quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Walter Domingos




Walter Domingos é escritor, com vários livros publicados. Mineiro de nascimento, paranaense por adoção recíproca, mora em Mandaguari.
Sócio fundador do Elos Clube de Mandaguari, da Academia de Letras, Artes e Ciências Centro Norte do Paraná e do Instituto Araucária de Qualidade Ambiental, do qual é presidente.

Poema realizado pelo escritor em homenagem a Zélia ARNS

A ESTRELA MUSA

A maioria das pessoas busca o estrelato,
E sem auto-conhecimento nem sabe o que faz aqui,
Caminha escondendo-se do anonimato,
Buscando um brilho ora cá, ora acolá e ora ali.

Outras são sábias no que fazer da vida,
Não se preocupam com o verbo brilhar,
Tendo certeza de forma ampla... expandida,
Que o valor de existir consiste em amar.

E quando procuram explicação fundamentada,
Para a prática do mais belo sentimento,
Encantam-se e empreendem uma viagem alada,
Na qual nunca encontram dor nem sofrimento.

São os exemplos dos que sabem o sentido de doar,
Que se estendem pela história da humanidade,
Praticando o inverso do verbo tradicional “trocar,”
E sua matéria-prima tem o nome de dignidade.

Não combina com o convencional verbo “orgulhar,”
Pois servir aos semelhantes é ato de bondade,
Sem nenhum fundamento lógico de se vangloriar,
Que vive atrelado com a mesquinha vaidade.

Dona Zilda que suavemente acaba de nos deixar,
É o mais belo exemplo de humano discernimento,
Capaz de nossa esperança fortalecer e renovar,
Dando-nos luz para o verdadeiro comprometimento.

O que fez em vida esta alma de brilho tão especial,
Com sua corajosa e determinada iniciativa,
Renova das pessoas normais a esperança vital,
Em meio a tanta mesquinharia torpe e negativa.

O que fez terá ressonância como a boa semente,
Aquela que foi colocada pelo Criador na Natureza,
Com a missão de se perpetuar e durar eternamente,
Dedicando-se para servir com amor de rara grandeza.

Parabéns família Arns: ascendentes e descentes,
Por compreender de nossa Dona Zilda a abnegação,
Ela é a perene benfeitora de oprimidos inocentes,
Cativando-nos por seu amor e grandiosa realização.

Que tenhamos a grandeza de seguir seus passos,
Sem nenhuma preocupação com o reconhecimento,
Construindo nossa parte em nossos espaços,
Nunca buscando ofuscar outras luzes no firmamento.


Mandaguari - PR, 13 de janeiro de 2010

Walter Domingos


Veja quão sábias palavras, proferidas por Zélia, antes do acidente. Emitem toda a sua visão da necessidade do FUTURO,onde o foco está na INCLUSÃO SOCIAL,sendo a base de toda a sua filosofia nas palavras do grande Mestre JESUS!


Último discurso de Zilda Arns antes de morrer Fantástico 17/01/2010 (Globo)

Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos" significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade. Cremos que esta transformação social exige um investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças.
Este desenvolvimento começa quanto a criança se encontra ainda no ventre sagrado da sua mãe. As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças. Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los.

Assista alguns videos no You Tube para conhecer um pouco dessa estrela mor que fará junto de outras estrelas uma constelação!!!

• Zilda Arns-Vida e Tragetória –Pastoral da Criança
• Zilda Arnsas lições de uma brasileira exemplar

Zilda Arns Neumann (Forquilhinha, 25 de agosto de 1934 — Porto Príncipe, 12 de janeiro de 2010) foi uma médica pediatra e sanitarista brasileira.

Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, foi também fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança[1] e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Recebeu diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária no país. Da mesma forma, à Pastoral da Criança foram concedidos diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo desenvolvido desde a sua fundação.
Índice

* 1 Vida e obra
* 2 Morte
* 3 Fragmentos de um discurso amoroso
* 4 Prêmios e honrarias
o 4.1 Prêmios internacionais
o 4.2 Prêmios nacionais
* 5 Referências

Vida e obra

O casal brasileiro de origem alemã Gabriel Arns e Helene Steiner teve 16 filhos. Zilda, a 13ª criança,[2] nasceu no dia 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, no interior de Santa Catarina. Em 26 de dezembro de 1959, casou-se com Aloísio Bruno Neumann (1931-1978), com quem teve seis filhos: Marcelo (falecido três dias após o parto), Rubens, Nelson, Heloísa, Rogério e Sílvia (que faleceu em 2003 num acidente automobilístico). Zilda Arns era avó de nove netos.

