quinta-feira, 23 de abril de 2015

Videogame: Ferramenta terapêutica eficaz para deficiência intelectual

Neurocientistas chineses mostram que os jogos podem melhorar a plasticidade do cérebro e podem ser uma ferramenta terapêutica eficaz para as pessoas com deficiência intelectual.










Este estudo chinês acrescenta à lista de pesquisas que sugerem que os videogames de ação podem aumentar a neuroplasticidade do cérebro, o que abre uma porta para ser usado como um tratamento terapêutico em pessoas com algum tipo de comprometimento cognitivo, PTSD, esquizofrenia ou doenças neurodegenerativas.












De acordo com Mara Dierssen, pesquisadora do Centro de Genômica Regulamento (CRG) de Barcelona e presidente da Sociedade Espanhola de Neurociência, "Seria interessante ver se o efeito que os pesquisadores chineses encontraram é durável ou oportuno. Se você pretende usar este tipo de jogo como terapêutica clínica deve verificar o que acontece com a plasticidade do cérebro, se aumentar o nível de dificuldade do jogo, ou se existe um limite. O que importa é saber se essas mudanças de conectividade funcional e volume também têm um impacto sobre as várias funções cognitivas."

http://testedemesa.com.br/Videogame-Ferramenta-terapeutica-eficaz-para-deficiencia-intelectual

Reforçada falta de vínculo entre vacinação e autismo

Após avaliarem dados de 95 mil crianças, cientistas concluíram que a vacina tríplice não aumenta os riscos de desenvolvimento do transtorno. Tese já havia sido refutada em outros estudos, mas muitos pais ainda temem imunizar os filhos


http://sites.uai.com.br/app/noticia/saudeplena/noticias/2015/04/23/noticia_saudeplena,153100/reforcada-falta-de-vinculo-entre-vacinacao-e-autismo.shtml

 
Vacina tríplice: proteção contra sarampo, caxumba e rubéola comprometida por estudo fraudulento (AFP Photo)
Vacina tríplice: proteção contra sarampo, caxumba e rubéola comprometida por estudo fraudulento
Em 1998, um médico britânico publicou na renomada revista especializada Lancet um artigo afirmando que havia encontrado relação entre a vacina tríplice — sarampo, caxumba e rubéola — e o desenvolvimento de autismo. A grave afirmação baseava-se em um estudo que ele conduziu com apenas 12 crianças, um número ínfimo, muito diferente das amostragens de pesquisas sobre imunização que incluem centenas, senão milhares, de participantes. Não demorou para que a comunidade médica se lançasse contra o trabalho, classificado pela respeitável revista The British Medical Journal (BMJ) como fraudulento. Dois anos depois, a Lancet se retratou, admitindo que o artigo não tinha validade científica. A leviandade do médico lhe rendeu não só a execração no meio — no fim, ele perdeu a licença.

Um repórter do BMJ foi atrás da história e constatou que a pesquisa do britânico não passava de uma invenção grosseira. Três crianças da amostra sequer tinham autismo e cinco já haviam sido diagnosticadas com a síndrome antes de serem vacinadas. Descobriu-se que as famílias participantes do estudo haviam sido recrutadas entre ativistas anti-imunização e a ideia era utilizar o pseudo trabalho científico para tentar indenizações milionárias na Justiça.

Agora, mais um trabalho evidencia que não há qualquer relação entre autismo e vacina tríplice. Publicado na Revista da Associação Médica Americana (Jama), o estudo conduzido pela empresa de consultoria em saúde Lewan Group a pedido dos Institutos de Saúde Mental dos EUA avaliou dados de 95 mil crianças com irmãos mais velhos. O fato de terem sido vacinadas não aumentou o risco para distúrbio do espectro autista, independentemente de esses meninos e essas meninas terem irmãos com o problema, um conhecido fator de risco. Mesmo entre aqueles com potencial elevado de desenvolver o autismo — filhos de pais mais velhos, crianças com peso extremamente baixo ao nascer, prematuros e pessoas com mutações genéticas —, a vacina não aumentou essas chances.

“Apesar de um corpo substancial de pesquisas ao longo dos últimos 15 anos não ter encontrado ligação entre a vacina tríplice e o autismo, pais e outras pessoas continuam a associá-la ao transtorno do espectro autista. Pesquisas com quem tem filhos com autismo sugerem que muitos acreditam que a vacina foi um fator que contribuiu”, observa a pediatra Anjali Jain, pesquisadora do Lewin Group. “Essa crença, combinada com o conhecimento de que irmãos mais novos de crianças com autismo já têm um risco genético maior comparado à população em geral, pode estimular esses pais a evitar vacinar os caçulas”, alerta.

