sábado, 28 de janeiro de 2012

O padrão Steve Jobs é predador


Por que milhões de pessoas estão descar­tando aparelhos novos, diminuindo o tem­po de vida dos produtos e adquirindo mo­de­los novos com pequenas melhorias?
Vou nadar contra a correnteza. Afirmo que o modelo de consumo imposto por Steve Jobs é predador e prejudicial ao futuro da humanidade. A morte de Steve elevou-o à condição de mito e chegaram a compará-lo a Leonardo da Vinci. Ele era um gênio da engenharia, disso não discordo. Mas penso que sua obsessão quase louca por lançar um produto e, alguns meses depois, relançá-lo com melhorias marginais, e seu êxito em conseguir convencer multidões a substituí-lo compulsivamente em período curto contribuíram para a exploração irracional e destrutiva dos recursos ambientais.
Debati esse assunto em uma mesa-redonda na qual o palestrante louvava Steve Jobs como um ser quase extraterrestre, um deus que estaria propiciando aos humanos um patamar superior de vida na Terra. Jobs ofereceu coisas novas e boas, sem dúvida; mas também contribuiu para o consumismo predador.
Antes, é preciso esclarecer um ponto: há inovações que são caracterizadas como “saltos tecnológicos”, enquanto outras, não. A evolução da abreugrafia (o raio X) para a ressonância magnética; da máquina de escrever para o computador; do telefone fixo para o celular; da carta para o e-mail, a invenção da internet... todos esses são exemplos de saltos tecnológicos geniais e extremamente úteis à humanidade. Mas sair de um iPad 1 para um iPad 2 não é salto tecnológico algum, são apenas melhorias marginais na mesma tecnologia e no mesmo produto.
Fiz, ao palestrante, a seguinte pergunta: “Diga-me em que a humanidade se torna superior por adquirir um iPhone e, antes de dominar e usar 20% de seus recursos técnicos, substituir pelo modelo 2, comprar o modelo 3 em mais seis meses... o modelo 4... o modelo 5...?”. Na realidade, afirmei, nada há de superior nisso, e o descarte de produtos praticamente novos está causando destruição de recursos naturais, aumentando o lixo mundial e colocando a humanidade em um beco capaz de comprometer a vida de nossos filhos e das gerações seguintes.
Há pessoas que compraram o iPad 1, exploraram uns 5% de sua capacidade, jamais leram um único livro em seu leitor eletrônico e, eufóricos, compraram o iPad 2 apenas meio ano depois. E irão comprar o iPad 3, o iPad 4 e quanto mais houver. E precisam disso? Não. Não precisam e não usam 80% do equipamento. Por que milhões de pessoas estão descartando aparelhos praticamente novos, diminuindo o tempo médio de vida dos produtos, e adquirindo modelos novos do mesmo, praticamente iguais, com pequenas melhorias marginais? É apenas fruto de desejo, ansiedade, consumismo e exibicionismo, vícios que são antigos. Na obra Satiricon, escrita por Petrônio na época do Império Romano, o milionário diz: “Só me interessam os bens que despertam no povo a inveja de mim por possuí-los”. Karl Marx voltaria ao assunto, para dizer que “o fetiche da mercadoria vai transformar todas as relações sociais em mercadoria”.
A indústria programa desgastes artificiais dos: produtos e provoca sua obsolescência em períodos curtos, como forma de obrigar os mesmos consumidores a uma reposição mais rápida. Ao constatar que a troca de uma peça simples de seu aspirador de pó custava quase o mesmo preço de um aspirador novo, a professora italiana Giovanna Micconi, doutorando em Harvard, afirmou que “algo de muito errado está acontecendo com nossa sociedade”.
O caso do aspirador de pó é uma situação que deixa o consumidor meio sem alternativa. Porém, as versões novas de telefones, televisores, carros, computadores, tablets e até de roupas nos levam a entrar na onda de trocar o tempo todo apenas pela angústia de comprar. E há um sério agravante: grande parte dos consumidores está comprando tudo isso não com renda, mas com dívidas.
O economista Eduardo Gianetti deu entrevista indignado com a incapacidade da economia de mercado (da qual ele e eu somos fãs) em levar em conta o custo ambiental de nossas escolhas de produção e consumo. Ele fala da “corrida armamentista do consumo”, que, com mais bilhões de chineses e indianos ingressando no mercado consumidor, vai explodir os recursos do planeta. A Terra não vai aguentar.
O abacaxi está posto para a humanidade e esse padrão de consumo, do qual Steve Jobs é um símbolo, não é sustentável. A genialidade e as inovações são úteis; o consumismo que elas estão moldando é trágico.
José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.
FONTE: GAZETA DO POVO 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Carruagem ganha versão elétrica em conceito futurista