Formada em medicina pela UFPR, aprofundou-se em saúde pública, pediatria e sanitarismo, visando a salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças, para otimizar a sua ação, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagre bíblico da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João (Jo 6:1-15).

A sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças César Pernetta, em Curitiba, e, mais tarde, como diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico as seguintes especializações:

* Educação em Saúde Materno-Infantil, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP);
* Saúde Pública para Graduados em Medicina, na Faculdade de Saúde Pública (USP)
* Administração de Programas de Saúde Materno-Infantil, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) /Organização Mundial da Saúde (OMS), e Ministério da Saúde
* Pediatria Social, na Universidade de Antioquia, em Medellín, Colômbia
* Pediatria, na Sociedade Brasileira de Pediatria
* Educação Física, na Universidade Federal do Paraná

Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin, para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória, no Paraná, criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde.

Em 1983, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança juntamente com o presidente da CNBB, dom Geraldo Majella, Cardeal Agnelo, Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil , que, à época, era Arcebispo de Londrina. No mesmo ano, deu início à experiência a partir de um projeto-piloto em Florestópolis, Paraná. Após vinte e cinco anos, a pastoral acompanhou 1 816 261 crianças menores de seis anos e 1 407 743 de famílias pobres em 4060 municípios brasileiros. Neste período, mais de 261 962 voluntários levaram solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres, criando condições para que elas se tornem protagonistas de sua própria transformação social.

Para multiplicar o saber e a solidariedade, foram criados três instrumentos, utilizados a cada mês:

* Visita domiciliar às famílias
* Dia do Peso, também chamado de Dia da Celebração da Vida
* Reunião Mensal para Avaliação e Reflexão

Em 2004, recebeu da CNBB outra missão semelhante: fundar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de cem mil idosos são acompanhados mensalmente por doze mil voluntários de 579 municípios de 141 dioceses de 25 estados brasileiros.

Dividia seu tempo entre os compromissos como coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e a participação como representante titular da CNBB no Conselho Nacional de Saúde, e como membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
[editar] Morte
Curitiba - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparece ao velório da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns no Palácio das Araucárias.

Zilda Arns encontrava-se em Porto Príncipe, em missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país. No dia 12 de janeiro de 2010, pouco depois de proferir uma palestra para cerca de 150 religiosos do Haiti,[3] o país foi atingido por um violento terremoto. A Dra. Zilda foi uma das vítimas da catástrofe. [4][5][6][7][8]

No dia 14 de janeiro, o senador Flávio Arns (PSDB-PR), seu sobrinho, divulgou uma nota sobre as circunstâncias da morte da médica:

"A Dra. Zilda estava em uma igreja, onde proferiu uma palestra para cerca de 150 pessoas. Ela já tinha acabado seu discurso e estava conversando com um sacerdote, que queria mais informações sobre o trabalho da Pastoral da Criança. De repente, começou o tremor. O padre que estava conversando com ela deu um passo para o lado e a Dra. Zilda recuou um passo e foi atingida diretamente na cabeça, quando o teto desabou. Ela morreu na hora. A Dra. Zilda não ficou soterrada. O resto do corpo não sofreu ferimentos, somente a cabeça foi atingida. O sacerdote que conversava com ela sobreviveu. Já outros quinze sacerdotes que estavam próximos a ela faleceram”.[9]
[editar] Fragmentos de um discurso amoroso
Cquote1.svg (...) Sabemos que a força propulsora da transformação social está na prática do maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: o Amor, expressado na solidariedade fraterna, capaz de mover montanhas."Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos" significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade.

Cremos que esta transformação social exige um investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças. Este desenvolvimento começa quanto a criança se encontra ainda no ventre sagrado da sua mãe. As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.

Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los.
Cquote2.svg
— Trechos do último discurso Zilda Arns
Prêmios e honrarias
Prêmios internacionais

Entre os prêmios internacionais recebidos por Zilda Arns Neumann, [11] merecem destaque:

* Opus Prize (EUA), em 2006; [12]
* Prêmio "Heroína da Saúde Pública das Américas", concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 2002;
* Prêmio Social 2005 da Câmara de Comércio Brasil-Espanha;
* Medalha "Simón Bolívar", da Câmara Internacional de Pesquisa e Integração Social, em 2000;
* Prêmio Humanitário 1997 do Lions Club International;
* Prêmio Internacional da OPAS em Administração Sanitária, 1994.
* Prêmio Rei Juan Carlos (Prêmio de Direitos Humanos Rei da Espanha) pela Universidade de Alcalá. Recebeu o prêmio em 24 de janeiro de 2005, das mãos do rei.[13] [14]