Movimento organizado
Quando as constatações sobre a fraude do artigo de 1998 vieram à tona, já era tarde. O infeliz estudo foi a munição que faltava aos grupos antivacina, formados principalmente por leigos que, nos Estados Unidos, evocam o direito de os pais optarem por imunizar seus filhos. Sem nenhum respaldo da ciência, essas pessoas alegam que o procedimento faz mal à saúde e espalham, principalmente pela internet, teorias conspiratórias, arregimentando famílias que, assustadas, decidem não proteger as crianças, achando que estão escolhendo o melhor para elas.

O resultado desse movimento está nas estatísticas do CDC, órgão de vigilância sanitária dos EUA. O país havia eliminado o sarampo em 2000, registrando menos de 100 casos por ano desde então. Mas, no ano passado, foram 644 ocorrências em 27 estados, o pior cenário em 20 anos. Tudo indica que, em 2015, a situação será mais grave. De 1º de janeiro a 17 de abril, 162 pessoas de 19 estados e do distrito de Columbia tiveram a doença em quatro surtos, sendo o pior deles na Califórnia. Cento e dezessete crianças foram infectadas no parque da Disneylândia.

Embora as leis californianas exijam que alunos de escolas públicas sejam imunizados, os pais e responsáveis têm o direito de alegar causas pessoais ou “filosóficas” para não fazê-lo. Apenas no Mississipi e em West Virginia esse argumento não é aceito. No Colorado, o percentual de famílias que se recusam a vacinar as crianças por motivos pessoais ou filosóficos é de 18%, o mais alto nos EUA.

Ainda que não sejam maioria, os adeptos do movimento anti-imunizações acabam provocando surtos porque seus filhos não vacinados passam a doença para crianças que, devido à idade, não receberam todas as doses ou, com a imunidade baixa, ficam mais suscetíveis a se infectar. Para tentar conter os surtos, as escolas estão mandando para casa as crianças que não receberam vacina. Mas essa medida não elimina totalmente os riscos. O sarampo é transmitido pelo ar. Portanto, na rua, na igreja ou no shopping, por exemplo, é impossível saber quem foi e quem não foi vacinado.

Às vezes, uma única criança espalha a doença para várias. Foi o que aconteceu em San Diego em 2008. Um garoto não vacinado de 7 anos pegou sarampo em uma viagem para a Suíça e, na volta, infectou 11 crianças que não haviam sido imunizadas. No fim, 839 pessoas ficaram expostas ao vírus e um bebê chegou a ser internado entre a vida e a morte.

No Brasil, desde 2000, não há casos autóctones de sarampo. Contudo, o surto da doença no Ceará, que já dura 15 meses, com 796 casos confirmados até 15 de março, poderá fazer com que o país volte a considerar o vírus como circulante. Aqui, o movimento antivacina não é organizado e, embora alguns pais se recusem a imunizar as crianças — em fóruns de discussão na internet, há muitas mensagens sobre isso —, são casos isolados. Ainda assim, em 2011, quando o estado de São Paulo registrou 26 casos da doença, verificou-se que 60% das crianças que pegaram sarampo não haviam sido vacinadas por opção dos pais.

Campanha em Los Angeles incentiva os pais a vacinarem os filhos: 'Pense no sarampo' (AFP PHOTO)
Campanha em Los Angeles incentiva os pais a vacinarem os filhos: "Pense no sarampo"


Impactos sociais

Para pesquisa detalhada na Revista da Associação Médica Americana ( Jama), os pesquisadores utilizaram dados de 95.727 crianças cujas famílias estavam ligadas a um plano de saúde. Dessas, 2% tinham irmãos mais velhos diagnosticados com transtorno do espectro autista. Ao longo do período examinado — de 2001 a 2012 —, 1,04% dos meninos e das meninas do estudo também recebeu o diagnóstico, sendo que, entre aqueles com irmãos que tinham o problema, esse índice foi 6,9%, comparado a 0,9% dos demais. A taxa de vacinação (uma ou mais doses) tríplice das crianças sem casos de autismo na família foi de 84% em dois anos e 92% em cinco anos. Já entre aquelas com irmãos que tinham o transtorno, os percentuais foram, respectivamente, 73% e 86%.

“A prevalência de transtorno de espectro autista entre todas as crianças do estudo foi de 1,04%, o que está até um pouco abaixo da média estimada na população americana em geral, de 1,5%. Além disso, nos casos das crianças que tinham irmãos com autismo, o risco também foi consistente com as estimativas, que variam de 6,4% e 24,7%”, diz Anjali Jain, pediatra e pesquisadora do Lewin Group, consultoria que realizou o levantamento. “Esses dados deixam bastante claro: não existe nenhuma associação entre a vacina e o risco aumentado de transtorno do espectro autista. Nós esperamos que as famílias se sensibilizem com isso e percebam que o único risco em jogo aqui é que seus filhos sejam contaminados e transmitam essa doença grave e muitas vezes letal a outras crianças”, observa.