G1.COM

O designer turco Utkan Kiziltug lançou um conceito de carruagem elétrica futurista que incorpora detalhes do meio de transporte que lembram o século XIX. Trata-se da Fayton, um veículo inspirado em histórias infantis de contos de fadas e da realeza.
faytonCarruagem moderna (Foto: Divulgação)
Apesar de um conceito antigo, o design do Fayton é bastante moderno. A carruagem tem um corpo transparente e um teto de vidro de largas dimensões, capaz de possibilitar uma visão externa em ângulo de 360º. Quando aberto para ventilação, o teto dá ao “carro” um visual de crina de cavalo eriçada.
faytonFayton (Foto: Divulgação)
No lugar dos cavalos, um motor elétrico é o responsável por movimentar a carruagem. As rodas, por sua vez, mantêm o estilo das carroças, sendo as duas traseiras maiores do que as duas dianteiras. Além disso, o condutor tem assento exclusivo.

A carruagem de Utkan Kiziltug, por ser só um conceito, não tem previsão de lançamento, tampouco sugestão de preço.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Brasil sem Virus














Fontes: G1

Com o apoio do TechTudo e do CDI (Comitê para Democratização da Informática), o Movimento Brasil sem Vírus irá promover uma vacinação em massa. Além de vacinar o maior número de computadores contra ataques de vírus, hackers e programas espiões, ele irá alertar a população sobre navegação segura na internet.
A rede é uma importante ferramenta de transformação social e está cada vez mais presente em todos os lugares. Porém, ela tem um inimigo. Atualmente, 80% dos adultos brasileiros já foram vítimas de crimes na internet. Já são 220 mil vírus circulando no país! E, a cada 39 segundos, um hacker ataca um computador. Resumindo: qualquer um pode fazer parte dessa estatística, mesmo sem saber.
Aqueles que já têm antivírus também poderão participar: basta escolher a opção “Seja um voluntário” e espalhar o movimento para seus amigos e familiares. “Quanto mais gente se engajar, mais rápido a vacina chega aos usuários desprotegidos e mais rápido começamos a inverter o jogo”, convoca Nick Ellis, voluntário do Brasil sem Vírus e editor-chefe do TechTudo.

CDI

O CDI (Comitê para Democratização da Informática) é uma organização não governamental global, com sede no Brasil, que tem a missão de transformar vidas e fortalecer comunidades de baixa renda através do uso das tecnologias da informação e comunicação (TICs).
Pioneiro da inclusão digital na América Latina, o CDI usa a tecnologia para estimular o empreendedorismo e a cidadania, por meio de seus 821 CDIs Comunidade existentes no Brasil e no mundo. Em 16 anos, esse trabalho já impactou mais de 1, 368 milhão de vidas.
Atualmente, a ONG está presente em 13 países: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Equador, Inglaterra, Jordânia, Madri, México, Peru, Uruguai, Venezuela e Estados Unidos, onde funciona um escritório de captação de recursos, network e divulgação do trabalho social promovido pelo CDI.
“A inclusão digital é fundamental para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, mas tem de estar vinculada à conscientização dos usuários sobre segurança digital e é esse processo que vamos apoiar com o Brasil sem Vírus”, diz Rodrigo Baggio, porta-voz do movimento e fundador do CDI.
Ele destaca que, como uma ONG referência na área de inclusão digital, o CDI tem o papel de ajudar no processo de conscientização de como utilizar a tecnologia de forma segura e responsável. “Se hoje os números são assustadores, imagine em quatro anos, quando 70% dos brasileiros deverão ter acesso à internet?”, alerta.

Equoterapia ANDE

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Amigo Sincero - Renato Teixeira e Sergio Reis

Gestação de quadrigêmeos era farsa, diz advogado de 'supergrávida'

