quarta-feira, 5 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Mãe de brasileiro que venceu Pistorius fala da dificuldade de conseguir próteses no SUS
A mãe do para-atleta brasileiro Alan Fonteles afirma que conseguir próteses pelo SUS (Sistema Único de Saúde) foi uma das maiores dificuldades enfrentadas durante a infância do campeão paraolímpico dos 200 m.
Folha SP
"A primeira prótese que ele teve, aos nove meses, nós tivemos que comprar. As outras, conseguimos pelo SUS", disse Cláudia Fonteles.
"Era muito difícil. Tem dias que não gosto nem de me lembrar. Mas Alan sempre me diz: 'Mãe, o passado é o passado, o importante é agora. Tanto eu ensinei para ele quanto aprendi.'"
Fonteles, que no último domingo venceu o favorito Oscar Pistorius e levou o ouro nos 200 m rasos, correu até os 13 anos de idade com as próteses de madeira que usava para caminhar.
O atleta paraense, de 20 anos, começou a correr aos 8 anos em um projeto de iniciação esportiva ligado ao governo do Pará.
Sua primeira treinadora, Suzete Montalvão, disse que ficou "assustada" e "preocupada" ao ouvir da mãe de Alan o pedido para que treinasse o menino. "Aquilo era novo para mim. Nunca tinha treinado um atleta paraolímpico."
Montalvão, que acompanhou Alan até o fim do ano passado, quando ele se juntou à equipe permanente paraolímpica, diz que foi preciso adaptar os movimentos do atleta às próteses de madeira. Por causa da falta de flexibilidade dos membros, ele tinha que correr com as pernas mais abertas.
"É muito difícil, imagine correr com uma perna de pau. Mas trabalhávamos com o que tínhamos, isso não podia ser um fator de desestímulo para ele. Eu tinha que mostrar que ele podia fazer o melhor para ele com essa condição", disse.
"Muitas vezes ele sangrava na hora do treinamento, mas ele sempre dizia para continuarmos. Me doía o coração, mas era da condição dele mesmo. O atleta olímpico também trabalha em cima da dor."
*'PREOCUPAÇÃO DE MÃE'
A dona de casa Cláudia Fonteles, de 39 anos, foi quem pediu a Suzete Montalvão que treinasse Alan para ser um atleta. No entanto, ela disse que foi convencida a deixá-lo correr.
"Os meninos próximos a ele, amigos e vizinhos, já corriam e ele começou a insistir que queria ir para o atletismo, mas eu não queria deixar. Era preocupação de mãe", disse ela à BBC Brasil.
"Mas o vizinho veio falar comigo e disse que seria bom para ele. Aí nós fomos na escolinha de educação física e ele começou."
Nascido em Marabá, Alan Fonteles teve uma septicemia - infecção geral no organismo - causada por uma infecção intestinal, aos 21 dias de vida. Por causa disso, ele teve as duas pernas amputadas acima do joelho ainda bebê.
Além da fisioterapia diária até os três anos de idade, para aprender a andar, ele também praticou natação durante a infância, por recomendação médica.
"Ele é um menino que não reclama, que 'fica na dele'. Não se queixava de dificuldades", disse a mãe.
"Sempre acreditei nele, nunca tive medo de ele cair ou se machucar."
Segundo Suzete Montalvão, o apoio familiar foi determinante na trajetória do medalhista olímpico. "Um dos maiores problemas que temos para treinar crianças com deficiências é que as famílias não acreditam que eles conseguem fazer as atividades", disse.
"A família do Alan foi diferente. A mãe dele é uma guerreira, o levava para os treinos e sempre o acompanhou."
VONTADE
Fonteles tornou-se um dos nomes mais conhecidos dos Jogos Paraolímpicos de Londres, após uma arrancada na final dos 200m e as críticas do atleta sul-africano, que disse que suas próteses eram "altas demais".
Nesta segunda-feira, Oscar Pistorius pediu desculpas por ter feito os comentários sobre as próteses de Fonteles no final da corrida, mas manteve o questionamento.