Para Blake Dawson, pesquisador da Universidade de Queensland, na Austrália, já há evidências suficientes para refutar o artigo fraudulento de 1998, mas, aparentemente, isso não tem sido suficiente para convencer os pais da necessidade de imunizar suas crianças. Ele conta que, em 2012, um caso de sarampo importado da Tailândia causou um surto com 168 casos. “Noventa e cinco crianças não tinham sido vacinadas apropriadamente e as outras 32 não haviam recebido vacina nenhuma porque seus pais se recusaram”, diz.

“Recusar-se a vacinar é uma questão muito grave. Deixa um enorme grupo de crianças sob um risco desnecessário de contrair sarampo e suas complicações associadas, como pneumonia, otite, encefalia e morte. Os profissionais de saúde precisam se comunicar melhor com os pais, oferecendo esclarecimentos quando eles se mostrem hesitantes quanto à vacinação. Educar é fundamental”, defende Dawson. Em um editorial publicado na Jama, Bryan H. King, da Universidade de Washington e do Hospital Pediátrico de Seattle, ressalta que a “única conclusão que se pode tirar desse estudo é que não há qualquer sinal que sugira uma relação entre a vacina tríplice e o desenvolvimento de autismo em crianças com ou sem um irmão com o transtorno”
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Time de futebol em cadeira de rodas se prepara para campeonato brasileiro

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Prefeitura de Curitiba

Todas as sextas-feiras, um time de Power Soccer se reúne na quadra do Centro de Esporte e Lazer Xaxim, equipamento da Prefeitura de Curitiba, para se preparar para o campeonato brasileiro da modalidade, no fim do ano. O Curitiba Power Soccer tem o apoio técnico da Secretaria Municipal do Esporte e Lazer e vem despertando autonomia e confiança em esportistas com deficiência.
Esporte novo no Brasil, o power soccer é um jogo de futebol adaptado para cadeira de rodas. Começou a ser praticado nos anos 70 e no Brasil chegou somente em 2011.
Todos os jogadores do Curitiba Power Soccer têm deficiências severas, como paralisia cerebral, atrofia espinhal e distrofia muscular. Estas limitações, porém, não impedem que participem dos treinamentos da equipe.
O apoio técnico é dado pelo professor de Educação Física Ramiro de Freitas, servidor da Prefeitura. Segundo ele, o objetivo dos treinos é preparar a equipe para sua segunda participação no campeonato brasileiro da modalidade, que será disputado no Rio de Janeiro, em novembro.
No ano passado, a equipe teve seu batismo de fogo ao disputar um mundialito no Rio, contra Canadá, Estados Unidos, Austrália, Argentina e Uruguai. Apesar de enfrentar time de países mais desenvolvidos neste esporte, conquistou a quarta colocação. O bom desempenho levou à convocação de quatro jogadores para a seleção brasileira da modalidade.
Além do resultado esportivo, o trabalho também tem o objetivo de melhorar o dia a dia dos jogadores. “O momento em que eles têm maior autonomia é quando estão dentro da quadra. Por meio do esporte, eles melhoram a condução da cadeira e ficam mais confiantes para enfrentar as dificuldades”, diz Freitas.
As dificuldades são superadas com dedicação e amor ao esporte. Darci Júnior, por exemplo, foi vítima da síndrome da talidomida, droga usada para tratar pessoas com hanseníase e que se ingerida por gestantes pode causar má formação nas pernas e nos braços. Em Darci, os efeitos foram severos, pois ele nasceu com comprometimento nos quatro membros.
Apesar das limitações, um de seus sonhos era poder jogar futebol. “Nunca havia praticado nenhum esporte até que conheci o power soccer em 2012.  Estou mais confiante e feliz”, afirma.
Darci Júnior, hoje, é um dos destaques do Curitiba Power Soccer, o que lhe rendeu uma convocação para a seleção brasileira, da qual é o capitão. Ele também se tornou dirigente e tem um cargo na Associação Brasileira de Futebol para Cadeirantes (ABFC).
No caso de Wilson Matheus Ribeiro de Oliveira, de 19 anos, a descoberta do esporte mudou sua rotina e de toda a família. Por causa do filho, a mãe, Claudiane de Fátima Ribeiro, passou a acompanhar de perto a modalidade e hoje exerce o cargo de vice-presidente da ABCF.
Matheus, como é conhecido entre os colegas, foi acometido, aos 9 anos, de uma doença rara: a distrofia muscular de Duchenne, que provoca paralisia progressiva dos músculos.  Há três anos, começou a praticar o power soccer. “Quando foi obrigado a usar cadeira de rodas, a autoestima caiu muito e ele praticamente não tinha vida social. Hoje, a vida do Matheus mudou da água para o vinho”, diz Claudiane.
Juan Felipe Campesi, de 30 anos, sofre de amiotrofia muscular espinhal, uma doença degenerativa genética, que o obriga a andar de cadeira de rodas ainda muito jovem. Desde que passou a praticar o esporte, em 2013, vem todas as semanas de Ponta Grossa, onde mora, de ônibus, para participar dos treinos do Curitiba Power Soccer.
“É bastante complicado, é difícil, mas o desejo de jogar é maior. O esporte mudou minha vida em todos os aspectos: a ansiedade, a expectativa de vida, a paciência. Enquanto eu tiver forças, vou seguir jogando”, diz.
Os adeptos do power soccer também precisam superar dificuldades de outra natureza. A prática do esporte exige equipamentos especiais, que só são fabricados fora do Brasil. Uma cadeira específica para a modalidade não custa menos que US$ 3 mil (aproximadamente R$ 9 mil).
Boa parte dos integrantes do Curitiba Power Soccer usa cadeiras de rodas adaptadas, que não têm a mesma eficiência de uma projetada especialmente para o esporte. “Nossa meta é equipar o time com cadeiras de jogo strike force. Estamos correndo atrás de patrocínios para realizar este sonho”, diz Claudiane Ribeiro.
O que é
O power soccer é praticado em uma quadra padrão de basquete. As equipes são compostas por quatro jogadores, que utilizam cadeiras de rodas elétricas. O jogo é disputado em dois tempos de 20 minutos com um intervalo de 10 minutos. Durante um jogo, a bola de futebol é conduzida com a ajuda do footguard, colocado na frente da cadeira de rodas, através de dribles e passes. O objetivo é fazer gols em uma meta constituída por duas balisas, sem redes.
O Power Soccer ou Powerchair football foi criado paralelamente no Canadá e França, nos fim dos anos 70. Durante 25 anos, vários estilos foram desenvolvidos. Em 2006, em uma reunião de todos os países praticantes, as regras foram unificadas e foi criada Federação Internacional de Futebol em Cadeira de Rodas (FIPFA), com sede em Paris, França.
A modalidade chegou oficialmente ao Brasil em 2011, no Rio de Janeiro, com a criação da Associação Brasileira de Futebol em Cadeira de rodas (ABFC), que cinco meses depois foi reconhecida pela FIPFA.