Prêmios nacionais

Entre os prêmios nacionais, destacam-se:

* Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz, do Senado Federal, em 2005;
* Diploma e medalha O Pacificador da ONU Sérgio Vieira de Mello, concedido pelo Parlamento Mundial de Segurança e Paz, em 2005;
* Troféu de Destaque Nacional Social, principal prêmio do evento As mulheres mais influentes do Brasil, promovido pela Revista Forbes do Brasil com o apoio da Gazeta Mercantil e do Jornal do Brasil, em 2004;
* Medalha de Mérito em Administração, do Conselho Federal de Administração, em Florianópolis, Santa Catarina, 2004;
* Medalha da Inconfidência, do Governo do Estado de Minas Gerais, em 2003;
* Título Acadêmico Honorário, da Academia Paranaense de Medicina, em Curitiba, Paraná, 2003;
* Medalha da Abolição, concedida pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em 2002;
* Insígnia da Ordem do Mérito Médico, na classe Comendador, concedida pelo Ministério da Saúde, em 2002;
* Medalha Mérito Legislativo Câmara dos Deputados, em 2002;
* Comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, grau Comendador, concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho, em 2002;
* Medalha Anita Garibaldi, concedida pelo governo do Estado de Santa Catarina, em 2001;
* Comenda da Ordem do Rio Branco, grau Comendador, concedida pela Presidência da República, 2001;
* Prêmio de Honra ao Mérito da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, 2001;
* Medalha de Mérito Antonieta de Barros, concedida pela Assembléia Legislativa de Florianópolis;
* Prêmio de Direitos Humanos 2000 da Associação das Nações Unidas – Brasil, em 2000;
* Prêmio USP de Direitos Humanos 2000 – Categoria Individual.

Em 2001, 2002, 2003 e 2005 a Pastoral da Criança foi indicada pelo Governo Brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz. Em 2006, a Dra. Zilda foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, junto com outras 999 mulheres de todo o mundo selecionadas pelo Projeto 1000 Mulheres, da associação suíça 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz. Também é cidadã honorária de dez estados brasileiros (RJ, PB, AL, MT, RN, PR, PA, MS, ES, TO) e de trinta e dois municípios e doutora Honoris Causa das seguintes universidades:

* Pontifícia Universidade Católica do Paraná
* Universidade Federal do Paraná
* Universidade do Extremo-Sul Catarinense de Criciúma
* Universidade Federal de Santa Catarina
* Universidade do Sul de Santa Catarina

Referências

1. ↑ Pastoral da Criança, 13 de janeiro de 2010. Nota de falecimento da Dra, Zilda Arns
2. ↑ Helena Steiner ¥ Gabriel Arns
3. ↑ Pastoral da Criança. Missão da Dra. Zilda Arns Neumann no Haiti, 10 a 15/01/2010.
4. ↑ Fundadora da Pastoral da Criança estava no Haiti durante tremor - Folha Online
5. ↑ Christian Science Monitor, 13 de janeiro de 2010. Legendary Brazilian aid worker among the victims of Haiti earthquake, por Andrew Downie.
6. ↑ UN dispatch, 13 de janeiro de 2010 Haiti Earthquake, the Day After, por Mark Leon Goldberg.]
7. ↑ La reputada misionera brasileña Zilda Arns muere en el terremoto de Haití. ABC.es, 13-01-2010.
8. ↑ Un terremoto devasta Haiti. Premier: «Più di 100mila morti». Corriere della Sera, 13 de janeiro de 2010.
9. ↑ Pastoral da Criança.Nota sobre a morte da Dra.Zilda. 14 de Janeiro de 2010 09:25
10. ↑ Trechos do último discurso de Zilda Arns e Discurso da Doutora Zilda Arns Neumann proferido no Haiti no dia 12 de janeiro de 2010. (em espanhol)
11. ↑ Trabalho humanitário de Zilda Arns era reconhecido internacionalmente por Amanda Cieglinski. Agência Brasil, 13 de Janeiro de 2010.
12. ↑ Ganhadores do Opus Prize.
13. ↑ La tragedia de Haití se cobra la vida de la doctora Zilda Arns Neumann, premiada por la Universidad de Alcalá. Diario de Alcalá.es, 14 de janeiro de 2010
14. ↑ Com morte de Zilda Arns, Brasil perde "benfeitora" e "heroína", diz imprensa internacional. Folha Online, 14 de janeiro de 2010.

