terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Turma do Bem e Vez da Voz


Neste Programa Momento Terceiro Setor, da Rádio Trianon, Cláudia Cottes fala sobre a ONG Turma do Bem, do dentista Fábio Bibancos.
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Equivalente textual do programa veiculado em 24/06/2010.Vinheta: Rádio Trianon AM. 740. Coragem, justiça, cidadania. Microfone Aberto, com Marcos Calazans. Momento Terceiro SetorCláudia Cotes: Quando a gente quer mudar o mundo, fazer o bem, basta a gente começar.


Hoje a gente vai falar da ONG Turma do Bem que é do dentista Fábio Bibancos.Ele tem uma rede de mais de 7.500 dentistas espalhados pelo Brasil. Cada dentista adota uma criança carente, selecionada nas escolas públicas. E aí você tem que se cadastrar e tal, para participar. E esse dentista assume todo o tratamento dentário da pessoa, pela vida inteira. Até 21 anos. Esse modelo de projeto social já está sendo copiado em vários países da América Latina e agora foi para Portugal.E uma novidade muito bacana para todos os ouvintes. A Turma do Bem se uniu com a ONG Vez da Voz que luta pela inclusão da pessoa com deficiência e nós vamos fazer vídeos e materiais educativos para ensinar como os dentistas devem tratar as pessoas com deficiência.


Aliás, vamos fazer aqui Calazans.Calazans:


O que você quer fazer?Cláudia Cotes: Eu quero fazer uns áudios, assim, chamar as pessoas com deficiência para que elas ensinem como elas querem ser tratadas.


Vamos fazer isso?Calazans: Fechado na hora!Cláudia Cotes: Então vamos lá. Semana que vem já vai começar. Vamos aprender como o cidadão que todos nós somos. Como a gente vai tratar uma pessoa com síndrome de down, uma pessoa cega, uma pessoa cadeirante, uma pessoa surda.Calazans: Um autista.Cláudia Cotes: exatamente.Calazans:


E como é o nome do dentista?Cláudia Cotes: Fábio Bibancos.Calazans: Dr. Fábio Bibancos.


Parabéns.Cláudia Cotes: Da Turma do Bem.Calazans: Fábio Bibancos da Turma do Bem, parabéns. Esse é um brasileiro com “B” maiúsculo.


Cláudia Cotes: Tem o site. www.turmadobem.org.brCalazans: Site www.turmadobem.org.br se você quiser alguma informação a respeito, até como se cadastrar, como funciona. Entra no site que você vai encontrar todas as informações.Vinheta: Momento Terceiro Setor.


Alpinista com paralisia escala montanha de 900 metros

A paralisia impede o americano Steve Wampler de falar e se mexer normalmente, mas não tira a energia que ele tem de viver.

Não se preocupe tanto assim com o alpinista. Steve Wampler está passando o maior aperto, ainda não tem certeza se vai aguentar a subida de quase um quilômetro, mas já enfrentou momentos muito mais difíceis.

E isso foi antes mesmo de nascer. Sem oxigênio por quase seis minutos, preso no útero da mãe, o bebezinho chegou muito perto da morte até que foi, enfim, resgatado pelas mãos do médico.

Em sua primeira escalada, Steve foi acompanhado de três alpinistas profissionais. Todos sabiam que não seria nada fácil passar seis dias na vertical, principalmente por que, em condições normais, a subida acontece num único dia.

E, apesar de toda a valentia, por duas vezes, o alpinista pensou em desistir. "Fazia mais de 30 graus, ventava, e eu não tinha água. Não tinha nem saliva na minha boca, não suava mais. De repente, esfriou muito e comecei a pensar: ‘Isso não está nada bem’".

A água estava com os companheiros e Steve precisava escalar ainda uns 30 metros pra chegar até eles.

"Eu nunca fiquei desidratado daquele jeito. Então eu não sabia o que esperar e pensava: 'Ok, se eu não melhorar vou ter que chamar o helicóptero'".

Como dá pra perceber, a paralisia cerebral que resultou das complicações do parto limita os movimentos do corpo, mas não afeta em nada a inteligência do alpinista.