Empresário monta balanço de cadeira de rodas em praça de Vilhena, RO

Ideia surgiu após ver criança deficiente observando, sem poder brincar.Proposta é instalar mais balanços adaptados, nos próximos meses.

Dennis WeberDo G1 RO
Parque da Praça Nossa Senhora Aparecida foi o primeiro a receber o balanço adaptado (Foto: Dennis Weber/G1)Parque da Praça Nossa Senhora Aparecida foi o primeiro a receber o balanço adaptado (Foto: Dennis Weber/G1)
O playground da Praça Nossa Senhora Aparecida, em Vilhena (RO), cidade distante cerca de 700 quilômetros de Porto Velho, recebeu, no início deste mês, um recurso para que crianças deficientes possam participar das brincadeiras: um balanço adaptado com uma cadeira de rodas. O autor da ação é um empresário, que prefere não se identificar, e que garante instalar mais balanços modificados em outras praças do município.
Segundo o autor da obra, a ideia surgiu após ver uma criança deficiente observando as outras brincarem nos balanços do parquinho, sem poder se juntar a elas. “Pesquisei na internet um projeto parecido e decidi instalar um balanço adaptado no local para que ela também pudesse brincar”, explica.  Para isso ele precisou criar um suporte para a cadeira de rodas, que ao final, foi afixada em uma chapa de metal. Nesse trabalho contou com a ajuda de um metalúrgico, que não cobrou pelo serviço. A cadeira de rodas foi doada por outro empresário.
A cadeira de rodas balanço ainda precisa de alguns acessórios, como o cinto de segurança. “É importante que as pessoas saibam que tem mais uma opção de lazer na praça, e a partir do uso do balanço vamos poder identificar outras necessidades de quem quer brincar, mas por alguma limitação não pode”, informa.
De acordo com o empresário, a intenção é que as outras praças que tenham espaços de playground sejam contempladas com a ação.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Pai flagra e grava filho amarrado em creche em Jacarepaguá, no Rio

