, mostra o diretor técnico Carlos Cavenaghi.
O banco tem um equipamento importado que ajuda o motorista a entrar e a sair.
“Aperta o botão, o banco vai girar para fora e vai ficar mais próximo da cadeira. Da cadeira de rodas, vai se transferir para o banco, vai se ajeitar no banco e vai apertar o outro botão. O próprio banco vai colocá-lo dentro do veículo”, completa o diretor técnico Carlos Cavenaghi.
O preço de todo este conjunto é R$ 23 mil. A estudante Kássia Karolina Silva experimentou: “É toda liberdade que a gente precisa. O deficiente físico é muito limitado para ir de um lugar ao outro e os caminhos são sempre muito limitados. A possibilidade de dirigir e autoguiar é muito importante”.
O próximo projeto já está sendo desenvolvido, e vai depender menos ainda de esforço físico.
“Os controles vão ser ativados por voz e vão ter, por exemplo, comandos para setas, buzinas, limpadores, esguichos. Simplesmente falar uma palavra que a gente vai programar com a voz da própria pessoa”, diz a estudante de engenharia Daniela Diodato.
A voz também é a chave para contornar a deficiência visual. Mas a voz da máquina. Um scanner lê o livro, literalmente.
“Sem um equipamento desses, sem uma ajuda técnica como essa, não tem como ter essa informação, não tem como ler aquele livro”, aponta o construtor de projetos de acessibilidade Naziberto Lopes.
Naziberto, que não enxerga há quase 15 anos, diz que o scanner nem seria necessário se os livros fossem lançados também em CD, em versão digital. Mas a lei que obriga as editoras a fazerem isso ainda depende de regulamentação.
“O livro em formato digital pode ser impresso em braile, pode ser ampliado na tela para uma pessoa que tem baixa visão. O livro acessível é aquele que amplia as possibilidades para as pessoas que até hoje estavam excluídas da leitura”, conclui o construtor de projetos de acessibilidade Naziberto Lopes.
 http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2010/04/tecnologia-e-grande-aliada-dos-deficientes-fisicos-e-visuais.html

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Operários percorrem calçadas vendados e em cadeiras de rodas


Acessibilidade na prática





principal



Quarenta calceteiros (operários responsáveis pela colocação de calçadas) e mestres de obras das empresas que trabalham no Anel Viário percorreram calçadas da cidade usando cadeiras de rodas e bengalas para deficientes visuais. A prática, realizada nesta quarta-feira (8), faz parte de um curso de sensibilização sobre a importância da acessibilidade para pessoas com deficiência.
“Este curso mostra aos trabalhadores das empreiteiras como é importante executar bem o serviço, cujo resultado vai influenciar e facilitar a vida de quem tem dificuldade de locomoção”, disse o secretário municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência, Irajá de Brito Vaz. 

A ideia do curso surgiu após uma inspeção da Prefeitura nos quase 30 quilômetros de calçadas do anel Viário que estão em fase de conclusão. Depois verificar alguns pontos de ajustes, os técnicos das Secretarias Municipais de Obras e dos Direitos das Pessoas com Deficiências montaram o curso. 

“Agora as empresas que fizerem calçadas para Prefeitura terão que fazer este curso para seus operários”, disse o secretário municipal de Obras Públicas, Mario Tookuni.

Curso – O curso teve palestras sobre as características de pessoas com deficiência e suas dificuldades. Depois os operários vivenciaram como é andar e levar uma pessoa na cadeira de rodas. Os participantes tiveram ainda os olhos vendados andaram com uma bengala para cegos, procurando perceber a importância das pistas tácteis para os deficientes.

O encarregado de obras da empresa Obetacem, Elmar Pazinato, disse que o curso ajudou a entender a importância de uma calçada bem feita. “Agora sei o que cobrar na hora de pedir uma calçada de qualidade. Percebi como é importante que as nossas calçadas sejam bem feitas, porque isto vai influenciar na vida dos deficientes”, disse.