E, por favor, jamais tenha pena de Steve. Ele acharia um absurdo. É um dos caras mais divertidos e felizes que você pode conhecer.

A gargalhada foi só a primeira de muitas ao longo da nossa conversa, na casa dele em Coronado, na Califórnia.

O alpinista riu à beça também quando eu disse que o achava completamente louco por aquela aventura. E, ainda sorrindo, respondeu: "Ah, muito obrigado!".

Como você pode perceber, Steve ri também de satisfação: foi o primeiro homem com paralisia cerebral a escalar a El Capitán. A montanha de 910 metros de altura que fica na parte central do Yosemite Park, na Califórnia e que, na opinião dele, é a mais assustadora do mundo.

Desistir não seria nenhuma vergonha. O esforço era astronômico e o alpinista quase perdeu a cabeça.

"Minha adrenalina subiu tanto, eu estava num estado mental diferente, assustado. Eu estava quase tendo alucinações, mas antes disso eu bebi água, descansei e consegui voltar ao normal".

Steve é pedra dura, jamais se deixa vencer. Durante mais de um ano, malhou em média cinco horas por dia, fazendo até 1,8 mil repetições de um único movimento.

No primeiro dia na montanha, subiu quase 200 metros, enfrentando nove horas de escalada. Nos dois dias seguintes, mais de sete horas. E, nesse ritmo, o alpinista avançou grande parte do trajeto.

Até que… "Teve um momento no quarto dia em que eu tive que pedir ajuda. Eu estava pendurado na encosta e precisava subir uns dez a 15 metros pela corda, o que eu demorei quase seis horas pra fazer".

Perto da exaustão, na véspera da data prevista pra chegar ao cume, Steve reduziu a jornada para apenas três horas e descansou numa lona improvisada, encostado na pedra, como quem relaxa no sofá de casa.

O homem que praticamente nasceu numa cadeira de rodas teve mil desculpas para desistir dos desafios e viver se lamentando.

Mas os pais o trataram exatamente igual aos outros irmãos e Steve nunca se sentiu especial. Fez grandes amigos brincando com os meninos do bairro, estudou em escolas públicas convencionais, se formou em engenharia ambiental pela Universidade da Califórnia e, não satisfeito, o engenheiro inquieto decidiu que estava pronto para casar.

"No começo, eu fiquei muito assustada", conta Elizabeth Wampler. "Não sabia o que dizer pra ele, eu sofria por ele, achava que ele sofria, que ele não tinha amigos e não queria vê-lo nunca mais para não ferir os sentimentos dele. Só que eu tinha acabado de me mudar para cá e encontrei com Steve em três festas diferentes. Então me dei conta de que ele era muito inteligente, divertido e carinhoso. Mas nunca pensei em sair com ele até que, numa noite, ele me convidou para jantar, eu aceitei, gostei e ele começou a me mostrar que poderíamos ter uma vida normal".

Normal? Normalíssima! Steve e Elizabeth têm dois filhos, dois cachorros e um gato. Trabalham juntos no escritório que fica nos fundos da casa. Se divertem e passeiam juntos o tempo todo.

Sábado, 11h40, e o Steve, além de muito ocupado, é um pai extremamente dedicado. Ele sai para cumprir uma missão importantíssima, um compromisso inadiável.

Quem veste a camisa 12 é Charlotte, a caçula da família. Toda vez que tem jogo, o pai coruja fica impaciente. E, diante da filha, fez uma reflexão: "Nunca poderia imaginar que um dia eu ia casar e ter filhos. É um sentimento muito forte".

"Você deve estar orgulhoso", eu interfiro. E, ainda com os olhos marejados, ele diz: "Sim, acho que sim".

No sexto e último dia da escalada, o alpinista deu mais uma prova da persistência que o acompanhou ao longo de seus 42 anos: pegou pesado por quase dez horas até finalmente conquistar a maravilhosa montanha.

Quando já estava lá em cima, recebeu uma forcinha dos amigos. Também, quem aguenta com esse equipamento? E enfim admirou a natureza de um lugar onde poucas pessoas tiveram o privilégio de estar.