Márcia Augusto Barbosa Gomes e Marcelo Henrique Gomes registraram uma queixa na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) contra a creche Escola Sonho Meu, no Anil, em Jacarepaguá (procedimento: 947-00077/2015). Pais de uma criança especial de quatro anos, eles haviam recebido uma denúncia de que seu filho estaria sofrendo maus-tratos na instituição escolar. Preocupados com a informação, Márcia e Marcelo decidiram aparecer de surpresa na creche 20 minutos após terem deixado o filho. Se depararam com uma cena que imaginavam nunca presenciar: a criança amarrada em uma cadeira enquanto os outros coleguinhas lanchavam normalmente. Segundo os advogados Ailton Antonio da Silva e Walter Barcellos Duque, que representam os pais da criança e preparam uma ação na Justiça contra a instituição, vídeo e fotos mostram a criança  amarrada no período em que estava na instituição escolar. 
O menino frequentava a creche há três anos. No início do período letivo de 2015, segundo o registro na delegacia, os pais procuraram a diretora da instituição para contratar um mediador para cuidar da criança, que tem atraso no desenvolvimento psicomotor e não se expressa verbalmente. Segundo a família, a creche não teria aceito a oferta. 
A denúncia também foi feita à Secretaria de Educação e a ouvidoria do Ministério Público (número 301533).

http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/posts/2015/04/22/pai-flagra-grava-filho-amarrado-em-creche-em-jacarepagua-no-rio-565307.asp?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=O%20Globo





Especialistas e familiares discutem atendimento ao autismo durante simpósio

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Curitiba será sede do 2.º Simpósio Regional sobre Autismo, realizado pela Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD) em parceria com o Rotary Club e o Rotaract Club Água Verde. O evento, que tem como temática “Uma Nova Dimensão para o Autismo”, será realizado sexta (24) e sábado (25), no Salão de Atos do Parque Barigui.
São esperadas cerca de 500 pessoas, entre acadêmicos, profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social, além de pessoas com autismo e seus familiares. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas através do site do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap): www.imap.curitiba.pr.gov.br.
O objetivo dos organizadores é reunir, em um mesmo evento, diversas propostas de atendimento às pessoas que têm o transtorno do espectro do autismo. Nas mesas redondas e palestras haverá a participação de profissionais de instituições da sociedade civil e do poder público, que atendem a pessoa com autismo, discorrendo sobre suas experiências nas áreas da educação, sócioassistencial e de saúde.
O neuropsiquiatra infantil sueco Harald Sturm, especialista em distúrbios do desenvolvimento, participa do simpósio, ao lado de Cláudia Chaves Martins, assistente social e terapeuta familiar comportamental e cognitiva, do Centro de Autismo da Infância e Juventude de Estocolmo; e Rosi L. Kilander, fonoaudióloga no Karolinska Institute, da capital sueca. Ela atua na capacitação de professores e familiares para melhorar a comunicação com pessoas com autismo.
 “A troca de informações e a atualização são muito importantes para se alcançar melhores resultados nas ações e atendimento às pessoas com autismo. Outro aspecto relevante é tornar estas informações acessíveis às famílias, que estão sempre buscando o melhor para as pessoas que apresentam este transtorno”, disse a secretária especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdocimo.

2.º Simpósio Regional sobre Autismo
Datas e horário: 8h às 18h, no dia 24 de abril
                               8h30 às 17h30, no dia 25 de abril
Local: Salão de Atos do Parque Barigui
Inscrições limitadas: www.imap.curitiba.pr.gov.br
Informações: SEDPcD –  (41) 3363-5236

Avó carrega neta deficiente em suas costas, todos os dias, para que ela possa ir à escola