Fonte Wikpédia

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Acesso ao sambódromo do Anhembi (SP) para as pessoas com deficiência

Postado por: Deficiente Ciente | Categoria(s): | Postado: Segunda-feira, Janeiro 25, 2010

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Carnaval 2010
As pessoas com deficiência terão cerca de 100 lugares reservados por noite e 50% de desconto na compra dos ingressos. Para ter acesso ao benefício, é necessário fazer cadastramento na sala da Ouvidoria na sede administrativa da São Paulo Turismo. Os interessados deverão trazer uma foto 3x4, RG (original ou cópia), além de laudo médico ou documento que comprove a deficiência. Cada caso será analisado individualmente.

Acompanhantes pagam valor integral do setor. No caso dos cadeirantes, os setores do Sambódromo com acesso reservado são B, D e G. Os acessos são facilitados por rampas e portões mais largos.
Há ainda transporte gratuito em vans do serviço de Atendimento Especial da prefeitura de São Paulo (Atende). O serviço estará disponível do Metrô Tietê ao Sambódromo e do estacionamento do Parque Anhembi ao Sambódromo, ambos funcionando tanto na ida quanto na volta.

Para desfilar
Leandro de Itaquera:
É preciso fazer inscrição na sede da escola na Rua Padre Viegas de Menezes, 66, Itaquera. Outras informações no site http://www.leandrodeitaquera.com/

Tradição:
Informações no site http://www.grestradicao.com.br/

Veja também sobre as inscrições para assistir o desfile do Rio, acessando o Blog Inclusivas, do Jeff.

Fonte: Revista Incluir







Terça-feira, Janeiro 26, 2010

Deficientes ganham esteira de acesso à praia e cadeira flutuante para o mar



Projeto 'Praia para Todos' começou na Barra e vai ser itinerante.
Iniciativa é da ONG Espaço Novo Ser e funciona aos domingos, no Rio.




A praia é conhecida pelos cariocas como o local mais democrático da cidade. Mas até hoje os deficientes físicos, principalmente os cadeirantes, não tinham acesso facilitado à areia nem ao mar. Neste domingo (24) foi dado o primeiro passo para essa inclusão social: o projeto “Praia para todos”, pioneiro no Brasil, foi lançado no Posto 3 da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, com diversas atividades adaptadas.


A principal transformação – uma iniciativa da ONG Espaço Novo Ser, com apoio da subprefeitura da Barra e de patrocinadores - é uma esteira especial, de 30 metros, feita de fibra de plástico, que vai do calçadão às tendas na areia, o que permite a passagem da cadeira de rodas. Além disso, a chamada “cadeira anfíbia” leva o deficiente ao mar e ainda flutua na água. Nas duas tendas montadas, trabalham cerca de 30 profissionais, entre professores de educação física, fisioterapeutas, estagiários e voluntários. O Praia para Todos funciona somente aos domingos, das 9h às 14h.

O idealizador do projeto é o biólogo Ricardo Gonzalez Rocha Souza, que é cadeirante. Ele sofreu um acidente de carro em 1997 e contou que desde então busca novidades em acessibilidade no mundo. “Eu frequentava exatamente essa praia, pegava onda aqui. Depois do acidente, eu vinha à praia, mas só no calçadão. A praia adaptada é um sonho virando realidade”, disse.


Infraestrutura


Prancha de surfe adaptada pelo surfista Rico de Souza, mais vagas de estacionamento reservadas, rampas de acesso nas vias, sinalização sonora e até piso tátil para os deficientes visuais fazem parte da infraestrutura montada pelo projeto. Quando chegam à tenda, os deficientes têm disponíveis atividades como surfe, vôlei sentado, frescobol, peteca e o banho de piscina assistido, planejado para as crianças.

“O cara chega aqui, tem a cadeira anfíbia. Cansou, vai jogar vôlei; enjoou, vai surfar, vai jogar frescobol, o cara tem diversão toda hora”, destacou o cadeirante Fábio Fernandes, um dos organizadores do Praia para Todos e estudante de Direito. Em 1999, aos 23 anos, voltando de um show de uma banda a qual ele era o produtor, Fábio bateu de carro e ficou paraplégico.

“Antes a gente só descia do calçadão se fosse no colo. Hoje podemos falar que a praia é realmente para todos. Isso aqui vai se tornar um remédio para essas pessoas. Remédio para a depressão, para tudo”, exaltou ele, que tomou banho de mar e também pegou onda com a prancha adaptada.