O Comitê Paraolímpico, no entanto, voltou a afirmar que o equipamento do brasileiro está dentro dos padrões dos Jogos e que ele é, de fato, o campeão da prova.
"Ele (Oscar Pistorius) quer questionar, é do direito dele, mas o Alan está dentro dos padrões e das regras. Alan cresceu, não é mais o menino de Pequim. Ele é um homem. Por isso as próteses dele têm que acompanhar o crescimento, biomecanicamente. Se os ossos do corpo cresceram, os ossos da perna também tem que ser maiores", afirmou Suzete Montalvão.
"Alan ganhou do Pistorius na raça, na vontade, por causa da técnica dele e do treinamento."
O paraense havia conquistado uma medalha de prata no revezamento 4x100m nas Paraolimpíadas de Pequim 2008, a prata nos 200m e o bronze nos 100m nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara 2011 e o bronze nos 100m no Mundial de Christchurch, em 2011.
"Ele sempre falava que o sonho dele era ir nas Olimpíadas e que ele iria. Desde pequeno", afirmou Cláudia Fonteles.
A disputa da final dos 200m rasos foi assistida pela família de Alan Fonteles em casa, na companhia de amigos, colegas e vizinhos.
"É uma emoção muito grande, não consigo nem explicar", disse a mãe do para-atleta, com a voz embargada, ao telefone.
Depois de conquistar a medalha, Alan falou com a família. "Falei para ele que eu amava muito ele e ele agradeceu por tudo que a gente já passou. Foi isso. Não tem muito mais o que dizer."
Já Suzete Montalvão preferiu assitir a prova decisiva em sua própria casa, "quietinha".
"Na sexta-feira à noite eu conversei muito com ele, fizemos uma retrospectiva da vida dele, das dificuldades pelas quais passamos aqui em Belém. Disse que ele sabia onde queria chegar, agora era só mostrar que veio para ficar."
Folha SP
"A primeira prótese que ele teve, aos nove meses, nós tivemos que comprar. As outras, conseguimos pelo SUS", disse Cláudia Fonteles.
"Era muito difícil. Tem dias que não gosto nem de me lembrar. Mas Alan sempre me diz: 'Mãe, o passado é o passado, o importante é agora. Tanto eu ensinei para ele quanto aprendi.'"
Fonteles, que no último domingo venceu o favorito Oscar Pistorius e levou o ouro nos 200 m rasos, correu até os 13 anos de idade com as próteses de madeira que usava para caminhar.
Julian Stratenschulte - 2.set.12/Efe | ||
| O brasileiro Alan Fonteles (à esq.) ultrapassa o sul-africano Oscar Pistorius nos metros finais dos 200 m |
Sua primeira treinadora, Suzete Montalvão, disse que ficou "assustada" e "preocupada" ao ouvir da mãe de Alan o pedido para que treinasse o menino. "Aquilo era novo para mim. Nunca tinha treinado um atleta paraolímpico."
Montalvão, que acompanhou Alan até o fim do ano passado, quando ele se juntou à equipe permanente paraolímpica, diz que foi preciso adaptar os movimentos do atleta às próteses de madeira. Por causa da falta de flexibilidade dos membros, ele tinha que correr com as pernas mais abertas.
"É muito difícil, imagine correr com uma perna de pau. Mas trabalhávamos com o que tínhamos, isso não podia ser um fator de desestímulo para ele. Eu tinha que mostrar que ele podia fazer o melhor para ele com essa condição", disse.
"Muitas vezes ele sangrava na hora do treinamento, mas ele sempre dizia para continuarmos. Me doía o coração, mas era da condição dele mesmo. O atleta olímpico também trabalha em cima da dor."
Stefan Wermuth/Reuters | ||
| O brasileiro Alan Fonteles (à dir.) posa com a medalha de ouro ao lado do sul-africano Oscar Pistorius, prata |
A dona de casa Cláudia Fonteles, de 39 anos, foi quem pediu a Suzete Montalvão que treinasse Alan para ser um atleta. No entanto, ela disse que foi convencida a deixá-lo correr.