Chorar era quase uma certeza pra alguém que se entrega tão intensamente às emoções dessa vida.

Mas se a essa altura da vida Steve já era um homem casado, pai de dois filhos, engenheiro formado, bem sucedido, para que então se arriscar numa aventura tão perigosa, quanto a escalada de uma montanha? Ele tem pelo menos 250 respostas para essa pergunta.

São as 250 crianças com deficiência física, que todos os anos fazem aventuras no acampamento Hawkey Lake. Foi por causa delas que, em vez de desistir, Steve botou ainda mais força na subida.

Com a ajuda dos patrocinadores, depois da conquista da montanha, ele conseguiu arrecadar dinheiro para mais alguns anos de trabalho no acampamento. E acabou conquistando algo que jamais planejou.

"O efeito que eu não esperava foi a reação das pessoas. Muitos pais que agora olham pros seus filhos maneira diferente, sabendo que eles podem fazer mais do que imaginaram. Agora elas podem dizer: 'Esse cara anda numa cadeira de rodas e consegue tudo isso, então não há motivo pra você não ir a uma universidade, se casar e ter filhos, trabalhar, comprar uma casa. Acho que isso abre caminho pra muita gente".

Sem dúvida, Steve, foi um feito impressionante.

Chuva!!!


Sorria,chuva também é benção!
Depende como a olhamos.

Limpeza num dia chuva?

Sim!Não lamente a chuva,e nem deixe de ser feliz,fazer outros felizes e ser útil num dia chuvoso.Aproveite para permanecer em casa ,ler e cuidar-se de si mesmo.Elabore planos positivos,descanse,sossegue,acalme seus pesnsamentos.Limpe,arrume gavetas,aproveite para polir instrumentos,máquinas que você não costuma cuidar no devido tempo,dê brilhosnas portas e no mental ,vá também polindo seus pensamentos ,jogando fora velhos conceitos,estigmas,paradgmas,aprimore o seu amor universal.Busque no silêncio ,na música ,nos cantos da sua casa ,do seu inconsciente organizar as suas idéias, redescobrir novos caminhos que o conduzam a novos conceitos, sem estirpar áquelas idéias que dão certo e então o melhor de ti surge.Mas não esqueça anote e procure sair do MENTAL para o REAL.

Sim, se o ser humano fizesse como os antigos filólosofos já diziam, busque a si mesmo ,lá estão respostas .Tire um dia para você ,você merece,é filho de Deus,Pai todo Poderoso que lhe ama e quer que você ame .E tudo isso compartilhado claro !Só poderá UM BEM MAIOR!!

Contamine essa idéia!!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Minuto de Sabedoria




A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina.
Rubens Alves




visite:wwwminutodesabedoria.com.br

MUNDO ACESSIVEL,INCLUSIVO E MELHOR!


POR UM MUNDO MELHOR!
MAIS ACESSIVEL Á TODOS E INCLUSIVO.

Muitos já entenderam essa idéia!



Senhor de si próprio.

Até que enfim férias!!!Dias bons para dormir até mais tarde,preparar um alimento gostoso,visitar quem nós gostamos, apreciar a vida,ler,cantar,dançar,caminhar!!Meu Deus quantas ações que durante o ano não fazemos edeixamos de viver.Esse é o SABOR DA VIDA nas pequenas ações que já vivemos reelaboradas como fossem NOVAS.
Mas também é tempo de REFLEXÕES .Estarei postando alguns textos e deixando que o pensamento tome conta com emoção e razão.
Então, deixa fluir...
O ser humano se apega a algo e passa a acreditar que sua vida não terá razão de ser ,se o objeto de apego vier a lhe faltarPassa a dar mais valor ao objeto do que a própria vida,e assim sucessivamente vai substituindo por outros que passam a ser valiosos,substitíndo-o.
Ser escravo de objetos é perder-se da essência ,busquemos ser SENHOR DE SI PRÓPRIOS,sermos fortes,independentes,autônomos e não mesquinhos amparados em algo no TER .Quando passamos a SER somos grandes e aquilo que praticamos de bem nos FAZ BEM a nós mas o grupo a que nos pertence.
Assim uma idéia de acessibilidade ou idéias criativas e inclusivas pertencem a todos.Não fiquemos pequenos,vivendo mais ou menos , deixemos o individualismo para o coletivismo,sejamos grandes nas pequenas ações construtivas e positivas.
QUER PARTILHAR?ENVIE SUA MENSAGEM REFLEXIVA .
IMAGINOU MILHÕES DE PESSOAS NO MUNDO PENSANDO,IRRADIANDO,ESCREVENDO,MUSICANDO,REZANDO! ENFIM, PENSANDO EM UNÍSSOMO O BEM COMUM?QUE ENERGIA VIBRAREMOS PARA O PLANETA ,ALÉM, DE FAZER UM BEM!