O pequeno João Pedro, de 2 anos e 10 meses, tem uma doença rara, a leucodistrofia, que afeta o sistema nervoso central. A mãe dele, a dona-de-casa Nínive Oliveira Ferreira, contou que veio de Realengo e agora pode aproveitar a praia tranquila. João Pedro não queria sair da piscina, onde ficou com uma profissional.



“Para quem vive o problema, a gente sabe o tamanho da importância desse projeto. Antes eu só vinha do calçadão pra cima, eu não tinha como levar ele no mar ou na areia. É um projeto brilhante, espero que tenham outras iniciativas, porque o acesso é muito pouco”, disse.

Objetivo é ter posto fixo

O subprefeito da Barra da Tijuca, Tiago Mohamed, afirmou que está aberto a fazer as mesmas mudanças no Recreio. “O que a gente fez aqui é pouco perto do benefício que isso traz para eles. Os deficientes sempre estiveram excluídos desse espaço”, declarou ele.

O projeto é itinerante. Na Barra, vai ficar até o dia 28 de março. Depois, segue para Copacabana, na Zona Sul, e fica até o dia 25 de abril. Em seguida vai para a praia de Ipanema, do dia 2 ao dia 16 de maio. Por fim, o “Praia para Todos” vai para o Piscinão de Ramos, no subúrbio do Rio, do dia 23 ao dia 3 de maio.

A intenção dos organizadores é entregar um relatório de toda a estrutura para a Prefeitura do Rio, com o objetivo de que seja montado pelo menos um posto adaptado em cada praia da cidade e que ele seja fixo.


Fonte: G1

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Theatro São Pedro adapta-se a pessoas com deficiência

Além de formar plateia, o projeto de inclusão pretende criar mão de obra especializada

"O cenário está com a cortina fechada. Um homem, vestido de branco, segura o chapéu. Ele canta dolorosamente uma história de amor e traição". A voz de Marli Nunes, audiodescritora do Instituto Vivo, revela a primeira cena de I Pagliacci (ópera do compositor napolitano Ruggero Leoncavallo) às 15 pessoas com deficiência visual na plateia do Theatro São Pedro. A iniciativa é resultado de parceria entre a Associação Paulista dos Amigos da Arte (Apaa) e a operadora de telefonia móvel Vivo, que oferece 15 pares de ingressos gratuitos para esse público nos dias de apresentação.

Aos 92 anos, o São Pedro investe em acessibilidade ao admitir a entrada de cães-guia durante as apresentações, além de oferecer recurso de audiodescrição, libretos de ópera em braile e ajuda de monitores.

Faz toda a diferença

Mais do que descrever a cena, a ferramenta oferece um mundo de possibilidades às pessoas com deficiência visual porque revela noção de espaço, cores, sentimentos, gestos dos atores, vestuário e até o cenário. "Sem a audiodescrição, a ópera seria apenas um espetáculo musical. Com esse moderno recurso, tenho as mesmas informações e sensações de quem enxerga. Algumas cenas são apenas gestuais, como um aperto de mão e, às vezes, um gesto faz toda a diferença para entender a história", garante Roseli Garcia, mestranda na Universidade Mackenzie.

Boas novidades

Pela segunda vez consecutiva, o Theatro São Pedro utiliza a moderna ferramenta. A primeira ópera com audiodescrição foi Cavalleria Rusticana, que ficou em cartaz em julho e foi sucesso de público.

No próximo ano, as peças exibidas no Teatro Sérgio Cardoso, na Bela Vista, devem contar com a tradução para a língua de sinais (Libras) para pessoas com deficiência auditiva. "É um projeto que pretendemos estender aos outros teatros do Estado", adianta Mário Masetti, diretor artístico da Apaa, responsável pelo São Pedro e por mais seis teatros estaduais.

De acordo com Marcelo Romoff, gestor do Programa Vivo EnCena, além de inserir as pessoas com deficiência no mundo da ópera, o programa procura formar profissionais para atuar nessa área. A patrocinadora oferece a técnica inclusiva no Teatro Vivo em São Paulo, em espetáculos como Andaime, A Cabra e Vestido de Noiva, entre outras.

Homenagem

O Barbeiro de Sevilha é uma das óperas mais encenadas no mundo. No dia 25 de novembro, às 20h30, uma montagem contemporânea estreia no Theatro São Pedro. A nova montagem é uma realização do Governo do Estado de São Paulo em coprodução com a Apaa.