A história de Yibin City, da província de Sichuan, na China, prova que o amor da família supera barreiras.
Fang Mei Qiu é deficiente física e tem 14 anos de idade, mas não perde um dia de aula. Tudo graças a sua avó de 66 anos, que oferece a ela um “transporte” para ir à escola todos os dias de manhã. Juntas, eles andam quatro quilômetros de estradas de montanha, à pé.
Fang Mei nasceu com as rótulas dos joelhos danificadas, tornando-se incapaz de suportar seu próprio peso. Por isso, ela não pode ficar mais do que alguns minutos em pé sem sentir uma dor excruciante, e muito menos andar à pé para a escola. Ela constantemente precisa de ajuda para se locomover. Infelizmente, seu pai a deixou quando era apenas um bebê e sua mãe se casou de novo em seguida, deixando Fang Mei sob os cuidados de seus avós. Enquanto o avô está muito velho e doente para fazer a maioria das coisas, a avó cuida das necessidades da menina e do resto da casa.
A avó acorda às 5 da manhã todos os dias. Às 7 da manhã, elas começam sua jornada para a escola com Fang Mei nas costas da avó, parando para descansar pelo menos cinco vezes durante a caminhada. Leva uma hora e meia para viajar os dois quilômetros de ida, e para voltar, a mesma distância e o mesmo tempo. E elas nunca se atrasam: a avó garante que elas chegam à escola 8h30, que é quando começa o primeiro horário. Elas vêm fazendo isso há cinco anos.
A tarefa a que a avó se compromete todo dia é difícil, mesmo para alguém que é muito mais jovem e mais forte. Aos 66 anos, é complicado pensar como essa senhora consegue. Entretanto, ela disse que só se preocupa em como Fang Mei vai administrar sua vida quando o casal de idosos morrer.
Por sua vez, Fang Mei disse que faz tudo que pode para fazer o trajeto mais fácil para avó. Ela tenta suportar seu peso em duas muletas de bambu artesanais, e tenta andar durante o tempo que ela pode. Ela também estuda muito, por isso, todos os esforços da avó vão valer a pena um dia.
Depois que a história apareceu nos meios de comunicação chineses, as autoridades locais decidiram intervir e ajudar. A família mudou-se para uma casa mais perto da escola e deram a Fang Mei uma cadeira de rodas para poder se movimentar sozinha. As autoridades também convocaram instituições médicas locais para analisar se a condição da jovem pode ser melhorada.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Hortas suspensas ajudam no trabalho pedagógico e terapêutico em escola de educação especial



Prefeitura de Curitiba


Canteiros suspensos garantem atividades educativas terapêuticas para um grupo de alunos usuários de cadeiras de rodas com múltiplas deficiências da Escola de Educação Especial 29 de Março. A atividade integra o Programa Nosso Quintal, desenvolvido pelo setor de Agricultura Urbana da Secretaria Municipal do Abastecimento.
Chamado de agricultura intraurbana, nas quais as áreas de cultivo se caracterizam por pequenos espaços, como quintais de residências, hortas escolares e institucionais, atualmente o programa atende 101 entidades que beneficiam cerca de 2,7 mil pessoas em uma área total que soma 4 hectares.
A Escola 29 de Março é uma instituição filantrópica conveniada ao Estado e ao Município e que atende exclusivamente usuários de cadeira de rodas com múltiplas deficiências. A equipe técnica da escola contou com o apoio da iniciativa privada para criar canteiros elevadose assim os alunos pudessem participar do programa Nosso Quintal. A Prefeitura mantém o apoio à instituição com orientação técnica e o fornecimento de insumos, como mudas, esterco e calcário para a correção do solo.
“A horta terapêutica e ocupacional é uma ferramenta de educação e é o que faz com que o programa seja mantido”, explica o engenheiro agrônomo do setor de Agricultura Urbana, Mário Takashima, responsável pelo programa Nosso Quintal.
O aprendizado, a partir das hortas, é complementado pela função de também promover a educação alimentar e nutricional dos participantes. “Quando os alunos acompanham o crescimento das plantas, ajudam a molhar e são participantes de todo o processo, no dia da degustação elas acabam comendo, mesmo que inicialmente digam que não gostam”, explica o engenheiro agrônomo.
Mensalmente, o engenheiro visita a escola prestar as orientações necessárias, fornecer o material de acordo com cada etapa e, quando necessário, oferecer aulas de reciclagem aos profissionais responsáveis pelo programa nas instituições. Na Escola 29 de Março, o trabalho das hortas é desenvolvido pela professora Lucia Mikulin que, duas vezes por semana, cuida do local com sua turma de oito alunos. Ela aproveita os momentos de sol para desenvolver conteúdos pedagógicos, como a questão do solo e da água.     
A professora Lucia utiliza a horta como ferramenta para ensinar, especialmente, fundamentos de Matemática. Mas, na escola em que atua, a horta tem outra função ainda mais importante para esse grupo de alunos: a terapêutica. “Quando os alunos vêm pra cá, a gente vê a satisfação deles, a alegria de estar produzindo alguma coisa”, afirma Lucia. Como atua com alunos carentes, ela conta que muitas vezes os alunos levam as verduras colhidas para casa.   
O setor de Agricultura Urbana da Secretaria do Abastecimento, através dos programas Lavoura e Nosso Quintal, busca a utilização racional de vazios urbanos públicos e privados para a produção de alimentos em hortas e pequenas lavouras. O programa tem também a meta de promover o resgate da cultura rural no espaço urbano com a produção de alimentos sem uso de agrotóxicos e de procedência confiável.
Podem participar do programa famílias organizadas em associações de moradores, clubes de mães e organizações religiosas. Também atende escolas, creches, casas de recuperação de menores, unidades de saúde e grupos de terceira idade e outros.