Paraplégico encara os desafios da falta de acessibilidade

Com a ajuda do rapper e cadeirante Billy Saga, o Fantástico mostrou as dificuldades de quem precisa usar uma cadeira de rodas em avião, ônibus e metrô.

Na semana que passou, um acidente no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, deixou em coma um cadeirante de 71 anos. A vítima continua internada, sem apresentar melhoras.

Enquanto o acidente está sendo investigado, o Fantástico faz um teste em todo o Brasil: acompanhamos um jovem paraplégico em viagens de avião, ônibus e metrô. E constatamos: em geral, o transporte público maltrata o cadeirante.

Olhando de longe é um veículo um pouco estranho. Em todo o Brasil, só tem uns dez. É para ser um lugar seguro para transportar pessoas em cadeiras de rodas.

Em um parecido no Aeroporto de Congonhas, um acidente deixou um senhor de 71 anos em coma. O que era para ser um desembarque rotineiro de um voo da Gol, virou uma tragédia.

O passageiro, na cadeira, a mulher dele e a funcionária da companhia, que estava de pé, por causa de uma freada súbita do motorista se estatelaram. A filha dele conta como foi:

“No que a cadeira virou, meu pai foi lançado pra fora da cadeira. A moça voou junto com ele, e ele caiu e bateu com a cabeça no chão e na paredinha do carrinho, na divisória com o motorista”, conta Moira Vasconcellos, filha da vítima.

A coisa deveria funcionar assim: a Infraero tem 121 ônibus espalhados pelos aeroportos do país. Neles, além dos lugares normais, existe um especial para levar passageiros que necessitam utilizar uma cadeira de rodas.

Cinto de segurança, tudo certinho, mas quando chega na pista, para driblar a escada, se utiliza o chamado ambulift, um veículo que tem um elevador que permite ao cadeirante ser levado até a porta do avião.

No do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, tem uma espécie de baia, além do fundamental cinto de segurança. No caso do Aeroporto de Congonhas, a vítima não estava presa ao cinto. E a filha afirma que o ambulift de lá é bem pior.

“Esse que te mostraram é infinitamente mais, eu acho que não posso nem falar que é mais chique, eu acho que tem o mínimo, o outro não. Era uma coisa velha, horrível, parecia que estava encostada já, que não tem manutenção”, conta Moira.

A Infraero, que aluga o veículo para as companhias aéreas, abriu uma sindicância.

“A Infraero faz o transporte, mas acompanhado da companhia aérea. Ela tem todo o treinamento, quando ela posiciona a cadeira de rodas, ela sabe exatamente o que tem que fazer. Isso não exime que nós também façamos, mas essa responsabilidade é da companhia aérea”, afirma João Márcio Jordão, diretor de Operações da Infraero.

A Gol afirma que a responsabilidade pelo transporte do passageiro é da companhia, mas alega que não opera o ambulift e que a funcionária estava apenas acompanhando o passageiro que se acidentou.

Mas será que o símbolo do cadeirante, de fato, reflete um Brasil preparado para atender a quem precisa de usar uma cadeira de rodas? O Fantástico foi investigar.

Deu uma voltinha: Congonhas para Curitiba. De lá para Foz de Iguaçu. De Foz para o Rio de Janeiro. Do Rio para Campinas. Tudo de avião.

Depois, Campinas para São Paulo de ônibus. E por último uma viagem de metrô na capital paulista. Preparados? De cadeira de rodas é bem diferente.