"Os meninos próximos a ele, amigos e vizinhos, já corriam e ele começou a insistir que queria ir para o atletismo, mas eu não queria deixar. Era preocupação de mãe", disse ela à BBC Brasil.
"Mas o vizinho veio falar comigo e disse que seria bom para ele. Aí nós fomos na escolinha de educação física e ele começou."
Nascido em Marabá, Alan Fonteles teve uma septicemia - infecção geral no organismo - causada por uma infecção intestinal, aos 21 dias de vida. Por causa disso, ele teve as duas pernas amputadas acima do joelho ainda bebê.
Além da fisioterapia diária até os três anos de idade, para aprender a andar, ele também praticou natação durante a infância, por recomendação médica.
"Ele é um menino que não reclama, que 'fica na dele'. Não se queixava de dificuldades", disse a mãe.
"Sempre acreditei nele, nunca tive medo de ele cair ou se machucar."
Segundo Suzete Montalvão, o apoio familiar foi determinante na trajetória do medalhista olímpico. "Um dos maiores problemas que temos para treinar crianças com deficiências é que as famílias não acreditam que eles conseguem fazer as atividades", disse.
"A família do Alan foi diferente. A mãe dele é uma guerreira, o levava para os treinos e sempre o acompanhou."
VONTADE
Fonteles tornou-se um dos nomes mais conhecidos dos Jogos Paraolímpicos de Londres, após uma arrancada na final dos 200m e as críticas do atleta sul-africano, que disse que suas próteses eram "altas demais".
Nesta segunda-feira, Oscar Pistorius pediu desculpas por ter feito os comentários sobre as próteses de Fonteles no final da corrida, mas manteve o questionamento.
O Comitê Paraolímpico, no entanto, voltou a afirmar que o equipamento do brasileiro está dentro dos padrões dos Jogos e que ele é, de fato, o campeão da prova.
"Ele (Oscar Pistorius) quer questionar, é do direito dele, mas o Alan está dentro dos padrões e das regras. Alan cresceu, não é mais o menino de Pequim. Ele é um homem. Por isso as próteses dele têm que acompanhar o crescimento, biomecanicamente. Se os ossos do corpo cresceram, os ossos da perna também tem que ser maiores", afirmou Suzete Montalvão.
"Alan ganhou do Pistorius na raça, na vontade, por causa da técnica dele e do treinamento."
O paraense havia conquistado uma medalha de prata no revezamento 4x100m nas Paraolimpíadas de Pequim 2008, a prata nos 200m e o bronze nos 100m nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara 2011 e o bronze nos 100m no Mundial de Christchurch, em 2011.
"Ele sempre falava que o sonho dele era ir nas Olimpíadas e que ele iria. Desde pequeno", afirmou Cláudia Fonteles.
A disputa da final dos 200m rasos foi assistida pela família de Alan Fonteles em casa, na companhia de amigos, colegas e vizinhos.
"É uma emoção muito grande, não consigo nem explicar", disse a mãe do para-atleta, com a voz embargada, ao telefone.
Depois de conquistar a medalha, Alan falou com a família. "Falei para ele que eu amava muito ele e ele agradeceu por tudo que a gente já passou. Foi isso. Não tem muito mais o que dizer."
Já Suzete Montalvão preferiu assitir a prova decisiva em sua própria casa, "quietinha".
"Na sexta-feira à noite eu conversei muito com ele, fizemos uma retrospectiva da vida dele, das dificuldades pelas quais passamos aqui em Belém. Disse que ele sabia onde queria chegar, agora era só mostrar que veio para ficar."
Estreante ‘bate na trave’ no salto em altura
Com a perna amputada aos 15 anos, paranaense é quinto colocado
uma década depois, em sua primeira competição internacional
Londres - O paranaense Flávio Reitz relutou, mas quando se rendeu ao salto em altura paralímpico mostrou ser o melhor do país na classe F42. Nessa segunda-feira (3), ele participou da final da modalidade e terminou em quinto lugar nos Jogos de Londres, nesta que foi a estreia dele em competições internacionais.