Mesma opinião teve o calceteiro Sidnei Santana, da empresa Marc Engenharia. “A gente tinha uma ideia que a calçada era importante. Agora, depois do curso, percebi que meu trabalho ajuda uma pessoa a sair de casa e passear sem tropeçar e se machucar por causa de uma rampa mal feita”, afirmou.
 

Vídeos || Convivendo com as diferenças: Deficientes físicos

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

PENSAMENTO INDÍGENA-


"A minha espada é o amor,O meu escudo é o humor,
O meu espaço é a coerência,
O meu texto é a liberdade.

Perdoem-me,se a minha felicidade é insuportável,
mas não escolhi o bom senso comum.

Prefiro a imaginação dos indios,
que tem embutida a inocência.
É possível que tenhamos que ser apenas humanos.

Sem Amor nada tem sentido,
sem Amor estamos perdidos,
sem Amor corremos de novo o risco de estarmos
caminhando de costas para a luz.

Por esta razão é muito importante
que apenas o Amor
inspire as nossas ações.

Não sou um sábio,
sou apenas um ser apaixonado pela vida."

“Declaro-me vivo!” é um poema escrito pelo índio ”Chamalú” da tribo Quéchua.

"Sem Amor corremos de novo o risco de estarmos
caminhando de costas para a luz."

Sim é com ele cantamos quando logo antes estávamos deprimidos,voltamos a sonhar,somos corajosos a exercer o papel de humanos que somos,corremos riscos, mas ganhamos amigos,felicidade, que para, alguns não são significativas mas ELE tudo sabe e quer que sejamos assim,sem máscaras,sem divisões,sem preconceitos.
Declaro também, estou viva!Amo a vida!E quero participar dela da melhor forma possível deixando o legado de levar a felicidade para aqueles que vivem na minha vida também.
É VOCÊ O QUE TEM DEIXADO PARA SEU LEGADO TAMBÉM?

Tecnologia a serviço dos Portadores de Deficiência (Telefone para surdos...

Tv Transamérica - Primeiro churrasco do ano no Pequeno Cotolengo

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Cão saca dinheiro e faz compras para dona no Reino Unido


FONTES: G1.com


Labrador treinado faz tudo que dona, que sofre de doença rara, não pode.
Ele me devolveu a vida, diz Kate Cross, que passou 18 meses em casa.






A inglesa Kate e seu labrador Bayron em reportagem do Daily Mail (Foto: Reprodução)



Muitos donos se acham sortudos quando seus animais de estimação são convencidos a pegar seus chinelos ou o jornal na porta. Mas o labrador Byron faz estes e outros vários favores para sua “melhor amiga”, Kate Cross, que usa cadeira-de-rodas, todos os dias.

O cão treinado é fundamental para Kate, que sofre da síndrome de Ehlers Danlos. A doença rara faz com que as articulações da professora aposentada sejam tão frágeis que ela pode deslocar o ombro apenas ao abrir uma porta.

Mas Byron nunca está longe de Kate e aprendeu a fazer todas as coisas que ela não consegue no dia-a-dia. É o cão quem pega a roupa lavada, faz a cama, vai às compras e até saca dinheiro do caixa eletrônico para sua dona.

“Ele me deu minha vida de volta. Eu posso viver independentemente e não dependo do meu marido ou outra pessoa fazendo as coisas para mim porque está sempre do meu lado. Não consigo mais imaginar minha vida sem ele”, disse Kate ao “Daily Mail”.
Antes dele, Kate contou ter passado 18 meses sem sair de casa sozinha.

A professora aposentada de 49 anos vive em Hinckley, no Reino Unido e ganhou o cachorro em 2007. Segundo ela, Byron foi treinado na instituição de caridade Canine Partners, baseada em Sussex, que já treinou centenas de cães para ajudar pessoas que realmente precisam de ajuda.