Mulher que dizia estar grávida de quadrigêmeos em Taubaté (Foto: Rogério Marques/O Vale/AE)
DO G1
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O advogado Enilson de Castro, que representa a mulher que disse estar grávida de quadrigêmeos em Taubaté, no interior de São Paulo, admitiu durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (20) que a gestação era falsa. Ele não esclareceu, porém, o que levou Maria Verônica Vieira a mentir sobre a gravidez. "A gente ainda não pode responder essa pergunta", disse. O advogado afirmou apenas que ela tem problemas psicológicos. A professora afirmou a ele que está "destroçada" com a situação.
A história da gravidez de quadrigêmeos surgiu no início do ano e foi noticiada pelo G1. Na ocasião, a mulher disse em entrevistas que as quatro crianças eram meninas e teriam como primeiro nome Maria. Depois da divulgação da "supergravidez", um médico que atendeu a mulher no segundo semestre do ano passado afirmou que, na ocasião, ela não estava grávida. A polícia começou a investigar o caso. Havia rumores também de que o casal tinha apresentado a ultrassonografia de outra grávida.
O advogado assumiu a defesa de Maria Verônica na madrugada desta sexta-feira, por volta das 4h. Enilson de Castro disse acreditar que o marido dela não sabia da farsa e que outros familiares também não. Segundo o advogado, todos "estão muito abalados com o caso". Ele admitiu que a cliente usava "uma barriga de silicone" com enchimentos. O advogado disse que a mulher, inclusive, se prontificou a doar os presentes que ganhou.

Médico
O defensor disse que a mulher não desmentiu a gravidez antes por causa da grande repercussão que o caso tomou. A probabilidade de uma gravidez espontânea de quadrigêmeos é de 1 para 512 mil. O advogado que antes cuidava do caso, Marcos Leite, agora é contratado apenas do marido.
O obstetra Wilson Vieira de Souza disse que Maria Verônica Vieira realizou um exame de ultrassom que não atestou a gravidez. “Ela veio ao meu consultório em junho, dizendo que estava grávida. Eu pedi o exame de ultrassom e ela só me trouxe no dia 30 de agosto. Também pedi exame de gravidez, mas ela não trouxe. Naquele dia, ela não estava grávida”, afirma. De acordo com Vieira, ela voltou ao consultório no dia 21 de outubro, com novos exames. “Falei que não tinha dado gravidez. Aí, quando chegou janeiro, vi as reportagens e achei que a conhecia”, conta.
O delegado seccional de Taubaté, Ivahir Freitas Garcia Filho, disse que vai dar sequência ao inquérito que apura o caso. Ele pretende ouvi-la nos próximos dias. O delegado afirmou na quarta que “a polícia instaurou o inquérito para ver se o comportamento dela tem algum cunho que infrinja a legislação penal brasileira". Um dos objetivos da investigação é atestar se a mulher obteve algum tipo de vantagem econômica com a falsa gravidez.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Italianos criam scooter de três rodas para cadeirantes


Triciclo tem plataforma para acomodar cadeira de rodas.Veículo utiliza como base o Honda SH 12

G1
A oficina italiana Hyper Division acaba de criar um produto destinado a deficientes físicos que perderam a mobilidade dos membros inferiores ou foram amputados. Utilizando como base o scooter Honda SH 125i, a empresa desenvolveu o HDX3-125i destinado a cadeirantes. Para obter este resultado, os italianos transformaram o scooter em triciclo e desenvolveram uma plataforma na qual a cadeira de rodas pode ser acomodada e travada, possibilitando ao deficiente conduzir o veículo apenas com as mãos.
Cadeira de rodas fica fixada na plataforma (Foto: Divulgação)Cadeira de rodas fica fixada na plataforma (Foto: Divulgação)
Para subir na rampa, o usuário faz uso de um controle remoto e sistema elétrico, garantindo total independência ao cadeirante. Equipado com transmissão automática, o acelerador do HDX3 fica no punho direito, enquanto o freio dianteiro está no manete direito e o traseiro no esquerdo, exatamente como em um scooter tradicional. Sua velocidade máxima é de 80 km/h e o peso a seco de 136 kg, segundo a fabricante.
Scooter tem plataforma para a cadeira de rodas (Foto: Divulgação)Scooter tem plataforma para a cadeira de rodas (Foto: Divulgação)
O HDX3 possui motor de 1 cilindro, 4 tempos, com refrigeração líquida e injeção eletrônica, que possibilita alcançar potência máxima de 10,1 cv a 9.000 rpm e 1,17 mkgf a 7.000 rpm. Para garantir a mobilidade, a empresa instalou marcha ré elétrica na HDX3. Ainda existe a opção de equipar o modelo com motor menor de 50 cm³. O preço dos produtos não foi divulgado pela empresa.
Para subir no scooter, usuário utiliza controle remoto que controla a plataforma (Foto: Divulgação)Para subir no scooter, usuário utiliza controle remoto que controla a plataforma (Foto: Divulgação)

Campanha incentiva cidadão a fiscalizar uso de vagas de deficiente


Redação
Ouça a entrevista com Mirella Prosdócimo, cadeirante, lidera a campanha “Essa vaga não é sua nem por um minuto”.