Serviço
O Barbeiro de Sevilha
Theatro São Pedro
Rua Barra Funda, 171 - Barra Funda
Apresentações: 25 de novembro às 20h30, 27 de novembro, às 20h30, 29 de novembro às 17 horas; 1o de dezembro, às 20h30 e 3 de dezembro, às 20h30
Ingressos: R$ 20 (inteira) - grátis para pessoas com deficiência visual, limite de 15 pares por récita, pelo telefone 7420-1599 ou pelo e-mail vagner.nascimento@vivo.com.br

sábado, 23 de janeiro de 2010

Ponto de ônibus “verde” recolhe água





O projeto de Ramesh Kanth é bem simples: um telhado capaz de coletar a água da chuva e um sistema que a devolva à terra. Mas por que isso seria útil?

Porque, apesar de não parecer, grande parte da água da chuva não volta ao solo. Como nas grandes cidades a maior parte do chão é recoberta de asfalto e concreto, a chuva não pode ser absorvida de volta pela terra. A maior parte dela escorre pelo asfalto, entra em tubulações e é encaminhada para escoamento ou tratamento.

O acúmulo de água responsável pelas enchentes é em parte causado por essa falta de absorção do solo. Daí a ideia de Kanth poder ajudar a resolver o problema nas cidades.

A chuva cairia no telhado do ponto de ônibus e escorreria por uma série de canos por dentro do solo, até alcançar regiões não pavimentadas.

O projeto, claro, precisa ser aperfeiçoado. É necessário criar uma maneira dos canos não entupirem, e cavar fundo o bastante para que a água chegue mesmo à terra, e não acabe danificando estruturas subterrâneas.

Fonte: Eco4planet.com

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ONG faz mobilização para aumentar livros acessíveis no país

21 de Janeiro de 2010 @ 13:52 por Viva

Embora existam várias leis no Brasil que garantem a acessibilidade à comunicação, são raros os livros acessíveis no país, isto é, produzidos em várias mídias para atender às pessoas portadoras de deficiência física ou intelectual, dislexia, amputados de membros superiores ou com dificuldades motora ou de leitura.

68358 - 68358
Pioneira na produção de livros e espetáculos acessíveis no país, a organização não governamental (ONG) Escola de Gente lança no próximo dia 18, no Rio, a publicação Os Inclusos e os Sisos - Teatro de Mobilização pela Diversidade. O livro conta a história de cinco jovens atores, alunos de artes cênicas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), que desde 2003 se dispuseram a sair pelo Brasil encenando peças que buscam mobilizar as pessoas para a causa da diversidade e da inclusão.

O Decreto 5.296/2004 representou grande passo para tornar a comunicação mais acessível, disse à Agência Brasil a superintendente-geral da ONG, Claudia Werneck. “Se você faz um livro só impresso em tinta, você está sendo altamente discriminador não só em relação a quem é cego, mas também em relação ao analfabeto, que não teve acesso à educação. Você dá uma dupla punição para essa pessoa”.

Claudia explicou que quando se faz um livro acessível, ele não é voltado somente para pessoas com deficiência. “A gente está falando em pessoas que tiveram um AVC [acidente vascular cerebral], analfabetos, pessoas com deficiência intelectual, com dislexia. Então, o livro acessível é um conceito muito amplo; a ideia de ter um livro ou folheto impresso só em tinta é uma ação de discriminação no processo de comunicação”.

No ano passado, o governo assinou o Decreto 6.649, que ratificou a Convenção das Pessoas com Deficiência, da Organização das Nações Unidas (ONU). “Essa convenção foi o primeiro tratado de valor constitucional no Brasil”, destacou Claudia. Ela foi aprovada pelo Congresso Nacional e virou uma superlei, que aborda também a questão da acessibilidade na comunicação.

O livro da ONG é editado em oito mídias, incluindo CD de áudio MP3, DVD em libras (linguagem para surdos), conteúdo para computador nas versões PDF, OpenDoc, TXT e Daisy. A obra é impressa no formato espiral para facilitar o manuseio pelas pessoas com algum tipo de deficiência. “O livro acessível faz parte desse movimento de você dar novo significado ao livro”, disse Claudia Werneck. O objetivo é garantir rapidez no processo de democratização da cultura no Brasil, acrescentou.

Segundo Claudia, o livro acessível tem relação direta com a política, com direitos humanos, entre outras áreas. “Entretanto, ele ainda é considerado um favor. A gente acha o contrário. Na concepção do que é ler e ter acesso à comunicação, todos esses formatos [de livro] têm igual valor. Não existe nada que seja subjacente”.