Após meses de intensivo treino na instituição de voluntariado, os pequenos cachorros são apresentados a seus novos companheiros, antes de um treinamento também na nova casa.
Byron, que tem 7 anos, ajuda Kate desde o momento em que ela acorda, servindo de suporte para que ela consiga sair da cama e ir para a cadeira-de-rodas.

Enquanto ela prepara o café da manhã, o labrador abre a geladeira e pega o leite. É também ele que pega sua própria tigela para a primeira refeição, e depois a coloca para lavar.

Byron acompanha Kate ao supermercado, onde pega os produtos localizados nas prateleiras mais baixas da lista de compra. E, para inveja dos outros donos de cães, é ele mesmo quem abre a porta do banheiro para usar, quando precisa.

Escolas incluem tablet na lista de compras




Clipping Educacional - Folha de São Paulo
Em alguns casos, equipamentos portáteis são vendidos junto com livros didáticos virtuais pelo próprio colégio
Órgãos de defesa do consumidor dizem que pais precisam ser avisados sobre item antes da matrícula
Colégios particulares do país passaram a incluir tablets nas suas listas de material escolar. Em alguns casos, esses computadores portáteis com acesso à internet e tela sensível ao toque são vendidos nas próprias escolas.
No colégio Sigma, de Brasília, o tablet é obrigatório: os pais dos 1.200 alunos do 1º ano do ensino médio tiveram de comprar os aparelhos, que podem chegar a R$ 2.000.
Além disso, desembolsaram mais R$ 1.200 em programas que substituem os livros didáticos -no Sigma, a mensalidade ultrapassa R$ 1.000.
Segundo o professor André Fratezzi, do colégio, o material digital "é interativo, tem vídeos, músicas, animação" -a idade da maioria dos estudantes fica entre 14 e 16 anos.
Já o Colégio Cristão de Jundiaí, no interior paulista, vende tablets por R$ 1.000. Até agora, a escola diz que cerca de 40% dos pais compraram.
A escola MV1 Anderson, do Rio, dá a opção aos alunos que quiserem substituir as apostilas de papel pelo material virtual. "O tablet é uma sugestão", diz o coordenador Miguel Bastos. "O material eletrônico tem um custo 30% menor para o aluno", afirma.
Na Dínamis, também carioca, há empréstimo dos aparelhos. "Os tablets são da escola, o aluno usa e devolve ao fim do dia", afirma o coordenador Raphael Barreto.
O colégio São Paulo, de Salvador, comprou iPads, da Apple, e subsidiou metade do valor para os alunos. O preço por pessoa ficou em R$ 825.
DIREITO DO CONSUMIDOR
O colégio Antônio Vieira, também na capital baiana, vende os tablets com apostilas por R$ 1.067. E o material didático só funciona naquele tipo de aparelho. Por causa disso, a escola é alvo do Procon. O colégio diz que tenta solucionar o problema.
Órgãos de direito do consumidor ouvidos pela Folha não são consensuais sobre a legalidade de incluir os tablets no material escolar.
O Procon do Distrito Federal diz que não há problema, desde que os pais sejam avisados antes da matrícula.
O de São Paulo concorda e acrescenta que a escola só pode propor atividades em aula com o tablet se todos tiverem o material, para evitar "diferenciação pedagógica".
Já na Bahia, onde a venda "casada" do aparelho e do material pelo colégio Antônio Vieira está sob questionamentos, o Procon diz que é proibido obrigar os pais a comprar o tablet e que a escola tem de oferecer o material didático de várias maneiras, em apostilas e em meios digitais.
"Não vejo por que a escola obrigar [a compra de um] tablet como material didático", afirma a superintendente do órgão, Cristiana Santos.
A maior parte das escolas diz que a aquisição não é obrigatória e que quem não comprar pode acompanhar as atividades no equipamento dos colegas ou imprimir a lição antes.
Prós e contras do tablet na escola
PRÓS
1 Facilita a interação
Alunos têm acesso a variadas fontes de pesquisa e podem interagir com a produção dos colegas; permite transição fácil entre atividades com e sem tecnologia
2 Ajuda na avaliação
Sistemas permitem que alunos respondam a perguntas e professores tenham acesso a isso na hora
CONTRAS
1 Pode dispersar
Ambientes on-line podem ser usados por alunos para atividades não pedagógicas
2 Escrita é mais difícil
Os tablets não são muito confortáveis para escrever e a participação por escrito é fundamental na aprendizagem
Docente precisa saber dominar tecnologia, dizem especialistas
DE SÃO PAULO
Especialistas em educação e tecnologia afirmam que o fator mais importante para que o uso do tablet seja bem sucedido em sala de aula é a preparação dos professores.
"Todo o trabalho, com tablets, netbook, notebook, sempre vai depender do professor", diz Maria da Graça Moreira da Silva, coordenadora do curso de graduação de Tecnologia e Mídias Digitais da PUC-SP.