Acompanhamos o rapper Billy Saga, paraplégico, um cadeirante jovem que tem força nos braços. E isso ajuda muito. Já de cara é cada pergunta...

“O senhor não sobe escadas?”, pergunta a funcionária.
“Não”, responde.

Billy quer saber se tem o equipamento que ele conhece bem.

- Quantos ambulift têm?
- Aqui a TAM pra gente tem dois.

A TAM informa que tem cinco ambulifts no Brasil e usa outros, da Infraero, quando necessário. Ainda, segundo a TAM, todos os funcionários são treinados para atender crianças, idosos e pessoas com deficiência.

Billy vai de ônibus até o avião sem problema. A questão é subir, porque nesse dia nenhum ambulift está disponível. Vai ter que ser na mão.

“A pessoa com deficiência vive no improviso, vive carregado, vive no jeitinho”, lamenta Billy.

Enquanto Billy subia, no saguão do aeroporto encontramos a recém-eleita deputada federal Mara Gabrilli. O caso dela é mais grave. Ela precisa da ajuda de uma pessoa o tempo todo para tudo.

Para quem é tetraplégica como ela, ser carregada como Billy, cadeira e tudo, não funciona.

“Eu tenho medo dela, porque eu não mexo os braços, eu não tenho como eu me apoiar, então eu prefiro descer no colo, que também é perigoso” conta a deputada.

Agora Billy chega a Curitiba. O serviço parece mais exclusivo: de van até o terminal. Mas, onde sobra boa vontade, falta bom senso. Dentro da van, não tem cinto de segurança pro cadeirante.

Ainda em curitiba, Billy testa um ponto de ônibus. Aprovado. É tudo adaptado para o cadeirante.

“É bem melhor do que um ônibus que não tenha o piso nivelado. É legal. Curitiba, assim que é”, comemora Billy.

Agora, de volta ao aeroporto, o embarque é pra Foz do Iguaçu. O ideal para o cadeirante é o chamado finger, um corredor que leva diretamente do terminal para o avião. Para baixo, todo santo ajuda. No avião, ficar apertado é pior para um cadeirante.

Billy - Eu preciso ir ao banheiro. Como é que eu faço?
Comissária - Você vai precisar de auxílio, de alguma ajuda.
Billy - Sim. Eu queria saber como é que funciona. Ver se tem um carrinho, uma coisa pra me levar.

Comissária - Tem uma cadeira de rodas.

Tem, mas não adianta. A cadeira nem passa pela porta. A comissária dá uma alternativa:

“O que eu posso fazer é você se sentar na cadeira, eu te trago um recipiente, você senta perto do toalete. O senhor não vai ficar exposto ao público. Vai ficar com a cortina fechada”.

Billy prefere esperar o desembarque. Até porque ele vive exposto: sempre o último da fila, carregado por desconhecidos, o cadeirante tem que se acostumar a essa falta de privacidade.

Ele viaja de Foz para o Rio, e do Rio para Campinas. Lá encontra um equipamento diferente na hora de descer. Mas, no asfalto, a coisa fica pior. Aí mesmo que o símbolo do deficiente não vale nada. Está no parabrisa e não sai daí.

“A plaquinha significa acessibilidade, se ela tem um lugar de acesso pra todos. Só que não é acesso pra todos”.

Por fim, ele vai pra casa de metrô. Tem que empinar a cadeira pra entrar no vagão. E, lá dentro, Billy tem a esperança de que um decreto presidencial de 2004 dê certo.

Segundo o decreto as empresas de ônibus e as companhias de trem e metrô têm até 2014 para estar totalmente acessíveis a cadeirantes.

“Todos infelizmente estão passíveis de um dia estar numa cadeira de rodas. Seja por acidente, seja por uma doença ou seja pela própria passagem do tempo e se tornar idoso e ter a mobilidade reduzida. Então parece que as pessoas continuam com aquela cultura de comigo isso nunca vai acontecer. Você construir um avião que seja acessível, um espaço que seja acessível, isso é mais fácil, mas são as pessoas que gerem esses recursos, e se elas não direcionarem para isso, nunca vai resolver”, lamenta Billy.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010