Outra novidade introduzida pela organização Escola de Gente é que o livro não será vendido, apesar de ser um projeto aprovado pela Lei Rouanet [de incentivo à cultura] e ter patrocinadores. Escrito na forma de um espetáculo teatral, ele será distribuído com a meta de facilitar a democratização desse produto para profissionais e instituições interessadas em conhecer livros em formato acessível. O objetivo é não só informar as pessoas quanto à acessibilidade na comunicação, mas também sensibilizar e mobilizar a população para essa causa. (Edição: Graça Adjuto)

Fonte: http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=68358&edt=1

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Curso de Jardinagem Grátis em Curitiba

A Escola Maria Ruth Junqueira oferece curso profissionalizante gratuíto de jardinagem. O curso é o único da cidade de Curitiba e região metropolitana e está prestes a ser cancelado pela falta de alunos. Abaixo seguem os dados do curso para os interessados. Por favor, divulguem!

O curso dura 6 semanas e tem aulas diariamente das 13:30 as 17:30h. A próxima turma iniciará no dia 08/02 e as inscrições podem ser feitas a partir do dia 27/01, quando a escola volta do recesso de férias. O curso não tem pré-requisito e ao final há um certitificado de profissionalização.
O curso é ministrado na unidade da Av. das Torres, atrás do Big. AS inscrições podem ser feitas na Rua Augusto Stelfeld, 365. Telefone 3223-6171.

Se precisarem de mais informações, favor entrar em contato com a instrutora pelo e-mail giselakoloda@hotmail.com

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

HOJE DIA 21, INICIOU O ANO EUROPEU DE LUTA CONTRA A POBREZA E A EXCLUSÃO SOCIAL

Apesar de a União Europeia ser uma das regiões mais ricas do mundo, 17% da sua população não tem os meios necessários para satisfazer as suas necessidades mais básicas.

A pobreza é normalmente associada aos países em vias de desenvolvimento nos quais a subnutrição, a fome e a falta de água limpa e potável são desafios quotidianos. Contudo, a Europa também é afectada pela pobreza e pela exclusão social, onde apesar de estes problemas poderem não ser tão gritantes, são ainda assim inaceitáveis. A pobreza e a exclusão de um indivíduo implicam o empobrecimento de toda a sociedade. A Europa só pode ser forte se utilizar ao máximo o potencial de cada um dos seus cidadãos.

Não há nenhuma solução milagrosa para acabar com a pobreza e com a exclusão social mas uma coisa é certa: não podemos vencer esta batalha sem si. É tempo de renovarmos o nosso compromisso para com a solidariedade, justiça social e maior inclusão. Chegou o momento do Ano Europeu Contra a Pobreza e a Exclusão Social.

Um valor fundamental da União Europeia é a solidariedade, particularmente importante em tempos de crise. A palavra “União” diz tudo – enfrentamos juntos a crise económica e é esta solidariedade que nos protege a todos.

Restante informação, no site da Comissão Europeia.

Veja no Jornal Público, um estudo de 2008 sobre os riscos da pobreza no nosso país.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

DICAS PARA LIDAR COM ALUNO DISLEXICO




FONEMAS FRUSTRANTES

Os cérebros dos disléxicos têm conecções diferentes dos cérebros normais, e portanto processam a linguagem com menos eficiência. Em particular, os disléxicos têm dificuldade com as unidades de linguagem chamadas fonemas. Os fonemas são definidos como os menores segmentos compreensíveis da linguagem.(não confundir fonema com letra, o primeiro refere-se a som, o segundo a escrita) Por exemplo, a palavra falada "pato" é constituida de quatro fonemas: pêe, aaa, têe, ooo. Para a maioria das pessoas, o processo de quebrar as palavras em fonemas ocorre autamaticamente, sem pensamento consciente. Assim como nos separamos os fonemas sem pensar nisso, nos também os introduzimos em nossa fala automaticamente: "pato" tem duas sílabas, mas é feito de quatro sons distintos. Entre os 4 e 6 anos, as crianças percebem que os fonemas fazem as palavras.

Dificuldades com Fonemas

Os disléxicos não decodificam as palavras, eles têm dificuldade em acessar a informação pertinente àquela palavra que eles armazenaram. Eles freqüentemente confundem palavras com sons semelhantes como "vaca" e "faca." Quando é mostrada a figura de uma vaca, por exemplo, um disléxico pode chamá-la, uma "faca", embora quando solicitado para defini-la, ele corretamente responde, que é um animal que dá leite e carne. Em outras palavras, o disléxico sabe o que o objeto é, mas ele ou ela não podem acessar a palavra correta para este.
Dislexia a guerra das letras.