Para ela, é possível fazer atividades em sala de aula mesmo que só alguns alunos tenham o aparelho.

O professor Gilberto Lacerda dos Santos, especialista em tecnologia de educação da UnB (Universidade de Brasília), também afirma que os professores precisam estar preparados.
"As vantagens não vêm automaticamente, elas dependem da intervenção do professor. Se você não tem professor formado e com competência para desvendar o aparelho, não há impacto pedagógico possível", diz.
O professor acrescenta que, caso isso não ocorra, não vale a pena tirar do docente um meio que ele já domina (papel, caneta e livros didáticos) e dar um que ele não domina, como o tablet.
INTERATIVO
Se o professor estiver bem preparado, diz, o aparelho pode trazer vantagens por ser interativo, ampliar as possibilidades de pesquisa devido à conexão com a internet e permitir que o aluno produza conteúdo.
Como desvantagem, ele cita o risco de dispersão dos estudantes, principalmente se usarem a internet e as redes sociais na sala de aula.
Os especialistas ressaltam que o tablet é uma tecnologia nova e que ainda é cedo para saber qual será o impacto do uso do aparelho nas escolas.
Agora, ministério promete máquina para professores
DE BRASÍLIA
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou ontem que até 600 mil dos tablets que o governo vai comprar serão destinados a professores -e não para alunos, como era o objetivo inicial do MEC ao lançar a licitação, ainda sob o comando de Fernando Haddad.
Como a Folha revelou na terça, o MEC conclui licitação para comprar até 900 mil tablets a um custo previsto de R$ 330 milhões. Agora, a atual gestão decidiu ficar com dois terços dos equipamentos, deixando 300 mil para Estados e municípios.
No início da semana, o ministério havia informado que a divisão seria na proporção inversa.
O ministro agora diz que há estudos de universidades federais sobre o uso pedagógico da máquina e que os professores serão treinados. Antes, o ministério dizia que uso seria aprendido na prática.
Apesar de estar no cargo há dez dias e de não ter lançado a licitação, Mercadante disse que o programa foi todo formatado na sua gestão e que os equipamentos começarão a ser distribuídos a partir do segundo semestre deste ano.
Pernambuco
Estado vai dar equipamento para 170 mil
PE vai distribuir tablets aos 170 mil alunos do 2º e 3º anos do ensino médio da rede estadual. A licitação, no valor de R$ 170 milhões, foi concluída ontem, e a entrega será feita em março.
Os alunos vão ficar com os aparelhos após a conclusão do ensino médio, o que obriga o Estado a comprar tablets todos os anos.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O buraco no muro

Dê uma mãozinha!





DIA DA ACOLHIDA PARA VOLUNTÁRIOS: se você quer realizar uma ação voluntária, não 

pode perder o Dia da Acolhida no Pequeno Cotolengo. Informações: (41) 3314-1900


FONTES: Pequeno Cotolengo.