Programas Lavoura e Nosso Quintal
Telefone (41) 3361-2316

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Campanha de Lacres consegue comprar cadeiras de rodas

Parceria foi formada entre a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Rio Negro, Grupo Arteris e Instituto Martinelli
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Entrega das cadeiras de rodas aconteceu no final de março
Um gesto de amor mobilizou uma comunidade, algumas escolas, mulheres solidárias prontas a ajudar o próximo e culminou no sorriso de crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais. A parceria foi formada entre a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Rio Negro, Grupo Arteris, através da Autopista Litoral Sul, quando a Instituição conheceu a Campanha Lacre Amigo, e Instituto Martinelli, de Joinville.
A mobilização iniciou em abril de 2014, quando a Rede Feminina, com intuito de minimizar o sofrimento de crianças e adolescentes com neoplasia nos ossos, juntou escolas, comunidade, zona rural e até cidades vizinhas e arrecadou 300 garrafas PET cheias de lacres de latas de alumínio.
Estes lacres foram enviados à Joinville, através da Autopista Litoral Sul, em janeiro deste ano. Após pesados, somaram 214 Kg, que foram revertidos em 6 cadeiras de rodas simples e uma para banho.
A entrega destas cadeiras foi feita no final de março, numa solenidade preparada pela Rede Feminina de Combate ao Câncer de Rio Negro.

Campanha Lacre Amigo
Com a finalidade de despertar nas pessoas a preocupação com o outro e com a sociedade, a Autopista Litoral Sul desenvolve Projeto Lacre Amigo. A campanha tem como objetivo arrecadar anéis de latas de alumínio para que possam ser trocadas por cadeiras de rodas.
O simples ato de juntar os lacres, desperta o senso de responsabilidade com o próximo e pode transformar a vida de quem realmente necessita. Além disso, contribui para o desenvolvimento pessoal e profissional do voluntário, desenvolvimento e inclusão social da comunidade e auxilia no relacionamento entre comunidade, organização social e profissional do voluntário.


http://www.adjorisc.com.br/jornais/correiodonorte/editorias/regi-o/campanha-de-lacres-consegue-comprar-cadeiras-de-rodas-1.1549404#.VTEXb_nF-n9

terça-feira, 14 de abril de 2015

Curitiba implanta semáforos especiais para pessoas com mobilidade reduzida





http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/curitiba-implanta-semaforos-especiais-para-pessoas-com-mobilidade-reduzida/36127
Pessoas com mobilidade reduzida terão mais tempo e maior segurança nas travessias de cruzamentos semaforizados em Curitiba. A Prefeitura iniciou nesta terça-feira (14) a implantação de uma nova tecnologia que permite aumentar o tempo de abertura dos semáforos para pedestres  mediante o uso do cartão transporte de idoso ou do cartão de pessoa com deficiência, ambos fornecidos pela Urbs (Urbanização de Curitiba S/A). Os equipamentos serão instalados em 31 pontos da cidade.
Foram escolhidos locais que apresentam maior risco de acidentes para pessoas com mobilidade reduzida, como cruzamentos próximos a unidades de saúde, hospitais e terminais de ônibus. “É uma tecnologia a favor da vida, que vai dar maior segurança nas travessias. Com menos atropelamentos nos cruzamentos, também contribuímos para a diminuição dos gastos com saúde pública decorrentes de acidentes de trânsito”, afirma o prefeito Gustavo Fruet.
O primeiro módulo de leitura de cartões foi instalado na Praça Ouvidor Pardinho (Rua 24 de Maio), no Rebouças. Os equipamentos poderão ser utilizados por 160 mil idosos, 13,2 mil pessoas com deficiência e 6,2 mil aposentados por invalidez que possuem atualmente um cartão de isento habilitado da Urbs. São 120 módulos da empresa Dataprom adquiridos via licitação (modalidade pregão), com investimento de R$ 348 mil e que deverão ser instalados nos próximos 90 dias.
O sistema funciona através de uma botoeira especial acoplada ao semáforo, que é acionada pelos cartões da Urbs. Ao identificar o cartão, o semáforo abrirá por mais alguns segundos além do programado, permitindo uma travessia mais segura. O tempo de abertura é aumentado em até 50% em relação ao tempo de semáforo normal em Curitiba.
“As pessoas com deficiência e os idosos realmente precisam desse tempo maior nas travessias. É muito importante essa iniciativa da Prefeitura de Curitiba, pois estamos investindo na segurança de toda a população”, diz a secretária extraordinária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdocimo.
A senhora Darci Graminho dos Santos, 71 anos, que faz atividade física na Praça Ouvidor Pardinho, testou e aprovou o novo semáforo, que no local passou a abrir por 18 segundos para o pedestre com cartão da Urbs – seis segundos a mais que o tempo convencional. “É um ótima ideia, vai nos ajudar muito, pois muita gente de mais idade tem uma grande dificuldade para atravessar a rua. O perigo é constante”, afirma.
Pesquisa
A Prefeitura de Curitiba realizou, em 2013, uma pesquisa inédita com 470 pedestres idosos em vários cruzamentos do Centro da cidade, determinando velocidade e tempos médios de travessia. Os dados levantados serviram de base para o aumento de tempo em muitos semáforos de pedestres de Curitiba e também para o cálculo do tempo de abertura dos semáforos especiais para pessoas com mobilidade reduzida.
“A intenção da implantação do semáforo inteligente é reduzir as fatalidades no trânsito da capital paranaense, principalmente com idosos, as maiores vítimas de acidentes fatais com pedestres na cidade segundo levantamento do projeto Vida no Trânsito. Com esta ação, Curitiba se prepara para atender com maior segurança o pedestre idoso que, segundo dados do IBGE, em 20 anos, terá sua população triplicada no Brasil”, diz a secretária municipal de Trânsito, Luiza Simonelli.
Participaram do evento na Praça Ouvidor Pardinho o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Sérgio Pires, o presidente da Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), Roberto Gregório, e o vereador Pier Pretuzziello.