Olho na medalha
A halterofilista Márcia Menezes, de Londrina, disputa hoje sua prova na Paralimpíada de Londres e terá de se acostumar com um ambiente diferente. Assim como quase todas as sedes olímpicas, o ginásio da modalidade na Arena Excel tem ficado lotado durante os dias de competição, o que não é usual nas disputas do esporte. “No último Parapan, em Guadalajara [México], tinha pouco público. É algo surpreendente, estou encantada. Nunca vi tanta gente para nos ver competir”, conta. Serão os primeiros Jogos da atleta de 44 anos, que disputa a categoria até 82,5 kg. Com paralisia na perna direita, Márcia já buscou, sem sucesso, a vaga paralímpica na natação e no arremesso de peso. Foi no halterofilismo, que começou a praticar há quatro anos, que alcançou o objetivo. “Eu tenho recorde brasileiro, estou em terceira no ranking mundial e minha meta aqui é brigar por pódio”, diz.- Saiba mais
- Pistorius pede desculpas a brasileiro
domingo, 2 de setembro de 2012
Quem foi Shrek?
Shrek vivia na França e foi conhecido como Maurice Tillet. Nasceu em 1903, era um homem muito inteligente, que falava 14 idiomas, além de ser um exímio poeta e ator.Quando chegou à juventude, Maurice começou a desenvolver uma doença rara, chamada acromegalia. Esta doença causa um crescimento exagerado e incontrolável de partes do corpo. Em pouco tempo, todo o seu corpo se desfigurou de uma maneira
muito peculiar. Na verdade, esta “transformação” afetou profundamente os aspectos psicológicos da personalidade de Tillet, que sofreu os horrores de começar a transformar-se de uma maneira grotesca, apesar de por dentro continuar a ser um gentleman super inteligente. A sua forma gerava tanto preconceito que Tillet começou a ser expulso dos lugares que freqüentava e onde antes era bem recebido. Não podendo lutar contra a doença, Maurice começou a adaptar-se a ela, adquirindo um rol de comportamentos mais adequados à sua grotesca aparência. Tillet tirou proveito das suas aptidões como ator. Foi para os EUA e tornou-se um profissional da Luta livre tendo adoptado o nome (e comportamento teatral) do “Assutador ogro do ringue”, cuja personagem (chamada “o anjo francês do ringue”) adquiriu fama imediata nas platéias. Com o avançar da doença, Tillet acabou por se tornar um recluso, embora ainda tivesse alguns amigos. Um deles foi o empresário Patrick Kelly, que visitava Tillet para jogarem partidas de xadrez. No ano de 1954, aos 51 anos, Tillet morre de problemas cardíacos. Um de seus poucos amigos, Bobby Managain, um antigo campeão da luta livre, estava a seu lado no dia em que ele se foi. Antes que Tillet morresse, Bobby pediu-lhe se poderia fazer um lifecast (uma máscara mortuária, uma prática comum até o século XIX e que com o tempo saiu de moda, mantendo-se hoje apenas no campo dos efeitos especiais), Tillet concordou e assim, após a sua morte, Bobby fez três cópias da cabeça de Tillet em gesso. Uma delas foi parar ao Museu Barbell de York. Outra das máscaras ficou no escritório de Patrick Kelly e a última foi oferecida por ele para o Museu Internacional da Luta Livre, em Iowa. Posteriormente, uma das máscaras foi duplicada e foi parar ao Museu Internacional da ciência cirúrgica em Chicago. Uma outra réplica da máscara mortuária de Maurice Tillet foi parar no Hall of Fame do York Barbell Building. A réplica de Tillet serviu para mostrar os primórdios das formas da luta livre moderna e do alterofilismo. Foi esta réplica que serviu de modelo para a construção de Shrek. O corpo de Shrek, bem como sua cabeça, foram criados tomando como referência as formas de Tillet.
sábado, 1 de setembro de 2012
Soldado que teve o braço amputado no Iraque leva 2ª prata
Ex-soldado, o britânico Jon-Allan Butterworth, que perdeu o braço esquerdo durante a guerra do Iraque, em 2007, garantiu, neste sábado, sua segunda medalha de prata no ciclismo nos Jogos Paraolímpicos de Londres-2012.