Por Suzel Tunes (stunes@edglobo.com.br)

Fábio adora comida esotérica (quer dizer, exótica). Tem uma amiga que fala quatro idiomas, é troglodita (quer dizer, poliglota). Corajoso, ele nunca se adromenta (amedronta). E seu filho vai ser engenheiro mecânico, como o pai, afinal, "peixinho de peixe, peixinho é".

Com o Fábio é assim... Não lhe peça para recitar provérbios ou ditos populares, que ele erra todos. Se pudesse, não leria nem bula de remédio. Vive fazendo confusão de palavras, troca letras e sílabas e tem vocabulário muito pobre, sobretudo na escrita.

Não é piada. Não é ignorância. É dislexia...


Na minha adolescência e início da vida adulta, estudei com uma amiga muito querida que trocava todos os provérbios... "Eu tô com um pé atrás da orelha", "Você ainda vai plantar aquilo que colheu" e por ai afora...

Para a gente era engraçadíssimo, ela era folclórica!

Padinha (o sobrenome dela), na faculdade, levou dp (dependência) de português do 1º ao 4º ano. A gente brincava dizendo que ela tinha feito um curso de especialização em Língua Portuguesa junto com a faculdade.

Hoje, tantos anos depois, relembro do nosso colegial e das aula do ensino superior e tenho certeza: Ela é disléxica!

Sorte que por ser inteligente e bem humorada e ter amigas que lhe davam suporte, nunca sofreu grandes discriminações, mas, o que a gente enchia a paciência dela...

Fernanda M F C Cruz

Disléxicos famosos


O físico alemão Albert Einstein não falou até os quatro anos de idade; não conseguia ler até os nove. Falhou nos exames de admissão para o colegial e só conseguiu passar após um ano adicional de preparatório.

Ao se dedicar à Física, no entanto, seu elevado grau de criatividade permitiu que ele alçasse vôos altos, criando conceitos revolucionários para a época.

Essas características fazem muitos especialistas acreditarem que Einstein era disléxico, assim como o pintor Leonardo da Vinci, do inventor Thomas Edison e até do escritor Hans Christian Andersen...

Como identificar um aluno disléxico?


Mesmo com todas as dificuldades que a dislexia pode trazer para a vida escolar de uma criança, é possível contornar o problema.

O mais importante é que os pais – e principalmente os professores – estejam sempre atentos.

O grau da "doença" varia muito e os sinais costumam ser inconstantes.



A seguir algumas das características mais comuns:


A criança é inteligente e criativa – mas tem dificuldades em leitura, escrita e soletração.

Costuma ser rotulado de imaturo ou preguiçoso.

Obtém bons resultados em provas orais, mas não em avaliações escritas.

Tem baixa auto-estima e se sente incapaz.

Tem habilidade em áreas como arte, música, teatro e esporte.

Parece estar sempre sonhando acordado.

É desatento ou hiperativo

Aprende mais facilmente fazendo experimentos, observações e usando recursos visuais.

Visão, leitura e soletração:

Reclama de enjôos, dores de cabeça ou estômago quando lê.

Faz confusões com as letras, números palavras, seqüências e explicações verbais.

Quando lê ou escreve comete erros de repetição, adição ou substituição.

Diz que vê ou sente um movimento inexistente quando lê, escreve ou faz cópia.

Parece ter dificuldades de visão, mas exames de vista não mostram o problema.

Lê repetidas vezes sem entender o texto.

Sua ortografia é inconstante.

Audição e linguagem:

É facilmente distraído por sons.

Tem dificuldades em colocar os pensamentos em palavras. Às vezes pronuncia de forma errada palavras longas.

Escrita e habilidades motoras:

Dificuldades com cópia e escrita. Sua letra muitas vezes é ilegível.

Pode ser ambidestro. Com freqüência confunde direita e esquerda ou acima e abaixo.

Matemática e gerenciamento do tempo:

Tem problemas para dizer a hora, controlar seus horários e ser pontual.

Depende dos dedos ou outros objetos para contar. Muitas vezes sabe a resposta, mas não consegue demonstrá-la no papel.

Faz exercícios de aritmética, mas considera difícil problemas com enunciados.

Tem dificuldade em lidar com dinheiro.

Memória e cognição:

Excelente memória a longo prazo para experiências, lugares e rostos. No entanto têm memória ruim para seqüências e informações que não vivenciou.



Fonte: Dyslexia The Gift www.dyslexia.com


http://dislexia.zip.net/arch2007-12-16_2007-12-22.html#2007_12-19_21_41_49-3989517-0
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