Confira os locais onde serão instalados os novos equipamentos:
Rua Francisco Raitani x Hospital do Idoso   
Rua 24 de Maio X Pça. Ouvidor Pardinho (Unidade de Atenção ao Idoso)
Rua Ubaldino do Amaral x Rua Amâncio Moro (Igreja do Perpétuo Socorro)
Rua Amâncio Moro x Rua Mauá (Igreja Perpétuo Socorro)
Rua João Negrão x Rua Pedro Ivo (Terminal do Guadalupe            )
Rua André de Barros x Rua João Negrão (Terminal do Guadalupe)
Av. Mal. Floriano Peixoto x Av. Visconde de Guarapuava (local com muitos atropelamentos)
Av. Visconde de Guarapuava x Rua João Negrão (INSS)
Av. Mal. Floriano Peixoto x Rua Pedro Ivo (Estação Pça Carlos Gomes)
Rua Pedro Ivo x Rua Des. Westphalen (Pça. Rui Barbosa)
Rua Cap. Souza Franco x Av. Vicente Machado (Hospital da Cruz Vermelha e Hospital Geral de Curitiba)
Rua XV de Novembro x Rua Camões (Associação dos Deficientes Físicos do Paraná)
Av. São José x Rua Fioravante Dalla Stella (Hospital do Cajuru)
Via Vêneto x Rua Marcos Mocelin (Unidade de Saúde Santa Felicidade)
Via Vêneto x Rua Sta. Bertila Boscardin (Terminal Santa Felicidade)
Av. Ver. Toaldo Túlio X Rua Antônio Scorssin (Unidade de Saúde São Braz)
Rua Lysimaco F. da Costa x Rua Papa João XXIII (Prefeitura)
Rua Dep. Mário de Barros x Rua Carlos Pioli           (Igreja do Divino, Celepar, Serpro, Tribunal de Contas e Secretarias do Estado)
Rua João Gbur x Rua Fernando de Noronha (UPA e Rua da Cidadania Boa Vista)
Rua Canadá X Rua Arary Souto (UPA e Rua da Cidadania Boa Vista)
Av. Paraná x Rua Pedro Doska (Unidade de Saúde Santa Cândida)
Av. Comendador Franco x Rua Henrique Mehl (local com muitos atropelamentos)
Rua Zonardy Ribas x Rua Maestro C. Frank (Terminal do Boqueirão)
Rua Anne Frank x Rua Napoleão Laureano (Terminal do Carmo)
Rua Ten. Francisco F. De Souza x Rua Gabriel Corisco Domingues (Terminal do Carmo)
Rua Waldemar Kost x Rua Anne Frank (Unidade de Saúde Vila Hauer)
Rua Engº Benedito M. Da Silva x Rua Filipinas (UPA Cajuru           )
Rua Nivaldo Braga x Rua Osmário de Lima (Unidade de Saúde Iracema Capão da Imbuia)
Rua Carlos Klemtz x Rua Adorides Jesus C. Camargo (UPA Fazendinha)
Rua Carlos Klemtz x Rua Gen. Potiguara (Terminal Fazendinha)
Rua Levy Buquera x Rua dos Pioneiros (UPA Sitio Cercado)