Ainda como técnico de armas do Exército Real Britânico, Butterworth foi vítima de um ataque à base militar em Basra, no sul do Iraque, quando estilhaços de um foguete dilaceraram seu braço.
"Comecei a rolar pelo chão, mas quando percebi, meu braço havia sido atingido e eu sangrava muito. Não senti o impacto, só me dei conta com o sangue", relembrou o ex-soldado.
Encaminhado para o Battling Back, parceria entre o Ministério da Defesa e o Comitê Paralímpico da Grã-Bretanha, Butterworth passou a se dedicar ao ciclismo. Com uma prótese no braço amputado, o para-atleta conseguiu o apoio necessário para se equilibrar.
Essa é a primeira vez que o britânico compete numa Paraolimpíada. Em Londres, está inscrito em cinco provas e já conquistou duas medalhas de prata: a primeira na sexta-feira, no contrarrelógio de pista indivudual, e a segunda neste sábado, na perseguição individual de pista, classe C5 (deficiência física de leve a moderada), em que acabou derrotado pelo australiano Michael Gallagher.
Os brasileiros João Schwindt (sexto) e Soelito Gohr (11º), que também participaram da prova, ficaram fora da briga por medalhas e voltam aos pedais no próximo dia 5, no contrarrelógio individual na estrada.
FOLHA
Ainda como técnico de armas do Exército Real Britânico, Butterworth foi vítima de um ataque à base militar em Basra, no sul do Iraque, quando estilhaços de um foguete dilaceraram seu braço.
"Comecei a rolar pelo chão, mas quando percebi, meu braço havia sido atingido e eu sangrava muito. Não senti o impacto, só me dei conta com o sangue", relembrou o ex-soldado.
Encaminhado para o Battling Back, parceria entre o Ministério da Defesa e o Comitê Paralímpico da Grã-Bretanha, Butterworth passou a se dedicar ao ciclismo. Com uma prótese no braço amputado, o para-atleta conseguiu o apoio necessário para se equilibrar.
| Glyn Kirk/France Presse | ||
| O britânico Jon-Allan Butterworth comemora medalha de prata no contrarrelógio do ciclismo de pista |
Os brasileiros João Schwindt (sexto) e Soelito Gohr (11º), que também participaram da prova, ficaram fora da briga por medalhas e voltam aos pedais no próximo dia 5, no contrarrelógio individual na estrada.
FOLHA
Brasil vence donos da casa na estreia do Futebol de 7
Tinha tudo para ser um jogo duríssimo. Enfrentar os anfitriões, numa arena lotada e logo na estreia de um evento da magnitude da Paralimpíada poderia trazer muitas dificuldades para a seleção brasileira de futebol de 7. Porém, com maturidade e categoria, Jan Francisco, Wanderson e companhia liquidaram a fatura ainda no primeiro tempo. E o placar de 3 a 0 – gols de Ronaldo, Wanderson e Yurig – acabou atraindo para os visitantes os aplausos da torcida britânica. Na segunda-feira (3), às 5h (horário de Brasília), a seleção enfrenta os EUA.
Com atuação de gala no primeiro tempo, em que a seleção dominou a posse de bola e basicamente encurralou os britânicos em seu campo de defesa, foi preciso apenas administrar o resultado, até porque o adversário passou a maior parte do jogo tentando, quase sempre em vão, puxar contra-ataques. Depois do show pré-intervalo, foi só fazer a bola rolar na segunda etapa e garantir o primeiro triunfo verde-amarelo no torneio.
“O treinador nos disse que quem iria sentir a pressão da torcida seria a equipe britânica, pois não entendemos inglês e não saberíamos o que eles estariam gritando. Acabou que foi verdade e em determinados momentos do jogo a torcida estava nos aplaudindo e vaiando algumas entradas desleais deles”, disse o camisa 8 Yurig, que marcou um golaço em cobrança de falta.
O próximo adversário entrará em campo desmoralizado por uma péssima estreia: os americanos sofreram uma goleada de 9 a 0 para a Ucrânia, atual campeã olímpica e presença praticamente certa no pódio em Londres – os europeus serão o terceiro adversário do Brasil, na quarta-feira (5).
CPB
Com atuação de gala no primeiro tempo, em que a seleção dominou a posse de bola e basicamente encurralou os britânicos em seu campo de defesa, foi preciso apenas administrar o resultado, até porque o adversário passou a maior parte do jogo tentando, quase sempre em vão, puxar contra-ataques. Depois do show pré-intervalo, foi só fazer a bola rolar na segunda etapa e garantir o primeiro triunfo verde-amarelo no torneio.
“O treinador nos disse que quem iria sentir a pressão da torcida seria a equipe britânica, pois não entendemos inglês e não saberíamos o que eles estariam gritando. Acabou que foi verdade e em determinados momentos do jogo a torcida estava nos aplaudindo e vaiando algumas entradas desleais deles”, disse o camisa 8 Yurig, que marcou um golaço em cobrança de falta.
O próximo adversário entrará em campo desmoralizado por uma péssima estreia: os americanos sofreram uma goleada de 9 a 0 para a Ucrânia, atual campeã olímpica e presença praticamente certa no pódio em Londres – os europeus serão o terceiro adversário do Brasil, na quarta-feira (5).
CPB
Daniel Dias conquista o segundo ouro com folga
GAZETA DO POVO
Na final dos 200 m livre, categoria S5, o nadador brasileiro chegou pouco mais de 15 segundos à frente do segundo colocado

Londres - O nadador brasileiro
Daniel Dias disputou sua segunda prova e ganhou o segundo ouro
neste sábado (1.º), na Paralimpíada de Londres. Na final dos
200 m livre, classe S5, ele mostrou ampla superioridade, bateu
o recorde paralímpico e chegou pouco mais de 15 segundos à frente do segundo
colocado.
Enquanto Dias terminou a prova em 2min27s83, o espanhol Sebastian Rodriguez marcou 2min43s11. O bronze ficou com o norte-americano Roy Perkins. O pódio é exatamente o mesmo da prova dos 50 m.
André Brasil foi outro atleta do país que conseguiu a
segunda medalha de ouro individual. Após vencer na sexta (31) os 50 m livre,
categoria S10, desta vez ele foi o melhor nos 100 metros borboleta.
“Estou me sentindo melhor do que na sexta. Ontem, apesar de vencer, fiquei chateado porque não fiz o tempo que estava esperando. Mas eu levantei hoje [sábado] pensando em um novo dia e com motivação para nadar melhor”, disse Brasil após a vitória.
Na final dos 200 m livre, categoria S5, o nadador brasileiro chegou pouco mais de 15 segundos à frente do segundo colocado
Enquanto Dias terminou a prova em 2min27s83, o espanhol Sebastian Rodriguez marcou 2min43s11. O bronze ficou com o norte-americano Roy Perkins. O pódio é exatamente o mesmo da prova dos 50 m.
Igualaram
Daniel Dias e André Brasil chegaram a seis medalhas de ouro em Paralimpíadas com as vitórias conquistadas neste sábado. Desta forma, os dois se igualam a Clodoaldo Silva, também da natação, e Luiz Cláudio Pereira, ex-competidor do atletismo, como os recordistas brasileiros nos Jogos. No domingo, a dupla estará junta no revezamento 4x100 m e pode superar a marca.“Estou me sentindo melhor do que na sexta. Ontem, apesar de vencer, fiquei chateado porque não fiz o tempo que estava esperando. Mas eu levantei hoje [sábado] pensando em um novo dia e com motivação para nadar melhor”, disse Brasil após a vitória.
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